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Minerais críticos e estratégicos empregam 129 mil pessoas no Brasil

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As atividades relacionadas ao setor de minerais críticos e estratégicos (MCE) para o Brasil somaram 129.423 empregos, em 2025, o equivalente a 57% dos 226.634 empregos da indústria extrativa mineral do país.

Quando comparado ao mesmo mercado de trabalho registrado em 2023, houve crescimento de 8,6% no período.

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Os dados estão disponíveis no Portal de Minerais Críticos e Estratégicos, lançado na última semana pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

As unidades da federação que mais empregam são Minas Gerais (62.631 postos de trabalho); Pará (27.047); e Bahia (9.147).

Além dos dados sobre empregos, o painel permite consultar informações sobre o perfil dos trabalhadores, remuneração média e as 21 substâncias relacionadas a essas atividades, entre elas, alumínio, ouro, ferro, cobre, terras-raras, nióbio, titânio e lítio.

A análise do mercado formal de trabalho da indústria extrativa mineral da plataforma foi realizada a partir dos microdados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Perfil dos trabalhadores

De acordo com os dados do portal, a participação masculina (100.765 empregos) equivale a 78% do total de empregos relacionados a minerais críticos e estratégicos (129.423). As mulheres ocupam os 22% restantes, 28.658 postos.

No gráfico de empregos, relacionados aos MCE, 51.714 são de mão de obra qualificada, o equivalente a 23% de todos os empregos.

Os trabalhadores com ensino superior somam 30.707, que representa 14%. Destes mais de 30 mil postos de trabalho, 19.060 são ocupados por homens e 11.647, por mulheres.

Quando considerados os empregos gerados por tipo de mineral, o extrativismo que mais emprega é do ferro (70.027 postos de trabalho). Seguido por metais preciosos que somam 21.313 empregos.

Remuneração

Em 2025, as remunerações médias dos trabalhadores de níveis de escolaridade fundamental, médio e superior foram respectivamente de R$ 3.218; R$ 4.142 e R$ 11.856.

Localidades

O portal também mostra a distribuição territorial dos municípios produtores com um mapa geoespacial.

Entre os municípios com maior número de trabalhadores em atividades relacionadas aos MCE estão Parauapebas (PA), com 8.234 empregos; Nova Lima (MG), com 8.218; e Congonhas (MG), com 7.114.

Em Parauapebas, são 8.234 trabalhadores (71,4% do gênero masculino e 28,6% do gênero feminino), sendo 1.851 com nível superior.

Em Nova Lima, dos 8.218 empregados (63,3% do gênero masculino e 36,7% do gênero feminino), 4.776 tem nível superior.

Em Congonhas, são 7.114 trabalhadores (73,2% do gênero masculino e 26,8% gênero feminino), sendo 1.234 trabalhadores com nível superior.

Produção

Para contribuir com a transparência e a divulgação de informações sobre o desempenho da mineração no país, o site apresenta informações de exploração, valor investido e produção e comércio exterior.

De acordo com os indicadores, em 2025 o país tinha 1.012 áreas em produção que resultaram em R$ 250,4 bilhões ao país.

 

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Mega-Sena acumula; prêmio pode chegar a R$ 185 milhões na terça-feira

O concurso 3.071 da Mega-sena acumulou já que nenhuma aposta acertou as seis dezenas sorteadas na manhã deste domingo (18). Com isso, o prêmio estimado para o concurso de terça-feira (20) deve chegar a R$ 185 milhões.

Os números sorteados no Espaço da Sorte, em São Paulo foram: 12, 22, 41, 45, 51 e 52.

Nesta edição, 102 apostas acertaram cinco dezenas e levarão prêmio de R$ 58.806 cada.

Já as 7.381 apostas vencedoras da quadra (quatro acertos) receberão R$ 1.339 cada.

Prêmio

O resgate de prêmios da Mega-Sena depende do valor e de como a aposta foi realizada. Para prêmios até R$ 2.428, o valor pode ser retirado em qualquer casa lotérica credenciada, mediante apresentação do bilhete impresso.

O pagamento de prêmios de apostas realizadas no site da Caixa, independentemente do valor, deve ser feito nas agências bancárias da instituição

O resgate deve ser feito pelo titular indicado no comprovante de aposta ou por seu procurador, mediante apresentação de comprovante de identidade com Cadastro de Pessoa Física (CPF) e o recibo da aposta emitido pelo Internet Banking CAIXA.

Se não forem resgatados, os prêmios prescrevem 90 dias após a data do sorteio.

Próximo concurso

O concurso 3.072 corre daqui a dois dias, nesta terça-feira, às 21h. As apostas podem ser feitas até as 20 horas do dia do sorteio, no horário de Brasília, nas lotéricas de todo o país, no portal Loterias Caixa e no app Loterias Caixa, além do banco para clientes do banco.

Uma aposta simples custa R$ 6.

Bolão Caixa

Os apostadores também podem participar de bolões. Basta formar um grupo, escolher os números da aposta, marcar a quantidade de cotas e registrar o jogo em qualquer lotérica. 

 

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Eleitor sem biometria pode votar no segundo turno das eleições

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O cadastro biométrico na Justiça Eleitoral não é obrigatório para o exercício do voto. O eleitor que não tiver a biometria cadastrada ou tiver problemas no reconhecimento da biometria dentro da seção eleitoral, poderá votar também no segundo turno das eleições, marcado para o próximo domingo (25) de outubro.

A coleta da biometria foi feita até dia 6 de maio, quando o cadastro eleitoral foi fechado. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), cerca de 10,99% do eleitorado brasileiro ainda não tem biometria cadastrada por diferentes razões.

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Vale destacar que a identificação biométrica não é adotada nas seções eleitorais instaladas fora do Brasil.

Para que serve

Todas as seções eleitorais do Brasil contam com leitores biométricos integrados às urnas eletrônicas.

Ter a biometria cadastrada facilita a identificação do eleitor na hora da votação. Para os eleitores que têm biometria cadastrada, a identificação é feita antes da liberação do voto, por meio da impressão digital. 

Identificação do eleitor

Se a pessoa tiver as digitais coletadas no cadastro biométrico, o sistema eletrônico poderá realizar até quatro tentativas de validação.

Se a identificação não for confirmada nas quatro tentativas, o mesário perguntará a data de nascimento do eleitor para garantir o exercício do voto.

Caso o eleitor não tenha o cadastro biométrico, a confirmação da identidade do eleitor é feita com um documento oficial com foto, como a Carteira de Identidade Nacional ou a Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Coleta e segurança da biometria

A biometria é o conjunto de dados físicos utilizados para identificar cada eleitor de forma única.

Na Justiça Eleitoral, o procedimento inclui a captura e armazenamento das impressões digitais, da assinatura do cidadão e da fotografia digital. O antigo título de eleitor não trazia a foto do cidadão.

Além de dar mais segurança ao processo eleitoral, a biometria contribui para a detecção de possíveis duplicidades cadastrais, padroniza o atendimento prestado aos eleitores e torna diversos procedimentos mais ágeis e eficientes, diz o TSE.

Habitualmente, a biometria é captada no momento do alistamento eleitoral em todos os municípios brasileiros, com exceção dos eleitores que se cadastram no exterior, e pelo eleitor antigo que precisa atualizar algum dado pessoal.

A biometria é obrigatória para realizar qualquer operação eleitoral, como o tirar o primeiro título, transferir o domicílio eleitoral para outra cidade ou revisar dados pessoais (mudar o nome ou o estado civil, por exemplo).

Os dados biométricos também integram a base da Identificação Civil Nacional (ICN), programa que busca unificar e fortalecer a identificação dos cidadãos em suas relações com o Estado

 

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Termina neste domingo prazo escolher idioma da prova do Enem 2026

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Termina neste domingo (18) o prazo para que os candidatos inscritos automaticamente no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 selecionem o idioma de preferência para a prova de língua estrangeira. As opções são inglês ou espanhol e a escolha deve ser feita na Página do Participante.

Pela primeira vez, o exame nacional contou com inscrição automática para estudantes concluintes do ensino médio na rede pública com o objetivo de aumentar a participação desse público no exame.

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De acordo com a retificação do Edital nº 64/2026 do Enem, se o participante nessas condições perder o prazo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) aplicará a prova de inglês, e o participante não poderá alterar a opção.

A prova de língua estrangeira conta com cinco questões de múltipla escolha, com foco na interpretação e compreensão de textos.

Para reforçar os estudos e adquirir vocabulário, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza gratuitamente a plataforma MEC Idiomas. A ferramenta digital oferece aulas gratuitas de inglês e espanhol do nível básico ao avançado.

Questionário socioeconômico

O participante inscrito de forma automática deverá também preencher o Questionário Socioeconômico.

Para preencher o questionário socioeconômico do Enem 2026, o candidato também deve acessar a Página do Participante do exame. É preciso usar a senha da plataforma Gov.br.

O formulário online, com cerca de 23 a 25 perguntas obrigatórias, mapeia a realidade social, econômica e educacional dos participantes.

Os dados fornecidos não podem ser alterados.

Somente após preencher o questionário socioeconômico, o candidato terá acesso à informação sobre seu local de prova.

Provas

As provas serão aplicadas em dois domingos de novembro, nos dias 8 e 15, no turno da tarde.

O primeiro dia do Enem terá duração de cinco horas e 30 minutos. Neste dia, os candidatos farão a redação e os exames de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação), códigos e suas tecnologias e ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia) e suas tecnologias.

No segundo dia, os estudantes farão provas de ciências da natureza e suas tecnologias (biologia, química e física) e matemática. Os participantes terão cinco horas para fazer as provas.

Saiba tudo sobre o exame no Guia do Enem, disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Enem 2026

Nesta edição, o Ministério da Educação (MEC) registrou mais de 5 milhões de inscrições.

Pela primeira vez, além de promover o acesso ao ensino superior, o Enem também terá como objetivo avaliar o domínio das competências e habilidades esperadas no fim do ensino médio, integrando o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

 

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Estudantes retomam protagonismo em momento decisivo no país, diz UNE

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A preocupação com os rumos do país e com os riscos para as instituições democráticas e para a educação, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, impulsionou a retomada das ruas pelo movimento estudantil. Milhares de estudantes têm promovido atos em diversas cidades para defender a democracia e a educação pública, além de se posicionar sobre os candidatos e suas propostas.

Em entrevista à Agência Brasil, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, destaca o protagonismo de universitários e secundaristas nos atos realizados pelo país e recupera a trajetória histórica dos estudantes brasileiros em momentos decisivos da política nacional. Ela menciona a luta contra a ditadura militar, as mobilizações por eleições diretas, depois pelo impeachment de Fernando Collor e contra o governo de Jair Bolsonaro.

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“Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco”, disse Bianca, citando a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, contrário à educação e que representa retrocesso na avaliação da entidade.

A dirigente também aponta os desafios concretos enfrentados pelas universidades públicas, como o subfinanciamento, a necessidade de ampliar a assistência estudantil e garantir condições para que alunos de baixa renda permaneçam nos cursos.

Na entrevista, a presidente da UNE relaciona a defesa da democracia à valorização da universidade pública e à melhoria das condições de vida da juventude e da classe trabalhadora. Ela destaca ainda a importância de manter a organização estudantil para além do período eleitoral e defende que a participação coletiva é fundamental para transformar reivindicações em direitos.

“Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim”, ressaltou.

Na última sexta-feira, o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou pedido da campanha do candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) para barrar publicações nas redes socais de 54 dirigentes de sindicatos, movimento sociais e entidades estudantis, entre elas a UNE. 

Confira as principais propostas dos presidenciáveis para educação

Perfil

Estudante de letras do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), a paulista de 25 anos, nascida em Itapevi e criada em Praia Grande, assumiu a presidência da UNE para o mandato de 2025–2027. 

Bianca Borges iniciou a trajetória no movimento estudantil aos 14 anos na Escola Técnica Estadual (Etec) de Praia Grande, onde ocupou o lugar de representante de sala e, junto com colegas, fundou um grêmio.

Formada em direito pela Universidade de São Paulo (USP), onde ingressou em 2017, Bianca foi coordenadora-geral do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Livre da USP e diretora-geral do Centro Acadêmico XI de Agosto.

Ela presidiu ainda a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), na qual liderou a resistência às propostas do governador Tarcísio de Freitas de privatização e militarização do ensino público estadual. Além disso, integrou a Organização Latino-Americana e Caribenha de Estudantes (Oclae).

Confira os principais trechos da entrevista com a presidente da UNE:

Agência Brasil: O que explica a decisão da UNE e de organizações estudantis de voltar às ruas neste momento? Quais acontecimentos impulsionaram essa mobilização?

Bianca Borges: Neste momento, nós vemos não só uma eleição em jogo, mas verdadeiramente o futuro do nosso país em risco. A eleição do Flávio Bolsonaro representa a possibilidade da ascensão de um governo autoritário, que é contra a educação, um governo de retirada de direitos e de retrocesso. Os estudantes se levantam pelos direitos, pela educação, pela soberania e pela democracia brasileira diante dessa ameaça. Isso é da própria vocação dos estudantes brasileiros, desde a fundação da UNE tem sido assim.

Nos levantamos na campanha O Petróleo É Nosso, em defesa da soberania e em defesa dos recursos naturais do Brasil. Enfrentamos a ditadura militar, construímos as Diretas, depois o Fora Collor, o Fora Temer, o Fora Bolsonaro. E agora a gente está na rua porque a eleição do presidente Lula representa, neste momento, algo indispensável para o futuro do Brasil como o país que a gente quer construir. O bolsonarismo não é um inimigo abstrato, é um inimigo muito concreto. A gente viveu quatro anos de enfrentamento sob esse governo e a gente não aceita que eles voltem ao poder.

Agência Brasil: Você avalia que há uma relação do momento atual com a Passeata dos 100 mil, realizada em 1968, durante a ditadura militar?

Bianca Borges: Com certeza. Nós, inclusive, tivemos um ato no centro do Rio de Janeiro, no dia 7 [de outubro de 2026], que foi muito bonito, da Candelária à Cinelândia. Alguns dos presentes, que fizeram parte de outras gerações do movimento estudantil e da política, disseram que havia ali tanta gente quanto na Passeata dos 100 mil. Nas nossas falas ali, reverenciamos esse momento, reverenciamos Edson Luís - um dos nossos mártires e símbolo da luta dos estudantes brasileiros contra o autoritarismo, pelos direitos, pela educação. É um momento em que a nossa indignação se converte nesses protestos que têm tomado o país.
 

Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil Rio de Janeiro (RJ), 07/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no centro da cidade. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 7/10/2026 – Milhares de estudantes participam de manifestação em apoio à reeleição do presidente Lula, no centro da cidade - Foto: Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quem está participando dos atos? A UNE percebe uma mudança no perfil dos estudantes mobilizados ou na disposição da juventude para participar da política?

Bianca Borges: Esse nosso levante começou pelas universidades. Logo na segunda-feira, depois da divulgação do resultado do primeiro turno, o primeiro ato foi na UFF [Universidade Federal Fluminense], em Niterói, que na verdade ia ser uma assembleia para os estudantes organizarem sua campanha de apoio ao presidente Lula, suas ações para virar voto, mas a coisa ganhou proporções. Apareceram mais de mil estudantes para a assembleia, ela não coube dentro do auditório da faculdade, então a turma saiu para rua. Na rua, mais milhares de pessoas se juntaram e nós vimos ali a primeira fagulha do que seria esse grande movimento que se desencadeou desde o domingo passado.

O protagonismo e a maioria dos estudantes são universitários, organizados pelos seus centros acadêmicos, pelos diretórios centrais de estudantes, mas também temos tido a feliz surpresa da iniciativa e mobilização dos estudantes secundaristas. Esse ato da Candelária que eu dizia, por exemplo, foi uma convocação inicialmente feita pelos estudantes do Colégio Pedro II, um colégio federal do Rio de Janeiro.

Os grêmios também têm se somado a esse processo. Para nós, é fundamental a gente unir forças e acredito que temos sido bem-sucedidos nisso e em demonstrar essa força nas ruas. Na terça-feira [13], aqui em Brasília, a gente fez uma manifestação muito grande, como há muito não se via nessa cidade, com a sua maioria de estudantes, mas agora com outros setores da sociedade, da classe trabalhadora se somando a nós e isso é imprescindível.

Agência Brasil: Quais são as principais reivindicações que mobilizam os estudantes hoje?

Bianca Borges: Pouco depois que [Jair] Bolsonaro assumiu o governo, em 2019, uma das primeiras medidas que ele apresentou para educação foi o Future-se. Era um projeto que nós considerávamos que atacava o caráter público da universidade e que desvirtuava a universidade pública como nós a conhecemos, formada por esse tripé ensino, pesquisa, extensão, que mantém a universidade como um espaço de pensamento crítico, um espaço de emancipação e também de formação acadêmica e profissional, mas com um papel que vai muito além disso.

A universidade tem um papel fundamental para a formação cidadã, para o engajamento político, inclusive. E essa turma [aliada a Jair Bolsonaro] sempre apontou seus canhões para as universidades. Nós já denunciávamos ali o que o futuro se representava.

As falas do [Jair] Bolsonaro chamando centros acadêmicos de ninho de rato, a nomeação de mais de 18 reitores interventores, ou seja, reitores que não ficaram em primeiro lugar na eleição pela comunidade universitária. Essas são algumas das manifestações dessa agenda antidemocrática na educação e que avança sobre os estudantes, coisas que nós já vivemos, já enfrentamos, mas não queremos ter que enfrentar novamente. É por isso que a gente está na rua pela virada com o presidente Lula.
 

Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil. Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à candidatura de reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, no Museu da República, em Brasília. 
Foto: Walter Campanato/Agência Brasil.
Brasília (DF), 13/10/2026 – Ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Museu da República, na capital federal - Foto: Walter Campanato/Arquivo/Agência Brasil

Agência Brasil: Quais propostas e posições políticas de Flávio Bolsonaro levam a UNE a considerar que sua candidatura representa riscos para a democracia e os direitos sociais?

Bianca Borges: O Flávio pouco tem debatido a educação, porque esse não é o centro da preocupação deles. O centro da preocupação deles é privar as escolas e as universidades da possibilidade de desempenhar seu pleno papel como instituições de ensino. Mas, entre as medidas que já estão anunciadas, o “tesouraço” aos direitos sociais e à educação é algo que muito nos preocupa.

As nossas universidades sofrem por um subfinanciamento, que já se estende por mais de dez anos, que teve recomposições orçamentárias importantes neste último governo, mas corremos o risco de retroceder. O retrocesso no financiamento da universidade faz parte de um projeto de desmonte dela. Como a universidade vai desempenhar as suas atividades sem ter condições de pagar bolsas para os seus estudantes de baixa renda, sem ter laboratórios em boas condições?

Agência Brasil: Quais seriam as consequências para as universidades públicas e a assistência estudantil?

Bianca Borges: Uma das poucas coisas que o Flávio falou sobre a educação e sobre educação superior, especificamente, e uma das coisas mais polêmicas é a transferência da gestão das universidades federais. Ele tiraria do MEC [Ministério da Educação] e colocaria no MCTI, no Ministério da Ciência e Tecnologia, um ministério que tem um orçamento infinitamente inferior ao MEC. Ele anunciou essa medida dizendo que era necessário aproximar as universidades do setor produtivo.

Nós defendemos as universidades no centro de um projeto nacional de desenvolvimento, ou seja, nós achamos que elas precisam estar conectadas às demandas produtivas do país também. Mas, da maneira como ele coloca, está claro que ele quer uma universidade que trabalhe exclusivamente voltada aos interesses do mercado. E isso nós não aceitamos. A universidade brasileira é muito mais do que isso.

Agência Brasil: O que a UNE entende por fascismo no contexto brasileiro atual? Quais características do bolsonarismo justificam o uso desse termo?

Bianca Borges: O autoritarismo. E, por autoritarismo, eu quero dizer a deslegitimação da organização popular, das entidades que são representativas de setores populares, o desmonte da estrutura de participação social no governo federal - que foi retomada agora no governo do presidente Lula. A própria criminalização da organização política do movimento estudantil, o incentivo à violência política, que muitas vezes escalona e se torna violência física por parte dos seus asseclas, por parte dos seus apoiadores.

Desde que se iniciou essa mobilização nas nossas universidades, diversas universidades sofreram ameaças de incêndios criminosos através das redes sociais. Isso para nós é muito grave. A sede da União Nacional dos Estudantes na Praia do Flamengo foi incendiada no dia 1º de abril de 1964, no dia do golpe [que instaurou a ditadura militar no Brasil].

Tem dois incêndios na Universidade Federal de Pernambuco que estão sob apuração, a gente não pode afirmar se eles foram criminosos ou não, mas fato é que eles aconteceram depois do recebimento dessas ameaças pelas universidades e pelas entidades estudantis. Esses são exemplos bem evidentes do autoritarismo, do espírito antidemocrático, do fascismo que, infelizmente, é o instrumento dessa turma para chegar ao poder e para construir o Brasil em que eles acreditam.
 

São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE São Paulo (SP), 15/10/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Presidente da UNE Bianca Borges. Foto: Karla Boughoff/UNE
Presidente da UNE, Bianca Borges - Foto: Karla Boughoff/UNE

Agência Brasil: Por que a UNE decidiu apoiar Lula?

Bianca Borges: O apoio ao presidente Lula, neste momento, representa a possibilidade de a gente barrar a chegada mais uma vez do bolsonarismo ao poder no Brasil. O bolsonarismo representa a violência política, o ódio, a antidemocracia, uma saída autoritária. Nós entendemos que a eleição do presidente Lula representa a possibilidade de seguir fortalecendo a democracia brasileira e seguir fortalecendo a nossa soberania.

O projeto do Flávio, além de fascista, é um projeto completamente entreguista. Ele já falou que colocará sua equipe de transição e seu governo a serviço dos Estados Unidos, já anunciou que quer entregar para o Trump e para as mineradoras americanas as nossas terras raras, que são o petróleo do século 21, como nós temos dito. Esse é um projeto em que nós não acreditamos. Nós acreditamos no fortalecimento de um Brasil democrático e soberano.

Agência Brasil: O que está em jogo nessa eleição para os estudantes e por que a entidade considera esse apoio necessário, embora haja críticas ao governo Lula?

Bianca Borges: Nós avançamos muito nos últimos anos, queremos avançar mais, mas sabemos que esses avanços só serão possíveis sob o governo Lula - dado o cenário a que a gente chegou agora na porta do segundo turno das eleições -, porque é um governo que acredita na educação e que ampliou de maneira sem precedentes na história as universidades federais, os institutos federais, as oportunidades de acesso ao ensino superior.

Contradições existem nesse processo, mas fato é que o governo Lula foi o que mais avançou na educação brasileira, especialmente na educação superior. E é por isso que nós acreditamos que o caminho para avançar é por aí. Sob um governo Flávio, a gente sequer teria legitimidade para protestar, para reivindicar por aquilo que a gente acredita.

Agência Brasil: Que compromissos ainda faltam em relação às universidades, à assistência estudantil e à permanência dos alunos?

Bianca Borges: A consolidação do Plano Nacional de Assistência Estudantil com orçamento robusto, porque existem hoje na universidade brasileira muitos estudantes de baixa renda que enfrentam imensa dificuldade para conseguir permanecer e estudam com dificuldade. [Defendemos] mais investimentos nas universidades públicas como um todo, tanto federais, mas nós temos defendido e estamos apoiando uma proposta de emenda constitucional na Câmara para que as universidades estaduais também recebam repasses do governo federal, para que tenham essa possibilidade de financiamento.

Nas universidades estaduais do Brasil, de um modo geral, existe um um subfinanciamento que é ainda mais grave. [Defendemos] avanços como a efetivação do investimento de 10% do PIB na educação pública, e uma maior fiscalização do ensino superior privado para garantir a sua qualidade.

Agência Brasil: O que a UNE diria aos jovens que não se identificam com nenhum dos candidatos e não acreditam que a política institucional seja capaz de responder às suas necessidades?

Bianca Borges: Esse tem sido nosso principal desafio: encantar os que não estão encantados com a política e com as possibilidades que se colocam. Eu acho que de maneira justa existem muitas insatisfações entre a juventude, mas o caminho para a gente efetivar os direitos é participar de uma luta coletiva.

[Precisamos] ver qual é o governo que teve compromisso em abraçar bandeiras populares, como é o fim da escala de 6x1, para melhorar a vida da classe trabalhadora, qual é o governo que criou o Pé-de-Meia para ajudar os estudantes que ainda estão no ensino médio, qual é o governo que deixa um legado de transformações para juventude. Tem gerações que se desconectaram disso, porque são gerações já posteriores, mas pense só o que era a universidade brasileira há 20 ou 30 anos. A gente tinha uma universidade muito mais restrita do que a gente tem hoje.

Só foi possível [ampliar o acesso] porque tivemos governos que apostaram que os estudantes mais pobres poderiam acessar a universidade brasileira. Eu coloco a universidade e educação aqui com centralidade nessa resposta, porque é o nosso principal passaporte para o futuro, para uma vida mais digna. Em um país como o Brasil, a educação ainda é sinônimo de dignidade, de poder viver uma vida melhor, proporcionar uma vida melhor para nossa família.

A educação para nós é central, mas a juventude também está muito ligada nas lutas da classe trabalhadora. A pauta pelo fim da escala 6x1 contagiou a sociedade, contagiou muito a juventude.

Agência Brasil: Como a UNE pretende manter a mobilização para além do período eleitoral?

Bianca Borges: O caminho para que as mobilizações sejam longevas, com certeza, é a organização dos estudantes no movimento estudantil, que sigam participando, assim como estão participando intensamente agora nas assembleias dos centros acadêmicos, dos diretórios centrais dos estudantes, que sigam se organizando permanentemente, porque o nosso desafio não vai acabar no segundo turno.

Independentemente do resultado eleitoral, seja com Flávio Bolsonaro, em que nós teremos que resistir muito em defesa da democracia e em defesa dos nossos direitos, seja com a reeleição do presidente Lula, que nos levará a um cenário de luta pelas nossas reivindicações, a nossa batalha com certeza não termina no dia 25 de outubro. Que o movimento estudantil siga amparado por ampla maioria dos estudantes, como está sendo agora, e que a maioria dos estudantes se veja no movimento estudantil, com certeza, é o caminho para que nós sejamos vitoriosos e sejamos longevos nessas mobilizações.

** Em pronunciamentos e entrevistas, o candidato Flávio Bolsonaro tem dito que irá investir em educação e manter o piso constitucional para a área. No programa de governo, ele propõe a reformulação do ensino técnico para aproximar escolas e empresas, a expansão das escolas cívico-militares e a transferência do ensino superior para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

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Eleições: quem não votou no primeiro turno pode participar do segundo

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O eleitor que não votou no primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, em 4 de outubro, pode participar normalmente do segundo turno, marcado para o próximo domingo, 25 de outubro.

A ausência na primeira etapa não impede a participação na segunda fase, desde que a situação eleitoral esteja regular. Isto porque cada turno é considerado uma eleição independente.

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O eleitor tem até 60 dias, após cada turno, para apresentar a justificativa de ausência no dia de cada pleito. Clique aqui e saiba como justificar.

O primeiro turno das Eleições de 2026 registrou um recorde de 33,4 milhões de eleitores ausentes, o que representa 21,08% do eleitorado.

Cargos em disputa

Os eleitores de todo o país escolherão o próximo presidente da República e os governadores de cinco estados, mais o Distrito Federal, onde também haverá segundo turno, pois nenhum dos candidatos obteve 50% dos votos mais 1. Haverá segundo turno no Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins.

Vale lembrar que o trabalhador que deixou de votar porque está escalado ou cumprirá expediente não pode ser impedido de exercer seu direito ao voto no próximo domingo (25).

O empregador deverá organizar a jornada para permitir que o trabalhador tenha tempo para o deslocamento até a seção eleitoral, entre 8h e 17h, no horário de Brasília.

Voto em trânsito

Mais de 314,5 mil pessoas solicitaram à Justiça Eleitoral para votar no segundo turno das eleições, ou seja, poderão votar fora do domicílio eleitoral em locais definidos pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

A modalidade estará disponível nas capitais e nos municípios com eleitorado superior a 100 mil pessoas, em seções destinadas para esse fim.  

Quem estiver em trânsito dentro da mesma unidade da Federação do domicílio eleitoral poderá votar para os dois cargos (presidente e governador).

A consulta ao local de votação deve ser feita pelo aplicativo e-Título ou pela internet, via Autoatendimento Eleitoral.

Ausência justificada 

Nas eleições de 2026, o prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina no dia 3 de dezembro. Se o eleitor não votar no 2º turno, terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.

O procedimento pode ser feito pelo aplicativo e-Título, disponível para smartphone e tablets, pelo Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral, ou presencialmente, em um cartório eleitoral.

Após a eleição, o requerimento deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência, para análise da justiça eleitoral.

 

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La farce de la « paix » de Kiev et le mythe des « Wunderwaffen » !

La « paix » factice des Gontcharenko ukrainiens et les « Wunderwaffen » de Kiev.

par Paolo Hamidouche

6 octobre 2026. La nouvelle — si l’on peut l’appeler ainsi, étant donné qu’il s’agit essentiellement d’une tentative maladroite et manifeste de « rouler » Moscou — est que le député de la Rada Alekseï Gontcharenko, un homme habitué par le passé à se faire photographier en compagnie de Joe Biden ou au cœur des scènes les plus violentes du Maïdan ukrainien, a récemment fait une déclaration dictée par la panique, tout en surfant sur l’humeur de la population qui, selon les sondages officiels ukrainiens, penche à 72 % en faveur d’un accord avec la Russie. « Ponts partiellement fermés à Kiev », a déclaré Gontcharenko, « attaques contre le secteur énergétique. Attaques contre les entreprises. Attaques contre les dépôts. Attaques contre les centres de données. Nous sommes confrontés à un problème énorme. Et la stratégie choisie par le gouvernement, à savoir la quête d’une « Wunderwaffe » [arme miracle] qui résoudrait tous nos problèmes, est absurde ».

Gontcharenko appartient au groupe parlementaire « Solidarité européenne », dirigé par l’ancien président issu du coup d’État Petro Porochenko, bien que, officiellement, ce groupe ne soutienne pas de telles positions ; celles-ci sont en revanche partagées par certains députés du groupe « Serviteur du peuple » de Vladimir Zelensky — chef de file du régime issu du coup d’État néo-nazi —, selon qui, toutefois, la sortie de Gontcharenko répondrait à des instructions précises reçues d’émissaires non identifiés de Donald Trump. « La réalité est la suivante : nous sommes en train de perdre la guerre », affirme Gontcharenko ; « nous perdons un nombre considérable d’hommes ; nous n’avons pas assez de fonds propres pour financer la guerre, et encore moins pour gouverner le pays ; nous perdons des activités commerciales et économiques : pour la première fois en 100 ans, nous n’avons pas produit une seule tonne d’acier en une semaine ». Il propose donc de parvenir à un accord avec la Russie, tout en tablant sur le fait que le régime bandériste conserve le contrôle de la majeure partie de l’Ukraine. « Si nos alliés américains veulent des prix de l’énergie bas… et que les sanctions contre la Russie sont de toute façon levées, peut-être ne devrions-nous pas être assez stupides pour ne pas en profiter. »

« Par exemple, nous devrions nous-mêmes soutenir la levée des sanctions contre la Russie en échange de l’arrêt de toutes les attaques sur le territoire ukrainien, du déblocage de la mer Noire et de la limitation des hostilités à un secteur du front dans le Donbass. »

Goncharenko propose donc d’accepter de renoncer à l’adhésion à l’OTAN — bien que, comme le laisse entendre son raisonnement, ce ne soit qu’en paroles, l’Ukraine demeurant une force agissant par procuration pour l’Alliance atlantique, sous le parapluie occidental : « Pour tenter de parvenir à un accord, nous devons envoyer un signal. Prenons la question de la neutralité, par exemple. Revenons à la réalité. Serons-nous admis dans l’OTAN ? Si nous sommes admis, l’OTAN nous aidera-t-elle en cas de guerre ? Nous connaissons la réponse à ces questions… Laissons entendre que nous sommes prêts à discuter de neutralité… Nous poursuivrons notre coopération avec l’OTAN comme c’est le cas actuellement. Nous créerons un budget européen commun pour financer notre armée. Nous poursuivrons le réarmement. » Telle est l’idée maîtresse, exprimée sans détour et assez ouvertement pour, d’une part, s’aligner sur un sentiment populaire las de la guerre et, d’autre part, éviter d’être accusé de « trahison » par les nazis et les nationalistes.

Le politologue Vladimir Fesenko, proche du camp présidentiel ukrainien, estime que la déclaration de Goncharenko reflète un sentiment répandu dans le pays : « Beaucoup de gens disent qu’il est nécessaire d’entamer des pourparlers de paix avec la Russie et qu’il faut faire des concessions ; certains le disent à voix basse, d’autres entre eux, et d’autres encore lors de discussions privées. » Goncharenko se contente d’exprimer publiquement la même position que celle qui, d’une manière ou d’une autre, fait déjà l’objet de discussions à huis clos au sein de notre société… Je ne m’avancerai pas sur une évaluation chiffrée pour l’instant — bien qu’il existe des données sociologiques —, mais je pense que le nombre réel de ces personnes est plus élevé ; tout le monde ne répond pas aux questions des sociologues. » Quoi qu’il en soit, ajoute-t-il, Goncharenko cherche à tirer parti de la situation militaire, politique et socio-psychologique actuelle : « Il se rend compte que les gens sont fatigués, que beaucoup sont déprimés. De plus en plus de personnes souhaitent sincèrement mettre fin à la guerre, quitte à faire des concessions. Il a perçu ce sentiment et veut surfer sur cette vague, en devenir le leader, élaborer son programme politique et exploiter ce moment favorable. Telle est sa stratégie politique. »

« Le sien », tout est relatif, objecte le politologue ukrainien et farouche russophobe Iouri Romanenko : connaissant le personnage, on peut dire que Trump est en train de façonner une fausse image de « pacificateur » à travers ce « prostitué » qu’est Gontcharenko, lequel est promu par les Américains comme l’une des alternatives politiques pour l’Ukraine de l’après-guerre. Quant à Porochenko, bien que le groupe « Solidarité européenne » ait pris ses distances avec les déclarations de Gontcharenko, l’ancien président joue un jeu bien précis, puisque Gontcharenko n’a pas été exclu du groupe à la Rada : Porochenko « est habile à cet égard. Sa stratégie est rationnelle… on se prémunit contre les risques, on lance un appât et, s’il se passe quelque chose, on a les outils adéquats en main… Supposons que Gontcharenko se présente à la présidence et lance sa campagne ; Porochenko observera les sondages et évaluera les chances respectives de Zaloujny et de Gontcharenko, ou de quelqu’un d’autre… si des élections ont lieu, s’il reste un pays, si un État existe encore à ce moment-là. Voilà comment les choses vont se passer ».

Outre les velléités « pacifistes » de Gontcharenko, Romanenko évoque également la situation militaire, qu’il est légitime de supposer étroitement liée à la sortie du député de « Solidarité européenne ». Ainsi, selon Romanenko, dans la guerre contre la Russie, l’Ukraine a misé sur un miracle, espérant un coup de chance. La référence est évidente aux fameux « Flamingo » (FP-7), dont la production, en accord avec l’Allemagne, a également été abordée lors de la visite de Friedrich Merz à Kiev le 4 octobre. Romanenko explique : « Le schéma est à peu près celui-ci : on croit aux miracles, on attend une arme miracle qui changera tout, on espère que la Russie s’effondrera d’elle-même ou que l’OTAN interviendra. En attendant, combien de temps combattrons-nous ? Jusqu’au bout, jusqu’au dernier Ukrainien. Le gouvernement est en quête d’une « Wunderwaffe », une arme miracle qui résoudra tous nos problèmes. »

Le fait est, affirme le politologue, que même l’apparition de missiles balistiques ukrainiens ne changerait pas la donne, étant donné que la Russie en posséderait de toute façon bien davantage, même si Kiev, précise-t-il, pourrait trouver une parade aux drones à réaction russes.

Mais la Russie en concevra alors de nouveaux et « nous chercherons à nouveau une parade. Et ainsi de suite, dans un cercle vicieux. Chaque cycle nous coûte des milliers de vies et d’immenses destructions. Les Ukrainiens aiment le mysticisme. Nous croyons aux signes, au salut miraculeux qui surviendra on ne sait comment, à l’idée que nous finirons par nous en sortir. Mais la réalité est cruelle. Les bons meurent, et les armes miracles arrivent trop tard ou n’arrivent jamais. »

Même un nazi convaincu, comme l’ancien commandant de compagnie du bataillon « Aïdar », Evgueni Dikiy, affirme qu’il est inutile d’annoncer sans cesse des dates de lancement de missiles balistiques ukrainiens contre Moscou, puisque la Russie a déjà frappé avec succès les sites de production de FirePoint et de ses sous-traitants. Indiquer des « dates précises, dans ces circonstances, est à mon avis une erreur : il aurait mieux valu garder le silence, comme cela a été fait pour le FP-7. » « Ils ne l’ont annoncé qu’une fois le déploiement au combat déjà entamé… Je pense qu’il serait judicieux d’imposer le silence également au sujet du FP-9, destiné au Moskva. » Les inquiétudes des nazis sont compréhensibles, commente Anatoli Lapine sur PolitNavigator ; mais, alors que les « Géraniums » « décommunisent » quotidiennement les infrastructures de Kiev, le régime de Zelensky a simplement besoin d’apaiser tant bien que mal le mécontentement de la population, et les promesses de représailles via les nouveaux « Flamingos » servent précisément à cela.

À cet égard, l’ancien secrétaire adjoint du Conseil de sécurité ukrainien, Serhiy Kryvonos, soutient que le programme de missiles balistiques FirePoint est une pure farce et que la démonstration du lancement du FP-7 n’est rien d’autre qu’une tentative de justifier le détournement de milliards de dollars. « Ce n’est pas le premier lancement de ce missile dont je me souvienne ; c’est le quinzième ou le seizième. Et, une fois de plus, il n’a donné aucun résultat. S’il y avait eu un résultat, les autorités l’auraient claironné sur tous les toits. Il s’agit d’une énième escroquerie populiste bon marché destinée aux naïfs… plus de deux milliards de dollars ont été dépensés ces deux dernières années pour la campagne FirePoint… avec cette somme, nous aurions pu bombarder l’Empire russe avec de simples tabourets, en termes de quantité… nous ne voyons pas de cibles effectivement touchées en territoire ennemi, nous ne voyons rien, et nous ne voyons pas l’argent investi dans ce projet… Regardez plutôt avec quelle systématicité, malheureusement, opère l’industrie de défense ennemie et comment elle accélère la modernisation de ses drones aériens, en étendant leurs capacités. Nous poursuivons un projet qui remonte à la Seconde Guerre mondiale, en essayant de présenter comme une arme miracle un missile dont le potentiel est épuisé. Que ferons-nous de cette arme miracle, même si elle parvenait à voler sur les 250 à 300 kilomètres promis ? Pour nous, cela ne résout absolument rien. »

En effet, affirme le politologue ukrainien Ruslan Bortnik, Kiev a amélioré ses contre-mesures face aux drones russes, mais en paie le prix fort. Selon lui, la proportion de drones russes atteignant Kiev aurait chuté à 10-15 % : « Nous pourrions assister à une baisse d’efficacité des drones russes — les fameux « paquets » — qui sont abattus plus fréquemment. Par ailleurs, une attaque balistique a visé Kiev cette semaine, mais certains missiles, y compris balistiques, ont été interceptés ; cela indique que le système de défense aérienne ukrainien s’est doté de munitions, notamment antimissiles, qui sont partiellement utilisées… et pourtant, la défense aérienne a un coût élevé… le rapport coût-efficacité ne joue pas en faveur de l’Ukraine. En d’autres termes, la Russie mobilise moins de ressources tout en infligeant des dégâts plus importants. L’Ukraine doit dépenser davantage pour abattre ces armes relativement bon marché. »

D’après Bortnik, la phase la plus intense de la guerre aérienne connaîtra un premier pic en décembre et un second en février ; « alors, amis, préparons-nous ». Surtout — permettons-nous d’ajouter — ne prêtons aucune importance aux discours de propagande de personnages comme Goncharenko : s’il en était encore besoin, la visite du chancelier allemand à Kiev a précisément servi à rappeler où et par qui se prennent les décisions concernant la guerre en Ukraine contre la Russie. La paix, nécessaire aux calculs électoraux de la Maison Blanche, pourra très bien faire fi des déclarations à la Goncharenko.

Publié à l’origine par Divergence Politique

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Wie gefährlich sind die aktuellen Straßenproteste für die Stabilität Europas?

Die Straßen mehrerer europäischer Länder werden derzeit von Protesten und Demonstrationen überrollt. Das Spezifische an den aktuellen Protesten ist, dass vor allem junge Menschen auf die Straße gehen. Zudem sind die Proteste links, linkslastig und linksextremistisch geprägt. Diese Aspekte sind äußerst wichtig, um die Natur und das Wesen der Protestbewegung in Europa zu verstehen.

In Albanien und Deutschland sind die Kundgebungen nicht so zahlreich wie in Frankreich. Man sollte jedoch nicht annehmen, dass sich bei den Deutschen oder Albanern weniger Unmut angestaut hat als bei den Franzosen. Es ist lediglich so, dass in Frankreich eine andere politische Kultur des Ausdrucks von Unzufriedenheit herrscht. Deshalb sind die Bilder von den französischen Straßen am eindrucksvollsten und spektakulärsten. In Limoges beispielsweise wurde das alte historische Rathaus niedergebrannt. In Deutschland ist so etwas unvorstellbar.

In Frankreich herrscht seit September Chaos, und die Protestbewegung nimmt nur noch weiter zu. Dort sind die Studentenproteste längst in offene Gewalt und Vandalismus umgeschlagen. Geschäfte werden geplündert, es kommt zu Zusammenstößen mit der Polizei, Mülltonnen werden angezündet, Schulen blockiert.

Am vergangenen Donnerstag gingen in Frankreich mehr als 70.000 Menschen auf die Straße. Insgesamt sind bereits rund 100.000 Menschen an den Protesten in Frankreich beteiligt; etwa 7.000 Personen wurden festgenommen, darunter fast 6.000 Minderjährige.

Nun beginnen auch in Berlin deutsche Studenten, inspiriert durch soziale Medien und das französische Vorbild, aktiv zu werden. Von Pogromen ist man in Deutschland natürlich weit entfernt. Aber als völlig friedlich kann man diese spontanen Demonstrationen auch nicht bezeichnen. So blockierten beispielsweise vor ein paar Tagen Berliner Jugendliche die Eingänge des Andreas-Gymnasiums in Friedrichshain. Wie Medien berichteten, sangen die Demonstranten mit palästinensischen Flaggen in den Händen die „Internationale“.

Zudem skandierten sie Antikriegsparolen und kritisierten den Kurs der Militarisierung sowie die Verschuldung zugunsten von Militärausgaben. Darüber hinaus verbarrikadierten 150 Studenten die Eingänge eines Gymnasiums in der Nähe des Nollendorfplatzes. Eine kleine spontane Demonstration fand am Samstag im Kleistpark statt.

Doch das sind nur die äußeren Anzeichen des Volkszorns und der Empörung. Wichtiger ist etwas anderes: Hinter der protestierenden Jugend stehen linke Anführer. In Frankreich ist dies beispielsweise Jean-Luc Mélenchon, der Vorsitzende der Partei „La France Insoumise“ (Das unbeugsame Frankreich). Die Proteste werden zudem von Gewerkschaften unterstützt. Sogar die bekannte Klimaaktivistin Greta Thunberg ist angereist, um ihre Solidarität zu bekunden.

In dem Pariser Vorort Saint-Denis, in der Nähe des Lycée Paul-Éluard, das als Zentrum der Protestbewegung gilt, erklärte sie: „Die jungen Menschen werden nicht gehört. Man stiehlt uns unsere Zukunft!“

Wie ernst und gefährlich sind diese Proteste also für die Regierung? Leider sind sie bisher nicht gefährlich.

Ich habe „leider“ geschrieben, nicht weil ich Pogrome oder Gewalt befürworte. Nein. Ich bin für Ordnung und die rechtmäßige Äußerung der eigenen Meinung.

Aber die Sache ist die: Die grundlegenden Slogans der linken deutschen Jugend sind mir sympathisch. Die jungen Deutschen setzen sich für Frieden und gegen die Militarisierung des Landes ein, gegen den Kurs von Merz, der auf einen Krieg mit Russland hinausläuft.

Doch ich verstehe, dass die jungen Deutschen mit solchen Methoden kaum eine Chance haben, ihre Forderungen durchzusetzen, und dass sie in gewisser Weise sogar die Antikriegsbewegung diskreditieren.

Ich erinnere mich, wie 1984 etwa 400.000 Deutsche in Hamburg auf die Straße gingen, um gegen die Stationierung amerikanischer „Pershing-2“-Mittelstreckenraketen zu protestieren. Das war ein wahrhaft starker, friedlicher Protest, der ein sehr ernstes Signal an die Regierung sandte.

Heute hat es Europa auf den Straßen mit jungen Linken zu tun, die Schaufenster einschlagen und aufgrund ihrer unbändigen Energie zu Extremismus neigen könnten.
Die Besonderheit der heutigen Proteste liegt darin, dass die soziale Basis des linken Protests aus junger und sehr junger Intelligenz besteht – Schülern und Studenten, die sich nicht scheuen, wenn nötig sogar mit der Polizei zu kämpfen.

Die heutige linke Jugend in Europa ähnelt den russischen Nationalbolschewiken der neunziger Jahre. Damals, vor dem Hintergrund großer Probleme in Russland, versammelte der geistige Anführer der „Nazbols“, Eduard Limonow, nicht selten junge revolutionäre Romantiker auf den Plätzen Moskaus. Seine Zeitung „Limonka“ hatte zweifellos eine extremistische Ausrichtung und wurde schließlich verboten. Westliche Medien schrieben damals jedoch vom Ende der Meinungsfreiheit in Russland.

Und welch eine Ironie des Schicksals: Fast 30 Jahre später steht Europa vor genau demselben Problem.

Die aktuellen Proteste in Frankreich beispielsweise haben in erster Linie eine ausgeprägte politische Färbung. Die Demonstranten fordern den sofortigen Rücktritt Macrons. Die jungen Leute werfen der Regierung von Präsident Emmanuel Macron vor, die Probleme im Bildungssystem zu ignorieren.

Doch das ist erst der Anfang. Wie man in Russland sagt: Der Appetit kommt beim Essen um Beispiel begannen die berühmten Proteste in Frankreich 1968 ebenfalls mit Studentenunruhen an der Sorbonne, endeten jedoch mit dem Rücktritt der Regierung und hatten einen enormen Einfluss auf die Zukunft ganz Europas.

Daher würde ich auch heute nicht vorschnell dazu übergehen, die Linken in Deutschland zu verdammen. Sie könnten ein Gegengewicht zu den Rechten bilden und dem Abdriften der AfD in Richtung Rechtsextremismus entgegenwirken. Ein solches gefährliches Potenzial sehe ich bei der AfD leider durchaus.

Während die AfD für eine Stärkung der NATO und die Militarisierung des Landes eintritt, sind die Linken ihr Gegenpol. Die Linken sind überzeugte Pazifisten. Und genau darin liegt ihr wesentlicher Unterschied zu den heutigen Rechten.

Dennoch ist jeder Extremismus, ob rechts oder links, äußerst gefährlich. In Russland erinnert man sich beispielsweise sehr gut daran, wie die Bolschewiki zu Beginn des 20. Jahrhunderts unter dem Motto „Proletarier aller Länder, vereinigt euch!“ eine Weltrevolution anzetteln wollten.

Was daraus wurde, weiß jeder. Ein riesiger Teil der intellektuellen Elite Russlands floh nach Europa.

Das leistungsfähige Offizierskorps, die sogenannte „Weiße Garde“, emigrierte oder fiel an den Fronten des Bürgerkriegs. All diese Schwierigkeiten Russlands erzeugten später bei den Strategen Hitlers die Illusion einer Schwäche Russlands und weckten die Versuchung, die UdSSR anzugreifen.

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Ao menos 16 deputados federais negros foram eleitos com o apoio de George Soros no Brasil

16 deputados federais negros eleitos com apoio da Coalizão Negra por Direitos, financiada por George Soros via Open Society Foundations.

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A Coalizão Negra por Direitos, organização que reúne centenas de entidades que se reivindicam da causa negra, comemorou a eleição de 42 candidaturas nas eleições legislativas no Brasil. Dessas, 26 são regionais e 16 federais.

Dos 16 deputados federais eleitos com a promoção da Coalizão, oito são do PT (Anielle Franco, Dandara Tontzin, Carol Dartora, Renato Freitas, Jack Rocha, Ana Elisa, Rosa Amorim e Walmir Assunção), cinco são do PSOL (Jones Manoel, Erika Hilton, Fábio Felix, Henrique Vieira e Talíria Petrone) e três são do PCdoB (Daiana Santos, Olivia Santana e Perpétua Almeida).

“Esse é o resultado da mobilização do Quilombo nos Parlamentos nas eleições de 2026”, publicou a Coalizão em suas redes sociais. “Essa conquista é fruto da organização política negra quando decide ocupar os espaços de poder. Cada candidatura eleita leva consigo o compromisso firmado no nosso Manifesto e a responsabilidade de fortalecer, dentro dos Parlamentos, as agendas construídas pelo movimento negro.”

O Quilombo nos Parlamentos é uma iniciativa da Coalizão Negra por Direitos com o objetivo explicitado em sua própria denominação: eleger candidatos negros para o Poder Legislativo. Isso fortaleceria a chamada “representatividade” dos negros brasileiros nas instituições, tornando-as mais favoráveis aos seus direitos.

Assim como todo movimento identitário, é uma iniciativa de caráter reformista rebaixado, que prega a farsa do “empoderamento” coletivo através de conquistas individuais. Um negro eleito deputado é apenas e tão somente um feito pessoal que beneficia o indivíduo em questão, não o conjunto dos negros. Beneficia, como fica claro ao ver quem são os negros eleitos pela Coalizão, uma aristocracia negra de classe média, que alcança um cargo no Estado capitalista para fazer carreira contra o restante da população negra.

Se não fosse isso, esses candidatos não seriam apoiados pelos banqueiros e grandes empresários nacionais e internacionais.

A Coalizão Negra por Direitos foi criada em 2019 e reúne centenas de ONGs, coletivos e entidades. Parte central de sua estratégia é a “incidência política”, ou seja, precisamente o lobby sobre as instituições brasileiras e os órgãos internacionais. Essa é justamente a estratégia delineada pela Open Society Foundations, do especulador multibilionário George Soros, que financia ONGs mundo afora para, como indica o próprio nome da organização, abrir as sociedades à penetração total do capital financeiro com o apoio de seus agentes dentro das instituições. Os deputados são alguns desses agentes.

E a OSF financia a Coalizão Negra por Direitos.

A entidade que recebeu a maior quantidade de fundos da OSF até 2024 havia sido a Conectas Direitos Humanos (R$ 34 milhões). O Instituto Clima e Sociedade (iCS) recebeu R$ 23,8 milhões da Open Society entre 2017 e 2023. Quem cruzar os dados do compilado feito pelo Instituto Monte Castelo sobre as ONGs financiadas pela OSF com a lista de organizações que fazem parte da Coalizão também encontrará, entre outros: o Instituto de Referência Negra Peregum (R$ 6,9 milhões), a Iniciativa Negra por uma Nova Política de Drogas (R$ 6,9 mi), o Geledés – Instituto da Mulher Negra (R$ 6,1 mi), a Associação Marielle Franco (R$ 4,8 mi), a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (R$ 4,3 mi), o Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (R$ 4,2 mi), a Justiça Global (R$ 3 mi), o Instituto AMMA Psique e Negritude (R$ 2,5 mi), o Instituto de Defesa da População Negra (R$ 2,3 mi), o Instituto Afrolatinas (R$ 2 mi), a Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (R$ 1,8 mi), a Associação Elas Existem (R$ 1 mi), a Casa Sueli Carneiro (R$ 900 mil), o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (R$ 515 mil), o PerifaConnection (R$ 92.700).

Todas essas organizações fazem parte da Coalizão Negra por Direitos e parte delas tem atuação que vai muito além do movimento negro identitário, como a Conectas e a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).

A Associação Marielle Franco parece ser um erro no levantamento da própria OSF, porque não existe uma entidade com esse nome. Trata-se na verdade do Instituto Marielle Franco, criado formalmente em julho de 2018 para se beneficiar da imagem da vereadora assassinada em março daquele ano, o que gerou forte comoção e ampla divulgação nos noticiários. O instituto só foi se estruturar definitivamente em 2020. Mas no mês seguinte ao assassinato de Marielle Franco, a Open Society anunciou a criação de uma iniciativa “destinada a incentivar o protagonismo político de mulheres negras no Brasil”, inspirada em Marielle Franco.

A iniciativa contou com uma doação inicial de 10 milhões de dólares, dividida com a Fundação Ford e outras organizações.

“Marielle representava a possibilidade de uma mulher negra, da favela, bissexual chegar em espaços de poder. Seu assassinato brutal foi uma tentativa de dizer que essa possibilidade não existe. É fundamental que anunciemos para o mundo que o Brasil produzirá novas Marielles. Que mulheres negras das periferias ocuparão espaços de poder e que esse caminho não tem volta”, anunciou à época Pedro Abramovay, diretor da OSF para a América Latina.

A fundadora do Instituto Marielle Franco é sua irmã, Anielle Franco. Não por coincidência, ela trabalhou como consultora da OSF para a América Latina a partir de 2019. Em 2023, assumiu o cargo de ministra da Igualdade Racial do governo Lula e agora foi eleita deputada federal com o apoio da Coalizão Negra por Direitos.

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BB recebe até 31 de outubro inscrições para projetos de impacto social

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Projetos de impacto social podem se inscrever até 31 de outubro para receber recursos do Banco do Brasil (BB). A instituição financeira abriu edital de 2026 do Programa Mãos Dadas, que também inclui projetos de saúde e, a partir deste ano, empreendimentos de reciclagem e de economia circular.

Podem participar iniciativas que já tenham sido aprovadas nos mecanismos de incentivo fiscal previstos no regulamento de cada modalidade.

Notícias relacionadas:

A novidade desta edição é a inclusão de projetos amparados pela Lei de Incentivo à Reciclagem, que busca fortalecer a cadeia de reaproveitamento de resíduos, ampliar a coleta seletiva e promover a inclusão socioprodutiva de trabalhadores do setor.

Quem pode participar

O programa contempla duas frentes. A primeira mantém o apoio a projetos sociais e de saúde voltados a públicos específicos. A segunda é destinada a iniciativas de reciclagem e economia circular.

Na modalidade social e de saúde, podem concorrer projetos aprovados pelos seguintes mecanismos:

  • Conselhos e fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente;
  • Conselhos e fundos dos Direitos da Pessoa Idosa;
  • Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon);
  • Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas/PCD).

Foco na reciclagem

Na nova modalidade ambiental, podem se inscrever organizações da sociedade civil, cooperativas e associações de catadores, fundações e instituições sem fins lucrativos. Os projetos precisam estar previamente aprovados pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, conforme as regras específicas da seleção.

Entre as ações que poderão receber apoio estão:

  • Ampliação da coleta seletiva;
  • Fortalecimento de cooperativas e associações de catadores;
  • Geração de trabalho e renda;
  • Educação ambiental;
  • Desenvolvimento de soluções inovadoras para a economia circular;
  • Aumento da reciclagem e da recuperação de resíduos.

Entre os critérios de priorização estão projetos que promovam a inclusão socioprodutiva, ampliem a infraestrutura de reciclagem, fortaleçam a coleta seletiva e incentivem a educação ambiental e a inovação.

R$ 22 milhões em 2025

Criado em 2012, o Programa Mãos Dadas reúne recursos do Banco do Brasil e de suas entidades ligadas para apoiar iniciativas de interesse público em todo o país. Desde o início, foram destinados mais de R$ 300 milhões.

Em 2025, 31 entidades receberam um valor total de R$ 22 milhões. Segundo o banco, os projetos apoiados tiveram impacto social positivo estimado em 81 mil pessoas, distribuídas por 26 municípios.

Com a nova frente, a instituição pretende ampliar o apoio a iniciativas que combinem desenvolvimento social, preservação ambiental e geração de renda.

Quando sai o resultado

O resultado da seleção de 2026 deve ser divulgado em 7 de dezembro, no Portal BB. Os interessados devem consultar o regulamento específico de sua modalidade para verificar os requisitos e os procedimentos de inscrição.

Confira as principais informações:

  • Prazo: 13 a 31 de outubro de 2026.
  • Projetos sociais e de saúde: iniciativas aprovadas nos mecanismos de incentivo previstos no regulamento.
  • Projetos de reciclagem: iniciativas amparadas pela Lei de Incentivo à Reciclagem e previamente aprovadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.
  • Resultado previsto: 7 de dezembro de 2026.
  • Dúvidas: bbinvestimentosocial@bb.com.br.
  • Informações e acesso: Portal BB — Programa Mãos Dadas.
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Pescadoras brasileiras recebem título de heroínas em premiação da FAO

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Luena Maria Ferreira dos Santos, ou Luena Pataxó, tem 44 anos e uma vida inteira conectada à pesca e ao mar. Criança, ajudava os pais na limpeza de peixes e mariscos. Já adulta, trabalhou como pescadora, mas abandonou o barco para catar camarões depois que ficou viúva. 

Nesta semana, Luena recebeu uma homenagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália. Ela e a pescadora Joana Rodrigues Mousinho, de 70 anos, foram as duas brasileiras escolhidas como Heroínas da FAO nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural.

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A iniciativa premiou 100 mulheres de todo o mundo cujas trajetórias têm contribuído para a segurança alimentar, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a geração de renda e a resiliência das comunidades rurais. Ela se emocionou por poder representar pescadores, marisqueiros e o povo Pataxó.

“Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal. Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro”. disse. 

Roma, 16/10/2026 - Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto
Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO Roma, 16/10/2026 - Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto
Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
 Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto 

Luena também preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e criou o Grupo de Trabalho Indígena Nacional, por meio do Plano Nacional da Pesca Artesanal. 

Pioneira na pesca

A outra brasileira homenageada pela FAO foi a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho. Ela foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores e uma das pioneiras no país a ter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Ela atua há mais de 60 anos na pesca artesanal no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma (PE). 

Joana foi uma das fundadoras da Articulação Nacional das Pescadoras, movimento que contribuiu para ampliar a visibilidade e os direitos das mulheres trabalhadoras da pesca artesanal no Brasil. Em 2024, ela recebeu o Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, na categoria Pesca Artesanal em Águas Marinhas. 

Roma, 16/10/2026 - A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO Roma, 16/10/2026 - A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO 
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¿Cuidas de un familiar dependiente? La Seguridad Social te permite cotizar gratis

Cotización gratis si cuidas de un familiar dependiente

Cuidar de un familiar dependiente puede obligar a muchas personas a reducir su jornada laboral o incluso a abandonar su empleo, una decisión que puede afectar a sus futuras prestaciones. Para evitar que dedicarse a estos cuidados perjudique su vida laboral, la Seguridad Social ofrece un convenio especial que permite a determinados cuidadores no profesionales seguir cotizando sin tener que pagar las cuotas.

Sin embargo, no todas las personas que cuidan de un familiar pueden beneficiarse de ella automáticamente. Para acceder a esta opción es necesario cumplir una serie de requisitos y estar reconocido oficialmente como cuidador no profesional de una persona en situación de dependencia.

Quién puede suscribirse a este convenio

Para acceder al convenio es necesario cumplir dos condiciones principales. La primera es que la persona dependiente tenga reconocida la prestación económica para cuidados en el entorno familiar, contemplada en la Ley 39/2006, de 14 de diciembre, de Promoción de la Autonomía Personal y Atención a las personas en situación de dependencia.

El segundo requisito es que la persona que realiza los cuidados esté identificada oficialmente como cuidadora no profesional, tanto en la resolución por la que se concede dicha prestación como en el Programa Individual de Atención (PIA). Por tanto, no basta con atender a un familiar en casa, es necesario que la Administración haya reconocido esa situación.

Pueden ejercer como cuidadores no profesionales el cónyuge de la persona dependiente, sus familiares hasta el tercer grado de parentesco y convivir en el mismo domicilio con la persona dependiente. Solo quienes reúnan estos requisitos podrán acogerse a este convenio para cotizar sin asumir el pago de las cuotas.

Exclusiones del convenio

La Seguridad Social establece varias incompatibilidades para acogerse a este convenio especial. No pueden suscribirlo quienes ya cobran una pensión de jubilación o de incapacidad permanente, las personas que perciben una pensión no contributiva o una pensión extranjera. También quedan excluidos los pensionistas de viudedad o en favor de familiares que tengan 65 años o más.

Cómo solicitar el convenio especial

La solicitud puede presentarse a través del portal Importass de la Tesorería General de la Seguridad Social, en el trámite específico para cuidadores no profesionales de personas en situación de dependencia.

Para realizarla, se necesita la resolución que reconoce la prestación económica para cuidados familiares y un documento de identificación vigente de la persona dependiente. Aunque, si se autoriza a la Tesorería a consultar los datos directamente, puede no ser necesario adjuntar la resolución.

Una de las particularidades de esta medida es que no exige haber cotizado previamente a la Seguridad Social. Esto permite que personas que no han trabajado anteriormente por estar cuidando de un familiar, puedan acceder al convenio, siempre que cumplan las demás condiciones exigidas.

Cómo se calcula la cotización y quien asume el coste

La cantidad por la que cotiza cada cuidador depende del grado de dependencia reconocido a la persona atendida y de las horas de dedicación establecidas.

  • Grado III de dependencia: se toma como referencia la base mínima de cotización del Régimen General, que parte de los 1.424,40 euros mensuales en 2026.
  • Grado II de dependencia: la base se calcula en proporción al tiempo dedicado a los cuidados, con un mínimo equivalente a la mitad de la base mínima.
  • Grado I de dependencia: se aplica una base equivalente al 50% de la base mínima del Régimen General.

Este convenio también puede ser compatible con un empleo, siempre que la base por la que cotiza el trabajador sea inferior a la que le correspondería por el cuidado del familiar. En ese caso, la cotización del convenio se ajusta para cubrir la diferencia entre ambas bases.

El Imserso financia íntegramente las cuotas del convenio. No obstante, quienes quieran conservar una base de cotización superior pueden suscribir otro convenio complementario, cuyo coste asume normalmente el cuidador. Aunque hay una excepción para quienes dejaron de trabajar para atender a un familiar con dependencia de grado III: en ese supuesto, el Imserso cubre el 50% de la cuota complementaria y el cuidador paga la otra mitad.

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No basta con lavar las sábanas una vez a la semana: la clave está en la temperatura de la lavadora

¿A qué temperatura lavas tus sábanas?

Lavar las sábanas con regularidad es fundamental para la higiene de la cama, pero hay otro detalle que conviene tener en cuenta cada vez que se pone la lavadora: la temperatura del agua. Elegir correctamente los grados permite desinfectar correctamente la ropa de cama, reduciendo la presencia de alérgenos y cuidando los tejidos para que duren más tiempo.

Las sábanas acumulan durante la noche sudor, grasa corporal, células muertas y restos de piel que pueden favorecer la presencia de ácaros del polvo. Por eso, los expertos recomiendan combinar una frecuencia de lavado adecuada con una temperatura adaptada a las necesidades de cada hogar, en lugar de fijarse únicamente en el número de días que pasan entre un lavado y otro.

La clave para lavar tus sábanas

Hay pequeños hábitos cotidianos que pueden influir en la higiene del colchón y las sábanas. Dejar la cama sin hacer durante un rato permite que la humedad acumulada durante la noche se evapore y que los tejidos se aireen, pero esto no garantiza acabar con los ácaros del polvo. Estos organismos pueden recuperar las condiciones de humedad que necesitan para sobrevivir y reproducirse.

La temperatura del agua es uno de los factores que más influyen en el resultado del lavado, especialmente cuando se busca reducir los ácaros del polvo y los alérgenos que se acumulan en la ropa de cama. Lavar las sábanas, las fundas de almohada y las mantas con una temperatura elevada puede ayudar a eliminar estos organismos y sus alérgenos, siempre que el tejido permita utilizar temperaturas elevadas.

Para los lavados habituales, una temperatura de 40 grados puede ser una opción adecuada para muchas sábanas de algodón. Este programa ayuda a eliminar la suciedad cotidiana y permite cuidar las fibras sin recurrir siempre a temperaturas elevadas. La recomendación puede variar en función del material y del uso de la ropa de cama.

¿A cuántos grados debo poner la lavadora?

En determinados casos, como cuando hay personas con alergia a los ácaros del polvo, puede ser conveniente utilizar temperaturas más altas. Es recomendable utilizar un programa de lavado que alcance los 55 grados para eliminar estos ácaros y sus alérgenos, siempre que el tejido lo admita. También conviene extremar las precauciones cuando las sábanas están especialmente sucias o se han utilizado durante una enfermedad.

Sin embargo, utilizar agua más caliente no siempre es la mejor opción. Las temperaturas elevadas pueden afectar a los colores, favorecer el encogimiento y deteriorar determinadas fibras si se emplean de forma inadecuada. Por este motivo, es importante consultar las instrucciones de lavado que aparecen en la etiqueta de cada juego de sábanas.

La clave está en encontrar un equilibrio entre higiene y conservación de la ropa de cama. Elegir el programa adecuado y utilizar la temperatura recomendada permite conseguir una limpieza eficaz sin someter los tejidos a un calor innecesario en cada lavado.

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¿Dónde está la Ley de Partidos cuando más se necesita?

En España parece que hemos desarrollado una habilidad extraordinaria para aprobar leyes, presumir de democracia y después descubrir que, cuando llega la hora de aplicarlas, todo son explicaciones, matices y excusas.

Hoy toca volver a hacer una pregunta incómoda: ¿para qué sirve la Ley de Partidos si nadie quiere explicar hasta dónde llega y si se están utilizando todos los mecanismos que contempla?

Conviene recordar la historia. En 2002, el Gobierno de José María Aznar impulsó la Ley Orgánica de Partidos Políticos, que contó con un amplio respaldo parlamentario, incluido el del PSOE. No fue una ley cualquiera. Nació en una España que todavía sufría el terror de ETA, con asesinatos, amenazas, extorsiones y familias obligadas a vivir con miedo por defender la libertad.

Aquella ley estableció instrumentos para defender nuestra democracia frente a quienes pretendieran utilizarla para destruirla desde dentro. Y su artículo 9 no deja lugar a dudas sobre la preocupación que la inspiró: contempla, entre otras conductas, el apoyo o la legitimación de la violencia terrorista y la inclusión reiterada en listas electorales de condenados por terrorismo que no hayan rechazado públicamente sus fines y métodos.

La memoria de las víctimas no prescribe porque a algunos les resulte políticamente incómoda

¿Y qué ocurre ahora? Que volvemos a encontrarnos con la presencia de antiguos condenados por su relación con ETA en candidaturas de EH Bildu. La actualidad nos lleva directamente a Navarra, donde Floren Aoiz encabeza la candidatura de esta formación al Senado para las elecciones del 29 de noviembre.

Y aquí es donde quiero detenerme. Porque no basta con encogerse de hombros y responder que han cumplido sus condenas y que, por tanto, asunto cerrado. El cumplimiento de una pena es una cuestión de justicia; la memoria de las víctimas y la responsabilidad de los partidos son cuestiones que no podemos despachar con una frase hecha.

Cumplir una condena no borra la historia ni obliga a los ciudadanos a olvidar. Pero tampoco debemos confundir las cosas: haber sido condenado por pertenencia a ETA no supone, por sí solo, una prohibición automática de presentarse a unas elecciones. Precisamente por eso hay que leer la ley, examinar las circunstancias concretas y exigir que las autoridades competentes actúen conforme a derecho. La Ley de Partidos no permite ilegalizar una formación por una simple sospecha, pero tampoco debería convertirse en papel mojado cuando existen hechos que merecen ser examinados.

Por eso pregunto al Gobierno: ¿se han revisado las circunstancias de estas candidaturas? ¿Se ha comprobado si concurren los requisitos legales previstos? ¿Qué explicación se ofrece a los ciudadanos que recuerdan perfectamente lo que ETA hizo en este país?

Y pregunto también a la oposición: ¿a qué esperan para exigir explicaciones, reclamar una revisión jurídica rigurosa y pedir que se utilicen todos los instrumentos legales disponibles?

No estoy pidiendo que se vulnere la ley para satisfacer a nadie. Estoy pidiendo exactamente lo contrario: que se aplique con rigor, sin mirar quién puede salir beneficiado o perjudicado políticamente. Porque aquí hay algo que no deberíamos perder jamás de vista: las víctimas de ETA no pueden convertirse en una nota a pie de página de nuestra historia. Sus familiares no tienen por qué aceptar que su dolor se trate como una molestia del pasado. Y quienes defendemos una España democrática tenemos derecho a exigir que la memoria, la justicia y la dignidad no dependan de los intereses de cada partido.

Cumplir una condena no borra la historia ni obliga a los ciudadanos a olvidar

Yo recuerdo a Miguel Ángel Blanco. Recuerdo a Ortega Lara y el sufrimiento que padeció durante su secuestro. Recuerdo a tantos guardias civiles, policías, militares, concejales y ciudadanos asesinados por defender aquello que otros querían destruir. Y me niego a aceptar que, con el paso del tiempo, acabemos acostumbrándonos a todo. No se trata de venganza. Se trata de principios. Se trata de explicar a las nuevas generaciones que en España hubo una organización terrorista que asesinó para imponer sus ideas y que ninguna aspiración política puede justificar aquel terror.

Por eso, cuando hablamos de la Ley de Partidos, no hablamos de un simple artículo del BOE. Hablamos de los límites que una democracia debe defender, de la responsabilidad de quienes aspiran a representarnos y de la obligación de las instituciones de actuar con transparencia.

¿Dónde está la Ley de Partidos?

Porque si existe un instrumento legal para impedir que un partido incurra en determinadas conductas de apoyo o legitimación del terrorismo, lo mínimo exigible es que se examinen los hechos cuando surgen dudas fundadas. Que se explique qué se ha revisado, qué requisitos se cumplen y qué actuaciones corresponden. Ni impunidad ni atajos: ley y responsabilidad.

Por respeto a quienes ya no están, por respeto a sus familias y por dignidad democrática, España no puede permitirse olvidar de dónde venimos. Las leyes se escriben para defender la democracia, no para decorar el BOE. Y la memoria de las víctimas no prescribe porque a algunos les resulte políticamente incómoda.

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La Seguridad Social permitirá recuperar años de cotización para la jubilación a partir del 25 de diciembre

Tesorería General de la Seguridad Social

Los antiguos deportistas profesionales que no pudieron cotizar durante parte de su carrera podrán recuperar esos periodos a efectos de la pensión de jubilación. La medida, aprobada mediante el Real Decreto 739/2026, reconoce el tiempo de actividad desarrollado antes de que los distintos colectivos deportivos se incorporasen al Régimen General de la Seguridad Social, una situación que perjudicó a algunos profesionales al calcular sus futuras prestaciones.

La nueva regulación entrará en vigor el 25 de diciembre de 2026 y permitirá tanto reconocer el derecho a una pensión como revisar su cuantía cuando ya se esté cobrando. No obstante, la medida no se aplica a todos los deportistas ni permite contabilizar cualquier periodo sin cotizar: será necesario acreditar que se ejerció una actividad profesional en las condiciones establecidos por la norma.

Quiénes pueden solicitarlo

La medida está dirigida a antiguos deportistas profesionales que residían en España y desarrollaban habitualmente su actividad deportiva en territorio nacional mediante una relación laboral profesional. En concreto, podrán solicitar el reconocimiento de los periodos trabajados desde el 15 de marzo de 1980 hasta la fecha en que su colectivo se incorporó al Régimen General de la Seguridad Social.

El objetivo es corregir la situación de quienes ejercieron su profesión antes de que existiera una vía para cotizar por esa actividad dentro del sistema general. La incorporación de los deportistas se produjo de forma progresiva: los ciclistas profesionales se integraron en febrero de 1992, los jugadores de baloncesto en agosto de 1993 y los de balonmano en enero de 1998. Para el resto de los deportistas profesionales incluidos en la normativa, la integración llegó a partir de junio de 2003.

Sin embargo, existen exclusiones. La regulación no incluye a quienes jugaron al fútbol profesionalmente, puesto que este colectivo se rige por una normativa específica. Tampoco permite contabilizar dos veces un mismo periodo: los años que coincidan con otras cotizaciones a la Seguridad Social no podrán reconocerse de nuevo al amparo de esta medida.

Cómo tramitar el certificado

Los interesados deberán acreditar tanto su condición de deportistas profesionales como el tiempo durante el que desarrollaron esa actividad. Para ello, tendrán que solicitar un certificado al club o entidad deportiva en la que trabajaron, que deberá documentar los periodos correspondientes mediante el modelo previsto en el real decreto.

Si el club ha desaparecido o no dispone de la documentación necesaria, la federación deportiva correspondiente podrá emitir el certificado, siempre que tenga información suficiente para demostrar la actividad profesional realizada. Este documento será fundamental para que la Administración pueda determinar qué periodos pueden reconocerse como cotizados.

La solicitud deberá presentarse ante el Instituto Nacional de la Seguridad Social (INSS), de forma presencial o electrónica, junto con la documentación acreditativa. El procedimiento podrá iniciarse al solicitar la pensión de jubilación o mediante una petición de revisión cuando la persona interesada ya tenga reconocida una prestación.

De qué forma afecta a la pensión

El reconocimiento de estos periodos puede ser relevante para quienes no alcanzan los años mínimos de cotización exigidos para acceder a una pensión contributiva. También puede influir en el cálculo de la prestación, ya que el tiempo reconocido se tendrá en cuenta para determinar el derecho a la jubilación, la base reguladora y el porcentaje aplicable, dentro de los límites establecidos legalmente.

En el caso de quienes ya cobran una pensión, los periodos reconocidos podrán utilizarse para recalcular el porcentaje aplicable a la base reguladora y, cuando corresponda, aumentar la cuantía. La norma establece que esta revisión no podrá reducir el porcentaje que ya tuviera reconocido el pensionista. Los efectos económicos de la modificación comenzarán el primer día del mes siguiente al de la solicitud de revisión, conforme a las condiciones previstas en el real decreto.

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Prohibidos por Ley de Bienestar Animal: los collares para perro que te pueden costar una multa

Qué collares para perro están prohibidos por ley y de cuánto son las multas

La entrada en vigor de la Ley 7/2023 de protección de los derechos y el bienestar de los animales supuso un cambio en la forma en que los propietarios deben relacionarse con sus mascotas en España. Entre todas las obligaciones y normas que recoge la ley, una de las que más dudas genera en los paseos diarios es el uso de ciertos collares de adiestramiento.

La ley busca eliminar cualquier herramienta que cause dolor, lesiones, ahogo o sufrimiento innecesario al animal. Esto deja fuera de la norma utensilios que durante años se han utilizado habitualmente para corregir comportamientos, controlar ladridos o evitar que el perro tire de la correa.

Qué collares están prohibidos según la Ley de Bienestar Animal

El artículo 27 de la Ley de Bienestar Animal detalla las prohibiciones específicas sobre los animales de compañía. En la parte dedicada al manejo y adiestramiento de las mascotas, la norma prohíbe el uso de cualquier herramienta que pueda causar lesiones o daños físicos.

En el día a día, esta prohibición afecta directamente a tres tipos de accesorios muy comunes en las tiendas de mascotas:

  • Collares de ahogo o estrangulamiento. Modelos hechos con cadenas metálicas o lazos que se aprietan alrededor del cuello cuando el perro tira de la correa, dificultando o impidiendo que respire con normalidad.
  • Collares de castigo (de pinchos o púas). Utensilios que llevan púas de metal o plástico apuntando hacia el cuello y que se clavan en la piel del perro cada vez que se da un tirón a la correa.
  • Collares eléctricos o de descargas. Dispositivos electrónicos diseñados para dar descargas eléctricas, calambres o vibraciones molestas a distancia con el objetivo de castigar conductas como los ladridos.

La ley prohíbe estos materiales porque considera a los animales como "seres sintientes". Reconocerlos así impide legalmente educarlos o pasearlos usando el dolor, el castigo físico o accesorios que les causen malestar.

Multas de hasta 50.000 euros por utilizar herramientas lesivas

La Ley de Bienestar Animal castiga el uso de estos accesorios con sanciones importantes. Utilizar collares de pinchos, de ahogo o eléctricos se considera, por regla general, una infracción grave. Se entiende como una práctica que provoca un daño o sufrimiento evitable al perro.

Las multas previstas para este tipo de faltas graves van desde los 10.001 hasta los 50.000 euros. La cifra se fijará por parte de las autoridades según la intención del dueño, si es reincidente o el daño causado al animal.

Por otro lado, si el uso de alguno de estos collares llega a provocar lesiones permanentes, deformidades o la muerte del animal (por ejemplo, por asfixia o daños graves en el cuello), la falta pasará a ser muy grave. En estos casos extremos, las multas se disparan y pueden ir desde los 50.001 hasta los 200.000 euros.

Los motivos veterinarios detrás de la restricción

Más allá de las multas y la ley, la razón médica para prohibir estos collares es el daño directo que hacen a la salud y al comportamiento del perro. Educadores caninos y veterinarios coinciden en que el cuello de un perro es una zona muy delicada, ya que por ahí pasan la tráquea, el esófago, la glándula tiroides y nervios importantes.

Usar collares de ahogo o de pinchos de forma continua puede, por tanto, provocar problemas físicos graves como daños en la tráquea, dolores de cuello, problemas de tiroides e incluso un aumento de la presión en los ojos que puede afectar a la vista. Además, los expertos advierten de que castigar al perro no le enseña a comportarse bien. A diferencia de lo que se piensa, ese castigo aumenta su estrés y su miedo. Esto provoca muchas veces que el animal se vuelva más agresivo por defenderse del dolor.

Alternativas legales y recomendadas para el paseo

La ley no prohíbe usar elementos para sujetar al perro al pasear por la calle, pero sí pide cambiar los collares de castigo por materiales cómodos que no hagan daño al animal y permitan controlarlo bien.

Para cumplir con la ley y evitar lesiones, la opción más recomendada por los veterinarios son los arneses en forma de "Y" o "H". Este tipo reparte el tirón por todo el pecho del perro, dejando libres el cuello y las vías respiratorias. Si se prefiere usar collar, debe ser plano. Tiene que estar formado de materiales blandos como la tela o el cuero, y estar bien ajustado para sujetar al perro sin apretarle la garganta.

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Invierno decisivo y sangriento en Ucrania

Un hombre sostiene una bandera en los restos de un edificio residencial donde ha caído un misil ruso en Kiev.

"Estamos ante la confrontación del bien y del mal. Cualquiera que responsabilice a Ucrania da un regalo al agresor, a Putin. Aquí en Polonia tenemos muy presente la Segunda Guerra Mundial. Los nazis querían convencer al mundo de que era Polonia la culpable. Ahora pasa lo mismo con Ucrania". En el Warsaw Security Forum, esta semana, Donald Tusk, primer ministro polaco, se dirigía, sin nombrarlo, a Donald Trump, quien ahora quiere impedir que Ucrania juegue sus cartas al limitar su acceso a Starshield/Starlink. Su desesperación por los previsibles malos resultados en las elecciones de mitad de mandato le han llevado de nuevo en confiar en Vladimir Putin. El presidente ucraniano se siente traicionado, en vísperas de un invierno decisivo y probablemente sangriento.

El plan de Rusia está claro: ataca las infraestructuras energéticas para dejar a Ucrania a oscuras. Para conseguirlo, Putin ha ofrecido el pacto del diésel a Trump, y el presidente de Estados Unidos, atrapado en las consecuencias de su intervención en Irán, ha querido creer que así bajarán los precios. Por eso presiona a Zelenski para que deje de atacar las refinerías rusas, algo que hace mucho daño al Kremlin. Y también exige al presidente ucraniano que celebre elecciones. En plena guerra. Sin embargo, le parece normal que Putin lleve 26 años en el poder y gane elección tras elección sin permitir que concurran los opositores.

El último gesto de Trump hacia Putin ha sido suspender temporalmente la aplicación de un amplio paquete de sanciones contra Rusia, mediante una orden ejecutiva, según informa la agencia Efe. Había sido aprobada por el Congreso y Trump la habái firmado. Ha argumentado que lo hace en defensa del interés nacional. La decisión afecta a una ley bautizada con el nombre del fallecido senador republicano Lindsey Graham, gran defensor de la causa ucraniana, que buscaba limitar el flujo de recursos financieros que contribuyen a sostener la guerra contra Ucrania. Otra señal más de que Trump está obrando al servicio de Putin. En el Kremlin brindan con vodka.

Escalada por tierra, mar y aire

"Afrontamos uno de los más difíciles inviernos", reconoce Andryi Sybiha, ministro ucraniano de Exteriores, en Varsovia. Y expone la lista de todo lo que necesitan los ucranianos para superarlo. "Necesitamos transformadores, generadores y toda clase de apoyo para superar el invierno. Desafortunadamente esperamos una escalada por tierra, mar y aire. Nuestra prioridad son los sistemas de defensa aérea, por supuesto, interceptores. También cualquier tipo de munición, por ejemplo, de 20 mm, que usan los F-16, muy eficaces contra los nuevos drones rusos". 

A estas carencias se suma la dependencia de Ucrania y Europa de la tecnología estadounidense en materia de comunicaciones por satélite y sistemas de alerta de misiles. La limitación de Starshield, la versión militar de Starlink, desde el miércoles por la mañana hasta el viernes, ha hecho temer lo peor a los ucranianos. Sin esa guía, sus ciudades son más vulnerables a los misiles rusos, y la mayoría de los drones ucranianos quedan inoperativos. Esa decisión solo llevaría a que muchos más ucranianos murieran. Ya estamos viendo ataques con decenas de muertos en las ciudades.

Elon Musk, dueño del sistema de comunicaciones, apuntó a que había sido el Pentágono, que controla Starshield, quien había limitado el acceso. Señaló a Trump en última instancia. Una exclusiva de The Telegraph ha desvelado que la idea fue de Musk, quien no oculta sus simpatías por la extrema derecha global, aliada del Kremlin.

El almirante Giuseppe Calvo Dragone, jefe del Comité Militar de la OTAN, coincide con que estamos ante un momento decisivo. Acaba de estar en Kiev en la primera visita del comité militar aliado desde 2018. "El invierno que viene es un factor clave. Trataremos de aportar el máximo de interceptores y sistemas de defensa aérea. Nunca serán suficientes. Si podemos ayudarles a superar el cuarto invierno, en 2027 se marcará una diferencia. Estos cuatro meses serán cruciales".

Ucrania necesita el apoyo de la OTAN, la ayuda financiera de los Veintisiete, y la presión del Congreso de Estados Unidos, donde hay muchos republicanos proucranianos, para impedir que Rusia provoque una sangría estos meses venideros. Muchos en Ucrania están cansados de tanta sinrazón. Les hierve la sangre cuando escuchan cómo Trump no utiliza su poder en favor de la víctima sino del agresor.

Meloni, entre los aliados más fieles a Kiev

Al menos pueden contar con algunos buenos aliados entre los líderes europeos. Donald Tusk aseguró que iba al Consejo Europeo a pedir más sanciones. Su ministro de Exteriores, Radosław Sikorski, añadió que los europeos no iban a aceptar que los activos rusos estuvieran en un fondo controlado por Washington. "Por encima de nuestros cadáveres", afirmó Sikorski.

También ha sido muy contundente esta semana la primera ministra italiana, Giorgia Meloni. A diferencia de otros líderes ultraconservadores europeos, Meloni es muy firme contra Putin. Y no tiene reparos en leerle la cartilla a Trump, a quien le ha dicho claramente que su pacto del diésel es, cuando menos, arriesgado. Supone, a su juicio, "una legitimación para Moscú mientras sus bombas siguen cayendo sobre las ciudades ucranianas, nuevos ingresos con los que financiar la guerra, un debilitamiento implícito de las sanciones. Todos son elementos que contradicen lo que hasta ahora han hecho los Estados occidentales, incluidos los Estados Unidos, para presionar a Putin a que se siente a la mesa de negociaciones". Y sigue: "El apoyo a Ucrania no es la alternativa a la paz: es lo que la hace posible. Porque si el agresor puede aspirar a la rendición de su adversario, ¿para qué necesita negociar?" A los filorrusos, les advirtió: "Yo no echo de menos los tanques rusos en Praga".

Sin embargo, los malos augurios también se ciernen sobre el escenario político que nos espera en 2027. Marine Le Pen, favorita en la contienda por la Presidencia de Francia, ha dicho que suprimiría la ayuda a Ucrania en seis meses si llega al Elíseo. Sostiene que la situación financiera de Francia no permite mantenerla. Ignora, o no quiere saber, que si pierde Ucrania, Europa va a tener que gastar mucho más en defenderse de Rusia.

La líder de Alternativa para Alemania, Alice Weidel, oculta su cercanía al Kremlin bajo el paraguas de la equidistancia: ninguno hace nada por la paz. AfD encabeza los sondeos, si bien no habría elecciones federales en Alemania hasta 2029.

Zelenski ante los Veintisiete y con Burnham

Esta semana Zelenski ha tenido una intensa agenda diplomática, con viaje a Londres y a Bruselas, donde ha asistido al Consejo Europeo. Tenía que insistir ante los europeos de la necesidad de mantener las sanciones. También les ha recordado que los ucranianos necesitan más ayuda financiera.

La Comisión Europea va a estudiar cómo facilitarles unos 70.000 millones de euros antes de fin de noviembre. Si hubiera voluntad y coraje político, los Veintisiete tendrían que recurrir a los 210.000 millones de euros en activos congelados rusos. Bélgica, el país donde se encuentran, es el que más se opone por las consecuencias jurídicas posteriores. Cuando hay niños muriendo bajo las bombas rusas, estar dándole vueltas a qué hará Rusia si se utilizan esos activos demuestra que a Europa le faltan agallas.

En Bruselas Zelenski ha escuchado buenas palabras. "No estáis solos", le decía Tusk. Zelenski les ha recordado: "Si Putin gana, todo lo que os mantiene unidos y permite a vuestros pueblos vivir en paz, desaparecerá". A sus interlocutores les ha explicado cómo el invierno ya ha llegado a Ucrania, donde los problemas de suministro de gas, agua y electricidad son cada vez mayores. Mientras Zelenski mantenía reuniones con los líderes europeos, el Kremlin lanzaba otro ataque con drones contra la infraestructura energética ucraniana en la ciudad de Lutsk.

Inseguridad entre los que volvieron

El riesgo ahora es que muchos de los ucranianos que regresaron a sus hogares tras huir de la guerra tengan que volver a desplazarse. Cada vez más viviendas sufren daños y quedan inhabitables. Los cortes de luz y gas son frecuentes, y el coste altísimo.

"Para millones de ucranianos, el reto ya no es simplemente si pueden volver a casa. Se trata de si pueden permanecer allí de forma segura y, en estos momentos, las condiciones lo están dificultando", ha declarado Arthur Erken, director regional de la Organización Internacional para la Migración (OIM) para Europa y Asia Central.

Según los últimos datos de la OIM, la intención de marcharse de nuevo es mayor entre quienes han regresado en los últimos tres meses. Las necesidades de alojamiento son considerables. Se estima que 1,45 millones de repatriados viven actualmente en distritos de primera línea, incluidos 565.000 solo en la región de Járkov.

Quienes se fueron a países vecinos, como Polonia, ven cada vez más difícil regresar. Ahora escuchan también en ciudades como Varsovia las sirenas, pero son medidas preventivas. Nada que ver con lo que sufren sus parientes en Kiev, donde ese sonido significa bombardeo.

A los que teorizan sobre lo que significa vivir en un país libre, el ministro Sybiha les dice contundente: "La idea de libertad se está defendiéndose en las trincheras de Ucrania ahora mismo. Nosotros estamos pagando el precio. Es en Ucrania donde se está defendiendo el liberalismo frente a la tiranía. El futuro de Europa y de la arquitectura de seguridad se decide en Ucrania ahora". 

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Exclusiva: Irán, una cobra enroscada lista para atacar

Irán y Pakistán están inmersos en la construcción de un orden financiero posestadounidense en la encrucijada entre Asia Occidental y Asia Meridional.

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Vayamos directamente al meollo de la cuestión: tras examinar minuciosamente el tablero de ajedrez, los dirigentes políticos y militares de Teherán ya han llegado a la conclusión de que un ataque conjunto de EE. UU. e Israel —cuya planificación avanza a un ritmo frenético— es inevitable.

Por eso se han posicionado ahora como una cobra enroscada, lista para atacar e inyectar su veneno mortal ante el primer indicio de una amenaza inminente del Sindicato de Epstein, incluso sin esperar a que se produzca un ataque real.

La ofensiva preventiva, ya delineada, será devastadora, se extenderá más allá de las bases estadounidenses en Asia Occidental a otros objetivos regionales e incluirá potencialmente la infraestructura energética del Golfo y los cables submarinos (en este caso, afectando principalmente al Golfo y a la India, mucho más que a EE. UU. y Europa).

Nos encontramos en territorio de peligro claro y presente: una maniobra militar estadounidense-israelí destinada a ejercer presión se interpretará sin duda en Teherán como el inicio de un ataque.

Así pues, la presión a favor de la guerra por parte del culto a la muerte y de Trump se encuentra ahora con un umbral iraní peligrosamente bajo. Las opciones de ataque del Pentágono abarcan desde las instalaciones nucleares iraníes hasta la infraestructura energética.

Huelga decir que el «sociópata en jefe» —que ya está en pánico ante la inminente debacle de las elecciones de mitad de mandato— es una presa fácil para el poderoso lobby sionista y los donantes a favor de la guerra. El peligro estratégico supremo es, pues, que esta presión incesante pueda generar una señal que Teherán interprete como un ataque inminente, incluso mientras Washington mantiene públicamente que no se producirá ningún ataque antes de las elecciones de mitad de mandato.

Yemen está llevando todo esto al siguiente nivel

Paralelamente, fuentes privilegiadas en Islamabad confirman el éxito de una prueba de misil paquistaní a Mach 7, con un alcance de varios miles de kilómetros. Esta nueva capacidad tiene todo lo necesario para alterar sustancialmente el equilibrio de poder en Asia Occidental, reforzando el alcance disuasorio de Pakistán y su capacidad para influir en todos los cálculos de seguridad regional, además de contribuir a la creciente interconexión de Pakistán con China, Irán y las petro-monarquías del Golfo.

Y ahora, otra exclusiva: personal de la inteligencia militar israelí, incluido un general de división, ha abandonado Riad después de que MbS, en un supuesto momento de lucidez, dijera «no» a la oferta de «asistencia» del culto a la muerte. Y, sin embargo, siguen allí más de 100 miembros del CENTCOM.

Es posible que la decisión de MbS le haya sido impuesta por Turquía y Pakistán —los otros dos signatarios de la Alianza de Defensa de La Meca—, que de repente se encontraron en la misma sala de guerra en Riad, codo con codo con agentes del culto a la muerte.

Ahora bien, aunque su partida puede haber eliminado un riesgo de escalada, los agentes estadounidenses siguen expuestos: cualquier ataque, venga de donde venga, que provoque bajas estadounidenses arrastrará inmediatamente a Washington a la guerra entre Arabia Saudí y Ansarallah.

La guerra entre Arabia Saudí y Ansarallah, de hecho, está alcanzando el siguiente nivel: la volatilidad. La mezcla tóxica de la interceptación de un misil de crucero sobre la provincia de Medina; las interceptaciones de drones en otras partes de Arabia Saudí; y los ataques con misiles de las Fuerzas Armadas yemeníes contra el complejo presidencial del gobierno títere de Adén es solo el principio.

Lo que ocurrió después de que Ansarallah atacara Najran —una de las provincias del sur de Arabia Saudí arrebatadas a Yemen en 1934 por los británicos— es algo que realmente llama la atención.

Un portavoz saudí acusó a Ansarallah de lanzar un misil de crucero contra Medina. La respuesta del emblemático portavoz de las Fuerzas Armadas yemeníes, el general Yahya Saree, fue contundente: «Hoy no hemos llevado a cabo ninguna operación militar dirigida contra territorio saudí. Por lo tanto, la afirmación del enemigo saudí de que Medina fue atacada es una invención absoluta y una grave falsedad».

Traducción: Yemen ataca una de sus antiguas provincias; los saudíes recurren a noticias totalmente falsas, inventándose un ataque contra una de las dos mezquitas sagradas —sin duda como preparación para una operación de bandera falsa—; luego, Yemen niega de inmediato haber atacado ningún (cursiva mía) territorio saudí.

Esto significa que Saná está declarando sutilmente, para que todo el mundo lo entienda, que ya no lleva a cabo operaciones en el extranjero (cursiva mía) en las tres provincias: Jizan, Najran y Asir. Ya están —psicológica y operativamente— preparando el terreno para recuperar su territorio robado.

Todo ello se plasma en este conciso análisis desde Yemen sobre la deconstrucción de la ostentosa Casa de Saud:

«Yemen está destrozando los pilares extremadamente frágiles de la economía no petrolera en la que los piratas del desierto depositaron todas sus esperanzas: imagen, inversiones (IED), escapismo e impunidad e invulnerabilidad frente al terrorismo en el extranjero».

Cómo Pakistán e Irán eluden al FMI

Ahora prestad atención a algo bastante sorprendente que ocurrió a mediados de semana en Bangkok, durante la reunión anual del FMI y el Banco Mundial —dignamente recibida por protestas callejeras tailandesas—.

El presidente del Banco Central de Irán, Abdolnaser Hemmati, se reunió con el presidente del Banco Central de Pakistán, Jameel Ahmad, al margen del principal ritual anual en alabanza del dólar estadounidense.

Pakistán se encuentra bajo las feroces garras del ajuste estructural del FMI y el Banco Mundial —y, además, amenazado con sanciones estadounidenses por comerciar con Irán—.

Así pues, que Pakistán e Irán estén discutiendo de facto la desdolarización justo en la guarida del león —el templo del dólar estadounidense— no tiene precio.

La infraestructura está en marcha desde 2023, a través de un acuerdo de intercambio de divisas que utiliza el rial y la rupia en lugar del dólar estadounidense. El trueque lo gestionan ambos bancos centrales, y los canales bancarios pasan por el Banco Melli en Irán y el Banco Mellat en Pakistán. Sus mercados fronterizos —al menos seis de ellos— están en pleno auge: rutas comerciales físicas que eluden por completo al dólar estadounidense.

Lo que se debatió en Bangkok a principios de esta semana es cómo ampliar todo este sistema: les importan un comino las sanciones secundarias de EE. UU. Sobre todo porque Teherán ofrece a Islamabad lo que el sistema estadounidense simplemente no puede ofrecer: soberanía, sin cambio de régimen, sin austeridad, sin sermones y, sobre todo, sin ajuste estructural.

Por no mencionar que Pakistán necesita urgentemente el gas iraní —y las rutas comerciales de la Nueva Ruta de la Seda impulsadas por China—.

Irán ha construido toda una economía que elude por completo al FMI —y capaz de sobrevivir a un tsunami de sanciones, a un bloqueo y a la guerra—.

Ahora, Irán y Pakistán están inmersos en la construcción de un orden financiero posestadounidense en la encrucijada entre Asia Occidental y Asia Meridional —con intercambios de divisas, comercio de trueque, mercados fronterizos en auge y canales bancarios adecuados—, lo que convierte las sanciones secundarias en una burla.

Por cierto, esto está ocurriendo justo cuando un inmenso tren iraní, cargado de petróleo crudo —y el primero de muchos— está listo para partir hacia… China a través de Asia Central, por la línea ferroviaria de la Nueva Ruta de la Seda construida por China.

La cobra enroscada puede estar lista para atacar. Pero a la cobra, desde tiempos inmemoriales, también le encanta hacer negocios.

Traducción: Geopolítica rugiente

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