A Meta obteve um lucro líquido de US$ 9,86 bilhões no terceiro trimestre de 2026, um aumento de 264% em relação ao mesmo período do ano passado, com o lucro ajustado por ação em US$ 3,83, abaixo da projeção dos analistas da FactSet de US$ 6,54.
A empresa afirmou que os lucros teriam sido de US$ 7,40 por ação, se não fosse por uma cobrança de quase US$ 10 bilhões resultante de um acordo legal multiestadual nos EUA, decorrente dos casos de dependência de adolescentes em redes sociais.
Já a receita da dona do Facebook foi de US$ 64,60 bilhões no período, acima da expectativa dos analistas de US$ 63,34 bilhões.
“Alcançamos marcos importantes neste trimestre em direção à entrega de superinteligência pessoal para todos – incluindo o lançamento do Muse e Muse Wonder, nosso primeiro modelo de fronteira”, disse o CEO Mark Zuckerberg em um comunicado à imprensa.
As despesas de capital (capex), incluindo os pagamentos de principal relativos a arrendamentos financeiros, totalizaram US$ 34,91 bilhões no terceiro trimestre.
A Meta afirmou que desembolsará entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em despesas de capital este ano, ante sua previsão anterior de capex de US$ 130 bilhões a US$ 145 bilhões.
Para o trimestre atual, a Meta disse que espera vendas entre US$ 73 bilhões e US$ 76 bilhões. Antes dos resultados, os analistas estavam projetando US$ 73,65 bilhões em vendas no quarto trimestre.
A Meta também anunciou o estabelecimento de ações ordinárias Classe C, que se tornarão efetivas em janeiro e não afetarão o controle de voto do CEO Mark Zuckerberg.
Às 17h32 (de Brasília), as ações da Meta subiam 4,2% no after hours de Nova York.
A Tesla registrou lucro líquido de US$ 787 milhões no terceiro trimestre de 2026, uma queda de 43,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro ajustado por ação foi de US$ 0,48, disse a empresa nesta quarta-feira (21) em comunicado.
A expectativa dos analistas consultados pela FactSet era de um lucro ajustado por ação de US$ 0,45.
O fluxo de caixa livre foi de US$ 1,53 bilhão no trimestre, ante número negativo no segundo trimestre, mesmo com a empresa citando investimentos em inteligência artificial (IA) e robótica para ganhar espaço nesses setores. Os gastos de capital mais que dobraram em relação ao ano anterior, chegando a US$ 4,73 bilhões.
A companhia também reportou US$ 28,05 bilhões em receita para o período, praticamente estável em relação ao terceiro trimestre do ano passado, e em linha com previsão dos analistas de US$ 28,05 bilhões.486.532
A Tesla ainda informou que vendeu veículos elétricos globalmente no terceiro trimestre, uma queda de 2% em relação ao mesmo período do ano passado – sua maior fonte de receita. Os modelos SUV Model Y e o sedã Model 3 registraram o maior número de vendas. Nos EUA, o Model Y foi, de longe, o veículo elétrico mais vendido nos EUA.
Às 17h48 (de Brasília), as ações da Tesla subiam 3,4% no after hours de Nova York.
A IBM anunciou um lucro líquido de US$ 2,19 bilhões no terceiro trimestre de 2026, uma alta de 26% em comparação com o mesmo período no ano passado. Por ação, o lucro operacional diluído foi de US$ 2,95, acima dos US$ 2,85 esperados pela FactSet.
Nos três meses encerrados em 30 de setembro, a receita avançou 5% e chegou em US$ 17,1 bilhões, superando as expectativas de US$ 16,82 bilhões. A receita do setor de software subiu 8% no período, chegando em US$ 7,8 bilhões. Já na área de infraestrutura, o crescimento foi de 4%, em US$ 3,7 bilhões.
No relatório divulgado nesta quarta-feira (21), a IBM afirmou esperar um crescimento da receita na faixa de 4% a 5%, a câmbio constante, para o ano completo de 2026.
Além disso, o conselho de administração da empresa aprovou o pagamento de dividendos trimestrais em dinheiro no valor de US$ 1,69 por ação ordinária aos acionistas registrados em 10 de novembro de 2026.
Por volta das 17h58 (de Brasília), as ações da IBM avançavam 3,4%, em reação aos resultados.
A ação da WEG se desvalorizava nesta quarta-feira (21) após o grupo publicar um desempenho, segundo analistas, abaixo do esperado para o terceiro trimestre.
Às 11h, os papéis se desvalorizavam 4,6% a R$ 46,53, a maior queda do índice Ibovespa. No acumulado do ano, as ações da WEG mostram queda de cerca de 3,6%.
A fabricante de motores elétricos e equipamentos de geração de energia teve lucro líquido de R$ 1,67 bilhão no terceiro trimestre, crescimento de 1% sobre o desempenho de um ano antes, segundo balanço divulgado antes da abertura do mercado nesta quarta-feira.
A companhia apurou um resultado operacional medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de R$ 2,35 bilhões para o período, expansão de 3,1% ano a ano.
Analistas esperavam lucro líquido de R$ 1,71 bilhão e Ebitda de R$ 2,40 bilhões no período, de acordo com dados da LSEG.
Segundo a UBS BB, a reação negativa do mercado ocorre devido a uma queda da margem Ebitda mais forte que a esperada, já que o mercado havia antecipado recuo de 0,4 ponto percentual.
A WEG teve margem Ebitda de 21,6% no terceiro trimestre, recuo de 0,6 ponto percentual. A companhia citou como fatores o aumento nos custos de matérias-primas como cobre, além de um câmbio desfavorável e impactos das tarifas de importação implementadas pelos Estados Unidos.
Já os analistas da Citi destacaram que tanto o Ebitda como o lucro líquido ficaram cerca de 1% abaixo do esperado.
A empresa teve receita líquida de R$ 10,86 bilhões, expansão de 5,7% na comparação anual, ante expectativa média do mercado de faturamento de R$ 10,92 bilhões, segundo a LSEG.
A receita cresceu 1,8% no mercado interno e 8,3% no externo. Atualmente, o faturamento no Brasil representa 37,5% da receita do grupo, enquanto o mercado externo é responsável por 62,5%.
A WEG citou no balanço que o desempenho internacional foi “sustentado pela boa demanda por produtos e serviços nos principais segmentos de atuação, apesar do impacto da valorização do real no período”.
Para a equipe de analistas do Santander liderada por Lucas Barbosa, o grupo apresentou um resultado sólido de rentabilidade apesar das despesas com pessoal mais elevadas e do impacto das tarifas dos EUA.
A WEG disse que investiu R$ 905,4 milhões em modernização e expansão de capacidade produtiva no trimestre, acima dos R$ 672,6 milhões do terceiro trimestre de 2025. Do total, 39,8% foram destinados às unidades produtivas no Brasil e o restante ao exterior.
A empresa anunciou anteriormente que prevê investir em 2026 cerca de R$ 3,54 bilhões, acima do nível de 2025.
As ações da Netflix caíam quase 5% nesta quarta-feira, depois que as perspectivas pouco animadoras da empresa em relação aos lucros e à publicidade aprofundaram as preocupações dos investidores com a desaceleração do crescimento da audiência e da receita, em meio à forte concorrência no setor de streaming.
As ações já caíram mais de 26% neste ano e, se as perdas atuais se mantiverem, a gigante do streaming pode perder cerca de US$ 13,4 bilhões em valor de mercado.
O desempenho das ações ressalta os desafios crescentes enfrentados pela Netflix — desde a derrota na disputa pela aquisição da Warner Bros Discovery no início deste ano até a defesa de seu modelo de assinatura paga contra rivais digitais gratuitos e a competição em um mercado de streaming cada vez mais consolidado.
À medida que os espectadores migram para plataformas gratuitas e geradas por usuários, como o YouTube e o TikTok, a Netflix também enfrenta mudanças nas preferências, com predileção por vídeos curtos em detrimento de conteúdo premium.
A Netflix, que deixou de divulgar o número de assinantes desde 2025, registrou um aumento de 11,8% na receita do terceiro trimestre, para US$ 12,87 bilhões, em linha com as estimativas deWall Street, mas o menor crescimento em quase três anos.
A empresa também reduziu sua previsão de receita publicitária para 2026 para cerca de US$ 2,7 bilhões, ante os cerca de US$ 3 bilhões projetados anteriormente.
A Evercore atribuiu essa desaceleração à maturidade do mercado; à concorrência constante de plataformas como YouTube, Amazon e Disney; aos desafios potenciais de conteúdos de formato curto, como TikTok e YouTube; e à má execução do conteúdo.
Mais de 20 corretoras reduziram seus preços-alvo para as ações da Netflix após a divulgação dos resultados, de acordo com dados da LSEG.
Sarandos disse na terça-feira que a empresa planeja se concentrar em seu negócio principal, que é a produção de séries de TV e filmes de qualidade, para tornar a Netflix um serviço indispensável, e que a recente reorganização executiva foi um passo nessa direção.
A empresa substituiu recentemente a diretora criativa Bela Bajaria e anunciou que o chefe da divisão de cinema, Dan Lin, está deixando a empresa, além de ter cortado 6% de sua força de trabalho.
A temporada de resultados do terceiro trimestre dos grandes bancos brasileiros começa nesta semana e a qualidade dos ativos no setor continua sendo um ponto de atenção dos investidores, diante do nível de endividamento das famílias brasileiras ainda elevado, inadimplência alta e possível adoção de medidas macroprudenciais.
Mas, na visão da equipe do UBS BB liderada pelo analista Thiago Batista, será fundamental também a mensagem que as instituições financeiras vão passar aos investidores em suas conferências sobre os números, uma vez que a maioria das divulgações ocorrerá após o resultado do segundo turno da eleição presidencial no país, no próximo domingo.
As ações dos maiores bancos brasileiros tiveram desempenho vultuoso após o primeiro turno da eleição presidencial, que mostrou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e alimentou a percepção de aumento da probabilidade de uma mudança de rumo nas expectativas e nos resultados fiscais.
Apenas no dia 5, considerando os dados de fechamento, BTG Pactual Unit disparou 22,52%, Bradesco PN saltou 13,57%, Banco do Brasil subiu 11%, Itaú Unibanco PN avançou 10,37% e Santander Brasil Unit terminou com acréscimo de 2,63%. No mesmo pregão, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, encerrou com elevação de 7,7%.
No final de setembro, dados do Banco Central mostraram que a inadimplência no segmento de recursos livres chegou a 6,6% em agosto, renovando o maior nível da série histórica iniciada em março de 2011. Em julho, havia ficado em 6,4%.
O BC tem sinalizado que está estudando uma série de medidas para conter o endividamento da população, o que levou o mercado a trabalhar com um cenário de potenciais medidas macroprudenciais, que podem incluir aumento das exigências de capital e de compulsórios, elevação dos pesos de risco, mudanças no IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e adoção de um ACCPBrasil (Adicional Contracíclico de Capital Principal).
BB ainda preocupa
BB é o que mais preocupa analistas do setor.
A equipe do BTG Pactual liderada por Eduardo Rosman ressaltou que permanece cautelosa com a ação, dada a fraqueza operacional do banco, apesar do potencial impulso de confiança decorrente de uma mudança de governo, que atualmente parece ser o cenário-base dos investidores.
Os analistas do BTG destacaram em relatório de segunda-feira (19) que a magnitude do aumento das provisões do BB no terceiro trimestre ainda é incerta.
Segundo eles, diante da maior concentração de vencimentos de empréstimos do agronegócio no período e da ausência de melhora na pontualidade dos pagamentos, as provisões do banco podem crescer “de um dígito alto a dois dígitos baixos na comparação trimestral”.
Enquanto isso, analistas do JPMorgan liderados por Yuri Fernandes cortaram a recomendação sobre as ações do BB para “underweight” conforme relatório no último dia 6, ressaltando que a recuperação do banco pode levar alguns anos.
Para os analistas Gustavo Schroden e Arnon Shirazi, do Citi, as baixas taxas de regularização de pagamentos e a ausência de benefícios relevantes da MP 1376 reforçam a visão de que os desafios relacionados à qualidade dos ativos no crédito rural provavelmente persistirão em 2027 para o BB.
Rosman e a equipe do BTG não descartam uma queda de 50% a 60% no lucro antes dos impostos (EBT) do Banco do Brasil em relação ao trimestre anterior, para cerca de R$ 2 bilhões, com lucro líquido mais próximo de R$ 1,9 bilhão, o que representaria um tombo de 50% na comparação trimestral, com retorno sobre o patrimônio de aproximadamente 4%.
O BB será o último entre os bancos do Ibovespa a reportar seus números, em 11 de novembro, após o fechamento do mercado. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$3,7 bilhões.
Bradesco, NU e Santander Brasil
No caso do Bradesco, que abre o calendário do setor no Ibovespa, na quinta-feira (22), após o fechamento do mercado, a expectativa dos analistas Daniel Vaz e Rafael Nobre, do Safra, é de que seja um resultado com viés “levemente negativo”.
A expectativa decorre de níveis mais elevados de provisões que devem mais do que compensar a recuperação sequencial da margem financeira com clientes (NII), fazendo com que o banco dependa dos resultados de seguros e do controle de custos para sustentar um lucro líquido estável.
A equipe do Citi prevê um resultado misto para o Bradesco, avaliando que as esperadas receitas fortes com tarifas e atividades relacionadas a mercados devem compensar apenas parcialmente as pressões sobre a qualidade dos ativos.
Os analistas do JPMorgan elevaram a recomendação das ações do Bradesco no mesmo relatório do começo do mês para “overweight”, destacando que, embora continuem cautelosos em relação ao cenário operacional de curto prazo, acreditam que o banco oferece uma oportunidade de recuperação mais atraente a partir dos níveis atuais, com o “valuation” e a confiança do mercado já precificando uma parcela significativa dos desafios de curto prazo.
De acordo com estimativas compiladas pela LSEG, o Bradesco deve mostrar lucro líquido de R$ 7,1 bilhões para o terceiro trimestre.
O Nubank, por sua vez, deve continuar apresentando uma forte expansão das receitas, segundo cálculos da equipe do UBS BB, em linha com o observado nos últimos trimestres, o que os analistas avaliam que deve sustentar uma expansão moderada do lucro na comparação sequencial.
“Ao mesmo tempo, esperamos um aumento das provisões em relação ao trimestre anterior”, afirmaram, ressaltando que o programa governamental de renegociação de dívidas Desenrola teve um impacto positivo sobre o custo de crédito da Nu no segundo trimestre, benefício que deverá ser menor no terceiro trimestre.
As estimativas da LSEG apontam lucro de US$ 1,09 bilhão para o Nubank, que divulga seu balanço em 12 de novembro.
Para o Santander Brasil, a expectativa da equipe do Safra é de um trimestre fraco, “uma vez que o crescimento moderado da carteira de crédito, a contínua compressão dos spreads e a deterioração persistente da qualidade dos ativos devem levar a mais uma queda sequencial tanto do lucro antes dos impostos quanto do lucro líquido”.
Tal premissa é referendada pelos analistas do Citi, que esperam que uma dinâmica menos favorável da margem financeira (NII) e os elevados custos de crédito mais do que compensem o crescimento saudável da carteira de empréstimos.
“A qualidade dos ativos (do Santander Brasil) continua sendo o principal ponto de atenção, com pressões nos segmentos de cartões de crédito para clientes de menor renda, pequenas e médias empresas (PMEs) e agronegócio”, afirmaram. “Por outro lado, as receitas de tarifas e a disciplina no controle de custos devem oferecer algum suporte aos resultados.”
O Santander Brasil apresenta seu desempenho em 28 de outubro, com as previsões da LSEG apontando lucro de R$3,2 bilhões.
Itaú e BTG sem surpresas
Em meio a expectativas de mais um trimestre desafiador para os bancos brasileiros, os analistas do Safra avaliam que o Itaú Unibanco deverá apresentar um conjunto de resultados com a resiliência da qualidade dos ativos e o controle disciplinado de custos ajudando a sustentar os lucros, apesar do crescimento mais fraco da carteira de crédito e das receitas de tarifas.
O Citi também aguarda um trimestre sólido para o Itaú, com poucas surpresas, com crescimento saudável da carteira de crédito, margem financeira (NII) resiliente, qualidade dos ativos estável e manutenção da disciplina no controle de custos.
“Os resultados do Itaú têm sido consistentes e relativamente previsíveis, e acreditamos que essa tendência continuará no terceiro trimestre”, reforçaram Batista e equipe, do UBS BB, em relatório nesta semana.
Para o balanço do BTG Pactual, a expectativa também é positiva.
Os analistas do Citi esperam mais um trimestre sólido, com crescimento moderado dos lucros na comparação trimestral, afirmando que a área de crédito deve continuar sendo o principal destaque, sustentada por uma expansão saudável da carteira de empréstimos, spreads estáveis e uma dinâmica favorável de provisões.
A equipe do UBS BB também avalia que as operações de crédito do BTG devem continuar apresentando um sólido ritmo de crescimento, tanto nos segmentos de pessoa física quanto corporativo, mas veem as receitas de banco de investimento ainda fracas na base trimestral, seguindo o desempenho registrado já no segundo trimestre.
Itaú divulga seus números em 3 de novembro e BTG, no dia 10. Projeções compiladas pela LSEG apontam lucro de R$12,6 bilhões para o Itaú e de R$5,2 bilhões para o BTG.
A Romi disse na noite de terça-feira (20) que o lucro líquido para o terceiro trimestre de 2026 totalizou R$ 42,7 milhões, representando um aumento de 56,1% em comparação ao ano anterior, conforme comunicado ao mercado.
Já o lucro líquido ajustado caiu 74,6% em comparação ao ano anterior, para R$7,0 milhões.
A fabricante de máquinas-ferramentas e equipamentos para processamento de plástico disse que o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) para o mesmo período foi de R$ 28,8 milhões, 24% abaixo do registrado no mesmo período de 2025.
Em termos ajustados o Ebitda do terceiro trimestre recuou 73,2% em comparação ao ano anterior, para R$ 10,2 milhões.
A receita operacional líquida somou R$ 257,1 milhões, uma queda de 26,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A companhia informou que o Ebitda e o lucro líquido encontram-se ajustados referentes ao ajuste da AVP (Ajuste a Valor Presente), reconhecimento do impacto do empreendimento Vila Romi Residence, empreendimento Adara e processo previdenciário.
A entrada de pedidos no terceiro trimestre totalizou R$ 421,5 milhões, um crescimento de 8,5% em relação ao ano anterior, com destaque para a subsidiária alemã B+W cuja carteira avançou 41,5%, quando comparada ao mesmo período de 2025, disse a Romi.
A AT&T teve lucro ajustado por ação de US$ 0,65 no terceiro trimestre, acima do consenso de analistas consultados pela FactSet (US$ 0,60).
A receita do período avançou 5,3% em relação a um ano antes, para US$ 32,3 bilhões, também superando a estimativa do mercado (US$ 31,69 bilhões).
Em balanço divulgado nesta quarta-feira, a empresa elevou sua projeção para 2026, citando o crescimento contínuo de clientes de telefonia pós-paga e internet.
A companhia ampliou as adições no pós-pago no período e registrou um recorde de novos clientes – residenciais e corporativos – em seus serviços de internet. Com isso, lucro ajustado e receita ficaram acima das estimativas de Wall Street.
“Estamos ampliando relacionamentos valiosos com clientes à medida que mais casas e empresas escolhem a AT&T para todas as suas necessidades avançadas de conectividade, tanto de internet quanto de mobilidade”, disse o presidente-executivo John Stankey.
Para o ano, a AT&T passou a projetar lucro ajustado por ação de cerca de US$ 2,40, acima da faixa anterior, de US$ 2,25 a US$ 2,35. Analistas consultados pela FactSet projetam US$ 2,34.
A empresa manteve a projeção de investimentos de capital entre US$ 23 bilhões e US$ 24 bilhões em 2026, mas sinalizou que o patamar deve diminuir mais adiante, ao indicar uma faixa de US$ 22 bilhões a US$ 23 bilhões por ano em 2027 e 2028.
No trimestre, o lucro por ação de operações continuadas foi de US$ 0,13, ante US$ 1,29 um ano antes.
O resultado foi pressionado por uma baixa contábil sem efeito caixa ligada ao negócio de telefonia móvel no México – que a companhia planeja vender – e por custos de desligamento de funcionários.
No mesmo período do ano anterior, o desempenho foi favorecido por um ganho com a venda de uma participação na DirecTV.
As vendas do segmento de conectividade avançada subiram 7,2%, para US$ 29,48 bilhões, impulsionadas pelo avanço de assinantes de serviços móveis no varejo em categorias ainda pouco exploradas e em contas convergentes, além de reajustes de preços, parcialmente compensados por descontos.
As receitas legadas caíram 25%, para US$ 1,52 bilhão, refletindo menor demanda à medida que a empresa desativa sua rede baseada em cobre.
Na América Latina, a receita cresceu 13%, para US$ 1,24 bilhão.
Na semana passada, a AT&T anunciou acordo para vender seu negócio de telefonia móvel no México – que compõe todo o segmento latino-americano – à Grupo Televisa e à Fintech Holdings, por US$ 2 bilhões em caixa no fechamento.
Em termos operacionais, a AT&T adicionou 379 mil assinantes líquidos de telefonia pós-paga no trimestre, praticamente em linha com a estimativa do mercado. A taxa de cancelamento foi de 0,9%.
A empresa também somou 769 mil clientes – residenciais e corporativos – em internet, um recorde trimestral, incluindo 442 mil em fibra óptica e 327 mil em internet fixa sem fio.
Os números são divulgados em meio ao avanço da SpaceX como potencial competidora das grandes operadoras.
A empresa de Elon Musk assinou no mês passado um acordo de US$ 8 bilhões para comprar licenças de espectro celular da gestora Grain Management e afirmou que pretende expandir o Starlink para além da banda larga, movimento que pode elevar a concorrência com AT&T, Verizon e T-Mobile.
Às 7h54 (de Brasília), as ações da AT&T caíam 2,1% no pré-mercado de Nova York.
O prejuízo líquido da Anthropic aumentou drasticamente para US$ 80,7 bilhões no primeiro semestre de 2026, em grande parte devido a um aumento no valor justo dos títulos conversíveis em ações da startup de IA, de acordo com uma versão preliminar do prospecto para uma IPO (oferta pública inicial), analisada pela Reuters.
A empresa sediada em San Francisco deve abrir o capital em novembro, e alguns investidores estão agora avaliando uma valorização menor, em torno de US$ 1,5 trilhão, após suas últimas divulgações financeiras, informou a Reuters na semana passada.
O prejuízo do primeiro semestre, que se ampliou em relação ao prejuízo de US$ 13 bilhões registrado no ano anterior, incluiu um encargo contábil de US$ 72 bilhões, refletindo um aumento no valor estimado dos títulos que poderiam eventualmente ser convertidos em ações da Anthropic, e não custos em dinheiro vinculados às suas operações, segundo o documento.
As divulgações ressaltam os altos custos da corrida pela IA, enquanto os investidores analisam com maior rigor se as vultosas somas que estão sendo injetadas em chips e centros de dados gerarão retornos suficientes.
A Anthropic se comprometeu a gastar pelo menos US$ 518 bilhões ao longo de uma década em serviços em nuvem, computação e infraestrutura.
A empresa gastou quase US$ 9 bilhões em capacidade de computação e infraestrutura no primeiro semestre, um aumento em relação aos US$ 2,3 bilhões do ano anterior, segundo o documento.
A fabricante de equipamentos catarinense WEG registrou lucro líquido de R$ 1,66 bilhão no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi acompanhado pelo avanço das vendas, principalmente no mercado externo.
A margem líquida, que mede a parcela da receita convertida em lucro, ficou em 15,3%, ante 16,1% um ano antes, queda de 0,8 ponto percentual. A receita operacional líquida somou R$ 10,8 bilhões entre julho e setembro, aumento de 5,7% na comparação anual.
Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 3,1%, para R$ 2,345 bilhões. A margem Ebitda recuou de 22,2% para 21,6%. Os custos dos produtos vendidos avançaram 6,8%, acima do crescimento da receita, e atingiram R$ 7,29 bilhões. Com isso, a margem bruta caiu 0,7 ponto percentual, para 32,9%.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro líquido da WEG somou R$ 4,68 bilhões, queda de 2,2% em relação aos primeiros nove meses de 2025. A receita recuou 0,3%, para R$ 30,4 bilhões, enquanto o Ebitda diminuiu 0,7%, para R$ 6,66 bilhões.
À CNN, o diretor financeiro da companhia, André Rodrigues, destacou o avanço no mercado externo, que respondeu por 62,5% da receita total, participação recorde na história da empresa, ante 61% no terceiro trimestre de 2025. A receita externa alcançou R$ 6,78 bilhões, alta de 8,3%.
Medida em dólares, a receita externa aumentou 14,8%, para US$ 1,321 bilhão, apesar da valorização do real. O dólar médio utilizado pela companhia passou de R$ 5,45 no terceiro trimestre de 2025 para R$ 5,14 no mesmo período de 2026.
O segmento de data centers segue firme e agora começa a fazer receita com demanda por equipamentos auxiliares, como geradores e sistema de refrigeração.
“A demanda por grupos geradores para atender data centers tem crescido. A aquisição da Marathon, nos EUA, foi estratégica. Anunciamos um crescimento de grande porte para aumentar nossa produção de geradores na América do Norte”, disse Rodrigues. “Como trimestre passado, tivemos crescimento de sistemas de ventilação e refrigeração voltado a data centers”, acrescentou.
Outro destaque é a área de geração, transmissão e distribuição de energia, cuja receita no exterior cresceu 24,1%, para R$ 2,495 bilhões. Nesse segmento, a WEG apontou oportunidades na América do Norte, sobretudo em transformadores destinados ao reforço da infraestrutura elétrica dos Estados Unidos.
Na área de equipamentos eletroeletrônicos industriais, a empresa também destacou a demanda externa do setor de óleo e gás.
No Brasil, a receita aumentou 1,8%, para R$ 4,073 bilhões. O desempenho foi sustentado principalmente pelas entregas de projetos de ciclo longo, como equipamentos de transmissão e distribuição e sistemas de automação. O negócio de geração solar, por outro lado, continuou pressionado pela menor demanda de geração distribuída e pela ausência de novos projetos de geração de grande porte (centralizada).
De acordo com Rodrigues, a companhia investiu R$ 905,4 milhões em modernização e expansão da capacidade produtiva, máquinas, equipamentos e softwares no trimestre. O valor representa crescimento de 34,6% sobre os R$ 672,6 milhões aplicados no mesmo período de 2025. As unidades no exterior receberam 60,2% dos recursos.
Entre os projetos estão ampliações da produção de transformadores no Brasil, México, Colômbia e Estados Unidos, além da expansão da capacidade de motores de alta tensão na China.
A pressão sobre a margem bruta foi um ponto de atenção e refletiu principalmente o encarecimento de matérias-primas, com destaque para o cobre, além das mudanças e do aumento das tarifas de importação nos Estados Unidos. A companhia também apontou despesas com pessoal em patamar mais elevado, relacionadas à expansão da capacidade produtiva.
Destaques do trimestre
Entre os fatos relevantes ocorridos julho e setembro, empresa anunciou um investimento de R$ 330 milhões para dobrar a capacidade de produção de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS), em Itajaí (SC).
A empresa também anunciou que foi contratada pela Engie Brasil Energia para fornecer duas unidades geradoras destinadas à expansão da Usina Hidrelétrica Jaguara, em um projeto com investimento total de R$ 1,2 bilhão.
A empresa catarinense anunciou também um investimento de US$ 165 milhões, cerca de R$ 840 milhões, para ampliar sua produção de geradores na América do Norte.
O mercado está se aquecendo para uma nova temporada de balanços. Porém, as expectativas para os resultados das companhias domésticas no terceiro trimestre não parecem tão calorosas.
Segundo analistas ouvidos pelo CNN Money, os dados devem vir majoritariamente negativos, em um cenário de desaceleração econômica mais rápida que o esperado, pressionada pelos juros e os níveis recordes de inadimplência das famílias brasileiras.
“Os sinais de perda de ritmo da economia devem impactar os balanços. Além do IBC-Br, tivemos dados de vendas no varejo e de indústria consideravelmente abaixo do esperado, o que tende a se refletir nos números reportados”, pondera Raphael Figueredo, estrategista de ações da XP.
“Essa desaceleração econômica, combinada ao reflexo dos juros ainda elevados, gera um impacto mais forte sobretudo sobre as companhias com alto custo no serviço da dívida. Isso deve trazer um impacto negativo, de modo que não esperamos uma temporada de resultados muito forte”, pontua Figueredo, ressaltando que o efeito de um ciclo de corte de juros demora a aparecer nas contas das empresas.
Na comparação com o mesmo período de 2025, a XP espera um “leve viés de baixa” por parte das companhias, e contém as expectativas por acreditar na possibilidade de “algumas surpresas negativas”, indica o estrategista da casa.
“Aqui vai começar a aparecer nos balanços bancários também essa piora da economia em termos de população endividada e com dificuldade de honrar suas dívidas, tanto na pessoa física quanto na jurídica. Por isso, é difícil falar que você vai ter uma grande empresa se destacando”, observa Cruz.
Assim, os investidores devem acompanhar com lupa, sobretudo, o impacto desses fatores no desempenho das companhias.
“A gente já teve as prévias das construtoras que foram ruins, inclusive com aumento de distratos, que era algo que a gente não acompanhava há algum tempo. A gente tem uma expectativa, talvez, de um aumento de inadimplência nas empresas dos bancos, no setor financeiro, e talvez nas varejistas que têm essa parte financeira”, aponta o CIO da Sincra.
“As empresas até melhoravam operacionalmente, mas a despesa financeira era alta e isso diminuía o lucro. E o que a gente tem visto já no segundo trimestre – e com certeza nos próximos – é que agora, provavelmente, vem o lucro começando a encolher com o resultado operacional um pouco mais fraco, porque as empresas estão limitando seus projetos há um belo tempo.”
Na ponta negativa, João Daronco, analista da Suno Research, avalia que os bancos devem concentrar boa parte das atenções, em continuidade do movimento de inadimplência crescente visto no segundo trimestre.
Mas há setores que podem servir como um contrapeso positivo na balança do mercado. Nesse sentido, a atenção recai sobre as empresas de commodities e energia.
“Isso se explica pelos efeitos do conflito geopolítico, pelo petróleo elevado no mercado internacional e pelos ganhos operacionais não apenas das produtoras, mas também das distribuidoras de combustíveis, como Vibra e Ultrapar”, indica Raphael Figueredo.
A manutenção dos preços do petróleo tipo Brent – que serve como referência internacional nas negociações do mercado – em patamares acima de US$ 100 deve favorecer, além das petroleiras, as empresas de gás natural, ressalta Caio Borges, analista da Eleven Financial.
A lógica é simples, com a matéria-prima mais cara, essas empresas tendem a “garantir uma geração de caixa muito forte”, explica Daronco, da Suno.
Contudo, alertas também são levantados sobre os fiéis da balança. “Por outro lado, o diesel acompanhou o movimento da commodity com alta mais acentuada, por causa dos ataques ucranianos a refinarias russas, o que deve pressionar as margens das exportadoras nos outros setores”, afirma Borges.
Também com foco nos exportadores, Daronco chama atenção para a depreciação do dólar, que tende a reduzir o caixa de quem vende para o exterior.
IA segue impulsionando EUA
Se a situação no Brasil inspira cautela, as expectativas com empresas listadas nos EUA se mostram mais otimistas. O bom humor, apontam os analistas, vem ancorado na euforia com a IA e o setor financeiro.
“Você tem todas as empresas em volta da inteligência artificial indo super bem, inclusive os bancos estrangeiros, com recordes de emissões de dívida, muito IPO pelo mundo, muita empresa bancária para fazer essa conexão com investimentos”, reforça o CIO da Sincra.
A expectativa para a safra de balanços do terceiro trimestre é de um crescimento de aproximadamente 10% nas receitas e de 25% a 30% nos lucros das empresas do S&P 500, segundo a Avenue.
Lá fora, quem trabalha com petróleo e energia também deve se sair bem. Mas o holofote deve seguir brilhando sobre as companhias de tecnologia – em especial as que lidam com inteligência artificial -, avalia William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.
“Os setores de tecnologia e serviços de comunicação devem ser os principais responsáveis pelo crescimento dos lucros do índice”, destacando que o conjunto abrange empresas ligadas ao universo tecnológico, como Nvidia e Meta.
“Para essas empresas, a expectativa de crescimento dos lucros é significativamente maior. Dessa forma, os setores de energia e tecnologia, considerando esse universo tecnológico mais amplo, devem impulsionar os resultados agregados do índice”, conclui Castro Alves, indicando que é o setor tech quem deve ditar o rumo das bolsas nas próximas semanas.
Para ficar de olho, o estrategista-chefe da Avenue aponta três fatores:
Retorno dos investimentos em inteligência artificial;
Preservação das margens de lucro;
Perspectivas de crescimento para os próximos trimestres.
Perspectivas para os próximos resultados
Juros, cenário geopolítico e capacidade de investimento das empresas em IA devem ficar no radar do mercado para os próximos meses – e ano.
De um lado, há quem avalia que o último trimestre de 2026 “vai ser uma repetição praticamente” do terceiro, como Gustavo Cruz. Por outra perspectiva, João Daronco acredita que “devemos começar a ver uma melhora”.
“No quarto trimestre, as expectativas mudam de lugar. Vejo muito potencial e tenho maior apreço pelas empresas de varejo, principalmente o alimentício, porque começa a aparecer o efeito do fim das bets no Brasil”, indica o analista da Suno.
“Isso deve fazer sobrar mais dinheiro para a população, que tende a consumir mais, e o setor de alimentos pode se beneficiar”, pontua, ressaltando o potencial de papéis como Assaí e Grupo Mateus.
Cruz destaca que a evolução das incertezas no Oriente Médio vai ditar se os preços do petróleo normalizam ou não. Olhando para cá, as incertezas giram em torno da conclusão das eleições neste domingo (25), cujo resultado deve direcionar o comportamento da curva de juros futuros.
“Pensando no próximo período e nas expectativas do mercado para 2027, o processo eleitoral terá um grande impacto. Esse reflexo surge primeiro na curva de juros para, em seguida, atingir a percepção da assimetria de preços e, posteriormente, os fundamentos das empresas”, avalia Raphael Figueredo, da XP.
Ainda assim, a melhora das condições de aperto depende da evolução de outros fatores macroeconômicos – além do compromisso fiscal do eventual presidente eleito.
“É preciso compreender que o efeito da queda de juros é gradual e exige melhores condições financeiras gerais — não apenas o alívio nas taxas, mas um ambiente com inflação controlada, previsibilidade e atividade econômica estável. Esses são os fatores decisivos para criar um ambiente mais favorável aos balanços corporativos, permitindo que 2027 caminhe para um ritmo mais consistente de recuperação de mercado e melhora nos preços dos ativos.”
Para as empresas de IA gringas, um dos principais pontos de atenção em 2027 será a capacidade das companhias continuarem o movimento de investimentos e crescimento do universo de inteligência artificial, que tem sido bastante relevante para determinar a expansão dos lucros do S&P 500, pontua William Castro Alves.
As expectativas de crescimento de lucros estão “particularmente elevadas” para o setor, segundo o estrategista-chefe da Avenue, de modo que será importante “avaliar a temperatura do universo de inteligência artificial, especialmente para entender se os investimentos continuam elevados e se as empresas pretendem ampliar ou reduzir esses aportes”.
“No caso das big techs, o principal ponto será entender como os investimentos em infraestrutura, capacidade de processamento e computação em nuvem estão se convertendo em receitas e retornos financeiros”, pontua Castro Alves.
“Agora, será fundamental observar se esse otimismo permanece para o quarto trimestre ou se as companhias já começam a identificar sinais de desaceleração”, conclui.