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Luís Pinto: “Tivemos que sofrer, mas isso demonstra o que é ser uma equipa”

20 October 2026 at 00:01

Declarações após o SC Braga-Gil Vicente (1-2), jogo em atraso da segunda jornada da I Liga de futebol, disputado hoje no Estádio Municipal de Braga:

– Luís Pinto (treinador do Gil Vicente): “Uma equipa que entrou espaços bem, mas a respeitar em demasia o jogo e na segunda parte foi totalmente diferente, continuámos a respeitar o Braga, mas ainda mais o que queremos e a nossa identidade. Tivemos mais bola, mais duelos ganhos e ficámos uma equipa mais perigosa e com um domínio do jogo diferente. Na parte final, tivemos que sofrer, mas isso demonstra o que é ser uma equipa.

Ter várias opções para a posição de ponta-de-lança tem uma importância muito grande. O Héctor Hernández dá-nos coisas totalmente diferentes dos outros dois, que são jogadores muito mais físicos. O Walace vem de lesão, tem vindo a jogar, entrou com o Moreirense e na Taça de Portugal e agora a segunda parte, toda. Ter opções diferentes para a mesma posição é o que todos os treinadores querem ter. O jogo estava a pedir coisas diferentes e o Walace deu-nos isso.

Ao intervalo, senti que a equipa estava um pouco apática e com um respeito muito grande pelo jogo e pelo Braga, mais do que aquele que nós temos que ter pelo que queremos fazer dentro de campo. Faltava-nos agressividade, procurar a baliza do adversário e, na segunda parte, sinto que foi essa a diferença. Podemos perder de várias formas, mas mais vale perder a jogar da nossa forma e, às vezes, arriscámo-nos a ser felizes e foi o que se passou aqui hoje.

As dinâmicas são muito importantes porque se tivermos uma forma muito estanque de atacar acaba por ser mais fácil para o adversário e estas diferentes nuances dão-nos tempo de bola, o que era importante ter num estádio como este e com uma equipa como o Braga”.

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Gil Vicente vence e impõe ao Braga o terceiro jogo seguido sem ganhar

19 October 2026 at 22:17

O Gil Vicente venceu, hoje, no terreno do SC Braga, 2-1, operando uma reviravolta no marcador na segunda parte e agravando a crise dos bracarenses, em jogo em atraso da segunda jornada da I Liga de futebol.

Pau Victor ainda colocou os ‘arsenalistas’ na frente (33 minutos), mas a equipa de Barcelos deu a volta ao resultado na segunda parte, por Walace França (49) e Travassos (72, na própria baliza).

O SC Braga somou o quarto jogo seguido sem ganhar, um deles na Liga Conferência, e a terceira derrota consecutiva (mais um empate) e adensa o momento de crise, com muita contestação ao treinador, Carlos Vicens, e jogadores no final do jogo.

Já o Gil Vicente soma o terceiro jogo seguido a pontuar no campeonato, a que juntou a vitória na terceira eliminatória da Taça de Portugal sobre o União de Santarém (da Liga 3), num ‘suado’ 3-2 após prolongamento.  

Numa primeira parte equilibrada, com poucos lances de perigo em cada uma das balizas, os bracarenses adiantaram-se no marcador aos 33 minutos, num lance com intervenção do VAR, considerando errado o fora-de-jogo inicialmente assinalado a Pau Victor, porque a bola veio de um toque deliberado de um adversário (Buatu).

O espanhol, sem oposição, teve tempo rematar da melhor forma e fazer o primeiro golo da partida.

O Gil Vicente reagiu e esteve perto do golo aos 42 minutos, mas Travassos teve uma ação decisiva ao cortar para canto.

Os treinadores fizeram alterações após o intervalo, com Luís Pinto a ser mais feliz.

Carlos Vicens lançou Victor Gómez e tirou Jonas Wind (Pau Victor saiu do corredor esquerdo para o eixo do ataque) e Luís Pinto trocou de ponta-de-lança, tirando Kaba e lançando Walace França, que, praticamente na primeira vez em que tocou na bola, fez golo.

O avançado brasileiro concluiu com o peito um centro da direita de Murilo, que ultrapassou sem grande dificuldade um distraído Travassos (49).

O SC Braga respondeu com um livre direto de Ricardo Horta de muito longe, que passou a rasar o poste (58), no início do melhor período da equipa da casa, mais intensa e rápida sobre a bola.

Contudo, seria o Gil Vicente, após um rápido contra-ataque conduzido por Tidjany Touré, a virar o resultado, num lance algo caricato: o remate do extremo francês bateu em Bajrami e, ao querer tirar a bola, Bernardo Fontes sacudiu-a contra Travassos, que a introduziu na própria baliza (72).

Pouco depois, Carlos Vicens apostou tudo, com uma tripla substituição, reforçando a frente de ataque com Huseinbasic, Gabriel Silva e Fran Navarro, mas seria Pau Victor a ter uma grande ocasião para empatar, mas o remate foi ao poste (90+1).

Aos 90+5 minutos, Lucão segurou o triunfo dos visitantes, com uma grande defesa a cabeceamento de Gabriel Silva.

Ficha de jogo

Estádio Municipal de Braga.

SC Braga – Gil Vicente, 1-2.

Ao intervalo: 1-0.

Marcadores

1-0, Pau Victor, 33 minutos.

1-1, Walace França, 49.

1-2, Travassos, 72 (na própria baliza).

Equipas

– SC Braga: Bernardo Fontes, Lagerbielke, Vítor Carvalho (Fran Navarro, 77), Bajrami, Travassos (Gabriel Silva, 77), João Moutinho (Tiknaz, 66), Gorby (Huseinbasic, 7), Diego Rodrigues, Ricardo Horta, Pau Victor e Jonas Wind (Victor Gómez, 46).

(Suplentes: Tiago Sá, João Carvalho, Vítor Gómez, Sergio Barcia, Arrey-Mbi, Barisic, Tiknaz, Huseinbasic, Dorgeles, Gabri Martínez, Gabriel Silva e Fran Navarro).

Treinador: Carlos Vicens.

– Gil Vicente: Lucão, Ricardo Esgaio, Buatu, Elimbi, David Moreira, Andreas Lausen (Gonçalo Maia, 90+2), Diogo Prioste (Zé Carlos, 64), Santi García, Murilo (Joelson Fernandes, 81), Gil Martins (Tidjany Touré, 64) e Kaba (Walace França, 46).

(Suplentes: André Picornell, Samuel Portugal, José Silva, Antonio Espigares, Zé Carlos, Gonçalo Maia, Gui Beleza, Tidjany Touré, Agustín, Martín Fernández, Joelson Fernandes e Walace França).   

Treinador: Luís Pinto.

Árbitro: Gustavo Correia (Porto).

Ação disciplinar: cartão amarelo para Kaba (25), Gorby (41), Elimbi (58), Victor Gómez (83), Zé Carlos (89) e Ricardo Horta (90+6).

Assistência: 11.381 espetadores.

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Hoje há Braga-Gil Vicente

19 October 2026 at 08:00

SC Braga e Gil Vicente acertam hoje calendário na I Liga portuguesa de futebol, no jogo em atraso da segunda jornada, que foi adiado em agosto devido ao surto gastrointestinal que impediu os bracarenses de competirem.

Dois meses depois, as formações minhotas disputam o único encontro que está por realizar na I Liga, a partir das 20:15, no Estádio Municipal de Braga, sendo que, nesta altura, estão ‘coladas’ na classificação, ambas com 11 pontos, com os gilistas em oitavo e os ‘arsenalistas’ em nono.

O SC Braga recebe o Gil Vicente após três encontros sem vencer, o último dos quais em Copenhaga (3-0), na semana passada, na estreia na fase de liga da Liga Conferência, que motivou manifestações de desagrado dos adeptos.

Já o Gil Vicente vem de um triunfo sobre a União de Santarém para a Taça de Portugal, mas apenas conseguiu eliminar a formação da Liga 3 no prolongamento (3-2).

Programa da segunda jornada:

– Sexta-feira, 14 ago:

Sporting – Vitória SC, 3-2

– Sábado, 15 ago:

Alverca – Estrela Amadora, 2-2

Académico de Viseu – Santa Clara, 0-1

Rio Ave – FC Porto, 0-2

– Domingo, 16 ago:

Nacional – Estoril Praia, 2-0

Arouca – Moreirense, 4-0

Famalicão – Marítimo, 1-2

– Segunda-feira, 17 ago:

Casa Pia – Benfica, 0-7

– Segunda-feira, 19 out:

SC Braga – Gil Vicente, 20:15

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Gil Vicente teme influência das críticas do SC Braga à arbitragem

18 October 2026 at 15:34

O treinador do Gil Vicente, Luís Pinto, admitiu hoje recear que as recentes críticas do SC Braga às arbitragens possam influenciar o encontro entre os dois clubes, na segunda-feira, para a I Liga portuguesa de futebol.

“Gostava de dizer que não receio, mas, infelizmente, sim, porque já este ano aconteceu algo do género. Houve um jogo em que o adversário passou a semana toda a queixar-se das arbitragens e, infelizmente, não houve a melhor arbitragem, em nossa casa”, afirmou, na antevisão ao jogo em atraso da segunda jornada, adiado em agosto devido ao surto gastrointestinal que afetou os ‘arsenalistas’.

Questionado sobre os comunicados do SC Braga e as críticas do presidente bracarense às arbitragens, Luís Pinto manifestou preocupação, mas disse acreditar na seriedade da equipa de arbitragem.

“Temo, mas quero acreditar muito na seriedade e na capacidade. Errar, todos vamos errar. Vão errar as duas equipas, Gil e Braga, a equipa de arbitragem também terá erros, isso faz parte. A única coisa que quero é acreditar que vamos ter capacidade de ser todos sérios e não ceder a pressões”, sublinhou.

O treinador esclareceu que esta preocupação não alterou a preparação do Gil Vicente, defendendo que jogadores e equipa técnica devem manter o controlo emocional perante decisões que considerem erradas.

“Às vezes, achamos que os árbitros estão errados e a maior parte das vezes somos nós a estar errados. Temos de ter capacidade para nos recentrarmos naquilo que é importante, que é a nossa tarefa. Quero acreditar no futebol português e na forma de estar das pessoas”, explicou.

Sobre o dérbi minhoto, Luís Pinto recusou considerar que o momento menos positivo do SC Braga favoreça o Gil Vicente, que chega ao encontro após três jogos consecutivos sem perder.

“Se entrarmos a achar que é o momento ideal provocado pelo adversário, estamos a dar tiros nos pés. Temos de olhar para a nossa forma de estar e para o quanto queremos competir”, advertiu.

Luís Pinto considera que o Gil Vicente está mais preparado do que estaria em agosto, devido ao maior conhecimento entre os jogadores, numa equipa que sofreu várias alterações no início da temporada.

“Ali, seria o segundo jogo da época e aqui já será o nono. Numa equipa que teve tantas mudanças, acaba por ser importante o conhecimento e o jogar entre todos. Estaremos mais preparados do que estávamos antes”, sustentou.

O técnico mostrou-se igualmente confiante para enfrentar um calendário exigente, que inclui este encontro com SC Braga e, depois, com o FC Porto, no campeonato, e Benfica, na Taça da Liga.

“Prefiro os calendários assim. É muito mais interessante estarmos sempre a competir do que termos muito tempo para treinar. Há mais jogos, há mais adeptos a ver futebol”, observou.

Para esta partida, os ‘galos’ não podem contar com os lesionados Bamba e Tchaptchet, nem com Guilherme Gomes e Bermejo, que não estavam inscritos na data inicial do jogo.

O Gil Vicente, oitavo classificado, com 11 pontos, joga na segunda-feira no terreno do SC Braga, nono, também com 11, numa partida agendada para as 20:15, com arbitragem de Gustavo Correia, da Associação de Futebol do Porto.

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Gil Vicente salva-se no prolongamento e elimina equipa do terceiro escalão na Taça de Portugal

14 October 2026 at 21:38

O Gil Vicente garantiu hoje com dificuldade a continuidade na Taça de Portugal de futebol, precisando do prolongamento para derrotar a União de Santarém, da Liga 3, por 3-2, na terceira eliminatória. 

O oitavo classificado da I Liga sofreu muito em Santarém, onde esteve a perder por duas ocasiões.

A equipa da casa mostrou desde cedo vontade de surpreender, conseguindo neutralizar os gilistas com entrega, organização, pressão intensa e irreverência nas saídas para o ataque. 

Rodrigo Silva, Diarra e Hélder Sá quase inauguraram o marcador para os escalabitanos na primeira parte, enquanto Martín Fernández e Santi García desperdiçaram as melhores ocasiões do Gil nesse período.

A boa exibição da União de Santarém foi recompensada no regresso dos balneários: fuga rápida pela direita de Costinha, que cruzou para Rafael Camacho, antigo jogador de Liverpool e Sporting, fazer o 1-0 de cabeça. 

A resposta do Gil foi rápida, com Agustín Moreira a aproveitar uma bola perdida para empatar aos 53 minutos.

O empate durou pouco porque, já que, dois minutos depois, Rodrigo Silva pegou na bola no lado esquerdo, foi por ali fora, driblou um defesa, entrou na área e rematou para o 2-1.

A formação de Barcelos lançou vários habituais titulares para o campo, mas só melhorou com a quebra física da União de Santarém. 

O empate surgiu num lance algo caricato, aos 89 minutos: Santi García rematou de raspão e a bola tomou uma trajetória ‘exótica’, levando o guarda-redes João Oliveira a acreditar que ia ao lado.

O 2-2 levou a decisão para prolongamento, com o Gil Vicente a insistir e a passar para a frente do marcador aos 109 minutos, num remate de primeira de Zé Carlos à entrada da área.

Em vantagem, a equipa de Barcelos ainda teve de se aplicar e só duas boas defesas do guarda-redes Samuel Portugal negaram novo empate à União de Santarém.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Chã das Padeiras, em Santarém.

União de Santarém – Gil Vicente, 2-3 (após prolongamento).

Ao intervalo: 0-0.

No final do tempo regulamentar: 2-2.

No final da primeira parte do prolongamento: 2-2.

Marcadores

1-0, Rafael Camacho, 46 minutos.

1-1, Agustín Moreira, 53.

2-1, Rodrigo Silva, 55.

2-2, Santí Garcia, 89.

2-3, Zé Carlos, 109.

Equipas

– União de Santarém: João Oliveira, Luís Martins (Bruno Sousa, 74), David Vinhas, Kelechi John, Hélder Sá, David Vinhas, Maya, Soumaré (Manuel Pami, 96), Diarra (Tiago André, 56), Rafael Camacho (João Nóbrega, 74), Rodrigo Silva (Diogo Ressureição, 96) e Costinha (Isnaba Graça, 78).

(Suplentes: Ricardo Ribeiro, Bruno Sousa, Dinis Almeida, Tiago André, Manuel Pami, Diogo Ressureição, Jaime Simões, Isnaba Graça e João Nóbrega).

Treinador: Dimas Teixeira.

– Gil Vicente: Samuel Portugal, Agustín Moreira (Murilo Souza, 74), Espigares (Ricardo Esgaio, 62), Buatu, David Moreira, Martín Fernández (Tidjany Touré, 62), Diogo Prioste (Walace França, 62), Guilherme Gomes (Lausen, 105), Joelson Fernandes (Zé Carlos, 62), Kaba e Santi Garcia.

(Suplentes: Lucão, Ricardo Esgaio, Elimbi, Lausen, Zé Carlos, Murilo Souza, Tidjany Touré, Gil Martins e Walace França).

Treinador: Luís Pinto.

Árbitro: Cláudio Pereira (AF Aveiro).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Espigares (09), Diogo Prioste (56), Ricardo Esgaio (85), Manuel Pami (105+1) e Bruno Sousa (108).

Assistência: Cerca de 800 espetadores.

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Moreirense sofreu derrota pela falta de “maturidade”

9 October 2026 at 21:50

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense-Gil Vicente (0-1), da oitava jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

– Vasco Botelho da Costa (treinador do Moreirense): “Estamos tristes por não ter conseguido os três pontos, num jogo que até podia ter sido mais fechado do que aquilo que foi. Em alguns momentos, as organizações ofensivas conseguiram bater os primeiros momentos de pressão, mas depois nenhuma das equipas foi muito consistente a criar do ponto de vista ofensivo.

Para competirmos a este nível, não podemos entregar nada aos nossos adversários. E o resultado fica claramente marcado por uma oferta da nossa parte, mais uma.

Não foi o nosso melhor jogo do ponto de vista ofensivo, mas, não podendo ganhar, não podemos perder, e perdemos porque não fomos competentes e, portanto, fomos justamente penalizados.

Depois entra toda uma dimensão mental, que está relacionada com o foco, a concentração e, obviamente, com a maturidade. Após o jogo do Vitória SC, acho que fomos algo imaturos, não há ali um erro claro, há mais um comportamento de equipa que deveria ter controlado melhor a situação.

É, se calhar, um pouco o preço a pagar por toda esta juventude, mas, ao mesmo tempo, se gostamos da juventude e esta juventude demonstra qualidade em muitos momentos, também tem que demonstrar essa maturidade.

Errar uma vez permite-nos aprender, errar a segunda já nos coloca num patamar em que não aprendemos aquilo que devíamos. Estamos longe de ser um produto acabado. Temos ainda um bom caminho para crescer e acho que podemos ser muito melhores do que temos sido”.

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Luís Pinto: “Esta vitória acaba por ter essa validação por aquilo que andamos a fazer desde o início do campeonato”

9 October 2026 at 21:47

Declarações em conferência de imprensa após o jogo Moreirense-Gil Vicente (0-1), da oitava jornada da I Liga portuguesa de futebol, disputado hoje no Estádio Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos:

– Luís Pinto (treinador do Gil Vicente): “O golo aparece já nos momentos finais e num momento em que o jogo até já estava mais partido do que dominado por nós. Houve alturas em que conseguimos ter mais domínio do que tivemos na altura em que fizemos o golo.

Sinto que fizemos uma exibição muito competente, conseguimos ter, na primeira parte, essencialmente bola, de uma forma muito personalizada, faltando, no entanto, no último terço do campo, alguma agressividade mais para conseguirmos ferir o Moreirense.

Há muito mérito na forma como o Moreirense defende. Consegue adaptar-se muito bem às construções dos adversários e, depois, no primeiro terço defensivo deles, conseguem ter uma densidade muito grande de jogadores e com bons comportamentos.

Isso tirou-nos alguma capacidade para finalizar, porque até encontrávamos espaços, mas depois, no momento de rematar, aparecia sempre um jogador do Moreirense por perto.

No momento em que o golo acontece, o jogo já está mais partido. Já andávamos um bocadinho mais na parte física do jogo, na parte dos duelos. Mas também é uma parte que conseguimos acrescentar algo que nos últimos jogos não tínhamos conseguido.

Os jogadores que entraram, estiveram muito bem. Conseguiram aproveitar o bom trabalho que os outros tinham feito a nível de desgaste dos defesas do Moreirense e depois tirar vantagem.

Esta vitória acaba por ter essa recompensa e essa validação, por aquilo que andamos a fazer desde o início do campeonato. Sentimos que a vitória já nos andava a fugir há algum tempo e hoje conseguimos esses três pontos que a equipa merecia”.

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Gil Vicente vence Moreirense com penálti ao cair do pano

9 October 2026 at 20:43

O Gil Vicente regressou hoje às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, ao vencer o Moreirense por 1-0, num jogo da oitava jornada decidido na ponta final, com um penálti convertido por Walace França.

O médio brasileiro, lançado aos 83 minutos e estreante pelos barcelenses, marcou aos 90, num encontro em que os visitantes tiveram maior iniciativa, mas só conseguiram desfazer o empate na segunda parte, quando os ‘cónegos’ até estavam a reagir.

Sem vencer desde a terceira jornada, ainda em agosto, o Gil Vicente, com menos um jogo, interrompeu uma série de quatro partidas sem triunfos e passou a somar 11 pontos, subindo ao sexto lugar e ultrapassando o Moreirense, que se mantém com oito, agora em 10.º, e voltou a perder depois de dois encontros sem derrotas.

Os ‘galos’ entraram melhor no encontro, assumindo maior iniciativa e pressionando a construção do Moreirense, que revelou dificuldades para sair do seu meio-campo e encontrar soluções ofensivas perante a organização dos barcelenses.

Com maior capacidade de circulação e presença no último terço, a equipa de Luís Pinto procurou criar desequilíbrios sobretudo pelos corredores, mas nem sempre conseguiu transformar esse ascendente em oportunidades claras, apesar de David Moreira ter obrigado André Ferreira a uma intervenção aos 19 minutos.

O Moreirense, até então pouco esclarecido no ataque e dependente de iniciativas rápidas, começou a encontrar espaços para chegar à área contrária e dispôs da melhor ocasião da primeira parte, aos 23 minutos, quando Guilherme Liberato aproveitou um ressalto na pequena área e obrigou Lucão a uma defesa decisiva.

O lance não alterou substancialmente o rumo do encontro, com os visitantes a manterem maior capacidade para se instalar no meio-campo adversário, embora sem eficácia na definição dos ataques, enquanto os cónegos procuravam explorar as transições e a velocidade de Tiago Andrade.

Já perto do intervalo, Manuel Mendonça ainda rematou por cima, aos 41 minutos, num primeiro tempo em que o Gil Vicente mostrou maior consistência coletiva, mas não conseguiu traduzir a superioridade territorial em vantagem no marcador.

O segundo tempo começou com nova ameaça dos visitantes, num remate de Andreas Lausen que passou perto do poste, aos 49 minutos, mas o Moreirense apresentou-se mais afirmativo, conseguiu subir no terreno e passou a discutir com maior frequência a iniciativa do jogo.

A equipa de Vasco Botelho da Costa encontrou maior capacidade para chegar ao último terço, sobretudo através de Tiago Andrade, e ameaçou em situações de bola parada, embora continuasse a revelar dificuldades para criar oportunidades claras perante a defesa gilista.

Luís Pinto procurou dar maior presença à frente de ataque com a entrada de Mohamed Kaba, aos 64 minutos, enquanto o Moreirense também refrescou o meio-campo, numa fase em que o encontro se tornou mais repartido, sem que qualquer das equipas conseguisse impor um domínio prolongado.

Os barcelenses voltaram a assumir maior iniciativa na reta final e estiveram perto de marcar aos 82 minutos, quando Ricardo Esgaio obrigou André Ferreira a uma defesa apertada.

Mas, foi o Moreirense a desperdiçar uma das melhores ocasiões do encontro, aos 88, com Landerson a falhar a finalização após um cruzamento de Tiago Andrade.

A resposta dos barcelenses surgiu praticamente de imediato, com Mohamed Kaba a aproveitar uma falha defensiva dos anfitriões e a sofrer falta de Maracás na área, permitindo a Walace França converter a grande penalidade e assegurar o triunfo do conjunto de Barcelos.

Ficha de jogo

Jogo no Estádio Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos.

Moreirense – Gil Vicente, 0-1.

Ao intervalo: 0-0.

Marcador

0-1, Walace França, 90 minutos (grande penalidade).

Equipas

– Moreirense: André Ferreira, Dinis Pinto, Gilberto Batista, Maracás, Francisco Domingues, Guilherme Liberato, Nile Johan (Rodrigo Alonso, 66), Miguel Mendonça (Landerson, 77), Kiko Bondoso (João Veloso, 66), Leonardo Vonic (Yan Lincon, 86) e Tiago Andrade.

(Suplentes: Aranha, Francisco Barbosa, Leandro Santos, Kevyn, Stjepanovic, Landerson, Álvaro Martínez, João Veloso, Rodrigo Alonso, Songa, Janderson e Yan Lincon).

Treinador: Vasco Botelho da Costa.

– Gil Vicente: Lucão, Ricardo Esgaio, Buatu, Elimibi, David Moreira, Diogo Prioste, Lausen (Kaba, 64), Santi García (Tidjany Touré, 83), Murilo (Walace França, 83), Hector Hernández (Guilherme Gomes, 72) e Gil Martins (Joelson Fernandes, 72).

(Suplentes: Samuel Portugal, José Silva, Espigares, Tidjany Touré, Walace França, Joelson Fernandes, Bermejo, Guilherme Gomes, Augustín Moreira, Martín Fernández, Gonçalo Maia e Kaba).

Treinador: Luís Pinto.

Árbitro: Miguel Nogueira (AF Lisboa).

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Ricardo Esgaio (17), Lausen (56), Miguel Mendonça (61), Gil Martins (70), Kaba (71), Gilberto Batista (75) e Maracás (88).

Assistência: 3.092 espetadores.

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Hoje há Braga-Sporting e Moreirense-Gil Vicente

9 October 2026 at 07:32

O SC Braga procura hoje voltar às vitórias na I Liga portuguesa de futebol, na receção ao Sporting, para a oitava jornada, depois do empate com o Santa Clara.

Os ‘leões’, que são terceiros classificados, com os mesmos 15 pontos do Santa Clara, estão a seis do líder FC Porto e a cinco do rival Benfica, pelo que podem aproximar-se provisoriamente da liderança, caso se imponham em Braga, onde empataram na época passada (2-2).

Nas mais recentes jornadas, antes da pausa para os jogos de seleções, a formação comandada por Rui Borges, que estará privada do castigado Debast e dos lesionados Vagiannidis e Nuno Santos, não foi além das igualdades 1-1 no terreno do Famalicão e 2-2 na receção ao Arouca.

O SC Braga segue no sexto posto, com 11 pontos, mas menos um jogo.

O árbitro João Pinheiro, de Braga, vai dirigir o encontro entre SC Braga e Sporting, que está marcado para as 20:15.

Antes, também no Minho, mas no concelho vizinho de Guimarães, o Moreirense recebe o rival regional Gil Vicente, a partir das 18:45.

As duas equipas somam oito pontos, com o emblema de Barcelos a ter um jogo em atraso – frente aos ‘arsenalistas’ -, e procuram voltar aos triunfos para o campeonato.

O Moreirense empatou 1-1 na visita ao Vitória SC, na ronda anterior, enquanto o Gil Vicente não vence há quatro jornadas.

A oitava jornada da I Liga prolonga-se até segunda-feira, com o líder e campeão FC Porto a visitar o Marítimo, no sábado, um dia antes de o Benfica, segundo colocado, receber o Vitória SC.

Programa da oitava jornada:

– Sexta-feira, 09 out:

Moreirense – Gil Vicente, 18:45

SC Braga – Sporting, 20:15

– Sábado, 10 out:

Casa Pia – Santa Clara, 15:30

Marítimo – FC Porto, 18:00

Académico de Viseu – Estoril Praia, 20:30

– Domingo, 11 out:

Rio Ave – Nacional, 15:30

Benfica – Vitória SC, 18:00

Arouca – Estrela da Amadora, 20:30

– Segunda-feira, 12 out:

Famalicão – Alverca, 20:15

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I Liga regressa com Moreirense-Gil Vicente

7 October 2026 at 13:38

A I Liga de futebol regressa aos relvados portugueses para a oitava jornada, após três semanas de ausência, com os rivais Benfica e Sporting unidos na necessidade de voltarem a vencer para tentarem reaproximar-se do líder FC Porto.

Os ‘dragões’ despediram-se da melhor forma antes da pausa para os compromissos das seleções nacionais, ao imporem-se por 3-1 na receção ao Benfica, no jogo de encerramento da sétima ronda, o que lhe permitiu aumentar para cinco pontos a vantagem sobre os ‘encarnados’, que ocupam a segunda posição, enquanto o Sporting, terceiro colocado, está a seis pontos da liderança.

A equipa ‘leonina’ será a primeira das candidatas ao título a entrar em ação, na sexta-feira, e a que terá o adversário mais complicado, uma vez que se desloca ao estádio do SC Braga, sexto posicionado, onde os minhotos contam por vitórias os dois jogos disputados no campeonato de 2026/27.

Se os bracarenses não foram além de um ‘nulo’ na jornada anterior, na visita ao Santa Clara, sensacional quarto colocado, em igualdade pontual com o Sporting, a formação treinada por Rui Borges não festeja um triunfo na I Liga há mais de um mês (2-0 ao Nacional, em 05 de setembro), tendo empatado os dois últimos encontros, com Famalicão (1-1) e Arouca (2-2).

O Benfica também terá pela frente um conjunto minhoto, ao receber no domingo o Vitória SC, ainda que os vimaranenses estejam mergulhados no 14.º lugar, a um ponto de distância da zona de despromoção, com um único triunfo em sete partidas e contando por derrotas as três disputadas na condição de visitante.

Além do defesa central francês Clément Lenglet, expulso frente ao FC Porto, o treinador Marco Silva debate-se com outras ausências de peso nas ‘águias’. O boletim clínico, que integrava o dinamarquês Alexander Bah e o argentino Enzo Barrenechea, passou a incluir o ucraniano Georgiy Sudakov e o polaco Jakub Kaminski, lesionados ao serviço das respetivas seleções.

O FC Porto vive dias mais tranquilos. O campeão nacional é o único clube que conta por vitórias os sete jogos disputados na prova e terá pela frente no sábado um adversário que, após dois triunfos nas rondas iniciais, não voltou a festejar mais nenhum, caindo para a atual 11.ª posição.

A equipa treinada pelo italiano Francesco Farioli parece lançada para a revalidação do título, ainda que as deslocações à Madeira exijam sempre cuidados redobrados por parte dos ‘dragões’, que ganharam apenas quatro dos últimos 11 encontros disputados no estádio dos insulares para o campeonato.

A equipa sensação na fase inicial da temporada provém de um arquipélago diferente. Os açorianos do Santa Clara são uma das três formações invictas, a par de FC Porto e Sporting, e tentarão manter esse registo no sábado, perante o Casa Pia, 17.º e penúltimo colocado, que venceu pela primeira vez na jornada anterior (2-1, na visita ao lanterna-vermelha Estoril Praia).

A oitava ronda arranca na sexta-feira, com o embate entre Moreirense (12.º classificado) e Gil Vicente (nono), que antecede o jogo grande entre SC Braga e Sporting, com as honras de encerramento a caberem a Famalicão (13.º) e Alverca (10.º), na segunda-feira.

Programa da oitava jornada:

– Sexta-feira, 09 out:

Moreirense – Gil Vicente, 18:45

SC Braga – Sporting, 20:15

– Sábado, 10 out:

Casa Pia – Santa Clara, 15:30

Marítimo – FC Porto, 18:00

Académico de Viseu – Estoril Praia, 20:30

– Domingo, 11 out:

Rio Ave – Nacional, 15:30

Benfica – Vitória SC, 18:00

Arouca – Estrela da Amadora, 20:30

– Segunda-feira, 12 out:

Famalicão – Alverca, 20:15

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Ricardo Esgaio elogia Gil Vicente e rejeita “passo atrás na carreira”

5 October 2026 at 09:03

Ricardo Esgaio rejeitou hoje que a mudança para o Gil Vicente represente “um passo atrás” na carreira futebolística e assumiu querer colocar a experiência adquirida em clubes de maior dimensão ao serviço do crescimento dos minhotos.

O defesa regressou esta temporada a Portugal, depois de representar os turcos do Fatih Karagümrük, numa experiência que terminou com a despromoção da equipa, e escolheu um clube que já acompanhava à distância.

“Eu não levo como um passo atrás. Claro que as diferenças para outros clubes onde passei são grandes, mas estou aqui para competir, para jogar e ganhar, tal como em qualquer outra equipa”, afirmou, em entrevista à agência Lusa.

Depois de passagens por Sporting e SC Braga, nas quais conquistou vários troféus, o lateral natural da Nazaré considera que a experiência acumulada pode agora ser útil num contexto diferente.

“Quero ajudar o Gil a crescer. Tenho uma bagagem grande dos sítios por onde passei e, se conseguir passar um ou outro ensinamento, que ajude os meus colegas ou o clube, estou completamente disponível”, salientou.

A escolha de Barcelos não se resumiu à vertente desportiva, assegurando que, ainda na Turquia, já acompanhava um clube, ao qual reconhecia uma identidade própria.

“Acompanhava os jogos do Gil Vicente. Via uma equipa com uma ideia muito positiva e agressiva, que jogava contra os ‘grandes’ da mesma maneira, sem olhar a caras. Quando uma equipa joga sempre da mesma forma, sabemos que tem uma identidade”, explicou.

No emblema minhoto, o experiente lateral, de 33 anos, diz ter encontrado o que precisava para esta fase da sua carreira, com estabilidade profissional e pessoal.

“O Gil é mesmo aquilo que se fala. Uma verdadeira família. Seja dentro ou fora do balneário, há um espírito familiar muito grande entre ‘staff’, jogadores, treinadores e todas as pessoas do clube”, vincou.

A palavra família assume particular significado depois da primeira experiência de Esgaio fora de Portugal, iniciada aos 32 anos, quando trocou o Sporting pelo futebol turco.

“Quando estamos habituados ao nosso país, sair para um país completamente diferente pode chocar um bocadinho. Saí com 32 anos. Será que era a altura certa? Será que devia ter saído mais cedo? Não sei”, refletiu.

O lateral não renega a experiência na Turquia, que, apesar da despromoção, considera uma aprendizagem, mas a distância tornou-se mais pesada quando a mulher, grávida, regressou a Portugal com os outros dois filhos.

Agora, pai de três crianças, admite que as ausências se tornam diferentes à medida que estas crescem e procuram cada vez mais a sua companhia, acreditando que nesta nova fase em Barcelos pode estar mais presente.

“Quando eles começam a crescer sentimos cada vez mais afinidade. Querem brincar connosco, chamam-nos e, quando estamos algum tempo fora, sentimos que falta alguma coisa”, reconheceu.

A vida de futebolista já tinha obrigado Esgaio a faltar a outro momento familiar importante. Quando nasceu a segunda filha, estava ao serviço do Sporting e não conseguiu acompanhar o parto devido a um jogo em Tondela.

“Não consegui estar presente no nascimento da minha segunda filha porque tínhamos um jogo em Tondela. Depois do jogo arranquei diretamente para o hospital, para ir ter com a minha mulher, felizmente correu tudo bem”, recordou.

A importância que atribui à relação entre os filhos encontra também paralelo na ligação ao irmão Tiago Esgaio, igualmente futebolista profissional, no Arouca, e quando se defrontam, garante, a rivalidade termina dentro das quatro linhas.

“Cada um quer ganhar o seu jogo. ‘Picamo-nos’ um bocadinho, mas é mais brincadeira do que propriamente rivalidade”, disse, reconhecendo que os pais “sofrem mais um bocadinho porque não sabem bem por quem torcer”.

Depois de uma temporada passada entre a Turquia e a distância da família, Barcelos trouxe-lhe a proximidade que procurava, dentro e fora do futebol.

“Desde o primeiro dia senti as pessoas próximas. Depois conheci o grupo e o restante ‘staff’ e percebi que isto é realmente uma verdadeira família, foi a melhor opção”, concluiu.

Esgaio conta sete golos marcados, nos 249 jogos disputados na I Liga, competição que conquistou duas vezes, pelo Sporting (2023/24 e 2024/25), num historial que conta ainda com três Taças de Portugal, duas Taças da Liga e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

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Esgaio perto dos 250 jogos na I Liga: “Tenho a sensação de que passou rápido”

5 October 2026 at 08:58

O defesa português Ricardo Esgaio está a um jogo de atingir 250 na I Liga e integra, com 13 edições, um restrito grupo de futebolistas com mais temporadas na competição, algo que aponta como “motivo de orgulho”.

Aos 33 anos, o defesa do Gil Vicente partilha o registo de 13 presenças no principal escalão nacional, entre os jogadores em atividade, com João Moutinho e Ricardo Horta, do SC Braga, e Rafa Silva, do Benfica, depois de ter iniciado o percurso no principal escalão em 2012/13.

“É um motivo de orgulho, mas também tenho a sensação de que passou tudo muito rápido. A nossa vida no futebol é muito intensa: são muitos anos, muitos jogos. Não é fácil para todos os jogadores chegar a este número e, para mim, atingir esta marca é, sobretudo, uma satisfação”, afirmou, em entrevista à agência Lusa.

O lateral soma 249 encontros na I Liga, repartidos por Sporting, Académica, SC Braga e Gil Vicente, numa carreira interrompida em 2025/26, quando representou os turcos do Fatih Karagümrük.

Mais de uma década depois da estreia no campeonato, o defesa considera que a longevidade não se explica apenas pelo rendimento apresentado durante os 90 minutos e chama a atenção para uma parte da profissão que raramente chega ao público.

“Só quem passa um dia com um jogador de futebol e vê aquilo que fazemos tem noção da realidade. Não é só chegar ao campo e jogar à bola”, observou.

Recuperação, treino, fisioterapia, alimentação e sono fazem parte de uma rotina, a que o defesa dá atualmente uma maior importância.

“É preciso trabalhar muito na recuperação, no treino, na fisioterapia, na alimentação e no sono. Todos esses ingredientes, pesados na balança, permitem chegar mais longe”, explicou.

A idade também alterou a forma como Esgaio olha para outros futebolistas que conseguiram prolongar as respetivas carreiras, procurando retirar desses exemplos hábitos que possam ser adaptados às suas necessidades.

“Quando começamos a chegar a uma certa idade, olhamos de outra maneira para os exemplos dos jogadores que conseguiram jogar ao mais alto nível até muito tarde. Tentamos retirar pequenas coisas que façam sentido para nós e que permitam prolongar a carreira”, revelou.

Uma preocupação que, reconhece, dificilmente tinha com a mesma intensidade quando começou a jogar entre os profissionais, numa altura em que a capacidade física permitia responder de outra forma à sucessão de treinos e jogos.

“Com 20 anos é muito mais fácil recuperar do que com 30. Quanto mais cedo os jovens conseguirem mudar esse ‘chip’ e perceberem até onde querem chegar, melhor preparados estarão para jogar ao mais alto nível, durante mais tempo”, considerou.

Esgaio procura também transmitir essa experiência aos jogadores mais novos, numa fase da carreira em que admite encarar o próprio futuro em períodos mais curtos.

“Tenho 33 anos, já não vou para novo”, reconheceu, antes de acrescentar que “a partir dos 30 é um pouco ano a ano, porque nunca sabemos quando é que o corpo se poderá ressentir mais”.

Sem estabelecer uma idade para abandonar os relvados, o defesa prefere não antecipar uma decisão enquanto mantiver condições físicas e vontade de competir.

“Para já, quero desfrutar do futebol. Vou pensando no futuro, mas não quero ter já a cem por cento definido aquilo que vou fazer. Quero aproveitar mesmo o futebol”, concluiu.

Esgaio conta sete golos marcados, nos 249 jogos disputados em 13 edições da I Liga, competição que conquistou duas vezes, pelo Sporting (2023/24 e 2024/25), num historial que conta ainda com três Taças de Portugal, duas Taças da Liga e uma Supertaça Cândido de Oliveira.

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