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Filme “Memórias do Cárcere” de Sérgio Graciano estreia-se hoje nos cinemas

O filme “Memórias do Cárcere”, de Sérgio Graciano, a partir de um livro de memórias e de histórias de Camilo Castelo Branco passadas na prisão, estreia-se hoje em mais de 30 salas de cinema.

O filme, produzido pela Leopardo Filmes, é uma adaptação da obra “Memórias do Cárcere”, de Camilo Castelo Branco, e um dos últimos projetos a envolver o argumentista Carlos Saboga, que morreu em março passado.

A produtora descreve o filme como “um fascinante e vívido retrato” de Camilo Castelo Branco (1825-1890), quando esteve preso com Ana Plácido, no Porto, por causa de um “célebre processo por adultério que abalou a sociedade portuguesa do século XIX”.

No livro, Camilo Castelo Branco não só recorda as condições em que encarcerado na antiga Cadeia da Relação do Porto – onde escreveu o romance “Amor de Perdição” – como relata personagens e histórias de crime de outros reclusos.

O elenco do filme conta com Albano Jerónimo e Maria João Bastos nos principais papéis, além de Paulo Pires, Afonso Pimentel, João Pedro Vaz, Marcello Urgeghe e Adriano Carvalho, entre outros.

De acordo com a Leopardo Filmes, “Memórias do Cárcere” chega a mais de 30 salas de cinema, dias antes de ser apresentado em competição no Festival Internacional de Cinema de Tóquio, que começa no dia 26.

O filme tem estreia assegurada em França em março de 2027.

“Memórias do Cárcere” é o segundo filme realizado por Sérgio Graciano a estrear-se este ano nos cinemas portugueses, depois de “Playback”, dedicado ao músico Carlos Paião, que chegou às salas em agosto.

Sérgio Graciano tem no currículo a realização de várias produções para televisão, como as séries “Conta-me como foi” e “Auga Seca”, o programa “Último a Sair” e as telenovelas “Laços de Sangue” e “Prisioneira”.

Em 2012 estreou a primeira longa-metragem de ficção, “Assim Assim”, à qual se seguiram, entre outros, “Uma vida à espera” (2016), “Perdidos” (2017), “Linhas de sangue” (2018), “O som que desce na terra” (2021) e “Soares é fixe” 2024.

Com a Leopardo Filmes Sérgio Graciano também fez o filme “Os papéis do Inglês” (2024), a partir de uma trilogia literária de Ruy Duarte de Carvalho, e prepara, segundo esta produtora, o filme “Os Adeuses”, numa adaptação de uma obra de Juan Carlos Onetti e que será protagonizada pelo produtor Paulo Branco.

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Il carcere toglie la libertà, non dovrebbe togliere il medico

Carcere

Il tema del carcere va e viene sulla stampa nazionale. Circolano sui media i dati sul sovraffollamento quando i garanti locali o quello nazionale (latitante da quando il collegio, ora formato da due nominati dalla maggioranza e un Cinquestelle, è stato aggiornato); leggiamo, quando capita, le cronache delle rivolte dei detenuti o degli abusi dei detenenti. Ma niente cambia mai. Eppure qualcosa di semplice e non costoso potrebbe essere fatto. Qualcosa in più di un cerotto sulla ferita: garantire cure adeguate ai detenuti malati.

Il rapporto del Garante nazionale registra nei primi otto mesi del 2026 centottantaquattro morti nelle carceri italiane: quarantanove suicidi accertati, ottantotto decessi per cause naturali, trentasette ancora da chiarire, otto morti accidentali e due omicidi. Dietro la contabilità c’è una domanda che dovrebbe precedere ogni disputa sulla severità delle pene: quante di queste persone si sarebbero potute salvare?

«Cause naturali» indica una categoria, non attesta che una morte fosse inevitabile. Occorre sapere se una diagnosi sia arrivata in tempo, se una visita sia stata effettuata, se una terapia fosse disponibile. E i casi ancora da chiarire impediscono di trasformare la lieve diminuzione dei suicidi accertati in un bollettino di successo.

Chi è libero può cercare un altro medico, andare al pronto soccorso, chiedere aiuto. Chi è recluso dipende dalle decisioni e dai tempi dell’amministrazione. Proprio questa dipendenza rende più stringente la responsabilità pubblica.

Non ogni morte dimostra una colpa dello Stato. Ogni morte sotto la sua custodia esige però una spiegazione. Chiedere personale sanitario, assistenza psichiatrica e accesso effettivo alle cure significa pretendere che lo Stato rispetti i propri obblighi.

La pena toglie la libertà. Non dovrebbe togliere il medico. Possibile che, se non il ministro, il Parlamento non si faccia carico di una soluzione?

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