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Justiça manda demolir obra de construtora ligada a seis mortes em SP

A Justiça de São Paulo determinou a demolição integral de uma obra abandonada da construtora New Home, na Penha, zona Leste da capital paulista, após uma perícia apontar risco iminente de desabamento. A prefeitura de São Paulo tem até dez dias úteis para executar o serviço, sob pena de multa diária de R$ 5 mil, limitada a R$ 100 mil.

A empresa é responsável pelo prédio de 12 andares que desabou em setembro, também na Penha, zona Leste da capital,  e deixou seis pessoas mortas.

A construção que deverá ser demolida fica na Avenida Padres Olivetanos, número 455, ao lado de uma instituição de ensino voltada à primeira infância, para crianças de 4 meses a 6 anos, que moveu a ação.

Segundo o laudo do perito judicial Walmir Pereira Modotti, a estrutura apresenta problemas graves, como vigas de sustentação sem concretagem, ferragens expostas à corrosão severa e emendas com amarração considerada duvidosa.

A avaliação foi realizada após vistoria com a participação de engenheiros da Subprefeitura da Penha, da Coordenadoria Municipal de Defesa Civil e de fiscais do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo).

O documento concluiu que há risco concreto e iminente de ruína por deslizamento lateral e queda de materiais, com perigo para crianças e frequentadores da escola vizinha.

A perícia também apontou que não há viabilidade técnica para recuperar a estrutura e recomendou a demolição imediata.

Procurada, a subprefeitura da Penha confirmou ter recebido a notificação judicial e informou que o cronograma para a demolição está em elaboração. O órgão afirmou ainda que o imóvel abandonado foi interditado em setembro, após orientações da Controladoria-Geral do Município.

Já a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento informou que os pedidos de alvará de aprovação e execução de uma nova edificação no endereço foram indeferidos em 16 de maio de 2025 e 8 de julho de 2026.

A CNN Brasil tenta localizar a defesa da construtora. O espaço segue aberto.

Escola foi interditada por risco estrutural

A instituição de ensino acionou a Justiça após identificar danos que atribui à obra vizinha, como trincas, rachaduras e infiltrações.

Apesar de um acordo extrajudicial para reparar os problemas, a construtora teria realizado apenas intervenções paliativas e deixado de instalar bandejas de proteção contra a queda de detritos.

Segundo os autos, funcionários no local teriam se recusado a receber intimações, rompido cadeados de lacração e entrado no imóvel embargado. Diante dos episódios, a Justiça aplicou advertências à empresa por atos considerados atentatórios à dignidade da Justiça.

Em setembro de 2026, a fiscalização municipal ampliou a interdição parcial da escola para o fechamento total. A obra e outro imóvel vizinho também foram interditados por risco de ruína.

A interrupção das atividades escolares provocou transferências de alunos e demissões de funcionárias, conforme documentos apresentados no processo.

Prédio da construtora desabou e matou seis pessoas

A decisão ocorre após o desabamento, em 12 de setembro, de um prédio de 12 andares em construção na Rua Tequici, também na Penha. O imóvel, sob responsabilidade da mesma construtora, desabou sobre residências e deixou seis mortos, sendo três mulheres, uma delas grávida, dois homens e uma criança.

Veja imagens

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    Desabamento de um prédio em construção sobre uma residência na Rua Tequici, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo • CBSP

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    Até o momento, deixou ao menos duas pessoas mortas • CBSP

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    Segundo a Defesa Civil, pelo menos dez pessoas foram atingidas • CBSP

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    As equipes seguem na região para buscas de outras possíveis vítimas • CBSP

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    O CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) também acompanha a situação • CBSP

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    Ainda não é possivel afirmar que a ocorrência tem relação com as chuvas que atingem São Paulo desde o início da madrugada • CBSP

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    O Corpo de Bombeiros informou que foram mobilizados ao local 42 agentes, 16 viaturas, um médico e um enfermeiro • CBSP

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O MPSP (Ministério Público de São Paulo) cobra explicações da Prefeitura sobre o histórico de fiscalização, licenciamento, embargos e multas relacionados ao empreendimento.

Quatro pessoas são investigadas, incluindo um homem apontado como sócio oculto do empreendimento, que foi preso; o responsável técnico pela obra, considerado foragido; uma sócia de outra empresa envolvida; e uma servidora municipal que assinou um relatório sobre a suposta conclusão da demolição do prédio em fevereiro de 2024.

A servidora foi afastada preventivamente por 120 dias e prestou depoimento à GM (Controladoria-Geral do Município).

A Polícia Civil instaurou inquéritos para apurar suspeitas de homicídio com dolo eventual e estelionato.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Polícia encontra corpo de mulher desaparecida em área rural de MG

A PCMG (Polícia Civil de Minas Gerais) localizou, na tarde desta quarta-feira (21), um corpo enterrado em uma área rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A corporação investiga se os restos mortais são de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, desaparecida desde 9 de outubro.

De acordo com a polícia, o ex-namorado da vítima, de 18 anos, e a atual namorada dele estão entre os investigados.

Os agentes encontraram o corpo em uma área de mata e a perícia foi acionada para realizar os trabalhos no local e recolher vestígios que possam contribuir com as investigações.

O corpo será encaminhado ao IML (Instituto Médico-Legal), em Belo Horizonte, para exames de necropsia e identificação.

A Polícia Civil informou que as diligências continuam e que busca efetivar a prisão em flagrante dos suspeitos.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Tempestades de calor se tornam mais frequentes, atingem 85% do planeta e provocam mortes, incêndios e secas

Em menos de uma vida, cerca de seis décadas e meia, as ondas de calor evoluíram de episódios esporádicos e isolados para eventos climáticos massivos e interligados, capazes de cobrir vastas áreas do planeta por meses ou até anos consecutivos.

A maior onda de calor da década de 1960 atingiu cerca de 6% do planeta enquanto se deslocava, durante 46 dias, sobre o Oceano Atlântico, partes da América Latina e da África Ocidental.

A maior onda de calor desta década percorreu quase 85% do globo ao longo de seus 367 dias de duração, alcançando as latitudes polares e afetando praticamente todos os seres humanos na Terra.

Continuar chamando fenômenos tão abrangentes de “ondas de calor” seria como chamar uma monção de chuva passageira. Para compreender a nova realidade dessas imensas extensões de calor, a Reuters consultou duas dezenas de meteorologistas e pesquisadores do clima e analisou as temperaturas de cada hora de cada dia desde 1960 em mais de um milhão de células de uma grade que cobre todo o planeta. A partir desses resultados, foi desenvolvido um novo conceito: a “tempestade de calor”.

Em termos simples, tempestades de calor são ondas de calor de proporções gigantescas. A Reuters utiliza um critério conservador para definir uma onda de calor comum: cinco ou mais dias consecutivos de temperaturas anormalmente elevadas. Em seguida, classificamos as maiores ondas de calor — aquelas que, em seu auge, cobrem pelo menos 1% do globo, uma área equivalente a aproximadamente metade do Canadá — como tempestades de calor.

Ao aplicar essa definição, a Reuters identificou uma transformação surpreendente. As tempestades de calor eram raras na década de 1960, quando havia, em média, cerca de cinco eventos ativos por ano. Nesta década, elas se espalharam pelo planeta, com uma média de aproximadamente 102 por ano.

Uma delas provocou o calor mortal registrado neste verão europeu, estabelecendo as maiores temperaturas de junho já registradas em Bordeaux, Budapeste e Bilbao. Nesta última cidade, os termômetros chegaram a 42,7°C. Ao castigar a Europa durante a maior parte de junho e julho, a tempestade de calor deformou trilhos de aço de ferrovias, provocou o que governos europeus estimaram serem mais de 10 mil mortes adicionais em uma única semana e levou cuidadores de zoológicos belgas a refrescar seus tigres oferecendo carne crua envolta em gelo.

A maior tempestade de calor já registrada — aquela que durou 367 dias, entre 2023 e 2024, e atingiu quase 85% do globo — elevou as temperaturas em partes das Filipinas a até 38 °C, tornando insuportáveis as condições para estudantes nas escolas do país, em sua maioria sem ar-condicionado. Em Manila, o professor de matemática Joel Arrojado recordou o caso de um aluno que estava com o rosto voltado para a carteira, chorando. Quando Arrojado convenceu o menino a levantar a cabeça, viu que seu rosto e peito estavam cobertos de sangue. Segundo o professor, a criança havia sofrido um sangramento nasal espontâneo, um problema comum em condições de calor extremo. À medida que o sangue continuava a escorrer pelas narinas, recordou Arrojado, o menino implorou que ele ligasse para sua mãe.

Enquanto a mesma tempestade de calor envolvia o sul da Louisiana por meses, ela agravou uma seca histórica. O estado foi consumido pelas chamas e sofreu o que o governador chamou de “o pior incêndio florestal que vimos desde pelo menos a Segunda Guerra Mundial”, além de quase 600 outros incêndios registrados somente em agosto. Dois meses depois, a fumaça de um incêndio em uma área pantanosa, que ainda ardia, transformou-se em uma “superneblina” tão densa que provocou um engavetamento em uma rodovia envolvendo pelo menos 158 carros e matou sete pessoas.

A mesma tempestade de calor também contribuiu para intensificar um ciclone no Mediterrâneo em 2023, que provocou chuvas torrenciais na Líbia. Durante a madrugada, duas barragens se romperam perto da cidade costeira de Derna, arrastando bairros inteiros. Uma semana depois, de joelhos e apoiada nas mãos, Sabreen Blil cavava com as próprias mãos os escombros da casa de seu irmão, na esperança de encontrar os mortos. Enquanto chorava, recitava os nomes deles. “Taym, Yazan, Luqman, Salmah, Tumador, Hakim e a esposa dele. Meu Deus. Minha família, onde vocês estão?”, lamentava. “Ó Deus. Nem que seja apenas um — meu Deus — deixe-me encontrar pelo menos um corpo.”

Durante a peregrinação anual do Hajj, na Arábia Saudita, a tempestade de calor elevou a temperatura na Grande Mesquita de Meca a 51,8 °C, provocando a morte de mais de 1.300 peregrinos. Corpos ficaram espalhados pelas ruas. Enquanto isso, o maior incêndio já registrado na Europa se alastrava pela Grécia durante o mesmo período da tempestade de calor. As chamas mataram migrantes que atravessavam a densa floresta de Dadia. Seus corpos permaneceram na mata por dias; até mesmo os abutres que poderiam ter se alimentado deles haviam fugido do fogo.

Todas essas catástrofes, ocorridas em lugares distantes e aparentemente sem relação entre si, tinham uma conexão em comum: uma única tempestade de calor.

Retrato das secas na Bolívia
Após as tempestades de calor que atingiram a Bolívia em outubro de 2023, o Lago Titicaca, um dos maiores lagos da América do Sul, aproximou-se de níveis historicamente baixos. • REUTERS/Claudia Morales

As tempestades de calor provocam “uma grande ruptura na civilização global”, afirmou James Renwick, professor de geografia física da Universidade Victoria de Wellington, na Nova Zelândia. “O calor é o maior responsável pelas mortes decorrentes das mudanças climáticas”, disse ele, observando que pode levar à “fome, à escassez de alimentos, à morte e a conflitos por recursos”.

As tempestades de calor representam uma nova maneira de compreender como o clima da Terra está mudando à medida que a humanidade lança gases de efeito estufa na atmosfera.

A constatação dos climatologistas de que a temperatura média global em 2025 ficou 1,47 °C acima do nível pré-industrial é útil para cientistas e formuladores de políticas públicas, mas, para muitas pessoas, esse dado é tão abstrato que não tem significado prático. O que as pessoas entendem são as ondas de calor — em espanhol, ola de calor; em árabe, mawjat hararia; em mandarim, rè làng.

Ainda assim, não existe uma definição universal de onda de calor. As autoridades, por exemplo, divergem quanto à duração: o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos define uma onda de calor como um período de clima “anormalmente quente e desconfortável”, que normalmente dura “dois ou mais dias”, enquanto os órgãos meteorológicos da Austrália, França, Espanha e Reino Unido estabelecem um limite de três dias. Alguns desses países também adotam critérios diferentes para determinar quais temperaturas caracterizam uma onda de calor.

Além disso, o que seria considerado uma onda de calor em Anchorage, no Alasca, não seria classificado da mesma forma na Cidade do Kuwait. O clima desses lugares é muito diferente, e uma onda de calor corresponde a um período de temperaturas elevadas incomum para determinada região.

Tempestades de calor intensificam incêndios florestais. Aqui, uma árvore queima em Mandra, Grécia, em julho de 2023, quando tempestades de calor atingiram a região durante a maior parte daquele mês. • REUTERS/Louiza Vradi
Voluntários deram água a uma ovelha resgatada de uma fazenda em chamas durante um incêndio florestal na vila de Hasia, perto de Atenas, em agosto de 2023. • REUTERS/Alkis Konstantinidis
Um homem caminhava sobre o solo rachado de um reservatório que estava secando durante a seca extrema na Catalunha, Espanha, em 2023. • REUTERS/Nacho Doce

Essas definições divergentes tornavam praticamente impossível avaliar se as ondas de calor se tornaram mais frequentes no mundo em comparação com o passado. O sistema desenvolvido pela Reuters, no entanto, oferece a precisão necessária para fazer essa análise.

Começamos determinando a faixa histórica de temperaturas para cada dia do ano, entre 1961 e 1990, em cada uma das 1,04 milhão de células de uma grade que cobre o planeta. Os dados de temperatura são provenientes do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, e nossa metodologia detalhada está disponível aqui. Uma onda de calor ocorre quando a temperatura máxima diária de qualquer local atinge pelo menos o percentil 90 de sua faixa histórica — ou seja, fica entre os 10% de temperaturas mais altas — durante cinco dias consecutivos.

Assim, uma onda de calor em julho em Istambul corresponde a cinco ou mais dias consecutivos com temperaturas de pelo menos 25,6 °C, enquanto, em Phoenix, no Arizona, é necessário atingir 40,3 °C.

As tempestades de calor representam uma nova maneira de compreender como o clima da Terra está mudando.

Na definição da Reuters, uma onda de calor pode ocorrer em qualquer estação do ano. Portanto, em Istambul, uma onda de calor em janeiro corresponderia a cinco dias consecutivos com temperaturas de pelo menos 11,2 °C. Em Phoenix, o limite seria de 20,8 °C.

Para medir a extensão geográfica das ondas de calor, mapeamos células vizinhas que registram ondas de calor e formam uma área contínua. Como as ondas de calor muito extensas exercem um efeito de expansão sobre o aumento das temperaturas do planeta, a Reuters criou uma definição adicional: se, em algum momento, uma onda de calor cobrir 1% do planeta, ela será classificada como uma tempestade de calor e receberá um nome, assim como ocorre com tempestades tropicais e furacões.

Dar nomes a esses eventos é “uma maneira poderosa de fazer as pessoas entenderem que algo está acontecendo”, disse à Reuters Anthony Leiserowitz, diretor do Programa de Comunicação sobre Mudanças Climáticas da Universidade Yale. No entanto, “atualmente não fazemos isso com as ondas de calor”, afirmou, embora se estime que o calor provoque quase meio milhão de mortes por ano. Definir e nomear as tempestades de calor é uma inovação importante, acrescentou, e pode ajudar as pessoas a acompanhar seus impactos e consequências.

À medida que se multiplicaram ao longo das décadas, as tempestades de calor e as ondas de calor comuns não provocaram apenas catástrofes isoladas. Elas também contribuíram para efeitos sistêmicos e duradouros.

Esses fenômenos agravam as secas e intensificam os incêndios — do Chile à Europa, os maiores incêndios já registrados ocorreram durante tempestades de calor. Além disso, estudos constataram que mulheres expostas a esses eventos durante a gravidez têm maior probabilidade de sofrer consequências que vão desde a morte fetal até a pré-eclâmpsia, uma das principais causas de morte entre mulheres grávidas e no período pós-parto.

O aumento das temperaturas também pode trazer benefícios, ao menos para algumas regiões. Atualmente, a Sibéria produz quase tanto trigo quanto a região tradicionalmente conhecida como celeiro da Rússia, próxima ao Mar Negro. Isso ocorre, em parte, porque o aumento das tempestades de calor e das ondas de calor ajudou a tornar as latitudes mais setentrionais, no extremo norte, adequadas à agricultura. Ao mesmo tempo, esses fenômenos contribuem para as secas na região do Mar Negro, reduzindo a produção agrícola ali.

Dezenas de milhares de ondas de calor comuns surgem e desaparecem todos os anos. Assim como as tempestades de calor, elas também se tornaram mais numerosas, mais do que dobrando entre a década de 1960 e esta década. A grande maioria, porém, é pequena e sequer chega a cobrir 0,01% do planeta — uma área equivalente a um quadrado que poderia ser atravessado de carro em menos de duas horas e meia. Apenas uma fração minúscula das ondas de calor cresce o suficiente para se transformar em tempestades de calor, que atualmente somam cerca de 102 por ano.

Ainda assim, as tempestades de calor agora respondem pela maior parte dos dias excepcionalmente quentes da Terra, ou seja, aqueles que estão entre os 10% mais quentes da faixa histórica. Na década de 1960, as tempestades de calor representavam, em média, 3% desses dias em qualquer ponto do planeta. O restante correspondia a ondas de calor comuns e a períodos curtos de calor que não duravam o suficiente para serem classificados como ondas de calor.

Nesta década, as tempestades de calor passaram a representar quase 43% desses dias.

À medida que as emissões de gases de efeito estufa aumentaram, também cresceram as tempestades de calor e as ondas de calor comuns. Da década de 1960 até esta década, a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera aumentou mais de 30%. Nesse período, a proporção média do planeta que provavelmente fica coberta por tempestades de calor e ondas de calor aumentou mais de 12 vezes. O El Niño — fenômeno periódico caracterizado por águas excepcionalmente quentes no Oceano Pacífico, que influencia os principais padrões climáticos — atuou como um acelerador, intensificando as tempestades de calor e as ondas de calor.

A Reuters também examinou o fenômeno oposto às ondas e tempestades de calor: as ondas e tempestades de frio. Elas diminuíram. Da década de 1960 até esta década, a área total atingida por uma onda ou tempestade de frio em um dia médio de inverno encolheu quase 80%.

Apesar de sua dimensão gigantesca, o fenômeno das tempestades de calor permaneceu praticamente invisível para o público. Até as últimas décadas, esses eventos eram mais raros e menores, o que tornava mais fácil ignorá-los.

Mas talvez tão importante quanto isso seja o fato de que eles não haviam sido definidos e nomeados de maneira precisa, como acontece com tufões e furacões. Sim, moradores de Montreal, Perth e Hong Kong sabiam que enfrentavam uma sequência de dias escaldantes, mas não sabiam que todos estavam vivenciando uma única e mesma tempestade de calor.

Como parte desta série sobre as tempestades de calor e seus efeitos, a Reuters incorporou um rastreador on-line de tempestades de calor à sua cobertura meteorológica habitual. Com essa ferramenta, as pessoas podem enxergar o que antes passava despercebido e, com esse conhecimento, contabilizar os impactos das tempestades de calor enquanto elas avançam por diferentes regiões.

A rápida evolução dos fenômenos de calor não apenas tornou cada tempestade individual maior. Agora, em contraste marcante com o que ocorria até mesmo há 20 anos, grandes tempestades de calor frequentemente se encontram, se fundem e se separam umas das outras. Tornaram-se comuns as tempestades que ocorrem em sequência, simultaneamente ou das duas formas — fenômeno que chamamos de cascatas de tempestades de calor.

A duração dessas cascatas aumentou de uma média de aproximadamente dois meses, na década de 1960, para nove meses no início dos anos 2000. Então, em 6 de julho de 2008, uma cascata começou — e não parou mais. Por mais de 18 anos consecutivos, ao longo de 6.681 dias, pelo menos uma tempestade de calor tem assolado o planeta, e frequentemente mais de uma ao mesmo tempo.

Muitas dessas tempestades foram colossais. No período de quase meio século entre 1960 e o início da atual cascata de 18 anos, apenas cinco tempestades de calor haviam atingido, em seu auge, uma área superior a um décimo do planeta, equivalente à área combinada da Europa e da Ásia. A cascata em andamento já incluiu 56 dessas megatempestades de calor.

A maior delas foi batizada de Tempestade de Calor Vera: a tempestade que matou peregrinos durante o Hajj, intensificou os incêndios florestais na Louisiana e atingiu quase 85% do planeta ao longo de seus 367 dias de duração.

Umidificador ou purificador? Qual usar com tempo seco e onda de calor

 

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Malévola deve chegar ao Brasil nesta quinta (22) após prisão no Egito

Após ser presa no Egito por supostos comportamentos obscenos, a influenciadora Malévola Alves, de 22 anos, e sua amiga Bruna Mercatelli, chegam ao Brasil na noite desta quinta-feira (22). A informação foi confirmada pela defesa delas à CNN Brasil.

As duas foram liberadas nesta quarta-feira (21), depois do pagamento de uma fiança estipulada entre 20 mil e 40 mil libras egípcias, o equivalente a aproximadamente R$ 2 mil a R$ 4 mil.

As imagens reveladas pelas autoridades do país mostram a dupla fazendo gestos e dançando. Ainda segundo o governo egípcio, as brasileiras fizeram supostos comentários insinuantes e “assediaram” pessoas no local.

A defesa técnica da Malévola, constituída no Brasil, informou que após uma atuação conjunta entre a representação diplomática brasileira, os órgãos competentes e a equipe jurídica local no Egito, foi possível alcançar a liberação da influenciadora pelas autoridades egípcias.

Segundo o advogado Jonatha Carvalho Matos, responsável pela defesa, “o resultado é fruto de um trabalho coordenado, marcado pela cooperação internacional e pelo empenho de todos os profissionais e instituições envolvidos”.

Entenda o caso

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação. Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores, por meio da Embaixada do Brasil no Cairo, informou que acompanha o caso desde a noite de terça-feira (20), quando foi acionado por meio do plantão consular no Egito.

Segundo o órgão, a Embaixada tem prestado assistência consular às influenciadoras e a seus familiares no Brasil, “disponibilizando serviço de orientação jurídica e auxiliando na interlocução com as autoridades locais’.

Quem é Malévola Alves?

Malévola é o nome artístico de Mariana Alves, influenciadora digital trans que ganhou espaço nas redes sociais ao compartilhar conteúdos voltados para lifestyle, rotina e moda.

Atualmente, ela reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok, mantendo presença constante no Instagram. Hoje, no entanto, sua conta principal está desativada.

Prisão no exterior

Segundo a advogada internacionalista Rita de Cássia Silva, o Egito é signatário de tratados internacionais que garantem direitos aos presos estrangeiros e que, em caso do cometimento de um crime previsto no Código Penal de um país, um estrangeiro responde à lei local e não do local de nascimento.

“Em regra, pelo princípio da territorialidade, quem pratica uma conduta no território de outro país fica sujeito à legislação e à jurisdição daquele Estado. Ser turista ou brasileiro não confere imunidade. Uma conduta pode receber tratamento jurídico diferente daquele existente no Brasil”, disse.

A advogada comenta que deportação ou expulsão não se aplica diretamente nesse caso e que a extradição acontece quando um estado reclama para si a investigação, processo ou cumprimento de pena.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Polícia faz operação contra grupo que movimentou R$ 40 mi em golpe digital

Uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes por meio de falsos sites de leilão movimentou aproximadamente R$ 40 milhões ao longo de dois anos, segundo a Polícia Civil de Santa Catarina. Nesta quarta-feira (21), uma operação conjunta com a Polícia Civil de São Paulo cumpriu quatro mandados de prisão e quatro de busca e apreensão contra o grupo.

De acordo com as investigações, os suspeitos utilizavam páginas falsas que simulavam plataformas legítimas de leilões para enganar vítimas interessadas na compra de veículos e outros bens. Os consumidores realizavam pagamentos acreditando que estavam adquirindo os produtos anunciados.

Os quatro mandados de prisão foram cumpridos em Santo André, na região metropolitana de São Paulo, e na capital paulista, segundo a polícia catarinense. Já as equipes paulistas cumpriram quatro mandados de busca e apreensão em endereços nas zonas Sul e Oeste da cidade de São Paulo.

A operação contou com a participação da 6ª Delegacia de Polícia de Joinville (SC), responsável pela investigação, e do GOE (Grupo de Operações Especiais) de Santo André. Também participaram equipes do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos) e da Divisão de Capturas, vinculada ao Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas), da Polícia Civil paulista.

Durante as buscas na capital, os policiais apreenderam celulares, notebooks, cartões bancários e documentos considerados relevantes para a investigação. Os materiais foram encaminhados à 1ª Delegacia de Capturas, onde foram realizados os procedimentos legais.

Segundo o delegado Tom Blumer, do Garra, a integração entre as polícias civis permite cumprir medidas judiciais em diferentes localidades e reunir elementos para esclarecer os crimes e identificar os envolvidos.

A Polícia Civil de Santa Catarina seguirá responsável pelas investigações e o material apreendido será analisado para identificar possíveis outros integrantes do esquema.

A corporação também orienta os consumidores a verificar a autenticidade dos sites de leilão, confirmar a procedência dos anúncios e desconfiar de ofertas com preços muito abaixo dos praticados no mercado.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Influenciadora Malévola é liberada após ser presa no Egito, diz defesa

A influenciadora digital Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola, de 22 anos, foi liberada na manhã desta quarta-feira (21) após ser presa no Egito, junto com uma amiga, depois de uma investigação sobre vídeos que circulavam nas redes sociais. A informação foi confirmada à CNN Brasil pela defesa e pela assessoria dela.

As imagens reveladas pelas autoridades do país mostram a dupla fazendo gestos e dançando. Ainda segundo o governo egípcio, as brasileiras fizeram supostos comentários insinuantes e “assediaram” pessoas no local.

Segundo o Ministério do Interior do Egito, as mulheres foram presas em Alexandria. O Egito é conhecido por ações arbitrárias contra mulheres e contra a comunidade LGBTQIA+, segundo a ONU (Organização das Nações Unidas).

Em uma publicação, o órgão também divulgou os vídeos que motivaram a investigação. Veja:

Ainda de acordo com a pasta, durante o interrogatório, as duas confessaram os atos descritos e admitiram ter gravado e publicado os vídeos nas redes sociais com o objetivo de aumentar o número de visualizações.

Quem é Malévola Alves?

Malévola é o nome artístico de Mariana Alves, 22, influenciadora digital trans que ganhou espaço nas redes sociais ao compartilhar conteúdos voltados para lifestyle, rotina e moda.

Atualmente, ela reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok, mantendo presença constante no Instagram. Hoje, no entanto, sua conta principal está desativada.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Tarcísio restabelece demissão de policial acusado pela morte de Leandro Lo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a demitir o tenente da Polícia Militar Henrique Otávio Oliveira Velozo, acusado de matar o lutador de jiu-jítsu Leandro Lo. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira (21) e restabelece a pena de demissão do oficial, após uma decisão definitiva do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

A medida torna sem efeito o decreto de 28 de outubro de 2025, que havia suspendido temporariamente a demissão em razão de uma decisão liminar. Com a conclusão do processo judicial, o governo restabeleceu os efeitos do decreto de 19 de setembro de 2025, que determinou a expulsão do tenente da corporação.

A decisão administrativa tem como base um acórdão do TJMSP (Tribunal de Justiça Militar de São Paulo), no âmbito de um Conselho de Justificação, e o julgamento definitivo do TJSP sobre a manutenção da penalidade.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa de Henrique Velozo. O espaço segue aberto.

Entenda o caso Leandro Lo

O lutador Leandro Lo, octacampeão mundial de jiu-jítsu, foi baleado na cabeça na madrugada de 7 de agosto de 2022, durante um show no Clube Sírio, na zona sul de São Paulo.

Segundo as investigações, Lo se envolveu em uma discussão com Henrique Velozo. Durante o desentendimento, o atleta imobilizou e derrubou o tenente. Depois, o policial se afastou, retornou armado e atirou na cabeça do lutador.

De acordo com os relatos sobre o caso, Velozo ainda teria chutado a vítima antes de deixar o local.

Lo foi socorrido e levado ao Hospital Municipal Saboya, mas teve a morte cerebral confirmada.

Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte ao crime e teve a prisão decretada. Ele foi acusado de homicídio qualificado por motivo fútil.

Tenente foi absolvido pelo Tribunal do Júri

Em novembro de 2025, Henrique Velozo foi absolvido pelo Tribunal do Júri, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Por maioria de votos, os jurados acolheram a tese de legítima defesa apresentada pela defesa do policial.

A absolvição criminal, porém, não impediu a continuidade do processo administrativo disciplinar na Polícia Militar.

Na esfera militar, o Conselho de Justificação considerou o oficial culpado por unanimidade, por entender que sua conduta era incompatível com o exercício da função.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Detida no Egito, influencer Malévola já foi presa em SP por lesão corporal

A influenciadora digital Mariana Alves Gadelha Pereira, conhecida como Malévola Alves, de 22 anos, já havia sido presa em flagrante em agosto deste ano, em São Paulo, por suspeita de lesão corporal e desacato contra uma policial civil. Nesta terça-feira (20), ela voltou a ser detida, desta vez no Egito, junto com uma amiga, durante uma investigação sobre vídeos publicados nas redes sociais.

A prisão mais recente ocorreu em Alexandria, segundo o Ministério do Interior egípcio. As autoridades afirmam que as brasileiras fizeram gestos, dançaram e tiveram supostas atitudes de insinuação sexual e assédio. A investigação foi aberta após a circulação das imagens nas redes sociais.

Em nota, a defesa da influenciadora informou que mantém contato com a Embaixada do Brasil no Cairo e com as autoridades competentes para garantir a integridade física das brasileiras.

Prisão anterior ocorreu após confusão em balada

Malévola foi presa em flagrante na madrugada de 30 de agosto, após uma confusão em uma casa noturna de São Paulo. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, ela foi autuada por lesão corporal e desacato contra uma policial civil.

Um homem também foi preso durante a ocorrência. De acordo com a corporação, ele teria se apresentado como policial civil sem fazer parte da instituição. Ele foi autuado por usurpação de função pública e lesão corporal.

Os dois pagaram fiança e foram liberados. Na ocasião, a influenciadora afirmou nas redes sociais que pagou R$ 1.600 para deixar a delegacia.

Segundo a defesa, Malévola e os amigos haviam recebido autorização de um funcionário para permanecer em um camarote, mas outro funcionário pediu que o grupo deixasse o espaço. Os advogados afirmaram que a abordagem foi agressiva e desrespeitosa e que a situação evoluiu para uma discussão e agressões físicas.

O advogado Jonatha Carvalho Matos declarou que a influenciadora sofreu lesões no rosto e tentou defender os amigos durante o tumulto. A defesa também afirmou que o homem preso portava um distintivo e se apresentava como policial, mas que foi constatado que ele não integrava a Polícia Civil.

Após ser liberada, Malévola disse nas redes sociais que estava em casa e em segurança. Ela também criticou a circulação de informações sobre o episódio e afirmou que os relatos haviam sido distorcidos.

Influenciadora foi presa no Egito

Segundo o Ministério do Interior do Egito, Malévola e a amiga foram detidas em Alexandria após a divulgação de vídeos que motivaram uma investigação. O órgão divulgou imagens em que as duas aparecem fazendo gestos e dançando. Veja:

Ainda de acordo com as autoridades egípcias, durante o interrogatório, as brasileiras teriam confessado os atos descritos e admitido que gravaram e publicaram os vídeos para aumentar o número de visualizações.

Os procedimentos legais foram iniciados, e o Ministério Público egípcio conduz a investigação. Em nota, a defesa da influenciadora informou que já está em contato com a Embaixada do Brasil no Cairo e com as autoridades e os órgãos competentes para garantir a integridade física das brasileiras.

A CNN Brasil tenta contato com o Itamaraty.

Quem é Malévola Alves?

Malévola Alves é o nome artístico de Mariana Alves, influenciadora digital trans de 22 anos. Ela ganhou popularidade nas redes sociais com conteúdos sobre estilo de vida, rotina e moda, além de vídeos de humor e do formato “arrume-se comigo”.

A influenciadora reúne cerca de 900 mil seguidores no TikTok. Sua principal conta no Instagram, porém, está desativada.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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Passageiros poderão pegar Metrô em SP pagando com Pix; entenda

Os passageiros do Metrô de São Paulo poderão comprar bilhetes QR Code com Pix nas máquinas de autoatendimento das estações. A nova opção começou a ser disponibilizada na terça-feira (20), inicialmente na Linha 1-Azul, e será implantada gradualmente nas demais linhas até 30 de outubro.

A mudança vale para as máquinas operadas pela Autopass, que vendem bilhetes unitários impressos na hora. Até então, os equipamentos aceitavam pagamentos apenas com dinheiro e cartão de débito.

A implantação será feita de acordo com o seguinte cronograma:

  • Linha 1-Azul: até 22 de outubro;
  • Linha 2-Verde: dias 23 e 26 de outubro;
  • Linha 3-Vermelha: dias 27 e 28 de outubro;
  • Linha 15-Prata: dias 29 e 30 de outubro.

As máquinas de autoatendimento estão disponíveis em todas as estações do Metrô. A habilitação do Pix será gradual, conforme o calendário de cada linha.

Além do Pix nas máquinas de autoatendimento, os passageiros podem comprar bilhetes nos guichês, utilizar os cartões Bilhete Único e TOP ou adquirir passagens pelo WhatsApp, no aplicativo e nas próprias máquinas de autoatendimento.

O pagamento por aproximação começou a ser disponibilizado em dezembro do ano passado e foi ampliado, em setembro, para todas as catracas das estações do Metrô. São aceitos cartões de crédito e débito físicos ou virtuais em celulares e relógios inteligentes com carteira digital habilitada.

Bilhete magnético deixará de ser aceito em outubro

A modernização dos meios de pagamento também inclui o fim do uso do bilhete magnético Edmonson, utilizado pelo Metrô por 52 anos, desde o início da operação comercial, em 1974.

Os passageiros poderão utilizar os bilhetes magnéticos até 31 de outubro. Após essa data, o Metrô disponibilizará postos de troca.

Segundo a companhia, o sistema associado ao bilhete se tornou obsoleto e apresenta dificuldades de manutenção, o que inviabiliza sua continuidade.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

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