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Kim Jong-un cruza el nuevo puente a China en un nuevo gesto de acercamiento a Pekín

El líder de Corea del Norte, Kim Jong-un, ha visitado este sábado la ciudad fronteriza china de Dandong, donde ha rendido homenaje a los soldados chinos que combatieron en la Guerra de Corea (1950-1953), uno de los grandes conflictos de la Guerra Fría, y recorrido una fábrica de automóviles, según ha informado la agencia china Xinhua. Su anfitrión ha sido Wang Huning, uno de los dirigentes de mayor rango del Partido Comunista chino, que le ha transmitido los saludos del presidente, Xi Jinping, y ha defendido ampliar los intercambios económicos entre ambos países. El inesperado desplazamiento combina la reivindicación de una alianza histórica con el impulso a una relación que Pekín y Pyongyang han vuelto a estrechar en el último año, después de que Kim reforzara sus vínculos con Rusia.

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© Kim Soo-hyeon (REUTERS)

Una mujer pasa delante de una pantalla en una estación de tren de Seúl (Corea del Sur) en la que se emite la noticia de que el líder de Corea del Norte, Kim Jong-un, ha visitado China, el 24 de octubre de 2026.
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Kim Jong-un cruza nova ponte que une Coreia do Norte à China

O líder norte-coreano Kim Jong-un visitou a cidade chinesa de Dandong, na fronteira, neste sábado (25) — informou a agência Xinhua. Ele chegou ao território chinês atravessando uma ponte recém-inaugurada, um gesto simbólico visto como um indicativo do esforço de Pequim e Pyongyang para ampliar os laços comerciais.

Durante a visita, Kim esteve acompanhado por Wang Huning, a quarta autoridade de maior escalão da China, que transmitiu saudações do presidente Xi Jinping, segundo a agência oficial de notícias Xinhua.

Kim chegou a Dandong pela Nova Ponte do Rio Yalu, que conecta a Coreia do Norte à China, informou uma autoridade do governo sul-coreano sob condição de anonimato, uma vez que não estava autorizada a falar publicamente.

Espera-se que a nova ponte facilite o transporte de equipamentos pesados, matérias-primas e produtos energéticos de que a Coreia do Norte necessita para o seu desenvolvimento. Sua inauguração oficial, neste mês, é o sinal mais recente de uma reaproximação entre Pequim e Pyongyang, após dois encontros entre seus líderes nos últimos 13 meses.

A China, que lutou ao lado da Coreia do Norte na Guerra da Coreia (1950–1953), continua sendo o principal apoio econômico e diplomático de Pyongyang, respondendo pela maior parte de seu comércio oficial.

No entanto, o aprofundamento dos laços militares da Coreia do Norte com a Rússia, desde a invasão da Ucrânia por Moscou em 2022, levou analistas a questionar se Pyongyang estaria se tornando menos dependente de Pequim.

Ainda assim, a viagem de Kim aponta para um novo esforço, por parte da China e da Coreia do Norte, para fortalecer sua relação econômica.

A agência de notícias sul-coreana Yonhap havia noticiado anteriormente que a expectativa era de que Kim retornasse à Coreia do Norte após a visita de sábado (24).

Imagens da emissora estatal chinesa CCTV mostraram Kim caminhando sobre a ponte, ladeado por pessoas que agitavam bandeiras, em direção à Coreia do Norte.

A Xinhua informou que Wang acompanhou Kim a um memorial da Guerra da Coreia em Dandong, onde o líder norte-coreano prestou homenagem aos soldados do Exército de Voluntários do Povo Chinês que lutaram ao lado da Coreia do Norte durante o conflito de três anos. Kim também visitou uma fábrica de automóveis em Dandong, acrescentou a agência.

 

Nova ponte impulsiona laços bilaterais

A China e a Coreia do Norte inauguraram, neste mês, a Nova Ponte sobre o Rio Yalu — com 3 km de extensão e a mais importante passagem de fronteira terrestre entre os dois países — após um longo atraso. A iniciativa visa revitalizar o comércio e as trocas econômicas, superando anos de relações tensas e interrupções causadas pela pandemia.

“Kim deu seu aval ao comércio bilateral ao cruzar a Nova Ponte sobre o Rio Yalu para entrar na China”, afirmou Christopher Green, especialista em Coreia na Universidade de Leiden, nos Países Baixos. Segundo ele, o atraso na inauguração evidenciou o quão disfuncional a relação havia se tornado.

Durante um encontro no sábado (30), Wang disse a Kim que a China está pronta para aproveitar a abertura da ponte para ampliar o intercâmbio de pessoas, bem como a cooperação econômica e comercial, informou a agência Xinhua.

A visita de Kim ocorre em um momento marcado por laços econômicos mais estreitos e intercâmbios de alto nível mais frequentes entre a China e a Coreia do Norte, observou Lu Chao, especialista em relações sino-norte-coreanas na Academia de Ciências Sociais de Liaoning — um centro de estudos vinculado ao governo chinês, sediado em Shenyang.

“A abertura da ponte eliminou um grande gargalo na logística comercial entre a China e a Coreia do Norte”, disse Lu. “Com a superação desse entrave logístico, é provável que o comércio bilateral cresça ainda mais.”

Donald Trump e Kim Jong Un se cumprimentam na zona desmilitarizada entre as Coreias do Norte e do Sul em 2019
Donald Trump e Kim Jong Un se cumprimentam na zona desmilitarizada entre as Coreias do Norte e do Sul em 2019 • 30/06/2019 KCNA via REUTERS

Trump aguarda uma aproximação de Kim Jong-un

A última visita conhecida de Kim à China ocorreu em setembro de 2025, por ocasião das celebrações do 80º aniversário do Dia da Vitória, em Pequim, quando ele se reuniu com o presidente chinês, Xi Jinping. Xi, por sua vez, realizou uma visita de Estado à Coreia do Norte em junho.

O presidente dos EUA, Donald Trump, tem demonstrado interesse em retomar as negociações com a Coreia do Norte; contudo, autoridades americanas e sul-coreanas consideram cada vez menos provável um encontro entre ele e Kim ainda este ano, informou a Reuters na sexta-feira.

No próximo mês, a China sediará, em Shenzhen, uma cúpula do fórum da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico), evento no qual se espera a presença de Trump.

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Líder da Coreia do Norte pede “revolução militar” e Exército mais forte

O líder norte-coreano Kim Jong-un pediu que as ​companhias do Exército do país fossem transformadas em unidades de combate de elite e autossuficientes durante uma reunião de dois dias de comandantes de companhia em Pyongyang, informou a agência ⁠de notícias ​estatal KCNA neste sábado (24).

O ​evento ressaltou a prioridade política consistente de ⁠Kim de fortalecer as ⁠Forças Armadas.

Em um discurso proferido na ​conferência ‌de comandantes de companhias do Exército ⁠da Coreia do Norte, realizada nos dias 22 e 23 de outubro — que, segundo a ‌KCNA, ⁠foi o ‌primeiro encontro de todo o Exército desde o 9º Congresso do partido governista da ⁠Coreia do Norte, ⁠em fevereiro —, Kim pediu que todas as companhias se ‌preparassem plenamente para que “a meta do fortalecimento militar da nova era” pudesse ser alcançada.

“Vamos tornar o Exército mais forte e ‌acelerar uma revolução militar ao nosso estilo”, disse Kim.

Durante o 9º Congresso do partido ⁠governista da Coreia do Norte, em fevereiro — que define os rumos do país ​para os próximos cinco anos —, Kim pediu o ​fortalecimento das Forças Armadas convencionais, além de reafirmar os esforços para desenvolver armas nucleares e mísseis.

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