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Consultora Bain prevê contratar quase 50 pessoas em Portugal até ao final de 2027


A consultora internacional Bain & Company pretende contratar quase 50 pessoas para o escritório de Lisboa, para atingir os 150 trabalhadores em Portugal, até ao final do próximo ano. A empresa de assessoria estratégica a organizações e fundos de investimento tem como objetivo crescer de forma transversal em todos os departamentos, da consultoria à tecnologia.

Especializada em fusões e aquisições, transformação digital e sustentabilidade, a consultora norte-americana conta neste momento com pouco mais de uma centena colaboradores em Portugal, onde está presente desde 2022.

O objetivo do recrutamento é “continuar a servir empresas que operam nos principais setores económicos, assim como de continuar a fazer crescer o negócio a um ritmo de duplo dígito”, disse fonte oficial da Bain & Company ao ECO. As áreas que precisam de reforços são consultoria, conhecimento e desenvolvimento de metodologias, serviços globais ao negócio, inteligência artificial (IA) e analítica e perceções do consumidor (consumer insights).

O movimento surge na sequência da inauguração do novo escritório na capital portuguesa, mais precisamente no Príncipe Real. Este verão, a empresa decidiu reunir, num mesmo espaço, a atividade de consultoria e as equipas dedicadas às outras funções mais digitais e de análise de dados, que também trabalham para outros mercados globais. A sede lisboeta da Bain instalou-se no empreendimento Anjos Urban Palace e conta com cerca de 2.000 metros quadrados distribuídos por quatro pisos e capacidade para até 250 pessoas.

“O novo escritório e o polo de competências avançadas assinalam uma nova fase do compromisso da Bain com Portugal, com mais escala e maior amplitude de capacidades. Reunimos hoje, sob o mesmo teto, diferentes valências da Bain, desde a consultoria às equipas de conhecimento, serviços globais e IA, numa operação em Lisboa cada vez mais preparada para responder ao mercado nacional e contribuir para clientes e equipas da Bain em todo o mundo”, disse o sócio Álvaro Pires, aquando da inauguração oficial em setembro.


O sócio Francisco Montenegro explicou que Portugal superou as expectativas iniciais. “No primeiro ano, atingimos mais de 50% do plano projetado para 2028, um resultado que demonstra a robustez da nossa operação e o impacto que a Bain já está a ter no mercado. Estamos agora numa fase de crescimento acelerado, em equipa, volume de negócio e impacto junto dos clientes, que marca uma nova etapa da presença da Bain em Portugal”, referiu.

Em entrevista ao jornal espanhol Expansión, divulgada na semana passada, o presidente global da Bain & Company confirmou que o negócio na Península Ibérica estava a crescer a um ritmo superior. “Globalmente, a nossa previsão para este ano é de um aumento de 12% no número de colaboradores, devido ao crescimento do negócio. Em Espanha e em Portugal, aumentaremos o pessoal em mais de 20%, em linha com as vendas”, revelou Manny Maceda, quando questionado sobre os receios de vagas de despedimentos no setor da consultoria devido à IA.

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Da advocacia à diplomacia. 60 organizações vão recrutar à Faculdade de Direito da Católica


A Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa abre as portas, na próxima semana, a 60 organizações que estão à procura de talento jovem. Durante dois dias (28 e 29 de outubro), os estudantes vão contactar diretamente com profissionais e responsáveis pelo recrutamento, ficando a conhecer os percursos diferentes disponíveis dentro desta área.

“A JobShop permite aos nossos estudantes conhecerem de perto a realidade das profissões jurídicas e falarem com quem as exerce todos os dias, aproximando a formação académica do mercado de trabalho”, afirma Ana Taveira da Fonseca, diretora da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa.

Para o dia 28 de outubro, está marcado um debate que juntará advogados, magistrados e representantes do meio empresarial em torno do impacto da tecnologia nas profissões jurídicas. No mesmo dia, terá ainda lugar uma mesa redonda sobre as oportunidade e desafios de várias profissões nesta área, com intervenções de sociedades de advogados, do Ministério Público e do Banco de Portugal.

Já a 29 de outubro, acontecerá um debate com advogados e diplomatas para analisar como o contexto geopolítico influencia a prática jurídica. Estarão presentes a Eversheds Sutherland, a Gama Glória, a CMS, o Ministério dos Negócios Estrangeiros e a LEKTOU.

À parte destas mesas-redondas, a JobShop terá também um recruing lounge ao longo destes dois dias, isto é, um ponto de encontro entre estudantes e potenciais empregadores.

“Há ainda ‘A Hora do Sócio’, um momento em que os sócios responsáveis pelo recrutamento nas sociedades de advogados respondem a dúvidas e partilham a sua visão sobre as oportunidades profissionais”, indica a escola, em comunicado.

“Entre as entidades presentes, nacionais e internacionais, estão a Autoridade da Concorrência, a Câmara Municipal de Lisboa, o Centro de Estudos Judiciários, o Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Centro de Informação Europeia Jacques Delors e as maiores sociedades de advogados destacadas nos rankings“, destaca ainda a Católica, que realça que aJobShop é um evento exclusivamente para alunos de licenciatura, mestrado e LL.M. (Latin Legum Magister).

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TechHub da Havi em Lisboa já tem 143 trabalhadores e quer recrutar mais 20

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By: Lusa

O Havi TechHub Lisboa cresceu, em dois anos e meio, “de sete para mais de 140 profissionais” e agora vai expandir o escritório, contando contratar mais 20 no próximo ano, diz o administrador Reto Sahli à Lusa.

“O Havi TechHUB Lisboa foi inaugurado em março de 2024 com uma ambição que ia muito além da abertura de um novo escritório: criar, a partir de Portugal, uma capacidade tecnológica com impacto global“, explica, em entrevista à Lusa o administrador (Chief Digital Information Officer) da Havi, Reto Sahli.

Lisboa foi escolhida pela “qualidade e diversidade do talento português, pela força do ecossistema tecnológico nacional e pela capacidade de Portugal ligar pessoas, culturas e fusos horários” e “estas vantagens revelaram-se ainda mais significativas do que antecipávamos”, sublinha o responsável.

Ou seja, “em apenas dois anos e meio, a operação em Lisboa cresceu de sete para mais de 140 profissionais” e, “atualmente, as equipas sediadas na capital contribuem para capacidades globais nas áreas de inteligência artificial, dados e analytics, produtos digitais, ‘cloud’, cibersegurança e transformação de negócio”.

O TechHUB terminou 2024 com 34 colaboradores e, aquando da inauguração oficial do escritório, em setembro de 2025, já tinha atingido os 87 colaboradores. Atualmente, conta com 143 profissionais especializados.

Lisboa “é uma das operações de crescimento mais acelerado dentro da estrutura tecnológica global da Havi”, sublinha.

Agora o centro de inovação tecnológica Havi TechHub Lisboa, que é um dos quatro TecHubs do grupo, expandiu, com mais um piso adicional, prevendo continuar a recrutar talento das áreas especializadas.

“Temos atualmente cerca de 20 posições abertas ou planeadas para 2027“, avança Reto Sahli, referindo que está previsto continuar a “recrutar profissionais nas áreas de engenharia de software, dados e analytics, automação, inteligência artificial [IA], cibersegurança, cloud e infraestruturas, produtos digitais e transformação de negócio”.

Acima de tudo, “procuramos pessoas que queiram trabalhar em desafios com impacto global, colaborar com equipas de diferentes países e disciplinas e perceber claramente a ligação entre o seu conhecimento técnico e os resultados que ajudam a alcançar”, salienta o responsável.

A Havi conta atualmente com quatro TechHUBs: Chicago, Cracóvia, Lisboa e Kuala Lumpur.

“Estes não funcionam como centros isolados com responsabilidades geográficas independentes”, mas “operam como uma rede tecnológica global integrada e interligada“, explica.

Temos atualmente cerca de 20 posições abertas ou planeadas para 2027.

Reto Sahli

Chief Digital Information Officer da Havi

Tal permite que “as equipas trabalhem de forma colaborativa além-fronteiras, entre diferentes disciplinas e fusos horários”, sendo que “este modelo ‘follow the sun’ de operação contínua reforça a colaboração, a capacidade de resposta, a continuidade do negócio e a resiliência da organização”, salienta o administrador.

A partir de Lisboa, “os profissionais contribuem para capacidades e soluções tecnológicas que apoiam as operações globais da HAVI e geram valor para clientes em mais de 30 mercados“.

A estratégia para o mercado português em 2027 “passa por continuar a investir nas pessoas e por atribuir às equipas de Lisboa uma responsabilidade crescente no desenvolvimento de capacidades tecnológicas globais“.

“Da automação em armazéns e centros de distribuição ao planeamento preditivo e à tomada de decisões baseada em dados, o nosso foco é transformar conhecimento operacional e informação em soluções que tornem as cadeias de abastecimento mais conectadas, eficientes, resilientes e preparadas para o futuro”, aponta Reto Sahli.

A tecnologia “é um elemento essencial dessa transformação, mas serão as pessoas a concretizá-la. O talento, a criatividade e o espírito colaborativo que encontramos em Portugal reforçam a nossa confiança no contributo que Lisboa continuará a dar para o futuro da Havi”, remata.

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