❌

Reading view

Você confere o celular várias vezes antes de sair de casa? Entenda o que a psicologia explica sobre esse hábito

Antes de sair de casa, algumas pessoas repetem um pequeno ritual. Conferem se o celular está no bolso, procuram as chaves e verificam a carteira, mesmo depois de terem certeza de que pegaram tudo. Embora pareça apenas uma precaução, a necessidade de checar os mesmos objetos várias vezes pode estar relacionada à maneira como lidamos com dúvidas, responsabilidades e lembranças.

Na psicologia, esse tipo de comportamento é conhecido como verificação ou checagem. Em situações cotidianas, pode funcionar como uma forma de evitar esquecimentos e imprevistos.

No entanto, quando se torna repetitivo, nem sempre proporciona a segurança esperada. Pesquisas indicam que conferir algo muitas vezes pode diminuir a confiança na própria memória, aumentando a sensação de dúvida.

Hábito frequente

O celular deixou de ser apenas um meio de comunicação e passou a reunir funções importantes para o cotidiano, como acesso a documentos, aplicativos bancários, pagamentos e informações profissionais. Por isso, esquecê-lo em casa pode representar um transtorno, o que ajuda a explicar a preocupação em confirmar se o aparelho está por perto.

A psicologia também investiga a relação entre comportamentos de checagem e responsabilidade percebida, que envolve a sensação de precisar tomar precauções para evitar consequências negativas. Nesse contexto, conferir o celular pode ser uma maneira de tentar prevenir esquecimentos ou situações inconvenientes.

Leia Mais:

Uma revisão científica publicada em 2025 na revista Psychology Research and Behavior Management discutiu como fatores como responsabilidade excessiva, dúvidas e desconfiança na memória podem contribuir para verificações compulsivas. Embora a pesquisa tenha abordado principalmente comportamentos associados ao transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), ela ajuda a compreender os mecanismos psicológicos envolvidos na repetição dessas ações.

Conferir o celular várias vezes pode aumentar a dúvida?

Mesmo depois de confirmar que o celular está no bolso ou na bolsa, algumas pessoas sentem necessidade de conferir novamente. Embora pareça uma forma de evitar esquecimentos, a repetição nem sempre aumenta a sensação de segurança.

Conferir o celular antes de sair não significa necessariamente ansiedade ou transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Segundo o Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), verificações compulsivas podem estar associadas a pensamentos persistentes, sofrimento e prejuízos à rotina.

Quando o hábito provoca atrasos frequentes, angústia ou dificuldade para realizar atividades, buscar orientação psicológica pode ser importante. Já no cotidiano, conferir o aparelho com atenção antes de sair pode ajudar a evitar repetições desnecessárias.

  •  

Preparação para o Enem: estudar demais pode atrapalhar? Saiba como dosar

A proximidade do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode colocar os alunos em estado de alerta em relação aos estudos. A prova, que acontecerá nos dias 8 e 15 de novembro, exige muito da bagagem intelectual e do pensamento crítico de cada candidato, por isso é necessário repassar essas matérias na reta final dos estudos de forma saudável.

Muitos estudantes podem se privar do sono para tentar compensar, em poucas semanas, tudo o que não foi estudado ao longo do ano, algo que pode ser prejudicial para o bem-estar e a saúde mental de cada um. Essa manobra pode transformar o que era estratégia em agonia.

De acordo com Gabrieli Ribeiro, coordenadora psicossocial do Elite Rede de Ensino, à CNN Brasil, o excesso de estudos nas semanas que antecedem o Enem pode surtir um efeito contrário ao esperado: na tentativa de aprender mais, o estudante começa a comprometer as condições mentais que permitem o aprendizado.

“Quando o descanso é substituído por mais horas de estudo, o sono fica prejudicado e a rotina perde espaço para a cobrança, podendo surgir dificuldade de concentração, falhas na memória, irritabilidade, ansiedade e a sensação de que nunca se sabe o suficiente”, explica.

Segundo a profissional, o desgaste emocional faz com que o aluno passe a interpretar as horas de sono como tempo perdido, aumentando a sensação de despreparo. Dormir é essencial para que o cérebro consolide as informações e se recupere do esforço feito durante as horas de estudo.

“Na reta final, estudar melhor é mais importante do que simplesmente estudar mais. O descanso não é uma recompensa para quem terminou tudo, porque nessa fase sempre haverá algo a revisar, mas é parte da própria preparação”, afirma Ribeiro. 

A psicóloga afirma que a tentativa de compensar o que não foi estudado durante o ano nas semanas anteriores ao Enem aumenta sintomas da ansiedade. É possível, no entanto, diminuir o clima de urgência fazendo trocas inteligentes. Em vez de tentar aprender todo o conteúdo que ficou para trás, você pode:

  • priorizar assuntos mais relevantes;
  • revisar conhecimentos já trabalhados;
  • resolver questões;
  • compreender os próprios erros;
  • e preservar a energia mental. 

“Existe uma diferença importante entre intensificar o estudo e entrar em desespero para recuperar o tempo. A reta final não é o momento de tentar reconstruir toda a preparação, mas de transformar o conhecimento disponível em desempenho. O estudante não precisa chegar à prova sabendo tudo; precisa chegar em condições de acessar, com clareza, aquilo que sabe”, sugere a profissional. 

Investir no lazer e descanso

Outro ponto importante é incluir momentos de lazer em meio a todo esse desgaste mental. Para Gabrieli Ribeiro, descansar e se divertir é necessário.

O estudante que abre mão do lazer por achar que está perdendo tempo pode enfrentar um estado de privação muito prejudicial para a saúde. 

Além do lazer, é importante reservar momentos para conversar com amigos, praticar atividades físicas, assistir algo que gosta ou simplesmente descansar sem sentimento de culpa.

“Uma preparação eficiente não é aquela que ocupa cada minuto do dia, mas aquela que permite chegar à prova com conhecimento, energia e estabilidade emocional. Afinal, o estudante não precisa suspender a própria vida para se preparar para uma prova que faz parte dela”, explica a psicóloga. 

Como diminuir os sintomas de ansiedade e evitar a autossabotagem antes do Enem?

Antes de testar os próprios conhecimentos no exame, é importante o candidato entender que o medo não pode conduzir suas escolhas. Para evitar a autossabotagem, é fundamental deslocar o foco do resultado, que não está inteiramente sob seu controle, para aquilo que pode ser feito no presente, como manter uma rotina realista de estudos, respeitar o descanso, cuidar do sono e reconhecer os próprios avanços, mesmo que pequenos.

Pensamentos de “não sei o suficiente” ou “vou fracassar” são expressões da ansiedade que não são verdades absolutas. O estudante que se vê nesse ciclo pode fazer exercícios de respiração para tentar retomar a consciência e desenvolver a autoconfiança que foi deixada de lado pelas inseguranças.

Para complementar, viver em um ambiente familiar pacífico contribui como uma fonte de segurança emocional para uma pessoa que já vive em um período marcado por cobranças, expectativas e incertezas.

“A família pode contribuir de forma muito significativa ao demonstrar interesse pelo bem-estar do jovem, respeitar seus momentos de descanso, reconhecer sua dedicação e transmitir confiança sem minimizar seus medos”, declara Ribeiro.

Ela segue: “O estudante precisa sentir que sua família torce pelo seu resultado, mas que seu valor não depende dele. Quando existe essa segurança, o Enem deixa de ocupar o lugar de uma ameaça à própria identidade e passa a ser compreendido como uma etapa importante da vida, mas não como uma definição de todo o seu futuro”.  

Entender se cumpriu cronograma de estudos

Para Ademar Celedônio, diretor de ensino e inovação da Arco Educação, a melhor forma para passar pelas semanas que antecedem o Enem é apostar em pausa e relaxamento, principalmente para quem conseguiu cumprir com o cronograma de estudos. O profissional sugere aos alunos que façam algumas releituras e revisões curtas e pontuais.

Em relação a quem ainda precisa aprender mais assuntos, o ideal é apostar nos simulados e refazer provas em que o desempenho não foi tão bom. “O acúmulo de cansaço e nervosismo pode, de fato, implicar em mais erros. Para isso, vale muito o treinamento”, comenta.

Enem 2026: veja o cronograma completo

 

  •  

Ansiedade social e os hábitos ocultos que pioram tudo

Pode comprometer o desempenho e as relações interpessoais, mas existem estratégias e formas de apoio psicológico que ajudam a superar o isolamento e a enfrentar os receios associados às interações sociais. Durante a adolescência, Mary (nome fictício) começou a sentir ansiedade em situações sociais. A sua ansiedade tornou-se tão grave que desenvolveu uma depressão e teve de interromper temporariamente os estudos. Quando entrou na universidade, evitava por completo os ambientes de grupo. “Não participava em clubes nem em associações, como faziam os outros”, conta. “Achava simplesmente que ninguém iria querer conhecer-me. Na verdade, não fiz um único amigo durante toda

  •  

Biblioteca de Portimão recebe sessão sobre como lidar com a ansiedade de crianças e jovens

A psicóloga Marina Carvalho orienta a sessão gratuita no dia 14 de outubro, das 17h30 às 18h30. A inscrição é obrigatória até à véspera.

O conteúdo Biblioteca de Portimão recebe sessão sobre como lidar com a ansiedade de crianças e jovens aparece primeiro em Barlavento.

  •  
❌