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CDU insiste na extensão do metro na Trofa com carris e não autocarros

A CDU/Trofa revelou ter defendido a extensão do metro convencional, em carril, em todo o percurso até ao Interface Trofa, no Estudo de Impacte Ambiental (EIA) da ligação ISMAI–Paradela, que hoje termina.

Em comunicado, a coligação que reúne PCP e Os Verdes afirma que, “independentemente das duas alternativas de traçado apresentadas, o projeto mantém uma limitação fundamental: o troço em metro convencional, em carril, termina na estação do Muro, onde os utentes terão de fazer transbordo para autocarros em via exclusiva que assegurarão a restante ligação até ao Interface Trofa”.

O Governo anunciou, em 24 de setembro, a aprovação de cerca de 420 milhões de euros para a extensão do Metro do Porto a Gondomar e à Trofa.

“Na linha da Trofa, são 184 milhões de euros, que vão servir os municípios da Maia e Trofa, com 10 quilómetros, nove estações, no troço entre o ISMAI, na Maia e Paradela e o interface da Trofa”, revelou, na altura, o Governo.

O EIA, em consulta pública até hoje, versa a extensão do Metro do Porto à Trofa, que obrigará a transbordo de metro para metrobus no Muro, e tem duas alternativas de traçado possíveis, que “apenas diferem no troço entre a estação Serra e Lantemil”, sendo que uma “considera um trecho à superfície e em viaduto (viaduto do Bougado) “com 60 metros e outro com 392,5 metros”.

Para a CDU local, a solução mista “não concretiza a ligação integral reivindicada há mais de duas décadas, nem corresponde plenamente à reparação histórica devida às populações a quem foi retirado o acesso à ferrovia”.

Neste contexto, a coligação defende que a “necessidade de dar resposta aos atrasos acumulados não pode encerrar a discussão sobre a solução que melhor serve a Trofa, nem permitir que uma resposta parcial seja apresentada como cumprimento integral desse compromisso”.

A CDU defende, assim, “a concretização do metro convencional em toda a extensão, com financiamento e calendário definidos”.

Os contributos apresentados no EIA, assinala o comunicado, “incluem propostas para proteger os moradores e os recursos naturais, melhorar a articulação entre transportes e assegurar condições adequadas de funcionamento”, avisando a CDU que, “caso avance a solução mista”, intervirá para que se “proporcione o melhor serviço possível e preserve a possibilidade de concretizar a ligação integral em carril”.

Ambas as alternativas prevêem um tempo de obra de dois anos e meio e nove estações: “Ribela, pertencente ao sistema de metro, Muro (estação partilhada entre Metro e BRT [Bus Rapid Transit, vulgo metrobus]) e Serra, Lantemil, Bougado, Pateiras, Paços do Concelho, Trofa Sul e Interface Trofa, pertencentes ao sistema BRT”.

O único troço com verdadeira inserção urbana contínua do metrobus na Trofa vai obrigar à remoção de dezenas de árvores da variante à Estrada Nacional 14 (EN14), junto à estação ferroviária.

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