❌

Reading view

Líderes mundiais acompanham eleições no Brasil e se dividem em apoios

As eleições presidenciais brasileiras estão sendo acompanhadas com atenção pela comunidade internacional. Após o primeiro turno, líderes de diversos países manifestaram publicamente suas preferências, dividindo-se entre os dois candidatos que disputam o segundo turno.

De acordo com analista sênior de Internacional da CNN, Américo Martins, a divisão entre os apoiadores internacionais segue uma linha ideológica bastante clara.

“Aqueles líderes que são progressistas, que têm uma visão de esquerda, apoiam o presidente Lula (PT). E aqueles que são mais conservadores, mais à direita, tendem a apoiar o senador Flávio Bolsonaro (PL)”, afirmou Martins durante o Bastidores CNN desta sexta-feira (23).

Entre os que declararam apoio a Lula, destaca-se Pedro Sánchez, primeiro-ministro da Espanha. Políticos democratas dos Estados Unidos e representantes da esquerda europeia também manifestaram suporte à candidatura.

Já pelo lado de Flávio Bolsonaro, os apoios vieram de Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, e de Javier Milei, da Argentina.

Donald Trump, por sua vez, não chegou a declarar apoio formal a nenhum dos candidatos, mas comentou o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno de forma positiva. O presidente norte-americano disse que o resultado no primeiro turno foi “uma vitória muito grande” para Flávio.

“A ênfase nas declarações de Donald Trump se dá por conta das relações conturbadas entre Brasil e Estados Unidos nos últimos anos”, afirmou Martins.

Política externa em jogo

O analista lembrou que as relações com os Estados Unidos devem ser um dos pontos centrais da política externa brasileira, dependendo do resultado das eleições.

Caso seja reeleito, Lula pretende manter uma política de autonomia em relação a Washington, inclusive reagindo contra a classificação de grupos criminosos brasileiros como entidades terroristas pelo governo americano. Lula também defende um equilíbrio nas relações com Estados Unidos, Europa e China.

Flávio Bolsonaro, por outro lado, defende um alinhamento mais estreito com os Estados Unidos e afirmou que adotaria a mesma medida em relação à classificação de organizações criminosas como grupos terroristas.

O candidato também sinalizou intenção de manter boas relações com a China, reconhecendo a importância do país nas relações comerciais e na economia brasileira.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Flávio e Lula buscam corrigir erros em debate final

Em uma eleição acirrada, as campanhas de Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm pelo menos uma concordância: qualquer erro no debate desta sexta-feira (23), na TV Globo, pode ser fatal.

Flávio e Lula estão cercados apenas de aliados essenciais nas últimas horas e dedicados ao treinamento de cenários de ação, reação, em que o conteúdo importa, mas também a disposição e movimentação pelo estúdio.

A orientação a Lula busca diminuir o efeito “papagaio de pirata” do debate da TV Band do último domingo (18), quando Flávio buscou aparecer no quadro de Lula quando o petista tinha a palavra e gesticular atrás de Lula.

A estratégia buscou inviabilizar cortes e desestabilizar o presidente, mas foi repreendida em pesquisas qualitativas feitas pelas campanhas. Por isso, a ideia é que Flávio siga no ataque a Lula, mas busque ser menos agressivo.

Aliados de Flávio apostam em manter a postura de ataques, mas em fazer isso de uma maneira mais “Duda Lima”, ou seja, moderada, do “Pablo Marçal”, mais beligerante. Duda é o marqueteiro da campanha e recuperou para este debate o espaço na orientação cedido no último domingo para Marçal.

No PL, a visão é de que Lula pode buscar tentar se vitimizar e colocar em Flávio a ideia de que o senador tenta “humilhá-lo”. Aliados afirmam que há orientações de Duda Lima sobre como proceder caso esse seja o caminho adotado por Lula.

Petistas dizem que o presidente Lula foi orientado e estará mais atento ao movimento de palco, às câmeras e ao tempo das falas, algo que foi explorado pelo seu concorrente no último debate.

Na campanha do presidente Lula, a aposta é em falar de futuro e de propostas. Aliados também defendem que Lula explore investigações contra Flávio Bolsonaro por lavagem de dinheiro e a suspeita de que Flávio é sócio oculto de bets.

Além do marqueteiro Sidônio Palmeira, Lula tem sido acompanhado de perto pelos ex-ministros Rui Costa e Camilo Santana e pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles. Já Flávio tem treinado com o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas.

Como mostrou a CNN Brasil, o resultado da pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira (22), que mostrou empate numérico entre os dois, também deve fazer com que as campanhas amenizem discussões sobre denúncias e investigações e focar em propostas para eleitores indecisos, segundo informaram fontes tanto do PT quanto do PL.

Baseados nas pesquisas também, ambos devem apostar na “onda” favorável durante o programa, com o senador apostando no histórico de surpresas da direita nas urnas, enquanto o atual mandatário deve focar nas mobilizações recentes, em especial nas redes sociais.

A CNN mostrou também que, sobre polêmicas, Flávio deve contar com o apoio de Mário Rosa para responder a questões como suas relações com o advogado Willer Tomaz e o banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal investiga suspeitas de que a relação entre o senador e Willer Tomaz envolva uma sociedade oculta em negócios de apostas esportivas.

Já do lado do presidente, o petista pode ser questionado sobre o seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a relação com a lobista Roberta Luchsinger. Caso seja questionado, Lula foi orientado a afirmar que a atuação dela está sendo investigada pela Polícia Federal, sem entrar em detalhes.

Outro ponto que deve ser explorado por Lula e Flávio é a chamada “estratégia Google” para tentar aumentar a rejeição do adversário. A ideia é que, ao longo do embate, os dois candidatos a presidente estimulem o eleitor a fazer buscas sobre episódios polêmicos ou indícios de irregularidades.

*Com informações de Gustavo Uribe e Tainá Falcão, da CNN Brasil

  •  

Entenda por que o eleitorado com mais de 70 anos é alvo de Flávio e Lula

Na reta final do segundo turno, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltaram as atenções para um segmento específico do eleitorado: os brasileiros com mais de 70 anos. A analista de Política da CNN Larissa Rodrigues explica o tema ao Bastidores CNN.

Esse grupo representa cerca de 10% de todos os eleitores do país e, por não ser obrigado a comparecer às urnas, tornou-se alvo estratégico de ambos os lados.

Larissa Rodrigues explicou que o interesse por esse público cresceu de forma significativa nos últimos dias da campanha.

Segundo ela, neste ano já foi registrado um comparecimento maior desse eleitorado em relação ao verificado nas eleições de 2022, o que reforça a percepção de que sua participação pode ser decisiva.

Estratégias das campanhas para conquistar o eleitorado idoso

A campanha de Lula apostou em ações de mobilização direta. Em uma live realizada na véspera do debate, artistas com mais de 70 anos, como Marieta Severo e Ângela Leal, convocaram o público da mesma faixa etária a comparecer às urnas no dia da votação.

Além disso, propagandas no rádio e na televisão exploraram o argumento de que, caso Flávio Bolsonaro seja eleito, os aposentados poderiam enfrentar dificuldades.

Ciente dessa movimentação, a campanha de Flávio Bolsonaro também passou a reagir.

De acordo com Larissa Rodrigues, o tema deve ganhar destaque no debate, com Flávio buscando rebater as críticas ao mencionar o escândalo do INSS e afirmar que eventuais ajustes fiscais prometidos por sua campanha não implicariam cortes nas aposentadorias.

Integrantes da campanha também devem reforçar que o aumento da aposentadoria, vinculado ao reajuste do salário mínimo, não seria ameaçado por um eventual governo seu.

O peso do voto facultativo na disputa

O entendimento das duas campanhas é que, em uma eleição tão disputada, a adesão do eleitorado acima de 70 anos — que não é obrigado a votar, mas pode optar por fazê-lo — tem potencial para definir o resultado final.

A analista ressaltou que a movimentação em torno desse grupo foi especialmente intensa nos últimos dias, sobretudo por parte da campanha de Lula, o que levou a equipe de Flávio Bolsonaro a intensificar suas próprias ações voltadas a esse público.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Flávio reforça ofensiva no TSE com ações sobre redes e rádio pública

A equipe jurídica da campanha do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), entrou com duas novas ações no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesta sexta-feira (23) e reforçou o pedido de cassação da chapa adversária de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB).

Uma Aije (Ação de Investigação Judicial Eleitoral) apresentada contra Lula e Alckmin aponta supostos abusos de poder político e econômico, uso de recursos públicos e manipulação das redes sociais em benefício da campanha petista. O Facebook também é citado no processo como terceiro juridicamente interessado.

Segundo a petição, páginas oficiais ligadas a Lula e ao PT teriam investido entre R$ 4,16 milhões e R$ 5,22 milhões em impulsionamento de conteúdo antes do início oficial da campanha.

Durante o período eleitoral, a campanha de Flávio diz ter identificado 6.606 anúncios classificados pelos autores da ação como propaganda negativa contra Flávio, com gastos estimados entre R$ 1,53 milhão e R$ 2,49 milhões e potencial de até 170,9 milhões de impressões.

A defesa de Flávio afirma que parte dos anúncios continuou circulando mesmo após decisões do TSE, em 11 e 13 de outubro.

O levantamento também identificou 53 páginas sem titular identificável, responsáveis por 4.625 anúncios pagos em reais, dólares e pesos colombianos. A ação pede que a Justiça Eleitoral investigue a origem dos recursos e os responsáveis pela contratação dos conteúdos.

Outro ponto da denúncia envolve o suposto uso de recursos da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República para direcionar usuários de páginas oficiais do governo ao perfil pessoal de Lula, posteriormente declarado à Justiça Eleitoral como canal oficial de sua candidatura.

Os advogados também questionam a atuação da rede digital associada ao deputado federal André Janones (Rede-MG), denominada “Exército do Lula”.

A nova petição pede medidas urgentes para interromper as práticas denunciadas, remover conteúdos considerados irregulares, preservar provas digitais e obter informações da plataforma. A defesa sustenta que os episódios devem ser analisados em conjunto, como parte de uma estratégia coordenada de distribuição de conteúdo eleitoral.

Outra Aije apresentada nesta sexta ao TSE contra Lula e Alckmin inclui ainda dois responsáveis pela programação da Rádio Nacional. A ação aponta suposto uso da estrutura de comunicação pública federal para favorecer a campanha petista e atacar o candidato do PL.

Segundo a petição da campanha de Flávio, foram identificados 36 trechos de programação com manifestações favoráveis a Lula ou críticas a Flávio, entre 20 de agosto e 15 de outubro. Desse total, 12 teriam exaltado o presidente e medidas do governo, enquanto outros 24 conteriam comentários depreciativos sobre o adversário.

A ação destaca como episódio mais grave uma edição do programa Alô Alô Brasil, em 20 de outubro, cinco dias antes do segundo turno. Na ocasião, o apresentador Agostinho Teixeira teria divulgado realizações do governo Lula, abordado o pagamento do Bolsa Família e reproduzido acusações contra Flávio.

Para os advogados de Flávio, parte dos temas apresentados coincidia com os utilizados na propaganda eleitoral do presidente.

Um dos pontos questionados é a abordagem do Bolsa Família durante o pagamento dos benefícios de outubro. Segundo a petição, o apresentador mencionou declarações atribuídas à equipe econômica de Flávio sobre o programa e fez alertas aos beneficiários.

A transmissão também teria incluído críticas ao candidato do PL sobre políticas ambientais, questionamentos relacionados à abertura de seus sigilos bancário e telefônico e alegações sobre possíveis cortes no orçamento federal.

A denúncia afirma que as manifestações não foram isoladas e reúne outros exemplos de comentários do apresentador ao longo da campanha, incluindo críticas a Flávio e a uma decisão da Justiça Eleitoral.

Por isso, além de Lula e Alckmin, a ação inclui a presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Antonia Pellegrino, e Agostinho Teixeira.

A defesa ressalta que a emissora é mantida com recursos públicos e pede a apuração da responsabilidade dos envolvidos por suposto abuso de poder político, uso indevido dos meios de comunicação social e condutas vedadas pela legislação eleitoral.

A representação pede a cassação do registro ou diploma da chapa Lula-Alckmin, a declaração de inelegibilidade dos responsáveis conforme a participação de cada um e a aplicação de multas.

Os advogados de Flávio também pedem medidas para impedir o suposto favorecimento eleitoral na programação pública até o segundo turno e a preservação das gravações da emissora.

De acordo com a campanha de Flávio, as relatorias de ambas as ações estão com o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva.

  •  

Juros futuros caem levemente com perspectiva eleitoral no radar

As taxas dos DIs fecharam com leves baixas a sessão de sexta-feira (23), a última antes do segundo turno da eleição presidencial, com boa parte dos ​investidores mantendo a perspectiva de vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL) sobre o presidente Luiz Inácio ​Lula da Silva (PT) no domingo, ainda que os dois estejam empatados nas intenções de voto, conforme a pesquisa Datafolha.

A expectativa em torno da eleição deixou em segundo plano durante o dia o resultado do IPCA-15 de outubro e a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior.

No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,86%, em baixa de 3 pontos-base ante o ajuste de 12,886% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,735%, com recuo de 3 pontos-base ante 12,762%.

O Datafolha informou na noite de quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ⁠e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão empatados com 50% dos votos ​válidos no segundo turno da eleição presidencial, que acontecerá no próximo domingo.

Na semana passada, Flávio tinha 51% e Lula somava 49% dos ​votos válidos, que não consideram brancos, nulos e indecisos.

No primeiro turno, Flávio venceu com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Considerando as intenções de votos totais, ⁠Flávio somou 47% e Lula teve 46% na pesquisa mais recente, com 2% ⁠de indecisos e 5% de brancos, nulos ou que não pretendem votar.

Apesar do acirramento da disputa, boa parte do mercado seguiu ​posicionado ‌para uma vitória de Flávio. A percepção de muitos agentes é de que, apesar da aproximação, Flávio se mantém à frente de Lula e haveria pouco tempo para uma ⁠virada.

“Flávio Bolsonaro é o favorito por uma margem estreita no segundo turno de domingo, mas Lula reduziu a diferença nas pesquisas a um empate estatístico. Uma virada de Lula não é impossível; porém, as pesquisas subestimaram Flávio no primeiro turno, e é mais difícil mobilizar o eleitorado de base de Lula”, pontuou em relatório Mario Lima, analista sênior para ‌Brasil da ⁠Medley Advisors.

A leitura de boa ‌parte dos agentes ainda é de que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas – mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.

“Uma vitória de Flávio prolongaria o rali nos mercados, mas a falta de um plano fiscal detalhado encerraria a lua ⁠de mel em poucos meses”, alertou Lima.

A taxa do DI para janeiro de 2035 chegou a ⁠marcar a máxima de 12,865% (+10 pontos-base) às 10h31 desta sexta-feira, na esteira dos números do Datafolha e da alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, mas durante a tarde ela zerou as perdas e, ‌na reta final, passou a exibir leve baixa.

O movimento ocorreu em sintonia com o enfraquecimento do dólar e a alta do Ibovespa, com alguns investidores antecipando operações na expectativa de uma vitória de Flávio.

Deixado em segundo plano por conta da eleição, o IPCA-15 de outubro, divulgado pela manhã pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), subiu 0,32% ante o mês anterior, após aumento de 0,70% em setembro. A desaceleração foi maior que o esperado pelo mercado, que projetava taxa de 0,43%.

Considerado ‌uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 acumulou alta de 4,62% nos 12 meses até outubro – abaixo da projeção de 4,73% do mercado, mas ainda acima do teto de 4,50% da meta de inflação perseguida pelo Banco Central.

Os dados do IPCA-15 mostraram que a deflação dos preços de energia e de passagens aéreas em ⁠outubro ajudou a compensar a aceleração de alimentos e combustíveis.

A abertura do IPCA-15 mostrou ainda que a alta dos serviços desacelerou de 0,59% em setembro para 0,22% em outubro, enquanto a taxa de serviços subjacentes, que excluem alguns itens mais voláteis, passou de 0,28% para 0,45% no período, conforme cálculos do banco Bmg.

A inflação de serviços intensivos ​em mão de obra permaneceu em 0,56%.

Ainda de acordo com o Bmg, a taxa média dos núcleos de inflação calculados pelo Banco Central variou de 0,34% para 0,32%.

Conforme o ​economista-chefe do Bmg, Flavio Serrano, os resultados não alteraram sua perspectiva de novo corte de 25 pontos-base da taxa básica Selic no início de novembro, já após a eleição, e de nova redução de 25 pontos-base em dezembro. Atualmente a Selic está em 13,75% ao ano.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries subiram durante todo o dia, após despencarem na véspera. Às 16h34, o rendimento do Treasury de dez anos – referência global para decisões ‌de investimento – subia 4 pontos-base, a 4,995%.

 

 

  •  

Domingo de eleições deverá ser chuvoso no estado de SP

Logo Agência Brasil

A Defesa Civil do estado de São Paulo emitiu um alerta para a possibilidade de ocorrência de temporais no próximo domingo (25) em todo o estado de São Paulo.

De acordo com a Defesa Civil, a expectativa é de que todo o estado paulista esteja em alerta laranja para temporais no dia das eleições, o terceiro nível em uma escala que varia entre verde (observação), amarelo (atenção), laranja (alerta) e vermelho (emergência).

Notícias relacionadas:

As chuvas no domingo poderão ser fortes, com raios, rajadas de vento e possibilidade de granizo, com destaque para a faixa leste paulista, que compreende a região metropolitana de São Paulo, o litoral e o Vale do Ribeira. Nessas regiões há condições para temporais intensos, com acumulados expressivos de chuva em curtos períodos.

Já nas regiões central, sul e oeste, a previsão é de pancadas moderadas ou fortes, com possibilidade de episódios isolados de tempo severo. No norte e noroeste do estado, os acumulados deverão ser menores e a chuva mais localizada e passageira.

Por causa dessa expectativa de fortes chuvas, o Gabinete Especial da Operação El Niño ficará de prontidão para avaliar os possíveis impactos das condições meteorológicas e fortalecer a articulação das ações de prevenção e de resposta em todo o estado. O gabinete especial reúne representantes do governo paulista, concessionárias de água, energia e gás, polícias e Bombeiros.

Para hoje (23) e amanhã (24), o território paulista estará em estado de atenção (alerta amarelo) para chuvas.

Recomendações

A população deve estar atenta aos alertas emitidos pela Defesa Civil. Além disso, o órgão recomenda que, em caso de:

  • Granizo: sempre que possível, mantenha veículos em locais cobertos e procure abrigo em ambientes fechados, longe de janelas e coberturas frágeis.
  • Ventos fortes: recolha objetos soltos em quintais, varandas e sacadas. Durante as rajadas, mantenha distância de árvores, postes, placas e estruturas que possam cair.
  • Raios: procure abrigo em edificações fechadas. Evite áreas abertas, árvores isoladas, estruturas metálicas e contato com a água durante as descargas elétricas.
  • Alagamentos e enxurradas: não atravesse ruas alagadas nem trechos com correnteza, a pé ou de veículo. Mantenha distância de rios, córregos e áreas sujeitas a inundação.
  • Deslizamentos: observe sinais como rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes, surgimento de água barrenta e movimentação de terra. Se perceber indícios de risco, saia do local e acione a Defesa Civil.
  • Prevenção em casa: verifique calhas, ralos e telhados antes da chuva. Não faça reparos em telhados durante tempestades.
  • Fios caídos: não toque nem se aproxime de cabos elétricos rompidos. Acione a concessionária de energia.
  •  

Flávio Bolsonaro turbina anúncios na Meta com suspeita de uso irregular de IA

O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) aumentou — e muito — a quantidade de dinheiro gasto com impulsionamentos nas redes da Meta nessa reta final das eleições. A Agência Pública apurou que na última terça-feira, dia 20 de outubro, a campanha do bolsonarista veiculou mais de meio milhão de reais com anúncios nessas plataformas.

Nessa última cartada, a campanha também está apostando em anúncios micro direcionados para os eleitores — chegando a fazer vídeos direcionados para bairros específicos de quem mora na cidade de São Paulo.

Nessa outra leva de anúncios, todos veiculados em sequência entre ontem, 22 de outubro e hoje, 23 de outubro, o apresentador diz, ao lado de Flávio Bolsonaro, para:

“Você que mora em Higienópolis, é com você que que eu quero falar hoje”.

“Você que mora no Brooklin, é com você que que eu quero falar hoje”.

“Você que mora no Grajaú, é com você que que eu quero falar hoje”.

Ao todo, a reportagem contou ao menos 26 vídeos, cada um direcionado a um morador de bairro diferente de São Paulo. Em apenas um deles, o direcionado a moradores de Higienópolis, a campanha pagou mais de R$ 150 mil para impulsionar o conteúdo. O bairro, um dos mais caros da capital paulista, foi palco de uma manifestação pró-Flavio no último final de semana.

Os vídeos têm indícios de terem sido alterados por Inteligência Artificial, visto que o apresentador fala todas essas apresentações realizando o mesmo movimento — o que indicaria o uso desse tipo de ferramenta. A reportagem, contudo, não encontrou nenhum alerta feito pela campanha de que houve esse tipo de interferência, o que é previsto pelas regras do TSE.

Além disso, há um outro problema. As regras eleitorais proíbem impulsionamento de material eleitoral usando imagens de pessoas públicas ou candidatos alteradas por IA das 17h de quinta-feira, dia 22 de outubro, até o pós votação.

Como explica Cynthia Picolo, Diretora executiva do Laboratório de Políticas Públicas e Internet – LAPIN, “o TSE proíbe, nas 72 horas anteriores e nas 24 horas posteriores ao término da votação, a publicação, republicação ou impulsionamento de novos conteúdos produzidos ou alterados por IA que usem imagem, voz ou manifestação de candidatos ou pessoas públicas, mesmo quando o uso de IA estiver devidamente identificado”. As regras podem ser consultadas aqui.

A reportagem teve acesso à veiculação dessa propaganda na noite de quinta, ou seja, depois do período. A biblioteca de anúncios da Meta também indica que a propaganda foi veiculada até hoje, dia 23.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

“O TSE permite determinados usos de IA na propaganda eleitoral. Desde que sejam respeitadas essas obrigações, essas restrições previstas nas próprias regulamentações do TSE. Já o deepfake na propaganda eleitoral é proibido, mesmo que haja identificação de conteúdo que foi gerado por IA. E essa decisão, inclusive, que proibiu o uso de deepfake é bem recente. O que a gente vê, de forma bem contraditória, é o uso massivo de conteúdo sintético, inclusive de imagem, voz, som”, complementa Picolo.

O TSE já havia se manifestado à Pública de que “não se manifesta sobre casos concretos, que podem vir a ser objeto de análise pela Justiça Eleitoral”.

Reportagem do Intercept mostrou que a campanha de Flávio pagou R$ 600 mil para a empresa Elytron, que tem sistema que usa inteligência artificial para manipulação política em eleições.

A reportagem procurou a assessoria do candidato para se posicionar. O espaço segue aberto. A assessoria do apresentador também foi procurada.

Flavio abre bolso para propagandas na Meta

O gasto recente de Flávio na Meta é surpreendente até para os padrões da própria campanha. Em comparação, quando se pega todo o período eleitoral, desde 4 de agosto, a Meta já veiculou R$ 8,5 milhões de anúncios da campanha do bolsonarista. Isso dá uma média de R$ 110 mil por dia. Nesta reta final, com o aumento dos gastos, a campanha do bolsonarista está pagando quase cinco vezes esse valor por dia.

Os dados sobre valores pagos para anúncios que a Meta divulga vão sendo atualizados diariamente. Eles são diferentes do que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresenta, que são atualizados de acordo com a prestação de contas de cada campanha. Esses dados também mostram um aumento de gastos recentes da campanha de Flávio. Apenas na última quarta-feira, dia 21 de outubro, foi informado ao TSE R$ 1 milhão gasto em impulsionamento de conteúdos nas redes da Meta. No dia anterior, a campanha do bolsonarista já havia declarado outro R$ 1 milhão.

O movimento de anúncios de Flávio é bem diferente da campanha de reeleição de Lula (PT). No total, o petista já veiculou ainda mais anúncios que Flávio na Meta, segundo os dados da plataforma, com R$ 13,4 milhões desde 4 de agosto. O movimento da campanha de Lula nesta reta final, contudo, é diferente, e tem gasto bem menos nos últimos dias.

No dia 20 de outubro, que é o último com dados disponíveis, a campanha de Lula veiculou cerca de um terço dos anúncios pagos pela de Flávio. Na última semana com dados disponibilizados, Lula gastou pouco mais da metade que o concorrente.

O aumento dos gastos da campanha de Flávio coincide com um período no qual a campanha de Lula tem conseguido mais engajamento nas redes sociais. Segundo o Estadão, Lula teve mais engajamento nas redes da Meta (Instagram, Facebook e Threads) durante todo o segundo turno, com três vezes mais que o concorrente bolsonarista. A situação é o inverso do primeiro turno.

Relatório do NetLab UFRJ levantou indícios de que os custos para alcançar eleitores na Meta variam entre concorrentes. A pesquisa estimou que PT pode estar pagando de 33% a 43% a mais para alcançar o mesmo número de pessoas que o PL.

Os públicos das duas campanhas também são diferentes. Enquanto Lula mira mais jovens, sendo que a maior faixa do público é a dos 30 anos, Flávio mira mais velhos — os 60+ são o maior público em porcentagem.

A campanha de Lula também mira mais as mulheres que a de Flávio. Enquanto o petista gastou um terço dos anúncios apenas para o público feminino, Flávio segmentou cerca de 9% dos anúncios para essa audiência.

Após a publicação, a assessoria da Elytron procurou a reportagem e afirmou que a empresa não está relacionada “à disseminação de informações falsas, ao uso de deepfakes ou à realização de operações clandestinas de manipulação da opinião pública”. Segundo a assessoria, “a empresa atua no segmento de segurança cibernética e da informação, com serviços de natureza exclusivamente defensiva, e não oferece, não executa nem autoriza esse tipo de prática para nenhum cliente, nacional ou internacional, incluindo a campanha do senador Flávio Bolsonaro.”. Leia a resposta completa aqui.

  •  

Flávio e Lula fecham campanha na TV com atos nas ruas e retrospectiva

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exibem nesta sexta-feira (23) os últimos programas de campanha na rede nacional de televisão. Com o apoio de artistas, ambos apostaram no futuro, além de realizar uma retrospectiva da campanha, com imagens dos atos de rua dos dois lados.

Em sua propaganda, Flávio apostou em símbolos reforçados pela sua corrente política, como o hino nacional e a fé. Em outro momento, inserções mostravam o apoio de cantores do cenário sertanejo, como Marrone, Zezé di Camargo, Rodolfo, Jorge e Gusttavo Lima.

Já Lula fez um agradecimento ao apoio recebido nas ruas e nas redes, que ganharam força no segundo turno. No vídeo também apareceu um mosaico com apoiadores e artistas com a camiseta do Brasil, como Maria Bethânia, Chico Buarque, Camila Pitanga e Matheus Nachtergaele.

Flávio também fez uma reflexão do período de campanhas de rua, com imagens desses momentos e mencionando que “que nunca mais vai ser o mesmo”. Ele ainda incentivou o apoiador a “levar gente para votar” e que “ninguém pode saber em quem você votou”.

“Vocês me fizeram um novo Flávio, que hoje vocês conhecem mais e que conhece muito mais vocês. […] Obrigado por tudo, por tudo mesmo. Obrigado por todos esses momentos, e agora é hora de força total. Fala com todo mundo, chama sua família, seus amigos, peça voto, leve gente pra votar”, disse.

A propaganda do senador também fez críticas ao atual governo, ressaltando temas de endividamento e poder de compra. Ao falar da gestão de Lula, Flávio falou que o eleitor terá que escolher “se está na hora de mudar ou continuar nesse velho sistema que ninguém aguenta mais”.

“Você vai escolher se vai continuar vivendo nesse Brasil, que só piorou, com todo mundo endividado, carrinho de compra vazio. Ou se vai viver num país melhor, que você vai prosperar”, completou o candidato do PL.

Já Lula afirmou que o país está melhor, mas admitiu que ainda há avanços a fazer. O atual presidente relembrou de momentos de sua trajetória política, mas afirmou que o foco não está nesse passado e, sim, no capítulo “que vamos escrever daqui pra frente”.

“Ainda temos muito a avançar, mas o Brasil de hoje é melhor do que o Brasil que encontrei. Eu acredito no futuro desse país. […] Até lá a gente tem que continuar nas ruas, tem que estar nas redes, conversando com as pessoas. O melhor do Brasil ainda está pela frente”, disse.

Além disso, Lula também fez acusações ao senador, como os posicionamentos do político sobre licença-maternidade no Rio de Janeiro, o caso Ana Clara, além das suspeitas com o Banco Master e o imbróglio com Richarlison, com um vídeo do jogador sendo exibido na propaganda.

Nos últimos momentos do programa, foi exibida uma mensagem do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) falando de uma “direita e esquerda” contra o bolsonarismo e pedindo votos, com uma manifestação da apresentadora Fátima Bernardes na sequência.

“O Brasil não precisa de radicalismos. Pessoas de esquerda e de direita perceberam que é hora de união contra um risco maior. A volta do bolsonarismo”, disse o vice-presidente.

*Sob supervisão de Renata Souza

  •  

Mendonça reitera que Lula e Flávio podem abrir sigilos por ato próprio

Logo Agência Brasil

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reiterou nesta sexta-feira (23) a decisão em que liberou as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a divulgarem, por conta própria, seus sigilos bancários, fiscal e telefônico, conforme acordo assinado entre os candidatos. 

Na decisão, Mendonça disse que não cabe ao TSE fiscalizar “desafios” lançados pelas campanhas dos presidenciáveis. 

Notícias relacionadas:

Ontem, Mendonça decidiu que as campanhas não precisam de uma decisão da Corte para liberarem os sigilos. 

Contudo, as campanhas de Lula e Flávio continuaram com a intenção de solicitar ao TSE a mediação da divulgação dos sigilos. Os presidenciáveis entregaram procurações para viabilizar a divulgação das informações. 

No entendimento do ministro, as novas manifestações não vão mudar sua decisão sobre o caso.

"Se o propósito é a transparência, que ela seja exercida desde já, por iniciativa dos respectivos titulares. Quem quer abrir o sigilo de informações bancárias, fiscais, telefônicas e de gastos com cartão corporativo, abre e publica, sem subterfúgios. Trata-se de transparência ativa, que dispensa a intermediação desta Corte", afirmou.

Entenda

O candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou, no domingo passado (18) que irá abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como de seus familiares, desde que o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), fizesse o mesmo. 

Lula, candidato à reeleição, enviou na terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um requerimento autorizando que fossem levantados seus sigilos.

No dia seguinte, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) enviou à Corte Eleitoral autorização para o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, desde que o candidato Lula ampliasse o alcance do levantamento de seus sigilos, com a divulgação de dados de Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete do presidente, os registros de entrada da empresária Roberta Luchsinger no Palácio do Planalto, os sigilos de José Ferreira da Silva, o Frei Chico, irmão de Lula, entre outras condições.

Logo depois, a coordenação da campanha de Lula afirmou que o candidato havia aceitado as condições do adversário.

Na quinta-feira (22), o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da campanha de Lula, apresentou um termo assinado pelos candidatos à Presidência da República em que autorizam a abertura do sigilo bancário, fiscal e telefônico de ambos. O documento foi protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e seria analisado pelo ministro André Mendonça, relator do caso na Corte Eleitoral.

O ministro André Mendonça decidiu que as campanhas poderiam divulgar os sigilos conforme acordo assinado entre os candidatos. 

  •  

Justiça eleitoral muda até 4 vezes ao dia local de votação às vésperas do 2° turno

Na última semana, o número de seções de votação alteradas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) entre o primeiro e o segundo turno mudou drasticamente. No dia 17 de outubro, eram 4352 alterações de seção eleitoral. No dia 19, o número caiu para 2033 seções alteradas. No dia 20, um levantamento feito pela Agência Pública contou 453 alterações em 22 estados. 

Nesta quinta-feira, 22, às 11h27, eram 300 as seções alteradas e, às 15h25, passaram a 314 as modificações. Sim, as mudanças podem ocorrer de 4 em 4 horas e são anunciadas, em turnos, no sistema de informações eleitorais do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).  

A Pública comparou nos últimos dois dias, as seções de votação cuja alteração estava prevista na tabela do TSE no dia 20 de outubro, com o número de votos obtidos, nessas urnas, pelos dois candidatos que avançaram para o segundo turno da eleição presidencial: Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT). 

Nas 453 seções cuja alteração estava prevista, Lula venceu em 249, Bolsonaro em 202 e em duas houve empate. Em números absolutos, o presidente Lula recebeu 51.890 votos nessas seções e o adversário, 43.282. A abstenção foi semelhante à apurada nacionalmente, que chegou a 21,08%: 29.311 eleitores deixaram de comparecer às urnas (21,59% do total). 

As 453 seções, juntas, têm apenas 135.742 eleitores, 0,08% do total. Pouco diante dos 158,7 milhões de eleitores do país, mas pode ser muito em um cenário em que os dois candidatos estão em empate técnico na maior parte das pesquisas eleitorais. 

Na nota mais recente no site do TSE sobre o assunto, publicada na quinta-feira, a corte se exime do problema e diz que exigiu dos TREs o preenchimento de um formulário para informar as mudanças e que o TSE “não solicita” as alterações, definidas pelos TREs em virtude de questões climáticas, problemas na estrutura dos prédios e para garantir a segurança de eleitoras e eleitores. 

No início desta semana, o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais divulgou um comunicado em que se comprometeu a manter o eleitorado informado sobre os locais de votação do 2º turno das Eleições 2026. 

De acordo com os dados da quinta-feira, 22 de outubro, , divulgados às 15h45, o TRE de Minas Gerais liderava as alterações, com 50 seções modificadas de local em diferentes partes do Estado (eram 119 no dia 20). Em segundo, estava o Pará, com 32, e em terceiro o Piauí, com 29 mudanças. O número de estados afetados caiu de 22 para 20 nos últimos dois dias. 

São Paulo é o quarto estado com mais mudanças. Na última terça-feira, dia 20,  eram 31 seções alteradas. Na pesquisa de quinta-feira à tarde, 22, eram 27 alterações, entretanto, três seções tinham sido trocadas. Elas estavam localizadas na EMEI Lourdes Heredia, e passaram para a CEI Indir Jabaquara, ambas localizadas na região do Jabaquara, na capital paulista.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

Más condições de escola e problema climático

Uma das principais mudanças em São Paulo foi a substituição da Escola Estadual Conselheiro Ruy Barbosa pelo Recanto Nossa Senhora de Lourdes, no Horto Florestal, com 12 seções no endereço. Em entrevista à CBN, alunos da escola contaram que o espaço alaga completamente em caso de chuva, o que pode danificar as urnas eletrônicas. 

Na cidade de Confresa, no Mato Grosso, por exemplo, fortes chuvas e ventos danificaram a cobertura de uma escola utilizada como local de votação. Após uma avaliação técnica, o imóvel foi interditado preventivamente, e as oito seções eleitorais que funcionavam no local precisaram ser transferidas.

Em Santa Catarina, circulou a informação que 65 locais de votação foram alterados. As mudanças ocorreram antes do primeiro turno devido a questões emergenciais, como problemas de estrutura e clima. A informação continuou circulando e, para o segundo turno, o TRE local teve que esclarecer que as mudanças do primeiro turno estavam mantidas para o segundo. 

Como saber se o local de votação mudou?

Para checar se o seu local de votação mudou, o TSE recomenda duas opções: consulta no aplicativo e-Título ou no menu Autoatendimento Eleitoral do Portal do TSE, na aba onde votar. Segundo o TSE, as alterações realizadas pelos TREs têm reflexo imediato nesses canais oficiais. 

Caso opte pelo autoatendimento eleitoral, você precisará estar com o título de eleitor nas mãos ou o CPF. O sistema pede ainda a data de nascimento e o nome da mãe, que deve ser inserido completo, conforme consta no título. 

Para descobrir as últimas atualizações sobre seções de votação alteradas, acesse o sistema: https://sig.tse.jus.br/, em seguida clique em Estatísticas da eleição > Eleitorado da eleição > Capilaridade > Seções alteradas. 

  •  

TSE monitora clima para evitar problemas durante o segundo turno

O Tribunal Superior Eleitoral vai monitorar continuamente as condições meteorológicas nos estados brasileiros durante o segundo turno das eleições de 2026. O objetivo é evitar transtornos e garantir que os eleitores consigam votar com segurança.

A iniciativa envolve uma sala de situação climática que funcionará presencialmente em Brasília. A estrutura contará com a participação dos 27 tribunais regionais eleitorais, além de seis instituições parceiras, entre elas o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) e a Defesa Civil Nacional.

Durante uma reunião realizada nesta semana, foram apresentados dados meteorológicos, hidrológicos e geológicos, bem como a previsão do tempo para os próximos dias, com atenção especial ao domingo de eleições.

Áreas prioritárias e planos de contingência

Com base nas informações levantadas, a sala de situação climática definiu áreas prioritárias, planos de contingência e canais de comunicação para situações de crise.

No domingo (25), o monitoramento será contínuo, com atenção especial ao Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Minas Gerais, onde há previsão de chuvas intensas. O TSE também está acompanhando a situação das queimadas nas regiões Norte e Nordeste.

Lições do primeiro turno

No primeiro turno, foram registrados problemas provocados por temporais, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. O Paraná foi o estado mais impactado: 440 locais de votação foram afetados em 139 municípios, e parte do estado ficou sem energia elétrica.

No Rio Grande do Sul, alagamentos e destelhamentos levaram à mudança de sete locais de votação.

Apesar dos incidentes, o TSE avaliou que não houve interrupções significativas no processo eleitoral, já que as medidas adotadas pelos tribunais regionais eleitorais e pelas empresas de energia mantiveram a normalidade da votação.

A expectativa para o segundo turno é usar essa experiência para agir com rapidez diante de eventuais temporais no domingo e assegurar que os eleitores possam exercer seu direito ao voto com segurança.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.
  •  

Segundo turno: acesso à Esplanada será controlado no domingo

Logo Agência Brasil

O acesso à Esplanada dos Ministérios será controlado no domingo (25), quando ocorre o segundo turno das eleições gerais. Desde a noite de sábado (24), a circulação na área poderá sofrer alterações ao longo do dia, de acordo com informações do Governo do Distrito Federal (GDF).

O principal bloqueio ficará próximo à Catedral de Brasília, na altura das vias L2 Norte e L2 Sul. Grupos que pretendam promover manifestações ou comemorações políticas não poderão avançar para o interior da Esplanada.

Notícias relacionadas:

Órgãos de trânsito poderão montar barreiras e desvios temporários conforme a movimentação de pessoas e veículos, tanto durante a votação quanto após o fechamento das urnas, às 17h.

A orientação do GDF é que os motoristas planejem deslocamentos com antecedência e usem rotas alternativas, caso precisem passar pela região central de Brasília. 

  •  

Política e monetização: como ativistas se tornam alvo de violência dentro e fora das redes

Os perfis nas redes sociais do jornalista e comunicador popular Mateus Fernandes, de 26 anos, sempre articularam debates sobre raça, meio ambiente e participação política a partir da periferia de São Paulo. A decisão de declarar o voto no presidente Lula no segundo turno das eleições custou a liberdade e tranquilidade de Mateus. Conhecido nas redes como @omateuso, seu perfil divulgou uma nota pública no dia 12 de outubro informando que ele havia recebido oito ameaças de morte e tortura, com referências à Ku Klux Klan e saudações nazistas. Além disso, seu endereço residencial foi exposto em comentários no Facebook, o que motivou o jornalista a sair de casa por medo de ser assassinado.  

As ameaças surgiram após a participação de Mateus na campanha de “vira-voto” com centenas de criadores de conteúdo. Sem respostas efetivas às denúncias enviadas à Meta, Mateus e sua equipe jurídica de apoio registraram boletim de ocorrência por racismo, apologia ao nazismo, intolerância religiosa e ameaça. Também levou o caso ao Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e à Polícia Civil.

O caso de Mateus não é isolado. Ele se soma a episódios de intimidação contra parlamentares e agentes políticos registrados em diferentes estados durante o período eleitoral. Os dados após o primeiro turno confirmaram o diagnóstico: segundo levantamento da organização de Direitos Humanos Terra de Direitos e da Justiça Global, divulgado no dia 7 de outubro, o Brasil registrou 134 episódios de violência política em 50 dias de campanha, uma média de um caso a cada nove horas.

Segundo a pesquisa, dos 134 episódios registrados no primeiro turno, 102 foram dirigidos a pessoas com candidaturas registradas, o que equivale a 76,1% do total. Os outros 32 casos atingiram quem não disputava eleições: foram vítimas 19 vereadores, 3 prefeitos, um vice-prefeito e dois secretários. Também houve quatro casos contra dirigentes partidários e dois contra sedes do PT e a equipe de uma candidata.  

Um exemplo foi da deputada federal eleita com a melhor votação de Minas Gerais, Ana Elisa (PT-MG), de 21 anos, a mulher mais jovem da história do país e assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados. Logo após a confirmação do resultado das urnas, ela passou a ser alvo de perseguição e ameaças de morte.

No Amazonas, a deputada estadual e candidata a vice-governadora Alessandra Campêlo (PSD) denunciou ter sido ameaçada durante um debate eleitoral promovido pela TV Norte Amazonas. Alessandra disputa o segundo turno ao Governo do Estado ao lado de Omar Aziz (PSD) contra a chapa da Professora Maria do Carmo (PL). 

Um homem da coligação adversária foi flagrado, nos bastidores, fazendo um gesto de degolamento enquanto a encarava. Tratava-se de Kidson Maia, que buscou uma vaga de deputado estadual no Amazonas, mas não foi eleito, ficando como 1° suplente. Segundo o portal G1, Alessandra apresentou uma representação criminal e, com isso, a juíza eleitoral Bárbara Folhadela Paulain determinou que Kidson e o deputado federal eleito Sargento Salazar (PL) mantenham distância mínima de 200 metros da parlamentar, proibiu qualquer tipo de contato e suspendeu o porte de armas da dupla. A Agência Pública solicitou um posicionamento do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Além de candidatas, minorias políticas tornam-se alvo

A violência política segue um padrão na escolha das vítimas: atingem sobretudo pessoas negras, mulheres, populações periféricas, entre outros grupos marginalizados que ocupam o debate público. Em setembro, uma articulação de quase 70 organizações da sociedade civil (entre elas o Instituto Marielle Franco, Terra de Direitos, Justiça Global, Articulação de Mulheres Negras Brasileiras) entregou uma nota coletiva ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE Mulheres). O documento exige medidas de prevenção, investigação e responsabilização diante da escalada do racismo, misoginia e exposição de dados pessoais direcionada a candidatas e ativistas.

Um estudo publicado em 2025 pelo Instituto Marielle Franco, já mostrava que 69% das vítimas de violência política virtual de gênero e raça são mulheres pretas e pardas, e 84% dos casos se concentram estão concentrados contra lideranças filiadas a legendas progressistas. Nesses espaços, a identidade racial e a atuação em defesa dos direitos humanos funcionam como catalisadores para campanhas orquestradas de difamação e intimidação física.

Para o advogado Thiago Farias, que representa Mateus Fernandes junto ao Ministério Público de São Paulo, as agressões se tornam bem mais graves quando ultrapassam as telas. “Quando a ameaça cita a rua, o bairro e o trajeto cotidiano de um comunicador, a violência deixa de ser uma agressão virtual difusa e passa a operar como uma tecnologia de confinamento territorial”, explica o jurista. “Não atinge apenas o Mateus, mas envia um recado de intimidação a todo corpo negro e periférico que tenta ocupar o debate.” Farias afirma que essa violência atua em duas frentes: a pressão psicológica e o confinamento.

Pressão e confinamento que impõem custos invisíveis às vítimas e seu entorno. Na segunda-feira seguinte ao primeiro turno, 5 de outubro, o babalorixá, professor e escritor Sidnei Nogueira transmitia uma live ao lado da professora da Unifesp Ellen de Lima Souza. A transmissão lançava um curso sobre saberes de terreiro e os ensaios da teórica feminista negra norte-americana Bell Hooks e da escritora burquinense Sobonfu Somé. Embora a aula não tratasse de política eleitoral, o pai de Santo comentou sua esperança em um resultado democrático no segundo turno. A partir daí, a transmissão passou a ser invadida por dezenas de comentários de ódio, ofensas intolerantes e ataques bolsonaristas.

Para o Babalorixá, o link da transmissão provavelmente foi compartilhado em grupos de mensagens da extrema direita: “não reconheci aquelas pessoas das interações comuns da minha página”, relata. Sidnei já evitava andar a pé pelo próprio bairro por medo. Depois dos ataques, passou a usar mais transportes privados, o que gerou um custo financeiro não planejado. Integrantes de sua comunidade religiosa, seus filhos de Santo, também organizaram uma rede de acompanhamento para que ele não circule sozinho. “A política do ódio substituiu o debate saudável”, reflete Nogueira.

Apesar da violência, a reação dos seguidores do professor abriu caminhos de solidariedade. Pessoas de fora de São Paulo que acompanhavam a transmissão passaram a denunciar os perfis agressores em seus próprios estados, pois se sentiram atingidos pelo discurso de ódio. Diante da gravidade dos ataques, a defesa de Sidnei estuda levar a denúncia à esfera federal.

Se as ameaças visam intimidar, podem ter um efeito contrário. A exposição do caso do pai de Santo Sidnei Nogueira também encorajou outras lideranças religiosas a se posicionarem. “Depois desse episódio, um outro Pai de Santo me mandou mensagem dizendo que não tinha se posicionado até então, mas se sentiu impelido a se manifestar após a repercussão da minha denúncia”, relata Sidnei. Para ele, isso reforça a necessidade de não recuar nem se calar diante da intimidação: “a verdade não tem pressa”, conclui.

O modelo de negócio do ódio e a omissão das Big Techs

Para especialistas e vítimas, a proliferação desses ataques está diretamente conectada à tolerância e ao modelo econômico das empresas de tecnologia.

Ex-deputada federal e cientista política, Áurea Carolina, que teve 2,6 milhões de votos ao Senado por Minas Gerais em 2026, afirma que “o negócio dessas plataformas é baseado em publicidade e retenção de público”. Para ela, a violência atua como um “veneno invisível” que desestimula a presença de mulheres negras na política formal. “Elas [big techs] lucram inclusive com anúncios de golpes e conteúdos de incitação. E há um alinhamento ideológico e de privilégio: dados mostram como algoritmos entregam mais alcance para a extrema-direita enquanto censuram ou reduzem a entrega de perfis progressistas”, analisa Áurea.

A professora e ativista feminista Lola Aronovich, umas das primeiras mulheres a receber e combater os discursos de ódio na internet, cuja perseguição deu origem à Lei 13.642/2018 (Lei Lola), aponta que o ecossistema digital se deteriorou a partir de 2016: “as Big Techs sempre difundiram ódio porque lucram com o engajamento pelo ultraje. Com as eleições de Donald Trump nos EUA e Jair Bolsonaro no Brasil, a ‘machosfera’ e os grupos extremistas perderam a vergonha de expor o rosto. Viram que discursos de misoginia e violência não eram punidos, mas recompensados com o poder”, pontua.

Na análise do advogado Thiago Farias, a facilidade com que discursos extremistas se convertem em perseguição tem relação com as políticas de moderação das empresas de tecnologia. 

“As plataformas digitais precisam abandonar as suas convenientes posturas de distância do debate público. Ficou escancarado no debate público recente, especialmente nos períodos eleitorais, que existe uma assimetria gritante na aplicação dos termos de uso quando o conteúdo partia da extrema direita, permitindo que a desumanização e a incitação ao ódio corressem soltas; em contrapartida, vozes progressistas, periféricas e democráticas, que buscavam apenas qualificar o debate público, foram sistematicamente silenciadas ou punidas com rigor desmedido”, argumenta. 

Farias defende que as redes deixem de usar algoritmos que tratam o engajamento com o ódio como motor de distribuição. Também apela para que elas cooperem imediatamente com a Justiça, fornecendo dados cadastrais e registros de conexão dos agressores.

Jornalismo investigativo é antídoto contra a desinformação. Ajude a garantir informação acessível e gratuita para mais pessoas. Faça um Pix para contato@apublica.org ou doe em apoie.apublica.org.

Partidos também devem se envolver e se responsabilizar

Áurea Carolina avalia que a lei “aumenta a pena e tipifica o crime, mas não prevê nenhuma política pública para prevenir nem cria estruturas de proteção.” Para a ex-deputada, a omissão dos partidos políticos diante dos ataques é um dos principais fatores que deixam as candidatas desprotegidas nas campanhas. Como alternativa, ela defende a criação de um fundo emergencial com recursos do Fundo Eleitoral: a medida destinaria parte da verba pública de campanha para custear ações imediatas de proteção (como escolta, suporte psicológico, veículos blindados ou relocação de domicílio) em até 48 horas após o registro da ameaça. 

“Os partidos são omissos, para não dizer coniventes. Se é de interesse do Brasil financiar candidaturas de todo o espectro político, também deve ser de interesse do país garantir que todas as candidaturas de mulheres concorram em condições de igualdade e segurança. Não dá para esperar um mês de trâmite burocrático partidário quando a vida e o mandato de uma mulher estão em jogo”, defende a cientista política.

Por outro lado, leis focadas em investigação digital têm utilidade quando há vontade política. Lola Aronovich destaca que a Lei Lola (Lei 13.642/2018), que autoriza a Polícia Federal a investigar crimes cibernéticos de misoginia e ódio com repercussão intermunicipal ou internacional, passou a ser aplicada de forma mais firme a partir de 2023. “Hoje ela é usada pela PF para desmantelar fóruns que planejam massacres em escolas, redes internacionais de abuso digital e campanhas organizadas de incitação à violência contra mulheres.”

Apesar dos avanços legais, os órgãos de segurança ainda enfrentam questões operacionais. A Lei 14.192/2021 tipifica a violência política de gênero, mas a aplicação das normas segue desafiada pela velocidade das ameaças. Segundo Thiago Farias, instituições como a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI) e o GECRADI, no Ministério Público de São Paulo, são conquistas históricas dos movimentos sociais. Ainda assim, enfrentam limitações de alcance e lentidão burocrática para preservar provas digitais com a urgência necessária.

No Congresso Nacional, há uma proposta em tramitação buscam enfrentar essas brechas: o PL 3191/2026, de autoria da deputada Sâmia Bomfim (PSOL/SP), altera a Lei de Violência Política contra a Mulher (Lei 14.192/2021) e o Código Eleitoral. A proposta tipifica expressamente como violência política de gênero a manipulação digital, o uso de inteligência artificial (deepfakes) e a disseminação de conteúdos falsos ou difamatórios destinados a induzir ao erro sobre a opinião ou identidade de candidatas e parlamentares. Protocolado em junho de 2026, o projeto passa pela análise das comissões da Câmara antes de seguir para votação.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Meta informou por meio de nota, que: “não permite ameaças, intimidação, conduta de ódio ou exposição não autorizada de dados pessoais, inclusive no contexto eleitoral”. A empresa afirmou que qualquer usuário pode denunciar violações diretamente nas redes (Facebook, Instagram e Threads) e ressaltou que mantém, para as Eleições 2026, canais dedicados à Justiça Eleitoral, partidos e candidatas, além de um guia de segurança voltado a mulheres na política. “Removemos conteúdos que violam nossas regras, e contas infratoras podem ter recursos limitados, ser suspensas ou desativadas”, declarou o porta-voz da plataforma.

Guia prático

A pedido da Agência Pública, a advogada especialista em Direito Digital Elaine Keller criou um série de orientações para vítimas de ameaças no ambiente digital

O que fazer em caso de perseguição e ataques virtuais?

1. Qual é o limite entre a liberdade de expressão e o crime de ódio ou perseguição?

A crítica e o debate, mesmo contundentes, são legítimos no ambiente democrático. No entanto, a liberdade de expressão não é absoluta e não pode servir de escudo para ofensas, ameaças, misoginia ou ataques à honra e à dignidade. Quando o limite é ultrapassado, configura-se abuso de direito e ilícito civil e penal (injúria, difamação, ameaça e perseguição).

2. Sofri um ataque ou ameaça na rede. Qual deve ser a minha primeira atitude?

A primeira providência imediata é preservar as provas das agressões (mensagens, comentários, áudios, vídeos e links/URLs das publicações) e denunciar o conteúdo nos canais da própria plataforma. Se persistir ou houver ameaça grave e exposição de dados (doxxing), procure imediatamente a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência e busque orientação jurídica.

3. Tirar um simples print (captura de tela) serve como prova na Justiça?

Nem sempre. Para ter validade no Judiciário, a prova digital precisa cumprir três requisitos: autenticidade (origem), integridade (garantia de que não foi manipulada) e licitude. Um print isolado pode ser contestado. O ideal é salvar as URLs exatas, a navegação gravada, manter os arquivos originais sem alteração e, se possível, contar com orientação jurídica ou registros de preservação técnica (como ata notarial em cartório ou plataformas com tecnologia de blockchain).

4. O agressor usou um perfil falso ou sem foto. É possível identificar quem está por trás?

Sim. O anonimato nas redes não é uma blindagem contra responsabilização civil e criminal. Por meio de ordem judicial, as plataformas digitais são obrigadas a fornecer os registros de conexão e dados de acesso, como endereços de IP, datas e horários, que permitem às autoridades policiais identificar o autor da infração.

5. A plataforma não removeu o conteúdo denunciado e a perseguição continua. O que posso fazer judicialmente?

Um advogado especialista em Direito Digital pode acionar o Judiciário para pedir, em caráter de urgência (liminar), a retirada imediata do conteúdo ou a suspensão do perfil sob pena de multa diária à plataforma. Além da remoção, a vítima pode pleitear indenizações civis por danos morais e a responsabilização criminal dos envolvidos.

  •  

Ministro do TSE proíbe suspensão do canal Exército do Lula

Logo Agência Brasil

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), decidiu nesta sexta-feira (23) que o canal Exército do Lula não poderá ser suspenso ou restringido novamente pela Corte. Segundo o ministro, somente o plenário pode decidir sobre eventual suspensão do canal.

"A partir do momento em que afetada a matéria ao colegiado, toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema, notadamente às de natureza administrativa, padece de grave e incontornável vício de competência", completou Floriano.

Notícias relacionadas:

O ministro tomou a medida após a campanha do candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentar um mandado de segurança preventivo ao TSE.

Ontem (22), o presidente do tribunal, Kassio Nunes Marques, atendeu ao pedido feito pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou um pente-fino nas publicações do canal, criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O canal tem quase 9,6 milhões de inscritos.

Floriano de Azevedo Marques explicou na decisão que a intenção de Flávio é suspender as atividades do canal, embora o pedido não seja expresso na petição em que solicitou o pente-fino.

Segundo o ministro, o presidente do TSE não pode determinar a eventual suspensão do canal ao analisar administrativamente se o acordo de integridade do processo eleitoral está sendo cumprido. As regras foram assinadas pelas plataformas que operam as redes sociais.

"Não há espaço interpretativo para que a atuação administrativa de fiscalização do plano de conformidade resulte em sanções diretas a candidatos, partidos e coligação – e muito menos a pessoas naturais não participantes do pleito", afirmou.

Reunião com representantes da Meta

Mais cedo, em nota enviada via lista de transmissão no próprio WhatsApp, o TSE negou ter ordenado a retirada do ar de canais de transmissão no aplicativo de mensagens WhatsApp. O texto foi divulgado após o deputado André Janones ter alertado sobre a possível suspensão iminente do canal Exército do Lula. 

O deputado enviou um vídeo pelo canal alertando ter informações de que o mesmo poderia ser retirado do ar pelo TSE após a Corte receber da empresa Meta, dona do WhatsApp, um relatório esmiuçando a atividade do Exército do Lula. A suspeita veio à tona após Kassio Nunes Marques ter dado 24 horas para a Meta apresentar um relatório técnico sobre o funcionamento do canal. 

“O TSE não determinou a retirada de nenhum canal de WhatsApp do ar. Os prazos dos processos de propaganda são sempre curtos. Ilações a partir desses despachos que pedem informação em tempo curto são absolutamente indevidas”, disse o tribunal.
 

Presidente do TSE, Nunes Marques, durante audiência com representantes da Meta . Foto: Luiz Roberto/TSE Presidente do TSE, Nunes Marques, durante audiência com representantes da Meta . Foto: Luiz Roberto/TSE
Presidente do TSE, Nunes Marques, durante audiência com representantes da Meta - Foto: Luiz Roberto/TSE

A nota foi divulgada após a cúpula do TSE, junto com os ministros responsáveis por julgar casos de propaganda eleitoral, ter se reunido, na manhã desta sexta, com representantes da Meta e de redes sociais como TikTok e Kwai.

Durante a reunião, Nunes Marques pediu que as plataformas garantam o tratamento isonômico para as candidaturas de Lula e Flávio Bolsonaro. O TSE também requereu que as plataformas reforcem suas equipes na reta final da campanha e assegurem o cumprimento da legislação eleitoral.

Entenda o caso

O encontro ocorre em meio ao embate entre as campanhas presidenciais. De um lado, a campanha de Lula acusa a Meta de tratamento desigual em redes como o Instagram, apontando para o que seria o maior alcance de publicações favoráveis ao campo adversário.

A campanha de Flávio, por sua vez, reclamou ao TSE sobre o que diz serem ações coordenadas no Exército do Lula para manipular buscas no Google e impulsionar publicações nas redes sociais de forma artificial. 

No dia 11 de outubro, Kassio Nunes Marques, também atendendo à campanha de Flávio, mandou suspender o canal, sob o argumento de que houve replicação de conteúdos que já foram "considerados inverídicos” pelo tribunal, como postagens que indicaram que
o candidato do PL seria favorável à retirada do título de Nossa Senhora Aparecida.

Em seguida, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou a decisão de Kassio e disse que a liminar foi protocolada na presidência do TSE 41 minutos após sua decisão que rejeitou a suspensão do canal.

Pouco depois, porém, Nunes Marques voltou a suspender o canal, alegando que, mesmo sendo administrado por um apoiador, o deputado André Janones, teria vínculo com a campanha oficial, e portanto deveria estar registrado no TSE como tal.

Posteriormente, Kassio voltou atrás e liberou o funcionamento após o canal ser registrado oficialmente no TSE.

Matéria atualizada às 15h45.

  •  

Barra do Corda afasta secretário por ameaça a eleitores do PT

Logo Agência Brasil

O prefeito de Barra do Corda, no Maranhão, Rigo Alberto Teles de Sousa, determinou, na quinta-feira (22), o afastamento do secretário municipal de Segurança Pública, Antonio James Mota da Silva, até o fim das eleições.

Em portaria, o prefeito afirma que a decisão foi motivada pelas declarações de James Mota que sugerem prisão e perseguição de eleitores e apoiadores do PT.

Notícias relacionadas:

“Durante o período de afastamento, a administração municipal adotará as providências necessárias à continuidade dos serviços e ao regular funcionamento da Secretaria Municipal de Segurança”, diz trecho da portaria, publicada na rede social da prefeitura.

James Mota da Silva é sargento da Polícia Militar do Estado do Maranhão e está cedido à Prefeitura de Barra do Corda.

Segundo admitiu o próprio ex-secretário, as mensagens foram enviadas em um grupo fechado formado por policiais militares, no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp.

Outro lado

Em nota, publicada na imprensa maranhense, o secretário afastado de suas funções, confirma a autoria dos áudios, mas os classifica como “brincadeiras, comentários e provocações de cunho político”.

“Reconheço que, nos áudios, utilizei expressões fortes, como ‘ladrões’, no contexto das críticas políticas e das discussões que habitualmente [ocorrem] no grupo”, admitiu o sargento.

O governador reeleito do Maranhão (MDB), Carlos Brandão, também determinou o afastamento do PM. 

A ação se soma à ordem de abertura investigação sobre as declarações do militar.

Nesta sexta-feira (23), a Federação Brasil da Esperança, formada pelo PT, PCdoB e PV, protocolou uma notícia-crime eleitoral junto à Procuradoria Regional Eleitoral, solicitando uma investigação criminal urgente, perícia dos áudios, oitiva do secretário e medidas preventivas antes do segundo turno das eleições, neste domingo (25). 

O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) também comunicou à Polícia Federal (PF), a divulgação dos áudios do sargento James Mota nas redes sociais para a devida investigação.

  •  

Alceu Valença repudia uso de sua música "Anunciação" em vídeo de ato bolsonarista no Recife

O cantor e compositor Alceu Valença repudiou o uso não autorizado da música “Anunciação” em um vídeo publicado nas redes sociais de Gilson Machado Filho, vereador do Recife, eleito deputado estadual por Pernambuco, em colaboração com o perfil do Bloco do 22.

O conteúdo divulga imagens de um ato político realizado na quinta-feira (22), na praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, em apoio ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Em nota de repúdio, Alceu e sua representação afirmaram que não autorizaram a utilização da obra no material de caráter político. Até esta sexta-feira (23), o vídeo permanecia publicado no Instagram, apesar da manifestação do artista, que informou ter denunciado o conteúdo à plataforma e exigiu sua retirada imediata.

“Não houve autorização para a utilização da obra nesse material de caráter político. Sua inclusão no vídeo não representa apoio, participação ou qualquer vínculo de Alceu com o evento ou seus organizadores”, diz o comunicado.

A nota também destaca que o artista já manifestou publicamente apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a representação, associar a música à divulgação de um ato ligado à candidatura adversária pode levar o público a uma interpretação equivocada sobre o posicionamento político do cantor.

“Independentemente de diferenças políticas, a obra e a vontade de um artista devem ser respeitadas”, acrescenta o texto.

Vídeo divulga ato com Nikolas Ferreira

O material questionado mostra o evento realizado em Boa Viagem, que reuniu apoiadores de Flávio Bolsonaro e lideranças políticas da direita. A mobilização contou com a presença do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), reeleito em 2026 com a maior votação do país.

O chamado Bloquinho do 22 foi organizado como parte da mobilização de apoiadores do candidato do PL na reta final da campanha presidencial. A concentração ocorreu na Pracinha de Boa Viagem, com percurso até o Parque Dona Lindu.

Na manifestação, Nikolas Ferreira fez críticas a adversários políticos e defendeu a candidatura de Flávio Bolsonaro, que disputa o segundo turno contra Lula no próximo domingo (25).

JAILTON JR./JC IMAGEM
Evento "Bloquinho do 22" liderado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) levou apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) para Boa Viagem. - JAILTON JR./JC IMAGEM

Artista pede retirada do conteúdo

Além de repudiar o uso da música, Alceu Valença pediu que os responsáveis deixem de utilizar a obra sem autorização. O comunicado também orienta os usuários a denunciarem a publicação caso tenham acesso ao vídeo.

“Não assista, curta, comente ou compartilhe, para não ampliar seu alcance”, recomenda a nota.

Até a publicação desta matéria, não havia informação sobre a retirada do vídeo do Instagram. Também não há, no comunicado divulgado pelo artista, indicação de eventual medida judicial relacionada ao caso.

Siga o Jornal do Commercio no Instagram e fique por dentro de tudo

© Divulgação

Alceu Valença
  •  

Flávio Bolsonaro está nu como o rei da fábula

Quer receber os textos desta coluna em primeira mão no seu e-mail? Assine a Newsletter da Pública, enviada sempre às sextas-feiras, 8h. Para receber as próximas edições, inscreva-se aqui.

O mais bonito foi ver as manifestações nas ruas, algumas com centenas de milhares de pessoas, como a que tomou doze quarteirões da Av. Paulista e coloriu Copacabana de ponta a ponta. Foi a nossa vez de vestir o verde amarelo (com ou sem estrelinhas) e sair em defesa do nosso país, ameaçado por uma extrema direita com uma tentativa golpista no currículo e agora fortalecida pelo apoio subalterno dos Bolsonaro aos planos expansionistas de Donald Trump.

A presença maciça da juventude — da UNE aos fandoms — nos atos que se repetiram em pelo menos 80 cidades brasileiras nesse 2º turno, trouxe um sopro de renovação política quase inesperado em uma campanha pelo quarto mandato de um presidente de 80 anos de idade. Energia que se transformou em eficiência inédita da centro-esquerda nas redes sociais, apesar das evidências concretas de jogo sujo por parte das Big Techs e do TSE de Nunes Marques e André Mendonça para prejudicar a campanha de Lula.

Isso sem falar no episódio lamentável do governo Tarcísio de Freitas, com a PM repetindo um artifício usado na véspera do 2º turno da primeira eleição presidencial direta depois da ditadura — se em 1989, vestiu os sequestradores de Abílio Diniz com as camisetas do PT para exibir para a imprensa dias antes do pleito; agora faz o mesmo com suspeitos de tráfico de drogas detidos e fotografados ostentando camisetas novas com dizeres da campanha de Lula e a sigla da associação dos professores. 

Mas, ao contrário das milícias digitais da extrema direita, a campanha da centro-esquerda nas redes, privilegiou a empatia – foram muitos os posts autocríticos sobre a arrogância ou falta de compreensão na comunicação com a direita – e se apoiou em fatos reais para apontar o risco da candidatura de extrema direita à soberania, à democracia, aos direitos constitucionais e às conquistas sociais, a mais recente delas, o fim da jornada 6×1. Tanto que o “dá um google” se tornou argumento para a campanha de Lula.

Mas essas pautas passaram longe ou foram deturpadas em manchetes de jornais e escaladas da TV durante todo o 1º turno, quando as empresas jornalísticas se ocuparam de vazamentos seletivos de processos que estavam com o ministro André Mendonça, engajado na campanha de Flávio, e de críticas ao governo Lula até em relação a medidas de óbvio interesse público, como a proibição das bets (essa prejudicial aos seus negócios).

Enquanto isso, o jornalismo independente se unia na investigação da interferência de Trump e das Big Techs promovida pelo lobby bolsonarista, dissecava as relações movidas a dinheiro e favores de Flávio e seu entorno político com Daniel Vorcaro, revelava o impacto da influência nefasta de Flávio nos hospitais federais do Rio durante a pandemia, apontava bens, favores e recursos sem origem clara e alertava para o risco de eleger envolvidos com a recente tentativa de golpe, agora impulsionados pelo “amigo” americano.

Piauí, Intercept, ICL, Repórter Brasil e tantos outros veículos independentes, como a própria Agência Pública, produziram conteúdos decisivos para entender o que realmente está em jogo nestas eleições. Iniciativas como o Revelando, uniram artistas e jornalistas e deram sentido aos fatos levantados pelos jornalistas, e denúncias embasadas foram transformadas em munição por líderes digitais para desnudar a real personagem por trás da fala escorregadia de Flávio Bolsonaro. Celebridades, influencers, personalidades de todos os campos do conhecimento se uniram ao movimento contra a extrema direita, engrossando o caldo anti-fascista e resgatando nossa identidade política e cultural.

Se as empresas de jornalismo perderam o rumo na tentativa de equiparar bananas com donuts, os eleitores engajados e informados pela imprensa independente fizeram questão de mostrar as diferenças fundamentais entre os candidatos. Do Dark Horse às regalias de Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo nos Estados Unidos, dos lucros astronômicos do escritório de advocacia de Flávio enquanto ele exercia o mandato como senador às ligações perigosas com o advogado Willer Tomaz, jogos online e com o careca do INSS. 

Revelações de arrepiar até quem toma Flávio pelo valor de face, como homem de família e evangélico, caso de mulheres e religiosos conservadores. O que estarão dizendo agora diante da mais recente revelação da Piauí, que coloca Flávio em uma lancha no lago Paranoá em um churrasco com garotas de programa e lobistas de farmacêuticas indianas em plena pandemia? Aposto que Michelle tem usado muito o WhatsApp.

Também vieram notícias de balançar os corações endurecidos de medo que acreditam na extrema direita de Flávio para combater o crime. Logo ele, o homem das milícias — a ponto de enviar uma emenda parlamentar para um miliciano envolvido no assassinato de Marielle Franco —, além das relações perigosas de seus aliados políticos com o CV e o PCC.

Sem falar no caso da menina Ana Clara, assassinada há 6 anos por um PM, que se mantém livre até hoje pela atuação de Flávio como advogado. Quem pode acreditar no candidato diante da falta de compaixão com o sofrimento da família da criança?

Medos e anseios compreendidos principalmente pela juventude na campanha de Lula e explicados com clareza notável se converteram nas redes em defesa firme da democracia, da liberdade, do ensino público, do SUS, do Bolsa Família, do reajuste do salário mínimo, dos direitos indígenas, das mulheres, da Amazônia e do futuro das novas gerações, com apoio das informações trazidas pelo jornalismo que não se deixou cegar pela “imparcialidade”.

E a sociedade agora pressiona a própria imprensa, caso da exigência de checagem no debate da Globo, que acabou sendo aceita a contragosto pela emissora (vamos ver como vai ser porque também há pegadinhas nesse caminho; a Lupa, Aos Fatos e o ICL, entre outros, também farão checagem).

Como tantos vêm dizendo e não posso deixar de falar, descobrimos em nós mesmos uma energia e uma inteligência para resistir que será importante se Lula vencer, e crucial se uma derrota nos colocar na mira da extrema direita e dos Estados Unidos. Por enquanto celebro a beleza da união entre jornalismo a serviço do interesse público e a população que valoriza o diálogo e as conquistas sociais, frutos de uma história tão sofrida que não pode ser esquecida. Boa votação no domingo!

  •  

ONS fará operação especial para garantir energia no segundo turno

Logo Agência Brasil

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) adotará uma operação especial para reforçar a segurança do fornecimento de energia durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25).

O plano prevê restrições a manutenções e intervenções programadas com potencial de impacto sobre o Sistema Interligado Nacional (SIN), além do monitoramento intensificado da rede elétrica e das condições meteorológicas.

Notícias relacionadas:

De acordo com o operador, empresas de geração, transmissão e distribuição foram orientadas a manter equipes de sobreaviso e a adotar procedimentos adicionais de segurança.

As medidas buscam reduzir riscos ao fornecimento de energia durante a votação e a apuração dos resultados. O regime especial de operação ficará em vigor da meia-noite de sábado (24) até as 7h de segunda-feira (26).

A adoção desses procedimentos em períodos eleitorais segue resolução do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que prevê medidas adicionais de segurança para eventos de grande relevância nacional.

Primeiro turno

As mesmas medidas foram adotadas no primeiro turno, em 4 de outubro. Segundo relatório do ONS sobre a operação, não houve ocorrências na Rede de Operação do Sistema Interligado Nacional que provocassem interrupção de cargas ou afetassem o processo eleitoral.

De acordo com o documento, o sistema manteve comportamento dentro dos padrões operacionais previstos durante a votação e a apuração. A atuação coordenada com as empresas do setor elétrico garantiu os níveis de segurança e confiabilidade planejados para a eleição.

A expectativa é repetir o desempenho registrado no primeiro turno, garantindo o funcionamento dos locais de votação e a apuração dos resultados sem impactos relacionados ao fornecimento de energia.

  •  

Forças Armadas mobilizam 25 mil militares para o segundo turno

Logo Agência Brasil

As Forças Armadas vão mobilizar cerca de 25 mil militares para apoiar a Justiça Eleitoral no segundo turno das eleições, neste domingo (25). O trabalho envolverá militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.  

A atuação incluirá ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) em 306 municípios de 11 estados e apoio logístico em outros 39 municípios de oito unidades da federação, sobretudo em áreas de difícil acesso.

Notícias relacionadas:

Além da presença em localidades definidas pela Justiça Eleitoral, as Forças Armadas serão responsáveis pelo transporte de urnas eletrônicas, equipamentos, materiais e equipes eleitorais.

Para tanto, serão empregados aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares. O apoio alcançará comunidades rurais, regiões ribeirinhas, terras indígenas e outras localidades com desafios de acesso e infraestrutura.

Segundo o Ministério da Defesa, o objetivo é contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade da votação e da apuração dos votos e o livre exercício do voto. A atuação ocorre mediante solicitação da Justiça Eleitoral e autorização presidencial.

Ações integradas

As ações serão realizadas de forma integrada entre a Justiça Eleitoral, o Ministério da Defesa, as três Forças Armadas e órgãos de segurança pública.

Os pedidos de apoio são apresentados pelos tribunais eleitorais, que também coordenam o detalhamento das atividades com os comandos militares.

A coordenação nacional ficará a cargo do Centro de Operações Conjuntas, em Brasília, em articulação com os Comandos Conjuntos ativados para a operação.

Participam da estrutura os comandos Amazônia, Amazônia Oriental, Nordeste, Planalto, Oeste e Leste, além do Comando de Operações Aeroespaciais, responsável pelos meios aéreos empregados durante o pleito.

 

  •  

Recife abrirá 34 creches no domingo para facilitar o voto dos pais

Logo Agência Brasil

Ao menos 34 creches municipais do Recife (PE) vão funcionar das 8h às 13h deste domingo (25), segundo turno das eleições gerais, para acolher as crianças de eleitoras e eleitores que não têm com quem deixá-las enquanto vão às urnas.

Segundo a prefeitura da capital pernambucana, 176 crianças de até 3 anos de idade foram inscritas para participar da iniciativa. As inscrições terminaram na última quarta-feira (21).

Notícias relacionadas:

Inicialmente, a Secretaria Municipal de Educação anunciou a intenção de abrir até 136 creches, mas acabou redefinindo o número de unidades necessárias em função da demanda.

Ainda de acordo com a pasta, quase mil profissionais da rede de ensino municipal se inscreveram espontaneamente para participar da ação. A prefeitura promete pagar uma gratificação para todos que efetivamente trabalharem no domingo, seguindo critérios preestabelecidos pela gestão municipal.

As crianças que ficarem aos cuidados dos trabalhadores vão participar de atividades lúdicas e recreativas. Em nota, a secretária municipal de Educação, Cecília Cruz, explicou que a proposta é que mães, pais e responsáveis tenham uma alternativa de acolhimento para os filhos enquanto se deslocam aos locais de votação.

"Organizamos a abertura das unidades de acordo com a demanda das famílias, para que esse atendimento seja realizado de forma responsável e atenda às necessidades identificadas”, acrescentou a secretária.

  •  
❌