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França mobiliza 70.000 agentes face a novos protestos e apelos à violência e pilhagens
O ministro do Interior francês anunciou hoje a mobilização de 70.000 agentes policiais em todo o país, face à convocatória de novos protestos no sábado e apelos nas redes sociais para a prática de violência e pilhagens. Tibete. Prosseguem buscas para encontrar sobreviventes
Pelo menos 16 pessoas morreram, no Tibete, depois de um sismo de magnitude 7 na escala de Richter. Há também dezenas de feridos. Brasil é um país dividido com democracia em risco
Fernando de Barros e Silva é uma das vozes mais respeitadas da análise política brasileira. A partir de São Paulo, o jornalista e um dos autores do podcast Foro de Teresina ajuda-nos a perceber as contradições do Brasil de hoje: as responsabilidades de Lula e da esquerda, a ascensão do bolsonarismo e a possibilidade de Flávio Bolsonaro chegar ao poder. França e Reino Unido simulam ataque nuclear conjunto pela primeira vez
Caças britânicos e franceses participaram pela primeira vez juntos num exercício nuclear na terça-feira à noite, anunciaram hoje os ministérios da Defesa francês e britânico num comunicado conjunto.
"Depois de terem descolado da base aérea de Saint-Dizier, no nordeste de França, os Rafale franceses, escoltados por caças Typhoon da RAF [Força Aérea Britânica], simularam um ataque nuclear", afirmam.
Este exercício insere-se no âmbito da cooperação reforçada entre os dois países em matéria de dissuasão nuclear, decidida durante uma cimeira dos líderes dos dois países em Northwood, em julho de 2025.
O exercício, intitulado "Rummy", decorreu "sobre o Mediterrâneo" e "não envolveu armas nucleares", precisaram os dois ministérios.
Este exercício "demonstra a crescente cooperação entre as duas potências nucleares da Europa no âmbito da Declaração de Northwood", adotada a 10 de julho de 2025 por Paris e Londres com o objetivo de "aprofundar a sua cooperação e coordenação nucleares".
A França e o Reino Unido são os dois países europeus dotados de armas nucleares, sendo que Londres dispõe de uma componente submarina, enquanto Paris dispõe, para além dos seus submarinos lançadores de mísseis (SNLE), de duas esquadras de aviões Rafale capazes de disparar um míssil nuclear AMSPA-R.
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Canadá e Turquia reforçam cooperação em defesa, transportes e energia
O Canadá e a Turquia acordaram reforçar a cooperação nos domínios da defesa, transportes e energia, através da assinatura de acordos bilaterais, e iniciar negociações para um acordo de comércio livre antes do final do ano.
No âmbito da visita do primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, a Ancara, a primeira de um chefe de Governo canadiano à Turquia, os dois países assinaram um plano de ação para três anos, com o qual pretendem "iniciar uma nova era", afirmou o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.
O chefe de Estado turco apontou como objetivo aumentar o volume de comércio bilateral dos atuais 3.000 milhões de dólares (quase 2.700 milhões de euros) para 5.000 milhões de dólares (mais de 4.400 milhões de euros) nos próximos anos.
As duas partes acordaram também iniciar, em novembro, as negociações para um acordo de comércio livre.
No âmbito dos acordos bilaterais, prevê-se duplicar as ligações aéreas diretas entre os dois países, enquanto, na área da defesa, será procurado um reforço da cooperação industrial.
"Os aliados devem poder contar uns com os outros no que diz respeito ao equipamento e às capacidades que garantem a nossa segurança", afirmou Carney, citado pelo jornal Hürriyet.
"O nosso objetivo não é a autossuficiência, mas a resiliência coletiva. É por isso que o Canadá está a estabelecer parcerias mais estreitas com parceiros fiáveis, que criem novas oportunidades para ambas as partes e a Turquia é um parceiro excecional", acrescentou Carney, cujo país está em plena guerra comercial com os Estados Unidos.
O chefe do Governo canadiano deverá reunir-se hoje, em Istambul, com empresários turcos de setores estratégicos, como a energia, a indústria aeroespacial e os minerais críticos. O Canadá e a Turquia identificaram também potencial de cooperação no domínio da energia nuclear.
Os dois dirigentes já se tinham encontrado em julho, durante a cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), em Ancara, mas esta foi a primeira visita oficial de um chefe de Governo canadiano à Turquia.
Os dois países anunciaram ainda um acordo de parceria no setor da indústria de defesa.
"Num mundo mais perigoso e mais dividido, os aliados têm de poder contar uns com os outros para dispor dos equipamentos e das capacidades que nos protegem. Também neste domínio, os nossos pontos fortes são complementares", considerou Mark Carney.
O antigo presidente do banco central do Canadá fez da redução da dependência dos Estados Unidos e da diversificação das parcerias do país dois dos pilares do seu mandato, iniciado em março de 2025.
Carney tem multiplicado as deslocações ao estrangeiro, retomando relações com alguns Estados – como a Arábia Saudita, a Índia e a China – com os quais as relações se tinham deteriorado ou até sido interrompidas durante o mandato do antigo primeiro-ministro Justin Trudeau.
O chefe do Governo canadiano aproximou-se também da Europa. Em setembro, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs que o Canadá se tornasse o primeiro "membro associado" da União Europeia.
Leia Também: Canadá e Turquia iniciam negociações para acordo de comércio livre

Transportes públicos de Maputo vão ter localização em tempo real
A Empresa Municipal de Transportes Públicos de Maputo (EMTPM) anunciou hoje que prevê introduzir pagamentos eletrónicos e um sistema de localização de autocarros em tempo real para facilitar o acesso dos passageiros e melhorar a gestão da frota.
A informação foi avançada pelo administrador técnico-operacional da EMTPM, Camilo Ibrahimo, durante a 15.ª Reunião Anual de Planificação da empresa, em Maputo, acrescentando que a medida surge para responder ao aumento da procura de transporte público, sobretudo nos períodos de ponta, de manhã e ao final do dia.
"Enquanto as nossas carreiras estão a transportar os que acordaram mais cedo, em cada cinco a dez minutos temos mais passageiros. Então, nós precisamos de reforçar essas carreiras", afirmou.
Atualmente, a empresa dispõe de 75 viaturas, das quais 35 autocarros que operam em 22 rotas e 310 trajetos.
Segundo dados apresentados pela EMTPM, os transportes públicos da empresa percorrem diariamente cerca de 10 mil quilómetros e transportam aproximadamente 20 mil passageiros.
Além do aumento da frota, a empresa pretende implementar um sistema integrado de pagamento eletrónico e gestão operacional dos autocarros.
"Através desses sistemas, mesmo pelos telefones, cada um pode saber onde o autocarro está, quando está, e se o autocarro que está a chegar agora tem espaço para sentar ou ficar em pé", explicou Camilo Ibrahimo.
O responsável acrescentou que os novos autocarros já dispõem de câmaras integradas para reforçar a segurança dos passageiros.
Por seu turno, o presidente do Conselho Municipal de Maputo, Razaque Manhique, desafiou a empresa a acompanhar a evolução tecnológica através da automatização dos processos administrativos, operacionais e de manutenção.
"A sustentabilidade da EMTPM depende de uma gestão financeira rigorosa, da melhoria da arrecadação de receitas e da redução de desperdícios", afirmou.
O edil defendeu igualmente a identificação de novas oportunidades de negócio compatíveis com a missão da empresa e o reforço de parcerias público-privadas para apoiar o seu crescimento.
Segundo Razaque Manhique, a EMTPM deve colocar os utentes no centro das decisões, apostando na regularidade das carreiras, no cumprimento dos horários e na adequação da oferta às necessidades de mobilidade da população.
Leia Também: Dragagens de 131 milhões de euros aumentam capacidade do Porto de Maputo

Parlamento marroquino aprova programa do Governo El Mansouri
O Parlamento marroquino aprovou hoje por maioria absoluta o programa do novo Governo, liderado pela primeira-ministra Fatima Zahra el Mansouri, à frente de uma coligação composta por quatro partidos.
O programa de El Mansouri, que se tornou a primeira mulher a ocupar o cargo em Marrocos, foi aprovado com 204 votos a favor e 127 contra, o que representa um voto de confiança da Câmara dos Representantes no novo executivo, resultante das eleições legislativas de 23 de setembro, ganhas pelo Partido da Autenticidade e Modernidade (PAM), liderado pela chefe do Governo.
O novo executivo tomou posse logo após a votação, em que El Mansouri defendeu um projeto "novo e ambicioso", que passa por uma "rutura" com os métodos de gestão e pela aplicação dos projetos, segundo reportou a agência noticiosa estatal marroquina MAP.
A primeira-ministra marroquina defendeu que o programa do Governo foi aprovado após "debates" e uma "análise minuciosa" da situação, tendo em conta que o PAM já integrava a coligação tripartida governamental durante o mandato anterior, liderado pela União Nacional dos Independentes (RNI), agora fora da coligação.
El Mansouri voltou a estender a mão aos partidos da oposição para debater o futuro do país através do diálogo e salientou que os cidadãos "esperam resultados e que o Governo esteja à altura", sublinhando a importância de conquistar a confiança da população, sobretudo tendo em conta a baixa participação eleitoral.
A própria El Mansouri definiu esta semana o controlo do Saara Ocidental como uma prioridade da agenda do seu executivo, afirmando que se concentrará na mobilização de mais apoios internacionais para o plano de soberania marroquina sobre o território, que enfrenta a oposição frontal da Frente Polisário.
As eleições legislativas em Marrocos, que registaram uma participação inferior a 40%, foram marcadas pelo crescente desânimo com a situação política e económica, bem como pelas tensões com Espanha, decorrentes da crise no final de julho, quando dezenas de milhares de pessoas entraram irregularmente em Ceuta.
O governo de El Mansouri foi empossada a 16 deste mês pelo rei Mohamed VI e inclui 20 ministros, dois deles mulheres, que combina a continuidade em pastas estratégicas com novos rostos de perfil político.
O executivo é complementado por 11 ministros delegados, equivalentes a vice-ministros, quatro deles mulheres.
Os principais responsáveis pelas chamadas "pastas de soberania" – Defesa, Administração Interna, Negócios Estrangeiros e Assuntos Religiosos –, que são por norma nomeados pelo Palácio Real, mantêm-se no novo executivo, nomeadamente Nasser Bourita, à frente da diplomacia, e Abdelouafi Laftit, na segurança interna.
O PAM ficou com a maioria das pastas ministeriais, incluindo algumas das mais importantes nas áreas económica e da gestão interna, como a Justiça, a Economia e Finanças e a Agricultura.
Leia Também: Partidos marroquinos reivindicam Ceuta e Melilla no parlamento

Tiroteio numa igreja na Jordânia faz pelo menos sete mortos
Pelo menos sete pessoas morreram hoje e outras dez ficaram feridas num tiroteio numa igreja na Jordânia, na província de al-Karak (oeste), onde um grupo de homens armados desconhecidos abriu fogo, segundo as autoridades locais.
"Pelo menos sete pessoas morreram no tiroteio ocorrido na igreja de Hammoud, em al-Karak, enquanto cerca de dez outras ficaram feridas, algumas delas com gravidade", declarou a autoridade local ao canal televisivo al-Mamlaka, acrescentando que dois indivíduos não identificados abriram fogo e estão a ser procurados pelas autoridades.
A Direção de Segurança Pública da Jordânia, por seu lado, indicou num comunicado que estava à procura dos autores do ataque, ocorrido na igreja de Hamud, onde, segundo o canal al-Mamlaka, alguns homens armados começaram a disparar durante uma procissão fúnebre.
Segundo testemunhas citadas pela emissora, dois homens saíram de um veículo armados e começaram a disparar contra os fiéis durante cinco minutos seguidos.
Por seu lado, o ministro das Comunicações Governamentais e porta-voz do executivo jordano, Mohamed Momani, afirmou na conta pessoal na rede social X que as forças de segurança no terreno "continuam a investigar um incidente relacionado com um tiroteio na província de al-Karak" e afirmou que as autoridades tomaram "as medidas necessárias".
Estes acontecimentos não são habituais na Jordânia, que conta com uma população de cerca de 11,5 milhões de pessoas, na sua grande maioria muçulmanos, enquanto aproximadamente 3% são cristãos.
As autoridades da monarquia hachemita apresentam o país árabe como um exemplo de convivência entre comunidades religiosas.
No entanto, nos últimos anos, ocorreram alguns incidentes relacionados com tiroteios, ao mesmo tempo que as forças de segurança realizam frequentemente operações contra o contrabando de drogas e armas provenientes de países vizinhos.

Israel anuncia operação militar na Cisjordânia ocupada
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou o início de uma operação militar na Cisjordânia ocupada, incluindo a retirada forçada de residentes palestinianos, após um ataque que feriu cinco israelitas.
Lusa | 13:11 - 23/10/2026
Ministro de Lula: campanha falhou e subestimou bolsonarismo

© ANDRE BORGES/EPA
Sindicato ameaça convocar greves na Volkswagen na Alemanha a partir de janeiro

O sindicato IG Metall ameaça com uma greve entre os trabalhadores do Grupo Volkswagen na Alemanha a partir de janeiro, caso a empresa não recue no plano de renegociar os acordos coletivos.
“Não procuramos o conflito, mas estamos preparados”, afirmou, esta sexta-feira, o sindicato aos meios de comunicação locais na Alemanha, face à possibilidade de iniciar greves ou outras ações sindicais assim que o período obrigatório de paz laboral terminar, em 31 de dezembro.
O sindicato afirmou que a Volkswagen notificou a rescisão de 10 dos 13 acordos coletivos no final do ano.
Esta medida voltaria a colocar em cima da mesa de negociações questões como os salários, a jornada de trabalho, os bónus e as regras de contratação.
Desta forma, o IG Metall deu até ao final do mês para que a Volkswagen recue na decisão. Se a empresa se recusar, o sindicato advertiu que organizará greves e outras formas de ação sindical depois do período obrigatório de paz laboral.
O confronto surge quando o presidente executivo (CEO), Oliver Blume, avançou com um plano de reestruturação, cortando postos de trabalho, reduzindo os custos das fábricas e a burocracia na Alemanha, ao mesmo tempo que se liberta liquidez para investir em carros elétricos, ‘software’ e tecnologia de condução autónoma.
O sindicato pretende que as negociações formais tenham início em 24 de novembro, antes do prazo-limite de 03 de dezembro, e afirmou que as conversações deveriam começar nas fábricas cujas perspetivas a longo prazo são incertas, segundo a Bloomberg.
Na última semana, soube-se que a Volkswagen propôs um congelamento salarial na Alemanha até 2030, com os salários fixados nos níveis de 2026.
Moçambique prevê contratar 5.541 funcionários em 2027
O Governo moçambicano prevê admitir 5.541 novos funcionários e agentes do Estado em 2027, sobretudo na Educação, Justiça, Saúde e Agricultura, com um impacto orçamental estimado em 19,6 milhões de euros, segundo a proposta orçamental.
De acordo com dados do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) compilados hoje pela Lusa, o número de novas admissões previsto para 2027 representa um aumento de 39,9% face às 3.962 entradas projetadas para 2026, enquanto o respetivo impacto orçamental cresce 23,3%, dos 1.135 milhões de meticais (15,9 milhões de euros) previstos para este ano para 1.399 milhões de meticais (19,6 milhões de euros).
A Educação continuará a absorver a maior parte das contratações, com 2.978 admissões previstas, equivalentes a 53,7% do total, envolvendo sobretudo professores do ensino geral. Neste setor, o impacto orçamental estimado ascende a 903 milhões de meticais (12,6 milhões de euros), correspondente a cerca de dois terços do custo total das novas admissões previstas para o próximo ano.
A proposta prevê igualmente a contratação de 1.364 funcionários para os órgãos da Administração da Justiça, mais do que o dobro das 745 admissões previstas para 2026, representando o segundo maior contingente de novas entradas e um custo estimado de 240 milhões de meticais (3,4 milhões de euros).
A Saúde deverá admitir 598 profissionais, com um impacto orçamental de 161 milhões de meticais (2,3 milhões de euros), enquanto a Agricultura prevê contratar 558 funcionários e agentes do Estado, num custo de 84 milhões de meticais (1,2 milhões de euros).
O Governo justifica esta política com a necessidade de garantir serviços públicos essenciais, mas simultaneamente assegurar uma trajetória sustentável da despesa com pessoal.
Entre as medidas anunciadas para 2027 destaca-se a implementação do recrutamento centralizado de funcionários e agentes do Estado, visando "maior eficiência, racionalidade e transparência" nos processos de admissão.
O documento prevê ainda a manutenção das restrições à contratação de novos funcionários, privilegiando os setores da Saúde, Educação, Agricultura, Administração da Justiça e Forças de Defesa e Segurança, enquanto para os restantes setores será aplicada a regra de uma admissão por cada três saídas.
O executivo garante igualmente medidas de controlo da massa salarial, incluindo a revisão dos subsídios atribuídos aos funcionários públicos, o reforço do controlo das aposentações obrigatórias e novos mecanismos de fiscalização das horas extraordinárias, particularmente nos setores da Saúde e da Educação.
A proposta do PESOE estima que as despesas com pessoal atinjam 222,7 mil milhões de meticais (3,1 mil milhões de euros) em 2027, equivalentes a 12,2% do Produto Interno Bruto (PIB), menos 0,9 pontos percentuais do que o previsto para 2026.
Daquele montante, 217,7 mil milhões de meticais (três mil milhões de euros) destinam-se a salários e remunerações, incluindo as novas admissões previstas para os setores prioritários, enquanto os restantes cinco mil milhões de meticais (70,1 milhões de euros) correspondem a outras despesas com pessoal.

Mais de 2,6 milhões de moçambicanos expostos a riscos de proteção
Mais de 2,6 milhões de moçambicanos, 66,3% da população afetada, estão em risco de proteção, segundo relatório internacional.
Lusa | 09:18 - 23/10/2026
Empregados domésticos em Macau atingem nível mais elevado
O número de empregados domésticos em Macau ultrapassou 29.200 no final de setembro, o valor mais elevado desde dezembro de 2020, de acordo com dados oficiais hoje divulgados.
Segundo dados do Corpo de Polícia de Segurança Pública, divulgados pela Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL), o território tinha 29.226 famílias com empregados domésticos, mais 193 do que no final de junho.
Macau atingiu o pico máximo de 31.044 em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19, mas, à medida que a crise económica e as restrições à entrada se foram prolongando, perdeu mais de oito mil empregados domésticos, até fevereiro de 2023.
Macau, que à semelhança da China seguia a política 'zero covid', reabriu as fronteiras a todos os estrangeiros, incluindo trabalhadores não residentes, a partir de 08 de janeiro de 2023, depois de quase três anos de rigorosas restrições.
Desde então, em menos de quatro anos, o número de empregados domésticos na região administrativa especial chinesa subiu quase 6.200, o correspondente a um aumento de 26,8%.
Os empregados domésticos voltaram a ser excluídos do salário mínimo, cujo valor aumentou em 2,9% - 211,4 patacas (23,4 euros), para 7.280 patacas (805 euros) mensais – em janeiro.
Isto devido à "'natureza única' do trabalho doméstico e à necessidade de o trabalhador se 'integrar' na vida familiar do empregador", disse em novembro o diretor da DSAL, Chan Un Tong.
Atualmente, para novos contratos de trabalhadores domésticos, assinados a partir de julho de 2024, a remuneração mínima fixada pela DSAL é de 3.200 patacas (354 euros).
Chan referiu que o salário mediano para estas contratações ronda 3.800 patacas (420 euros).
Em 02 de outubro, o Governo da vizinha região chinesa de Hong Kong anunciou um aumento de 2,35% no salário mínimo para os trabalhadores domésticos, para 5.220 dólares de Hong Kong (595 euros) por mês.
Uma semana antes, um grupo de trabalhadoras domésticas tinha organizado um protesto a pedir um aumento de 21% no salário mínimo, para 6.172 dólares de Hong Kong (703 euros).
O anterior salário, 5.100 dólares de Hong Kong, é "incrivelmente baixo para um território que se autointitula com orgulho a 'Cidade Mundial da Ásia'", afirmou a porta-voz da Asian Migrants Coordinating Body, Sringatin, num comunicado.
De acordo com dados oficiais, o salário mediano no território ronda atualmente 21.200 dólares de Hong Kong (2.415 euros).
Macau empregava no final de setembro mais de 184.500 trabalhadores migrantes, o que representa um aumento de quase 860 nos primeiros nove meses do ano.
O setor da construção foi o que registou a maior subida até setembro, ao adicionar cerca de dois mil funcionários não residentes, ultrapassando 27.700.
O plano de obras públicas em Macau para este ano inclui grandes projetos como a Linha Leste do metro ligeiro, que irá chegar à principal fronteira com a China continental, no norte da península de Macau.

Macau: Operadoras de jogo investem 45% no novo fundo público
O Governo de Macau anunciou que as seis concessionárias do jogo vão contribuir com 45% de um novo fundo público de 20 mil milhões de patacas (2,2 mil milhões de euros).
Lusa | 11:49 - 23/10/2026
Meta sufre caída bursátil y Tesla recorta su gasto de capital para 2026
14h. Chega pede demissão do presidente do IHRU

Menino de 3 anos ferido após portão de metal lhe cair em cima em Espanha
Um menino de três anos ficou ferido, na quarta-feira, depois de um portão metálico lhe ter caído em cima, quando tentava entrar nos campos de futebol do bairro El Junquillo, em Cáceres, em Espanha.
O acidente deu-se pelas 19h00 (hora local), tendo o menino sido levado para o Hospital San Pedro de Alcántara, de acordo com o El Periódico de Extremadura.
Os pais do menor deram conta de que o menor estava na entrada do recinto desportivo quando a estrutura caiu em cima dele. A criança sofreu hematomas e contusões em várias partes do corpo, assim como golpes na cabeça.
A família assinalou que o menino permaneceu cerca de quatro horas em observação naquela unidade hospitalar, onde lhe foram realizados vários exames médicos para avaliar as lesões. Pese embora tenha recebido alta hospitalar, os profissionais de saúde frisaram ser necessário vigiar a criança nas 48 a 72 horas seguintes.
Entretanto, os pais apelaram a uma revisão das condições de segurança das instalações desportivas, que são habitualmente utilizadas por menores e famílias do bairro. A par disso, assinalaram que a estrutura que desabou e outros elementos do recinto apresentavam sinais de deterioração há já algum tempo, tendo a associação de moradores de El Junquillo solicitado, em diversas ocasiões, a manutenção do campo.
A família considerou também ser necessário esclarecer se tinham sido detetadas deficiências na estrutura e se existiam avisos anteriores ao acidente. Pediram ainda que o estado das portas, vedações e outros elementos metálicos com os quais os utilizadores possam entrar em contacto seja verificado, e que se investiguem as circunstâncias em que ocorreu a queda do portão, por forma a apurar responsabilidades.
"Não queremos esperar que aconteça uma tragédia para que sejam tomadas medidas", disse.
Leia Também: Duas mulheres alvos de tiroteio em Granada. Suspeito será ex de uma delas

China recebe mais de 80% das encomendas mundiais de navios

© ALEX PLAVEVSKI/EPA
ONG pede investimento agrícola para combater fome em Timor

© ANTONIO AMARAL/LUSA
Alerta tsunami emitido em Itália após série de sismos no Mediterrâneo
Um alerta tsunami foi emitido, esta sexta-feira, em Itália, na sequência de uma série de sismos sentidos na costa mediterrânica.
Pelo menos doze sismos, com magnitude acima de 5,0 na escala de Ritcher, foram sentidos na hora de almoço na zona da Sicília, em Itália.
Por precaução várias escolas em Palermo e Messina foram evacuadas, indica o La Repubblica.
[Notícia em atualização]

França mobiliza 70.000 agentes por novos protestos e apelos à violência
O ministro do Interior francês anunciou hoje a mobilização de 70.000 agentes policiais em todo o país, face à convocatória de novos protestos no sábado e apelos nas redes sociais para a prática de violência e pilhagens.
Laurent Nuñez declarou que, para além das convocatórias para manifestações feitas por vários sindicatos, organizações estudantis e grupos políticos, foram também observados "inúmeros apelos" provenientes da "extrema-esquerda radical" nas redes sociais para a "prática de atos de violência".
"Além disso, voltaram a surgir várias mensagens que mencionam pilhagens e que, evidentemente, são propagadas pelos próprios agitadores", completou o ministro.
Entre os 70 mil membros das forças de segurança mobilizados, o ministro incluiu "efetivos locais dos diferentes departamentos", assim como "unidades de elite".
"Cerca de vinte veículos blindados Centaure", destinados à 'gendarmerie' (polícia militar), "e 15 veículos lançadores de água", para a polícia, serão mobilizados em França.
"Seremos implacáveis com os saqueadores e os agitadores. As instruções que dei são para que se atue com a máxima firmeza", declarou Nuñez.
O ministro do Interior enviou este aviso àqueles que procuram cenários de caos como os que se verificaram no último fim de semana, quando se estimou que cerca de três mil estabelecimentos comerciais tenham sofrido danos.
Nuñez informou ainda que caberá aos autarcas decidirem, caso a caso, quais as manifestações e concentrações que serão permitidas, com base no risco de ameaças à ordem pública.
"Permitir a realização de uma manifestação num local com muitos estabelecimentos comerciais — tendo em conta o que aconteceu na semana passada — é algo que, na visão de muitos autarcas, e bem, não é possível", afirmou.
O sindicato da magistratura e uma associação de defesa das liberdades constitucionais recorreram na quinta-feira ao Conselho Constitucional contra estas orientações.
"O que ocorreu no dia 17 de outubro é totalmente inaceitável. Por isso, faremos tudo o que estiver ao nosso alcance para impedir estes saques, agressões e ataques a edifícios públicos", prometeu o ministro.

ONG pede à ONU que envie observadores às manifestações em França
A ONG Liga para os Direitos Humanos pediu à ONU o envio de observadores para acompanhar a atuação policial nas manifestações de sábado em França, alegando reações
Lusa | 22:37 - 22/10/2026