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INSS: Justiça libera R$ 2,9 bilhões para atrasados; veja como consultar

O CJF (Conselho da Justiça Federal) liberou na terça-feira (20) R$ 3,5 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações contra órgãos federais.

Desse total, R$ 2,9 bilhões serão destinados a ações relacionadas ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e a benefícios assistenciais, incluindo revisão de aposentadorias, pensões, auxílio por incapacidade, entre outros.

Ainda segundo a decisão, os recursos atendem 313.181 beneficiários em 243.718 processos.

Como ocorrerão os pagamentos?

O CJF afirmou que cabe aos TRFs (Tribunais Regionais Federais) realizarem os depósitos.

O valor será depositado em uma conta específica, aberta por cada beneficiário no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal.

Para obter informações sobre o dia em que o saque será liberado, o beneficiário terá de consultar as RPVs (Requisições de Pequeno Valor) disponíveis no portal do TRF responsável.

Quanto cada TRF recebeu?

Quem tem direito a receber os atrasados?

Ter um pedido de aposentadoria ou benefício negado pelo INSS não é suficiente para receber os valores atrasados. É necessário ter vencido uma ação judicial contra o órgão e ter uma RPV incluída no lote.

Confira o passo a passo para verificar se o pagamento está disponível:

  • Consulte o andamento do seu processo na Justiça Federal;
  • Verifique se há informações sobre a expedição da RPV ou a liberação do pagamento;
  • Acesse o site do TRF responsável pelo processo. O tribunal informa quando o dinheiro estará disponível para saque;
  • Tenha em mãos o número do processo ou do CPF, conforme os dados exigidos pelo sistema de consulta do tribunal.

 

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Ação da WEG cai 4,6% após balanço do 3º tri

A ação da WEG se desvalorizava nesta quarta-feira (21) após o grupo publicar um desempenho, segundo analistas, abaixo do esperado para o terceiro trimestre.

Às 11h, os papéis se desvalorizavam 4,6% a R$ 46,53, a maior queda do índice Ibovespa. No acumulado do ano, as ações da WEG mostram queda de cerca de 3,6%.

A fabricante de motores elétricos e equipamentos de geração de energia teve lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 1% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado antes da abertura do mercado nesta quarta-feira.

A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,35 bilhões para o período, expansão de 3,1% ano a ano.

Analistas esperavam lucro líquido de R$ 1,71 bilhão e Ebitda de R$ 2,40 bilhões no período, de acordo com dados da LSEG.

Segundo a UBS BB, a reação negativa do mercado ocorre devido a uma queda da margem Ebitda mais forte que a esperada, já que o mercado havia antecipado recuo de 0,4 ponto percentual.

A WEG teve margem Ebitda de 21,6% no terceiro trimestre, recuo de 0,6 ponto percentual. A companhia citou como fatores o aumento nos custos de matérias-primas como cobre, além de um câmbio desfavorável e impactos das tarifas de importação implementadas pelos Estados Unidos.

Já os analistas da Citi destacaram que tanto o Ebitda como o lucro líquido ficaram cerca de 1% abaixo do esperado.

A empresa teve receita líquida de R$ 10,86 bilhões, expansão de 5,7% na comparação anual, ante expectativa média do mercado de faturamento de R$ 10,92 bilhões, segundo a LSEG.

A receita cresceu 1,8% no mercado interno e 8,3% no externo. Atualmente, o faturamento no Brasil representa 37,5% da receita do grupo, enquanto o mercado externo é responsável por 62,5%.

A WEG citou no balanço que o desempenho internacional foi “sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período”.

Para a equipe de analistas do Santander liderada por Lucas Barbosa, o grupo apresentou um resultado sólido de rentabilidade apesar das despesas com pessoal mais elevadas e do impacto das tarifas dos EUA.

A WEG disse que investiu R$ 905,4 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, acima dos R$ 672,6 milhões do terceiro trimestre de 2025. Do total, 39,8% foram destinados às unidades produtivas no Brasil e o restante ao exterior.

A empresa anunciou anteriormente que prevê investir em 2026 cerca de R$ 3,54 bilhões, acima do nível de 2025.

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