Os cremes, produtos de maquilhagem, perfumes, protetores solares e outros cosméticos também têm uma palavra a dizer no mercado das fusões e aquisições. O crescente interesse pelos cuidados de pele e a massificação no Ocidente das rotinas de beleza sul-coreanas - a chamada k-beauty - está a materializar-se em mais negócios entre as grandes marcas, que procuram dimensão e especialização.
O índice transacional da BeautyMatter registou 73 transações neste setor durante o segundo trimestre, o que significou um aumento homólogo de 21,9%, incluindo M&A e investimentos em expansão. Entre janeiro e março,…
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A Delta vai renovar o serviço da Delta One, com novos menus e mais opções de personalização, começando este outono pelas rotas transoceânicas com partida de Los Angeles, segundo anunciou a companhia no Delta News Hub. A expansão à rede global está prevista para 2027.
A reformulação inclui pratos desenvolvidos com chefs, como hambúrguer de carne wagyu, novos vinhos e artigos de conforto da Missoni. Os passageiros poderão escolher a refeição até 18 horas antes da partida ou optar por um serviço reduzido antes da aterragem para prolongar o descanso.
A estratégia estende-se ao aeroporto, com a parceria com a Porsche a passar de 40 para 70 veículos híbridos, em 15 aeroportos, até 2028. O transporte está associado à reserva do serviço VIP Select. A Delta apresenta a mudança como a sua renovação mais abrangente em quase 30 anos.
A Casa Relvas, na Vidigueira, lançou um plano para descobrir o processo de produção do azeite alentejano, do olival até à mesa, através do Programa Especial da Campanha da Azeitona 2026, que decorre até 15 de dezembro. O programa oferece aos visitantes a possibilidade de observar a colheita das azeitonas, comparar diferentes variedades do fruto e acompanhar o processo de extração no lagar. Inclui ainda uma prova técnica de três azeites e dois vinhos produzidos pela Casa Relvas.
“A campanha da azeitona é um momento especial para recebermos quem quer conhecer de perto o nosso trabalho e a nossa ligação ao Alentejo. Do olival ao lagar, queremos mostrar como fazemos os nossos azeites e como o cuidado com a terra e a sustentabilidade fazem parte das decisões que tomamos todos os dias. E, claro, queremos que se sentem à mesa connosco, provem os nossos azeites e vinhos e passem um bom dia no Alentejo“, afirma Alexandre Relvas, CEO da Casa Relvas.
O programa realiza-se de segunda-feira a sábado, entre as 10h30 e as 15h00. O preço é de 45 euros por adulto sem almoço e de 95 euros com almoço. Para crianças dos 7 aos 17 anos, os valores são de 5 euros e 20 euros, respetivamente. Cada participante recebe uma t-shirt, um chapéu e uma garrafa de azeite virgem extra. As reservas devem ser feitas com pelo menos 48 horas de antecedência, para grupos entre duas e 20 pessoas.
Além do programa especial sazonal, o Lagar da Casa Relvas oferece todo o ano três experiências de olivoturismo. Estas incluem:
Visita ao lagar sem prova, com oferta de um azeite e almoço opcional por 15 € por pessoa; crianças dos 7 aos 17 anos pagam 5 €.
Visita ao lagar com prova técnica de azeites acompanhada por dois vinhos e snack, oferta de um azeite e almoço opcional, por 25 € por pessoa; crianças entre 7 e 17 anos pagam 5 €.
Visita ao lagar com prova gastronómica de azeites acompanhada por dois vinhos, oferta de um azeite e almoço opcional, por 45 € por pessoa; crianças pagam 5 €.
Há SUV familiares que desaparecem no parque do supermercado. O Cupra Terramar não é um deles. Estacionei-o numa rua de Lisboa, de manhã, com a pintura mate verde-manganês, e em menos de dez minutos já tinha um vizinho a perguntar que carro era aquele. Os faróis com três triângulos e o tom fosco justificam a curiosidade. A questão é saber se justificam também o preço, porque a unidade ensaiada, uma Tribe Edition VZ 1.5 e-Hybrid 272 DSG, custa mais de 66 mil euros.
Convém explicar como lá se chega. A versão base desta motorização fica nos 60 mil euros e os opcionais somam cerca de 6.200 euros: a pintura mate pesa 2.425 euros, o pack Intelligent Drive 1.195 euros, o Skyline 1.112 euros, os faróis LED Matrix Ultra 884 euros e o som Sennheiser 496 euros, além do cabo de carregamento por 152 euros. Quem quiser pagar menos tem margem. O Terramar arranca nos 44.500 euros com o 1.5 a gasolina e nos 58 mil euros na versão VZ Tribe Edition, sem extras.
A Cupra nasceu em 2018, quando a Seat autonomizou a linha, que vinha de “Cup Racing” e andava desde 1996 colada aos modelos desportivos, carregando um símbolo composto por dois triângulos sobrepostos desenhados por Alejandro Mesonero-Romanos, que procurou uma forma dinâmica, com base estável e direção clara.
O Terramar não nasce em Espanha. Sai da fábrica da Audi em Győr, na Hungria, e assenta na plataforma MQB Evo, a mesma base técnica do Volkswagen Tiguan. O autódromo que deu nome a este modelo nasceu do sonho de Francesc Armengol, apaixonado por corridas e criador de um projeto de cidade-jardim em Sitges, nos anos 20 do século passado. Ficou construído em 300 dias e abriu em 1923. O Terramar da Cupra recorda-o no nome e na ambição de agradar a quem gosta de conduzir.Hugo Amareal/ECO
O nome do Cupra testado pelo ECO vem do autódromo de Terramar, inaugurado em 1923 junto a Sitges. A marca diz que se inspirou na atitude das civilizações tribais. Na Tribe Edition, a referência ao clã está no próprio nome. Este será ainda o último Cupra com motor a combustão, já que a segunda geração passa para uma plataforma elétrica.
A rotina casa-trabalho foi onde este híbrido plug-in mais fez sentido. A bateria de 25,8 kWh dá uma autonomia homologada de 119 quilómetros que, em condições reais, nos permitiu viajar cerca de 90 quilómetros. Para quem faz cerca de 40 quilómetros por dia na cidade, isto significa carregar em casa à noite e passar semanas sem ver uma bomba de gasolina.
O arranque é silencioso, os 272 cv e os 400 Nm estão sempre disponíveis, e a DSG só se atrapalha de vez em quando, nas rotundas, ao escolher a mudança. O ponto fraco aparece nas ruas com remendos de alcatrão.
A suspensão é firme e o carro pesa cerca de 1.900 quilos, o que se sente em cada lomba. O amortecimento adaptativo da versão VZ ajuda, mas só até certo ponto. O ecrã de 12,9 polegadas é nítido, mas os comandos táteis do ar condicionado pedem uma atenção que devia estar na estrada, e os assistentes de condução intervêm com um zelo que acaba por irritar. O alerta de velocidade foi o primeiro que desliguei.
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
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No fim de semana, a família entrou a bordo: dois adultos, duas crianças e malas para dois dias. Seguimos por estradas nacionais até Sesimbra, com paragem no Cabo Espichel, com o Terramar a mostrar um controlo absoluto da situação, graças a uma direção rápida e precisa e uma forte aderência nas curvas.
Nas retas de ultrapassagem, os 7,3 segundos dos 0 aos 100 km/h chegam para despachar um camião sem dramas. Gastámos a bateria nos primeiros quilómetros e o resto fez-se em modo híbrido, com um consumo aceitável, mas longe dos 5,8 l/100 km oficiais.
Atrás, as crianças viajaram bem, mas não pelas melhores razões. Os bancos da frente, em concha e altos, tapam a visibilidade e comem espaço para as pernas. Contudo, o banco traseiro desliza 150 milímetros para a frente e para trás, reclina e dobra em 40/20/40, dando margem de manobra a quem viaja em segunda fila.
O Terramar não é o carro familiar mais confortável e também não é o desportivo mais divertido, mas mantém-se acima da média nos dois pontos.
A mala é o segundo senão, oferecendo apenas 490 litros contra 540 litros da versão a gasolina, porque a bateria fica debaixo do piso. Cabem as malas de quatro pessoas, mas o carrinho de bebé teve de ser negociado. O Volkswagen Tiguan, que partilha a base técnica, oferece 652 litros e mais espaço atrás.
No Cabo Espichel, parámos para ver o farol e o santuário, e o carro continuou a ser assunto, sobretudo para os miúdos, que gostaram da iluminação ambiente em tom vermelho e dos triângulos luminosos. Dentro do habitáculo, os materiais não desiludem: há cobre nas costuras, microfibra nos bancos e uma montagem sem ruídos parasitas. Em alguns momentos, isso valeu mais do que a ficha técnica.
Resta o preço. Por 66.350 euros, o Terramar enfrenta o Tiguan eHybrid, o Peugeot 3008, o Toyota RAV4 híbrido plug-in, o Kia Sportage e até o BMW X1 e o Audi Q3. Alguns são mais espaçosos, outros têm um tratamento mais premium.
O Cupra ganha no desenho, na condução e no equipamento. Perde na mala, no espaço atrás e no conforto em piso mau. Não é o carro familiar mais confortável e também não é o desportivo mais divertido, mas mantém-se acima da média nos dois pontos.
Para quem faz trajetos curtos e tem a possibilidade de carregar a bateria todas as noites, o Terramar é um bom carro. Mas 6.264 euros de extras compram muita coisa mais útil do que uma pintura mate, por isso vale a pena fazer contas antes de assinar.
A Porsche quer aumentar o preço dos automóveis mais exclusivos e reduzir a estrutura de custos para recuperar a rentabilidade, segundo avançou o Wall Street Journal (acesso pago, em inglês). A estratégia de Michael Leiters, que assumiu a presidência executiva em janeiro, combina novos modelos de topo de gama com cortes de pessoal e mudanças na remuneração dos trabalhadores. O lucro líquido da fabricante caiu de 5,6 mil milhões de dólares em 2023 para menos de 500 milhões em 2025.
Uma das metas é aumentar de 300 mil para cerca de 370 mil dólares o preço médio dos 10.000 automóveis mais caros vendidos anualmente pela marca. Com experiência na Ferrari e na McLaren, Leiters aposta numa estratégia semelhante à da fabricante italiana, reforçando a oferta para os clientes com maior capacidade financeira. Além de superdesportivos posicionados acima do 911, estão previstos um SUV de três filas de bancos mais caro do que o Cayenne e mais versões exclusivas de modelos existentes, cujos preços podem atingir 15 milhões de dólares.
A redução de custos passa pela eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2035, aproximadamente um quinto do total. O acordo alcançado em julho com os representantes dos trabalhadores reduz também de 12 para oito os dias mensais permitidos de teletrabalho e aproxima os prémios anuais dos resultados financeiros. Este ano, os trabalhadores alemães não receberam o habitual prémio, que tinha superado 10 mil dólares em 2024. Os pagamentos futuros serão parcialmente feitos em ações, enquanto os incentivos dos gestores darão maior peso ao contributo individual.
O plano procura responder à quebra das vendas na China, às tarifas norte-americanas e aos custos dos investimentos nos elétricos. A decisão de tornar o novo Macan exclusivamente elétrico foi uma das apostas que penalizaram a fabricante quando o crescimento deste mercado abrandou. A Porsche recuperou os planos para um SUV de entrada de gama com motor a gasolina, mas o lançamento só deverá acontecer em 2028. Leiters afastou ainda um 911 elétrico, embora tenha manifestado apoio ao desenvolvimento do 718 Boxster elétrico.
O objetivo é adaptar a empresa para atingir o equilíbrio financeiro mesmo que as vendas anuais recuem para 200 mil automóveis, depois de terem ultrapassado 320 mil em 2023. A Porsche pretende alcançar uma margem operacional entre 10% e 15% até 2030, com uma meta de 15% a mais longo prazo. A renovação da oferta terá, porém, efeitos demorados. O SUV de três filas não é esperado antes de 2029 e a nova família de superdesportivos chegará ainda mais tarde.
A apresentação do novo modelo da Tesla pretendia arrancar “ah” e “uaus” da audiência e conseguiu. O novo Roadster entrou numa espécie de ‘poço da morte’, uma rampa semi-curva com inclinação acentuada, e quando parecia que tudo ia correr mal, pairou e aterrou em piso plano (e envolto em denso fumo branco). O novo elétrico de Elon Musk pode ser conduzido de cabeça para baixo, pairar brevemente, acelerar dos 0 aos 100 km/h num segundo e chegar aos 370 Km/hora, segundo a Reuters. O preço não foi indicado.
Uma consulta ao site da Tesla permite perceber que as reservas já estão abertas, mas a produção só arranca em 2028. A Reuters lembra que a primeira versão do Roadster foi vendida entre 2008 e 2012, mas a segunda versão, apresentada em 2017, nunca chegou a ser comercializada. Se o carro apresentado agora chegar às estradas, será na realidade a verdadeira segunda versão deste modelo da Tesla.
A versão de 2017 trazia algo que a Reuters considera um dos momentos-chave do desenvolvimento do Roadster: a instalação de cerca de dez pequenos propulsores de foguetão à volta do automóvel para melhorar a aceleração e a capacidade de curvar. Há um ano, Elon Musk já tinha deixado pistas sobre um um protótipo capaz de pairar, que recorreria a tecnologia da SpaceX, agora confirmado.
O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
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O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceXO novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
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Não por acaso, o novo modelo foi apresentado num evento realizado nas instalações de testes de foguetões da SpaceX, em McGregor, no Texas. Segundo a Reuters, o Roadster possui um sistema de sucção baseado em ventiladores, desenvolvido pela SpaceX e instalado na parte inferior do veículo, capaz de gerar uma força de sucção de até dois G.
A Tesla diz que o carro foi inspirado na aeronave Lockheed SR-71 Blackbird e no caça de alta performance Lockheed Martin F-35. Dizer que voa é excessivo, mas conseguiu momento de voo, graças aos seus propulsores. “Utiliza um depósito de ar avançado, de pressão ultraelevada, que o automóvel consegue recarregar”, explica a Reuters.
Na apresentação, as acrobacias continuaram. O Roadster sobrevoou outros modelos da Tesla, graças aos propulsores de controlo de atitude e a propulsores principais instalados na traseira do automóvel. Elon Musk garantiu: “Basicamente, pode voar como um foguetão”. E acrescentou: “É 11 em 10 na escala da diversão”. Deverá alcançar 370 quilómetros por hora e “bater todos os recordes de pista que existem”, diz o empresário, acrescentando que este poderá ser, a longo prazo, o único carro da Tesla conduzido manualmente.
O Roadster terá três versões, e apenas uma permitirá acrobacias:
Performance – Poderá acelerar dos 0 aos quase 100 quilómetros por hora em menos de 1,6 segundos e utilizará um sistema de sucção sob a carroçaria. Tem dois lugares.
Thrust – Terá propulsores traseiros que reduzirão o tempo de aceleração para menos de 0,9 segundos.
Rocket – Poderá descolar e realizar manobras no ar, além de atingir quase 100 quilómetros por hora em menos de 0,59 segundos, segundo as especificações anunciadas pela Tesla. É o modelo que poderá ultrapassar os 370 quilómetros por hora, com uma autonomia superior a 480 quilómetros. Tem apenas um lugar.
As ações da Tesla estão a subir 5% no pré-mercado para 380,9 dólares esta sexta-feira para máximos de três meses, depois de Elon Musk ter apresentado o novo Roadster. Na quinta-feira, os títulos da empresa norte-americana tinham encerrado a perder 1,29%, para 362,44 dólares, segundo os dados de fecho da Nasdaq.
O novo veículo cumpre as regras para circulação rodoviária? Eis uma pergunta que também paira no ar.