STF marca julgamento sobre gratuidade de sacolas plásticas em Salvador




O mar em frente a uma favela em Salvador foi o cenário da última foto de Vilma Alves de Oliveira com seu filho, João Vitor, assassinado em 2023, aos 20 anos.
“Nenhuma mãe está preparada para perder um filho, muito menos dessa forma. Meu filho teve a vida ceifada pela polícia, o braço armado do Estado”, afirma, no complexo do Nordeste de Amaralina, essa mulher negra, de 49 anos, que há três anos busca justiça.

Esse bairro de ruas íngremes é um dos epicentros da violência policial no estado da Bahia, onde em 2025 houve 1.570 mortes em operações das forças da lei contra o crime, o número mais alto do país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Praticamente nenhuma foi levada à Justiça.
O pizzaiolo João Vitor tinha saído para tomar uma cerveja com um amigo quando, segundo testemunhas, a polícia chegou atirando. As imagens das câmeras de segurança desapareceram, as testemunhas desistiram de depor por medo e nunca foi realizada a perícia balística, relata Alves de Oliveira, hoje desempregada.
“É a minha palavra contra a deles. Mas eu vou continuar lutando pela verdade e por justiça pelo que fizeram com meu filho”, afirma a uma jornalista da Agence France-Presse (AFP) essa mulher de voz firme, que até hoje não consegue passar pela rua onde o filho morreu.
A insegurança é uma das principais preocupações dos brasileiros diante do segundo turno presidencial de 25 de outubro, entre o candidato à reeleição, o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva, e seu rival, o conservador Flávio Bolsonaro.

Cerca de 80 mil pessoas vivem no Nordeste de Amaralina, de maioria negra e cujo domínio é disputado por facções criminosas.
A violência policial é atravessada pelo “racismo estrutural” no Brasil, diz à AFP a advogada Bianca Souza, do Instituto Odara, que presta assessoria às famílias. “O jovem negro e da periferia é alvo histórico” das operações policiais, afirma.
Mais de 80% dos mortos em operações em 2025 no país eram negros, em sua maioria homens entre 15 e 29 anos, segundo o Anuário.
Nesta favela, a luta contra a letalidade policial é liderada por mulheres, que se apoiam mutuamente. Rita Cássia Souza dos Santos, empregada doméstica de 59 anos, espera há treze anos o julgamento de três policiais acusados de matar seu único filho, Carlos Alberto, em 2013, quando ele tinha 21 anos.
“A polícia tentou sujar o nome do meu filho e ligá-lo ao tráfico para justificar a morte dele”, afirma, e denuncia que elas também são atacadas pelos próprios agentes. “Eles nos insultam, nos ofendem, dizem que somos ‘mulheres de bandidos'”, diz.
Consultada pela AFP, a Polícia Militar da Bahia não respondeu.

“São as mulheres, em sua maioria mulheres negras, que cobrem os corpos de seus familiares, vítimas da letalidade policial, e são elas que se organizam em busca de verdade, justiça, reparação e mudanças nas políticas”, afirma Bianca Souza.
Seu ativismo contribuiu para que esteja em tramitação na Bahia o projeto de lei Ana Luiza, que prevê assistência médica, econômica e psicológica para as vítimas de operações policiais. Leva o nome de uma jovem de 19 anos assassinada durante uma operação em Salvador.
Elisângela Souza Santos, de 37 anos, fala com a voz baixa. Seu olhar reflete indignação ao recordar que estava grávida quando policiais invadiram sua casa e mataram seu marido, Marivaldo, de 29 anos, há seis anos. “Tenho mais medo da polícia do que dos traficantes”, diz.
O presidente Lula, cujo Partido dos Trabalhadores governa a Bahia há 20 anos, promete criar um Ministério da Segurança Pública e enfraquecer as facções criminosas atacando sua base econômica.
Flávio Bolsonaro, inspirado no presidente salvadorenho Nayib Bukele, defende uma política de mão de ferro e a classificação das grandes facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas.
“Não confio em nenhum político. Mas, se Flávio Bolsonaro for eleito presidente, nossa situação vai piorar muito. Já vimos como foi com o pai. Ruim com Lula, muito pior sem Lula”, diz Elisângela.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia informou sobre um plano para implementar 1.300 câmeras corporais para controlar a atuação policial. Confirmou que não oferece assistência social às vítimas da letalidade dos agentes. (Amanda COTRIM/AFP)

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Em nota, o Ministério da Igualdade Racial destacou que a ialorixá dedicou mais de sete décadas de vida à preservação dos saberes do candomblé e de suas tradições, sendo reconhecida também por acolher pessoas em sua comunidade.
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“Seu legado está vivo na generosidade de seus ensinamentos, na comunidade que ajudou a fortalecer e na continuidade das tradições do candomblé.”
Representantes do Ilê Axe Omi Ewá reverenciaram a memória de Mãe Senhora de Ewá, ao afirmar que ela cumpriu seu matriarcado como ialorixá do terreiro, “deixando sua marca na história, na fé e na ancestralidade do nosso povo”.
Iniciada por Mãe Menininha e criada no tradicional Terreiro do Gantois, Mãe Senhora de Ewá deixa cinco filhos, netos, bisnetos, tataranetos e “muitos filhos espirituais”, de acordo com comunidades como o Ilê Axé Raíxes Obá Kossô Omi.
“Ultrapassar a marca do centenário mantendo viva a chama da tradição, a voz firme no barracão e a dedicação incansável ao seu axé é testemunho de uma vida inteiramente entregue ao sagrado e à preservação da cultura dos orixás.”
Celia Salmerón had never voted for a Republican candidate. Not until 2024. Then, in the presidential election, she became one of many Latino voters who believed Donald Trump when he promised at every rally that he would deport all criminals and improve the economy. Two years after giving him her support, Salmerón — like so many other Hispanic voters — regrets her decision and says she will vote for the Democratic Party in the midterm elections on November 3. “For everything he’s doing to poor people, for separating parents from their children,” she says as she inserts hair extensions.

© David McNew (Getty Images)
In late August, President Donald Trump's administration carried out its first deportation flight to Haiti since the Supreme Court allowed it to end temporary protected status (TPS) for the embattled country in June. "There are no extraordinary and temporary conditions in Haiti that prevent Haitian nationals…from returning in safety," the Department of Homeland Security (DHS) claimed in its TPS revocation, describing a country the State Department warns Americans not to visit "for any reason."
The Trump administration has eroded America's humanitarian avenues, including TPS, which shields migrants from deportation. As a result, many noncitizens may become undocumented and could be forced to return to unsafe places.
The DHS secretary may grant TPS for countries facing armed conflicts, natural disasters, or other disruptive events. TPS designations last anywhere from six to 18 months and may be extended. The government has designated 29 countries for TPS since Congress established the status in 1990, offering protection to Salvadorans fleeing a 12-year civil war, Haitians fleeing the 2010 earthquake, and millions of others. The Biden administration repeatedly made and extended TPS designations, but the Trump administration has been working to terminate them.
There were 1.3 million people living in the U.S. under TPS in March 2025, according to the Pew Research Center. By August 2026, the Trump administration had ended TPS for 13 countries, leaving 1 million people without its protections. Once someone loses TPS, he reverts to his previous immigration status, which is often undocumented. Over 600,000 Venezuelans, 330,000 Haitians, 170,000 Salvadorans, and 100,000 Ukrainians had TPS protections as of March 2025, according to the Congressional Research Service.
Critics often point out that TPS isn't really "temporary." That's frequently true: Although some designations have been brief, others have been decades-long. Designations for Haiti, Syria, Honduras, Nepal, Somalia, and El Salvador have all lasted at least 14 years, according to the Migration Policy Institute (MPI).
This says more about the U.S. immigration system and presidential power than it does about TPS. "In the absence of Congress acting to legalize what has become a long-settled unauthorized immigrant population, Republican and Democratic administrations, lawmakers, immigrants, and foreign governments had come to tacitly rely on TPS despite its nominally temporary nature," notes the MPI. Immigration policy is increasingly subject to presidential whims, and due to lengthy processing times and narrow qualifications, more durable immigration pathways such as asylum and refugee status are often inaccessible to eventual TPS beneficiaries. An immigrant-friendly president may use TPS designations to temporarily shield noncitizen populations, but an anti-immigrant successor can also revoke those protections. In either scenario, a TPS holder faces uncertainty.
In a rare bipartisan immigration effort last February, Reps. Laura Gillen (D–N.Y.) and Mike Lawler (R–N.Y.) introduced a bill to extend TPS for Haiti for three years. It passed the House this April and has been languishing in the Senate since. Its future, too, is uncertain.
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