Prestação de novos créditos à habitação dispara 14% num ano


El cliente siempre tiene la razón, también en cuestiones relacionadas con fraudes bancarios. La justicia europea ha puesto el punto final a las disputas entre las entidades y las víctimas de fraudes, incluso aunque hayan cometido una negligencia grave, como llevar anotada la clave en la tarjeta de crédito, dictar por teléfono el código de un solo uso o instalar una aplicación de control remoto en el ordenador a solicitud de un desconocido. De entrada, las entidades financieras no podrán aducir ese motivo para denegar la devolución del dinero, como hacían hasta ahora, de acuerdo con una reciente sentencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea (TJUE). Los bancos tendrán que reclamarle, a posteriori, el dinero al cliente.

© Marcos Villaoslada (EFE)
Em julho de 2026, a inadimplência atingiu 9,2 milhões de empresas brasileiras, somando R$ 238,6 bilhões em dívidas, segundo levantamento da Serasa Experian. Com a maior parte dos casos concentrada entre micro e pequenas empresas, o cenário reforça um desafio para os negócios: como identificar riscos com agilidade e confiança antes que se transformem em prejuízos?
Em um mercado que exige respostas cada vez mais rápidas, antecipar possíveis imprevistos pode fazer toda a diferença. A inteligência artificial tem ajudado para essa agilidade ao permitir a análise de grandes volumes de informações em poucos segundos. No entanto, antes fosse a rapidez o único fator relevante.
Para fazer escolhas mais seguras, é preciso ter informações confiáveis, especialmente quando um erro pode comprometer os resultados de uma empresa, tanto no curto quanto no longo prazo. Sem dados de qualidade e uma análise capaz de interpretar o contexto, até mesmo uma resposta rápida pode levar ao caminho errado.
É nesse ponto que entra a IA², abordagem desenvolvida pela Serasa Experian, a maior datatech do país. O conceito parte da inteligência analítica da companhia, potencializada pela inteligência artificial. Enquanto a capacidade analítica permite identificar e contextualizar os dados mais relevantes para uma avaliação precisa de cada situação, a IA amplia o poder de processamento para apoiar decisões mais ágeis e confiáveis.
Se antes dados e modelos analíticos já faziam parte das operações da Serasa Experian, hoje, com a inteligência artificial, a empresa intensificou ainda mais a velocidade e o volume de informações processadas, reforçando sua posição como referência no mercado de datatech.
Alcançar muita gente não significa chegar às pessoas certas. Para uma área de marketing, uma audiência numerosa perde valor se boa parcela dos consumidores tiver pouca afinidade com aquilo que está sendo anunciado.
Modelos de propensão cruzam diferentes variáveis para estimar a chance de compra. A IA acelera esse processamento e seleciona, entre milhões de consumidores, os grupos mais aderentes a cada campanha e os momentos mais adequados para abordá-los.
Segundo a Serasa Experian, clientes que combinam esses recursos registram economia de até 50% no investimento em mídia. Uma seleção mais precisa do público reduz o desperdício de verba com anúncios dirigidos a pessoas com baixa propensão à compra.
Em campanhas de grande alcance, essa seleção pode ser atualizada à medida que novos registros são incorporados. A inteligência artificial analisa grandes bases e atualiza os grupos de consumidores sem exigir uma avaliação individual de cada pessoa.
Histórico de pagamentos, Score e renda há tempos fazem parte da avaliação de crédito. Hoje, registros transacionais e aspectos do contexto domiciliar e relacional ajudam a ampliar essa análise sobre o consumidor.
O cruzamento dessas variáveis permite diferenciar os perfis de risco e identifica solicitações que reúnem condições para aprovação sem flexibilizar os critérios adotados pela empresa.
De acordo com a Serasa Experian, seus clientes registram redução de até 67% no tempo de análise, acompanhada de aumento nas taxas de aprovação.
Em operações com milhares de solicitações, reduzir etapas manuais encurta a espera por uma resposta e aumenta o número de pedidos analisados. A qualidade das informações, os modelos adotados e os critérios definidos para a concessão ajudam a sustentar cada decisão.
Poucos segundos separam uma compra corriqueira de uma transação que merece investigação. Reconhecer sinais suspeitos com agilidade é essencial, mas verificações excessivas criam atrito para clientes legítimos e prejudicam a conversão.
Na biometria facial, algoritmos examinam características da imagem e cruzam esses elementos com outros mecanismos de proteção. A análise procura indícios de irregularidade em plataformas que recebem um grande número de transações simultaneamente.
A Serasa Experian informa que suas análises de biometria facial atingem mais de 90% de acurácia. A tecnologia também identifica padrões emergentes e automatiza etapas da investigação, reduzindo o tempo de resposta diante de tentativas de fraude.
A automação, no entanto, exige acompanhamento, revisão de critérios e governança, da origem e do tratamento das informações à definição dos limites de cada tecnologia.
Renda, dívidas e histórico de pagamentos não são os únicos elementos considerados na avaliação de um produtor. Cultura plantada, características da propriedade e localização também entram na análise de uma operação de crédito rural.
Dados financeiros e cadastrais são cruzados com aspectos comportamentais, produtivos e de conformidade. O monitoramento geoespacial reúne informações sobre a propriedade e seu entorno, enquanto modelos preditivos e IA entram na avaliação do risco de crédito e de fatores socioambientais.
Imagens, localização, histórico financeiro e características produtivas detalham cada operação. Em carteiras extensas, esse cruzamento direciona a atenção para casos que exigem investigação adicional e identifica oportunidades comerciais de acordo com as características de cada região.
Entre clientes da Serasa Experian que adotam essa abordagem, a redução da inadimplência em operações de crédito rural chega a 50%.
Cada área ou negócio enfrentam desafios próprios e, por isso, exigem respostas que considerem seus contextos. Com soluções que atendem a diferentes segmentos das empresas, a Serasa Experian aplica a abordagem IA² para transformar dados em análises mais personalizadas, de acordo com as necessidades de cada operação. Ao potencializar sua inteligência analítica com inteligência artificial, a datatech ajuda empresas a antecipar riscos e identificar oportunidades para tomar decisões mais ágeis e confiáveis.


A taxa de juro implícita para a totalidade dos contratos de crédito à habitação subiu em setembro pelo quarto mês consecutivo, para 3,194%, atingindo o valor mais alto num ano, divulgou hoje 21 de outubro o Instituto Nacional de Estatística (INE).
O valor registado em setembro (3,194%) representa mais 3,2 pontos base que os 3,162% de agosto e é o mais elevado desde setembro de 2025, em que se fixou nos 3,228%.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,910% em agosto para 2,959% em setembro.

A associação que representa as instituições de crédito ao consumo critica o atraso da transposição da diretiva europeia para a lei nacional, cujo projeto devia ter sido publicado há um ano, considerando que a incerteza em relação a este processo poderá levar a um desinvestimento estrangeiro no setor.
A Diretiva CCD II traz um novo regime jurídico para o crédito ao consumo para a lei nacional, com um reforço da proteção dos consumidores, e devia ter sido transposta até novembro do ano passado para entrar em vigor daqui a um mês.
Porém, quase um ano depois, a ASFAC não tem qualquer indicação relativamente ao projeto e calendário relativo ao processo de transposição da diretiva, uma incumbência do Ministério da Economia e da Direção-Geral do Consumidor.
“Receio que seja mais uma peça do puzzle que possa levar a um desinvestimento em Portugal”, alertou o diretor-geral da ASFAC, Duarte Gomes Pereira, esta terça-feira, num encontro com os jornalistas, justamente um mês antes da data que era suposto o novo regime entrar em vigor.
“Com esta incerteza temos um risco de desinvestimento estrangeiro”, acrescentou.
Entre outras alterações, a diretiva alarga para 100 mil euros o montante máximo dos créditos que passam a estar abrangidos pelo novo regime, face ao atual intervalo entre 200 euros e 75 mil euros, e traz um reforço da informação que a instituição de crédito tem de prestar ao cliente.
Soluções como o Buy Now Pay Later, que permite parcelar uma compra em várias prestações a pagar no futuro, também passam a estar abrangidos.
Duarte Gomes Pereira avisou ainda que o atraso acarreta riscos legais para o Estado português. “Quem fizer um crédito Buy Now, Pay Later e ficar sobreendividado, se o processo tivesse sido feito de acordo com o novo regime, teria sido realizada uma análise de insolvência do cliente e o crédito não teria sido concedido. O que acontece é que o cliente poderá queixar-se às instituições nacionais, ao Estado português com o argumento de que ‘Entrei em insolvência por um crédito que não me devia ter sido dado”, explica.
Segundo dados da ASFAC, apenas Portugal ainda não tem sequer qualquer projeto, sendo que Bruxelas já avisou duas vezes o país relativamente ao atraso no processo de transposição da diretiva.
“Nada se conhece do que o Estado irá fazer”, lamenta Duarte Gomes Pereira. “Do lado do ministério, já sou acusado de insistir demasiado. Todas as semanas pergunto como está o processo. Não vou deixar de ser um cão de fila e estar todas as semanas a perguntar”, declarou ainda o responsável.
As instituições associadas da ASFAC representam quase 70% do mercado de crédito ao consumo em Portugal.
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia ampliar de R$ 21 mil para R$ 30 mil o limite para operações de microcrédito por tomador em uma mesma instituição financeira.
A proposta que trata das regras de acesso ao Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado também sugere elevar de R$ 80 mil para R$ 120 mil o limite total de endividamento no sistema financeiro, excluídas as operações de crédito habitacional.
O microcrédito é destinado a empreendedores formais como MEIs (microempreendedores individuais) e informais que buscam empréstimos de pequeno valor. Ele é uma forma de crédito direcionado, no qual as instituições devem destinar parte de seus recursos dos depósitos à vista (correspondente a 2% da média dos saldos).
Defensor de medidas para fomentar investimentos e estimular a economia, o governo Lula impulsionou em ano eleitoral a expansão do crédito direcionado, que possui juros mais baixos do que as linhas pactuadas livremente entre bancos e clientes.
O reajuste proposto consta de nota técnica elaborada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a que a reportagem teve acesso.
O pleito foi encaminhado ao Ministério da Fazenda em 21 de setembro e precisa passar por avaliação e deliberação do CMN (Conselho Monetário Nacional) para entrar em vigor. O colegiado é formado pelos ministros da Fazenda (Dario Durigan) e do Planejamento (Bruno Moretti) e pelo presidente do Banco Central (Gabriel Galípolo).
A próxima reunião ordinária do CMN está agendada para 22 de outubro, a três dias do segundo turno das eleições. O colegiado, entretanto, pode convocar encontros extraordinários se necessário.
Questionado pela reportagem se pretende levar a demanda para análise do CMN, o Ministério da Fazenda disse que não iria se manifestar. Segundo um integrante da equipe econômica, o tema ainda não passou por avaliação de Durigan.
Se for levada adiante, a discussão ocorrerá em um momento em que o governo Lula busca reagir após ver Flávio Bolsonaro sair na dianteira no primeiro turno, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista.

No documento interno dos ministérios, o Ministério do Trabalho argumenta que houve “perda significativa do poder de compra” desde março de 2019, quando os limites do programa foram fixados em resolução do CMN. Diz também que, desde então, houve aumento dos custos de insumos, equipamentos e outras despesas relacionadas à manutenção e à expansão dos pequenos negócios.
No acumulado até agosto, a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) alcançou aproximadamente 49%.
De acordo com o Ministério do Trabalho, o reajuste dos limites de crédito e de endividamento busca manter o programa “compatível com a realidade atual dos microempreendedores e com as necessidades de financiamento de suas atividades”.
“O aumento dos custos de produção, a necessidade de capital de giro e a demanda por investimentos fizeram com que os valores definidos há alguns anos se tornassem insuficientes para parte dos empreendedores atendidos pela política”, afirma.
O reajuste, segundo a pasta comandada pelo ministro Luiz Marinho, permitirá “uma relação mais adequada” entre o valor do crédito e as necessidades dos empreendimentos, especialmente para capital de giro, aquisição de insumos e equipamentos e expansão das atividades.
A proposta se restringe à atualização dos parâmetros financeiros e não altera a finalidade, o público beneficiário ou a metodologia do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. Conforme a análise técnica, a alteração do limite de endividamento não modifica os demais requisitos necessários ao enquadramento das operações no programa.
Debatida no Fórum Nacional de Microcrédito, a proposta foi apresentada às instituições que atuam na modalidade de microcrédito, como BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco do Nordeste, Itaú Unibanco e Santander.
Ainda de acordo com o Ministério do Trabalho, as instituições consultadas manifestaram concordância com a atualização dos valores. (Nathalia Garcia/FOLHAPRESS)
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