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“Mulher passa 1/3 da vida na menopausa”, explica ginecologista

23 October 2026 at 17:35

A menopausa não é uma fase passageira. Essa é a principal mensagem trazida pela ginecologista Erica Mantelli em um novo episódio do programa “Na Palma da Mari – Entre Mulheres”, no qual ela debate com a influenciadora Drica Divina os impactos dessa etapa na vida das mulheres.

Segundo Erica Mantelli, considerando que a média de entrada na menopausa é aos 50 anos e que a expectativa de vida da mulher brasileira é de aproximadamente 80 anos, as mulheres podem passar cerca de um terço de suas vidas nessa fase.

“A mulher passa um terço da vida dela na menopausa. Então não é uma fase que você entra ali, dá uma voltinha e volta. Você vai e permanece”, afirmou a especialista.

Tabus e resistência ao envelhecimento

No programa, as participantes discutiram a resistência de muitas mulheres em aceitar a chegada da menopausa. De acordo com o debate, existe um temor associado ao envelhecimento que leva algumas mulheres a evitarem até mesmo falar sobre a perimenopausa ou sobre a reposição hormonal. “Existem muitos tabus, muitos estereótipos e tem aquela coisa do medo de envelhecer que as mulheres trazem com elas”, observou uma das participantes do programa.

Erica Mantelli ressaltou que a fase pode ser vivida com qualidade, desde que a mulher tenha acesso à informação adequada e ao acompanhamento médico correto. Ela alertou que muitos relatos negativos sobre a menopausa estão associados à falta de assistência especializada. “O grande problema quando a mulher fala que foi a pior fase da vida dela é porque, muito possivelmente, ela não teve assistência, ela não teve bons médicos”, declarou.

Falta de informação, inclusive entre médicos

A especialista também chamou atenção para a desinformação existente mesmo dentro da comunidade médica. Ela relatou casos de pacientes que, ao buscar ajuda para sintomas como baixa libido e dor nas relações sexuais, receberam orientações inadequadas de seus médicos. Erica Mantelli destacou ainda que o fogacho — uma das manifestações mais conhecidas da menopausa — não deve ser banalizado, pois pode causar impactos cardiovasculares na mulher.

Durante o debate, as participantes enfatizaram a importância de que o tema seja discutido não apenas entre mulheres, mas também com seus parceiros. Erica Mantelli contou que incentiva a presença dos cônjuges nas consultas durante essa fase, para que compreendam as transformações pelas quais a mulher está passando e possam oferecer o apoio necessário.

“Na hora das orientações, é importante passar pro casal, pra ele entender que não é loucura da cabeça dela, que não é frescura, que ela precisa de apoio”, concluiu a especialista.

“Na Palma da Mari – Entre Mulheres”

O episódio completo está disponível no YouTube do CNN Pop e vai ao ar na CNN Brasil no sábado (17), às 22h45. A temporada “Na Palma da Mari – Entre Mulheres” já recebeu Fernandes Paes Leme, Izabella Camargo, Fátima Bernardes e mais.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

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“Estoy en una cama, recién parida. Y ellos están en un sofá. Con el móvil y la tablet a todo volumen”. Así recuerda una madre los días posteriores al parto en prisión. Mientras ella intenta recuperarse, los policías que la custodian están sentados junto a ella. “Estás sola, no tienes a nadie, y ellos están gritando y riéndose”, cuenta. La escena, recogida por la psicóloga Pilar Roig i Jubany (Barcelona, 41 años), condensa la dificultad de descansar, recuperarse y conservar la intimidad después de dar a luz cuando una mujer está privada de su libertad.

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Belén Carreño, la periodista que escribe en este diario el boletín Inteligencia económica, publicó la semana pasada un artículo de opinión sobre un tema muy distinto a los que suele tratar: su vida sufriendo una adenomiosis dolorosísima, desde una primera regla incapacitante hasta el diagnóstico tardío de este tipo de endometriosis. La frase que más ha escuchado y que articula su relato de terror es “no es nada”. Las redes sociales, escribe, se volvieron su ventana a la enfermedad, informándola. Ahora consigue manejar el dolor de su cuerpo gracias a una red de profesionales privados que le ayudan a ello. No es la única. “Es un infierno. Yo dedico casi 500 euros al mes a mantenerme en pie y seguir trabajando. Hoy he tenido que pedir presupuesto en una clínica privada porque me han desaparecido las citas que tenía en la pública”, le responde en X Aida dos Santos, último Premio Nacional de Ensayo por Hijas del hormigón. La Vecina Rubia, una autora y personalidad digital, inspiró a Carreño a hablar en público tras contar a casi un millón de seguidores de X y tres millones en Instagram que había perdido su útero y diez años de vida “soportando que ginecólogos y ginecólogas normalizasen mi dolor y el resto de síntomas”.

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