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Geração Depositrão mobiliza mais de 345 mil alunos e recolhe 470 toneladas de resíduos elétricos

Mais de 345 mil alunos, 473 escolas e 470 toneladas de resíduos corretamente encaminhados. É o balanço da 18.ª edição da Geração Depositrão, iniciativa de educação ambiental promovida pela ERP Portugal, que volta a afirmar-se como um dos maiores projetos de sensibilização ambiental em contexto escolar no país.

Este ano, a iniciativa esteve presente em escolas de todo o território nacional, incluindo as Regiões Autónomas, envolvendo não só alunos e professores, mas também as famílias, na correta gestão de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE) e de pilhas e baterias.

Além da recolha, a edição combinou educação e criatividade, em parceria com a ABAAE – Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação. Ao todo foram recebidos 172 trabalhos pedagógicos nos diferentes escalões de ensino.

Calheta lidera e Lisboa é o distrito que mais recolheu

Em peso absoluto, a grande vencedora foi a EB 2,3/S da Calheta, na ilha de São Jorge, Açores, com 40.913 kg de resíduos encaminhados. No pódio seguem-se duas escolas do concelho de Odemira: a EB 2,3 Damião de Odemira, com 27.214 kg, e a Escola Básica de Sabóia n.º 1, com 24.330 kg.

Por distritos, Lisboa liderou a recolha nacional com 63.820 kg, seguida de perto por Beja com 63.001 kg e Angra do Heroísmo com 42.297 kg.

As escolas foram distinguidas em diferentes categorias – peso absoluto, per capita e por tipo de resíduo, incluindo televisores e monitores, equipamentos de frio e pilhas e baterias – com o apoio da Worten, Orima, Pingo Doce e LG.

“A Geração Depositrão é, acima de tudo, um projeto de educação e mobilização para a correta gestão de resíduos, e reforço da responsabilidade social de todos nós. Ao longo de 18 edições, temos procurado transformar a escola num espaço onde a sustentabilidade não se aprende apenas, mas se pratica. Quando um aluno aprende onde deve entregar uma pilha ou um equipamento elétrico e leva esse conhecimento para casa, estamos a criar um impacto que vai muito além da escola”, afirma Rosa Monforte, Diretora-Geral da ERP Portugal.

Com 18 edições, o projeto tem como objetivo consolidar uma cultura de responsabilidade ambiental e reforçar o papel de cada cidadão na economia circular, incentivando a entrega destes resíduos nos canais adequados.

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Jovens do Norte e da Galiza querem fixar-se na eurorregião

VTM

Coorganizada com a entidade galega “Conecta Galícia” e financiada pela Comissão Europeia, através do programa Erasmus+, a iniciativa promoveu o diálogo, a cooperação transfronteiriça e o envolvimento dos jovens na construção do futuro da região.

Os jovens abordaram questões relacionadas com a sustentabilidade, a fixação de jovens, a criação de oportunidades e o envolvimento das novas gerações nos processos de decisão.

Renato Gil, presidente da Inspira, disse à VTM que o objetivo é tentar encontrar soluções para que os jovens possam ficar na eurorregião em vez de sair dela. “Queremos que os jovens se fixem na região e tenham um papel decisivo no futuro desta eurorregião e não sejam os mais velhos a decidirem por eles”.

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9 curiosidades sobre o plástico que você provavelmente não sabia

O que vem à sua cabeça quando alguém fala em plástico? Provavelmente garrafas PET, sacolas e embalagens. Mas ele também está presente em roupas, equipamentos eletrônicos, automóveis e muitos outros produtos.

Existem diferentes tipos de plástico, o que determina sua composição é a estrutura polimérica que o compõe. Os plásticos são feitos de polímeros, que são grandes moléculas formadas pela repetição de pequenas unidades químicas. Dependendo da composição, esses materiais podem ser rígidos, flexíveis, elásticos ou resistentes ao calor. É essa variedade de propriedades que permite tantas aplicações.

 

 1. Uma garrafa PET pode se transformar na roupa que você veste

Uma garrafa PET encaminhada a reciclagem pode virar matéria prima para uma nova garrafa ou até mesmo fibra para a fabricação de roupas. Segundo a organização internacional Textile Exchange, 97% do poliéster reciclado produzido em 2025 teve origem em garrafas plásticas, e não em resíduos têxteis.

O poliéster é encontrado em camisetas esportivas, calças de academia e jaquetas. Sua resistência, secagem rápida e menor tendência a amassar explicam a presença da fibra nessas peças.

Em 2025, o poliéster respondeu por 59% da produção mundial de fibras, cerca de 82,5 milhões de toneladas. O algodão ficou em segundo lugar, com 18%.

 

 2. Até seu tênis de couro pode ter plástico

Mesmo quando a parte externa é feita de couro, um tênis pode conter diferentes tipos de plástico no solado, na palmilha e na entressola.

Em muitos modelos de corrida, por exemplo, a espuma responsável pelo amortecimento é produzida com EVA ou poliuretano, materiais poliméricos sintéticos que absorvem parte do impacto durante a caminhada ou a corrida.

Outros polímeros são empregados no solado, para resistir ao desgaste provocado pelo contato com o chão, e em partes internas que precisam oferecer flexibilidade e sustentação.

 

 3. Mais de um terço do peso de alguns celulares é plástico

Um estudo realizado com 23 smartphones identificou que os plásticos representavam, em média, 37% da massa dos aparelhos analisados. O percentual variava entre os modelos.

Boa parte desse plástico fica escondida dentro do celular. Os polímeros estão presentes em componentes como:

  • Cabos e fios internos: isolamento elétrico.
  • Placas de circuito: estrutura e isolamento.
  • Câmeras: peças com propriedades ópticas.
  • Alto-falantes e microfones: membranas e componentes flexíveis.
  • Adesivos e vedações: fixação e proteção.

O uso do plástico em equipamentos elétricos e eletrônicos é muito anterior aos smartphones. No início do século XX, surgiu a baquelite, um dos primeiros plásticos totalmente sintéticos produzidos em escala industrial. Resistente ao calor e capaz de isolar a eletricidade, o material foi empregado na fabricação de rádios, telefones e outros aparelhos.

 

 4. O plástico salvou tartarugas, já que o casco do animal era utilizado na produção de pentes e armação de óculos

Durante séculos, o casco da tartaruga-de-pente foi utilizado na fabricação de pentes, armações de óculos e acessórios de cabelo. Valorizado pela aparência, resistência e facilidade de moldagem, o material era obtido por meio da captura desses animais.

No século XIX, surgiu o celuloide, um dos primeiros tipos de plástico, que permitiu reproduzir a aparência do casco sem utilizar matéria-prima animal. Segundo o Cooper Hewitt, museu de design ligado ao Smithsonian, em Nova York, acessórios feitos com celuloide já imitavam o casco de tartaruga na década de 1880.

Ainda assim, a exploração das tartarugas continuou no século XX. Só para se ter ideia, entre 1950 e 1992, o Japão importou mais de 310 toneladas de casco, volume associado à captura estimada de cerca de 1,3 milhão de animais.

 

 5. O plástico ajuda a proteger você de choques elétricos

Em muitos cabos elétricos, o metal que conduz a corrente é revestido por uma camada de plástico. Como o plástico é isolante elétrico, essa proteção reduz o risco de choques e curtos-circuitos, desde que esteja íntegra e seja adequada à instalação.

O plástico também está presente em tomadas, interruptores e conectores. Nesses componentes, além de impedir o contato direto com partes energizadas, os materiais utilizados precisam resistir ao calor e às condições de funcionamento dos equipamentos.

 

 6. Você provavelmente dorme sobre um tipo de plástico

Colchões já foram preenchidos com penas, lã, algodão, crina de cavalo e fibras vegetais. No século XX, as espumas sintéticas começaram a ganhar espaço na fabricação desses produtos.

Uma delas é a espuma de poliuretano, um tipo de plástico que pode apresentar diferentes níveis de maciez, elasticidade e firmeza, dependendo de sua composição.

Atualmente, o poliuretano é encontrado não apenas em colchões, mas também em travesseiros, sofás e outros estofados.

 

 7. O plástico pode ajudar a reduzir o consumo de combustível

Painéis, para-choques, revestimentos internos e outras peças dos automóveis podem ser fabricados com plástico. Em determinadas aplicações, esses materiais substituem componentes mais pesados, reduzindo o peso total do veículo e a energia necessária para movimentá-lo.

Segundo o Departamento de Energia dos Estados Unidos, uma redução de 10% no peso de um automóvel pode melhorar a economia de combustível entre 6% e 8%. O benefício não é exclusivo do plástico, já que outros materiais leves também são utilizados pela indústria automobilística.

A substituição, porém, depende das exigências de resistência e segurança de cada peça.

 

 8. O plástico é indispensável na segurança hospitalar

Seringas descartáveis estão entre as aplicações mais conhecidas do plástico na medicina, mas o material também é utilizado em tubos, bolsas para soluções intravenosas, sistemas de infusão e embalagens de instrumentos médicos.

Bolsas e tubos precisam ser flexíveis e resistentes para permitir a administração de líquidos e medicamentos. Já determinadas embalagens plásticas protegem instrumentos e dispositivos esterilizados contra a contaminação até o momento do uso.

 

 9. O plástico também ajuda a evitar o desperdício de alimentos

Uma embalagem plástica pode prolongar a conservação dos alimentos ao protegê-los contra umidade, oxigênio, luz, contaminação e danos físicos, dependendo de sua composição.

Leite, carnes, frutas e biscoitos, por exemplo, exigem condições diferentes de armazenamento. Até as embalagens cartonadas de longa vida, como as utilizadas em caixas de leite, contêm camadas de plástico que ajudam a impedir a passagem de umidade e a proteger o conteúdo. Elas combinam papel-cartão, polietileno e, em muitos modelos, alumínio.

Uma pesquisa realizada em março de 2025 pelo instituto Nexus para o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), com 2.009 entrevistados, mostrou que 87% dos brasileiros ouvidos concordaram que as embalagens plásticas contribuem para preservar a qualidade dos produtos e evitar o desperdício de alimentos.

 

E depois do uso, para onde vai todo esse plástico?

Após o uso, os resíduos plásticos podem ter diferentes destinos, como a reciclagem e a disposição em aterros sanitários licenciados, que são estruturas projetadas para recebê-los de forma controlada, com medidas para reduzir os riscos de contaminação do solo e da água. A reciclagem, por sua vez, permite reaproveitar materiais e reduzir a necessidade de novas matérias-primas, embora sua viabilidade dependa do tipo de plástico, da coleta, da triagem e das tecnologias de processamento disponíveis.

O maior problema está no descarte inadequado, quando esses resíduos acabam em ruas, rios, solos e oceanos, podendo causar impactos ambientais. Em uma pesquisa realizada em março de 2025 pela Nexus para o Sindicato da Indústria de Material Plástico do Estado de São Paulo (Sindiplast), 93% dos entrevistados concordaram que embalagens plásticas descartadas incorretamente causam impactos negativos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo, 61% consideraram impossível evitar essas embalagens no dia a dia.

Por isso, ampliar a conscientização sobre o consumo e o descarte correto é fundamental. Reduzir o consumo desnecessário, reutilizar produtos sempre que possível, separar os resíduos e encaminhá-los para a coleta seletiva são atitudes que contribuem para o melhor aproveitamento dos materiais e para a redução dos impactos ambientais.

“A CNN Brasil não se responsabiliza pelo conteúdo deste publieditorial e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação”.
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Tavira Plaza recebe exposição integrada na SEIVA 2026 e reforça compromisso com a sustentabilidade

Exposição decorre de 20 a 29 de outubro e integra a 9.ª edição da Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental, promovida no Algarve. O Tavira Plaza, gerido pela Widerproperty, acolhe, de 20 a 29 de outubro, uma exposição integrada na 9.ª edição da Semana de Educação e Iniciativas de Voluntariado Ambiental (SEIVA 2026), […]

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Porto de Leixões vai fornecer energia limpa a navios atracados com apoio de 7,2 milhões

O Porto de Leixões vai passar a disponibilizar alimentação elétrica a navios atracados, no âmbito de um aviso de 7,2 milhões de euros aberto pelo programa Sustentável 2030, anunciou esta quarta-feira 21 de outubro o Governo.

O aviso, com uma taxa de cofinanciamento de até 85%, vai permitir à Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) realizar os investimentos necessários para que a infraestrutura portuária possa dar resposta às futuras necessidades de eletrificação das atividades do porto.

De acordo com o comunicado conjunto dos Ministérios do Ambiente e Energia, da Economia e da Coesão Territorial e das Infraestruturas e Habitação, um dos investimentos previstos passa pela implementação de sistemas OPS – Onshore Power Supply nos terminais de contentores do Porto de Leixões, em particular no Terminal de Contentores Norte e no Terminal de Contentores Sul, bem como no Terminal de Passageiros na Doca 1 Norte.

O sistema OPS permite ligar os navios atracados à rede elétrica terrestre, possibilitando que desliguem os motores a combustão.

Para além de contribuir para a descarbonização do país e para a concretização da transição energética, o projeto vai permitir, segundo o executivo, uma redução significativa das emissões de gases poluentes e dos níveis de ruído.

“O transporte marítimo em Portugal tem uma grande expressão, o que torna ainda mais necessário apostar em investimentos que impulsionem a descarbonização e fomentem a utilização de energias limpas”, afirma o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, citado no comunicado.

“Portugal voltou a ter uma estratégia para os seus portos, com a concretização da Estratégia Portos 5+. Queremos mobilizar investimento, aumentar a capacidade dos nossos portos e reforçar a sua competitividade e ligação às grandes cadeias logísticas internacionais”, sublinha o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

A ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, considera que se trata de “um investimento urgente, já que Portugal tem de concentrar esforços na descarbonização dos transportes, uma área que em ainda enfrentamos grandes desafios”.

O Governo salienta que a descarbonização na área dos transportes é uma prioridade nacional e que o Sustentável 2030 é o programa temático desenhado para ajudar Portugal a enfrentar os desafios da transição energética e climática.

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COP31. Fim dos combustíveis fósseis é “absolutamente essencial” e implementação é “prioritária”


O Parlamento Europeu vai votar, esta quarta-feira, a resolução que deverá guiar a ação da União Europeia na 31.ª Conferência das Partes (COP31), a cimeira do Clima que é organizada anualmente pelas Nações Unidas. A eurodeputada que chefiará a delegação do Parlamento Europeu, a portuguesa Lídia Pereira, espera que o bloco se bata para que seja acordada uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis e para que se implementem os compromissos já firmados, mais do que criar novas metas.

“É uma COP em que o prioritário é a implementação de todos os acordos que têm vindo a ser assinados. A prioridade é de facto respeitar as metas que já existem. Não…

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