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Entre o Mistério e a Provocação: Visita ao Museu Banksy em Lisboa

Créditos: MDC Media Group

Lisboa é uma cidade onde a arte urbana ganha vida a cada esquina, mas há um espaço no coração da capital onde o graffiti, a crítica política e o humor britânico encontram-se de forma única: o Museu Banksy. Ao visitarmos esta exposição imersiva, somos convidados a mergulhar no universo de um dos artistas mais enigmáticos e influentes dos nossos dias. No espírito da célebre máxima atribuída ao próprio artista “Os direitos de autor são para falhados”, a exposição apresenta-se de forma aberta e orgulhosamente “100% não autorizada”, tendo sido organizada sem o envolvimento direto do criador. Ainda assim, ao longo de mais de 100 reproduções, instalações de vídeo, murais e projeções, a experiência proporciona um olhar profundo sobre a mente e as causas que movem o lendário artista de rua. 

Uma das primeiras perguntas que surgem durante a visita é inevitável: afinal, sabe-se quem é Banksy? A resposta continua a ser simples… não. O mistério que envolve a sua identidade real é parte integrante do seu mito. Enquanto alguns visitantes gostariam de desvendar a pessoa por detrás da assinatura, muitos preferem que a sua identidade permaneça oculta, preservando a aura de mistério que envolve cada nova intervenção. O que a história documenta é que Banksy começou a deixar a sua marca nas paredes de Bristol, no Reino Unido, por volta de 1993 ou 1994. Entre 1996 e 1997, integrou uma crew de graffiti e viajou até à região de Chiapas, no México, onde pintou em contexto social associado ao movimento zapatista. Esse contacto inicial moldou o seu compromisso artístico com as causas sociais e políticas. Ao longo dos anos, o seu trabalho expandiu-se da Grã-Bretanha para França, Itália, Estados Unidos e Médio Oriente. Além dos murais clandestinos, Banksy realizou intervenções em espaços públicos, criou esculturas e chegou a ser nomeado para um Óscar pelo documentário Exit Through the Gift Shop. Ao percorrer as salas do museu em Lisboa, fica evidente que a arte de Banksy funciona como uma cebola: cheia de camadas de significado que exigem tempo e reflexão para serem descascadas. A figura infantil é recorrente. As crianças surgem como símbolos interligados de esperança, imaginação e da ideia de que o futuro pertence às novas gerações. Exemplo disso é a emblemática obra Rapariga com Balão (2002). A imagem da menina que deixa fugir, ou tenta alcançar, um balão em forma de coração tornou-se um ícone universal sobre a fragilidade e a persistência dos afetos humanos. 

Créditos: MDC Media Group

O estilo de Banksy é frequentemente comparado ao humor ácido dos Monty Python. Na obra Valentine’s Day Mascara (2023), o artista aborda o tema severo da violência doméstica: uma dona de casa dos anos 50, com um olho negro e um dente partido, sorri satisfeita enquanto “esconde” o seu agressor dentro de um frigorífico real abandonado no lixo. 

O sorriso reflete a libertação de uma relação abusiva, desconstruindo a imagem romantizada da vida doméstica. A ironia estende-se ao próprio sistema das belas-artes e ao consumismo. Em Art Buff, Banksy brinca com o termo usado no graffiti para a remoção de pinturas, desenhando uma mulher a contemplar um pedestal cuja estátua foi apagada. Já em Show Me the Monet, o artista recria o famoso lago de lírios de Claude Monet, mas acrescenta-lhe dois carrinhos de compras e um cone de trânsito a flutuar na água, denunciando o impacto do consumo desenfreado no meio ambiente. Banksy é também um opositor das guerras e do autoritarismo. Num dos murais criados na Ucrânia, A Luta de Judo, uma criança pequena projeta ao chão um homem adulto praticante da modalidade, numa alusão direta a Vladimir Putin. A figura infantil volta a surgir como a força capaz de derrubar regimes opressores. Outro ponto alto da sua intervenção política foi a fundação do The Walled Off Hotel, na Palestina, junto ao muro que separa a Cisjordânia de Israel. 

Créditos: MDC Media Group

Anunciado ironicamente como o hotel com “a pior vista do mundo”, o espaço acolhe obras como o mural da Guerra de Almofadas, onde um soldado e um civil lutam com almofadas em vez de armas, ridicularizando a violência militar. A visita ao Museu Banksy em Lisboa termina, inevitavelmente, com uma piscadela de olho à famosa expressão Exit Through the Gift Shop (Saída pela Loja de Souvenirs). Mesmo na despedida, o espírito do artista lembra-nos de questionar a mercantilização da própria arte. Sair desta exposição é passar a olhar para as paredes da cidade com outros olhos. Mais do que uma galeria de imagens provocatórias, o museu oferece uma experiência imersiva que nos desafia a pensar sobre o poder do graffiti como voz de resistência e transformação social.

Paulo Perdiz/MS

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Alheira com Grelos e Ovos no Forno

Créditos: MDC Media Group

Ingredientes

  • 2 alheiras
  • 1 molho de grelos cozidos, picados
  • 2 ovos
  • 2 dentes de alho picados
  • Azeite
  • Sal e pimenta-preta q.b.

Modo de preparação

Pique grosseiramente os grelos cozidos. Aqueça um fio de azeite numa frigideira e salteie o alho picado até começar a libertar aroma. Junte os grelos picados e salteie durante cerca de 5 minutos. Tempere com sal e pimenta a gosto.

Não deixe o alho queimar. Deve ficar apenas ligeiramente dourado. Coloque os grelos salteados no fundo de uma assadeira, espalhando-os uniformemente. Coloque as alheiras sobre os grelos e pique cada uma várias vezes com um garfo. Picar as alheiras ajuda a evitar que rebentem durante a cozedura.

Leve ao forno pré-aquecido a 180°C durante aproximadamente 15 minutos. Numa frigideira à parte, estrele os ovos, deixando as gemas macias e cremosas. Retire as alheiras do forno e coloque um ovo estrelado por cima de cada uma.

Deixe repousar durante alguns minutos e sirva de imediato, acompanhado de pão rústico, se desejar. Um fio de azeite virgem extra antes de servir realça ainda mais os sabores.

Bom apetite!

Rosa Bandeira/MS

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“Livros Abertos” com Miguel Madeira: Apresentação de “A menina dos Olhos Grandes” em Loulé

Na próxima sexta-feira, 2 de outubro, pelas 18h30, a Biblioteca Municipal Sophia de Melo Breyner Andresen, em Loulé, recebe a apresentação do livro “A menina dos olhos grandes”, de Miguel Madeira.

Catarina Lopes, filha de pescadores, cresce marcada pela pobreza e decide emigrar para Londres em busca de uma vida melhor, acompanhada pela sua amiga Paula. Trabalhando como governanta, conhece Philippe, um homem muito mais velho que, após enviuvar, a pede em casamento com uma proposta invulgar: garantir-lhe segurança financeira em troca de dois filhos. Catarina aceita, acreditando que um dia ainda viverá um grande amor.

Décadas depois, no funeral do marido, cruza-se com Francis Richard por quem sente uma atração imediata. No entanto, rapidamente descobre que essa paixão está envolta num passado obscuro ligado a Philippe e a John Morgan, antigo amigo que se transformou em inimigo por um amor do passado.

Entre segredos, promessas e vingança, Catarina vê o seu sonho ameaçado por forças que nunca imaginou enfrentar.

Miguel Madeira nasceu em Caracas, em 1966, e cresceu em Loulé. Iniciou a sua vida profissional cedo e, mais tarde, regressou aos estudos, tendo-se licenciado em Gestão Financeira e concluído um mestrado em Administração e Desenvolvimento Regional pela Universidade do Algarve.

Ao longo da sua carreira, exerceu vários cargos na administração pública, com funções na Câmara de Loulé, IEFP (Instituto do Emprego e Formação Profissional) e na Administração Regional de Saúde do Algarve

Paralelamente ao seu percurso profissional, desenvolveu atividade cívica e colaborou com a imprensa local. Como escritor, publicou crónicas e obras técnicas, afirmando-se no género da ficção com romances publicados como “Obsessão”, “Vingança”, “A Quinta da Fonte da Pipa” e o mais recente livro, “A menina dos olhos grandes”.

Esta iniciativa tem entrada livre.

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Festival FÉRTIL: Olhão reforça compromisso com Ambiente, Inovação, Cultura e Comunidade

Nos dias 3 e 4 de outubro, no Parque Ribeirinho Poente, realiza-se, em versão ampliada e renovada, a 4.ª edição do festival FÉRTIL, uma coprodução entre a associação MOCES e o Município de Olhão, com entrada livre e dirigido a toda a comunidade. É uma aposta estratégica da autarquia numa programação cultural mais diversificada e eclética, a pensar em diferentes públicos e temas/formatos/linguagens, mas constitui também um declarado alinhamento municipal com as temáticas da criatividade, sustentabilidade, saúde e bem-estar, economia circular e reconexão com a natureza.

O Fértil estrutura-se em torno de quatro grandes pilares – Ambiente, Comunidade, Cultura e Inovação – que atravessam toda a programação e procuram criar um espaço de encontro, partilha, aprendizagem e participação. Ao longo dos dois dias, o público poderá encontrar uma programação multidisciplinar que cruza música, conversas, palestras, workshops, cinema, exposições, atividades para famílias, bem-estar, mercado criativo e gastronomia.

Esta nova etapa da história do festival é marcada pela transição do evento para o Parque Ribeirinho Poente, junto à Ria Formosa, encontrando neste novo espaço uma oportunidade para crescer, experimentar novas formas de programação e reforçar a ligação ao território.

Programação

A música continua a ser uma das grandes formas de encontro no FÉRTIL. No dia 3 de outubro, sobem ao palco os Sensible Soccers, enquanto no dia 4 de outubro será a vez de Rossana apresentar o seu trabalho. A programação musical conta ainda com DJ sets de Pedro Ramos, que também se associa ao festival através da Rádio Futura, e de Joana de Verona, aka Makumbeat, trazendo diferentes ritmos e ambientes para acompanhar o final das tardes e as noites do FÉRTIL.

Além do palco principal, o evento dispõe de três zonas temáticas dedicadas ao Ambiente, Comunidade e Inovação, onde, de modo descontraído, é apresentada uma programação (através de conversas, palestras e workshops) que pretende questionar, aprender, partilhar conhecimento e fomentar a participação ativa, abordando temas como as “Aldeias do Futuro”, a ideia de que a Educação é a primeira infraestrutura da sustentabilidade, a economia circular, a alimentação consciente, o planeamento e gestão de uma agrofloresta e o movimento Solar Punk.

Também as famílias têm um espaço próprio no FÉRTIL. A Associação Rotinas Selvagens será responsável pela dinamização da área dedicada às crianças e famílias, com atividades e momentos de entretenimento ao longo da tarde. A proposta é simples: criar espaço para brincar, explorar, experimentar e estar em conjunto, envolvendo diferentes gerações na experiência do festival.

Healing, criatividade e sustentabilidade nos pequenos gestos

De destacar ainda a Healing Area, dinamizada pela Positive Hands, que ocupa duas casas de madeira especialmente preparadas para acolher um conjunto de experiências dedicadas ao bem-estar e ao autocuidado. O público poderá descobrir diferentes propostas, entre massagens, terapias, consultas de tarot e outras práticas, num espaço pensado para abrandar, cuidar e recarregar energias ao longo do festival.

A criatividade volta também a ocupar um lugar central no FÉRTIL através do Artists & Fleas, que reúne projetos e criadores num mercado dedicado à produção independente, ao design, à arte e ao empreendedorismo criativo.

Na área da alimentação, o festival recebe food trucks e restaurantes com propostas diversificadas, procurando privilegiar uma abordagem mais consciente e sustentável à comida e ao consumo. No FÉRTIL, a sustentabilidade também está nos pequenos gestos. Em vez dos habituais copos de plástico reutilizáveis, o festival mantém os seus já caraCterísticos copos de barro com o selo FÉRTIL, que acompanham o evento desde as primeiras edições. E porque reutilizar é, antes de mais, usar o que já existe, o público é também convidado a trazer o seu próprio copo de casa. Uma solução simples que reduz resíduos e torna a experiência do festival ainda mais consciente.

Rede alargada de parceiros e com maior envolvimento empresarial

Reforçando a intenção de envolver ativamente a comunidade local e a região, o FÉRTIL criou uma rede partilhada de parceiros, entre eles a Fesnima, a CCDR Algarve, a Região de Turismo do Algarve, a Algarve Evolution e as empresas Necton, Viveiros Monterosa, Kodis e Coca-Cola, para além do Agrupamento de Escolas Dr. Francisco Fernandes Lopes.  A estas entidades junta-se ainda um universo crescente de organizações, projetos e pessoas que acreditam na importância de criar espaços de encontro, conhecimento e transformação no território algarvio.

O festival acontece entre as 14:00 e as 23:00 dos dias 3 e 4 de outubro, com entrada livre. Toda a programação pode ser consultada no website do evento, em www.fertil.pt.

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Aparece una Venus de plomo en una aldea de veteranos romanos oculta en un bosque junto a Budapest

Un detector de metales ha sacado a la luz una pequeña estatuilla de plomo de Venus Púdica en un bosque de los montes de Buda, al noroeste de Budapest. Es la primera pieza de carácter religioso que se documenta en la aldea romana de Pilisszentiván–Hárs erdő, un asentamiento rural de la provincia de Panonia que […]

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Loulé acolhe IX Encontro de História

O Cineteatro Louletano recebe, nos dias 2 e 3 de outubro, o IX Encontro de História de Loulé.

O encontro reúne investigadores, académicos e a comunidade local para debater o passado, a identidade e o património do concelho, através de uma perspetiva científica e multidisciplinar.

A sessão de abertura está marcada para a manhã de sexta-feira, dia 2, às 9h30, seguindo-se a conferência inaugural proferida pelo prestigiado professor universitário, arqueólo e historiador, José d’Encarnação, sob o tema “Inscrições para a História de Loulé”.

Ao longo dos dois dias, o programa organiza-se em sete painéis temáticos que abordarão a evolução histórica do concelho sob diversos ângulos. No primeiro dia, o primeiro debate irá focar-se sobre “Arqueologia e Património”, apresentando os resultados preliminares das escavações nas obras do Centro Histórico de Loulé (2ª fase) e os vestígios arqueológicos pré-históricos da Praia do Forte Novo, em Quarteira. Seguem-se os painéis sobre o “Ensino e o Património Arquivístico”, “Sociedade e Minorias” (com enfoque na comunidade judaica em Loulé nos finais do século XV) e “Homens e Guerra”. O dia encerrará com o lançamento do Caderno do Arquivo nº 21, agendado para as 17h00.

No sábado, dia 3 de outubro, os trabalhos recomeçam às 9h00, com painéis dedicados à “Arquitetura Civil e Religiosa”, à “Estigmatização Social e Divergências”, encerrando com “Personalidades – Vida e Obra”, onde será prestada homenagem a figuras marcantes para a cultura local e nacional, como José da Costa Mealha, Maria Aliete Galhoz e Joaquim Romero Magalhães.

A tarde de sábado será reservada a visitas culturais pelo património do concelho, a partir das 14h30, e ao lançamento oficial das “Atas do VIII Encontro de História de Loulé”, programado para as 16h30, imediatamente antes da sessão de encerramento.

O IX Encontro de História de Loulé é uma organização da Câmara Municipal de Loulé e do Arquivo Municipal Joaquim Romero Magalhães, contando com o apoio científico e institucional da Universidade do Algarve (UAlg), do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, da Universidade de Coimbra, e do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, da Universidade de Évora.

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X Meia Maratona de Faro regressa a 10 de abril de 2027 com novidades e aposta na experiência dos atletas

Prova foi apresentada este sábado, dia 19, no Forum Algarve, e promete muita animação, reforço dos abastecimentos e a medalha mais bonita do País

“X Corre onde o sol te encontra”. Este é o mote da X Meia Maratona de Faro – edição de Homenagem a Artur Lara Ramos, que foi apresentada no passado sábado, dia 19, no Forum Algarve, e que vai ter lugar no próximo dia 10 de abril de 2027, com várias novidades e uma aposta reforçada na experiência dos participantes. A X Meia Maratona de Faro, que mantém o percurso homologado e se afirma como um dos momentos de referência do calendário desportivo do concelho, conta igualmente com um novo padrinho, o atleta Isaac Nader (campeão do mundo dos 1500 metros), juntando-se à madrinha de sempre, a campeã olímpica e mundial Rosa Mota, numa ligação simbólica entre o passado e o futuro do atletismo nacional e desta prova.

Na vertente competitiva, a X Meia Maratona de Faro – que além dos míticos 21,0975 quilómetros vai também contar com a distância de 10km e caminhada – vai também reforçar a sua atratividade, duplicando o prémio monetário para o primeiro classificado. Para os atletas em geral, existe também novo incentivo: será sorteado um prémio monetário entre todos os atletas que concluam a prova. Entre as novidades, está também o reforço da animação e dos pontos de abastecimento ao longo do trajeto, melhorando substancialmente a experiência de prova e dando melhores condições aos atletas participantes.

A X Meia Maratona de Faro prepara ainda uma outra grande surpresa: a medalha de participação promete ser um dos símbolos desta edição “e a mais bonita do País”, garantiu Rui Costa, da Associação de Atletismo do Algarve. Também Carlos Luís, vereador da Câmara Municipal de Faro, reforçou que esta edição da X Meia Maratona será “o início de uma nova era na história desta prova, visando proporcionar experiência imersiva a todos os participantes, promovendo o território da cidade e do concelho”. Além do vereador da Câmara Municipal de Faro, a apresentação oficial da X Meia Maratona de Faro contou ainda com a presença de Rui Costa, da Associação de Atletismo do Algarve, Marco Coutinho, CEO da Frimarc – empresa local com reconhecimento a nível nacional que se assume como patrocinador principal da prova – e de Sérgio Santos, diretor do Forum Algarve, outra entidade que se associará a este grande evento desportivo.

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Rede Azul reúne em São Brás de Alportel para preparar novos caminhos na cultura

A Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve reuniu ontem, 28 de setembro, em São Brás de Alportel, para definir os próximos passos da cooperação cultural regional, com uma agenda de trabalho que inclui a abertura de um novo processo de apoio à criação artística, a preparação das comemorações dos 10 anos da Rede e a definição da sua coordenação para os próximos dois anos, que passará a contar com a liderança partilhada dos municípios de São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António.

Novos projetos e próximos passos

Entre os principais pontos em análise nesta reunião esteve a abertura do novo processo de apoio à criação artística, com a definição do respetivo calendário e dos próximos procedimentos.

A agenda incluiu ainda o ponto de situação da publicação comemorativa dos 10 anos da Rede AZul, a definição da coordenação da Rede para os próximos dois anos e a apresentação da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e do projeto de Jani Zhao.

Na ocasião, foram também analisados os próximos passos do protocolo entre a Rede AZul, a AMAL e a CCDR Algarve, bem como a operacionalização das ações previstas no plano de atividades da Rede e o respetivo calendário.

Uma década de cooperação cultural

Criada em 2016, a Rede AZul reúne equipamentos culturais de municípios algarvios numa plataforma de cooperação dedicada à promoção da criação, produção e circulação artística na região.

Ao longo destes dez anos, a Rede tem contribuído para aproximar artistas, estruturas culturais, equipamentos e públicos, promovendo a circulação de espetáculos e projetos artísticos pelos diferentes municípios parceiros e reforçando a cooperação cultural à escala regional.

Cultura que se constrói em conjunto

Para a Presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, acolher esta reunião “é uma oportunidade para reforçar o compromisso do Município com a cooperação cultural regional e com a criação de oportunidades para que os artistas algarvios possam chegar a mais públicos e a mais palcos”.

A autarca sublinha que “a Rede AZul demonstra a importância de trabalharmos em conjunto, partilhando conhecimento, recursos e oportunidades para fortalecer a cultura em todo o Algarve”.

A realização deste encontro em São Brás de Alportel reforça, assim, a participação do Município numa estratégia regional de cooperação cultural, assente na valorização da criação artística, dos equipamentos culturais e dos públicos do Algarve.

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Obra de Sophia volta a inspirar jovens na 21ª Edição do Concurso Literário

As Bibliotecas Municipais de Lagos e Loulé promovem a 21ª edição do Concurso Literário Sophia de Mello Breyner Andresen, iniciativa que, há mais de duas décadas, aproxima as novas gerações da obra de uma das figuras maiores da literatura portuguesa do século XX.

Dirigido aos alunos dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário, o concurso contempla as categorias de Texto e Ilustração, tendo como ponto de partida a obra literária da autora. Mais do que estimular a criatividade e a expressão artística dos jovens, a iniciativa procura incentivar a leitura da obra de Sophia, aprofundando o conhecimento do seu universo literário.

Os trabalhos podem ser entregues até 6 de fevereiro de 2027, presencialmente nas Bibliotecas Municipais de Lagos ou Loulé, ou enviados por correio. Cada participação deverá estar obrigatoriamente identificada com pseudónimo, ano de escolaridade, categoria a que concorre e título do trabalho, de acordo com as condições estabelecidas no regulamento.

A apreciação dos trabalhos ficará a cargo de um júri constituído por representantes dos dois municípios organizadores, da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, da Rede de Bibliotecas Escolares e por um autor convidado.

Em cada uma das categorias serão atribuídos 1º e 2º prémios, podendo ainda ser distinguidos trabalhos com menções honrosas. Os vencedores do 1º prémio receberão um cartão-oferta no valor de 400 euros para utilizar em livrarias locais de Lagos e Loulé e diploma de participação, enquanto o 2º prémio corresponde a um cartão-oferta no valor de 200 euros e respetivo diploma. As menções honrosas serão distinguidas com diploma de participação, livros e ofertas de cortesia dos dois municípios.

A cerimónia de entrega dos prémios da 21ª edição terá lugar no dia 17 de abril de 2027, no Centro Cultural de Lagos, reunindo participantes, famílias, comunidade educativa e entidades envolvidas numa celebração da literatura, da criatividade e do legado de Sophia de Mello Breyner Andresen.

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Loulé Criativo promove debate sobre o futuro do artesanato

O Palácio Gama Lobo, em Loulé, recebe no dia 2 de outubro, das 15h00 às 17h00, a mesa-redonda “Criação Artesanal: Valor, Identidade e Futuro”. A sessão integra a programação dos “Dias Abertos” do Loulé Criativo.

O debate vai abordar a sustentabilidade do setor, a preservação da identidade artesanal e os seus caminhos futuros. Participam Carlos Coelho, fundador e presidente da Ivity Brand Corp; Célia Macedo, oleira, autora e investigadora de artesanato contemporâneo; Dália Paulo, diretora municipal da Câmara de Loulé; e Filipa Belo, fundadora da Portugal Manual. A moderação cabe a Henrique Ralheta, coordenador do Design Lab do Loulé Criativo.

Os “Dias Abertos” procuram aproximar residentes e visitantes das artes tradicionais através de demonstrações, experiências criativas e partilha de conhecimento. A programação completa está disponível em loulecriativo.pt.

Nota editorial: O texto enviado indica “quinta-feira, dia 2 de outubro”, mas 2 de outubro de 2026 é sexta-feira. Convém confirmar a data com a organização antes da publicação.

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Rede AZul prepara apoio à criação artística e comemorações dos 10 anos

A Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve reuniu-se a 28 de setembro, em São Brás de Alportel, para preparar um novo processo de apoio à criação artística e as comemorações dos seus 10 anos. A coordenação da rede nos próximos dois anos será partilhada pelos municípios de São Brás de Alportel e Vila Real de Santo António.

Durante o encontro, os participantes abordaram o calendário e os procedimentos do novo processo de apoio à criação artística, assim como o ponto de situação de uma publicação comemorativa da primeira década da Rede AZul. Foram ainda apresentados a ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve e um projeto de Jani Zhao.

A reunião serviu também para analisar os próximos passos do protocolo entre a Rede AZul, a AMAL e a CCDR Algarve, além da execução e do calendário das ações previstas no plano de atividades.

Para a presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, acolher o encontro representa uma oportunidade para reforçar a cooperação cultural regional e criar condições para que os artistas algarvios cheguem a mais públicos e palcos.

Criada em 2016, a Rede AZul reúne equipamentos culturais de municípios algarvios e promove a criação, a produção e a circulação de projetos artísticos na região.

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Lagos recebe exposição com cinco nomes da arte urbana contemporânea

A exposição ARTURb 2026 inaugura a 3 de outubro, às 18h, no LAC – Laboratório de Actividades Criativas, em Lagos. A entrada é livre.

Arashida, do Brasil, Cristina Viana e Halfstudio, de Portugal, KMG, da Escócia, e Virginia Bersabé, de Espanha, apresentam trabalhos desenvolvidos durante duas semanas de residência artística no âmbito da 15.ª edição do ARTURb – Artistas Unidos em Residência.

Com co-curadoria de Sofia Fortunato e Tamara Alves, a residência decorreu entre 18 de setembro e 2 de outubro, reunindo diferentes abordagens à arte urbana contemporânea. O programa incluiu intervenções no espaço público e um mural comunitário de Kruella D’Enfer no Bairro 25 de Abril, na Meia Praia.

A inauguração contará também com uma conferência de Miguel Januário, conhecido pelo projeto ± maismenos ±, e um DJ set de Tiago Assis.

A exposição pode ser visitada até 31 de outubro, de segunda-feira a sábado, das 10h às 18h, na sede do LAC. Criado em 2011, o ARTURb promove a experimentação artística e o diálogo entre criadores, território e comunidade local.

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Algarvio Tiago Guadalupe publica novo livro sobre liderança e o percurso de João Matos em Loulé

Durante o Portugal Football Summit foi divulgado o novo livro do algarvio Tiago Guadalupe, funcionário da Câmara Municipal de Loulé e colonista no jornal A Bola.

“Capitão João Matos – Liderar, vencer e inspirar” é a mais recente obra de Tiago Guadalupe e será apresentada a 9 de outubro, na Cidade do Futebol, numa iniciativa da Federação Portuguesa de Futebol. 

Com a chancela Portugal Legends, a obra nasce de um projeto desenvolvido pela editora 21Books e pela agência whynote.pt, em parceria oficial com a Decathlon e a União das Freguesias de Carnaxide e Queijas.

Mais do que uma biografia desportiva, o livro parte do percurso de João Matos para propor uma reflexão sobre liderança pelo exemplo, disciplina, consistência, resiliência, comunicação, gestão de equipas, egos e conflitos, tomada de decisão, capacidade de adaptação, inovação, equilíbrio pessoal e legado, procurando transportar as experiências e aprendizagens construídas no desporto de alto rendimento para outros contextos da vida pessoal e profissional.

Ao longo de mais de duas décadas ao mais alto nível, João Matos construiu uma carreira marcada pela longevidade, consistência e liderança. Mais de 40 títulos, mais de 200 internacionalizações, um Campeonato do Mundo e dois Campeonatos da Europa ao serviço de Portugal, além de três títulos europeus pelo Sporting CP, fazem parte de um percurso que o tornou uma referência do futsal português e internacional.

Contudo, são sobretudo as experiências e aprendizagens construídas ao longo desse caminho que constituem o centro da obra. O objetivo passa por transportar princípios provenientes do desporto de alto rendimento para outros contextos, tornando o livro relevante para atletas e treinadores, mas também para gestores, professores, estudantes, empreendedores, dirigentes e líderes de equipas.

“Capitão João Matos – Liderar, vencer e inspirar” reúne ainda diferentes perspetivas sobre o jogador e capitão. Pedro Proença assina a introdução, Frederico Varandas o prefácio e Jorge Braz o posfácio, juntando-se ao livro contributos e reflexões de personalidades como Nuno Dias, Sebastián Coates, Nani, Rui Miguel Nabeiro e Pedro Dias, entre outras.

Frederico Varandas resume uma das ideias centrais da obra ao afirmar que «o seu legado não se mede apenas no que conquistou, mas sobretudo no que inspirou». Pedro Proença considera que João Matos deixa «o Futsal muito melhor do que aquele que encontrou», enquanto Jorge Braz reconhece: «O João ajudou-me a ser melhor treinador.»

O livro inclui igualmente o capítulo “Cocriar para inspirar”, com Tiago Valadas, Diretor de Marketing da Decathlon Portugal, dedicado à relação entre João Matos e a marca e à evolução dessa ligação para um processo de cocriação.

As reflexões reunidas na obra procuram mostrar que muitas das questões enfrentadas no desporto são comuns a organizações e equipas de diferentes áreas: como construir uma cultura vencedora, liderar sem depender de um cargo, reagir ao erro, gerir conflitos, manter a exigência depois do sucesso e preparar o final de um ciclo.

Para Tiago Guadalupe, é precisamente na influência exercida sobre os outros que se encontra uma das principais mensagens do livro:

«Os grandes atletas deixam resultados. Os grandes capitães deixam uma cultura. Os grandes líderes deixam pessoas melhores.»

“Capitão João Matos – Liderar, vencer e inspirar” já está disponível para venda através da editora 21Books: https://www.21books.pt/livros-1/p/capito-joo-matos 

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Museu Municipal de Loulé integra Rede Nacional do Património Cultural Imaterial

Na semana em que se assinalam as Jornadas Europeias do Património, há uma boa notícia para Loulé: o Museu Municipal de Loulé acaba de integrar formalmente a Rede Nacional do Património Cultural Imaterial (RNPCI), numa decisão que reconhece o trabalho contínuo do Município algarvio na salvaguarda, investigação e valorização das tradições, saberes e memórias locais. 

Este momento reflete o forte compromisso do Município de Loulé para com o património vivo, as tradições orais, as práticas sociais e os saber-fazer artesanais que definem a identidade deste território.

A integração nesta plataforma nacional surge como o resultado da estratégia que a Autarquia de Loulé tem desenvolvido através da sua estrutura polinucleada de espaços museológicos, em vários pontos do concelho. Polos como o da Água, em Querença, dos Banhos Islâmicos e Casa Senhorial dos Barreto, da Cozinha Tradicional ou dos Frutos Secos, em Loulé, a par das dinâmicas ligadas aos ofícios tradicionais, têm sido fundamentais para manter vivas as memórias e os costumes da comunidade louletana.

Destaca-se igualmente a clara aposta do Museu num programa de atividades educativas, dirigido sobretudo à comunidade escolar, que tem contribuído para tornar este património cultural imaterial num parceiro de aprendizagem dos alunos.

A Rede Nacional do Património Cultural Imaterial funciona como uma plataforma informal e dinâmica de partilha de conhecimento e boas práticas, focada na salvaguarda e revitalização do património cultural imaterial em Portugal. Alinhada com os princípios da UNESCO e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, esta rede procura melhorar a qualidade de vida das populações através da valorização da sua cultura. A sua atuação estruturada combina quatro eixos estratégicos principais: a identificação e salvaguarda, o reconhecimento e promoção, a documentação, comunicação e mediação, e o estabelecimento de redes e parcerias.

A Rede Nacional do Património Cultural Imaterial desempenha um papel crucial na política cultural contemporânea. Em primeiro lugar, porque promove a cooperação e partilha nacional já que funciona como uma plataforma articulada que facilita o intercâmbio de boas práticas, metodologias de investigação e estratégias de salvaguarda entre municípios, museus e investigadores de todo o país.

Por outro lado, contribui para o combate ao desaparecimento de saberes, garantindo uma maior visibilidade e apoio técnico especializado para a proteção de manifestações culturais em risco de extinção, promovendo a transmissão intergeracional. 

A integração nesta rede robustece ainda o posicionamento no acesso a fundos nacionais e comunitários específicos para a cultura, potenciando também o turismo sustentável e de base identitária.

Para o executivo municipal, este reconhecimento valida a visão definida na Estratégia Municipal de Cultura Loulé 2034, que assume a cultura e a identidade como pilares de desenvolvimento sustentável e coesão territorial, e reforça a candidatura de Loulé a Capital Portuguesa da Cultura 2028.

Com esta integração, o Museu Municipal de Loulé assume a responsabilidade acrescida de continuar a trabalhar em estreita proximidade com os portadores do património – os artesãos, os guardiões das tradições orais e a comunidade local – garantindo que a riqueza imaterial de Loulé continue a ser uma fonte de inspiração, educação e dinamismo económico para as futuras gerações.

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