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Da despesa ao investimento: Guia para acompanhar a audição de Sarmento sobre o OE2027


O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, vai esta sexta-feira ao Parlamento defender a proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), entregue no passado dia 8 de outubro, dois dias antes do prazo legal, que calhava este ano a um sábado. Esta audição marca o arranque formal do processo de debate com os deputados, com a apresentação e explicação do Governo sobre a sua estratégia económica e orçamental.

O ECO preparou um guia para a audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) que está marcada para as 10 horas e que antecede a da ministra do Trabalho e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho.

As previsões económicas

O Governo reviu em alta a previsão de crescimento da economia portuguesa para 2026, de 2% para 2,3%, antecipando depois um ligeiro abrandamento para 2,1% em 2027, segundo o relatório que acompanha a proposta de OE2027. A estimativa para este ano compara com a expansão de 1,9% registada em 2025.

Para 2026, a projeção das Finanças está alinhada com a do Banco de Portugal e próxima dos 2,2% estimados pelo Conselho das Finanças Públicas (CFP). Já a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) antecipam um crescimento de 1,7%, enquanto a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) aponta para 1,8%.

As divergências são maiores nas perspetivas para 2027. O Governo prevê que a economia portuguesa cresça 2,1%, no próximo ano, uma previsão mais otimista do que a das restantes instituições económicas. O Banco de Portugal, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) e a Comissão Europeia estimam um crescimento de 1,8%. A OCDE prevê uma expansão de 1,7% e o Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1,6%.

Assim, o Governo antecipa um crescimento 0,3 pontos percentuais superior ao estimado pelo Banco de Portugal, pelo CFP e pela Comissão Europeia, 0,4 pontos acima da previsão da OCDE e 0,5 pontos acima da estimativa do FMI.

O Governo prevê que a economia portuguesa cresça 2,1%, no próximo ano, uma previsão mais otimista do que a das restantes instituições económicas. O Banco de Portugal, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) e a Comissão Europeia estimam um crescimento de 1,8%. A OCDE prevê uma expansão de 1,7% e o Fundo Monetário Internacional (FMI) de 1,6%.

Tal como o ECO explicou aqui, o consumo privado deverá continuar a ser um dos motores da atividade económica, embora abrande de um crescimento de 3,1% em 2026 para 2,1% no próximo ano. O investimento, por seu lado, deverá aumentar 5,7% este ano, beneficiando da fase final de execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e da aquisição de aeronaves pela TAP, mas perder dinamismo em 2027, quando estes efeitos se dissiparem parcialmente.

Nas exportações, o Executivo prevê um crescimento de 3,5% em 2026 e de 3,1% em 2027. As importações deverão avançar 6% este ano, antes de desacelerarem para 2,8% no próximo.

No que toca aos preços, o Governo antecipa que a inflação, medida pelo Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), abrande de 2,9% em 2026 para 2,3% em 2027.

As previsões orçamentais

O Governo prevê fechar 2026 com um saldo orçamental equilibrado, depois de ter registado um excedente de 0,7% do PIB em 2025. Para 2027, a proposta aponta para um ligeiro excedente de 0,1% do PIB.

A margem é, contudo, reduzida. A generalidade das instituições económicas prevê um pequeno défice para o próximo ano, com exceção do FMI, que estima um saldo nulo num cenário de políticas invariantes.

Para este ano, o CFP é mais otimista do que o Governo, projetando um excedente de 0,2% do PIB, enquanto a Comissão Europeia antecipa um défice de 0,1%. As restantes instituições de referência estão alinhadas com a previsão do Executivo ou não apresentam uma estimativa diretamente comparável para o saldo de 2026.

No relatório do OE2027, o Ministério das Finanças explica que o saldo equilibrado esperado para este ano reflete os apoios às famílias e às empresas afetadas pela tempestade Kristin, bem como as medidas de apoio face ao atual contexto geopolítico, num ano pressionado pela execução dos empréstimos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Nas contas das Finanças, o saldo orçamental deverá melhorar em 2027, para 0,1% do PIB, como resultado quer de uma redução da despesa (-3 pontos do PIB) superior à redução da receita (-2,9 pontos). O Governo estima ainda que a dívida pública desça de 87,5% do PIB este ano para 84,5% no próximo.

Há, porém, outros encargos a acompanhar. A fatura com juros das Administrações Públicas deverá aumentar 23,2%, para 8.217 milhões de euros em 2027, o equivalente a 2,4% do PIB, contra 2% em 2026.

A questão central será perceber em que medida as previsões de crescimento, receita e despesa permitem cumprir a meta de excedente num contexto de incerteza internacional e de compromissos financeiros crescentes. Paralelamente, as metas de médio prazo acordadas com a Comissão Europeia também deverão ser alvo de debate, com o ministro a defender que o país não irá ultrapassar os desvios máximos permitidos para o crescimento da despesa líquida e a oposição a enfatizar as últimas projeções de Bruxelas, que apontam para o seu contrário.

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, apresenta em conferência de imprensa a proposta para o Orçamento do Estado para 2027.Hugo Amaral/ECO

A política orçamental ligeiramente “restritiva”

As principais medidas de política orçamental do Governo têm um impacto negativo no saldo superior a mil milhões de euros, um valor muito superior aos 695 milhões do ano passado, e que resulta de um aumento de 1.048 milhões de euros do lado da despesa e de 84 milhões de euros do lado da receita.

Para a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), a política orçamental prevista pelas Finanças para 2027 será “ligeiramente restritiva” num contexto de “manutenção da atividade económica, o que reflete uma subida residual do saldo primário estrutural num contexto de manutenção do hiato do produto“.

Na apreciação preliminar da proposta do OE2027, os técnicos que dão apoio aos deputados estimam que o saldo primário estrutural — que deixa de fora a despesa com juros, o efeito cíclico e as medidas temporárias ou não recorrentes — deverá passar de 2,5% do PIB potencial nominal em 2026 para 2,6% no próximo ano. Justificam ainda que a descida do saldo estrutural (de 0,5% para 0,2% do PIB potencial) resulta do aumento dos encargos com juros, de 6,7 para 8,2 mil milhões de euros.

Previsões de crescimento do emprego

Uma das previsões que suscita reservas é a evolução do mercado de trabalho. O Governo espera que o emprego, na ótica das Contas Nacionais, cresça 1,7% em 2026 e 1,4% em 2027, com a taxa de desemprego a recuar de 5,8% para 5,7%.

A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO), que presta apoio aos deputados da comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), considera, contudo, que a previsão de crescimento do emprego no próximo ano é difícil de conciliar com o abrandamento recente da imigração líquida.

Os técnicos parlamentares assinalam que o Ministério das Finanças prevê um aumento de 0,6% da população em idade ativa tanto em 2026 como em 2027, mas projeta um crescimento de 1,3% da população ativa no próximo ano. Para isso, será necessário que a taxa de participação no mercado de trabalho aumente para 70,2%, face aos 69,7% estimados para 2026.

Os dados mais recentes apontam para uma evolução menos favorável da população em idade ativa: o aumento médio trimestral passou de 28 mil pessoas em 2025 para apenas dez mil em 2026. Também o Banco de Portugal estima que a entrada líquida de imigrantes tenha diminuído de cerca de 13.200 pessoas por mês em 2024 para 6.200 em 2025.

A previsão do Governo para o crescimento do emprego é, assim, a mais elevada entre as instituições de referência, cujas estimativas variam entre 0,4% e 1,3%. O Banco de Portugal aponta para 0,7% em 2027.

O alerta é relevante para as contas públicas: se o emprego crescer menos do que o previsto, as receitas fiscais e contributivas poderão ficar aquém das estimativas das Finanças. A UTAO assinala ainda que, mantendo-se a tendência atual, o excedente corrente das Administrações Públicas poderá diminuir de 3,3% do PIB em 2025 para 3% em 2026 e 2,5% em 2027.

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, apresenta em conferência de imprensa a proposta para o Orçamento do Estado para 2027.Hugo Amaral/ECO

O investimento e a execução do PRR

Este ano será o último de PRR. No entanto, o Governo reservou 200 milhões de euros do OE2027 para terminar obras que estejam a decorrer em escolas, centros de saúde e outros projetos que não ficaram concluídos a tempo. Os promotores têm de concluir as obras até ao final do próximo ano.

Em causa estão os projetos que ficaram concluídos apenas a 90%, mas também os que têm níveis de execução mais baixos e que tinham sido aprovados numa lógica de overbooking para garantir a execução a 100% do PRR. Fora destes 200 milhões ficam as obras que conseguiram assegurar a passagem do PRR para o Portugal 2030.

Desta forma, até ao final deste ano, os projetos com financiamento do PRR que cumpriram as metas e marcos vão continuar a ser financiados pela bazuca europeia, mas se o montante não for suficiente, entra esta linha de 200 milhões de euros para assegurar o remanescente.

O fim do PRR leva o Governo a esperar que o investimento público caia quase 31% no próximo ano para 2,8% ou 9.687 milhões de euros, no entanto, o Orçamento assenta na possibilidade de o investimento total ser compensado pelos privados. Para este ano, o crescimento previsto é de 4,3%. As previsões do Ministério das Finanças são mais otimistas do que as do Banco de Portugal ou do Conselho das Finanças Públicas, que se têm mostrado céticos com o otimismo do Executivo no investimento.

As previsões do Ministério das Finanças são mais otimistas do que as do Banco de Portugal ou do Conselho das Finanças Públicas, que se têm mostrado céticos com o otimismo do Executivo no investimento.

A proposta de Orçamento do Estado revela que as prioridades são a habitação, mobilidade e infraestruturas, responsáveis por cerca de 68% do montante total previsto em termos de “investimentos estruturantes”. Ao nível das infraestruturas de transportes, destaque para para os 338 milhões para a linha violeta do Metro de Lisboa e os 736 milhões para a modernização da ferrovia e concretização do plano ferroviário nacional. Já na habitação, a proposta é investir 1,06 mil milhões uma redução face aos 2,9 mil milhões de 2026.

A despesa em defesa

O peso da despesa de defesa no Produto Interno Bruto (PIB) vai atingir 2,15% em 2027, em linha com os compromissos assumidos por Portugal com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e com a União Europeia (UE). Mais de 855 milhões de euros de investimento estão previstos para aquisição de equipamentos como o KC-390 ou o Super Tucano. A opção em torno da substituição dos F-16 da Força Aérea é uma opção “preponderante”.

O relatório da proposta de OE2027 detalha que estão compreendidos mais de 800 milhões de euros para a modernização de equipamentos e infraestruturas das Forças Armadas e no reforço de áreas críticas como a vigilância marítima, a ciberdefesa e a proteção de infraestruturas estratégicas, “financiados ao abrigo do instrumento Ação para a Segurança da Europa (Security Action for Europe — SAFE)“. A estes valores soma-se o investimento na economia de defesa.

Assim, a dotação total desta área é de quase 3,8 mil milhões de euros, um crescimento de 1,4% face ao estimado para este ano. No entanto, excluindo o SAFE, há uma descida de 1,8% nos gastos com a defesa, explicado na quase totalidade pelo desaparecimento do contributo do PRR.

A agência de notação financeira Fitch detalha que Portugal se comprometeu a aumentar as despesas com a defesa para 3,5% do PIB até 2035, com um máximo de 1,5% em investimentos mais amplos relacionados com a segurança, mas já alertou para os riscos deste investimento poderem “tornar mais difícil a manutenção de orçamentos globalmente equilibrados”.

Os aumentos da Função Pública

A despesa com pessoal é uma das principais fontes de pressão sobre o Orçamento do Estado para 2027, num momento em que o Governo ainda tem de concluir as negociações salariais com os sindicatos da Administração Pública.

A proposta contempla aumentos salariais de 2,3% ou, em alternativa, um mínimo de 60,52 euros, nos termos do acordo plurianual celebrado com as estruturas sindicais afetas à UGT (Fesap STE, sendo que a Frente Comum, afeita à CGTP, ficou de fora). A Base Remuneratória da Administração Pública (BRAP), que corresponde ao salário mínimo no Estado, deverá subir de 934,99 euros para 995,51 euros. O subsídio de refeição aumenta 15 cêntimos, para 6,30 euros por dia de trabalho.

Só a atualização das remunerações representa um impacto de 948 milhões de euros. Mas a pressão sobre as contas públicas é mais abrangente: o Governo prevê que a despesa com pessoal da Administração Pública aumente 1.231 milhões de euros em 2027 face a 2026, de acordo com o Quadro de Políticas Invariantes.

Desse montante, 587 milhões de euros estão associados ao acordo de valorização salarial, 283 milhões às progressões e promoções, 116 milhões ao aumento da retribuição mínima mensal garantida e 244 milhões aos acordos salariais de carreiras específicas.

Este acréscimo não constitui necessariamente o limite da despesa. As negociações com os sindicatos prosseguem e as estruturas representativas dos trabalhadores exigem aumentos superiores aos previstos no acordo, além de melhorias no subsídio de refeição e na base remuneratória do Estado. A revisão das carreiras gerais, que deverá arrancar já em dezembro deste ano, poderá também ter impacto adicional em 2027.

A margem para acomodar reivindicações salariais dependerá, por isso, da evolução das negociações e da capacidade do Governo para absorver novos encargos sem comprometer as metas orçamentais.

O ministro de Estado e das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, apresenta em conferência de imprensa a proposta para o Orçamento do Estado para 2027.Hugo Amaral/ECO

As cativações

As dotações orçamentais com utilização condicionada — conhecidas como cativações — vão diminuir em 2027, mas a redução global esconde aumentos na maioria dos programas ministeriais. De acordo com os mapas orçamentais, o montante total baixa de 2.053,22 milhões de euros no OE2026 para 1.927,98 milhões no OE2027. São menos 125,2 milhões de euros, o equivalente a uma descida de 6,1%.

Apesar desta redução, 14 dos 16 programas ministeriais considerados passam a ter mais verbas condicionadas no próximo ano. A descida global é explicada sobretudo pela redução das cativações no programa das Finanças, que diminuem 294,58 milhões de euros, ou 64,9%, para 159,18 milhões.

Em sentido contrário, o programa do Ensino Superior, Ciência e Inovação terá mais 58,24 milhões de euros de verbas condicionadas, elevando o total para 372,14 milhões. Nas Infraestruturas e Habitação, o montante aumenta 31,71 milhões, para 323,69 milhões, enquanto na Defesa sobe 19,75 milhões, para 182,16 milhões. Também a Segurança Interna passa a ter mais verbas retidas, num total de 189,61 milhões de euros.

A proposta mantém a regra segundo a qual as cativações correspondem a 5% da dotação de cada programa orçamental. Estas reservas podem ser libertadas com a assinatura do ministro responsável pela respetiva tutela.

Miranda Sarmento terá, assim, de explicar não apenas por que razão o montante global das cativações diminui, mas também como se justifica que a maioria dos programas ministeriais fique sujeita a maiores restrições na utilização das verbas orçamentadas.

As poupanças com revisão da despesa

O Governo antecipa poupar 354,4 milhões de euros no próximo ano, com a revisão da despesa, ou seja, a identificação de gastos ineficientes e ineficazes e a ponderação de opções de poupança na Administração Pública, na saúde e nas finanças. Este valor consolida a estratégia iniciada há dois anos.

Entre 2024 e 2026, a avaliação de despesa ineficiente e alterações de medidas gerou poupanças de 869,5 milhões de euros. Para os próximos quatro anos, o ministro das Finanças estima economizar mais 1,28 mil milhões.

A revisão da despesa é um exercício orçamental no qual o Ministério das Finanças analisa de forma detalhada e sistemática a despesa base do Estado, com o objetivo de identificar medidas de poupança ou de reafetação de verbas, de modo a criar margem orçamental e melhorar a eficácia dos programas e das políticas.

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Copa do Mundo Feminina: Fifa dará R$ 12,6 milhões a cada seleção do torneio

A Fifa anunciou nesta quinta-feira (22) que cada seleção classificada para a Copa do Mundo Feminina de 2027, no Brasil, receberá US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 12,6 milhões) para preparar a equipe para a competição. O recurso foi aprovado pelo Bureau do Conselho da entidade e estará disponível às federações participantes antes de dezembro deste ano.

A iniciativa integra um conjunto de medidas financeiras voltadas à ampliação dos investimentos no futebol feminino. O pacote prevê recursos para seleções, clubes e jogadoras envolvidas no Mundial, com o objetivo de fortalecer a modalidade e avançar na profissionalização do esporte.

Jogadoras terão serviços equivalentes aos do Mundial masculino

De acordo com a Fifa, as atletas que disputarem a Copa do Mundo Feminina de 2027 terão acesso ao mesmo nível de serviços oferecido aos jogadores durante a edição masculina de 2026. A medida faz parte dos princípios estabelecidos pela entidade para ampliar o suporte às participantes do torneio.

Outro ponto anunciado prevê que eventuais superávits gerados pela competição feminina sejam destinados às federações participantes. Parte dos recursos será reservada especificamente às jogadoras, em um modelo que também contempla melhorias nos pagamentos mínimos garantidos às atletas.

Brasil receberá a Copa do Mundo Feminina pela primeira vez

A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada no Brasil e marcará a primeira vez que o torneio será realizado na América do Sul. A competição representa mais uma oportunidade de ampliar a visibilidade do futebol feminino e impulsionar o desenvolvimento da modalidade no país e no restante do continente.

Com o novo pacote financeiro, a Fifa busca ampliar o apoio às seleções e às profissionais que participam do Mundial, além de estimular melhores condições de preparação para as equipes classificadas.

Ex-Lazio acusado de ter 42 anos aos 17 desabafa sobre boatos

 

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Aberta inscrição para seleção de professor elaborador do Enade 2027

Logo Agência Brasil

Os professores da educação superior de todo o país interessados em ser colaboradores do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para elaborar e revisar itens/questões do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) 2027 podem se candidatar até 14 de dezembro.

Os colaboradores irão integrar o Cadastro de Elaboradores e Revisores de Itens da Educação Superior (Ceres).

Notícias relacionadas:

A inscrição na chamada pública deve ser feita exclusivamente pelo Sistema do Banco Nacional de Itens da Educação Superior (BNI-ES).

O banco armazena questões de qualidade técnica que permitam a montagem de provas capazes de verificar com maior precisão a proficiência dos estudantes com relação a conteúdos, habilidades e competências nas provas do Enade.

Quem pode se cadastrar

A seleção contemplará professores de 17 áreas de bacharelado e de cursos superiores de tecnologia.

Também é necessário exercer ou ter exercido atividade docente, nos últimos 24 meses, em curso da área para a qual deseja se inscrever.

De acordo com o edital da seleção (nº 160/2026), as áreas contempladas são: agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, engenharia florestal, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social, turismo e zootecnia; e três de cursos superiores de tecnologia: estética e cosmética, gastronomia e radiologia.

Para participar da seleção, o candidato deverá ter diploma de graduação de nível superior, devidamente registrado, conforme os requisitos específicos da área pretendida.

Inscrições

Ao fazer a inscrição, o candidato deverá preencher as informações solicitadas, indicar as áreas de interesse e anexar a documentação que comprove as exigências.

Entre os documentos obrigatórios estão o diploma de graduação, a declaração de exercício de atividade docente (assinada pelo dirigente da instituição de educação superior ou pelo coordenador do curso) e o termo de conhecimento, compromisso e sigilo e o termo de responsabilidade.

Caso o candidato opte por concorrer em mais de uma área, será necessário apresentar uma declaração específica para cada uma delas.

Seleção

O processo seletivo é dividido em três etapas:

  1. Eliminatória: análise da documentação exigida (requisitos básicos).
  2. Classificatória: pontuação com base nos títulos de pós-graduação, tempo de docência no ensino superior e experiência em elaboração/revisão de itens ou participação em comissões do Inep e de outros exames/concursos.
  3. Resultado: divulgação dos candidatos aprovados e pré-selecionados para as fases de capacitação e oficina de Itens do Enade, com possibilidade de recurso administrativo contra a decisão que indefere a sua inscrição.

Capacitação

Os colaboradores selecionados serão convocados para uma capacitação obrigatória, realizada de forma remota, prevista para ocorrer entre abril e maio de 2027.

Somente após a etapa de capacitação, os docentes podem ser convocados para participar de oficinas de elaboração e revisão de itens.

O Inep avisa que a convocação para a capacitação não garante a participação nas oficinas, que estão previstas para ocorrer de 14 de maio a 21 de junho de 2027, também no formato remoto.

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Vel d'Hiv : Lisnard et son pote Tapiro plaident-ils pour l'oubli ?

Par Veerle Daens

Lundi soir sur LCI, une étudiante demande à David Lisnard ce qui s'est passé le 17 octobre 1961. Il répond qu'il s'en fout. Cinq millions sept cent mille vues. Mercredi, un publicitaire membre de l'équipe de campagne de Lisnard décrète la fin de la « prise d'otage mémorielle ». Chacun a ouvert la boîte de Pandore pour y prendre ce qu'il était venu vendre.

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On parlait de vitrines. Le plateau de LCI débattait, ce lundi 19 octobre, des pillages du 17 et du 18. Quelqu'un évoque les drapeaux algériens aperçus dans les cortèges. Une étudiante proche de La France insoumise saisit la balle et pose sa question au maire de Cannes, candidat à l'élection présidentielle : « Est-ce que vous pouvez nous rappeler ce qui s'est passé le 17 octobre 1961 ? »

🇫🇷🇩🇿 Une étudiante à David Lisnard : "Est-ce que vous pouvez nous rappeler ce qui s’est passé le 17 octobre 1961 ?", en référence aux Algériens noyés dans la Seine à Paris.

- David Lisnard : "Je m’en fous (...) J’en ai rien à cirer". pic.twitter.com/Ysh6Qy9dtv

— AlertesInfos (@AlertesInfos) October 19, 2026

Le 17 octobre. Soixante-cinq ans d'écart, même date. À Paris, on ressort les dates comme les nappes de famille : pour les grandes occasions, sans plus regarder les taches.

La réponse de David Lisnard tient en quelques phrases, et il faut les citer en entier, parce que la vidéo qui circule les coupe. « C'est très grave, c'est dramatique, mais c'était en 61 ». Puis : « Non mais je m'en fous madame, j'en ai rien à foutre, j'en ai rien à cirer. » Puis : « J'étais pas né, depuis il y a eu l'indépendance de l'Algérie. » Puis : « J'ai des potes algériens, heureusement mes potes d'origine algérienne ils ont bien compris. » Et pour finir : « Votre rhétorique ne m'intéresse pas ! »

J'ai des potes algériens. Amai. Cette phrase a fait une longue carrière en Europe, dans toutes les langues et sous toutes les variantes. Elle n'a jamais sauvé personne d'un mauvais débat.

Deux jours plus tard, le publicitaire Frank Tapiro, qui épaule Lisnard dans sa campagne, résume l'affaire pour ceux qui n'avaient pas compris : « La prise d'otage mémorielle, c'est fini. Cette repentance permanente ne peut tout justifier. Le travail de mémoire n'est pas un devoir de culpabilité. Vivement @davidlisnard ». On reconnaît le métier. Trois phrases, un slogan, et la marque en bas à droite.

La prise d’otage mémorielle, c’est fini. Cette repentance permanente ne peut tout justifier. Le travail de mémoire n’est pas un devoir de culpabilité.
Vivement @davidlisnard pic.twitter.com/0c9LtJjy4K

— Frank Tapiro (@ftapiro) October 21, 2026
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Ce qu'il y a dans la boîte

Ouvrons-la avant de compter les marchands, mes amis du Pays-des-Cartésiens. Ce n'est pas long, et personne, sur ce plateau, n'a pris le temps de le faire.

Le 5 octobre 1961, le préfet de police de Paris, Maurice Papon, impose un couvre-feu aux « Français musulmans d'Algérie ». Pas aux Parisiens : à une catégorie de Parisiens, définie par leur origine et leur religion. Le 17 octobre, le FLN organise une manifestation pacifique contre ce couvre-feu. La police arrête environ 12 000 personnes. Les historiens comptent les morts entre une trentaine et deux cents. Des corps sont repêchés dans la Seine. Le bilan officiel de l'époque tient sur les doigts d'une main.

Maurice Papon reste préfet de police jusqu'en 1967. Il devient ministre du Budget de 1978 à 1981. En 1998, il est condamné pour complicité de crimes contre l'humanité, pour la déportation des Juifs de Gironde pendant l'Occupation. Pour la Seine, il n'a jamais été jugé. Pour le reste, la République l'avait fait ministre.

Ensuite viennent les cérémonies. En 2012, François Hollande déclare que la République reconnaît avec lucidité ces faits. En 2021, Emmanuel Macron les qualifie de crimes inexcusables pour la République. Le 28 mars 2024, l'Assemblée nationale adopte une résolution qui condamne le massacre et demande une journée de commémoration : 67 voix contre 11, sur 577 députés. Le texte n'a aucune valeur contraignante.

Dans le même débat, un député du Rassemblement national dénonce une repentance à outrance ; un député insoumis réclame qu'on parle de crime d'État. En 2024 comme en 2026, les deux rayons du magasin étaient déjà installés.

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Premier marchand : celui qui vend la culpabilité

Posée là, la question ne relevait plus de l'histoire. Au milieu d'un débat sur des magasins pillés, demander à un candidat de réciter un événement de 1961 revient à poser deux images côte à côte : les noyés de la Seine et les cortèges du 17 octobre 2026. Le message est dans le montage. Les uns seraient les héritiers des autres, et l'indignation contre les seconds deviendrait une insulte aux premiers.

Le procédé est vieux comme la propagande. Il fait défiler les morts d'une manifestation pacifique derrière les pillards de 2026. Les noyés de 1961 n'ont pas pris de vitrine. On leur en prête une.

Deuxième marchand : celui qui vend le refus

David Lisnard avait une réponse simple à faire. Il suffisait de dire ce qui s'est passé, en deux phrases, puis de dire que cela n'avait rien à voir avec les pillages de samedi. Il a préféré le juron. Cinq millions sept cent mille vues plus tard, on comprend que le juron n'était pas une perte.

Sa campagne s'est faite connaître, ce mois-ci, par un slogan né sur les réseaux, « Il se passe quelque chose », et par des images générées par intelligence artificielle. Le « je m'en fous » s'est ajouté au catalogue. Frank Tapiro l'a emballé. Le refus de la repentance est devenu une ligne de produits, avec son public, ses vues et son slogan.

Il y a pourtant une ironie que ni le candidat ni son publicitaire n'ont vue. David Lisnard parle volontiers de réduire l'État. Or la nuit du 17 octobre 1961 est un cas d'école de ce que fait un État quand rien ne l'arrête : un préfet, un arrêté qui vise une catégorie de citoyens, une police qui frappe, une administration qui ment sur le bilan, puis une carrière qui continue jusqu'au ministère. Un candidat qui veut un État plus léger aurait dû être le premier à s'en souvenir. C'est le meilleur argument de son programme, et il a répondu qu'il s'en foutait.

Cette semaine, à Lille, Douai, Denain et Wattignies, la préfecture du Nord interdit aux mineurs non accompagnés de circuler dans certains secteurs, de 20 heures à 6 heures. Rien de comparable dans les conséquences. La technique, elle, a gardé sa forme : un préfet, un arrêté, une catégorie de la population.

Le troisième larron

Car il y a un troisième gagnant, et c'est le plus discret. L'État a commis le crime de 1961. Il en est devenu le notaire. C'est lui qui décide, par déclaration présidentielle ou par résolution, de ce qui sera reconnu, à quelle date, avec quels mots. Reconnaître ne coûte rien : pas de nom à part celui de Papon, pas de responsable vivant, pas de réparation, une cérémonie par décennie. C'est la dépense publique la moins chère du pays.

Et les deux marchands travaillent pour lui. Le premier réclame une journée nationale de plus ; le second exige qu'on n'en parle plus. Tous deux demandent à l'État de trancher, c'est-à-dire de rester propriétaire de la mémoire, et donc de son propre dossier.

Vel d'Hiv : Lisnard et son pote Tapiro plaident-ils pour l'oubli ?
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Le précédent qu'ils n'ont pas vu

Il reste une question que ni David Lisnard ni Frank Tapiro ne se sont posée, et c'est la plus sérieuse de l'affaire. Leur argument tient en deux pièces : j'étais pas né, et la fin de la repentance permanente. Appliquons-le ailleurs que sur les quais de la Seine.

Le 16 juillet 1995, devant le square des Martyrs du Vel d'Hiv, Jacques Chirac déclare : « Oui, la folie criminelle de l'occupant a été secondée par des Français, par l'État français », et ajoute que ce jour-là la France « accomplissait l'irréparable ». Il fait exactement ce que Frank Tapiro appelle repentance : reconnaître, au nom de l'État, un crime commis cinquante-trois ans plus tôt par des hommes que la plupart des Français vivants n'avaient jamais connus. Un an plus tôt, François Mitterrand refusait encore : « Je ne ferai pas d'excuses au nom de la France. » En 1998, Maurice Papon est condamné pour des faits de 1942, cinquante-six ans après. Personne n'aurait accepté qu'on réponde aux familles des déportés de Gironde : c'était en 42, j'étais pas né.

Or le principe du « j'étais pas né » ne distingue pas entre 1942 et 1961. Si la date suffit à congédier un crime d'État, elle congédie aussi le Vel d'Hiv, et plus vite, puisqu'il est plus ancien. La « prise d'otage mémorielle » ne précise pas non plus quelles mémoires elle libère. Un slogan ne fait pas d'exception ; c'est à cela qu'on le reconnaît. Le 9 avril 2017, Marine Le Pen déclarait : « Je pense que la France n'est pas responsable du Vel d'Hiv. » Sans le savoir, et sans doute sans le vouloir, le candidat de Cannes et son publicitaire ont rouvert la porte de ce débat-là. Leur formule, prise à la lettre, met en cause la reconnaissance de 1995 au même titre que celle de 2012.

Plaident-ils pour l'oubli ? Pas pour celui-là, j'en suis sûre. Mais leur formule, oui, et une formule ne choisit pas ses dates.

Et pourtant, le discours de 1995 contenait la réponse à toute cette querelle. Jacques Chirac n'a pas demandé aux Français de se sentir coupables. Il a dit que l'État français, avec sa police et son administration, avait prêté la main au crime. La responsabilité était celle d'une institution, pas celle d'un peuple. C'est la seule ligne qui tienne pour un libertarien, et elle vaut pour 1942 comme pour 1961 : pas de culpabilité collective des citoyens, mais une responsabilité entière de l'État pour ce que ses fonctionnaires ont fait en son nom. Maurice Papon, d'ailleurs, est le même homme dans les deux dossiers. Frank Tapiro a raison sur un point : le travail de mémoire n'est pas un devoir de culpabilité. Mais refuser la culpabilité des citoyens ne dispense pas de nommer la responsabilité de l'État. Sinon, ce n'est plus refuser la repentance : c'est amnistier l'État.

Vu de chez nous

Je ne donnerai pas de leçon depuis la Belgique. Nous avons notre propre boîte, et elle est bien remplie.

En juin 2020, le roi Philippe a exprimé au président de la République démocratique du Congo ses profonds regrets pour la colonisation. Le mot « excuses » n'y figurait pas. En juin 2022, la Belgique a remis à la famille de Patrice Lumumba, assassiné en 1961, la seule chose qui restait de lui : une dent, dans un coffret. Ceci n'est pas une repentance ; c'est une dent. À la fin de 2022, la commission parlementaire chargée de notre passé colonial s'est séparée après deux ans de travaux sans parvenir à recommander des excuses officielles : une partie des commissaires craignait que les excuses n'ouvrent la porte aux réparations. Chez nous aussi, la mémoire a un prix, et on le négocie.

En Flandre, l'amnistie des collaborateurs de la Seconde Guerre mondiale a été pendant des décennies une revendication du nationalisme flamand. La mémoire, là aussi, a fait vivre des partis.

Mais Malines a aussi la caserne Dossin. Entre 1942 et 1944, 25 484 Juifs et 352 Roms et Sintis y ont été rassemblés avant d'être déportés. Le 9 septembre 2012, à Malines, le Premier ministre Elio Di Rupo a reconnu « une participation constante des autorités belges » à la persécution des Juifs ; le mois précédent, le bourgmestre d'Anvers, Patrick Janssens, avait présenté des excuses pour la complicité des autorités de sa ville. Soixante-dix ans après les faits. Personne, en Flandre, n'a parlé de prise d'otage. Depuis décembre 2012, un musée se tient dans la caserne. On y voit des noms, des visages, des listes de convois. Personne n'y demande au visiteur de se repentir de ce qu'il n'a pas fait. Personne n'y dit non plus qu'il s'en fout. On y apprend ce qui s'est passé, qui l'a fait, avec quels papiers et quels trains. C'est tout, et c'est beaucoup.

Ce qui reste au fond

Alors, qui gagnera à ouvrir la boîte ? Les deux marchands, déjà. Celui qui vend la culpabilité y gagne une émotion à brandir contre ses adversaires. Celui qui vend le refus y gagne des vues et un public. L'État y gagne de rester l'arbitre de ses propres crimes, y compris des plus anciens, que la formule de Cannes remet en jeu sans l'avoir voulu. Les morts, eux, y perdent : on les fait monter sur des tréteaux qui ne sont pas les leurs. Et les vivants qui voudraient seulement savoir ce qui s'est passé y perdent aussi, parce qu'entre le juron et la réquisition, il ne reste plus de place pour les faits.

La légende dit qu'au fond de la boîte de Pandore, une fois tous les maux échappés, il restait l'espérance. Au fond de celle-ci, il reste les historiens, qui comptent encore les morts de la Seine entre trente et deux cents. On les invite moins souvent que les publicitaires.

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O Orçamento que conta está fora do Orçamento

O Governo entregou a 8 de outubro a Proposta de Orçamento do Estado para 2027 e, em matéria fiscal, o traço dominante é a ausência. Os Códigos do IRC, do IVA, do Imposto do Selo e do IMI atravessam a proposta sem uma única alteração. Atualizam-se escalões, prorrogam-se benefícios que caducavam, ajustam-se percentagens. Quem procurar ali a política fiscal de 2027 encontrará pouco.

Não por falta de política fiscal, mas porque ela foi feita noutro lugar. A descida do IRC para 18% resulta de uma lei de 2025. A nova redução das taxas de IRS seguiu em lei de autorização legislativa autónoma, aprovada a 9 de outubro. O fim do SIFIDE indireto chegou por decreto-lei em agosto. O pacote fiscal da habitação foi aprovado em maio. O Orçamento limita-se a recolher o que outros diplomas já decidiram.

A opção tem virtudes. Um Orçamento sem «cavaleiros» é mais legível e menos exposto ao leilão da especialidade. Mas tem um custo que raramente se discute: a política fiscal passa a viver em diplomas avulsos, em prorrogações anuais e, cada vez mais, em ofícios-circulados. É aí que a segurança jurídica se perde.

O IVA na reabilitação urbana é o exemplo acabado. Durante anos discutiu-se se a taxa de 6% nas empreitadas em Áreas de Reabilitação Urbana (ARU) exigia, além da delimitação da ARU, uma Operação de Reabilitação Urbana (ORU) aprovada. A Autoridade Tributária entendeu que sim, as decisões dividiram-se e o Supremo Tribunal Administrativo uniformizou, em março de 2025, no sentido da exigência da ORU. Em agosto de 2026, o legislador disse o contrário: a Lei n.º 48/2026 interpretou autenticamente a norma, com efeitos desde 2009, e dispensou a ORU.

Uma lei interpretativa que contraria um acórdão uniformizador é, em si mesma, uma confissão: a norma esteve mal escrita durante catorze anos, e foram os contribuintes a pagar a diferença entre 6% e 23%. A Autoridade Tributária reconheceu-o no Ofício-Circulado n.º 25121/2026, ao admitir erro imputável aos serviços e a via da revisão oficiosa. Até aqui, o sistema corrigiu-se.

O problema está no passo seguinte. O mesmo ofício só aceita a taxa reduzida quando a ARU tenha ORU aprovada ou tenha sido delimitada há menos de três anos, invocando a caducidade prevista no Regime Jurídico da Reabilitação Urbana. A leitura tem apoio literal: uma ARU caducada já não estará «legalmente delimitada». Mas essa caducidade sanciona precisamente a falta de ORU. Torná-la decisiva é reintroduzir, por via administrativa, o requisito que o legislador quis expressamente afastar. É matéria que vai acabar nos tribunais — e que o Parlamento pode resolver já na especialidade, com uma linha de clarificação.

Há ainda uma questão de igualdade. A retroatividade a 2009 é, na prática, uma retroatividade a 2022: prazos de caducidade e de revisão já esgotados não se reabrem. Quem litigou contra a jurisprudência dominante é recompensado; quem a acatou, confiando no Supremo, fica de fora. Um Estado que corrige a lei para trás deveria também dizer, com clareza, até onde vai essa correção — e não deixá-lo ao critério de cada serviço.

O mesmo padrão — política fiscal a prazo curto — repete-se noutros pontos. O incentivo à valorização salarial é prorrogado e, na mesma proposta, recebe data de fim: 31 de dezembro de 2027. O Programa Regressar é renovado por mais um ano, deixando quem pondera regressar em 2028 sem saber com que regime conta. A redução das tributações autónomas em 20% até 2028, assumida em concertação social, continua por cumprir. E o SIFIDE indireto foi extinto, ainda que com regime transitório, quando fundos e empresas tinham estratégias de investimento montadas para vários anos.

Nenhuma destas medidas é, isoladamente, dramática. Somadas, desenham um sistema em que as empresas planeiam a cinco anos e o legislador fiscal decide a doze meses — e em que a última palavra pertence, cada vez mais, à circular administrativa e não à lei.

Estabilidade fiscal não é a ausência de alterações nos códigos. É previsibilidade: regimes com horizonte plurianual, normas claras à primeira, e a garantia de que a Administração aplica a lei que o Parlamento aprova, e não uma versão restringida dela. A especialidade, que decorre até 24 de novembro, tem matéria para isso. Bastaria começar pelo IVA da reabilitação urbana.

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Eliminação do Vasco ameaça G9 no Brasileirão, enquanto Atlético-MG mantém chance de ampliar vagas

A disputa por uma nona vaga brasileira na Libertadores de 2027 ficou mais complicada após a eliminação do Vasco para o Boca Juniors na semifinal da Copa Sul-Americana. A possibilidade de o Campeonato Brasileiro terminar com um G9 continua aberta, mas depende de resultados nas competições continentais e na Copa do Brasil.

O Atlético-MG mantém uma das possibilidades de ampliação das vagas. O time mineiro eliminou o Montevideo City Torque e avançou à final da Sul-Americana. Além disso, o clube está na semifinal da Copa do Brasil e ocupa a sexta posição no Brasileirão, combinação que pode favorecer a abertura de vagas adicionais.

Atualmente, o Brasil tem sete vagas na Libertadores distribuídas pelas competições nacionais. No Campeonato Brasileiro, os quatro primeiros colocados garantem classificação direta para a fase de grupos, enquanto o quinto vai para a fase preliminar. A Copa do Brasil também concede vagas, incluindo uma para o campeão e outra para o vice, conforme o regulamento da competição.

A ampliação pode ocorrer quando um clube conquista uma vaga continental por mais de um caminho. Se uma equipe se classificar para a Libertadores pelo Brasileirão ou pela Copa do Brasil e também vencer a Libertadores ou a Sul-Americana, a vaga destinada ao campeão continental não elimina a vaga obtida na competição nacional. O espaço liberado pode beneficiar outro clube.

O mesmo princípio se aplica a equipes que conquistam vagas simultaneamente pelo Campeonato Brasileiro e pela Copa do Brasil. A distribuição depende do regulamento e da posição final dos clubes nas competições.

A eliminação do Vasco diminuiu as possibilidades porque o clube também está na semifinal da Copa do Brasil. Caso tivesse avançado à decisão da Sul-Americana e conquistado o título continental, poderia entrar em uma combinação favorável à abertura de vaga adicional.

O Palmeiras já garantiu presença na final da Libertadores e aguarda o confronto entre Flamengo e Estudiantes, marcado para esta sexta-feira (23), no Maracanã.

Se o Flamengo avançar, o Brasil terá um representante na decisão que já possui posição entre os quatro primeiros do Campeonato Brasileiro. Como o clube carioca também pode conquistar a Libertadores, o resultado pode abrir espaço para uma vaga adicional na distribuição nacional.

O Palmeiras vive situação semelhante. Além de estar na final continental, o time paulista disputa as primeiras posições do Brasileirão e continua na Copa do Brasil. Uma eventual conquista em mais de uma competição pode provocar alterações na distribuição das vagas.

Copa do Brasil também pode alterar a classificação

A Copa do Brasil é outra peça importante para a definição do possível G9. Atlético-MG, Grêmio, Palmeiras e Vasco disputam as semifinais do torneio.

O Atlético-MG pode conquistar uma vaga continental pelo Brasileirão, pela Copa do Brasil ou pela Sul-Americana. Se obtiver mais de uma classificação, a distribuição poderá beneficiar clubes que estejam logo abaixo das posições de acesso.

O Grêmio também aparece entre os times que podem influenciar o cenário. A equipe ocupa a zona de rebaixamento do Brasileirão, mas segue na semifinal da Copa do Brasil. Se avançar à decisão e conquistar a vaga prevista pelo torneio, a situação dependerá também de sua permanência na primeira divisão e das regras de elegibilidade para as competições continentais.

Santos e São Paulo acompanham a disputa

Na tabela apresentada, Flamengo e Palmeiras lideram o Campeonato Brasileiro, com 67 e 66 pontos, respectivamente. Athletico-PR, com 53, e Cruzeiro, com 51, completam o G4.

O Fluminense aparece em quinto lugar, também com 51 pontos, enquanto Atlético-MG e Bahia ocupam a sexta e a sétima posições, com 50 e 49 pontos.

Santos e São Paulo estão mais distantes da zona de classificação. O time santista ocupa o oitavo lugar, com 45 pontos, e o clube paulista aparece em nono, com 42. Caso o Brasileirão termine com nove vagas para a Libertadores, ambos poderiam entrar na disputa por uma classificação continental.

O Red Bull Bragantino, décimo colocado com 41 pontos, também acompanha as possibilidades de ampliação.

A definição dependerá dos resultados das finais continentais, do desfecho da Copa do Brasil e da classificação final do Campeonato Brasileiro, previsto para terminar em 2 de dezembro.

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Tour de France 2027 : le parcours de la prochaine édition dévoilé, découvrez la carte avec Montmartre, un contre-la-montre à Toulouse et l'étape reine dans les Pyrénées

Le parcours de la 114e édition du Tour de France a été dévoilé ce jeudi 22 octobre au Palais des Congrès, à Paris. Tadej Pogacar, Jonas Vingegaard, Paul Seixas et consorts sont désormais fixés sur ce qui les attend du...

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Portugal prevê a terceira maior redução da dívida pública na Zona Euro


A lista é reduzida. Dos 21 Estados-membros da Zona Euro, 16 já entregaram à Comissão Europeia o plano orçamental com base nas propostas de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), e ainda menos preveem uma descida do rácio da dívida pública sobre o Produto Interno Bruto (PIB). Segundo os documentos, consultados pelo ECO, atrás da Grécia e Chipre, Portugal tem a terceira maior redução da dívida pública dos países da moeda única europeia.

O Ministério das Finanças inscreveu na proposta de OE2027 um rácio da dívida pública sobre o PIB de 84,5%, menos 3 pontos percentuais (pp.) do que os 87,5% estimados para este ano, cuja previsão ficou inalterada face ao anterior Orçamento do Estado.

A dívida estava em 89,2% do PIB em 2025 e em 93% em 2024. O relatório indica que, no ano passado, ficou cerca de 4 pp. abaixo da trajetória acordada com a Comissão Europeia, um indicador que foi várias vezes destacado pelo ministro das Finanças durante a conferência de imprensa de apresentação do documento.

Com reduções superiores às de Portugal estão apenas a Grécia e o Chipre, mas a proporção da descida também se justifica pelo montante de dívida. A Grécia é o país mais endividado da Zona Euro, com uma dívida pública de 143,5% no final do primeiro trimestre. O governo do país espera chegar ao final do ano com uma descida para 136,7% e 128,8% em 2027, o que implica uma queda de 7,9 pontos percentuais.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Caso se confirmem as perspetivas para o final deste ano, Itália pode ultrapassar a Grécia como o país com a maior dívida pública da Zona Euro, uma vez que o governo de Giorgia Meloni aponta para 138,1% este ano e 138,5% em 2027. Esta troca de posições põe fim a um período de duas décadas em que a dívida pública grega diminuiu mais de 60 pp., passando de um pico de 209,4% em 2020 para 145,9% no ano passado.

No mesmo período, Itália reduziu os níveis de endividamento em cerca de 17 pp.. A Grécia tem vindo a recuperar de uma crise financeira que durou uma década e três resgates financeiros, que totalizaram cerca de 280 mil milhões de euros, e reembolsou antecipadamente este ano empréstimos de quase 7 mil milhões de euros do seu primeiro resgate financeiro.

Já no caso de Chipre, a dívida é mais reduzida, perspetivada em 48,9% este ano, com uma descida de 3,8 pontos percentuais para 45,1% em 2027, ao passo que a Irlanda, em quarto lugar, antecipa uma descida de 34,1% para 32,9%. No entanto, dos 14 países analisados — lista da qual ficam de fora Espanha, Bélgica, Croácia, França e Letónia — são mais os Estados que aumentam a dívida pública dos que a reduzem.

A Alemanha antecipa assim o maior aumento anual do endividamento, de 3 pp. para 68,75% do PIB em 2027 e uma nova subida de 3,5 pp. para 72,25% em 2028. “Este aumento deve-se, principalmente, às despesas adicionais necessárias nas áreas da defesa, da segurança e do investimento“, explica o governo alemão no documento entregue a Bruxelas. Além da maior economia europeia, outros 9 países esperam aumentar o rácio da dívida pública sobre o PIB no próximo ano.

No caso de França, as últimas projeções do Executivo apontam para uma subida da dívida pública para 121,7% no final do próximo ano, o valor mais elevado de sempre.

Excedente em Lisboa, Atenas e Dublin contrasta com défice em Madrid e Roma

O termo PIGS (e depois PIIGS, passando a incluir a Irlanda) surgiu para designar as economias do sul da Europa com fragilidades estruturais e que tiveram de recorrer ao apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI): Portugal, Itália, Grécia e Espanha. Hoje, desse grupo, dois antecipam um excedente no saldo orçamental, incluindo para o próximo ano.

A lista é composta pelo Chipre (3,7%), Irlanda (1,5%), Grécia (0,3%) e Portugal (0,1%). Espanha apresentou um défice de 2,18% em 2025 e Itália antecipa um défice de 3,5% do PIB em 2027, em linha com a grande maioria dos países antecipa um saldo negativo superior a 1% no próximo ano.

Na liderança está França com um défice esperado de 5,4%, de acordo com os números avançados pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, numa altura em que os juros da dívida têm disparado para máximos de vários anos e o Governo tenta aprovar um orçamento que prevê a redução do défice para 5% do PIB no próximo ano. No entanto, a falta de maioria no Parlamento tem dificultado a sua aprovação.

A posição orçamental de Portugal levou mesmo o primeiro-ministro, Luís Montenegro, a afirmar, no Parlamento, que o país tem “autoridade moral para exigir da União Europeia que o compromisso com as regras orçamentais e financeiras deve ser assegurado”. Isto porque, explicou também, “nós sofremos na pele aquilo que custou corrigir um desvio que estava a ter essa consequência há cerca de 15 anos”. Esses desvios, tanto do défice como da dívida, por parte de alguns países da UE são motivo de “preocupação” para o Governo.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

Há vários membros da Zona Euro e da UE que são alvo de um procedimento relativo aos défices excessivos (PDE), que é ativado quando um país ultrapassa ou está em risco de ultrapassar o limite de défice de 3% do PIB, ou tenha violado a regra de dívida, por ter um nível de dívida pública acima de 60% do PIB, que não está a diminuir a um ritmo satisfatório.

Áustria, Bélgica, Bulgária, Eslováquia, Finlândia, França, Hungria, Itália, Polónia e Roménia são os países dessa lista. No caso da maior economia deste grupo, França, o conselho da UE recomenda que deve pôr fim à situação de défice excessivo até 2029. Já a Alemanha, apesar de um défice elevado, escapou ao PDE e a evolução orçamental será novamente avaliada este outono.

Crescimento económico acima da média

Apesar de estar longe dos crescimentos mais elevados da Zona Euro, como Malta, com 4,1% este ano e 3,8% previstos em 2027, ou a Eslovénia, com 3,8% (recuando para 2,5%), Portugal deverá ficar acima da média da região. O Governo português aponta para uma aceleração da economia para 2,3% este ano e um abrandamento para 2,1% no próximo.

Caso se confirmem os valores projetados pelos respetivos governos, o crescimento da economia nacional seria o quinto maior dos 14 países analisados em 2026 e o sétimo maior em 2027, uma vez que, no próximo ano, a Grécia deve superar o crescimento do PIB português, apontando a 2,3%. As maiores economias do bloco são as que devem crescer menos. A Alemanha aponta a 0,5% em 2026 e 0,9% em 2027, ao passo que Itália estima 1% este ano e 0,8% no próximo.

No que diz respeito à inflação, a tendência de abrandamento da subida dos preços é generalizada. No caso português, a inflação vai subir este ano mais do que o Governo esperava, cifrando-se em 2,9%, abaixo das principais entidades nacionais e internacionais, cujas perspetivas rondam os 3%, mas deve abrandar em 2027 para 2,3%. No entanto, há exceções. Tanto a Alemanha, como Malta, antecipam uma aceleração da inflação de 2,7% para 3% e 2,5% para 2,7%, respetivamente.

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Toyota Hilux a idrogeno alla Dakar 2027: debutto da 400 kW

Il DKR GR FC Hilux di Toyota debutterà nella Dakar Future Mission 1000: celle a combustibile da 400 kW e Dania Akeel alla guida.

La Toyota Hilux a idrogeno si prepara alla Dakar 2027. GAZOO Racing ha completato la costruzione del prototipo DKR GR FC Hilux e avviato i test dinamici in vista dell’esordio nella categoria Dakar Future Mission 1000. Al volante ci sarà la pilota saudita Dania Akeel. La novità è soprattutto tecnica: un sistema elettrico a celle a combustibile da 400 kW, alimentato da idrogeno compresso, porterà nel rally-raid un laboratorio per verificare prestazioni, affidabilità e resistenza in condizioni estreme.

Dakar 2027, una sfida dedicata alle nuove tecnologie

La Future Mission 1000 è la categoria della Dakar riservata ai veicoli sperimentali e alle tecnologie di propulsione alternative. Per Toyota sarà la prima partecipazione a una competizione motoristica con un veicolo FCEV a idrogeno di questo tipo. La scelta del deserto non è casuale: calore, polvere, vibrazioni e percorsi mutevoli permettono di raccogliere dati difficili da riprodurre in un normale ciclo di collaudo.

Come funziona il DKR GR FC Hilux: 400 kW e fuel cell

Sotto la carrozzeria del DKR GR FC Hilux lavorano due stack di celle a combustibile integrati in un unico sistema ad alta potenza. L’idrogeno reagisce con l’ossigeno nelle fuel cell per produrre l’elettricità destinata alla trazione: non si tratta quindi di un motore termico che brucia idrogeno. La potenza complessiva dichiarata è di 400 kW. Per l’alimentazione vengono impiegati quattro serbatoi ad alta pressione, derivati dalla tecnologia della Toyota Mirai, con una capacità totale di 8,4 kg di idrogeno.

Telaio da competizione e sospensioni con 350 mm di escursione

La base tecnica è quella del DKR GR Hilux utilizzato nelle competizioni rally-raid. Restano il telaio tubolare, la cellula di sicurezza, l’impostazione delle sospensioni e l’impianto frenante. Le sospensioni a doppi triangoli offrono 350 mm di escursione, una misura pensata per affrontare fondi molto irregolari. Le dimensioni dichiarate sono 4,50 metri di lunghezza, 2,30 metri di larghezza e 2,10 metri di altezza; il peso complessivo rimane inferiore a 2.500 kg. Sono previsti pneumatici TOYO TIRE Open Country M/T-R.

Fibra naturale, raffreddamento ed elettronica sotto esame

La trasformazione della Hilux da corsa riguarda anche materiali e gestione termica. Alcuni pannelli in fibra di carbonio lasciano spazio a componenti in fibra naturale, mentre debutta un circuito di raffreddamento ad alta tensione specifico per il nuovo gruppo propulsore. In un veicolo fuel cell la capacità di controllare le temperature è decisiva per mantenere prestazioni costanti e salvaguardare l’affidabilità. La centralina IAV Dragoon coordina l’elettronica del sistema fuel cell.

Dania Akeel guiderà il prototipo nei test e alla Dakar

Il programma sportivo sarà affidato a Dania Akeel, pilota saudita impegnata nel rally-raid dal 2021. Al debutto alla Dakar ha chiuso fra i primi dieci della classe T3 e nel 2025 ha conquistato una vittoria di tappa nella categoria Challenger. Ha inoltre ottenuto successi di tappa nel World Rally-Raid Championship e vinto per due volte la FIA Middle East Baja Cup, nel 2024 e nel 2025, con una Hilux schierata da Overdrive Racing. L’esperienza su terreni differenti sarà importante per interpretare le reazioni del nuovo sistema di trazione.

Dallo sviluppo in Europa ai test prima del debutto

Per realizzare il DKR GR FC Hilux, il centro di ricerca e sviluppo europeo di Toyota, vicino a Bruxelles, ha lavorato insieme a Overdrive Racing, che gestisce il programma TOYOTA GAZOO Racing W2RC e ha sviluppato l’Hilux da competizione. Hanno contribuito anche TOYOTA RACING GmbH a Colonia e Toyota Motor Corporation. La costruzione è terminata e il prototipo è entrato nella fase dei collaudi dinamici: i risultati serviranno a validare l’integrazione fra telaio, propulsione elettrica, stoccaggio dell’idrogeno ed elettronica di controllo.

Emissioni allo scarico e obiettivi della tecnologia a idrogeno

Durante la marcia il sistema FCEV non produce CO₂ allo scarico: la reazione elettrochimica genera acqua. Questo dato non significa però che l’intero ciclo di vita del veicolo sia privo di emissioni, perché il bilancio dipende anche da come viene prodotto e trasportato l’idrogeno, oltre che dalla costruzione del mezzo. La sperimentazione alla Dakar rientra nell’approccio multi-tecnologico di Toyota, che considera differenti soluzioni di propulsione in funzione delle applicazioni e delle esigenze d’uso.

Accanto allo sponsor Jameel Motorsport, il progetto coinvolge partner tecnici come DENSO, TOYO TIRE, IAV e PRF. Il traguardo industriale va oltre la classifica: raccogliere informazioni utili per migliorare celle a combustibile, sistemi di raffreddamento e robustezza dei componenti. Se le verifiche confermeranno le aspettative, l’esperienza del rally-raid potrà contribuire allo sviluppo di future applicazioni stradali e sportive dell’idrogeno Toyota, senza anticipare risultati che soltanto i test e la gara potranno misurare.

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Présidentielle 2027 - sondage : le bloc central décroche dans les intentions de vote, pourquoi Édouard Philippe et Gabriel Attal peinent-ils à convaincre ?

Ni Édouard Philippe ni Gabriel Attal ne parviennent à enrayer leur baisse dans les sondages. Alors que le premier atteint son plus bas niveau dans les dernières compilations, le second tombe à 11,8 % des intentions de...

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