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Vasco Pedro reage à insolvência da Unbabel: “Gerência atuou de boa-fé” e tentou “preservar valor”


O cofundador da Unbabel, Vasco Pedro, que liderava a startup quando foi decidida a venda da totalidade dos ativos ao grupo TransPerfect, garante que "a gerência atuou de boa-fé e procurou, ao longo de todo o processo, encontrar a solução que melhor salvaguardasse os interesses dos trabalhadores, dos credores e dos clientes". O empreendedor reage assim à notícia de que o tribunal vai decidir se a insolvência da Unbabel foi culposa ou fortuita.

Naquela que é também uma das primeiras reações públicas de Vasco Pedro ao desfecho da startup que fundou em 2013, o gestor afirma ao ECO que "foram desenvolvidos esforços documentados de investimento,…

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Unbabel foi vendida por 5,7 milhões de dólares. Poucos meses antes, ‘valia’ 44 vezes mais


A TransPerfect pagou 5,7 milhões de dólares (5,1 milhões de euros) pela "totalidade dos ativos da Unbabel" em agosto de 2025. Meses antes, a Unbabel negociou uma fusão com outra empresa por uma avaliação de 250 milhões de dólares (222,8 milhões de euros), 44 vezes mais, mas a operação não se chegou a concretizar, apurou o ECO.

Aqui quantificado pela primeira vez, o colapso da avaliação da Unbabel num curto espaço de tempo ilustra bem a queda vertiginosa desta startup tecnológica que chegou a ser vista como uma das…

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MAI elogia “diálogo e persuasão” da PSP para desmobilizar manifestantes


O Ministério da Administração Interna (MAI), tutelado por Luís Neves, defendeu a atuação da Polícia de Segurança Pública (PSP) para “repor a legalidade na ocupação do espaço público” em Lisboa e no Porto. O gabinete do ministro Luís Neves reafirma também “a confiança na PSP e nos seus profissionais”.

O comunicado do MAI foi divulgado esta terça-feira de manhã, horas depois de a PSP ter desmobilizado os manifestantes que estavam acampados na Praça D. Pedro IV, no Rossio, em Lisboa, bem como na Praça D. João I, no Porto. Em Lisboa, a polícia deu um ultimato aos presentes, exigindo o fim da Acampada. Os manifestantes começaram a formar um cordão humano para atrasar a intervenção da PSP, pelo que o Corpo de Intervenção avançou contra o grupo, realizando 50 detenções, segundo dados oficiais divulgados pela PSP.

No Porto, o grupo que estava há uma semana acampado na Praça D. João I decidiu desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial.

“O Ministério destaca o empenho dos profissionais da PSP em privilegiar, até ao limite, o diálogo e a persuasão, procurando evitar o recurso à força. As operações decorreram após sucessivos contactos com os manifestantes e esgotados os esforços das autoridades para a retirada voluntária das tendas instaladas nas duas praças”, indica o MAI num comunicado divulgado esta terça-feira.

O Ministério destaca o empenho dos profissionais da PSP em privilegiar, até ao limite, o diálogo e a persuasão, procurando evitar o recurso à força.

Ministério da Administração Interna

A nota do gabinete de Luís Neves refere que “o direito de manifestação está constitucionalmente consagrado e deve ser plenamente respeitado, reconhecendo-se a legitimidade de os cidadãos expressarem as suas reivindicações”. “No entanto, o exercício deste direito não dispensa o cumprimento da lei”, acrescenta.

“O respeito pelos direitos fundamentais e a observância das regras legalmente estabelecidas são princípios inseparáveis do Estado de Direito democrático”, conclui o comunicado.

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Direito à manifestação “nunca esteve em causa” na cidade do Porto, garante Pedro Duarte


O presidente da Câmara Municipal do Porto garantiu esta terça-feira que “o direito à manifestação não pode estar em causa na cidade do Porto e nunca esteve”, mas alertou para a necessidade de os protestos decorrerem “dentro do quadro democrático em que vivemos”. Em declarações às televisões, horas depois de o protesto se ter desmobilizado da Praça D. João I perante a ameaça de intervenção policial, Pedro Duarte afirmou esperar que “às sete da tarde tudo esteja resolvido” — hora em que se prevê o regresso dos manifestantes àquele espaço público.

Esta madrugada, no Porto, o grupo que estava há uma semana acampado na Praça D. João I em protesto pela falta de habitação, decidiu desmontar o acampamento perante a ameaça de uma intervenção policial. A situação foi idêntica ao que aconteceu na cidade de Lisboa, com a PSP a efetuar um ultimato aos presentes, exigindo a retirada das dezenas de tendas e ameaçando com a detenção dos resistentes. Ao contrário do que ocorreu no Porto, em Lisboa foi necessária a intervenção policial para quebrar um cordão humano.

“Nós vivemos com regras dentro de um Estado de Direito democrático. Tenho ouvido algumas pessoas confundir um pouco o direito à manifestação com estar aqui em causa uma causa justa — que eu também considero: é uma causa muito justa. Mas o direito à manifestação não existe porque a causa é justa. Mesmo se considerássemos que a causa era muito injusta, o direito à manifestação mantinha-se”, explicou o autarca.

Todavia, Pedro Duarte alertou para a necessidade de manter os protestos dentro do que é o quadro legal em vigor: “No que diz respeito ao cumprimento da lei e do Estado de Direito democrático, eu serei intransigente.”

Nós dissemos que queríamos, evidentemente, a praça libertada. A forma como isso foi feito já não passa pela Câmara Municipal do Porto”

Pedro Duarte

Presidente da Câmara Municipal do Porto

Assembleias populares sem “qualquer legitimidade”

Dito isto, o autarca admitiu que a Câmara manifestou interesse em que a praça fosse desocupada: “O meu papel aqui é libertar a praça para usufruto de todos e não permitir que a praça seja ocupada por alguns. É aí que a câmara intervém. Nós dissemos que queríamos, evidentemente, a praça libertada. A forma como isso foi feito já não passa pela Câmara Municipal do Porto”, avançou o presidente da Invicta.

Pedro Duarte também afirmou não reconhecer “qualquer legitimidade democrática a assembleias populares”, pois “isso não existe”. Já antes, tinha acrescentado que “o poder local autárquico é uma grande conquista de Abril”.

“Tudo o que seja dentro do quadro democrático em que vivemos é tudo muito bem vindo. E nós, enquanto responsáveis públicos, todos nós, e a sociedade no geral, não podem deixar de ouvir aquilo que é dito pelos manifestantes, nomeadamente quando têm soluções e propostas concretas para a resolução desses problemas”, continuou, afirmando não ter ainda recebido “nenhuma resposta do movimento” à sugestão para a realização de “uma reunião” na Câmara Municipal.

O ex-ministro de Luís Montenegro garantiu também estar “com seriedade a querer resolver o problema da habitação”, salientando que é para isso “apenas” que quer “ouvir os manifestantes”. “Não contribuo para circos mediáticos nem para manobras de diversão de alguns extremistas mais radicais que, eventualmente, possam estar a liderar esses movimentos, possam estar a deturpar uma causa justa e que eu sinto que é defendida por muita gente na cidade e no país”, indicou.

Por fim, Pedro Duarte admitiu que a resposta ao pedido para prolongar a manifestação até ao final do ano está a ser analisado pelos “serviços jurídicos” da autarquia. “Admito que ainda durante o dia de hoje tenham essa resposta”, indicou.

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EDP Renováveis acelera na IA e fecha contrato “de longo prazo” com tecnológica americana


A EDP Renováveis (EDPR) anunciou esta segunda-feira que assinou um contrato “de longo prazo” para vender energia renovável a “uma empresa global de tecnologia”, cuja identidade não foi revelada. O Power Purchase Agreement (PPA) surge numa altura em que estas empresas estão envolvidas numa corrida à supremacia na inteligência artificial (IA), tecnologia muito intensiva em energia.

A informação foi revelada esta segunda-feira pelo grupo, através de um comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em causa está o fornecimento da eletricidade gerada por um projeto solar de 250 MWac (megawatts em corrente alternada), equivalente a 351 MWdc (megawatts em corrente contínua) situado no estado de Arkansas, nos EUA, explica a EDPR. O valor do contrato também não foi publicado.

“Este acordo reforça a posição estratégica da EDPR como líder no desenvolvimento de energias renováveis nos EUA, evidenciando a solidez do seu pipeline e a capacidade de estabelecer parcerias de longo prazo com grandes empresas tecnológicas, fornecendo energia limpa para apoiar a expansão da infraestrutura digital nos EUA”, assume a empresa de origem portuguesa.

Não é a primeira vez que a EDPR estabelece acordos deste tipo com empresas tecnológicas nos EUA. Entre as empresas com quem mantém contratos de venda de energia elétrica está a Meta, dona do Instagram, e a Google. “Desde julho de 2025, a EDPR contratou 1,7 GW [gigawatts]de capacidade solar e BEES [Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias] nos EUA, com entrega esperada de energia para 2026-28”, contabiliza a empresa esta segunda-feira.

Este novo contrato surge pouco mais de um mês depois de o CEO da EDPR e da EDP, Miguel Stilwell, ter assumido, num evento interno, que a IA e a construção de centros de dados são “uma oportunidade não apenas para as empresas de IA, mas também para a EDP, para criar valor para a empresa”. “Em termos de infraestrutura, não há IA sem centros de dados e não há centros de dados sem eletricidade. E nós somos uma empresa de eletricidade”, afirmou.

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Tribunal vai decidir se insolvência da Unbabel foi culposa


O Tribunal da Comarca de Lisboa decidiu abrir um "Incidente de Qualificação de Insolvência" à startup Unbabel, ou o que resta dela após a venda dos ativos à norte-americana Transperfect. A decisão foi tomada no dia 25 de setembro e significa, na prática, que a Justiça vai ter de decidir se a insolvência foi "culposa" ou "fortuita".

O anúncio da decisão foi consultado pelo ECO no portal Citius e, nos termos da lei, o despacho não é passível de recurso. A requerente identificada nos autos é a Iberis Capital…

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Data center “compacto” de 220 milhões de euros coloca chips da Nvidia em Coruche


Um grupo de investidores pretende construir no Parque Empresarial do Sorraia, em Coruche, o primeiro de vários centros de dados "compactos" para treino e inferência de inteligência artificial (IA). Neste empreendimento inicial, pretendem investir 220 milhões de euros para construir uma infraestrutura com 6,4 MW, capacidade quase equiparável à do data center da Covilhã. Deverá entrar em operação no final de 2027 e empregar cerca de 30 pessoas.

O promotor é o fundo Aura Capital, mais especificamente a Aura Technologies, que se assume como "uma plataforma europeia de investimento e desenvolvimento focada em infraestrutura digital". O ECO sabe que estão…

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