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Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem

A Audi deu início a um projeto de “prova de conceito” para testar o uso de robôs humanoides móveis na área de logística de sua fábrica em Ingolstadt, na Alemanha.

A iniciativa, desenvolvida em parceria com a empresa de robótica Agile Robots e as companhias de tecnologia Nvidia e Dassault Systèmes, busca automatizar o processo de sequenciamento de peças, etapa que exige cerca de um milhão de seleções diárias (picks) para abastecer a linha de montagem dos veículos premium da marca no ritmo atual.

O projeto utiliza robôs dotados de dois braços mecânicos e inteligência artificial, instalados em uma base móvel. A tecnologia foi projetada para atuar na mesma altura de operadores humanos e se integrar às instalações existentes da unidade sem requerer mudanças na infraestrutura fabril.

Simulação em ambiente digital acelera o processo

Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes
Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes • Divulgação Audi

Antes de entrarem em operação prática no laboratório de produção da Audi (Production Lab), as tarefas dos robôs são validadas em um ambiente inteiramente virtual. Por meio das plataformas digitais da Dassault Systèmes e das bibliotecas da Nvidia, a equipe de engenharia criou um “gêmeo digital” da fábrica.

O modelo virtual permite simular ergonomia, tempo de execução, viabilidade operacional e protocolos de segurança. A utilização de inteligência artificial aplicada ao ecossistema digital reduz o tempo de homologação desses testes de semanas para poucos dias.

Manipulação de componentes flexíveis e caixas mistas

Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes
Audi testa robôs humanoides e IA para otimizar linhas de montagem em parceria com Agile robots, NVIDIA e Dassault Systèmes • Divulgação Audi

A automação do sequenciamento representa um dos maiores desafios logísticos da indústria automotiva, por envolver peças semirrígidas, itens flexíveis e componentes dispostos de forma desordenada em caixas mistas.

Os robôs móveis desenvolvidos para a operação utilizam sistemas de percepção por inteligência artificial que identificam, alinham e movimentam peças variadas com precisão.

O objetivo do programa é transferir tarefas repetitivas de triagem para os sistemas automatizados, permitindo que os operadores humanos foquem em etapas de maior complexidade do processo produtivo.

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AiMOGA Mobo: Chery apresenta robô humanoide vai chegar ao Brasil

Aqui na China, robôs são uma tendência: por todo lado há referências a essas máquinas, sejam virtuais ou físicas.

E a indústria automotiva tem também investido nesse nicho, seja com uso de assistentes inteligentes aos motoristas ou mesmo partindo para novos produtos. É o caso do Grupo Chery, que apresentou seu primeiro robô humanoide voltado à convivência doméstica: o AiMOGA Mobo!

A AiMOGA Robotics, divisão de robótica ligada ao Grupo Chery, apresentou o produto durante o User Summit 2026, realizado em Wuhu, na China. Com 90 centímetros de altura, o equipamento combina inteligência artificial, reconhecimento de pessoas, memória de interações e execução de tarefas. A empresa anunciou a abertura da pré-venda global, mas não divulgou prazos específicos de entrega para o Brasil. No entanto, o paradeiro por aqui é certo: nos braços da Omoda & Jaecoo.

O lançamento faz parte de uma estratégia para ampliar a presença da companhia no mercado de robótica. O Mobo é o terceiro produto da empresa, que tem um cachorro, um boneco humanoide adulto que se movimenta com as pernas e outro que anda sobre uma plataforma. Além do uso residencial, a AiMOGA pretende expandir aplicações em áreas como saúde, educação, segurança, turismo e serviços corporativos.

O Mobo é menor e foi projetado para interagir com crianças, adultos e idosos. Entre as funções apresentadas estão responder a perguntas, contar histórias, apoiar atividades de aprendizado de inglês, conversar e emitir lembretes configurados pelos moradores. O sistema também oferece suporte a mais de 20 idiomas.

A estrutura mecânica possui 22 graus de liberdade, permitindo diferentes movimentos e expressões. O rosto do robô é uma tela que pode variar a expressão, mais avançado que o Morine, que possui óculos escuros nos olhos. O processamento das interações é realizado pelo MoAgent, plataforma de inteligência artificial incorporada que reúne percepção do ambiente, interpretação de linguagem, planejamento de ações e controle dos movimentos.

Robô humanoide Mobo: Grupo Chery decide investir em nova frente
Robô humanoide Mobo: Grupo Chery decide investir em nova frente • Thiago Ventura/CNN

Segundo a fabricante, o robô consegue reconhecer integrantes da família e recuperar informações de conversas anteriores para dar continuidade aos diálogos. Sua memória é organizada em categorias que incluem fatos, experiências e padrões aprendidos. A proposta é adaptar as respostas ao contexto de cada usuário, em vez de depender apenas de comandos isolados.

Outra função é a memória espacial, que relaciona informações do ambiente a registros anteriores para auxiliar na localização de objetos. A navegação social, por sua vez, permite identificar o deslocamento de pessoas e ajustar trajetórias para evitar obstáculos.

A AiMOGA afirma que o sistema pode administrar até 16 tarefas em paralelo e responder a interrupções em menos de 0,2 segundo. Em uma demonstração, o Mobo recebeu notificações durante uma atividade, respondeu a uma pergunta inesperada e depois retomou a tarefa original.

De acordo com a empresa, mais de 10 mil potenciais clientes demonstraram interesse após a primeira aparição pública do Mobo, na World Robot Conference, em agosto de 2026. Para comprar, o interessado deve pagar US$ 99, que serão usados como crédito quando o modelo estiver disponível.

A fabricante também selecionou 35 participantes de diferentes mercados para atuar como embaixadores globais da experiência do usuário. Eles receberão um ano de uso gratuito do robô e deverão compartilhar avaliações sobre conversas, lembretes, tarefas e convivência cotidiana. A iniciativa pretende orientar futuras melhorias a partir de situações reais de uso.

A estratégia comercial da AiMOGA prevê a instalação inicial de 300 centros globais de experiência, destinados a demonstrações, vendas e assistência pós-venda. A companhia também planeja lançar a marca Jia Tian Xia, dedicada à locação de robôs. O projeto começará em Wuhu antes de avançar para outros mercados.

AiMOGA Mobo: robô humanoide tem aparência infantil voltado para crianças e idosos
AiMOGA Mobo: robô humanoide tem aparência infantil voltado para crianças e idosos • Divulgação

*Jornalista viajou a convite da Omoda & Jaecoo

Carros eletrificados chegam à marca de 1 milhão de unidades no Brasil

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