Inspirada por ramos secos de um cato roído por ovelhas no campo, Liliana Velho combinou elementos efémeros da natureza com cerâmica para recriar as artérias de um coração surpreendente.
Utilizando lã de ovelha cozida a uma estrutura de arame e copinhos de barro que brincam com sombras, a artista traz a essência do campo e do mundo rural para o centro do Teatro Viriato.
Num dos raros fornos de grés de sal em Portugal, Liliana Velho moldou num só dia um coração realista e rochoso, onde uma reação química extrema criou uma vidragem natural com tons fascinantes.
A artista partilha o processo espontâneo de criar um coração em desagregação, revelando impressões digitais no barro e uma técnica arriscada de cozedura única que provoca efeitos visuais únicos.
Liliana Velho revela no Teatro Viriato como a autotomia inspirou a sua nova exposição: a incrível metamorfose de um coração em formas marinhas e rochosas que desafiam o público de Viseu.