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Trabalhadores da saúde e população na rua em defesa do SNS

VTM

Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, referiu à VTM que o objetivo da tribuna pública “foi defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dar a conhecer os problemas que enfrenta. No caso concreto de Chaves registamos uma constante desvalorização e retirada de valências deste hospital”.

A proposta de Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República prevê uma redução de verbas para a saúde, uma situação que deixa preocupações. “É mais um desinvestimento no setor da saúde e nos seus profissionais, quando as necessidades são cada vez maiores e deveria era haver um reforço no SNS”.

A dirigente sindical sustenta que “não podemos ter um bom sistema de saúde público se não tivermos profissionais valorizados, com carreiras bem definidas e haja uma progressão justa, de forma a terem boas condições de vida”.

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SNS sem mecanismo para atualizar valores pagos por exames

Inexistência de uma metodologia de cálculo está na origem da não atualização sistemática de preços, alerta a análise técnica da Católica Porto Business School.

© INÊS LACERDA/OBSERVADOR

Uma das conclusões indica que as alterações da tabela de preços convencionados que têm sido feitas "são tipicamente pontuais e reativas em vez de periódicas"
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SNS sem mecanismo para atualizar valores pagos a privados pelos exames

O Serviço Nacional de Saúde não dispõe de um mecanismo de atualização regular dos preços pagos aos privados pelos meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) convencionados e sete áreas estão sem alteração dos valores desde 2014.

A conclusão consta de um estudo sobre a tabela de preços do setor convencionado, pedido pela Federação Nacional de Prestadores de Cuidados de Saúde (FNS) ao Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada (CEGEA) da Católica Porto Business School, e que será apresentado hoje em Lisboa.

O estudo, a que a Lusa teve acesso, centrou-se nas áreas de prestação definidas como prioritárias pela FNS – análises clínicas e patologia clínica, hemodiálise, gastrenterologia, imagiologia, medicina física e de reabilitação e técnicas cardiológicas -, e avança com uma proposta metodológica para a atualização dos preços convencionados dos MCDT.

“A ausência de uma atualização sistemática de preços tem na sua origem um problema de fundo: a inexistência de uma metodologia de cálculo da tabela de preços convencionados”, alerta a análise técnica da autoria dos professores Ricardo Gonçalves e Mariana Cunha.

Segundo dados da FNS, o setor convencionado realizou mais de 145 milhões de atos para o SNS em 2025, registando um aumento de 55,8% desde 2015, ano em que realizou 93,4 milhões MCDT. Os encargos públicos com esse setor ascenderam a cerca de mil milhões de euros em 2025.

Uma das conclusões indica que as alterações da tabela de preços convencionados que têm sido feitas “são tipicamente pontuais e reativas em vez de periódicas” e têm representado uma resposta a pressões, como a necessidade de contenção orçamental e de sustentabilidade da rede, mas também de denúncias públicas de prestadores, “sem que exista uma metodologia clara subjacente que sustente as alterações”.

Entre 2014 e 2026, os dados revelam uma “assimetria marcada”, com a medicina nuclear e a radiologia a apresentarem as proporções mais elevadas de atos com preços revistos – 88,2% e 74,9%, respetivamente –, enquanto a medicina física e de reabilitação, a otorrinolaringologia, a pneumologia, a imunoalergologia, a urologia, a neurofisiologia e a eletroencefalografia a “não registaram quaisquer alterações” de valores.

“Nas análises clínicas, as alterações foram igualmente modestas, atingindo apenas 9,9% dos atos ao longo de todo o período”, refere ainda o estudo, concluindo que a atualização de preços está “dependente de uma decisão administrativa, sem que se encontrem definidos quaisquer parâmetros que a norteiem”.

Aponta o exemplo de dois despachos de 2024 e 2026 como reveladores da lógica do sistema, salientando que, mesmo quando os preços são atualizados, as alterações registadas são “tipicamente pontuais” sobre determinadas áreas ou atos e não abrangentes.

Além disso, “não existe diferenciação regional de preços”, avisa a análise económica do CEGEA, que adianta que a tabela existente define preços uniformes para todo o território nacional, sem um mecanismo de ajustamento que reconheça diferenças entre regiões.

“A uniformidade dos preços no território nacional pode ser, em parte, responsável por estes problemas de equidade no acesso: nas regiões onde os custos de produção são mais elevados ou a procura mais dispersa, o preço (uniforme) pode não ser suficiente para atrair ou reter prestadores”, alerta o documento.

O estudo, que compara modelos aplicados em outros países europeus, admite mesmo que, nalguns casos, poderão ser fixados preços acima dos reais custos de produção, gerando uma despesa para o SNS superior à que teria face à produção interna, e, noutros, abaixo, podendo gerar problemas de sustentabilidade económica para os prestadores.

Perante esse diagnóstico, a fórmula de atualização de preços proposta no estudo prevê, entre outros fatores, a possibilidade de diferenciar regionalmente os preços face a divergências entre os custos das regiões onde os atos são prestados, um “mecanismo expedito” que pode ser aplicado a partir das atuais tabelas de preços convencionados.

“Defendemos a existência de um modelo regulatório claro, objetivo e periódico, definido e aplicado pelas entidades públicas competentes, que substitua uma lógica de intervenções pontuais por regras transparentes e previsíveis”, defende o presidente da FNS, Eduardo Moniz.

A federação agrega seis associações e representa áreas como as análises clínicas, a anatomia patológica e a genética médica, a radiologia e a medicina nuclear, a hemodiálise, a cardiologia, a medicina física e reabilitação e a gastrenterologia e endoscopia digestiva.

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13h. Problemas informáticos do SNS dificultam atividade

Falhas estão a afetar a realização e marcação de consultas, exames e outros tratamentos. Ainda, adiado para 30 de outubro o início do novo julgamento de José Sócrates.

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Falhas na plataforma de vacinação preocupam enfermeiros

Interrupções frequentes, erros de registo e impossibilidade de consultar históricos vacinais. A ASPE já enviou uma denúncia formal aos SPMS, que não respondeu.

© JOSÉ COELHO/LUSA

Entre os riscos identificados encontram-se a convocatória de utentes já vacinados e a possibilidade de administração duplicada, alertou a estrutura sindical
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USF sem incentivos: 85% com verbas por receber

Estudo da USF-AN, apresentado esta sexta-feira, revela bloqueios financeiros e autonomia limitada. Coordenadores alertam para carga de trabalho insustentável e falta de prioridade nos CSP.

© FRANCISCO ROMÃO PEREIRA/OBSERVA

Para este estudo contribuíram 541 coordenadores das 712 USF existentes a nível nacional na altura em que o questionário foi elaborado (entre 19 de junho e 4 de agosto deste ano)
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SNS: direita quer cobrar a estrangeiros, esquerda rejeita

PSD, Chega e CDS-PP defendem pagamento de cuidados de saúde por não residentes. PS, BE, Livre e PCP acusam a direita de desviar atenção dos problemas reais do SNS.

© DIOGO FARIA REIS/OBSERVADOR

O PS considerou que os projetos dos partidos à direita não resolvem os problemas do Serviço Nacional de Saúde e classifica-os como "propaganda"
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Reabilitação do pavimento pélvico da Sword chega ao SNS

O unicórnio português alargou a parceria com o SNS. Os médicos podem prescrever o programa remoto de reabilitação do pavimento pélvico da Sword para casos como endometriose ou reabilitação pós-parto.

© Sword

A solução de reabilitação do pavimento pélvico através da Sword vai poder ser prescrita pelos médicos do SNS
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Guarda. Congresso de Feridas para divulgar boas práticas

Iniciativa inclui palestras, mesas-redondas, simpósios e workshops sobre "os mais recentes avanços científicos, tecnológicos e clínicos na área". Decorre a 14 e 15 de outubro.

© Miguel Pereira da Silva/LUSA/LUSA

Organização é da Comissão de Prevenção e Tratamento de Feridas da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, em parceria com a Escola Superior de Saúde da Universidade Politécnica da Guarda
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Pedro Siza Vieira: "Passos Coelho está alinhado com o Chega"

O antigo ministro considera que Passos Coelho trabalha para derrubar Luís Montenegro. Defende ainda mais realismo nas expectativas sobre o SNS e apoia o investimento do Estado na compra da REN.

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