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Dinamarquesa ‘energiza’ fábrica de Esposende com investimento de 50 milhões e 580 trabalhadores


A gigante dinamarquesa NKT investiu cerca de 50 milhões de euros na expansão da produção de cabos de energia de média e alta tensão em Esposende, reforçando também em centena e meia o número de trabalhadores integrados na fábrica da antiga Solidal, que emprega agora um total de 580 pessoas neste concelho do distrito de Braga.

Comprada em junho de 2024 à Njord Partners numa operação avaliada, em termos de enterprise value, em 192 milhões de euros — o fundo de private equity tinha adquirido o negócio em 2019 –, a unidade industrial fundada em 1968, e que em meados dos anos 1990 passou a ser controlada a 100% pelo grupo Quintas & Quintas, produz cabos para tensões de 1 kV a 225 kV.

A conclusão deste investimento, que amplia a capacidade produtiva e introduz novas valências técnicas para “responder à forte procura de sistemas de cabos de energia impulsionada pela transição energética”, foi assinalada esta terça-feira pela empresa cotada na Nasdaq de Copenhaga, que emprega 6.500 pessoas a nível global e que no ano passado registou um volume de negócios de 3,6 mil milhões de euros.

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“Em pouco mais de dois anos, passámos da aquisição da Solidal [faturava 150 milhões de euros] à integração e expansão significativa da unidade. O reforço da capacidade produtiva e as novas valências técnicas aumentam a nossa capacidade de apoiar os clientes na expansão e modernização das suas redes elétricas, ao mesmo tempo que afirmam Esposende como uma parte importante da rede de unidades industriais da NKT na Europa”, destacou Carlos Fernandez, vice-presidente executivo e responsável pela área de distribuição da NKT.

Num contexto de “maior eletrificação, integração de energias renováveis e crescimento da procura de eletricidade”, o responsável da empresa nórdica, que opera a partir de mais de 30 localizações, sublinhou ainda o “compromisso de longo prazo” com Portugal, a valorização das competências e da tradição industrial que já existiam na unidade minhota e o facto de “contribuir para o papel do país na cadeia de fornecimento europeia de cabos elétricos”.

Investimento aumenta a nossa capacidade de apoiar os clientes na expansão e modernização das suas redes elétricas e afirma Esposende como parte importante da rede de unidades industriais da NKT na Europa.

Carlos Fernandez

Vice-presidente executivo e responsável pela área de distribuição da NKT

Numa mensagem transmitida em vídeo, o ministro da Economia e da Coesão Territorial relevou a importância desta aposta “também para o futuro industrial de Portugal e para a transição energética da Europa”. “É o tipo de investimento que queremos atrair e reter. Queremos uma economia industrial competitiva, aberta ao investimento internacional, fortemente ligada às cadeias de valor europeias e cada vez mais capaz de combinar produção industrial, tecnologia, inovação e sustentabilidade”, referiu Manuel Castro Almeida.

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Continental Mabor constrói centro tecnológico com 500 trabalhadores em Famalicão


A gigante alemã Continental Mabor vai avançar para a construção de um novo centro de competências tecnológicas no complexo industrial localizado em Lousado, no concelho de Vila Nova de Famalicão, onde produz anualmente mais de 18 milhões de pneus.

Este novo espaço da quarta maior exportadora portuguesa vai juntar cerca de 500 colaboradores de áreas tecnológicas e “proporcionar um ambiente de trabalho moderno, concebido para promover a colaboração, a investigação, a engenharia e a especialização digital”.

Segundo a informação partilhada pelo grupo e pela autarquia, “este investimento representa um importante passo para o desenvolvimento da empresa e para a dinamização económica da região, encontrando-se atualmente o projeto em fase de terraplanagem”.

A cerimónia que assinala o arranque das obras está agendada para esta quinta-feira, 22 de outubro, nas instalações da empresa que iniciou a atividade em 1946 como Mabor e que em 1990 foi integrada no Grupo Continental, tendo recentemente atingido ali a produção do seu pneu número 450 milhões.

O grupo alemão emprega atualmente mais de 3.800 pessoas em Famalicão, distribuídas por quatro empresas integradas no negócio de pneus: Continental Mabor, Continental Solutions Center, Continental Pneus Portugal e Continental Indústria Têxtil do Ave.

Pedro Carreira, presidente da Continental Mabor Portugal, em entrevista ao ECORicardo Castelo/ECO

Em junho, a multinacional alemã, que tem feito grandes investimentos ao longo dos últimos anos na fábrica de Lousado e que em Portugal é liderada por Pedro Carreira, garantiu ao ECO que tem “vários investimentos em curso, uns iniciados já no ano passado e que [pretende] continuar” a investir no Norte de Portugal.

Na mesma altura, assinou um memorando de entendimento com o município de Famalicão e a Escola Profissional Tecnológica do Vale do Ave (FORAVE), uma instituição que “desempenha um papel fundamental na preparação de jovens talentos para a indústria moderna, oferecendo formação em automação, robótica, manutenção industrial, eletrónica e mecatrónica, entre outras áreas”.

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Anthropic e Nscale negoceiam acordo de milhares de milhões de dólares


A Anthropic e a Nscale estão próximas de fechar um segundo acordo de milhares de milhões de dólares para aumentar a capacidade de computação da dona do Claude. Segundo o Financial Times, a startup britânica especializada em infraestruturas de inteligência artificial, com uma presença relevante na Start Campus, em Sines, procura também reforçar a confiança dos investidores antes de uma oferta pública inicial (IPO) em Nova Iorque, com a qual pretende captar cerca de 35 mil milhões de dólares.

O novo contrato deverá permitir à Anthropic duplicar o compromisso de compra de capacidade de computação à Nscale e abrange um segundo centro de dados, com 460 megawatts de capacidade, no campus Monarch, na Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. O acordo deverá seguir os moldes do contrato de 45 mil milhões de dólares assinado pelas duas empresas em agosto, embora as negociações ainda não estejam concluídas.

A concretização do negócio poderá ajudar a Nscale a recuperar a confiança dos investidores, numa altura em que o setor dos centros de dados enfrenta dúvidas sobre a capacidade financeira das empresas para executar projetos de grande dimensão. A Microsoft abandonou recentemente os planos para um centro de dados no Reino Unido, enquanto a OpenAI desistiu de uma parceria com a Nscale em abril.

A pressão sobre a startup é agravada pelos resultados financeiros. A Nscale registou prejuízos líquidos de mil milhões de dólares no primeiro semestre de 2026, durante o qual obteve receitas de 141 milhões de dólares. Além disso, a empresa ainda não garantiu o financiamento necessário para avançar com o primeiro centro de dados contratado pela Anthropic, podendo esta última abandonar o acordo se o dinheiro não estiver assegurado dentro do prazo estabelecido.

O projeto na Virgínia Ocidental enfrenta também obstáculos regulatórios. Algumas licenças ambientais continuam pendentes e o campus deverá recorrer a uma central própria a gás natural para produzir eletricidade, uma solução que aumenta os custos e a complexidade da operação, mas evita atrasos na ligação à rede elétrica. A Nscale pretende concluir a primeira fase do campus no primeiro semestre de 2028, com três edifícios que deverão exigir dois gigawatts de capacidade de produção elétrica para alimentar 1,37 gigawatts de capacidade de computação.

Para a Anthropic, o reforço da parceria permitirá aumentar os recursos computacionais disponíveis para acompanhar o crescimento da procura pelos seus sistemas de inteligência artificial, num contexto em que a empresa também se prepara para uma eventual entrada em bolsa. Ao abrigo do modelo contratual, a Nscale ficará responsável pela propriedade e operação do centro de dados e dos chips, enquanto a Anthropic pagará pela capacidade de computação à medida que esta for disponibilizada.

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