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Pescadoras brasileiras recebem título de heroínas em premiação da FAO

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Luena Maria Ferreira dos Santos, ou Luena Pataxó, tem 44 anos e uma vida inteira conectada à pesca e ao mar. Criança, ajudava os pais na limpeza de peixes e mariscos. Já adulta, trabalhou como pescadora, mas abandonou o barco para catar camarões depois que ficou viúva. 

Nesta semana, Luena recebeu uma homenagem da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em Roma, na Itália. Ela e a pescadora Joana Rodrigues Mousinho, de 70 anos, foram as duas brasileiras escolhidas como Heroínas da FAO nos Sistemas Agroalimentares e no Desenvolvimento Rural.

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A iniciativa premiou 100 mulheres de todo o mundo cujas trajetórias têm contribuído para a segurança alimentar, a inclusão social, a sustentabilidade ambiental, a geração de renda e a resiliência das comunidades rurais. Ela se emocionou por poder representar pescadores, marisqueiros e o povo Pataxó.

“Não é possível falar de alimentos, de produção, sem falar das águas, da pesca artesanal. Somos parte da alimentação saudável na mesa do brasileiro”. disse. 

Roma, 16/10/2026 - Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto
Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO Roma, 16/10/2026 - Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto
Presidente da associação de pescadores indígenas de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália (BA), Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
 Luena Pataxó recebe em Roma o prêmio 100 Mulheres Heroínas de Qu Dongyu, diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Foto: FAO/Giuseppe Carotenuto 

Luena também preside o Comitê de Relacionamento de Pescadores do extremo sul da Bahia e criou o Grupo de Trabalho Indígena Nacional, por meio do Plano Nacional da Pesca Artesanal. 

Pioneira na pesca

A outra brasileira homenageada pela FAO foi a pernambucana Joana Rodrigues Mousinho. Ela foi a primeira mulher a presidir uma colônia de pescadores e uma das pioneiras no país a ter o Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP). Ela atua há mais de 60 anos na pesca artesanal no Canal de Santa Cruz, em Itapissuma (PE). 

Joana foi uma das fundadoras da Articulação Nacional das Pescadoras, movimento que contribuiu para ampliar a visibilidade e os direitos das mulheres trabalhadoras da pesca artesanal no Brasil. Em 2024, ela recebeu o Prêmio Mulheres das Águas, concedido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, na categoria Pesca Artesanal em Águas Marinhas. 

Roma, 16/10/2026 - A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO Roma, 16/10/2026 - A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO
A pescadora pernambucana Joana Mousinho, de Itapissuma, recebe do diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Qu Dongyu, o prêmio 100 Mulheres Heroínas. Foto: Giuseppe Carotenuto/FAO 
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ONU: inovação para enfrentar crise alimentar é tema de ação no Brasil

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Nesta sexta-feira (16), no Dia Mundial da Alimentação, uma ação promovida por agências da Organização das Nações Unidas (ONU) vai ocupar a capital do país, com a exibição de vídeos no centro de Brasília e em plataformas digitais.

Como o tema Inovar Hoje para Nutrir o Amanhã, a campanha vai transformar o Conic, mais antigo centro comercial e cultural de Brasília, em um grande painel para a exibição de um vídeo institucional que mostra como a inovação pode tornar os sistemas agroalimentares sustentáveis, inclusivos e resilientes.

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Segundo o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jorge Meza, o tema inovação deve ser compreendido de forma mais ampla.

“Inovar não é só investir em tecnologia de ponta. Significa também encontrar novas formas de aplicar conhecimentos tradicionais, compartilhar experiências, conectar saberes e construir soluções adaptadas às realidades locais”

O vídeo será exibido às 18 horas e poderá ser assistido de vários pontos da capital federal, como a Esplanada dos Ministérios e a Rodoviária do Plano Piloto, de onde é possível ver o prédio comercial.

Desenho animado

Nas plataformas digitais, a exibição de um desenho animado com o personagem José Totoy, o Comilão e uma campanha com recados do personagem estampados em prédios e placas urbanas são ações voltadas para o público infantil..

Por meio de uma mensagem lúdica e acessível, José Totoy fala sobre os desafios da fome e da má alimentação em uma história divertida e cativante.

O personagem brasileiro de sorriso colorido e que cultiva aquilo que come foi escolhido como Herói da Alimentação e Campeão da FAO. A campanha é fruto de uma parceria com a Totoy Corp, criadora do personagem

Meza explica que a campanha busca aproximar crianças e famílias dos temas relacionados à alimentação, à nutrição e ao desenvolvimento sustentável.

“As crianças são especialmente receptivas ao aprendizado e à construção de valores e serão os futuros tomadores das decisões que moldarão nossos sistemas agroalimentares e o planeta”, reforça.

Alacance

Com conteúdos disponíveis em mais de 30 idiomas em plataformas de streaming e no Youtube, José Totoy conquistou mais de 50 milhões de seguidores em sua rede global de canais em vídeos que vão até 26 bilhões de visualizações.

O criador do personagem e do desenho brasileiro, André Vaz, cofundador da Totoy Corp, destacou a satisfação de fazer parte desse projeto de importância global com o José Totoy.

“Essa parceria reconhece o cuidado que dedicamos às histórias e nos permite contribuir para que a alimentação seja um assunto presente na vida das crianças desde cedo”, diz

O desenho ficará disponível tanto no Youtube da Totoy, quanto em todas as plataformas digitais dos parceiros da campanha FAO, Programa Mundial de Alimentos (WFP), Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA).

Serão disponibilizadas versões em português, espanhol e inglês com alcance em cerca de 190 países pelo Youtube.

Outras iniciativas

Para mobilizar mais ainda o publico infanto-juvenil, uma animação da FAO também foi disponibilizada no Youtube assim como a versão digital do livro de atividades Os Heróis da Alimentação, que serve como suporte educativo para pais e professores conduzirem crianças nas descobertas sobre inovações nos sistemas agroalimentares e os desafios globais.

Além disso, ficam abertas até o dia 6 de novembro as inscrições do concurso internacional de cartazes do Dia Mundial da Alimentação 2026, para crianças e jovens de 5 a 19 anos de todo o mundo.

Para participar é preciso preencher o formulário de inscrições online e cadastrar o cartaz criado de forma original, sem o uso de Inteligência Artificial, no formato JPEG.

Menores de idade precisam da autorização dos pais ou responsáveis legais para participar. A premiação será oferecida a quatro grupos etários e os vencedores receberão certificado de reconhecimento e uma sacola-surpresa com brindes.

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