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Agência Brasil e TV Brasil recebem Prêmio Vladimir Herzog

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O fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, e a equipe do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, receberam nesta semana o Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. Os veículos integram a Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Tomaz Silva venceu com o trabalho Viúva se despede do marido morto na operação policial mais letal do Rio de Janeiro. A fotografia, feita no Complexo da Penha, em outubro de 2025, retrata a dor de Fernanda da Silva Martins, ao abraçar o corpo do companheiro. A imagem foi republicada em jornais e sites do país e do exterior.

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"Os jurados e o prêmio Vladimir Herzog reconheceram, nesta fotografia, a história e a dor de tantas pessoas atingidas pela violência policial. Ela foi feita no dia mais difícil que já vivi como repórter, diante de dezenas de corpos. O que mais me marcou naquela manhã não foram os números, mas os rostos, os gritos e o desespero de quem encontrava seus familiares mortos", contou o fotógrafo.
São Paulo (SP), 20/10/2026 - Entrega do 48º Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos no teatro TUCARENA. Tomaz Silva, fotojornalista da Agencia Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil São Paulo (SP), 20/10/2026 - Entrega do 48º Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos no teatro TUCARENA. Tomaz Silva, fotojornalista da Agencia Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Entrega do 48º Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos ao fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O gerente executivo de Imagem, Arte e Web da EBC, Joédson Alves, ressaltou que a fotografia jornalística tem o papel de documentar a realidade e preservar a memória, sempre com respeito às pessoas retratadas.

"Esse prêmio reconhece não apenas o trabalho do fotógrafo Tomaz Silva, mas também o compromisso coletivo da Agência Brasil com um jornalismo de interesse público, responsável e comprometido com a sociedade", avaliou.

 

Rio de Janeiro - 01/10/2026- Fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil Rio de Janeiro - 01/10/2026- Fotógrafo Tomaz Silva, da Agência Brasil, vence Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
A foto Viúva se despede do marido morto na operação policial mais letal do Rio de Janeiro venceu Prêmio Vladimir Herzog. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Já o episódio Trabalho escravo doméstico: silêncio e servidão, do programa Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, venceu na categoria vídeo. A produção, que foi ao ar em 20 de abril de 2026, leva ao telespectador histórias de mulheres submetidas a condições análogas à escravidão e discute formas de aprimorar o pós-resgate.

"Receber um prêmio tão importante quanto o Herzog é uma honra para qualquer jornalista. A premiação foi emocionante, principalmente pelo fato de que três mulheres entrevistadas no programa, hoje libertas, puderam comparecer ao evento. O reconhecimento mostra que nosso trabalho jogou luz sobre uma violação, infelizmente, ainda presente no Brasil", destacou a repórter Marieta Cazarré.

O editor de texto do programa, Paulo Leite, comemorou que "é um prazer e uma honra conquistar o prêmio mais valorizado do jornalismo brasileiro".

"Esta foi a 48ª edição do Vladimir Herzog, o que mostra a força, a credibilidade e a resiliência da premiação. Mais uma prova de que jornalismo é um processo coletivo e de que a comunicação pública é essencial para a sociedade", completou.

 

São Paulo (SP), 20/10/2026 - Entrega do 48º Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos no teatro TUCARENA. Trabalho Escravo da TV Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil São Paulo (SP), 20/10/2026 - Entrega do 48º Prêmio Vladimir Herzog de Direitos Humanos no teatro TUCARENA. Trabalho Escravo da TV Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Equipe do Caminhos da Reportagem recebe Prêmio Vladimir Herzog com mulheres resgatadas que foram entrevistadas no programa. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Participaram da equipe de produção do episódio Marieta Cazarré, Paulo Leite, Ana Graziela Aguiar, Ana Passos, Cleiton Freitas, Patrícia Araújo, Gabriel Penchel, JM Barboza, Rogério Verçoza, Sigmar Gonçalves, Alexandre Souza, Marcelo Vasconcelos, Rafael Carvalho, Rivaldo Martins, Aleixo Leite, Caroline Ramos e Wagner Maia.

A diretora de Jornalismo da EBC, Myrian Pereira, celebrou o reconhecimento do talento e da sensibilidade das equipes da empresa.

“Cobrir temas complexos e dolorosos, como a realidade do trabalho escravo doméstico e o impacto humano da violência nas comunidades do Rio, traduzido em uma foto de despedida tão forte, exige coragem, apuro ético e respeito. Esse prêmio reforça o papel da EBC como referência em um jornalismo que não se omite”.

Para o gerente executivo da TV Brasil, Paulo Mondego, o Prêmio Vladimir Herzog representa o reconhecimento ao trabalho de toda a equipe do Caminhos da Reportagem e à vocação do programa de dar visibilidade a temas fundamentais para a defesa dos direitos humanos. 

"Ao abordar o trabalho escravo doméstico, mostramos a importância de um jornalismo comprometido em revelar realidades muitas vezes invisibilizadas e dar voz a pessoas cujas histórias precisam ser conhecidas. Essa conquista reforça o papel da comunicação pública na denúncia de violações de direitos e na promoção de uma sociedade mais justa e igualitária."

Assista ao episódio premiado do Caminhos da Reportagem

Vladimir Herzog

Desde a sua primeira edição, concedida em 1979, o prêmio celebra a vida e a obra do jornalista Vladimir Herzog, torturado e assassinado pela ditadura civil-militar no dia 25 de outubro de 1975, nas dependências do Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), em São Paulo.

Em 2026, na 48ª edição, a premiação homenageia e reconhece o trabalho de jornalistas, repórteres fotográficos e artistas do traço que, por meio do trabalho cotidiano, defendem a democracia, a justiça e os direitos humanos.

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Conferência Plot /+M: A IA e a visibilidade digital das marcas

✇ECO
By: + M

Durante décadas, a notoriedade mediu-se pela primeira marca que vinha à cabeça das pessoas e também pela dimensão e quota de mercado. Hoje, cada vez mais, a primeira resposta vem de um modelo LLM.

Este é o ponto de partida para a conferência “A IA e a visibilidade digital das marcas”, que vai decorrer no próximo dia 28 de outubro, a partir da 9h30, no Estúdio ECO.

As marcas construíram notoriedade ao longo de décadas. No dia 28 vamos ver quais são das mais recomendadas pela IA, em seguro auto, seguro de saúde, poupança e crédito habitação. O estudo é realizado pela Plot.

Segue-se o painel “Do top of mind ao top of mAInd, quem dá cartas agora?“, que reúne Ana Esteves, responsável pelo ecossistema de prevenção da Multicare, Maria João Silva, chief marketing officer da Generali Tranquilidade, Mariana Dória, responsável de experiência e estratégia de clientes e marketing digital do Santander, e Rui Borges, CEO da Plot

A forma como a notoriedade espontânea passa naturalmente para a IA e o que é preciso fazer para a manter — o papel que têm o site, os conteúdos e as fontes externas serão alguns dos temas abordados.

Num segundo momento, com Francisco de Soure, digital & innovation director / executive committee Pingo Doce, Jerónimo Martins, e Elsa Gomes, diretora de estratégia digital da Plot, veremos como a aplicabilidade dos dados extraídos deve orientar a estratégia digital das marcas.

Pode consultar o programa e inscrever-se aqui.

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A comunicação até pode ser santa, mas não faz milagres


Uma subida de preços sem uma melhoria percetível no serviço. Uma reorganização anunciada em nome da eficiência, enquanto as equipas acumulam trabalho. Um compromisso com a sustentabilidade que não resiste às escolhas comerciais.

Em situações como estas, uma mensagem mais clara pode explicar a decisão. Mas dificilmente resolve a contradição que está na sua origem.

“Precisamos de comunicar melhor.” A frase surge depressa quando uma decisão provoca resistência. É confortável atribuir o insucesso à comunicação: permite mudar a mensagem sem questionar a escolha que lhe deu origem. Mas, muitas vezes, os públicos compreenderam perfeitamente. Simplesmente, não concordaram.

Claro que há falhas de comunicação. Há mensagens confusas, momentos mal escolhidos e explicações insuficientes. O problema começa quando se presume que toda a resistência resulta de uma falha dessas. Nesse momento, a gestão deixa de ouvir o que a reação dos públicos lhe pode ensinar.

É aqui que a comunicação se torna um teste à qualidade da gestão. Se explicar uma decisão exige omitir as suas consequências mais relevantes, essa decisão merece regressar à mesa onde foi tomada.

Isso não significa que uma boa decisão tenha de ser popular. Gerir implica fazer escolhas difíceis, distribuir recursos escassos e aceitar desacordos. Mas existe uma diferença entre enfrentar resistência com argumentos sólidos e procurar palavras capazes de disfarçar uma escolha mal fundamentada. Cabe à gestão saber distinguir as duas situações.

Para isso, é fundamental que a comunicação entre mais cedo no processo. Que possa perguntar quem será afetado, que promessa ficará comprometida e que consequências a organização está preparada para assumir. Sobretudo, que tenha espaço para dizer: esta decisão pode funcionar na folha de cálculo e falhar na relação com as pessoas de quem o negócio depende.

Quando a direção de comunicação recebe apenas decisões fechadas, a empresa desperdiça uma parte importante da sua competência: interpretar o contexto, antecipar reações e trazer para dentro da organização perspetivas que a administração pode não estar a ouvir. E responsabiliza-a por consequências que já não tem margem para alterar.

Ter a comunicação à mesa não chega se não houver espaço para discordar. Quando se espera apenas que valide o que foi decidido, a sua presença torna-se decorativa. A gestão perde assim uma oportunidade de corrigir o problema antes de o tornar público.

A pergunta para os gestores é, por isso, bastante concreta: a direção de comunicação tem poder para questionar uma decisão ou só para a apresentar?

A resposta revela o lugar que a comunicação ocupa na empresa. Revela também a disponibilidade da gestão para ser contrariada antes de ser confrontada pelo mercado.

Antes de pedir uma narrativa melhor, talvez valha a pena perguntar: o que teríamos de mudar nesta decisão para conseguirmos defendê-la publicamente?

A comunicação até pode ser santa, mas não faz milagres. E rever decisões continua a ser uma responsabilidade da gestão.

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Vizinhos + Auchan: sem saberem, escolas estavam incluídas nesta iniciativa

Só três escolas foram contactadas através dos seus directores. As explicações do Auchan sobre o processo. Concerto é no dia 28. A novidade surgiu há umas semanas e terá motivado muitos alunos e professores: os Vizinhos vão actuar, de forma gratuita, numa escola portuguesa. Rapidamente se espalharam as partilhas nas redes sociais, em grupos. Tudo para a “escola do meu filho” ser a mais votada. Como o próprio site da iniciativa menciona, “durante um mês, escolas de todo o país mobilizaram alunos, professores, famílias, amigos e comunidades para tentar levar os Vizinhos até à sua escola”. A votação decorreu até

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