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Aparece una Venus de plomo en una aldea de veteranos romanos oculta en un bosque junto a Budapest

Loulé acolhe IX Encontro de História
O Cineteatro Louletano recebe, nos dias 2 e 3 de outubro, o IX Encontro de História de Loulé.
O encontro reúne investigadores, académicos e a comunidade local para debater o passado, a identidade e o património do concelho, através de uma perspetiva científica e multidisciplinar.
A sessão de abertura está marcada para a manhã de sexta-feira, dia 2, às 9h30, seguindo-se a conferência inaugural proferida pelo prestigiado professor universitário, arqueólo e historiador, José d’Encarnação, sob o tema “Inscrições para a História de Loulé”.
Ao longo dos dois dias, o programa organiza-se em sete painéis temáticos que abordarão a evolução histórica do concelho sob diversos ângulos. No primeiro dia, o primeiro debate irá focar-se sobre “Arqueologia e Património”, apresentando os resultados preliminares das escavações nas obras do Centro Histórico de Loulé (2ª fase) e os vestígios arqueológicos pré-históricos da Praia do Forte Novo, em Quarteira. Seguem-se os painéis sobre o “Ensino e o Património Arquivístico”, “Sociedade e Minorias” (com enfoque na comunidade judaica em Loulé nos finais do século XV) e “Homens e Guerra”. O dia encerrará com o lançamento do Caderno do Arquivo nº 21, agendado para as 17h00.
No sábado, dia 3 de outubro, os trabalhos recomeçam às 9h00, com painéis dedicados à “Arquitetura Civil e Religiosa”, à “Estigmatização Social e Divergências”, encerrando com “Personalidades – Vida e Obra”, onde será prestada homenagem a figuras marcantes para a cultura local e nacional, como José da Costa Mealha, Maria Aliete Galhoz e Joaquim Romero Magalhães.
A tarde de sábado será reservada a visitas culturais pelo património do concelho, a partir das 14h30, e ao lançamento oficial das “Atas do VIII Encontro de História de Loulé”, programado para as 16h30, imediatamente antes da sessão de encerramento.
O IX Encontro de História de Loulé é uma organização da Câmara Municipal de Loulé e do Arquivo Municipal Joaquim Romero Magalhães, contando com o apoio científico e institucional da Universidade do Algarve (UAlg), do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, da Universidade de Coimbra, e do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, da Universidade de Évora.
X Meia Maratona de Faro regressa a 10 de abril de 2027 com novidades e aposta na experiência dos atletas
Prova foi apresentada este sábado, dia 19, no Forum Algarve, e promete muita animação, reforço dos abastecimentos e a medalha mais bonita do País
“X Corre onde o sol te encontra”. Este é o mote da X Meia Maratona de Faro – edição de Homenagem a Artur Lara Ramos, que foi apresentada no passado sábado, dia 19, no Forum Algarve, e que vai ter lugar no próximo dia 10 de abril de 2027, com várias novidades e uma aposta reforçada na experiência dos participantes. A X Meia Maratona de Faro, que mantém o percurso homologado e se afirma como um dos momentos de referência do calendário desportivo do concelho, conta igualmente com um novo padrinho, o atleta Isaac Nader (campeão do mundo dos 1500 metros), juntando-se à madrinha de sempre, a campeã olímpica e mundial Rosa Mota, numa ligação simbólica entre o passado e o futuro do atletismo nacional e desta prova.
Na vertente competitiva, a X Meia Maratona de Faro – que além dos míticos 21,0975 quilómetros vai também contar com a distância de 10km e caminhada – vai também reforçar a sua atratividade, duplicando o prémio monetário para o primeiro classificado. Para os atletas em geral, existe também novo incentivo: será sorteado um prémio monetário entre todos os atletas que concluam a prova. Entre as novidades, está também o reforço da animação e dos pontos de abastecimento ao longo do trajeto, melhorando substancialmente a experiência de prova e dando melhores condições aos atletas participantes.
A X Meia Maratona de Faro prepara ainda uma outra grande surpresa: a medalha de participação promete ser um dos símbolos desta edição “e a mais bonita do País”, garantiu Rui Costa, da Associação de Atletismo do Algarve. Também Carlos Luís, vereador da Câmara Municipal de Faro, reforçou que esta edição da X Meia Maratona será “o início de uma nova era na história desta prova, visando proporcionar experiência imersiva a todos os participantes, promovendo o território da cidade e do concelho”. Além do vereador da Câmara Municipal de Faro, a apresentação oficial da X Meia Maratona de Faro contou ainda com a presença de Rui Costa, da Associação de Atletismo do Algarve, Marco Coutinho, CEO da Frimarc – empresa local com reconhecimento a nível nacional que se assume como patrocinador principal da prova – e de Sérgio Santos, diretor do Forum Algarve, outra entidade que se associará a este grande evento desportivo.
Quim Barreiros e Ágata atuam no Algarve
Ágata e Quim Barreiros são os cabeças de cartaz da 17.ª edição da Feira da Perdiz, que regressa a Martim Longo nos dias 10 e 11 de outubro.
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Concerto de Pedro Abrunhosa em festa de fim de ano algarvia
Pedro Abrunhosa e Plutónio são os cabeças de cartaz da passagem de ano de Quarteira.
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Rede Azul reúne em São Brás de Alportel para preparar novos caminhos na cultura
A Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve reuniu ontem, 28 de setembro, em São Brás de Alportel, para definir os próximos passos da cooperação cultural regional, com uma agenda de trabalho que inclui a abertura de um novo processo de apoio à criação artística, a preparação das comemorações dos 10 anos da Rede e a definição da sua coordenação para os próximos dois anos, que passará a contar com a liderança partilhada dos municípios de São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António.
Novos projetos e próximos passos
Entre os principais pontos em análise nesta reunião esteve a abertura do novo processo de apoio à criação artística, com a definição do respetivo calendário e dos próximos procedimentos.
A agenda incluiu ainda o ponto de situação da publicação comemorativa dos 10 anos da Rede AZul, a definição da coordenação da Rede para os próximos dois anos e a apresentação da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e do projeto de Jani Zhao.
Na ocasião, foram também analisados os próximos passos do protocolo entre a Rede AZul, a AMAL e a CCDR Algarve, bem como a operacionalização das ações previstas no plano de atividades da Rede e o respetivo calendário.
Uma década de cooperação cultural
Criada em 2016, a Rede AZul reúne equipamentos culturais de municípios algarvios numa plataforma de cooperação dedicada à promoção da criação, produção e circulação artística na região.
Ao longo destes dez anos, a Rede tem contribuído para aproximar artistas, estruturas culturais, equipamentos e públicos, promovendo a circulação de espetáculos e projetos artísticos pelos diferentes municípios parceiros e reforçando a cooperação cultural à escala regional.
Cultura que se constrói em conjunto
Para a Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, acolher esta reunião “é uma oportunidade para reforçar o compromisso do Município com a cooperação cultural regional e com a criação de oportunidades para que os artistas algarvios possam chegar a mais públicos e a mais palcos”.
A autarca sublinha que “a Rede AZul demonstra a importância de trabalharmos em conjunto, partilhando conhecimento, recursos e oportunidades para fortalecer a cultura em todo o Algarve”.
A realização deste encontro em São Brás de Alportel reforça, assim, a participação do Município numa estratégia regional de cooperação cultural, assente na valorização da criação artística, dos equipamentos culturais e dos públicos do Algarve.
Obra de Sophia volta a inspirar jovens na 21ª Edição do Concurso Literário
As Bibliotecas Municipais de Lagos e Loulé promovem a 21ª edição do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, iniciativa que, há mais de duas décadas, aproxima as novas gerações da obra de uma das figuras maiores da literatura portuguesa do século XX.
Dirigido aos alunos dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, o concurso contempla as categorias de Texto e Ilustração, tendo como ponto de partida a obra literária da autora. Mais do que estimular a criatividade e a expressão artística dos jovens, a iniciativa procura incentivar a leitura da obra de Sophia, aprofundando o conhecimento do seu universo literário.
Os trabalhos podem ser entregues até 6 de fevereiro de 2027, presencialmente nas Bibliotecas Municipais de Lagos ou Loulé, ou enviados por correio. Cada participação deverá estar obrigatoriamente identificada com pseudónimo, ano de escolaridade, categoria a que concorre e título do trabalho, de acordo com as condições estabelecidas no regulamento.
A apreciação dos trabalhos ficará a cargo de um júri constituído por representantes dos dois municípios organizadores, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da Rede de Bibliotecas Escolares e por um autor convidado.
Em cada uma das categorias serão atribuídos 1º e 2º prémios, podendo ainda ser distinguidos trabalhos com menções honrosas. Os vencedores do 1º prémio receberão um cartão-oferta no valor de 400 euros para utilizar em livrarias locais de Lagos e Loulé e diploma de participação, enquanto o 2º prémio corresponde a um cartão-oferta no valor de 200 euros e respetivo diploma. As menções honrosas serão distinguidas com diploma de participação, livros e ofertas de cortesia dos dois municípios.
A cerimónia de entrega dos prémios da 21ª edição terá lugar no dia 17 de abril de 2027, no Centro Cultural de Lagos, reunindo participantes, famílias, comunidade educativa e entidades envolvidas numa celebração da literatura, da criatividade e do legado de Sophia de Mello Breyner Andresen.
Savoia, titoli e donazioni: la Procura di Torino guarda i conti. Ma lo scandalo è davvero questo?
Loulé Criativo promove debate sobre o futuro do artesanato
O Palácio Gama Lobo, em Loulé, recebe no dia 2 de outubro, das 15h00 às 17h00, a mesa-redonda “Criação Artesanal: Valor, Identidade e Futuro”. A sessão integra a programação dos “Dias Abertos” do Loulé Criativo.
O debate vai abordar a sustentabilidade do setor, a preservação da identidade artesanal e os seus caminhos futuros. Participam Carlos Coelho, fundador e presidente da Ivity Brand Corp; Célia Macedo, oleira, autora e investigadora de artesanato contemporâneo; Dália Paulo, diretora municipal da Câmara de Loulé; e Filipa Belo, fundadora da Portugal Manual. A moderação cabe a Henrique Ralheta, coordenador do Design Lab do Loulé Criativo.
Os “Dias Abertos” procuram aproximar residentes e visitantes das artes tradicionais através de demonstrações, experiências criativas e partilha de conhecimento. A programação completa está disponível em loulecriativo.pt.
Nota editorial: O texto enviado indica “quinta-feira, dia 2 de outubro”, mas 2 de outubro de 2026 é sexta-feira. Convém confirmar a data com a organização antes da publicação.
Rede AZul prepara apoio à criação artística e comemorações dos 10 anos
A Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve reuniu-se a 28 de setembro, em São Brás de Alportel, para preparar um novo processo de apoio à criação artística e as comemorações dos seus 10 anos. A coordenação da rede nos próximos dois anos será partilhada pelos municípios de São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António.
Durante o encontro, os participantes abordaram o calendário e os procedimentos do novo processo de apoio à criação artística, assim como o ponto de situação de uma publicação comemorativa da primeira década da Rede AZul. Foram ainda apresentados a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e um projeto de Jani Zhao.
A reunião serviu também para analisar os próximos passos do protocolo entre a Rede AZul, a AMAL e a CCDR Algarve, além da execução e do calendário das ações previstas no plano de atividades.
Para a presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, acolher o encontro representa uma oportunidade para reforçar a cooperação cultural regional e criar condições para que os artistas algarvios cheguem a mais públicos e palcos.
Criada em 2016, a Rede AZul reúne equipamentos culturais de municípios algarvios e promove a criação, a produção e a circulação de projetos artísticos na região.
Lagos recebe exposição com cinco nomes da arte urbana contemporânea
A exposição ARTURb 2026 inaugura a 3 de outubro, às 18h, no LAC – Laboratório de Actividades Criativas, em Lagos. A entrada é livre.
Arashida, do Brasil, Cristina Viana e Halfstudio, de Portugal, KMG, da Escócia, e Virginia Bersabé, de Espanha, apresentam trabalhos desenvolvidos durante duas semanas de residência artística no âmbito da 15.ª edição do ARTURb – Artistas Unidos em Residência.
Com co-curadoria de Sofia Fortunato e Tamara Alves, a residência decorreu entre 18 de setembro e 2 de outubro, reunindo diferentes abordagens à arte urbana contemporânea. O programa incluiu intervenções no espaço público e um mural comunitário de Kruella D’Enfer no Bairro 25 de Abril, na Meia Praia.
A inauguração contará também com uma conferência de Miguel Januário, conhecido pelo projeto ± maismenos ±, e um DJ set de Tiago Assis.
A exposição pode ser visitada até 31 de outubro, de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, na sede do LAC. Criado em 2011, o ARTURb promove a experimentação artística e o diálogo entre criadores, território e comunidade local.
Algarvio Tiago Guadalupe publica novo livro sobre liderança e o percurso de João Matos em Loulé
Durante o Portugal Football Summit foi divulgado o novo livro do algarvio Tiago Guadalupe, funcionário da Câmara Municipal de Loulé e colonista no jornal A Bola.
“Capitão João Matos – Liderar, vencer e inspirar” é a mais recente obra de Tiago Guadalupe e será apresentada a 9 de outubro, na Cidade do Futebol, numa iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol.
Com a chancela Portugal Legends, a obra nasce de um projeto desenvolvido pela editora 21Books e pela agência whynote.pt, em parceria oficial com a Decathlon e a União das Freguesias de Carnaxide e Queijas.
Mais do que uma biografia desportiva, o livro parte do percurso de João Matos para propor uma reflexão sobre liderança pelo exemplo, disciplina, consistência, resiliência, comunicação, gestão de equipas, egos e conflitos, tomada de decisão, capacidade de adaptação, inovação, equilíbrio pessoal e legado, procurando transportar as experiências e aprendizagens construídas no desporto de alto rendimento para outros contextos da vida pessoal e profissional.
Ao longo de mais de duas décadas ao mais alto nível, João Matos construiu uma carreira marcada pela longevidade, consistência e liderança. Mais de 40 títulos, mais de 200 internacionalizações, um Campeonato do Mundo e dois Campeonatos da Europa ao serviço de Portugal, além de três títulos europeus pelo Sporting CP, fazem parte de um percurso que o tornou uma referência do futsal português e internacional.
Contudo, são sobretudo as experiências e aprendizagens construídas ao longo desse caminho que constituem o centro da obra. O objetivo passa por transportar princípios provenientes do desporto de alto rendimento para outros contextos, tornando o livro relevante para atletas e treinadores, mas também para gestores, professores, estudantes, empreendedores, dirigentes e líderes de equipas.
“Capitão João Matos – Liderar, vencer e inspirar” reúne ainda diferentes perspetivas sobre o jogador e capitão. Pedro Proença assina a introdução, Frederico Varandas o prefácio e Jorge Braz o posfácio, juntando-se ao livro contributos e reflexões de personalidades como Nuno Dias, Sebastián Coates, Nani, Rui Miguel Nabeiro e Pedro Dias, entre outras.
Frederico Varandas resume uma das ideias centrais da obra ao afirmar que «o seu legado não se mede apenas no que conquistou, mas sobretudo no que inspirou». Pedro Proença considera que João Matos deixa «o Futsal muito melhor do que aquele que encontrou», enquanto Jorge Braz reconhece: «O João ajudou-me a ser melhor treinador.»
O livro inclui igualmente o capítulo “Cocriar para inspirar”, com Tiago Valadas, Diretor de Marketing da Decathlon Portugal, dedicado à relação entre João Matos e a marca e à evolução dessa ligação para um processo de cocriação.
As reflexões reunidas na obra procuram mostrar que muitas das questões enfrentadas no desporto são comuns a organizações e equipas de diferentes áreas: como construir uma cultura vencedora, liderar sem depender de um cargo, reagir ao erro, gerir conflitos, manter a exigência depois do sucesso e preparar o final de um ciclo.
Para Tiago Guadalupe, é precisamente na influência exercida sobre os outros que se encontra uma das principais mensagens do livro:
«Os grandes atletas deixam resultados. Os grandes capitães deixam uma cultura. Os grandes líderes deixam pessoas melhores.»
“Capitão João Matos – Liderar, vencer e inspirar” já está disponível para venda através da editora 21Books: https://www.21books.pt/livros-1/p/capito-joo-matos
Museu Municipal de Loulé integra Rede Nacional do Património Cultural Imaterial
Na semana em que se assinalam as Jornadas Europeias do Património, há uma boa notícia para Loulé: o Museu Municipal de Loulé acaba de integrar formalmente a Rede Nacional do Património Cultural Imaterial (RNPCI), numa decisão que reconhece o trabalho contínuo do Município algarvio na salvaguarda, investigação e valorização das tradições, saberes e memórias locais.
Este momento reflete o forte compromisso do Município de Loulé para com o património vivo, as tradições orais, as práticas sociais e os saber-fazer artesanais que definem a identidade deste território.
A integração nesta plataforma nacional surge como o resultado da estratégia que a Autarquia de Loulé tem desenvolvido através da sua estrutura polinucleada de espaços museológicos, em vários pontos do concelho. Polos como o da Água, em Querença, dos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, da Cozinha Tradicional ou dos Frutos Secos, em Loulé, a par das dinâmicas ligadas aos ofícios tradicionais, têm sido fundamentais para manter vivas as memórias e os costumes da comunidade louletana.
Destaca-se igualmente a clara aposta do Museu num programa de atividades educativas, dirigido sobretudo à comunidade escolar, que tem contribuído para tornar este património cultural imaterial num parceiro de aprendizagem dos alunos.
A Rede Nacional do Património Cultural Imaterial funciona como uma plataforma informal e dinâmica de partilha de conhecimento e boas práticas, focada na salvaguarda e revitalização do património cultural imaterial em Portugal. Alinhada com os princípios da UNESCO e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, esta rede procura melhorar a qualidade de vida das populações através da valorização da sua cultura. A sua atuação estruturada combina quatro eixos estratégicos principais: a identificação e salvaguarda, o reconhecimento e promoção, a documentação, comunicação e mediação, e o estabelecimento de redes e parcerias.
A Rede Nacional do Património Cultural Imaterial desempenha um papel crucial na política cultural contemporânea. Em primeiro lugar, porque promove a cooperação e partilha nacional já que funciona como uma plataforma articulada que facilita o intercâmbio de boas práticas, metodologias de investigação e estratégias de salvaguarda entre municípios, museus e investigadores de todo o país.
Por outro lado, contribui para o combate ao desaparecimento de saberes, garantindo uma maior visibilidade e apoio técnico especializado para a proteção de manifestações culturais em risco de extinção, promovendo a transmissão intergeracional.
A integração nesta rede robustece ainda o posicionamento no acesso a fundos nacionais e comunitários específicos para a cultura, potenciando também o turismo sustentável e de base identitária.
Para o executivo municipal, este reconhecimento valida a visão definida na Estratégia Municipal de Cultura Loulé 2034, que assume a cultura e a identidade como pilares de desenvolvimento sustentável e coesão territorial, e reforça a candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura 2028.
Com esta integração, o Museu Municipal de Loulé assume a responsabilidade acrescida de continuar a trabalhar em estreita proximidade com os portadores do património – os artesãos, os guardiões das tradições orais e a comunidade local – garantindo que a riqueza imaterial de Loulé continue a ser uma fonte de inspiração, educação e dinamismo económico para as futuras gerações.
Leone XIV in Francia: viaggio apostolico, tensioni con l’Eliseo e battaglia dei simboli
Jorge Palma: Uma vida feita de canções e palavras

Jorge Palma, 76 anos, mais de meio século de carreira e uma obra que deixa uma marca profunda na música portuguesa. A notícia da sua morte foi avançada pela família do músico e compositor, numa mensagem publicada nas redes sociais, onde a mulher, os dois filhos e os agentes assinalam a sua “obra assinalável” e pedem que Palma seja recordado, sobretudo, pelas “canções e palavras” de uma vida dedicada à música.
Jorge Palma é um nome incontornável do panorama musical português. Ao longo de décadas, construiu uma obra onde se cruzam a música, a poesia e uma forma muito própria de olhar para a vida. Temas como “Frágil”, “Deixa-me Rir”, “Dá-me Lume” e “Encosta-te a Mim” tornaram-se parte da memória coletiva e atravessaram gerações.
Compositor, poeta, intérprete e pianista exímio, a sua vida e a sua arte sempre se fundiram num único caminho. Começou a aprender piano com apenas seis anos e, mais tarde, percorreu a Europa de guitarra às costas, atuando nas ruas de cidades como Paris e Copenhaga. Concluiu o curso superior de piano em 1990, editou diversos discos de originais, acumulou discos de ouro e atingiu a dupla platina com o álbum Voo Noturno.
Em abril deste ano, e em reconhecimento de uma carreira com mais de cinco décadas, Jorge Palma recebeu o Prémio Carreira nos Prémios Play, numa cerimónia realizada no Coliseu de Lisboa. Um reconhecimento que se junta a muitos outros ao longo de um percurso artístico singular.
Em 2019, tivemos oportunidade de conversar com Jorge Palma. Recuperamos agora algumas das palavras que nos deixou nessa entrevista, numa homenagem à sua vida, à sua música e ao homem por detrás das canções. Quando falava sobre a sua carreira, Palma definia-se com a modéstia que também o caracterizava: “Eu sou um mutante… No fundo, sou a mesma pessoa que era aos dez anos. Mas, como passei por tanto, atravessei tanto espaço, tempo e aventuras, acho que as coisas nos vão moldando. Felizmente, posso dizer que até agora tenho tido uma vida excelente.” Para Jorge Palma, a criação musical era um processo misterioso e contínuo. A inspiração podia surgir nos momentos mais inesperados, até naquele instante entre o sono e a vigília. “Um gravador ou ditafone dá muito jeito, nem que seja quando estou a acordar”, contava-nos. “Muitas vezes, naquele ponto em que já estou praticamente a dormir, ouço coisas e penso: ‘Epá, não me apetece levantar.’ Tenho preguiça e digo para mim mesmo que amanhã me lembro. Faço um memorando mental da pauta e, no dia seguinte, não me lembro de nada!” Sobre a origem das melodias e das palavras, explicava que o processo podia nascer de diferentes formas. Às vezes, surgia um texto que já parecia trazer consigo a música. Outras vezes, tudo começava pela construção de uma linha de baixo, seguida da harmonia e da melodia. Depois, vinha a espera, a procura pela palavra certa: “Ficar meses em ‘banho-maria’, à espera da letra certa.” A grande fonte de inspiração era, afinal, a própria vida. As pessoas, o amor, as experiências, os livros que leu, o cinema, o teatro e até as artes plásticas. Chegou mesmo a compor uma canção inteira depois de observar um quadro.
Mas a vida de Jorge Palma também foi feita de confrontos pessoais e de escolhas difíceis. Em 2014, decidiu fazer uma pausa e procurar ajuda para cuidar da sua saúde e ultrapassar a dependência do álcool. “O álcool, por acaso, não me estragou a vida, mas podia ter estragado. Tive a sensatez de olhar para mim e dizer: ‘Chega'”, recordava. A consciência da possibilidade de uma recaída levou-o a manter uma atenção permanente sobre si próprio. “Podemos estar quatro ou cinco anos sem beber e, numa festa, tomar um copo. Eu já sei qual é o percurso. Quando percebo que me está a apetecer ou começo a pensar em álcool, tenho o telefone do meu psiquiatra e vou falar com ele para dizer que estou a escorregar.” Nesse caminho, a presença dos amigos revelou-se fundamental. Alguns afastaram-se por falta de paciência durante a fase da “onda líquida”, mas os verdadeiros amigos permaneceram por perto, disponíveis a qualquer hora. “Isso é muito reconfortante”, dizia. Nos últimos anos, o palco ganhou também uma dimensão familiar e particularmente emotiva. Vicente Palma partilhava o palco com o pai há vários anos, revelando um talento crescente. Francisco, o filho mais novo, seguiu igualmente o caminho da música, tendo estudado piano e guitarra. Sobre os filhos, Jorge Palma brincava: “Toca muito sozinho e toca melhor guitarra do que eu, o que também não é difícil!” E acrescentava: “É muito bom ter dois filhos bastante musicais. O Francisco vai ser tão bom músico como o Vicente.” Jorge Palma tinha ainda um baú cheio de novas canções e ideias.
Até ao fim, manteve o desejo de criar, de partilhar novas músicas com o público e de colaborar com outros artistas. É também por isso que, para além dos discos, dos palcos e dos prémios, ficam as palavras. As que escreveu, as que cantou e aquelas que nos deixou numa conversa em 2019. Uma obra feita de música, poesia, histórias, fragilidades, encontros e vida. Uma obra que permanece e que continuará a fazer de Jorge Palma uma das figuras incontornáveis da música portuguesa.
Para relembrar: pode voltar a ouvir a entrevista de Madalena Balça a Jorge Palma no programa Café Com, da Camões Rádio, e revê-la na Camões TV+. Uma produção MDC Media Group e de Paulo Perdiz, com som e imagem de Guilherme Ferro.
Paulo Perdiz/MS
Ler por prazer faz bem à saúde (e nunca é tarde para começar)

Uma boa notícia para quem gosta de livros: um novo estudo sugere que ler por gosto, seja um romance ligeiro, um clássico ou até banda desenhada, traz benefícios reais para a saúde. A investigação da Universidade de Cambridge associou a leitura a melhor saúde mental, maior empatia e menor risco de desenvolver demência.
Os investigadores não fizeram apenas uma experiência isolada; analisaram dados de estudos já existentes, que envolveram milhares de adultos e crianças. Um deles associou a leitura a uma redução de 33% no risco de doença de Alzheimer. Houve ainda uma descoberta inesperada: além de melhorar a literacia, a leitura foi também relacionada com melhores resultados em matemática, já que ambas partilham processos cognitivos semelhantes.
A líder do estudo, a professora Barbara Sahakian, defende que o hábito deve ser incentivado desde cedo, mas sublinha que nunca é tarde para começar, e que os benefícios se podem sentir ao longo de toda a vida, até à velhice. Há países que já estão a transformar esta ideia em política pública. Em Singapura, os habitantes podem agora acompanhar os seus hábitos de leitura e até ganhar recompensas através da nova plataforma Read SG, uma iniciativa da biblioteca nacional para contrariar o tempo passado a fazer scroll no telemóvel. O objetivo inicial é simples: ler apenas 15 minutos por dia, no autocarro, antes de dormir ou ao almoço. Uma meta ao alcance de qualquer pessoa.
MS
O novo telescópio da NASA já “vê” as estrelas

O Telescópio Espacial Nancy Grace Roman, da NASA, acaba de passar um dos testes mais importantes da sua missão. Lançado a 30 de agosto de 2026, o observatório está a caminho do ponto L2, a cerca de um milhão e meio de quilómetros da Terra, e já ligou a sua principal ferramenta. A equipa ativou com sucesso o Wide Field Instrument, uma câmara de infravermelhos de 300 megapíxeis capaz de explorar grandes áreas do cosmos rapidamente sem perder detalhe.
Para isso foi preciso paciência: a 11 de setembro, os engenheiros desligaram os aquecedores do instrumento e deixaram-no arrefecer até cerca de 143 graus negativos, o que permitiu ativar os 18 detetores de infravermelhos. As primeiras imagens de teste mostram os primeiros fotões de luz estelar a atingir os sensores, e a equipa confirmou também que o controlo térmico está a funcionar como previsto.
O que torna o Roman especial é a escala. Cada imagem abrangerá uma porção de céu maior do que a Lua cheia, com a nitidez de telescópios como o Hubble. Em cinco anos, deverá cartografar mais de 50 vezes a área de céu que o Hubble observou em 30 anos. Há ainda uma surpresa agradável: uma primeira correção de trajetória muito precisa, juntamente com outras poupanças de combustível, deverá mais do que duplicar a vida útil potencial da missão. O próximo passo é calibrar os instrumentos. As primeiras imagens deverão chegar por volta da época natalícia, e as operações científicas estão previstas para janeiro de 2027, com foco na matéria escura, na energia escura e em planetas fora do Sistema Solar.
MS
Faro Ativo volta a promover mostra desportiva do concelho
Ponto alto do evento acontece este sábado e domingo, 26 e 27 de setembro, no Parque de Lazer das Figuras e Forum Algarve
O Município de Faro volta a promover este ano o Faro Ativo, evento que marca habitualmente o início do ano desportivo no concelho e que conta com muitas actividades desportivas para experimentar, descobrir ou praticar, dirigidas a todas as faixas etárias da população.
Entre os destaques desta iniciativa estão a Mostra Desportiva, nos dias 26 e 27 de setembro, que decorre no Parque de Lazer das Figuras e no Forum Algarve, e o Faro Ativo Náutico, nos dias 3 e 4 de outubro, com várias actividades ligadas ao mar e à Ria Formosa. Como é habitual, o Faro Ativo 2026 acontece em estreita colaboração com o tecido associativo e empresarial do concelho e propõe-se oferecer, a todos os interessados, um conjunto diversificado de experiências desportivas.
Já este fim de semana, sábado e domingo, dias 26 e 27, entre as 10h00 e as 19h00, poderão ser experimentadas modalidades como pilates, dança, futebol, futsal, judo, capoeira, kickboxing, atletismo, ginástica, skate, padel, voleibol, capoeira, boxe, patinagem, basquetebol, golfe, basebol, ténis de mesa, entre outras atividades. De salientar duas novidades: o Faro Run & Glow no sábado, pelas 21h30, e a cãominhada no domingo pelas 10h00. O encerramento acontece pelas 18h00 com a Zumba color.
Já nos dias 3 e 4 de outubro, o Centro Náutico é o ponto de encontro para o Faro Ativo Náutico, com um programa que inclui baptismos de canoagem, stand up paddle, vela, windsurf, surf, bodyboard, kitesurf, passeios em caiaque, entre outras experiências náuticas.Com esta iniciativa, que se tem tornado cada vez mais simbólica para o desporto no concelho, o Município de Faro pretende promover a prática de atividade física e os hábitos de vida saudável, aproximando o desporto da comunidade e dando a conhecer a diversidade de modalidades e projetos desportivos existentes no concelho.
Praça da República em Loulé transformou-se em Espaço de Convívio e Sustentabilidade no ParK(ing) Day
A Praça da República, em Loulé, abriu dia 22, as suas portas ao convívio, à animação e à promoção da mobilidade sustentável com a realização de mais uma edição do Park(ing) Day.
A iniciativa, inserida na Semana Europeia da Mobilidade de 2026, com o lema “Mobilidade para todos – Justiça entre gerações”e realizada no âmbito do Dia Europeu sem Carros, assinalado esta terça-feira (22 de setembro), desafiou a população a deixar o automóvel em casa e a usufruir do espaço público de uma forma ativa e inclusiva.
Sob o mote “Ocupa o teu lugar na cidade”, o evento transformou os habituais lugares de estacionamento automóvel em áreas vivas destinadas às pessoas. Com propostas pensadas para todas as idades, o programa integrou atividades desportivas, jogos tradicionais,stands informativos e de sensibilização ambiental, sessões de cinema imersivas e o projeto Mercado de Trocas. Mas a pista de segurança rodoviária da GNR foi uma das zonas que mais interesse despertou junto dos mais novos.
Em termos de balanço, a organização do Park(ing) Day’26 destaca o forte envolvimento comunitário e institucional. As empresas municipais (Infralobo, Inframoura, Infraquinta e Loulé Concelho Global) marcaram presença e promoveram diversos projetos focados na mobilidade e sustentabilidade urbana, na ação climática e na preservação ambiental. O associativismo local também esteve em grande destaque, com a participação ativa de vários parceiros, como a AMAL – Comunidade intermunicipal do Algarve, a Guarda Nacional Republicana, os Boardgamers de Loulé da Casa da Cultura, o Mercado de Trocas, o Clube BTT Loulé, o MOOV – Fitness Center, o Almancilense Cycling e o Banco Local de Voluntariado de Loulé, entre outras entidades que se associam a esta iniciativa. A diversidade dos parceiros envolvidos permitiu reunir, num mesmo espaço diferentes contributos nas áreas da mobilidade, segurança rodoviária, ambiente, ação climática, saúde, desporto, cultura, educação e participação comunitária, reforçando o carácter transversal do Park(ing) Day.
Outra das ações do evento foi a ativação da marca VELA, o novo sistema de bicicletas partilhadas de Loulé, que será implementado no próximo ano. Esta nova solução de transporte pretende revolucionar a mobilidade suave em Loulé, oferecendo uma alternativa ecológica, económica e eficiente para as deslocações diárias dos munícipes e visitantes.
Com a conclusão de mais uma edição do do Park(ing) Day, o Município de Loulé reforça o seu compromisso contínuo na transformação do ambiente urbano, demonstrando que as cidades podem ser desenhadas para as pessoas e o espaço público pode assumir múltiplas funções, garantindo maior qualidade de vida e para os cidadãos entre gerações. Para a Autarquia, a mobilidade suave é, cada vez mais, uma realidade que se pretende integrar no concelho, em especial nas suas zonas urbanas, sendo um contributo relevante para alcançar a neutralidade carbónica.