MPT apura carta de supermercado a funcionários com teor eleitoral

No texto, a rede defende o "voto consciente" e mudança. Assinado pelo presidente da empresa, o documento “não cita nominalmente nenhum candidato, mas defende uma revisão de prioridades, posturas e modelos”.
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“Isso é assédio eleitoral. Cadê o TSE?”, disse o parlamentar.
O Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro também entrou com uma ação na Justiça contra a rede de supermercados Zona Sul.
Em nota, a entidade afirma que, ao utilizar sua posição de empregador para disseminar esse tipo de mensagem entre os trabalhadores, a empresa ultrapassa uma linha que precisa ser respeitada.
"Patrão nenhum é dono da consciência política de seus funcionários. Nem pode coagir", alerta o sindicato.
"Por trás de discursos genéricos sobre a necessidade de mudar o país, existem interesses políticos e econômicos em disputa. E os interesses de quem emprega nem sempre são os mesmos de quem vive do próprio salário - especialmente quando estão em jogo direitos trabalhistas e conquistas históricas, como o fim da escala 6x1."
A Agência Brasil não conseguiu contato com a direção da rede de supermercados Zona Sul. O espaço segue aberto para manifestação.
* Matéria atualizada para complementação de informações.
