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MP recorre contra soltura de Ivo Kos, empresário suspeito de agredir esposa

O MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) entrou com um recurso contra a soltura do empresário Ivo Kos, de 48 anos, preso em flagrante por suspeita de agredir e ameaçar a esposa em agosto deste ano.

Segundo o órgão, após a soltura, Kos publicou uma foto ao lado do filho nas redes sociais, em que comemorava a soltura.

De acordo com o MP, o pedido seria para evitar nova violência contra a mulher, o que classifica como irreparável. A instituição apontou que o relaxamento da detenção, decorrente de acordo entre o agressor e a vítima para a formalização do divórcio, oferece perigo de dano concreto.

A prisão preventiva de Kos foi revogada pela Justiça de São Paulo e ele deixou a Penitenciária de Potim II, no interior paulista, nesta quarta-feira (21).

A CNN Brasil entrou em contato com as defesas de Ivo e Giullia sobre a soltura e aguarda retorno.

Entenda o caso

O caso aconteceu na zona Oeste da capital paulista, na madrugada de 15 de agosto. Segundo a dentista Giullia Falcão, de 27 anos, Ivo a agrediu na mão direita com um golpe de taco de beisebol e a ameaçou com um taser.

Imagens de uma câmera de segurança, obtidas pela CNN Brasil, registraram o momento da agressão. Veja:

Em depoimento à polícia, Giullia afirmou que a discussão começou após um jantar do casal com clientes de Ivo. Segundo ela, durante o trajeto de volta para casa, o empresário teria iniciado as agressões.

Ao chegar à residência, Giullia disse que tentou impedir a entrada no imóvel, mas teria sido puxada para dentro com o auxílio de um segurança da rua, identificado no boletim de ocorrência como Cosme.

Já dentro da casa, segundo o relato, as agressões teriam continuado. A dentista afirmou que Ivo utilizou um taco de beisebol para atingir sua mão direita, provocando a fratura de um dedo.

Ela também relatou ter sido ameaçada com uma arma de choque e disse que o marido tomou seu celular para impedir que ela acionasse a Polícia Militar. Segundo Giullia, o empresário ainda teria feito ameaças de morte caso ela tentasse fugir ou deixar o relacionamento.

Agressões frequentes

Giullia afirmou nas redes sociais que a agressão registrada na data não teria sido um episódio isolado. Segundo ela, outros casos de violência ocorreram durante os quase três anos de casamento.

Em um vídeo publicado, a dentista mostrou ferimentos no rosto e afirmou ter sofrido uma fratura no dedo.

“Esta é a situação em que meu marido me deixou. Veja, um dedo quebrado, meu rosto todo deformado”, disse. Giullia também relatou que já havia registrado uma ocorrência anterior contra o marido e procurado um advogado criminalista.

Após receber atendimento médico, a vítima retornou à residência do casal e encontrou a porta trancada e a fechadura trocada.

Versão do empresário

Em depoimento, Ivo Kos apresentou uma versão diferente dos fatos. O empresário afirmou que a discussão começou depois de comentários feitos pela esposa durante o jantar. Ele relatou que ela teria o menosprezado diante de clientes.

Kos disse ainda que os dois possuem histórico de problemas relacionados ao consumo de álcool. Durante o trajeto de carro, segundo o empresário, Giullia teria afirmado que ele a havia traído durante uma viagem a Miami e iniciado agressões com socos e chutes.

Ele negou ter agredido a esposa dentro do carro ou da residência. Também negou ter usado um taco de beisebol, uma arma de choque ou feito ameaças de morte.

O investidor, no entanto, admitiu ter dado um soco no rosto de Giullia enquanto os dois estavam na calçada. Segundo ele, o golpe foi uma reação às agressões que estaria sofrendo.

Kos também confirmou ter tomado o celular da esposa para impedir que ela ligasse para a polícia.

Ainda segundo o empresário, ele tentou oferecer gelo à esposa para tratar um ferimento no rosto. Kos afirmou que Giullia teria arremessado o gelo contra sua cabeça, provocando lesões na testa e na orelha direita.

O empresário também disse que pediu ajuda ao segurança Cosme para levar a esposa para dentro da residência e afirmou que foi ameaçado de morte por ela.

Em dias de futebol, agressões contra mulheres aumentam 20%

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres

Logo Agência Brasil

A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.

A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.

Notícias relacionadas:

O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.

O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:

  1. priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
  2. estruturar políticas públicas permanentes;
  3. fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
  4. promover a integração entre diferentes políticas públicas;
  5. basear decisões em evidências e dados confiáveis;
  6. incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
  7. fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
  8. estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
  9. adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
  10. produzir impactos mensuráveis;
  11. evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
     


A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”

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Operação Mulher Segura prende mais de 57 mil agressores em 141 dias

Logo Agência Brasil

A Operação Mulher Segura 2026, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em 141 dias prendeu 57.790 agressores e atendeu 228 mil vítimas, em diversas partes do país. 

Ao todo, a partir de mandados judiciais emitidos durante a operação de prevenção e repressão à violência contra a mulher, foram realizadas:

  •       49.129 prisões em flagrante;
  •       8.661 por mandados judiciais.

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Entre as principais ocorrências estão:
  •       lesão corporal (16.644),
  •       ameaça (15.019); 
  •       descumprimento de medidas protetivas de urgência (4.949) e
  •       outras tipificações corresponderam a 5.165 registros.

Regiões

No período de pouco mais de quatro meses, a Região Sul concentrou o maior percentual de prisões de agressores de mulheres (36%). A Região Centro-Oeste é a segunda, com 26% das prisões, seguida pelo Sudeste (18%), Nordeste (15%) e Norte (4%).

Nas diligências realizadas durante as ocorrências, o Sudeste concentrou o maior percentual de vítimas atendidas (33%).

Efetivo

A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) mobilizou, no total, 123.878 policiais e 44.906 viaturas em todas as unidades da federação.

O ministério aponta que, no período, as ações alcançaram 4.253 municípios brasileiros.

A mobilização nacional teve início em 1º de junho, voltada ao enfrentamento da violência contra as mulheres e do feminicídio.

A operação reúne ações de prevenção, proteção às vítimas, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas, visitas preventivas, responsabilização dos autores de violência com o cumprimento de mandados e prisões em flagrante dos agressores, especialmente nos casos que apresentam risco de escalada para formas mais graves de violência contra a mulher.

A ação tem caráter permanente e integra as forças de segurança estaduais e federais.

A operação também tem caráter social e educativo, com ações de prevenção, acompanhamento de mulheres com medidas protetivas, atendimento às vítimas e visitas preventivas. 

A expectativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública é que, até o fim do ano, 100 mil agressores de mulheres sejam retirados das ruas.

Orientação

Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência desse crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial:

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Polícia prende homem após arrastar companheira com carro no Rio

A Polícia Civil prendeu um homem nesta segunda-feira (12/10) após denúncia de tentativa de feminicídio contra a companheira em Campo Grande, na zona oeste do Rio de Janeiro. O suspeito arrastou a vítima com um carro e fugiu do local.

Câmeras de segurança gravaram o momento em que o suspeito avança com o veículo contra a mulher, derruba-a no meio da rua e foge. A gravação ajudou as autoridades a identificar o crime.

Segundo a mãe da vítima, a mulher sofreu diversas lesões. O Corpo de Bombeiros socorreu a vítima, que recebeu atendimento no Hospital Municipal Rocha Faria (HMRF), na zona oeste do Rio de Janeiro.

Diante da gravidade dos fatos, uma equipe realizou diligências para localizar o suspeito. A polícia o prendeu por volta das 22h30. Ele permanece à disposição da Justiça.

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