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Tem telemóvel da MEO, NOS ou Vodafone? Nova ferramenta vai permitir aos bancos detetar estas burlas

Os portugueses que utilizam os serviços da MEO, NOS ou Vodafone poderão beneficiar de uma nova camada de proteção contra fraudes bancárias. As três principais operadoras de telecomunicações anunciaram duas ferramentas que permitem aos bancos e a outras empresas verificar informações associadas aos números de telemóvel, ajudando a identificar possíveis tentativas de burla antes de serem autorizados acessos ou transações.

A novidade foi apresentada esta terça-feira, 20 de outubro, em Lisboa, durante um encontro que reuniu representantes das três operadoras, da Nokia e da GSMA, associação internacional que representa o setor das comunicações móveis.

De acordo com o Expresso, as novas funcionalidades permitem confirmar se um utilizador está a aceder a uma conta através do número de telemóvel associado e identificar se esse número foi recentemente transferido para outro cartão SIM.

Bancos vão poder verificar se o seu cartão SIM foi trocado

Uma das principais novidades chama-se SIM Swap, uma ferramenta que permite verificar se determinado número de telemóvel foi recentemente associado a um novo cartão SIM.

Esta funcionalidade poderá ser particularmente útil no combate a um tipo de fraude em que os criminosos conseguem obter uma segunda via do cartão SIM de uma vítima, fazendo-se passar pelo verdadeiro titular.

Quando conseguem controlar o número de telemóvel, os burlões podem receber mensagens e códigos de autenticação enviados pelos bancos, aumentando o risco de acesso indevido às contas.

Segundo o Expresso, a nova ferramenta permite verificar se ocorreu uma alteração do cartão SIM nas últimas 24 ou 48 horas, fornecendo aos bancos um sinal de alerta antes de autorizarem determinadas operações.

Uma troca recente não significa necessariamente que exista uma fraude, mas poderá justificar verificações adicionais de segurança.

Nova tecnologia também permite confirmar o número de telemóvel

A segunda ferramenta, denominada Number Verification, permite confirmar se o acesso a determinada aplicação está a ser realizado através do número de telemóvel associado à conta.

Ao contrário dos métodos tradicionais, que exigem a introdução de códigos recebidos por SMS, esta verificação pode decorrer automaticamente, em segundo plano.

O objetivo é reforçar a segurança sem obrigar os utilizadores a realizar procedimentos adicionais sempre que pretendem aceder a determinados serviços.

As duas ferramentas podem também funcionar em conjunto, permitindo às empresas confirmar a associação do número à conta e verificar se existiu alguma alteração recente do cartão SIM.

MEO, NOS e Vodafone juntam-se para combater fraudes

O lançamento integra a iniciativa internacional GSMA Open Gateway, que pretende facilitar a utilização de funcionalidades das redes móveis por empresas e serviços digitais.

As ferramentas funcionam através de interfaces de programação de aplicações, conhecidas como APIs, que permitem a comunicação automática entre diferentes sistemas informáticos.

A plataforma tecnológica utilizada é fornecida pela Nokia e chama-se Network as Code.

Na prática, um banco poderá realizar verificações relativas a clientes das três operadoras através de uma única ligação tecnológica, sem necessidade de desenvolver sistemas completamente diferentes para cada rede.

Segundo Judite Reis, diretora de Engenharia de Redes da NOS, estas funcionalidades representam também uma oportunidade de negócio para as operadoras, que poderão disponibilizar serviços de segurança a outras empresas.

E os dados pessoais? Operadoras esclarecem questão da privacidade

A possibilidade de empresas consultarem informações associadas às redes móveis levantou questões relacionadas com a proteção dos dados pessoais.

Durante a apresentação, os representantes das operadoras explicaram que as ferramentas apenas permitem realizar consultas previamente definidas, não correspondendo a um acesso generalizado às informações dos utilizadores.

A MEO referiu ainda a existência de um portal de gestão de consentimentos, através do qual os clientes poderão acompanhar e controlar o acesso à informação disponibilizada por estas ferramentas.

De acordo com o Expresso, as empresas não divulgaram os valores investidos no desenvolvimento das soluções nem identificaram contratos comerciais já estabelecidos para a sua utilização.

Há outra novidade prevista para 2027

As três operadoras preparam também uma terceira funcionalidade, cuja disponibilização está prevista para o início de 2027.

Denominada Number Recycle, esta ferramenta permitirá verificar se um número de telemóvel foi entretanto atribuído a outra pessoa.

O objetivo é evitar situações em que códigos de autenticação, mensagens bancárias ou outras informações associadas a contas antigas sejam enviados ao novo titular de um número.

Esta situação pode ocorrer quando um cliente deixa de utilizar determinado número e a operadora o atribui posteriormente a outra pessoa.

Com estas novidades, a MEO, a NOS e a Vodafone pretendem disponibilizar aos bancos e a outras empresas novos mecanismos de prevenção de fraudes, embora a sua utilização efetiva dependa da integração das ferramentas nos serviços de cada entidade.

Leia também: Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

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Elon Musk, o homem mais rico do mundo, garante que o dinheiro vai deixar de ter importância: “Trabalhar será opcional”

O homem mais rico do mundo acredita que o dinheiro poderá deixar de ter importância nas próximas décadas. Elon Musk, cuja fortuna está atualmente avaliada em cerca de 921 mil milhões de dólares, defende que os avanços na inteligência artificial e na robótica poderão transformar completamente a forma como as pessoas trabalham, recebem rendimentos e vivem.

Segundo o Business Insider, o empresário partilhou esta visão em conversas com Walter Isaacson, autor da sua biografia, defendendo que a evolução tecnológica poderá tornar a moeda convencional praticamente desnecessária.

As declarações foram recordadas por Isaacson durante uma participação no podcast The Builders, onde abordou algumas das previsões mais ambiciosas do fundador da Tesla e da SpaceX.

Elon Musk acredita que o dinheiro poderá deixar de existir como o conhecemos

Para o empresário norte-americano, o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial cada vez mais avançados, combinado com a utilização generalizada de robôs, poderá criar uma economia radicalmente diferente da atual.

Musk acredita que estas tecnologias serão capazes de produzir bens e prestar serviços de forma tão eficiente que a escassez de muitos produtos poderá diminuir significativamente.

Nesse cenário, o dinheiro deixaria de desempenhar o papel central que atualmente ocupa na sociedade, podendo o valor económico passar a estar mais diretamente associado à disponibilidade de energia e à capacidade de produção.

Durante as conversas com Walter Isaacson, Musk terá defendido que chegará um momento em que os robôs e a inteligência artificial conseguirão realizar praticamente todas as tarefas humanas com maior eficiência.

Trabalhar poderá tornar-se uma escolha e não uma obrigação

Uma das previsões mais surpreendentes de Elon Musk está relacionada com o futuro do emprego.

Numa publicação partilhada em julho na rede social X, o empresário afirmou que os avanços tecnológicos poderão permitir que as pessoas deixem de depender de um emprego para garantir o seu sustento.

A ideia assenta na possibilidade de os robôs assumirem grande parte das tarefas produtivas, criando bens e serviços em quantidades suficientes para satisfazer as necessidades da população.

Segundo Musk, esta transformação poderá permitir a criação de um sistema de rendimento alto universal, através do qual os cidadãos receberiam recursos suficientes para viver confortavelmente.

Ao contrário do rendimento básico universal, normalmente associado a um pagamento destinado a assegurar necessidades essenciais, a proposta do empresário pressupõe um nível de abundância económica muito superior.

Poupar para a reforma poderá deixar de fazer sentido

As previsões de Musk não se limitam ao mercado de trabalho. O empresário também já sugeriu que poupar dinheiro para a reforma poderá tornar-se desnecessário nos próximos 20 anos.

Na sua perspetiva, os ganhos de produtividade proporcionados pela inteligência artificial e pela robótica poderão transformar os sistemas económicos e sociais, reduzindo a necessidade de acumular poupanças ao longo da vida profissional.

Contudo, estas afirmações representam uma visão especulativa sobre o futuro e não existem garantias de que a evolução tecnológica venha a produzir os resultados descritos.

A concretização deste cenário dependeria também de decisões políticas e económicas relacionadas com a distribuição da riqueza gerada pelas novas tecnologias.

Nem todos acreditam nas previsões do homem mais rico do mundo

A visão otimista de Elon Musk está longe de reunir consenso, especialmente entre especialistas e investidores preocupados com as consequências da automatização.

Michael Burry, investidor conhecido por ter antecipado a crise financeira de 2008, reagiu às previsões do empresário com uma perspetiva bastante diferente.

Segundo o Business Insider, Burry considera que a substituição de trabalhadores por sistemas de inteligência artificial poderá provocar fortes tensões sociais antes de qualquer cenário de prosperidade generalizada.

O investidor chegou mesmo a antecipar a possibilidade de uma revolução, argumentando que a perda de empregos poderá gerar instabilidade à medida que as empresas substituem trabalhadores por máquinas.

Inteligência artificial poderá transformar a economia nas próximas décadas

Apesar das divergências, a possibilidade de a inteligência artificial alterar profundamente o mercado de trabalho é uma questão cada vez mais discutida.

A automatização de tarefas, o desenvolvimento de robôs humanoides e a utilização de sistemas inteligentes em diferentes setores poderão modificar a forma como as empresas produzem bens e prestam serviços.

No entanto, o aumento da produtividade não significa necessariamente que todos os cidadãos venham a beneficiar de forma igual dos ganhos económicos.

Para já, as previsões de Elon Musk continuam a ser uma visão de longo prazo, sem garantias quanto à sua concretização ou ao calendário apresentado.

Ainda assim, a ideia de um mundo onde trabalhar deixa de ser obrigatório e o dinheiro perde importância mostra até que ponto o empresário acredita no potencial transformador da inteligência artificial.

Leia também: Suspeitas de fraude no Museu dos Coches: PJ investiga bilhetes gratuitos e com desconto emitidos a visitantes sem direito

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Chuva continua sem dar sinais de regresso a Portugal: outubro termina com temperaturas até 5 graus acima do normal

O mês de outubro está a chegar ao fim, mas o outono parece continuar sem se instalar em pleno em Portugal continental. As previsões meteorológicas para a semana de 26 de outubro a 2 de novembro apontam para temperaturas acima do habitual e pouca precipitação, apesar da formação de várias depressões no oceano Atlântico.

De acordo com a Meteored, que analisou as mais recentes projeções do modelo europeu ECMWF, o anticiclone deverá continuar a proteger a Península Ibérica, impedindo que os principais sistemas de chuva atinjam o território português.

O resultado poderá ser uma última semana de outubro marcada por grandes diferenças de temperatura entre as primeiras horas da manhã e o período da tarde, com algumas regiões a aproximarem-se dos 26 graus.

Chuva continua afastada de Portugal apesar das depressões no Atlântico

A segunda-feira, 26 de outubro, deverá começar com uma depressão bastante profunda posicionada a oeste das Ilhas Britânicas, acompanhada por um extenso sistema frontal.

Apesar da dimensão desta perturbação atmosférica, o seu núcleo deverá permanecer afastado de Portugal, enquanto as altas pressões continuarão a exercer influência sobre a Península Ibérica.

Segundo a Meteored, esta configuração tem sido frequente nos últimos dias. As depressões formam-se no Atlântico Norte e avançam em direção à Europa, mas acabam por ser desviadas para latitudes mais elevadas devido à presença do anticiclone.

Algumas frentes poderão aproximar-se do território português, mas deverão chegar bastante enfraquecidas, sem capacidade para provocar episódios significativos de precipitação.

Termómetros podem descer até aos 6 graus nestas regiões

Apesar da previsão de temperaturas acima da média, as manhãs deverão continuar bastante frescas, especialmente no interior Norte e Centro.

Na madrugada de segunda-feira, 26 de outubro, os termómetros poderão descer para valores inferiores a 10 graus em várias localidades destas regiões.

De acordo com as projeções do ECMWF, Bragança poderá registar temperaturas mínimas próximas dos 7 graus, enquanto na Guarda os valores poderão descer até aos 6 graus.

Nas regiões mais próximas do litoral e no Sul, as temperaturas mínimas deverão ser mais elevadas, proporcionando manhãs menos frias.

Estas diferenças deverão contribuir para amplitudes térmicas consideráveis, obrigando os portugueses a adaptar o vestuário às mudanças de temperatura ao longo do dia.

Tardes podem chegar aos 26 graus e surpreender os portugueses

Se as manhãs prometem ser frescas, as tardes poderão apresentar um cenário bastante diferente.

Segundo a Meteored, as temperaturas deverão recuperar significativamente durante as horas de maior exposição solar, podendo ficar entre 3 e 5 graus acima da média climatológica em várias regiões do interior.

No Sul do país, algumas localidades poderão mesmo aproximar-se dos 25 a 26 graus durante a tarde de segunda-feira.

Este comportamento deverá prolongar-se ao longo da semana, contribuindo para que o balanço térmico entre 26 de outubro e 2 de novembro seja superior ao habitual para esta altura do ano.

Contudo, importa esclarecer que uma temperatura média semanal acima do normal não significa que todos os dias sejam quentes. As manhãs poderão continuar frias, sobretudo nas zonas do interior.

Outubro pode terminar sem chuva significativa em grande parte do país

A precipitação deverá ser um dos elementos meteorológicos mais afastados dos valores habituais para esta época.

De acordo com os mapas analisados pela Meteored, não está prevista, até pelo menos 31 de outubro, a passagem de qualquer sistema frontal capaz de provocar chuva generalizada e significativa em Portugal continental.

As projeções semanais do ECMWF apontam para um défice de precipitação relativamente à média climatológica, sugerindo que a última semana do mês poderá ser mais seca do que seria habitual.

Isto não significa que não possa chover pontualmente em algumas regiões, mas indica que as quantidades acumuladas deverão ficar abaixo dos valores normais para o final de outubro.

E novembro? Previsões ainda podem mudar

A tendência para o início de novembro continua a apontar para temperaturas superiores à média e precipitação inferior ao habitual, mas a incerteza aumenta à medida que o horizonte de previsão se prolonga.

Segundo a Meteored, Portugal deverá permanecer afastado dos principais corredores de depressões atlânticas, pelo menos de acordo com as projeções atualmente disponíveis.

Ainda assim, a posição do anticiclone e a trajetória das depressões poderão sofrer alterações nos próximos dias, pelo que será importante acompanhar as atualizações meteorológicas.

Para já, tudo indica que outubro terminará com um cenário pouco habitual para esta fase do outono: manhãs frias, tardes amenas e chuva abaixo do normal em grande parte de Portugal continental.

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Joaquim de Almeida recebe reforma de 8.500€ por mês, mas há outra fortuna por detrás da riqueza do ator português

Com uma carreira construída ao longo de várias décadas em Hollywood, Joaquim de Almeida é um dos atores portugueses mais reconhecidos internacionalmente. No entanto, a fortuna do artista de 69 anos poderá ter uma origem que muitos portugueses desconhecem e que vai muito além dos rendimentos obtidos no cinema.

A revelação foi feita esta terça-feira, 20 de outubro, durante um programa televisivo do universo da TVI, onde foram discutidos vários pormenores sobre o património familiar do ator e a ligação dos seus antepassados à indústria farmacêutica.

Segundo o Correio da Manhã, Adriano Silva Martins explicou que Joaquim de Almeida não construiu a sua riqueza exclusivamente através da representação, uma vez que pertence a uma família tradicionalmente abastada.

Família de Joaquim de Almeida esteve ligada a um negócio milionário

Durante o programa, Adriano Silva Martins destacou que o ator português já possuía uma ligação familiar a um património significativo antes de alcançar o reconhecimento internacional.

“Joaquim de Almeida não é só rico porque fez filmes, é rico porque vem de uma família muito rica”, afirmou o apresentador.

Cláudia Jacques acrescentou que o artista pertence a uma família numerosa, composta por oito irmãos, e que todos são netos do fundador de uma importante empresa farmacêutica portuguesa.

Trata-se da JABA, um laboratório cujo nome resulta das iniciais do seu fundador, José António Baptista de Almeida.

Segundo a comentadora, os pais de Joaquim de Almeida também eram farmacêuticos e estiveram ligados à atividade da empresa durante vários anos.

Laboratório da família terá sido vendido por 40 milhões de euros

Um dos momentos que mais chamou a atenção durante a conversa foi a referência à venda do laboratório farmacêutico, concretizada em 2006.

Inicialmente, Cláudia Jacques mencionou um valor de 80 milhões de euros, mas Adriano Silva Martins corrigiu a informação, indicando que o negócio terá envolvido cerca de 40 milhões de euros.

A comentadora fez então uma simulação, explicando que, caso esse montante tivesse sido distribuído igualmente pelos oito irmãos, cada um poderia ter recebido cinco milhões de euros.

Contudo, a própria Cláudia Jacques salientou que o valor não corresponderia necessariamente ao dinheiro efetivamente recebido, uma vez que seria necessário considerar impostos e outros encargos.

Importa também sublinhar que esta divisão foi apresentada como um exercício hipotético, não tendo sido confirmados os montantes que Joaquim de Almeida ou os restantes familiares terão efetivamente recebido.

Ator português recebe uma reforma de cerca de 8.500 euros

Além do património familiar, Joaquim de Almeida acumulou rendimentos ao longo de uma carreira internacional que se prolongou por quase cinco décadas.

Depois de 48 anos a trabalhar nos Estados Unidos, o ator regressou a Portugal em abril de 2025, passando a viver em Sintra.

De acordo com informações anteriormente reveladas pelo próprio à revista Sábado, Joaquim de Almeida tem direito a uma pensão do sindicato norte-americano de atores de aproximadamente 8.500 euros.

A este valor juntam-se ainda os montantes relativos à reforma atribuída pelo Estado português.

Joaquim de Almeida vendeu mansão nos Estados Unidos e regressou a Portugal

A mudança definitiva para Portugal implicou também alterações no património imobiliário do ator.

Joaquim de Almeida vendeu a mansão que possuía em Santa Mónica, na Califórnia, antes de se instalar em Sintra, onde passou a residir depois de décadas nos Estados Unidos.

Apesar de ser conhecido pelas participações em produções internacionais, a ligação da família ao setor farmacêutico mostra que o património do ator poderá ter várias origens.

Ainda assim, não foi divulgado qualquer valor oficial relativo à fortuna pessoal de Joaquim de Almeida, pelo que os montantes associados ao negócio familiar não permitem determinar com precisão a riqueza atual do artista.

Leia também: “O algarvio que construiu a Lisboa moderna”: conheça a história de Duarte Pacheco, ministro de Salazar

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Costuma reservar hotéis pela Booking? Bruxelas investiga plataforma por suspeitas de burlas e anúncios falsos

Quem costuma reservar hotéis, apartamentos ou alojamentos de férias através da Booking.com deverá estar atento. A Comissão Europeia anunciou esta quarta-feira, 21 de outubro, a abertura de uma investigação formal à plataforma, devido a suspeitas de falhas no combate a burlas, anúncios fraudulentos e esquemas que podem colocar em risco os dados e o dinheiro dos consumidores.

A investigação surge no âmbito do Regulamento dos Serviços Digitais, legislação europeia que estabelece obrigações específicas para as grandes plataformas digitais. Bruxelas pretende perceber se a Booking.com tem adotado medidas suficientes para identificar e reduzir os riscos associados às reservas efetuadas através do seu serviço.

Segundo a agência Lusa, que cita um comunicado da Comissão Europeia, estão em causa várias práticas potencialmente prejudiciais para os utilizadores, desde anúncios de alojamentos que não existem até mensagens fraudulentas enviadas em nome de estabelecimentos turísticos.

Reservas de hotéis podem esconder burlas

Uma das principais preocupações das autoridades europeias está relacionada com a existência de anúncios fraudulentos na plataforma.

Entre as situações que serão analisadas encontram-se alojamentos inexistentes, ofertas que não cumprem as regras e esquemas de usurpação de identidade, através dos quais os burlões se fazem passar por entidades legítimas.

Estas práticas podem levar os consumidores a efetuar pagamentos por reservas que não correspondem a serviços reais ou a fornecer informações pessoais e bancárias a terceiros.

A Comissão Europeia pretende determinar se a Booking.com avaliou adequadamente estes riscos e se implementou mecanismos eficazes para impedir que os utilizadores sejam prejudicados.

Atenção às mensagens recebidas depois de fazer uma reserva

Outro dos pontos centrais da investigação está relacionado com os esquemas de phishing, uma forma de fraude informática utilizada para obter dados pessoais, palavras-passe ou informações bancárias.

Bruxelas vai analisar particularmente os riscos associados à utilização indevida dos dados das reservas e dos hóspedes, incluindo a forma como estas informações são partilhadas com os alojamentos.

O funcionamento do sistema de mensagens da Booking.com também estará sob escrutínio, uma vez que poderá ser utilizado em tentativas de fraude que exploram a confiança dos consumidores na plataforma.

Por precaução, os utilizadores devem desconfiar de mensagens inesperadas que solicitem pagamentos adicionais, dados bancários ou a confirmação urgente de uma reserva através de páginas externas.

Há hotéis que podem aparecer primeiro por pagarem mais

A investigação europeia não se limita às burlas. A Comissão Europeia também pretende esclarecer se a Booking.com identifica corretamente os anúncios de alojamentos que recebem maior destaque nos resultados de pesquisa mediante o pagamento de comissões mais elevadas.

Segundo Bruxelas, os consumidores devem conseguir distinguir claramente os resultados apresentados como publicidade daqueles que surgem por outros critérios de ordenação.

As regras europeias exigem transparência relativamente à identidade de quem promove os anúncios, à entidade responsável pelo pagamento da publicidade e aos motivos pelos quais determinado conteúdo é apresentado ao utilizador.

Caso estas informações não estejam suficientemente claras, a plataforma poderá estar a violar as obrigações de transparência previstas no Regulamento dos Serviços Digitais.

Booking pode enfrentar consequências se as suspeitas forem confirmadas

A abertura do processo não significa que a Booking.com tenha cometido alguma infração. Nesta fase, a Comissão Europeia está a recolher elementos para determinar se existem violações da legislação comunitária.

De acordo com a Lusa, Bruxelas poderá solicitar informações adicionais, realizar entrevistas e avançar com inspeções no âmbito da investigação.

Se forem identificadas irregularidades, o executivo comunitário poderá adotar medidas provisórias, emitir uma decisão formal de incumprimento ou aceitar compromissos apresentados pela empresa para corrigir os problemas.

A Booking.com foi classificada em abril de 2023 como uma plataforma em linha de muito grande dimensão, ficando sujeita a obrigações reforçadas de proteção dos consumidores.

Uma vez que a empresa está sediada nos Países Baixos, a Comissão Europeia está a colaborar com a Autoridade Neerlandesa para os Consumidores e os Mercados.

O que devem fazer os portugueses que utilizam a Booking?

Apesar da investigação, não existe qualquer indicação de que todas as reservas efetuadas através da plataforma sejam fraudulentas ou de que os consumidores devam deixar de utilizar o serviço.

Ainda assim, é aconselhável confirmar cuidadosamente os dados dos alojamentos, verificar as condições de pagamento e evitar transferências para contas bancárias desconhecidas.

Também é importante desconfiar de mensagens que pressionem o consumidor a efetuar pagamentos urgentes para evitar o cancelamento de uma reserva, sobretudo quando incluem ligações para páginas externas.

A investigação agora iniciada pretende precisamente esclarecer se a Booking.com está a cumprir as obrigações europeias destinadas a proteger os utilizadores destes riscos.

Leia também: Perdeu o telemóvel? Banco de Portugal alerta para o que deve fazer de imediato para proteger o seu dinheiro

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Homem sobe à estátua de D. Pedro IV em Lisboa e arranca cartazes: “O que me traz aqui é a falta de respeito com as autoridades”

Um homem decidiu agir por iniciativa própria esta quarta-feira, 21 de outubro, ao subir à estátua de D. Pedro IV, na Praça do Rossio, em Lisboa, para retirar cartazes associados ao movimento de protesto pelo direito à habitação. O episódio aconteceu ao final da manhã e foi acompanhado por jornalistas que se encontravam no local.

Segundo o Diário de Notícias (DN), o homem recusou identificar-se, apresentando-se apenas como um cidadão comum que não concordava com a utilização do monumento para colocar materiais de protesto.

Perante os jornalistas, justificou a sua intervenção com o estado em que considerava encontrar-se aquele espaço público, defendendo que os monumentos devem ser respeitados, independentemente das causas que motivam as manifestações.

Homem sobe ao monumento e retira cartazes

O episódio ocorreu numa altura em que os protestos relacionados com o acesso à habitação continuam a marcar a atualidade em Lisboa.

De acordo com o DN, o homem dirigiu-se à estátua de D. Pedro IV e começou a retirar os cartazes que tinham sido colocados no monumento.

Questionado sobre os motivos da sua atitude, afirmou que não gostava de ver a cidade naquela situação e criticou aquilo que considera ser uma falta de respeito pelos espaços públicos.

O cidadão dirigiu também críticas à comunicação social, defendendo que os jornalistas deveriam denunciar situações que classificou como vandalismo.

“Não reagi agressivamente, fiz uma limpeza”

Apesar de ter retirado os cartazes associados aos protestos, o homem garantiu que não se opõe ao direito de manifestação.

Segundo explicou, compreende as razões que levam os cidadãos a protestar, mas considera que essas ações devem decorrer com respeito pelas autoridades e pelas restantes pessoas.

O homem afirmou ainda que a sua intervenção não teve qualquer intenção agressiva, descrevendo o gesto como uma ação de limpeza do monumento.

Durante as declarações, apelou aos serviços municipais de limpeza para recolherem os materiais que tinha retirado da estátua.

Homem garante que poderá regressar ao Rossio

O cidadão deixou também um aviso sobre a possibilidade de os cartazes voltarem a ser colocados no monumento.

Perante os jornalistas, garantiu que está disposto a regressar ao local para repetir a intervenção, caso considere necessário.

O episódio ficou ainda marcado por uma troca de palavras com um jovem que, segundo o DN, tinha colocado cartazes na estátua durante a manhã.

O homem criticou o comportamento do jovem, fazendo referência à sua nacionalidade e acusando-o de desrespeitar as autoridades portuguesas.

Nas declarações reproduzidas pelo jornal, chegou a afirmar que, caso pretendesse desrespeitar as autoridades, deveria fazê-lo na Colômbia.

Protestos pela habitação continuam a gerar discussão

A situação ocorreu num contexto de mobilização em torno do direito à habitação, tema que tem motivado manifestações e ações de protesto em diferentes pontos de Lisboa.

O episódio no Rossio colocou em evidência posições distintas sobre a utilização dos monumentos e dos espaços públicos durante estas iniciativas.

Por um lado, os movimentos pela habitação procuram chamar a atenção para as dificuldades de acesso a uma casa. Por outro, o homem que retirou os cartazes defendeu que as manifestações devem respeitar o património e as autoridades.

Até ao momento, a informação divulgada pelo Diário de Notícias não indica que tenha existido qualquer intervenção policial relacionada com a retirada dos cartazes.

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‘Roubo do século’: ladrões assaltam camião e levam quase 1 milhão de dólares em cartas Pokémon

Um roubo de grandes proporções abalou o mercado de colecionismo de cartas nos Estados Unidos. Mais de 200 encomendas contendo cartas Pokémon e desportivas, avaliadas em aproximadamente 963 mil dólares (cerca de 830 mil euros), desapareceram de um camião da FedEx estacionado junto às instalações da Professional Sports Authenticator (PSA), em Santa Ana, na Califórnia.

O incidente ocorreu na semana passada e foi divulgado pela canal norte-americano Fox News, que cita informações fornecidas pela polícia de Santa Ana. As cartas tinham acabado de passar pelo processo de avaliação e certificação da PSA e estavam a ser devolvidas aos respetivos proprietários.

Segundo as autoridades, o responsável pelo roubo terá arrombado a fechadura do veículo enquanto o motorista da FedEx se encontrava ausente. O suspeito conseguiu retirar as encomendas, que continham centenas de cartas colecionáveis, algumas consideradas extremamente raras.

Cartas Pokémon e desportivas entre os artigos roubados

Entre os artigos desaparecidos encontram-se cartas Pokémon e cartas desportivas, dois segmentos do mercado de colecionismo que têm registado transações de valores elevados nos últimos anos.

A PSA é uma das principais empresas mundiais de autenticação e classificação de cartas colecionáveis. Depois de avaliadas, as cartas são encapsuladas em suportes de proteção e recebem uma classificação que pode influenciar significativamente o seu valor de mercado.

Neste caso, os artigos já tinham sido classificados e encontravam-se em trânsito para os seus proprietários quando ocorreu o roubo.

O valor total estimado pelas autoridades aproxima-se de um milhão de dólares, tornando o incidente particularmente significativo para os colecionadores afetados.

Colecionador perdeu 104 cartas, algumas únicas no mundo

Um dos lesados é o colecionador e criador de conteúdos SKY-B, que revelou ter perdido 104 cartas na sequência do assalto.

Segundo o próprio, muitas das cartas roubadas são praticamente impossíveis de substituir, incluindo exemplares extremamente raros e cartas conhecidas como one-of-one, das quais existe apenas uma unidade.

Entre os artigos desaparecidos encontram-se também cartas consideradas case hits, designação utilizada para exemplares particularmente difíceis de encontrar em determinados produtos de colecionismo.

A perda representa, por isso, mais do que um prejuízo financeiro, uma vez que algumas das peças não poderão ser facilmente adquiridas novamente no mercado.

PSA tomou medidas para impedir a venda das cartas roubadas

Na sequência do incidente, a Collectors, empresa responsável pela PSA, confirmou ter conhecimento do roubo e garantiu estar a colaborar com as autoridades e com a transportadora.

A empresa anunciou ainda que desativou os certificados associados às cartas roubadas, procurando dificultar a sua comercialização através dos canais habituais.

Os parceiros comerciais e plataformas de venda também foram alertados para a possibilidade de surgirem cartas raras ou numeradas provenientes das encomendas desaparecidas.

Esta medida poderá ajudar a identificar exemplares roubados caso sejam colocados à venda, especialmente aqueles que possuem números de certificação ou características únicas.

Colecionadores afetados vão receber compensações

A Collectors confirmou igualmente que a sua equipa de apoio ao cliente já contactou os proprietários das cartas desaparecidas.

Segundo a empresa, estão a ser organizadas compensações financeiras com base no valor justo de mercado dos artigos roubados.

Contudo, esta solução poderá não resolver completamente a situação de alguns colecionadores, sobretudo daqueles que perderam cartas únicas ou exemplares com elevado valor sentimental.

A empresa reconheceu que muitos proprietários consideram estas peças muito mais do que simples investimentos financeiros e garantiu que continuará a colaborar com as autoridades para identificar os responsáveis.

Até ao momento da divulgação da notícia, não tinham sido anunciadas detenções relacionadas com o caso.

O incidente volta a colocar em destaque os riscos associados ao transporte de colecionáveis de elevado valor, especialmente numa altura em que o mercado de Pokémon e de cartas desportivas movimenta quantias cada vez mais expressivas.

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CP alerta para greve que poderá afetar comboios durante três dias: saiba as datas e como pedir reembolso

Quem costuma viajar de comboio deverá estar atento ao final do mês de outubro. A CP – Comboios de Portugal anunciou esta quarta-feira, 21 de outubro, que uma greve convocada pelo sindicato SFRCI poderá provocar perturbações na circulação ferroviária, afetando milhares de passageiros em diferentes regiões do país.

A paralisação está marcada para sexta-feira, 30 de outubro, mas os seus efeitos poderão fazer-se sentir também na quinta-feira, dia 29, e no sábado, dia 31. A transportadora recomenda, por isso, que os passageiros acompanhem as informações sobre os serviços antes de iniciarem as suas viagens.

De acordo com a informação divulgada pela CP, citada pela agência Lusa, ainda não é possível determinar a dimensão exata dos constrangimentos, mas estão previstas possíveis alterações à circulação habitual dos comboios.

Greve poderá afetar comboios durante três dias

Embora a paralisação esteja oficialmente marcada para 30 de outubro, a empresa admite que possam existir perturbações tanto no dia anterior como no seguinte.

O aviso abrange a circulação ferroviária em Portugal, sendo que a CP ainda não identificou quais os comboios que poderão ser efetivamente suprimidos ou sofrer atrasos.

Perante esta situação, os passageiros que tenham viagens programadas para estas datas deverão consultar os horários e eventuais alterações comunicadas pela transportadora.

CP permite reembolso total dos bilhetes

Para minimizar os transtornos, a CP anunciou que os passageiros com bilhetes adquiridos para determinados serviços poderão solicitar o reembolso integral do valor pago ou trocar gratuitamente a viagem.

Esta possibilidade aplica-se aos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional. No caso da troca, deverá ser escolhido outro comboio da mesma categoria e na mesma classe.

Segundo a transportadora, os passageiros que tenham comprado bilhetes através dos canais digitais poderão tratar do processo no site oficial da CP, na área «Pós-Venda», ou na aplicação móvel, através da opção «As minhas viagens».

O pedido deverá ser efetuado até 15 minutos antes da partida do comboio da estação de origem do passageiro.

Quem preferir poderá dirigir-se às bilheteiras da CP, antes ou depois da data prevista para a viagem, tendo até 10 dias após o fim da greve para solicitar o reembolso ou a troca.

Existe ainda a possibilidade de apresentar o pedido através do formulário online «Reembolso por Atraso ou Supressão», embora a empresa avise que esta opção poderá implicar tempos de resposta superiores.

Metro de Lisboa também terá greves nestas datas

As perturbações nos transportes não deverão ficar limitadas à ferrovia. Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa também têm duas greves parciais agendadas para os dias 28 e 30 de outubro.

As paralisações estão previstas para o período compreendido entre as 5h e as 10h, podendo afetar as deslocações de milhares de passageiros durante a hora de ponta da manhã.

De acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), as reivindicações estão relacionadas com a falta de trabalhadores, o recurso excessivo a horas extraordinárias, os turnos prolongados e problemas na organização dos serviços.

A administração do Metropolitano de Lisboa já anunciou que irá solicitar a fixação de serviços mínimos ao Tribunal Arbitral, procurando reduzir os constrangimentos para os utilizadores.

O que devem fazer os passageiros?

Com duas paralisações previstas para o final de outubro, os passageiros que utilizam regularmente os transportes públicos deverão preparar antecipadamente as suas deslocações.

No caso da CP, é aconselhável confirmar a situação do comboio antes da viagem e, caso seja necessário, recorrer aos mecanismos de troca ou reembolso disponibilizados pela empresa.

Para esclarecimentos adicionais, a transportadora disponibiliza a linha de atendimento 210 900 032, bem como os seus gabinetes de apoio ao cliente e bilheteiras.

As alterações concretas à circulação deverão ser acompanhadas através das informações oficiais divulgadas pelas transportadoras, uma vez que o impacto das greves poderá variar consoante os serviços e os horários.

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Euromilhões: já saiu a chave desta terça-feira e há 59 milhões de euros em jogo

Já é conhecida a chave do Euromilhões desta terça-feira, 20 de outubro, num sorteio que colocou em jogo um jackpot de 59 milhões de euros. O valor milionário voltou a alimentar a esperança dos apostadores portugueses, que aguardavam pelos números para saber se tinham acertado na combinação vencedora.

Com um primeiro prémio desta dimensão, o vencedor poderá garantir uma fortuna capaz de mudar completamente a sua vida. No entanto, para conquistar o jackpot, é necessário acertar nos cinco números e nas duas estrelas sorteadas.

Estes são os números e as estrelas do Euromilhões

De acordo com os Jogos Santa Casa, a chave vencedora do sorteio desta terça-feira, 20 de outubro, é composta pelos seguintes números:

Números: 9 – 15 – 16 – 37 – 43

Estrelas: 7 e 10

Esta é a combinação que permite disputar o primeiro prémio de 59 milhões de euros. Ainda assim, os apostadores que não tenham acertado em todos os números e estrelas poderão ter direito a prémios de categorias inferiores.

Não acertou nos cinco números? Pode ter direito a prémio

O Euromilhões contempla 13 categorias de prémios, pelo que não é necessário acertar na totalidade da chave para receber dinheiro.

As diferentes categorias dependem da quantidade de números e estrelas acertados, sendo possível obter prémios com apenas dois números certos ou com um número e duas estrelas.

O valor atribuído a cada categoria varia consoante o número de apostas premiadas e a distribuição do montante destinado aos prémios.

Quanto recebe quem ganhar os 59 milhões de euros?

Em Portugal, os prémios dos jogos sociais superiores a 5.000 euros estão sujeitos a Imposto do Selo de 20% sobre a parte que excede esse montante.

Assim, caso um único apostador residente em Portugal conquiste o jackpot de 59 milhões de euros, o valor líquido será de aproximadamente 47,2 milhões de euros, depois da aplicação do imposto.

Os resultados apresentados são informativos e não dispensam a consulta da chave oficial disponibilizada pelos Jogos Santa Casa, entidade responsável pela exploração do Euromilhões em Portugal.

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Luís Montenegro tem 55 casas? Saiba quantos imóveis pertencem realmente ao primeiro-ministro

As manifestações pelo direito à habitação, que têm levado milhares de portugueses às ruas, voltaram a colocar o património imobiliário de Luís Montenegro no centro das atenções. Nas redes sociais, multiplicam-se as publicações que afirmam que o primeiro-ministro possui 55 casas, mas a informação não corresponde à realidade.

De acordo com uma verificação realizada pela SIC Notícias, através da rubrica SIC Verifica, o chefe do Governo declarou efetivamente 55 imóveis à Entidade para a Transparência (EpT). Contudo, existe uma diferença importante entre o número de imóveis declarados e a quantidade de habitações que possui.

Afinal, quantas casas tem Luís Montenegro?

Dos 55 imóveis declarados pelo primeiro-ministro, 49 são classificados como prédios rústicos, enquanto apenas seis correspondem a imóveis urbanos.

Os prédios rústicos são, geralmente, terrenos destinados a atividades agrícolas ou florestais, podendo não ter autorização para construção. Por esse motivo, não podem ser automaticamente considerados casas.

Já os imóveis urbanos incluem diferentes tipos de propriedades, como habitações, apartamentos, lojas, escritórios e garagens.

Segundo a SIC Verifica, entre os seis imóveis urbanos declarados por Luís Montenegro encontram-se uma casa em Espinho, um duplex em Lisboa, uma casa em Bragança e uma propriedade em Resende.

Neste último caso, a habitação possui duas garagens que são contabilizadas separadamente. Assim, a casa e as duas garagens representam três imóveis distintos na declaração patrimonial.

Maioria dos imóveis foi herdada da família

Os restantes 49 imóveis são prédios rústicos, localizados maioritariamente no distrito de Bragança.

O primeiro-ministro já esclareceu publicamente que estes terrenos foram herdados da família, uma circunstância que ajuda a explicar o elevado número de propriedades registadas em seu nome.

A distinção é particularmente relevante porque a existência de dezenas de terrenos não significa que o seu proprietário disponha de dezenas de habitações.

Porque deixou o património de Montenegro de estar acessível ao público?

A polémica em torno do património imobiliário do primeiro-ministro não é recente. Em 2025, foi noticiado que Luís Montenegro tinha restringido o acesso público a informações relativas aos imóveis declarados à Entidade para a Transparência.

Na altura, o chefe do Executivo justificou a decisão com a necessidade de proteger dados pessoais sensíveis, a privacidade e a segurança dos seus familiares.

Segundo esclarecimentos da Entidade para a Transparência, citados pelo Correio da Manhã, Montenegro tinha solicitado apenas a ocultação dos números das matrizes dos prédios urbanos.

No entanto, devido ao funcionamento da plataforma informática, a restrição acabou por abranger todo o campo relativo à identificação matricial do património imobiliário, impedindo a consulta pública desses dados.

É falso que Luís Montenegro tenha 55 casas

A conclusão da SIC Verifica é que as publicações que atribuem 55 casas ao primeiro-ministro apresentam uma interpretação incorreta da sua declaração patrimonial.

Embora Luís Montenegro tenha declarado 55 imóveis, apenas seis são classificados como urbanos, incluindo duas garagens. Os outros 49 correspondem a propriedades rústicas, maioritariamente herdadas da família.

Assim, os dados conhecidos não sustentam a afirmação de que o primeiro-ministro português seja proprietário de 55 casas.

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Duas frentes frias estão a caminho de Portugal: saiba onde e quando vai chover até sexta-feira

O mau tempo começa a dar sinais de aproximação a Portugal, com duas frentes frias previstas para os próximos dias. Apesar de um anticiclone continuar a proteger grande parte do território continental, a chuva deverá regressar a algumas regiões entre esta terça-feira, 20 de outubro, e sexta-feira, dia 23.

De acordo com a Meteored, o Atlântico está a apresentar uma atividade cada vez mais característica do outono, com sucessivas depressões a circularem a norte de Portugal. No entanto, a presença de um anticiclone robusto impede, para já, que os sistemas mais intensos atinjam diretamente o país.

Ainda assim, duas frentes frias conseguirão ultrapassar parcialmente esta barreira atmosférica, trazendo períodos de precipitação, sobretudo às regiões Norte e Centro.

Primeira frente fria chega esta noite a Portugal

A primeira frente deverá atingir o Noroeste do território continental durante a noite desta terça-feira e a madrugada de quarta-feira, 21 de outubro.

Segundo a meteorologista Marta Godinho, da Meteored, esta frente está associada a uma depressão cujo centro deverá deslocar-se em direção às Ilhas Britânicas e ao norte da Europa.

Como o anticiclone permanece instalado a oeste da Península Ibérica, apenas a extremidade do sistema frontal deverá alcançar Portugal, transportando quantidades reduzidas de humidade.

A precipitação deverá concentrar-se principalmente nos distritos de Viana do Castelo e Braga, podendo também atingir algumas zonas de Vila Real.

Os acumulados previstos são pouco expressivos, devendo ficar, em geral, abaixo dos três milímetros nas regiões mais afetadas. Por isso, não se espera um episódio de chuva intensa nesta primeira passagem.

Quinta-feira chega uma segunda frente com mais chuva

A situação meteorológica deverá voltar a alterar-se na quinta-feira, 22 de outubro, com a aproximação de uma nova depressão atlântica.

Desta vez, o sistema deverá passar mais perto da Península Ibérica, permitindo que a frente associada transporte mais humidade e provoque precipitação em áreas mais extensas do território.

Segundo as previsões divulgadas pela Meteored, a chuva poderá começar a atingir o Noroeste de Portugal ao final da tarde ou início da noite de quinta-feira, aproximadamente a partir das 20 horas.

Ao contrário da primeira frente, esta segunda perturbação atmosférica terá condições para avançar gradualmente para sul, embora continue condicionada pela presença do anticiclone.

Chuva poderá chegar à região de Lisboa na sexta-feira

Durante a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, 23 de outubro, a faixa de precipitação deverá deslocar-se de noroeste para sudeste, atravessando parte das regiões Norte e Centro.

A chuva poderá atingir diferentes zonas do interior e do litoral, embora a sua intensidade deva diminuir à medida que a frente avança pelo território.

Já durante a manhã de sexta-feira, existe a possibilidade de alguma precipitação residual chegar à região de Lisboa, mas de forma fraca e dispersa.

No Algarve e em grande parte do Alentejo, a influência destas duas frentes deverá ser bastante reduzida, não estando prevista precipitação significativa neste episódio.

Anticiclone continua a impedir a chegada de chuva mais intensa

Apesar do aumento da atividade no Atlântico, Portugal continua parcialmente protegido por uma área de altas pressões situada a oeste da Península Ibérica, com o seu núcleo nas proximidades dos Açores.

Esta configuração atmosférica funciona como uma barreira que desvia as depressões mais intensas para latitudes superiores, impedindo que avancem diretamente sobre o território continental.

Ainda assim, a chegada destas duas frentes mostra que a circulação atmosférica está a tornar-se mais dinâmica, numa altura em que o outono começa a ganhar força no Atlântico.

Para já, os meteorologistas não antecipam episódios de precipitação generalizada e abundante até sexta-feira, embora a evolução das depressões e do anticiclone possa trazer alterações às previsões nos próximos dias.

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Vai viajar de avião em 2027? Presidente da Ryanair avisa que os bilhetes vão ficar muito mais caros

As viagens de avião poderão ficar consideravelmente mais caras em 2027, segundo as previsões do presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary. O responsável pela companhia aérea de baixo custo alertou esta terça-feira, 20 de outubro, para um aumento significativo dos preços dos bilhetes, numa altura em que as transportadoras enfrentam custos mais elevados com combustíveis e impostos.

De acordo com o Observador, Michael O’Leary considera que o próximo ano poderá trazer um agravamento expressivo dos custos suportados pelas companhias aéreas, com consequências diretas para os passageiros.

O responsável explicou que a Ryanair conseguiu proteger-se temporariamente das oscilações dos preços do petróleo através de contratos que lhe permitem comprar parte do combustível a valores previamente definidos.

No entanto, essa proteção está prestes a terminar, o que poderá obrigar a companhia a suportar custos substancialmente superiores.

Preços dos bilhetes de avião podem disparar em 2027

Segundo Michael O’Leary, a Ryanair garantiu a compra de parte do combustível a cerca de 67 dólares por barril. Contudo, quando esses contratos terminarem, o preço suportado pela transportadora poderá duplicar.

O presidente executivo assegurou que a companhia não pretende introduzir sobretaxas específicas de combustível, mas reconheceu que o aumento dos custos terá consequências nos preços das viagens.

“Não há dúvida de que as passagens aéreas irão aumentar significativamente em 2027”, afirmou o responsável, citado pelo Observador.

Apesar do alerta, O’Leary não apresentou uma percentagem concreta para o aumento dos bilhetes, pelo que ainda não é possível determinar quanto poderão pagar a mais os passageiros.

Impostos europeus também estão a encarecer as viagens

Além dos combustíveis, o presidente executivo da Ryanair apontou as políticas fiscais e ambientais europeias como outro dos fatores que poderão contribuir para o aumento dos preços.

Michael O’Leary criticou a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu, considerando que determinadas regras prejudicam a competitividade das companhias aéreas sediadas na União Europeia.

O responsável defendeu que as transportadoras norte-americanas, asiáticas e chinesas deveriam estar sujeitas a encargos ambientais equivalentes aos aplicados às companhias europeias.

Na sua opinião, as diferenças de tratamento criam condições de concorrência desiguais e acabam por penalizar as transportadoras que operam dentro da União Europeia.

O líder da Ryanair defendeu ainda a aplicação de taxas ambientais a voos com partida ou chegada em território europeu, independentemente da nacionalidade da companhia aérea.

Ryanair anuncia cancelamento de 20 rotas na Bélgica

As declarações foram feitas em Bruxelas, onde a Ryanair anunciou uma redução significativa da sua operação na Bélgica durante o inverno.

A companhia pretende eliminar cerca de um milhão de lugares e cancelar 20 rotas, numa decisão que surge após o aumento da taxa belga sobre viagens aéreas.

O imposto passou de cinco para sete euros por bilhete, uma alteração que levou Michael O’Leary a considerar que o mercado belga perdeu competitividade.

O responsável dirigiu críticas semelhantes a França e à Alemanha, países onde considera que os encargos fiscais também dificultam a atividade das companhias aéreas.

Perante este cenário, a Ryanair admite transferir parte da sua capacidade para outros mercados, incluindo destinos fora da União Europeia, onde considera existirem condições mais favoráveis.

Quem pretende viajar no próximo ano deve estar atento

Embora as previsões apontem para uma subida dos preços, o impacto concreto dependerá de fatores como o destino, a época do ano, a procura e a evolução dos custos das transportadoras.

Os passageiros que pretendem viajar em 2027 poderão, por isso, encontrar diferenças significativas entre rotas e períodos de reserva.

A Ryanair não anunciou ainda um aumento generalizado com valores definidos, mas o aviso do seu presidente executivo indica que os preços praticados atualmente poderão não se manter no próximo ano.

Para quem costuma aproveitar os voos de baixo custo para viajar pela Europa, acompanhar a evolução das tarifas e comparar diferentes datas poderá tornar-se ainda mais importante.

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Tem câmaras no local de trabalho? Saiba o que o patrão está proibido de fazer com as imagens

A presença de câmaras de videovigilância nos locais de trabalho é cada vez mais comum, sobretudo em fábricas, lojas e estabelecimentos comerciais. No entanto, há uma questão que continua a levantar dúvidas entre os trabalhadores: pode o patrão utilizar estas imagens para controlar aquilo que os funcionários fazem durante o horário de trabalho?

De acordo com a SIC Verifica, a resposta está prevista no Código do Trabalho, que estabelece regras específicas para a utilização de sistemas de vigilância à distância. Embora a instalação de câmaras não seja necessariamente ilegal, existem limites que as entidades empregadoras são obrigadas a respeitar.

A questão surgiu depois de um trabalhador de uma fábrica ter denunciado a existência de um monitor no gabinete do responsável, onde podiam ser visualizadas as imagens captadas pelas câmaras instaladas nas diferentes zonas da empresa.

Segundo o trabalhador, a justificação apresentada pela entidade patronal era a necessidade de controlar a entrada de clientes nas instalações. Contudo, levantou dúvidas sobre a possibilidade de o sistema estar também a ser utilizado para acompanhar permanentemente a atividade dos funcionários.

O patrão pode utilizar câmaras para vigiar os trabalhadores?

A legislação portuguesa é clara quanto a esta matéria. O artigo 20.º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei n.º 7/2009, proíbe expressamente a utilização de meios de vigilância à distância com a finalidade de controlar o desempenho profissional dos trabalhadores.

Isto significa que uma empresa não pode instalar câmaras para verificar se os funcionários estão a trabalhar, avaliar a sua produtividade ou acompanhar constantemente a forma como desempenham as suas funções.

A advogada Patrícia Santos Ferreira explicou à SIC que os sistemas de videovigilância não podem ser utilizados para observar o desempenho profissional dos trabalhadores.

No entanto, existem situações em que a instalação destes equipamentos é permitida, nomeadamente quando está em causa a proteção e segurança de pessoas e bens ou quando a natureza da atividade desenvolvida apresenta exigências particulares.

As câmaras podem estar apontadas para zonas onde os funcionários trabalham?

A resposta depende da finalidade da instalação e das características do sistema. Uma câmara colocada para proteger equipamentos, mercadorias ou determinadas áreas de uma empresa pode acabar por captar imagens dos trabalhadores.

Contudo, essa captação deve ser necessária e proporcional à finalidade que justificou a instalação do equipamento.

Por exemplo, uma empresa pode recorrer à videovigilância para proteger uma zona de armazenamento de mercadorias, desde que respeite as regras legais aplicáveis. O que não pode fazer é utilizar esse sistema como instrumento de fiscalização permanente da atividade dos funcionários.

A localização das câmaras, os respetivos ângulos de captação e a utilização dada às imagens são fatores importantes para determinar se a vigilância respeita a legislação.

E se o patrão estiver a ver as imagens em direto?

A existência de um monitor no gabinete do responsável da empresa, com acesso às imagens das câmaras, não constitui automaticamente uma ilegalidade.

Segundo a advogada ouvida pela SIC Verifica, é necessário perceber se a visualização em tempo real corresponde a uma finalidade legítima e se respeita os princípios da necessidade e da proporcionalidade.

Se o objetivo for controlar a entrada de visitantes ou garantir a segurança das instalações, a visualização poderá ser admissível, dependendo das circunstâncias concretas.

Por outro lado, se as imagens forem utilizadas para acompanhar constantemente os funcionários e verificar o seu desempenho, a utilização do sistema poderá violar o Código do Trabalho.

Trabalhadores têm direito a pedir esclarecimentos

Os funcionários podem solicitar à entidade empregadora informações sobre a existência e o funcionamento do sistema de videovigilância.

Entre os esclarecimentos que podem pedir encontram-se a finalidade das câmaras, os locais abrangidos, a existência de gravações, o período de conservação das imagens e a identificação das pessoas autorizadas a consultá-las.

O artigo 21.º do Código do Trabalho estabelece ainda obrigações relacionadas com a utilização destes meios, incluindo o dever de informar os trabalhadores sobre a existência e a finalidade dos sistemas de vigilância.

Caso existam suspeitas de utilização indevida das imagens, os trabalhadores podem apresentar uma queixa à Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) ou à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT).

Assim, embora as empresas possam instalar câmaras para garantir a segurança das instalações, a lei não permite que estes equipamentos sejam utilizados para controlar permanentemente o trabalho dos funcionários.

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Portugal bate recorde de apreensões de cocaína em 2026: já foram confiscadas 42 toneladas

As apreensões de cocaína em Portugal atingiram um novo recorde em 2026, com as autoridades policiais a confiscarem 42 toneladas desde o início do ano. O valor representa um aumento de 17 toneladas face a todo o ano de 2025, numa altura em que o combate ao tráfico internacional de droga continua a mobilizar diferentes forças de segurança.

De acordo com a agência Lusa, os números foram divulgados esta terça-feira, 20 de outubro, pelo diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ), Carlos Cabreiro, durante a cerimónia comemorativa do 81.º aniversário da instituição, realizada em Lisboa.

O responsável destacou os resultados alcançados pelas autoridades portuguesas nos últimos anos, sublinhando a importância da cooperação entre as diferentes forças policiais e os serviços de segurança.

Apreensões de cocaína quase duplicaram face a 2024

Os dados apresentados pelo diretor nacional da PJ mostram um crescimento significativo das quantidades de cocaína apreendidas em Portugal.

Em 2024, as autoridades confiscaram 23 toneladas desta droga, valor que aumentou para 25 toneladas em 2025. Já em 2026, quando ainda faltam mais de dois meses para terminar o ano, o total atingiu as 42 toneladas.

Isto significa que as apreensões registadas desde janeiro já ultrapassaram em cerca de 68% o total do ano passado e representam um aumento de aproximadamente 83% relativamente a 2024.

Carlos Cabreiro considerou que estes resultados demonstram a eficácia da colaboração entre os diferentes órgãos de polícia criminal, forças e serviços de segurança.

O responsável destacou ainda o contributo das Forças Armadas, frequentemente mobilizadas para apoiar operações de combate ao tráfico de droga realizadas em alto mar.

Algarve também tem sido palco de grandes apreensões

O combate ao tráfico internacional de cocaína tem passado igualmente pela costa algarvia, onde as autoridades têm realizado operações de grande dimensão.

Um dos casos mais recentes ocorreu a 12 de outubro, quando foram apreendidas cerca de três toneladas de cocaína ao largo de Faro, numa operação que terminou com a morte de um alegado traficante.

A operação voltou a colocar em destaque a utilização das rotas marítimas no transporte de grandes quantidades de droga e a importância da vigilância das águas portuguesas.

Poucos dias depois, a 16 de outubro, a Polícia Judiciária anunciou também a apreensão de 556 quilogramas de cocaína no Porto, tendo sido detido um suspeito.

Apesar do aumento das apreensões, estes números não permitem, por si só, concluir que a quantidade de droga traficada em Portugal tenha aumentado na mesma proporção.

Polícia Judiciária identificou 108 milhões de euros em ativos

Durante a cerimónia, Carlos Cabreiro apresentou também resultados relacionados com o combate ao crime económico-financeiro organizado e transnacional.

Segundo o diretor nacional da PJ, o Gabinete de Recuperação de Ativos identificou, durante o primeiro semestre de 2026, cerca de 108 milhões de euros em ativos.

No mesmo período, foram apreendidos ou arrestados bens avaliados em 11 milhões de euros e identificados 60 milhões de euros de património incongruente.

O organismo respondeu ainda a 313 pedidos de cooperação internacional provenientes de 40 países, números que, segundo o responsável, refletem a dimensão transnacional das investigações.

Diretor da PJ destaca cooperação com o Ministério Público

Carlos Cabreiro aproveitou igualmente a intervenção para reafirmar a importância da colaboração institucional com o Ministério Público.

As declarações surgiram quase um mês depois de terem sido realizadas buscas na sede e na escola de formação da Polícia Judiciária, no âmbito de um inquérito por suspeitas de falsidade de testemunho e abuso de poder em que o diretor nacional é suspeito.

O responsável garantiu que a lealdade da PJ ao Ministério Público continua a ser um princípio fundamental da instituição.

Por fim, deixou também um alerta sobre os desafios colocados pela Inteligência Artificial à investigação criminal e ao sistema de justiça, defendendo que a tecnologia não pode substituir a dimensão humana da atividade policial.

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Finanças deixam aviso a estes trabalhadores: se ultrapassar os 15.000 euros pode ter de pagar IVA

Os trabalhadores independentes que beneficiam do regime de isenção do IVA devem estar atentos aos valores faturados durante 2026. A Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) lançou um aviso sobre os limites estabelecidos na lei, uma vez que ultrapassar determinados montantes pode obrigar à cobrança de IVA e ao cumprimento de novas obrigações fiscais.

De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita uma publicação das Finanças nas redes sociais, outubro é uma altura indicada para os contribuintes abrangidos pelo artigo 53.º do Código do IVA verificarem o volume de negócios acumulado desde o início do ano.

O limite anual para beneficiar deste regime está fixado nos 15.000 euros. No entanto, as consequências de ultrapassar esse valor dependem do montante faturado, existindo regras diferentes para quem excede o limite em mais de 25%.

Quem ultrapassar os 18.750 euros perde imediatamente a isenção

A Autoridade Tributária esclarece que os trabalhadores independentes que ultrapassem os 18.750 euros de volume de negócios durante 2026 deixam imediatamente de beneficiar do regime especial de isenção.

Este valor corresponde ao limite anual de 15.000 euros acrescido de 25%. Assim que o volume de negócios ultrapassar esse montante, o contribuinte fica obrigado a cobrar IVA na própria fatura que determina a ultrapassagem do limite.

Além disso, deve entregar uma declaração de alterações à Autoridade Tributária no prazo de 15 dias úteis, contados a partir da data em que o limite foi ultrapassado.

A partir desse momento, o trabalhador independente passa a estar sujeito às obrigações previstas no regime normal de IVA, incluindo a entrega das respetivas declarações periódicas.

E quem faturar entre 15.000 e 18.750 euros?

A situação é diferente para os contribuintes que ultrapassem os 15.000 euros, mas não excedam os 18.750 euros até ao final de 2026.

Nestes casos, a perda da isenção não acontece imediatamente. O trabalhador independente pode continuar abrangido pelo regime especial até 31 de dezembro, passando a estar sujeito ao regime normal de IVA a partir de 1 de janeiro de 2027.

Contudo, existe uma obrigação declarativa que não deve ser esquecida. Segundo as Finanças, a declaração de alterações deve ser entregue no prazo de 15 dias úteis após o final do ano civil.

Por esse motivo, os contribuintes devem acompanhar regularmente a faturação, evitando serem surpreendidos pela ultrapassagem dos limites estabelecidos.

O que muda quando deixa de estar isento de IVA?

A passagem para o regime normal significa que o trabalhador independente passa, em regra, a ter de cobrar IVA nas faturas emitidas, aplicando a taxa correspondente aos bens vendidos ou serviços prestados.

O IVA é um imposto sobre o consumo, suportado pelo consumidor final. O profissional recebe o valor do imposto e posteriormente entrega-o à Autoridade Tributária, de acordo com as regras aplicáveis.

Além da cobrança do imposto, podem surgir outras obrigações, nomeadamente a entrega de declarações periódicas de IVA e o cumprimento dos respetivos prazos de pagamento.

Por outro lado, o enquadramento no regime normal pode permitir a dedução do IVA suportado em determinadas despesas relacionadas com a atividade profissional, desde que estejam reunidas as condições legais.

Finanças recomendam atenção à faturação até ao final do ano

Com o último trimestre de 2026 em curso, a Autoridade Tributária aconselha os trabalhadores independentes a verificarem se estão próximos de ultrapassar os limites previstos no artigo 53.º do Código do IVA.

A diferença entre faturar mais de 15.000 euros e ultrapassar os 18.750 euros é particularmente importante, uma vez que determina se a obrigação de cobrar IVA começa imediatamente ou apenas no início do próximo ano.

Os contribuintes podem consultar a informação relativa à sua atividade e cumprir as obrigações declarativas através do Portal das Finanças.

O incumprimento das obrigações fiscais pode dar origem a consequências previstas na lei, pelo que é importante verificar antecipadamente os valores faturados e os prazos aplicáveis.

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Supermercados podem recusar vales Volta, mas há uma forma de recuperar o dinheiro que muitos desconhecem

Devolver garrafas de plástico e latas nas máquinas instaladas nos supermercados já faz parte dos hábitos de muitos portugueses. No entanto, o sistema Volta continua a levantar dúvidas, sobretudo quando chega o momento de utilizar os vales emitidos após a entrega das embalagens. Afinal, será possível descontar um talão num supermercado diferente daquele onde foi feita a devolução?

Segundo uma verificação publicada pelo Polígrafo, esta segunda-feira, 19 de outubro, os supermercados podem recusar a utilização de vales emitidos por outras cadeias comerciais. Contudo, isso não significa que os consumidores percam o dinheiro associado às embalagens devolvidas.

A questão surgiu depois de um leitor ter relatado dificuldades em utilizar os vales do sistema Volta em estabelecimentos como o Lidl, o Pingo Doce e o Continente, quando os talões tinham sido emitidos por máquinas de outras superfícies comerciais.

Supermercados podem recusar vales emitidos noutras lojas?

A resposta é sim, pelo menos quando o consumidor pretende utilizar o valor do talão como desconto nas compras.

Em esclarecimentos prestados ao Polígrafo, a SDR Portugal, entidade responsável pela gestão do sistema Volta, explicou que cada vale pode ser utilizado na loja onde foi emitido ou noutras lojas da mesma cadeia, dependendo das regras estabelecidas por cada retalhista.

Isto significa que um consumidor que devolva embalagens num determinado supermercado não tem necessariamente a possibilidade de utilizar o respetivo vale nas compras realizadas numa cadeia concorrente.

No entanto, existe uma diferença importante entre utilizar o talão como desconto e pedir a devolução do dinheiro.

Há uma regra que os supermercados são obrigados a cumprir

Apesar de poderem limitar a utilização dos vales nas compras, os supermercados não podem impedir os consumidores de recuperar o valor do depósito em dinheiro.

Esta garantia está prevista no artigo 30.º-F do Regime da Gestão de Fluxos Específicos de Resíduos, que estabelece as condições de reembolso das embalagens abrangidas pelo sistema.

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) esclareceu ao Polígrafo que a possibilidade de receber o dinheiro não pode ser retirada ou condicionada pelos estabelecimentos comerciais.

Segundo a associação, a legislação é clara quanto à obrigação de garantir o reembolso em numerário, independentemente das regras aplicadas à utilização dos vales nas compras.

Assim, quem receber um talão e não pretender utilizá-lo naquele supermercado pode solicitar a devolução do respetivo montante em dinheiro.

Quanto tempo tem para utilizar os vales do sistema Volta?

Outra questão importante diz respeito ao prazo de validade dos talões emitidos pelas máquinas de recolha.

De acordo com a SDR Portugal, os consumidores dispõem de um ano após a emissão do vale para o utilizar nas compras ou converter o respetivo valor em dinheiro.

Durante esse período, o montante correspondente ao depósito das embalagens continua disponível para reembolso.

Por isso, quem acumula vários talões deve prestar atenção às respetivas datas de emissão, evitando ultrapassar o prazo previsto.

Algumas máquinas permitem receber o dinheiro diretamente no cartão

Além dos vales tradicionais, existem máquinas que disponibilizam outras modalidades de reembolso.

Segundo a DECO, alguns equipamentos permitem transferir o valor das embalagens devolvidas diretamente para um cartão bancário, dispensando a utilização de talões em papel.

A associação considera esta possibilidade uma boa prática, uma vez que facilita o acesso ao dinheiro por parte dos consumidores.

Contudo, sublinha que a existência de modalidades digitais não elimina a obrigação de disponibilizar o reembolso em numerário sempre que este seja solicitado.

E se o supermercado se recusar a devolver o dinheiro?

A DECO alerta que impedir o consumidor de receber o valor do depósito em numerário pode constituir uma prática ilegal.

A legislação apenas prevê a possibilidade de recusar o reembolso de um vale quando existam dúvidas fundamentadas relativamente à sua autenticidade ou regularidade.

Fora destas situações, o direito à devolução do dinheiro deve ser assegurado de forma simples e sem atrasos injustificados.

Caso um estabelecimento recuse injustificadamente o reembolso, o consumidor poderá apresentar uma reclamação e denunciar a situação às entidades competentes.

Desta forma, embora os supermercados possam estabelecer regras próprias para a utilização dos vales nas compras, não podem retirar aos consumidores o direito de recuperar em dinheiro o valor das embalagens devolvidas.

Leia também: Tiraram-lhe dinheiro da conta por débito direto? Este é o prazo para pedir a devolução

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Governo antecipa revisão das ajudas de custo: estes trabalhadores podem receber mais em 2027

Os trabalhadores da Administração Pública poderão ter novidades nas ajudas de custo e na progressão das carreiras em 2027. O Governo decidiu antecipar o calendário de negociações com os sindicatos, abrindo a possibilidade de rever os valores pagos pelas deslocações em serviço e de introduzir melhorias remuneratórias.

Segundo a agência Lusa, a informação foi avançada esta segunda-feira, 19 de outubro, pela presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Rosa Sousa, após uma reunião com o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido.

A responsável sindical fez um balanço positivo do encontro, destacando a antecipação de várias matérias previstas no acordo celebrado com o Executivo. No entanto, esclareceu que ainda não foram apresentados novos valores para as ajudas de custo ou propostas concretas de aumentos salariais.

Ajudas de custo serão revistas em janeiro de 2027

Uma das principais novidades anunciadas diz respeito à revisão das ajudas de custo dos funcionários públicos, cuja negociação deverá começar em janeiro de 2027.

Esta matéria ganhou prioridade devido às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores que precisam de utilizar os próprios veículos em deslocações profissionais.

“Como compreendem, 40 cêntimos ao quilómetro, levar o seu próprio carro, é muito pouco”, afirmou Rosa Sousa, citada pela Lusa.

A dirigente considera que os valores atualmente pagos são insuficientes para compensar os custos associados às deslocações, especialmente tendo em conta os preços dos combustíveis.

Segundo a presidente do STE, existem funcionários públicos que acabam por suportar parte das despesas necessárias ao desempenho das suas funções, chegando, em alguns casos, a “pagar para trabalhar”.

Apesar da antecipação das negociações, ainda não existe qualquer decisão sobre os novos montantes que poderão ser atribuídos aos trabalhadores.

Revisão das carreiras também vai começar mais cedo

Outra alteração anunciada pelo Governo prende-se com a revisão das carreiras gerais da Administração Pública, inicialmente prevista para janeiro de 2027.

O processo negocial deverá agora começar em dezembro deste ano, permitindo antecipar a discussão sobre o posicionamento remuneratório dos funcionários públicos.

O STE pretende que esta revisão resulte numa valorização salarial duradoura, mesmo que não sejam introduzidas alterações significativas na Tabela Remuneratória Única.

Na prática, o sindicato defende que os trabalhadores possam passar a ingressar ou a ser posicionados em níveis remuneratórios superiores dentro das respetivas carreiras.

“Se não houver hipótese de fazer um grande aumento salarial geral, que ele seja revertido na carreira”, explicou Rosa Sousa.

Salários da Função Pública deverão subir em 2027

O acordo plurianual atualmente em vigor, assinado entre o Governo, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e o STE, prevê uma atualização salarial de 2,3% em 2027, com um aumento mínimo de 60,52 euros.

Caso sejam cumpridos os valores estabelecidos, a base remuneratória da Administração Pública deverá passar dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros no próximo ano.

Contudo, o STE considera que estes aumentos são insuficientes e reivindica uma atualização salarial superior a 5%.

O sindicato pretende ainda antecipar a subida do subsídio de refeição para 6,45 euros, embora o Governo tenha remetido esta discussão para uma fase posterior.

De acordo com o relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Executivo prevê um aumento de 1.231 milhões de euros nas despesas com pessoal da Administração Pública.

Governo também vai rever salários dos dirigentes

Além das ajudas de custo e das carreiras gerais, o calendário apresentado contempla outras matérias relacionadas com as condições de trabalho no Estado.

A revisão do estatuto remuneratório do pessoal dirigente deverá começar durante o primeiro trimestre de 2027, enquanto as alterações ao Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP) estão previstas para o segundo semestre do mesmo ano.

O STE considera que as remunerações atualmente oferecidas aos dirigentes não são suficientemente atrativas, dificultando o preenchimento de determinados cargos.

“Abre um concurso e não concorre ninguém, porque não é apelativo, ninguém quer ser dirigente, alguma razão há, não é?”, questionou Rosa Sousa.

Próxima reunião poderá trazer novidades sobre os aumentos

Apesar dos avanços no calendário, a presidente do STE sublinhou que a reunião desta segunda-feira serviu apenas para definir os prazos das negociações.

“Neste momento foi só esta calendarização, não temos ainda propostas”, esclareceu.

O próximo encontro entre o Governo e os representantes sindicais deverá realizar-se durante as duas primeiras semanas de novembro.

Até lá, mantêm-se os valores previstos no acordo plurianual, embora os sindicatos continuem a pressionar o Executivo para conseguir aumentos superiores.

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IUC muda em 2027: estes condutores vão pagar em duas prestações e outros só em outubro

Os proprietários de automóveis vão ter de se adaptar a um novo calendário de pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC) a partir de 2027. O imposto deixa de estar associado ao mês da matrícula do veículo e passa a ter datas fixas, sendo que o número de prestações dependerá do montante total a pagar.

De acordo com a informação avançada pela agência Lusa, o Governo estabeleceu um regime transitório para 2027, antes da entrada em funcionamento do calendário definitivo, prevista para 2028. O objetivo é evitar que os contribuintes tenham de pagar o imposto relativo a dois anos num curto espaço de tempo.

Quem paga até 500 euros só terá de liquidar o IUC em outubro

Durante o próximo ano, os condutores cujo IUC seja igual ou inferior a 500 euros terão de pagar o imposto numa única prestação, durante o mês de outubro.

Já os proprietários de veículos cujo imposto ultrapasse os 500 euros poderão dividir o pagamento em duas prestações, com vencimentos em julho e outubro.

Nestes casos, continuará a existir a possibilidade de liquidar a totalidade do imposto em julho, sem necessidade de recorrer ao pagamento faseado.

Esta solução será aplicada exclusivamente em 2027, funcionando como um período de adaptação às novas regras.

A partir de 2028, o IUC passa a ter três datas de pagamento

O calendário definitivo entra em vigor em 2028 e estabelece três situações diferentes, consoante o valor do imposto.

Os contribuintes cujo IUC seja igual ou inferior a 100 euros terão de pagar a totalidade até ao final de abril.

Para valores superiores a 100 euros e até 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de abril e outubro.

Quando o imposto ultrapassar os 500 euros, os proprietários poderão efetuar o pagamento em três prestações, distribuídas pelos meses de abril, julho e outubro.

Desta forma, os condutores deixam de ter de consultar o mês da matrícula para saber quando devem pagar o imposto, passando a existir um calendário comum.

Governo explica por que razão decidiu alterar o pagamento

Segundo o diploma citado pela Lusa, as alterações procuram facilitar o cumprimento das obrigações fiscais e tornar o sistema de cobrança mais previsível.

O Governo considera que o novo modelo permitirá melhorar a relação entre os contribuintes e a Autoridade Tributária, evitando situações que possam provocar dificuldades financeiras desnecessárias.

O regime transitório de 2027 foi precisamente criado para impedir que os automobilistas tenham de suportar pagamentos relativos a 2026 e 2027 num intervalo demasiado curto.

O Executivo sustenta ainda que a mudança será fiscalmente neutra, não devendo representar um esforço financeiro adicional decorrente da alteração do calendário.

Há também alterações para veículos matriculados durante o ano

Outra mudança prevista diz respeito ao período de tributação, que passa a corresponder ao ano civil, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro.

Contudo, quando um veículo é matriculado ou registado pela primeira vez em Portugal durante o ano, o período de tributação começa nessa data e termina no último dia de dezembro.

Nestes casos, será aplicada uma isenção proporcional aos meses completos decorridos desde o início do ano até à data da matrícula ou registo.

O diploma também estabelece que a isenção de IUC atribuída a pessoas com deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, relativamente a veículos das categorias A, B e E, passa a ter um limite anual de 240 euros.

Em 2026, os condutores continuam a pagar no mês da matrícula

Apesar das alterações previstas, as novas datas ainda não se aplicam aos pagamentos efetuados durante 2026.

Até ao final deste ano, mantém-se o calendário atual, que obriga os proprietários a liquidar o IUC até ao último dia do mês correspondente ao aniversário da matrícula do veículo.

Assim, quem tiver de pagar o imposto nos próximos meses deverá continuar a cumprir os prazos habituais, uma vez que o novo regime apenas começará a produzir efeitos em 2027.

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“Isto é um milagre”: Presidente do Fátima é padre e não acredita no que aconteceu na Taça de Portugal

Nem o próprio presidente do Centro Desportivo de Fátima acreditava que a sua equipa pudesse protagonizar uma das grandes surpresas da Taça de Portugal. O clube, que compete no Campeonato de Portugal, quarto escalão do futebol português, eliminou o Académico de Viseu, da I Liga, com uma vitória por 1-0, deixando o padre António Pereira surpreendido com o resultado.

Em declarações à agência Lusa, esta segunda-feira, 19 de outubro, o presidente do Fátima, cuja ligação ao clube já dura há 56 anos, confessou que esperava uma derrota pesada e que ficou incrédulo quando percebeu que a equipa estava prestes a garantir o apuramento.

Padre acompanhou o jogo pelo telemóvel e não queria acreditar

António Pereira não conseguiu assistir à partida, uma vez que se encontrava a trabalhar. Ainda assim, foi acompanhando o resultado através do telemóvel, sempre que tinha oportunidade.

Quando percebeu que o Fátima estava a vencer por 1-0, já perto do final do encontro, não conseguiu esconder a surpresa.

“Fui acompanhando o resultado pelo telemóvel, conforme pude. Quando vi já quase no final o 1-0… meu Deus, isto é um autêntico milagre”, contou à Lusa.

O golo decisivo foi apontado por Lucas Russo, perto do final da partida, garantindo uma vitória histórica para o conjunto de Fátima.

Apesar de utilizar a palavra milagre, o presidente fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e pelos jogadores.

“Logicamente falando, os milagres acontecem sem necessariamente serem sobrenaturais”, explicou, destacando a preparação de um plantel muito jovem para enfrentar um adversário de um escalão superior.

Presidente esperava uma goleada e acabou por celebrar uma vitória histórica

O dirigente admitiu que não tinha grandes expectativas para este encontro, sobretudo depois de o Fátima ter perdido o último jogo do campeonato frente a Os Nazarenos, equipa que ocupava o último lugar da classificação.

“Estava descontraído, à espera de um resultado volumoso”, confessou António Pereira, acrescentando que ficou extremamente satisfeito quando percebeu que a equipa tinha conseguido vencer.

Para o presidente, eliminar uma formação da I Liga representa um feito extraordinário, especialmente tendo em conta as diferenças de recursos entre os dois clubes.

Esta foi a primeira vez que o Fátima conseguiu eliminar uma equipa do principal escalão na Taça de Portugal, embora o clube já tivesse protagonizado outra surpresa em 2007, quando afastou o FC Porto da Taça da Liga após grandes penalidades.

Padre já pensa no próximo adversário: “Milagres não acontecem todos os dias”

Depois da vitória, António Pereira revelou que prefere encontrar um adversário mais acessível na próxima eliminatória, de preferência uma equipa do mesmo escalão.

O objetivo passa por continuar na competição e, se possível, beneficiar financeiramente de mais um jogo em casa.

“Prefiro um adversário mais fácil para termos mais uma vitória, porque milagres não acontecem todos os dias”, afirmou.

O presidente reconheceu que as receitas provenientes da Taça de Portugal são importantes para um clube com recursos financeiros limitados.

Fátima não quer subir de divisão e prioridade é garantir a manutenção

Apesar da euforia provocada pela vitória, António Pereira deixou claro que o principal objetivo da temporada continua a ser a permanência no Campeonato de Portugal.

Com apenas uma vitória e um empate nos primeiros cinco jogos do campeonato, o clube não pretende realizar investimentos elevados para tentar alcançar a subida de divisão.

O dirigente explicou que experiências financeiras do passado continuam a pesar nas decisões atuais, defendendo uma gestão prudente.

Também o treinador Nuno Kata procurou moderar o entusiasmo dos jogadores, recordando que a equipa precisa urgentemente de conquistar pontos no campeonato.

“Estamos a jogar bem e a praticar um bom futebol, mesmo no nosso campeonato, mas não estamos a traduzir em vitórias e em golos”, afirmou o técnico.

O próximo desafio será frente ao Sertanense, na sexta jornada da série 3 do Campeonato de Portugal, num encontro em que o Fátima procurará transformar a confiança conquistada na Taça em resultados positivos no campeonato.

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Governo avisa: estes trabalhadores têm até 31 de outubro para entregar declaração à Segurança Social

O Governo deixou um aviso aos trabalhadores independentes que ainda não entregaram a declaração trimestral à Segurança Social. O prazo termina no próximo dia 31 de outubro de 2026 e abrange os rendimentos recebidos durante os meses de julho, agosto e setembro. A entrega é obrigatória para os profissionais abrangidos por este regime declarativo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o Executivo voltou a recordar esta obrigação através de uma publicação nas redes sociais, reforçando um alerta que já tinha sido divulgado pelo Instituto da Segurança Social (ISS) no início do mês.

A declaração trimestral é utilizada para determinar a base de incidência contributiva dos trabalhadores independentes, permitindo calcular as contribuições que deverão ser pagas nos meses seguintes.

Trabalhadores independentes têm até 31 de outubro para cumprir obrigação

Segundo o Governo, os profissionais abrangidos devem declarar os rendimentos recebidos durante o terceiro trimestre de 2026, correspondente aos meses de julho, agosto e setembro.

Estes valores serão utilizados pela Segurança Social para calcular as contribuições relativas a outubro, novembro e dezembro.

O Instituto da Segurança Social explica que este procedimento é fundamental para determinar a base sobre a qual incidem as contribuições obrigatórias.

Importa recordar que nem todos os trabalhadores independentes estão sujeitos à entrega da declaração trimestral, existindo situações de isenção ou regimes específicos previstos na legislação.

Como entregar a declaração trimestral na Segurança Social?

O procedimento é realizado exclusivamente através do Portal da Segurança Social, não sendo necessário deslocar-se presencialmente a um balcão de atendimento.

Para entregar a declaração, o trabalhador deve aceder ao portal e selecionar o menu Trabalho > Remunerações e contribuições > Trabalhadores Independentes > Entregar declaração trimestral.

Depois de preencher os rendimentos correspondentes aos três meses em causa, deverá confirmar os dados e submeter a declaração.

Após a entrega, a Segurança Social enviará uma notificação para a Caixa de Mensagens do trabalhador, indicando a base de incidência contributiva apurada e o valor previsto das contribuições.

Valor a pagar pode sofrer alterações

Apesar de a declaração trimestral permitir calcular antecipadamente as contribuições, a Segurança Social esclarece que o montante efetivamente devido é apurado mensalmente.

Isto significa que os valores inicialmente apresentados podem sofrer ajustamentos, nomeadamente quando existem situações de impedimento para o trabalho por motivo de doença.

Sempre que for criada uma nova obrigação contributiva, o trabalhador será notificado através do Portal da Segurança Social.

Para consultar os valores em dívida ou os pagamentos pendentes, deverá aceder ao menu Pagamentos e dívidas > Posição Atual (consultar) > Valores a pagar.

Nesta área, o separador de contribuições correntes permite consultar os montantes cujo prazo de pagamento ainda está a decorrer. Já o separador de contribuições em atraso apresenta os valores de meses anteriores, incluindo eventuais juros de mora.

Segurança Social alerta para importância de cumprir o prazo

O Instituto da Segurança Social já tinha recordado, no início de outubro, que a entrega da declaração trimestral é essencial para o correto apuramento das contribuições dos trabalhadores independentes.

O organismo sublinha que os beneficiários podem consultar os valores a pagar e emitir os respetivos documentos de pagamento diretamente no portal, sem necessidade de recorrer aos serviços presenciais.

Assim, os profissionais abrangidos por esta obrigação têm até 31 de outubro de 2026 para comunicar os rendimentos de julho, agosto e setembro, evitando deixar a entrega para os últimos dias do prazo.

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