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Biblioteca Municipal de Faro com programação diversificada em setembro

Leituras, encontros com autores, cinema, atividades para famílias, jogos e iniciativas dedicadas à saúde e ao bem-estar marcam a programação da Biblioteca Municipal de Faro ao longo do mês de setembro.

A Biblioteca Municipal de Faro António Ramos Rosa apresenta, em setembro, uma programação diversificada, com propostas dirigidas a diferentes públicos e interesses, reforçando o seu papel enquanto espaço de encontro, conhecimento, cultura e participação da comunidade. Ao longo do mês, são várias as oportunidades para descobrir novos livros e autores, participar em momentos de leitura e escrita, assistir a cinema, desfrutar de atividades em família ou refletir sobre temas relevantes para a comunidade.

No domínio da leitura, o mês começa com uma nova sessão do Clube de Leitura, a 10 de setembro, dedicada à discussão das leituras de verão, e prossegue com dois Encontros com Autores. Gerson Rosário apresenta O Guardião das Lendas, no dia 16 de setembro, enquanto Rui Couceiro estará na Biblioteca para apresentar A Mais Bela Maldição, numa sessão moderada por Maria Luísa Francisco, no dia 29 de setembro. A programação inclui ainda uma nova sessão do Clube de Escrita Criativa, convidando à experimentação e à partilha através da palavra escrita, no mesmo dia.

Também o cinema marca presença com mais uma sessão de “Cinema Francês”, promovida em parceria com a Alliance Française do Algarve e o Cineclube de Faro, com a exibição de Borgo, de Stéphane Demoustier, no dia 18 de setembro. Para quem prefere desafios e estratégia, haverá ainda uma tarde dedicada aos jogos de tabuleiro modernos, dinamizada por João Silva e aberta a participantes de todas as idades, a 19 de setembro.As famílias encontram igualmente várias propostas ao longo do mês. No âmbito do programa Alameda Viva, a Biblioteca leva a Hora do Conto ao Jardim da Alameda, com as sessões Jardim da Multiculturalidade e Jardim Radical, dias 12 e 26 de setembro, respetivamente. A programação inclui ainda, no dia 17 de setembro, uma “Hora do Conto Especial”, sob o mote Cidade de pessoas para pessoas, dedicada à importância dos pequenos gestos e à forma como podem contribuir para uma comunidade mais consciente e participativa.

A saúde e o bem-estar são também temas presentes na programação de setembro. O ciclo Con-versas com Saúde aborda a Anafilaxia e situações críticas em idade pediátrica, numa sessão con-duzida pela Dra. Maria Alfaro, que terá lugar dia 22 de setembro. Já a iniciativa “Biblioteca Social – Humaniza-te” promove a sessão Tu és importante – Agarra-te à vida!, dia 25 de setembro, com a participação das Dr.ªs Nazaré Santos e Patrícia Romão, do Núcleo de Estudos do Suicídio Portu-guês.

Os “Sábados em Família”, dia 26, trazem, por sua vez, uma sessão de yoga orientada por Teresa Sequeira, dedicada ao bem-estar durante a gravidez e à relação entre a futura mãe e o bebé.Ao longo de todo o mês, entre 1 e 30 de setembro, estará patente na Biblioteca uma “Mostra Bi-bliográfica dedicada ao Fundo Documental e Espólio de Mariana Santos”, completando uma pro-gramação que procura aproximar a Biblioteca da comunidade e afirmar este equipamento municipal como um espaço aberto à cultura, à aprendizagem e ao convívio.

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Ninguém consegue conquistar esta cidade

Não se iluda com a beleza da cidade de Lagos. Ela é também um osso duro de roer. Que o diga quem, em determinada fase da história, a tentou conquistar e falhou redondamente.

Um dos que comprovaram a têmpera dos lacobrigenses e a eficácia das suas estruturas de defesa, em especial, as muralhas, foi o temível corsário britânico Francis Drake.

Em1587, numa altura em que Portugal estava sob o domínio espanhol, vindo de Cádis, onde destruíra mais de duas dezenas de navios inimigos, tentou desembarcar e saquear Lagos.

No entanto, a resistência local foi muito mais feroz do que previra.

Forçado a desistir, o corsário seguiu para Sagres, descarregando a sua frustração ao arrasar quase tudo o que encontrou entre o Porto da Baleeira e o Cabo de São Vicente.

Séculos mais tarde, durante as Guerras Liberais do século XIX, a cidade voltou a ser posta à prova pelo famoso Remexido, um temido guerrilheiro apoiante de D. Miguel.

Decidido a fazer Lagos render-se pela fome e pela sede, o Remexido montou um cerco implacável de um mês.

Posicionou canhões no Monte Moleão e no Cerro das Mós para bombardear a população, queimou os moinhos e destruiu o aqueduto.

Apesar do sofrimento imposto, os seus intentos falharam e, com a iminente derrota miguelista no Alentejo, viu-se obrigado a levantar o cerco, deixando finalmente a cidade em paz.

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