Elite Mundial do Surf: Peniche sem surfistas portugueses

© CARLOS BARROSO/LUSA

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Pelo terceiro ano consecutivo, o Zoomarine Algarve, localizado na Guia, no concelho de Albufeira, conquistou o título de melhor parque temático do mundo nos World Luxury Travel Awards 2026. Depois das distinções alcançadas em 2024 e 2025, o parque voltou a vencer a categoria “Theme Park”, num reconhecimento internacional que destaca a conjugação entre entretenimento, educação ambiental e sensibilização para a proteção das espécies e dos seus habitats.
A nova distinção prolonga um ciclo de reconhecimento internacional do parque algarvio, que tem procurado conciliar experiências de lazer com iniciativas educativas e projetos de proteção da natureza.
Criados em 2020, os World Luxury Travel Awards distinguem organizações e experiências ligadas ao setor turístico, através de um processo de votação que envolve profissionais da indústria e consumidores. Segundo a organização do parque, a competição reúne anualmente mais de 100 mil votos de viajantes de todo o mundo.

Para o diretor executivo do Zoomarine Algarve, Tiago Pierotti, a conquista representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela equipa, mas também um incentivo para continuar a melhorar a experiência proporcionada aos visitantes.
“Três distinções consecutivas dizem-nos, acima de tudo, que estamos a conseguir manter um nível de qualidade reconhecido por quem nos visita. É um motivo de enorme orgulho para toda a equipa, mas também uma responsabilidade acrescida para continuarmos a evoluir e a proporcionar experiências que fiquem na memória de quem passa pelo Zoomarine Algarve”, afirma Tiago Pierotti.
A distinção atribuída em 2026 sucede às conquistadas nos dois anos anteriores, consolidando a presença do parque algarvio entre os empreendimentos turísticos reconhecidos internacionalmente na área do entretenimento.
Fundado em 1991, o Zoomarine Algarve desenvolve uma atividade que combina atrações de entretenimento com iniciativas de educação ambiental e conservação da biodiversidade.
Enquanto instituição zoológica, o parque desenvolve e apoia projetos de preservação de espécies, tanto nos seus habitats naturais como em ambientes controlados, procurando sensibilizar os visitantes para a proteção dos animais e do meio ambiente.
Entre as principais iniciativas destaca-se o Porto d’Abrigo, criado em 2002 como o primeiro Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas em Portugal, dedicado ao resgate, recuperação e devolução de animais marinhos ao seu habitat natural.
O Zoomarine acolhe também o primeiro Centro de Sobrevivência das Espécies dedicado à Mudança Comportamental, desenvolvido em parceria com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Este projeto procura integrar as ciências sociais nas estratégias de conservação das espécies marinhas, promovendo comportamentos mais responsáveis na relação entre as pessoas e a natureza.
A oferta do parque inclui exposições zoológicas, habitats imersivos, apresentações educativas e experiências de proximidade com diferentes espécies, além de atrações aquáticas e espaços temáticos.
Entre os equipamentos disponíveis encontra-se a maior praia de ondas de Portugal, integrada numa oferta de lazer que contempla também atrações destinadas a diferentes idades e propostas de maior adrenalina.
Com a terceira distinção consecutiva nos World Luxury Travel Awards, o Zoomarine Algarve reforça o reconhecimento internacional da sua atividade, assente na conjugação entre turismo, entretenimento, educação ambiental e conservação da natureza.




Dois mercados junto à Ria Formosa partilham a distinção com um castelo, uma catedral e uma adega contemporânea. A edição de 2026 das Novas 7 Maravilhas de Portugal reúne sete patrimónios que podem servir de ponto de partida para descobrir diferentes regiões do país.
Segundo a organização das 7 Maravilhas de Portugal, os vencedores foram escolhidos por votação pública entre 21 finalistas, distribuídos por sete categorias. A grande final decorreu a 12 de setembro, no Palácio Nacional de Sintra.
Os Mercados de Olhão venceram na categoria Século XX. Os dois edifícios, destinados à venda de peixe e de produtos hortofrutícolas, continuam ligados ao quotidiano da cidade e têm entrada livre.
A construção começou em outubro de 1912 e a inauguração aconteceu a 1 de maio de 1916. Localizados em frente à Ria Formosa, foram projetados pelo farense José Lopes do Rosário, segundo o Arquivo Municipal de Olhão.
Na categoria Castelos, a escolha recaiu sobre o Castelo de Leiria. No alto da cidade, conserva testemunhos das suas diferentes funções, da fortaleza militar ao palácio real. A recuperação do monumento está também associada ao trabalho do arquiteto Ernesto Korrodi.
As Ruínas de São Cucufate, em Vila de Frades, no concelho da Vidigueira, venceram na categoria História. O sítio permite conhecer uma propriedade romana com funções residenciais e agrícolas, construída no século I e remodelada nos séculos seguintes.
O Aqueduto da Usseira, em Óbidos, foi distinguido em Grandes Obras. A construção começou em 1573, por iniciativa de D. Catarina de Áustria, para abastecer de água a vila. Os seus troços exteriores podem ser observados sem bilhete.
A Sé de Lisboa venceu na categoria Religião. A visita turística inclui o Coro Alto, o varandim entre as torres sineiras, o Museu do Tesouro e o percurso pelas naves e pelo deambulatório. Existe também um espaço reservado à oração com acesso livre.
Em Estremoz, a Tiago Cabaço Winery conquistou a categoria Século XXI. A adega associa a produção de vinho ao enoturismo, com visitas e provas mediante marcação prévia.
O Jardim do Paço Episcopal, em Castelo Branco, foi o vencedor em Turismo. Encomendado no século XVIII pelo bispo D. João de Mendonça, destaca-se pelos lagos, canteiros de buxo e conjuntos de estátuas, incluindo as escadarias dos Reis e dos Apóstolos.
Os preços e as condições de acesso variam entre os espaços:
| Património | Entrada normal de adulto |
|---|---|
| Mercados de Olhão | Gratuita. |
| Castelo de Leiria | 2,10 euros. |
| Ruínas de São Cucufate | Gratuita enquanto decorrerem as obras de requalificação; tarifa normal de 3 euros. |
| Aqueduto da Usseira | Observação exterior gratuita. |
| Sé de Lisboa | 7 euros para a visita turística. |
| Tiago Cabaço Winery | Visita e prova pagas; valor a confirmar no programa escolhido. |
| Jardim do Paço Episcopal | 3 euros. |
Considerando a gratuitidade temporária de São Cucufate, os bilhetes para estes seis espaços, excluindo a adega, somam 12,10 euros por adulto. O cálculo não inclui deslocações, refeições, visitas guiadas ou suplementos.
Há ainda oportunidades para reduzir essa conta. No Jardim do Paço Episcopal, a entrada é gratuita na manhã do primeiro domingo de cada mês, até às 13 horas. As crianças até aos dez anos também estão isentas de pagamento.
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