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Novo ciclone extratropical pode se formar na Região Sul

Um novo ciclone extratropical pode se formar na manhã da próxima sexta-feira (23), favorecendo o aumento da instabilidade na Região Sul do país. O sistema deve se desenvolver entre o litoral do Rio Grande do Sul e o Uruguai.

A possível formação do fenômeno ainda está sendo avaliada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Caso se confirme, o ciclone poderá influenciar as condições do tempo principalmente a partir de sábado (24).

O sistema deve se formar a partir de uma área de baixa pressão no leste da Argentina, que tende a se deslocar em direção ao oceano Atlântico.

Previsão para sexta-feira na Região Sul

Segundo o Inmet, a previsão para a Região Sul é de chuva em praticamente todo o território, com pancadas e trovoadas isoladas. Um alerta laranja, que indica perigo, está em vigor para tempestades no norte, centro-oeste e oeste do Paraná, no centro e oeste de Santa Catarina e no noroeste do Rio Grande do Sul.

Nas demais áreas da região, está vigente um aviso amarelo, que indica perigo potencial para tempestades.

Em Curitiba (PR), a previsão é de frio, com temperaturas variando entre 15 °C e 16 °C. Nas demais capitais da Região Sul, as temperaturas devem permanecer amenas.

O que é um ciclone extratropical?

Esse fenômeno é caracterizado por um sistema de baixa pressão atmosférica que ocorre em latitudes médias, ou seja, longe da região equatorial.

Os ciclones extratropicais são comuns em regiões como a Europa, América do Norte e Ásia, mas também podem ocorrer em países como o Brasil. Esses ciclones costumam se caracterizar por fortes ventos, chuvas intensas e até neve, dependendo da região.

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Brasileira é presa na Indonésia por tráfico; país executou dois brasileiros

Uma brasileira, de 36 anos, foi presa pela Polícia Regional de Bali, na Indonésia, com 3,6 quilos de cocaína líquida em frascos de cosméticos. A mulher corre risco de penas severas, como a prisão perpétua ou execução. A prisão foi divulgada, neste mês de outubro, por autoridades do arquipélago asiático. A brasileira foi identificada apenas pelas iniciais TCDS.

A Indonésia já executou, por fuzilamento, dois outros brasileiros que foram presos pelo mesmo crime: Marco Archer Cardoso Moreira, conhecido como Curumim e Rodrigo Muxfeldt Gularte. As duas mortes aconteceram há mais de dez anos, em 2015. País é conhecido por suposta tolerância zero contra as drogas.

A mulher foi abordada por agentes no terminal de chegadas internacionais do Aeroporto Internacional. Durante a investigação, os policiais encontraram cocaína em estado líquido, disfarçada em embalagens de produtos de cuidados pessoais.

Os investigadores da Diretoria de Narcóticos da Polícia Regional de Bali ainda apuram a origem da droga, a rede de fornecimento e o destino final da remessa. Até o momento, não foram divulgadas novas informações sobre o andamento das investigações.

A operação foi realizada em coordenação com a Alfândega de Ngurah Rai, com o objetivo de reforçar a fiscalização de mercadorias e passageiros nos pontos de entrada internacionais.

A brasileira permanece detida na sede da Polícia Regional de Bali enquanto as autoridades dão prosseguimento aos procedimentos legais.

A CNN Brasil procurou o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) e ainda não obteve resposta.

Outros casos

Em 2025, um brasileiro foi preso com 3 kg de cocaína na ilha de Bali, na Indonésia, após desembarcar de um voo vindo de Dubai. A informação foi confirmada pela Antara, uma agência de notícias organizada como uma corporação estatal, no dia 24 de junho de 2025.

O suspeito admitiu ter recebido instruções de um homem no Brasil para entregar a droga a um desconhecido em Bali.

A Manuela Vitória de Araújo Farias, em 2023, também presa na Indonésia por tráfico de drogas, escapou da pena de morte e da prisão perpétua. Manuela foi condenada pela Justiça do país a onze anos de prisão, segundo informações de seu advogado.

A prisão de Manuela ocorreu na virada do ano, no Aeroporto Internacional de Bali, na Indonésia.

O chefe da polícia de Bali, inspetor-geral Putu Jayan Danu Putra, afirmou, em entrevista coletiva, que inicialmente os oficiais do aeroporto suspeitaram de cidadãos brasileiros que chegaram em um voo da Qatar Airways.

Os policiais verificaram imediatamente as duas malas trazidas pela mulher. Ainda segundo as autoridades, na primeira mala foram encontrados dois pacotes de cocaína, com peso líquido aproximado de 990 gramas e 637 gramas, respectivamente.

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Prefeitura de São Paulo multa Enel em R$ 11,4 milhões por apagões em 2025

A Prefeitura de São Paulo aplicou uma multa de R$ 11.428.615,57 à concessionária Enel pelos apagões registrados entre setembro e dezembro de 2025, especialmente nos dias 8 e 10 de dezembro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da Cidade nesta quarta-feira (21).

Durante o período, cerca de 3 milhões de consumidores ficaram sem fornecimento de energia elétrica.

Segundo a prefeitura, a multa foi aplicada originalmente no ano passado pelo Procon Paulistano, em razão de falhas na prestação de um serviço essencial aos consumidores. A penalidade foi mantida após recurso apresentado pela concessionária.

A Enel foi notificada pelo órgão, mas, de acordo com a administração municipal, não adotou medidas suficientes para garantir a prestação do serviço.

A penalidade é resultado da análise de reclamações de consumidores e de uma apuração que identificou problemas como interrupções no fornecimento de energia, falhas no atendimento e falta de informações aos usuários.

A decisão estabelece prazo de 15 dias, a partir da publicação, para a apresentação de recurso administrativo.

O que a multa integra?

A multa faz parte do conjunto de medidas adotadas pela Prefeitura de São Paulo diante das falhas no fornecimento de energia elétrica na capital.

“Desde 2023, a administração municipal tem acionado órgãos reguladores e de controle e recorrido à Justiça para cobrar providências da concessionária e contestar a continuidade do contrato”, afirmou a prefeitura em nota.

Em 7 de abril de 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) instaurou um processo que recomenda o encerramento da concessão da Enel São Paulo, após três grandes apagões registrados em 2023, 2024 e 2025.

Em 11 de agosto, a agência rejeitou um recurso apresentado pela concessionária e manteve o andamento do processo.

O que diz a Enel?

Em nota, a concessionária disse que discorda da aplicação da penalidade e reafirmou que atuou durante os eventos climáticos que afetaram a região.

Segundo a Enel, em dezembro, ventos fortes atingiram sua área de concessão durante dois dias e afetaram cerca de 4,4 milhões de clientes. A companhia também informou que restabeleceu o fornecimento de energia para 80% dos clientes afetados em até 24 horas. Veja na íntegra:

A Enel Distribuição São Paulo discorda da aplicação da punição e reafirma que sua atuação durante os eventos climáticos extremos de dezembro e de setembro de 2025 foi compatível com a magnitude do impacto.

Em dezembro, ventos fortes e prolongados atingiram a área de concessão por dois dias e afetaram cerca de 4,4 milhões de clientes.

A companhia restabeleceu, em até 24 horas, o fornecimento de energia para 80% dos clientes afetados, o equivalente a aproximadamente 3,5 milhões de unidades consumidoras.

A resposta foi mais rápida do que nos eventos de novembro de 2023 e outubro de 2024. A melhora do desempenho operacional já havia sido demonstrada em setembro de 2025. Naquela ocasião, um vendaval com rajadas de cerca de 100 km/h atingiu a concessão, e a distribuidora restabeleceu a energia para mais de 90% dos clientes afetados em até 24 horas.

Desde 2023, a companhia reduziu em cerca de 60% o tempo médio de atendimento emergencial e em 97% as interrupções superiores a 24 horas.

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AGU usa Lei Antifacção para tentar recuperar R$ 190,3 milhões de PCC e CV

Usando a nova Lei Antifacção, a AGU (Advocacia-Geral da União) entrou com quatro ações na Justiça nesta terça-feira (20) para tentar recuperar R$ 190,3 milhões em bens ligados às organizações criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho), envolvidas em tráfico internacional de drogas, contrabando de cigarros e agrotóxicos e lavagem de dinheiro.

As ações foram ajuizadas na Justiça Federal do Paraná, de São Paulo e do Rio Grande do Sul. A medida busca bloquear e recuperar patrimônios de origem ilícita para enfraquecer financeiramente esses grupos. 

Segundo a AGU, três das ações somam R$ 82 milhões e envolvem 87 réus investigados por suposta ligação com o PCC, especialmente em esquemas de contrabando de cigarros paraguaios e agrotóxicos proibidos. As investigações ocorreram no âmbito das operações Marola, Delivery e Contaminatus.

A quarta ação está relacionada à Operação Hinterland e busca recuperar R$ 108,2 milhões em bens ligados ao tráfico internacional de cocaína para a Europa e à lavagem de dinheiro. As investigações identificaram movimentações financeiras superiores a R$ 230 milhões. Também foram encontradas conexões entre investigados e um integrante do CV, mas, de acordo com a AGU, não há comprovação de vínculo formal dos investigados com a facção.

De acordo com o governo federal, além de enfraquecer financeiramente o crime organizado, as ações buscam assegurar que bens e recursos de origem ilícita sejam retirados do controle das organizações criminosas.

“A medida também contribui para a proteção da economia formal, da concorrência leal e da saúde pública, especialmente diante dos prejuízos provocados pelo contrabando de cigarros e agrotóxicos proibidos, pelo tráfico de drogas e pela lavagem de dinheiro. Com o ajuizamento das quatro ações, a AGU inaugura uma frente estratégica de enfrentamento patrimonial ao crime organizado, utilizando os instrumentos da legislação civil para ampliar a capacidade do Estado de recuperar ativos ilícitos e impedir que os lucros da criminalidade continuem financiando novas atividades criminosas”, diz o governo.

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