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Powerdot inaugura centro de reparação de carregadores no Porto


A Powerdot inaugurou no Porto um centro de reparação de componentes de carregadores elétricos, num investimento de 1,5 milhões de euros. A empresa, que opera uma rede com mais de 13.000 pontos de carregamento, pretende reforçar a capacidade de manutenção dos equipamentos e reduzir a dependência dos fabricantes.

Com uma área de 600 metros quadrados, a infraestrutura tem capacidade para reparar cerca de 200 componentes por mês e vai apoiar a operação da empresa em seis mercados europeus. O espaço reúne áreas dedicadas à reparação de componentes eletrónicos, ao armazenamento de carregadores e à gestão de peças de substituição.

A manutenção passará a contar com um inventário próprio de componentes, permitindo às equipas aceder às peças necessárias sem depender dos prazos de entrega dos fabricantes. A centralização das operações deverá também facilitar a identificação de falhas recorrentes e o desenvolvimento de medidas de manutenção preventiva, com o objetivo de reduzir o tempo de inatividade dos carregadores.

“À medida que a nossa rede cresce, a manutenção torna-se uma parte cada vez mais importante da operação. Gerir milhares de pontos de carregamento distribuídos por vários países exige capacidade para identificar problemas e garantir que os equipamentos funcionem ao longo do tempo”, afirma Luís Santiago Pinto, CEO da Powerdot.

“Com o novo Centro de Reparações, estamos a desenvolver internamente competências que nos permitem ter maior controlo sobre a manutenção da nossa infraestrutura, mantendo-nos na linha da frente da inovação no setor”, acrescenta o responsável.

A Powerdot prevê recuperar e reutilizar entre 670 e 780 componentes em 2027. A estimativa é que esse número aumente para entre 880 e 1.040 em 2028, entre 1.350 e 1.560 em 2029 e entre 1.820 e 2.080 componentes por ano a partir de 2030. Entre 2027 e 2031, a empresa calcula que a reutilização de equipamentos e componentes possa gerar uma poupança acumulada de cerca de cerca de milhões de euros.

O centro inicia atividade com uma equipa de 20 profissionais especializados, que deverá crescer nos próximos anos para acompanhar a expansão da operação. A empresa afirma ainda que a disponibilidade dos seus pontos de carregamento supera os 99% nos mercados em que opera.

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Projeto de capacitação em IA para micro e PME arranca na região de Leiria com 50 participantes


O projeto-piloto de capacitação em inteligência artificial (IA) para micro, pequenas e médias empresas (PME) arrancou esta terça-feira em Leiria, abrangendo nesta primeira fase cerca de 50 trabalhadores.

Promovida pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), em parceria com a NERLEI – Associação Empresarial da Região de Leiria, a iniciativa será desenvolvida pela Shaken Academy e pretende ajudar os participantes a integrar ferramentas de IA no trabalho diário, através de exercícios práticos orientados para as necessidades das empresas.

Integrado no projeto “PME Digital+”, o programa terá duas edições, envolvendo um total de 100 participantes. A formação incidirá sobre a utilização de soluções de inteligência artificial generativa e a sua aplicação em contexto empresarial, incluindo a automatização de tarefas, a análise de dados e a produção de conteúdos.

“A tecnologia não é um fim em si mesma. A transformação digital deve traduzir-se em mais crescimento, mais valor, produtos e serviços inovadores e emprego mais qualificado”, afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, citado em comunicado, salientando que “a inteligência artificial representa uma das maiores oportunidades de transformação económica das próximas décadas”.

Além da componente prática, o projeto prevê a recolha e partilha de metodologias e exemplos de utilização de IA que possam ser aproveitados por outras empresas. A iniciativa servirá também para avaliar os resultados deste modelo de formação intensiva e perceber em que medida poderá ser alargado a outras PME.

O objetivo é que este projeto-piloto abra caminho a um programa de maior dimensão, que pretende formar cerca de 100 mil trabalhadores de micro e pequenas empresas em todo o país ao longo de três anos, acelerando a adoção de ferramentas de inteligência artificial no tecido empresarial português.

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Anthropic e Nscale negoceiam acordo de milhares de milhões de dólares


A Anthropic e a Nscale estão próximas de fechar um segundo acordo de milhares de milhões de dólares para aumentar a capacidade de computação da dona do Claude. Segundo o Financial Times, a startup britânica especializada em infraestruturas de inteligência artificial, com uma presença relevante na Start Campus, em Sines, procura também reforçar a confiança dos investidores antes de uma oferta pública inicial (IPO) em Nova Iorque, com a qual pretende captar cerca de 35 mil milhões de dólares.

O novo contrato deverá permitir à Anthropic duplicar o compromisso de compra de capacidade de computação à Nscale e abrange um segundo centro de dados, com 460 megawatts de capacidade, no campus Monarch, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. O acordo deverá seguir os moldes do contrato de 45 mil milhões de dólares assinado pelas duas empresas em agosto, embora as negociações ainda não estejam concluídas.

A concretização do negócio poderá ajudar a Nscale a recuperar a confiança dos investidores, numa altura em que o setor dos centros de dados enfrenta dúvidas sobre a capacidade financeira das empresas para executar projetos de grande dimensão. A Microsoft abandonou recentemente os planos para um centro de dados no Reino Unido, enquanto a OpenAI desistiu de uma parceria com a Nscale em abril.

A pressão sobre a startup é agravada pelos resultados financeiros. A Nscale registou prejuízos líquidos de mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, durante o qual obteve receitas de 141 milhões de dólares. Além disso, a empresa ainda não garantiu o financiamento necessário para avançar com o primeiro centro de dados contratado pela Anthropic, podendo esta última abandonar o acordo se o dinheiro não estiver assegurado dentro do prazo estabelecido.

O projeto na Virgínia Ocidental enfrenta também obstáculos regulatórios. Algumas licenças ambientais continuam pendentes e o campus deverá recorrer a uma central própria a gás natural para produzir eletricidade, uma solução que aumenta os custos e a complexidade da operação, mas evita atrasos na ligação à rede elétrica. A Nscale pretende concluir a primeira fase do campus no primeiro semestre de 2028, com três edifícios que deverão exigir dois gigawatts de capacidade de produção elétrica para alimentar 1,37 gigawatts de capacidade de computação.

Para a Anthropic, o reforço da parceria permitirá aumentar os recursos computacionais disponíveis para acompanhar o crescimento da procura pelos seus sistemas de inteligência artificial, num contexto em que a empresa também se prepara para uma eventual entrada em bolsa. Ao abrigo do modelo contratual, a Nscale ficará responsável pela propriedade e operação do centro de dados e dos chips, enquanto a Anthropic pagará pela capacidade de computação à medida que esta for disponibilizada.

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