Testados drones usados para o combate inicial a incêndios

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O concelho de Vouzela, em Viseu, é o único que apresenta hoje risco máximo de incêndio rural em Portugal continental, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
Com risco muito elevado de incêndio estão perto de 50 concelhos dos distritos do Porto, Coimbra, Viseu, Aveiro, Leiria, Santarém, Portalegre e Faro estão em risco muito elevado de incêndio, de acordo com a informação disponível no ‘site’ do IPMA.
O perigo de incêndio determinado pelo IPMA tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.
Por causa da previsão de trovoada, o IPMA pôs os distritos de Portalegre, Évora, Beja e Faro sob aviso amarelo até às 18:00 de hoje.
O aviso amarelo é emitido pelo IPMA por situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera prevê para hoje períodos de céu muito nublado, tornando-se pouco nublado ou limpo nas regiões Norte e Centro a partir da manhã.
As previsões apontam para a possibilidade de aguaceiros, mais prováveis na região Sul durante a tarde, podendo ser de granizo e acompanhados de trovoada, e uma descida da temperatura.
O vento soprará fraco a moderado de nordeste, sendo moderado a forte nas terras altas, em especial do Norte e Centro até ao fim da manhã e a partir do fim da tarde, e por vezes com rajadas até 70 km/h, soprando temporariamente moderado a forte de norte no litoral a norte do cabo Raso durante a tarde.
As temperaturas máximas vão oscilar entre os 26 graus em Évora e Setúbal e os 15 graus na Guarda.
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Um incêndio florestal deflagrou, na tarde desta sexta-feira, na freguesia de Covas, Vila Nova de Cerveira, e está a ser combatido por quatro meios aéreos.
Ao que O MINHO apurou junto de fonte da Proteção Civil, as chamas consomem uma zona de eucaliptal.
Pelas 17:50, o combate estava a ser realizado por 49 bombeiros e 13 veículos, assim como quatro meios aéreos.
A mesma fonte indicou ao nosso jornal que os trabalhos dos operacionais estão “a correr bem” e prevê-se a resolução do incêndio nas próximas horas.
O alerta foi dado às 14:18.
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Após o pico de 494 novos focos, no dia 10 de outubro, o estado registra nesta sexta-feira (16) 188 focos de incêndio, segundo o painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Também foram deslocadas para o estado 11 aeronaves, além de 32 veículos terrestres e oito embarcações.
Segundo o ministro do MMA, João Paulo Capobianco, ao focos resultam de ação humana intencional e as polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil do Amazonas já investigam a origem dos incêndios.
A diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, explica que quase a totalidade dos incêndios na Amazônia têm origem na ação humana.
“A única forma natural de ignição para incêndios na Amazônia são os raios, mas normalmente quando eles acontecem, está chovendo e a vegetação está úmida, então é muito difícil carregar um fogo, tem que ter uma condição muito especial”, explica.
Em regra geral, o uso do fogo na vegetação é proibido pela legislação brasileira, salvo em exceções previstas em lei, como a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que exigem autorizações e condições legais.
O período de estiagem na Amazônia, de agosto até novembro, é quando a vegetação fica mais propensa a propagação do fogo, por isso historicamente é o período em que a região mais sofre com incêndios florestais. Neste ano, no entanto, o dado aumentou pois a base de comparação em 2025 teve redução dos focos.
“Ano passado foi o ano que a gente menos teve fogo na Amazônia como um todo, na série histórica. Então, neste ano a gente teve um aumento, mas esse aumento, quando a gente compara com os meses de agosto a outubro de outros anos, a gente teve anos anteriores com muito mais fogo”, explica Ane Alencar.
A atuação de um super El Niño em 2026 agrava ainda mais a situação dos incêndios em toda a região amazônica. O fenômeno se caracteriza pelo aquecimento das águas superficiais do Oceano Pacífico Tropical e torna os volumes de chuvas irregulares.
Para Ane Alencar, todos esses fatores contribuíram para que os focos de incêndio aumentassem:
“A gente está tendo um momento da influência do El Niño, em uma região onde passamos por um período em que o fogo tende à propagação. E, eu não sei se é uma coincidência ou não, mas as pessoas começaram a usar mais o fogo depois das eleições.”
As imagens de satélite analisadas pela pesquisadora mostram que, nos 19 municípios próximos a Manaus, onde estão concentrados os focos, são áreas de floresta – seja floresta alagada, seja floresta de terra firme –, em terras públicas ainda não destinadas a cumprir função socioambiental.
“Então, aí tem um indício forte de grilagem que pode estar incentivando esse processo de geração desses focos”, explica.
A pesquisadora Ane alerta que nos próximos meses é preciso controlar ainda mais novas fontes de ignição, porque a região estará mais seca e os efeitos do El Niño estarão mais intensos.
“A gente começa a sentir os efeitos do El Niño a partir de agora, nessa região centro-norte da Amazônia. Então, a partir de agora, essa região de Manaus, de Santarém, do nordeste paraense, do norte do Maranhão, Amapá, Roraima, todas essas áreas vão sofrer bastante”, conclui.
Saiba mais sobre a situação da qualidade do ar em Manaus no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

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Durante entrevista coletiva em Manaus nesta quarta-feira (14), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, voltou a afirmar que os focos de incêndio tiveram como origem ação humana e garantiu investigação para identificar os responsáveis.
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“Vamos iniciar uma ação forte de investigação para identificar quem está operando esse conjunto enorme de incêndios e verificar se há uma organização por trás disso. E vamos punir aqueles que forem identificados de forma exemplar para que não fique na região uma sensação de impunidade", disse.
As investigações estão a cargo das polícias Federal, Rodoviária Federal e Polícia Civil do Amazonas, atuando com outras forças de segurança. O ministro lembrou de situações similares de incêndios criminosos ocorridos em 2024, quando houve o chamado “Dia do fogo”, quando foram registrados mais de dois mil incêndios simultâneos, em São Paulo e no Pará.
“Existe uma suspeita de ação organizada. Por isso, além de todos os que estão aqui, todas as investigações, também temos a participação da Abin, a Agência Brasileira de Inteligência, para verificar se está se repetindo aqui o que ocorreu em outro momento no chamado ‘Dia do Fogo”, completou.
Os responsáveis por provocar incêndios florestais estão sujeitos a multas administrativas de R$ 5 mil a R$ 10 mil por hectare ou fração, conforme o enquadramento da infração, além do embargo das áreas atingidas, apreensão de equipamentos e responsabilização criminal, que poderá resultar em prisão.
Os incêndios no Amazonas têm gerado enormes nuvens de fumaça e diversas cidades do estado tiveram que suspender atividades. Em Manaus, a situação crítica na qualidade do ar levou à suspensão das aulas presenciais na rede municipal de ensino, em unidades da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e no campus Manaus Zona Leste do Instituto Federal do Amazonas (Ifam).
"A população de Manaus foi tremendamente prejudicada e está sendo tremendamente prejudicada. Há uma destruição ambiental em curso e nós precisamos punir os responsáveis porque são incêndios criminosos”, afirmou.
Capobianco também falou sobre o reforço nas equipes que atuam no combate às queimadas e disse que já há uma redução perceptível nos incêndios, mas que ainda é cedo “para comemorar”.
“Nós temos dados positivos. Não podemos comemorar, porque ainda temos uma situação grave, ainda tem muita fumaça, mas houve uma redução nos eventos de queimadas e de incêndios. Portanto, nós temos um movimento positivo e há um indicativo de redução de novos focos”, afirmou.
Questionado a respeito da fumaça em Manaus, o ministro afirmou que a expectativa é que a qualidade do ar melhore nos próximos dias, mas que a situação depende dos ventos da região.
“Há uma certa convergência de forças de ventos para a região de Manaus. É um fenômeno meteorológico sobre o qual nós não temos controle. Nós estamos combatendo intensamente, reduzimos muito os incêndios mais próximos da capital. Mas nós ainda temos incêndios mais distantes, que estão trazendo fumaça para Manaus. Nós esperamos que isso possa reduzir”, disse.
Segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), desde o início da temporada de incêndios florestais, já foram extintos 292 incêndios no Amazonas, mas que ainda há outros 08 incêndios ativos no estado.
O governo Federal disponibilizou 11 aeronaves para as operações no Amazonas, das quais seis são utilizadas no combate direto aos incêndios florestais, com capacidade para lançamentos rápidos de água.
Também foi enviado para o estado um avião KC-390, empregado no lançamento de água em grandes volumes; três helicópteros para lançamento de água e transporte de brigadistas e equipamento, especialmente úteis em áreas de difícil acesso; e uma aeronave Caravan para apoio logístico.
Além disso, 290 brigadistas já atuam em campo e outros 40 brigadistas federais estão em deslocamento para reforçar as operações de combate aos incêndios florestais na região.
No domingo (11), Capobianco e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, sobrevoaram o estado e identificaram a presença de fogo em áreas florestais de difícil acesso.

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A Câmara Municipal de Alcoutim, a Federação de Caçadores do Algarve e 28 associações e clubes de caça e pesca subscreveram, no passado sábado, 10 de outubro, um protocolo de colaboração trilateral destinado à prevenção de incêndios rurais e à melhoria das condições do habitat natural no concelho.
A assinatura formal do documento decorreu no âmbito da Feira da Perdiz, em Martim Longo, certame promovido pela autarquia que reuniu o setor da caça, a gastronomia e o artesanato local. O ato contou com as presenças do presidente da Federação de Caçadores do Algarve, Vítor Palmilha, do presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, Paulo Paulino, e dos representantes das 28 entidades cinegéticas envolvidas.
O acordo estabelece a cooperação entre o município, a federação e as organizações locais para a sementeira e manutenção de pastagens anuais em faixas de gestão de combustível e para a recuperação de caminhos agrícolas e da rede viária complementar. No âmbito do documento, a Federação de Caçadores do Algarve assegura a coordenação técnica e a representação das associações aderentes junto da autarquia.
Na base desta parceria está a estratégia de prevenção estrutural prevista na legislação dos fogos rurais, que reconhece o papel da agricultura e da caça no aumento da resiliência do território. A instalação destas culturas anuais em faixas de gestão de combustível permite travar a acumulação de vegetação espontânea e diversificar a paisagem rural através do combate à continuidade do coberto florestal, medida essencial para limitar a progressão e intensidade dos incêndios.
Outra vantagem importante no combate aos fogos rurais é a beneficiação dos caminhos agrícolas e da rede viária complementar inserida nas zonas de caça. Esta intervenção local reduz o isolamento de potenciais focos de ignição e garante acessos mais rápidos e seguros às equipas de vigilância e de combate. Em simultâneo, o aumento das áreas de sementeira com cereais e leguminosas colmata a escassez alimentar da fauna nas zonas mais desprovidas de alimento, promovendo a biodiversidade e a sustentabilidade dos ecossistemas locais.
Esta parceria junta-se a outras iniciativas semelhantes promovidas pela Federação de Caçadores do Algarve na região, como os acordos mantidos com os municípios de Tavira, Castro Marim e São Brás de Alportel, num esforço conjunto de articulação entre o setor cinegético, a gestão territorial e a proteção das manchas florestais do Algarve.


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Um homem, de 52 anos, foi detido pelo crime de incêndio florestal, no concelho de Guimarães, na passada sexta-feira, informou a GNR.
Em comunicado hoje enviado às redações, o Comando Territorial de Braga refere que “os militares da Guarda verificaram que o incêndio teve origem numa queima não autorizada de amontoados de sobrantes provenientes de corte/desbaste de árvores, cujo autor perdeu o controlo provocando assim um incêndio descontrolado que só foi possível extinguir com a presença dos bombeiros”.
O detido foi constituído arguido e sujeito a termo de identidade e residência e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Braga – DIAP de Guimarães.
A GNR salienta que “a realização de queimas de sobrantes e queimadas está sujeita a comunicação prévia ou a pedido de autorização, conforme o regime jurídico aplicável. Ainda que devidamente autorizadas, estas ações devem ser efetuadas com o estrito cumprimento das normas de segurança definidas pelas entidades competentes, atendendo às condições meteorológicas e ao risco de incêndio rural”.
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