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Trabalhadores da saúde e população na rua em defesa do SNS

VTM

Paula Dias, da União de Sindicatos de Vila Real, referiu à VTM que o objetivo da tribuna pública “foi defender o Serviço Nacional de Saúde (SNS), dar a conhecer os problemas que enfrenta. No caso concreto de Chaves registamos uma constante desvalorização e retirada de valências deste hospital”.

A proposta de Orçamento de Estado que está em discussão na Assembleia da República prevê uma redução de verbas para a saúde, uma situação que deixa preocupações. “É mais um desinvestimento no setor da saúde e nos seus profissionais, quando as necessidades são cada vez maiores e deveria era haver um reforço no SNS”.

A dirigente sindical sustenta que “não podemos ter um bom sistema de saúde público se não tivermos profissionais valorizados, com carreiras bem definidas e haja uma progressão justa, de forma a terem boas condições de vida”.

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Nova Unidade de Saúde Familiar reforça cuidados de saúde no concelho

VTM

O município de Tarouca dispõe, a partir de agora, de uma nova Unidade de Saúde Familiar (USF), que vai reforçar os cuidados de saúde prestados à população. A apresentação oficial contou com a presença do ministro da Presidência, António Leitão Amaro.

A cerimónia teve início no Salão Nobre da Câmara Municipal e contou com a presença de representantes do Governo, responsáveis pela administração da saúde, autarcas, profissionais de saúde e diversas entidades locais.

De acordo com a autarquia, a nova unidade representa uma mudança significativa para o concelho. “Há menos de um ano, Tarouca dispunha de apenas um médico de família para cerca de oito mil habitantes. Atualmente, conta com cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar, resultado de um trabalho de articulação institucional que permitiu responder a uma das principais preocupações da população”.

António Leitão Amaro reconheceu, durante a sessão, “o empenho e a persistência de José Damião Melo”, sublinhando “a importância do trabalho desenvolvido pelo autarca na defesa e melhoria dos cuidados de saúde em Tarouca”.

Na sua intervenção, o presidente da câmara municipal, José Damião Melo destacou a importância desta conquista para o concelho. “Há um ano, deparámo-nos com uma realidade que não podíamos aceitar. Hoje, temos cinco médicos de família e uma Unidade de Saúde Familiar. Este é um dia que pertence aos tarouquenses e a todos aqueles que acreditaram que seria possível fazer a diferença”.

José Damião Melo agradeceu também a colaboração das entidades envolvidas e o empenho dos profissionais de saúde, considerando a criação da nova USF um passo fundamental para melhorar o acesso aos cuidados de saúde e a qualidade de vida da população.

Aproveitando a presença do ministro da Presidência, o autarca apresentou também algumas das principais preocupações do município, apelando ao apoio do Governo para enfrentar os desafios que afetam a região.

Segundo o município, as questões abordadas incluíram os prejuízos causados pelas intempéries, que representam cerca de 30% do orçamento municipal, a revisão da Lei das Finanças Locais para reconhecer o contributo ambiental positivo das regiões do interior e a criação de incentivos fiscais para promover a fixação de famílias e empresas nessas regiões.

Após a sessão nos Paços do Concelho, a cerimónia prosseguiu no Centro de Saúde de Tarouca com o descerramento da placa da Unidade de Saúde Familiar e uma visita às instalações.

Segundo a autarquia, a entrada em funcionamento desta nova estrutura de saúde vem “reforçar os cuidados de saúde no concelho, bem como o trabalho desenvolvido em articulação entre o município, o Governo e as entidades do setor da saúde”.

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Dia do Colaborador reconhece “aquilo que a ULSTMAD tem de mais importante”

VTM

Na 4.ª edição do Dia do Colaborador, Isabel Ermida, da comissão de Humanização da ULSTMAD e membro da organização do evento, explicou à VTM que se trata de “valorizar aquilo que fazemos no nosso dia a dia”, defendendo que o reconhecimento dos profissionais deve também passar pela criação de condições para que sejam felizes nos seus postos de trabalho. “Isso também se vai repercutir na qualidade dos cuidados que prestamos à nossa população”, acrescenta.

A enfermeira sublinha que a prestação de cuidados é hoje “muito mais pessoal” e exigente, numa realidade em que “a ciência evolui” e os profissionais têm de acompanhar esse desenvolvimento. “Temos de procurar a melhor qualidade de cuidados à nossa população”, refere, considerando que a exigência crescente dos utentes constitui também “uma mais-valia para os colaboradores”, por melhorar a resposta prestada.

Isabel Ermida destaca ainda o papel da ULS ao longo de todo o ciclo de vida. “Cuidamos desde a conceção do ser humano até à morte”, explica, referindo o acompanhamento da gravidez, o nascimento, a prevenção da doença, o tratamento e, numa fase final, os cuidados paliativos. Uma resposta que abrange também uma população cada vez mais diversificada, incluindo pessoas que chegam ao território para trabalhar e que necessitam igualmente de cuidados de saúde.

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Extensão de Saúde da Tôr remodelada vai dar resposta a mais de 500 utentes

Foram inauguradas esta quarta-feira as obras de requalificação da Extensão de Saúde da Tôr, um investimento que pretende reforçar os cuidados de saúde de proximidade no interior do concelho de Loulé.

Passado quase um ano após ter recuperado a autonomia administrativa (a Tôr voltou a ser freguesia nas eleições autárquicas de 2025), este momento reveste-se de especial importância para um território marcado pelo envelhecimento demográfico e integra uma estratégia local de fixação de população.

Como frisou André Pedro, presidente da Junta de Freguesia da Tôr, “durante demasiados anos” verificou-se uma degradação desta Extensão de Saúde, com problemas ao nível de infiltrações nas paredes e desgaste no mobiliário, afetando o dia a dia de trabalhadores e atendimento dos utentes. “Os nossos profissionais de saúde mereciam um local digno para exercer a sua missão, e os nossos cidadãos mereciam ser recebidos com o máximo respeito e conforto”, afirmou este responsável.

As instalações, que desde o mês de maio integram a Unidade de Saúde Familiar Soberana, vão prestar cuidados de saúde primários a 506 utentes. O serviço será assegurado por um médico de família, um enfermeiro e um secretário clínico.

Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé, destacou o facto desta intervenção constituir-se como uma importante medida de coesão territorial: “É a garantia de que quem vive no interior do concelho não tem de percorrer quilómetros para ser atendido, não tem de adiar uma consulta, não tem de sentir que viver longe do litoral é viver com menos direitos”.

A reabertura deste espaço de saúde complementa outras medidas recentes da Autarquia na Tôr, com vista a atrair população a esta freguesia do barrocal, mas que se encontra a poucos quilómetros da cidade de Loulé. Destaca-se o investimento em telecomunicações, a revisão do PDM que contempla áreas para construção de infraestruturas públicas e a promoção deste território recentemente reconhecido pela UNESCO, através do Geoparque Algarvensis. 

Também a melhoria dos serviços de saúde constitui um fator para “atrair pessoas e dar-lhes razões concretas para escolherem viver aqui”.

Telmo Pinto recordou a aposta que o Município de Loulé tem feito na área da saúde, destacando a construção do Centro de Saúde Universitário e do edifício do INEM. Em relação a este último, o presidente da Autarquia pretende pedir explicações ao Governo, numa altura em que foi anunciado o encerramento do CODU – Centro de Orientação de Doentes Urgentes.

Para além desta intervenção na Tôr, a Câmara Municipal de Loulé adquiriu também monoblocos (instalações temporárias) para a Unidade de Saúde Familiar Estrela do Mar, em Quarteira, para o Centro de Saúde de Loulé e para a Unidade de Saúde Familiar Soberana. Estão também em curso melhorias no Centro de Saúde de Loulé e planeadas as futuras instalações da USF Soberana, que serve atualmente 8963 utentes.

Durante a cerimónia, Telmo Pinto falou também da construção do futuro Hospital Central do Algarve, o “projeto estruturante para a saúde de toda a região”. A Associação de Municípios Loulé/Faro já dispõe de 13 hectares de terreno para ceder à construção desta infraestrutura. Por outro lado, as duas autarquias fecharam há duas semanas o seu “contributo futuro para a construção das áreas envolventes”, um investimento de 1 milhão de euros. “Loulé não é um espectador deste processo, é parte interessa e ativa. Não será por nós que o Hospital não se concretizará!”, sublinhou ainda o edil. 

 Da parte da Unidade Local de Saúde do Algarve, Rúben Martins destacou a parceria com o Município de Loulé e lembrou a importância de atrair profissionais às zonas do interior. “A ULS procura constantemente as melhores soluções para colocar os médicos de família em todos locais, o que não é fácil porque há escassez de recursos humanos. Temos procurado que não falte apoio às comunidades ao nível da saúde”, notou.

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