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Médio Oriente: Irão reivindica 7 navios-tanque danificados no estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária iraniana reivindicou esta quinta-feira que sete navios-tanque foram atingidos por ataques ou minas navais no estreito de Ormuz na última noite, informação não confirmada de forma independente.
Citando a guarda da República Islâmica, a televisão estatal do Irão informou que sete navios-tanque se incendiaram ou sofreram danos entre a noite de quarta-feira e a manhã de quinta-feira, após terem sido alvo de ataques ou de terem colidido com minas navais no estreito de Ormuz.
A confirmar-se, este seria o maior número de embarcações danificadas num só dia na região desde o início da guerra, a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram ataques conjuntos contra a República Islâmica.
Segundo a Guarda Revolucionária, quatro dos navios-tanque estavam a realizar operações de transferência de petróleo quando foram atacados e se incendiaram e outros três foram danificados e imobilizados após atingirem minas navais.
Não foram adiantados detalhes sobre possíveis vítimas ou as bandeiras sob as quais os navios operavam.
Fontes independentes sobre ataques à navegação internacional, como a agência britânica UKMTO, não deram conta de qualquer incidente.
A empresa de dados e análises do sector marítimo Lloyd’s List Intelligence informou, na quinta-feira, que os operadores de navios-tanque dispostos a arriscar a viagem têm transportado petróleo de produtores do Golfo através do estreito durante a noite. Utilizam uma rota protegida pelas forças militares norte-americanas, junto à costa de Omã, mantendo os seus sistemas de localização e telemóveis desligados.
O petróleo é, depois, transferido para outros navios-tanque que aguardam no Golfo de Omã, de onde seguem para clientes na Ásia.
Os Estados Unidos têm aplicado um bloqueio aos portos iranianos no estreito de Ormuz, e o fluxo de petróleo atingiu recentemente níveis próximos dos registados antes do conflito.
Juiza impõe a Trump presença para depôr no caso que apresentou contra a BBC

Uma juíza federal ordenou hoje a Donald Trump que compareça em tribunal, em 11 de dezembro, para depor no caso da sua queixa contra a BBC, com a qual pretende obter uma indemnização de 10 mil milhões de dólares.
A ordem da juíza Enjoliqué Lett é conhecida depois de os advogados da BBC se queixarem de Trump falar às comparências agendadas. O advogado Charles Tobin apontou que houve um acordo para uma presença de Trump em 16 de outubro, mas que este a cancelou alegando “assunto de importância nacional”. Porém, contrapôs Tobin, Trump esteve a fazer campanha eleitoral nesse dia.
Lett ordenou a Trump a comparência para depor em 11 de dezembro, sob pena de sanções, que podem ir até à anulação do processo.
A BBC já avançou que Trump quer adiar a comparência em tribunal até janeiro de 2027.
Trump acusa a BBC de difamação relacionada com o documentário ‘Trump: A Second Chance’.
A BBC admitiu que houve uma montagem de diferentes partes do discurso de Trump aos apoiantes, em 06 de janeiro de 2021, antes do ataque ao Capitólio, para sugerir que estava a ordenar a violência.
A estação admitiu erros na edição e o diretor-geral e a de Informação demitiram-se. Mas a BBC nega a acusação de difamação.
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