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Apesar de Demna, Gucci segue em rota descendente (e cai 6% nas receitas)


A Kering registou receitas de 3.345 milhões de euros no terceiro trimestre, menos 1% em termos comparáveis, segundo a apresentação de resultados divulgada esta quinta-feira. A mais importante queda aconteceu na Gucci, cujas vendas caíram 6%, para 1.291 milhões de euros, prolongando uma sequência de mais de três anos de quebra, de acordo com a Reuters.

A marca italiana continua a ser o porta-aviões do grupo Kering, representando cerca de metade do lucro do grupo, e “a recuperação da Gucci continua a ser a nossa prioridade central”, refere Luca de Meo, presidente executivo da empresa, em comunicado.

“As receitas do terceiro trimestre refletem a distribuição temporal que antecipávamos, num contexto macroeconómico mais fraco”, admitiu ainda. “Estamos a reforçar gradualmente a sua atratividade e a acelerar o desenvolvimento de produto”. 2026 é o primeiro ano completo de trabalho do novo diretor criativo da marca, Demna Gvasalia, em torno de quem estão criadas enormes expectativas após o trabalho na Balenciaga.

Segundo a Kering, “a marca prosseguiu a transformação da oferta, aperfeiçoando a arquitetura de produtos e preços, melhorando a qualidade e reduzindo o tempo de chegada dos produtos ao mercado”.

“Para concretizar todo o potencial do grupo, é necessário recuperar a dinâmica da Gucci, acelerar a excelência do produto, executar o nosso plano de ação na China, tirar pleno partido da plataforma do grupo e consolidar uma cultura de execução em toda a organização”, admite o CEO.

No terceiro trimestre, as vendas na rede de lojas próprias, incluindo o comércio eletrónico, diminuíram 4% em termos comparáveis, com uma evolução desigual entre regiões e casas. Por outro lado, as receitas de vendas por grosso e outras aumentaram 3%. A área de moda e artigos de pele, que inclui a Gucci, recuou 3% no trimestre, para 2.743 milhões de euros. Em sentido contrário, a joalharia cresceu 11%, para 239 milhões, e a ótica avançou 4%, para 373 milhões, em termos comparáveis.

No conjunto dos primeiros nove meses, as receitas da Kering atingiram 10.565 milhões de euros, com uma queda de 2% em termos reportados.

Os resultados do 3.º trimestre de 2026 e dos nove primeiros meses do ano

“A transformação da Kering é um processo que se prolonga por várias temporadas. Ainda assim, as melhorias que observamos no grupo, em particular na atratividade das marcas e nos principais indicadores operacionais, reforçam a nossa confiança na direção definida e a determinação das equipas em concretizá-la”, diz ainda.

A apresentação do grupo aponta para uma melhoria da margem operacional recorrente em 2026 face a 2025. Luca de Meo pretende duplicar a margem de 11,1% registada no ano passado até ao final da década e a empresa prevê um novo mapa de fornecedores e pelo menos 125 encerramentos de lojas até ao fim deste ano, tendo já encerrado 105 (e inaugurado 23).

A análise por áreas, mostra que no terceiro trimestre, as receitas da Kering Fashion & Leather Goods totalizaram 2.743 milhões de euros, menos 1% em termos reportados. Excluindo a Gucci, as vendas a retalho aumentaram 2%, impulsionadas pelo crescimento contínuo das outras marcas do portefólio do grupo, como fez questão de notar Luca de Meo.

“A complementaridade do nosso portefólio está refletida na dinâmica sólida da Saint Laurent, da Bottega Veneta e da Brioni, bem como da KeringEyewear e da KeringJewelry. Estamos também a intensificar a renovação da Balenciaga e da Alexander McQueen”, referiu.

A Saint Laurent foi impulsionada por uma dinâmica sustentada na América do Norte e na Europa Ocidental, diz a Kering, lembrando a saída de Anthony Vaccarello ao longo da última década, enquanto a Bottega Veneta, que abriu este ano a sua primeira loja em Portugal, voltou a superar o desempenho dos principais mercados. O grupo frisa que a maison avançou com a estratégia de diversificação, sobretudo na área de pronto-a-vestir. Romain Spietzer foi nomeado presidente execuitvo da marca.

Por seu lado, a Balenciaga mantém-se sob pressão, ao passo que a Alexander McQueen prossegue a estratégia de reposicionamento. Tanto neste caso como no da Bottega Veneta, deverão, em breve, ser anunciados novos diretores criativos.

No terceiro trimestre, a Kering Jewelry voltou a apresentar um desempenho sólido. “As receitas totalizaram 239 milhões de euros, mais 12% em termos reportados”. Várias marcas viram as suas lideranças mudar ao longo do ano. Charlotte Fournet foi nomeada presidente executiva da Pomellato e Krizia Cucurachi como presidente executiva da DoDo. O grupo também fez mudanças em Itália. Sabina Belli nomeada presidente da Kering Italia.

A diretora financeira da Kering, Armelle Poulou, não confirmou esta quinta-feira, durante a apresentação destes números, se a Kering mantém o objetivo de regressar ao crescimento em 2026, segundo a Reuters. A resposta foi remetida para o dia em que forem conhecidos os resultados anuais.

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Art Basel Paris antecipa encerramento de feira devido a protestos em França


A Art Basel Paris vai encerrar a edição de 2026 às 19h00 desta sexta-feira e permanecer fechada nos dias 24 e 25, ao contrário do que estava previsto.

Numa mensagem enviada aos expositores e participantes esta quinta-feira, a que o ECO Avenida teve acesso, a organização da Art Basel Paris explica que a decisão foi tomada “devido à possibilidade de manifestações em Paris durante este fim de semana e com o objetivo de proteger os nossos visitantes, expositores, parceiros, trabalhadores e obras de arte”.

“Reconhecemos o impacto significativo desta decisão nas galerias e estamos empenhados em apoiá-las durante o encerramento antecipado e a remoção segura das obras de arte do Grand Palais”, acrescenta a missiva, acrescentando: “Recomendamos vivamente que as galerias mantenham as suas apresentações intactas até ao encerramento da feira”. A Art Basel Paris pede também que “a desmontagem geral não comece antes de serem emitidas as instruções de acesso e remoção”.

A feira de arte decorre no Grand Palais, no centro de Paris, e começou na terça-feira com a Avant Première, uma sessão para convidados VIP, momento em que aconteceram algumas grandes, entre elas, segundo o The Art Newspaper a obra Rise of the New Suprematists, de Julie Mehretu, de 2001.

Pelo menos 2.500 pessoas foram detidas em França no último fim de semana. O Presidente Emmanuel Macron afirmou esta quinta-feira que, no sábado, só serão permitidos protestos sindicais autorizados.

França vai reforçar em 20% o dispositivo das forças de segurança em várias cidades para a jornada de manifestações de sábado, face aos distúrbios e atos de vandalismo do passado sábado, anunciaram esta quinta-feira as autoridades oficiais.

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Aprovada compra de ativos do Castro Marim Golfe & Country Club pelo grupo Arrow

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By: Lusa

A Autoridade da Concorrência (AdC) deu ‘luz verde’ à aquisição do controlo exclusivo dos ativos relativos à exploração do empreendimento turístico e de golfe Castro Marim Golfe & Country Club, no Algarve, pela Flecha Lux 25, uma sociedade do grupo britânico Arrow,

“A AdC adotou uma decisão de não oposição na operação de concentração”, de acordo com a nota publicada no site.

Os valores da operação não foram divulgados.

A Flecha Lux 25 é uma sociedade do grupo Arrow, que, em Portugal, está ativo, essencialmente, na gestão de créditos vencidos e de cobrança duvidosa e em investimentos imobiliários, na exploração comercial de marinas e portos de recreio, na produção de pavimentos e revestimentos cerâmicos e na comercialização de mobiliário e equipamentos para a hotelaria.

Na região do Algarve, o grupo Arrow destaca-se sobretudo nas atividades de exploração de empreendimentos de alojamento turístico e campos de golfe, segundo refere a AdC.

A Algarvelux Villages – Exploração Turística é uma sociedade ativa na gestão e exploração turística do aldeamento turístico com 55 unidades de alojamento integrado no empreendimento, ao abrigo de contratos de exploração turística, conforme consta no processo da AdC.

A Algarvelux, Construções e Empreendimentos é descrita como uma sociedade ativa na exploração dos campos de golfe e do clubhouse do empreendimento Castro Marim Golfe & Country Club, na organização de eventos no clubhouse e na exploração do seu restaurante e bar, na prestação de serviços de gestão de alojamento local relativamente a um número limitado de imóveis situados no empreendimento, e na promoção e venda pontual de imóveis integrados no mesmo.

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Miu Miu em queda penaliza crescimento de Prada no terceiro trimestre


Os resultados muito positivos da marca Miu Miu em 2025 fizeram crescer o interesse no seu desempenho este ano. O terceiro trimestre do ano, porém, não deixou boas notícias para o grupo Prada, que apresentou os seus resultados esta quinta-feira. As vendas a retalho recuaram 3% entre julho e setembro, bem longe dos 29% de crescimento de há um ano.

As receitas do grupo Prada atingiram 1,49 mil milhões de euros entre julho e setembro (incluindo a Versace, adquirida no final de 2025), o que representa um crescimento orgânico de 1% nas receitas no terceiro trimestre. À desaceleração da Miu Miu juntam-se as vendas mais fracas na Europa e no Médio Oriente. Andrea Guerra, CEO da companhia, atribui a situação ao “contexto particularmente difícil para o setor”.

Nos primeiros nove meses, o grupo avançou 1%, face a uma base de comparação de 41%. A Prada atribui o desempenho trimestral às bases de comparação exigentes e a uma composição geográfica menos favorável. Com exceção do Médio Oriente, as vendas ficaram globalmente estáveis.

No conjunto dos primeiros nove meses, as receitas líquidas somaram 4,54 mil milhões de euros, mais 12% a taxas de câmbio reportadas. Em termos orgânicos, excluindo a contribuição da Versace e considerando as taxas de câmbio constantes, o crescimento foi de 4%. As vendas a retalho aumentaram 2% em termos orgânicos, abaixo dos 9% registados no mesmo período de 2025, e ficaram estáveis no terceiro trimestre.

Receitas do grupo Prada

Desempenho regional desigual

A Europa registou uma queda orgânica de 3% nas vendas a retalho nos primeiros nove meses e manteve, no terceiro trimestre, uma tendência semelhante à do trimestre anterior. No Médio Oriente, a descida foi de 23% no período. Na Ásia-Pacífico, o crescimento orgânico de 5% até setembro coexistiu com vendas estáveis no terceiro trimestre, quando o menor tráfego na China continental foi compensado por outros mercados da região. As Américas cresceram 13% em termos orgânicos nos nove meses, mas o ritmo abrandou no trimestre.

O presidente e administrador executivo Patrizio Bertelli afirmou que o contexto permanece “complexo e volátil” e exige “foco, agilidade e rigor na execução”.

O grupo Prada destacou também a abertura de uma unidade de produção de artigos de pele em Piancastagnaio, na Toscânia, e disse que a integração da Versace decorre conforme previsto. As mudanças criativas previstas para a marca, agora sob direção de Pieter Mulier, estão previstas para 2027.

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Hermès perde vendas na moda, relógios e perfumes


A Hermès registou receitas de 12,26 mil milhões de euros nos primeiros nove meses de 2026, um aumento de 5,5% a taxas de câmbio constantes. No terceiro trimestre, as vendas cresceram 4,3% a taxas constantes, para 4,1 mil milhões de euros, divulgou esta quinta-feira a empresa francesa.

Os artigos de pele, em que se incluem as populares Birkin e Kellys, foram o segmento que mais cresceu: 10,2% desde o início do ano e 10,8% no terceiro trimestre. Mas moda, relógios e perfumes não acompanham o crescimento.

Ready-to-wear e acessórios tiveram uma quebra de 2,1% nos primeiros nove meses e 1,4% no 3º trimestre. O segmento de relógios caiu 4,4% nos primeiros nove meses e 5% em julho, agosto e setembro. Perfumes e beleza recuperou 7,9% no último trimestre, mas estes ganhos não cobrem as quebras de 1,5% do que levamos de ano.

Os segmentos em recuo tiveram resultados fracos na região de Ásia-Pacífico, que compreende a China e que continua a ser responsável por uma boa fatia dos resultados – 6,3 mil milhões – mas foi também aquela que menos cresceu entre janeiro e setembro: 1,6%.

O continente americano foi a região que mais cresceu nos primeiros nove meses de 2026. Ao todo, 13,1%. O Japão cresceu 10,5% e a Europa, sem França, teve aumentos de 9%.

Segundo os dados divulgados pela Hermès, a margem operacional recorrente manteve-se nos 41% no primeiro semestre (e o comunicado trimestral não apresenta resultados de rentabilidade para o terceiro trimestre).

Apesar de um contexto complexo, a Hermès continua a crescer de forma rentável e mantém o seu rumo. Convictos da força e da relevância do nosso modelo artesanal, vemos a nossa visão firmemente ancorada no longo prazo e encaramos o futuro com confiança

Axel Dumas

Presidente executivo da Hermès

“Apesar de um contexto complexo, a Hermès continua a crescer de forma rentável e mantém o seu rumo. Convictos da força e da relevância do nosso modelo artesanal, vemos a nossa visão firmemente ancorada no longo prazo e encaramos o futuro com confiança”, diz Axel Dumas, presidente executivo da empresa, em comunicado.

O chairman executive da Hermès deixou ainda informações relacionadas com as áreas com pior desempenho neste momento. “Preparamo-nos para um novo ano rico em criação, com a primeira coleção de pronto-a-vestir masculino assinada por Grace Wales Bonner e a apresentação da Couture de Nadège Vanhée, em janeiro próximo”. Éric du Halgouet ,Chief Finance Officer, acrescentou que a marca está a trabalhar no lançamento de novos itens de calçado. “Vamos desenvolver itens como botas, desenvolver novos modelos”.

A Hermès mantém no seu calendário a abertura de três novos ateliers: em Charleville-Mézières até 2027, em Colombelles até 2028 e em Les Andelys, até 2030.

Receitas da Hermès no 1.º semestre de 2026
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Portugueses dominam compras no empreendimento HAMA MORI


O empreendimento residencial HAMA MORI, em Vilamoura, registou a venda de 25 das suas 27 moradias, com cerca de 90% das aquisições feitas por compradores portugueses, segundo um comunicado divulgado pela Legera Group. Este desempenho de vendas reforça a relevância da procura nacional por projetos residenciais de qualidade no Algarve, num mercado habitualmente associado a um forte peso da procura internacional.

Lançado em julho e comercializado pela Portugal Sotheby’s International Realty, o projeto divide-se em duas coleções, HAMA e MORI, compostas respetivamente por 13 e 14 moradias. A coleção HAMA teve a maioria das unidades reservadas nas primeiras 24 horas, restando apenas uma fração disponível, enquanto no conjunto MORI ficou apenas disponível uma moradia após o início da comercialização.

O perfil maioritário dos compradores portugueses revela uma procura ativa por imóveis residenciais de gama alta no Algarve, frequentemente utilizados como segunda habitação ou investimento imobiliário. Apenas duas das frações vendidas foram adquiridas por clientes estrangeiros, reforçando a atratividade de Vilamoura para os portugueses.

O HAMA MORI localiza-se em Vilamoura, com a coleção HAMA próxima do mar e da marina e a coleção MORI perto dos principais campos de golfe da região. As moradias privilegiam a ligação entre interior e exterior, a luminosidade natural e a integração com a paisagem, incluindo jardins, piscinas e equipamento adicional como elevadores ou salas de cinema em algumas unidades.

 

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