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Condenada a 260 anos de prisão já fugiu de cadeia e foi presa na Bolívia

22 October 2026 at 12:47

Apontada pelas autoridades como líder do CV (Comando Vermelho) em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, acumula condenações que somam mais de 260 anos de prisão, além de uma fuga da cadeia e uma nova captura na Bolívia.

Nesta terça-feira (20), a mulher foi transferida do Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), onde ficou custodiada após a prisão no país vizinho, para Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

Fuga de Angeliquinha e nova prisão na Bolívia

No dia 17 de agosto de 2025, Angeliquinha protagonizou uma fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May. Após escapar do sistema prisional, ela partiu para Bolívia e ficou escondida na cidade de Santa Cruz de la Sierra. 

A nova lozalização da mulher ocorreu em 22 de setembro, em uma operação integrada entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana.

Dois dias depois, em 24 de setembro, Angeliquinha foi entregue à Polícia Federal brasileira e encaminhada temporariamente para a unidade prisional feminina de Corumbá (MS), onde aguardou os trâmites judiciais de recambiamento. Agora em outubro, a líder do CV foi transferida de volta para Cuiabá.

Quem é Angeliquinha

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, Angeliquinha era responsável por exercer um papel estratégico na gestão financeira, no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro da facção.

As condenações da mulher são decorrentes de diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

As investigações apontam que Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas desenvolvidas na região de Alta Floresta. As ações seriam relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Agora custodiada na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, por determinação do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, a detenta cumprirá pena no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

Segundo as autoridades, a aplicação do RDD tem como objetivo barrar a atuação da faccionada no comando do grupo criminoso e evitar novas tentativas de fuga.

Sob o regime disciplinar mais severo, a presa fica custodiada em cela individual, com visitas restritas e direito a apenas duas horas diárias de banho de sol. Os detalhes do processo tramitam sob sigilo judicial.

Liderança mesmo foragida

Mesmo no período em que permaneceu foragida no exterior, investigações apontam que Angeliquinha seguiu na função de líder do Comando Vermelho, principalmente na região de Alta Floresta, no norte de Mato Grosso, e em áreas de garimpo irregular. 

Em março de 2026, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown, cumprindo 31 ordens judiciais para desarticular o núcleo familiar da faccionada, que envolvia seu pai, filha e genro. 

A apuração das autoridades identificou a movimentação de mais de R$ 20 milhões em aproximadamente um ano e sete meses por meio de empresas e estabelecimentos comerciais usados para ocultar a origem ilícita do dinheiro.

Quem é “Angeliquinha”, líder do CV condenada a mais de 260 anos de prisão

22 October 2026 at 11:49

Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha” e condenada a mais de 260 anos de prisão, é apontada pelas autoridades brasileiras como líder do CV (Comando Vermelho) em Mato Grosso.

Após ser presa em setembro deste ano na Bolívia, Angeliquinha foi transferida nesta terça-feira (20) para a capital mato-grossense Cuiabá, onde deve cumprir pena no modelo de RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May.

Anteriormente, a mulher estava custodiada no Estabelecimento Penal Feminino Carlos Alberto Jonas Giordano, em Corumbá (MS), para onde foi encaminhada após ser recapturada na Bolívia.

De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, Angeliquinha era responsável por exercer um papel estratégico na gestão financeira, no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro da facção. As condenações da mulher são decorrentes de diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

As investigações apontam que Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas desenvolvidas na região de Alta Floresta. As ações seriam relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Fuga de cadeia e refúgio na Bolívia

No dia 17 de agosto de 2025, “Angeliquinha” protagonizou uma fuga da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde cumpria pena.

Após a fuga, a mulher partiu rumo à Bolívia. No país vizinho, foi recapturada em setembro deste ano, durante uma operação integrada entre a Polícia Civil de Mato Grosso e a Polícia Boliviana.

Pena em regime severo

Após a prisão no exterior, Angeliquinha foi levada novamente para Cuiabá. Desta vez, por determinação do juiz Anderson Clayton Dias Batista, da 5ª Vara Criminal de Sinop, a detenta cumprirá pena no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado).

Segundo as autoridades, a aplicação do RDD tem como objetivo barrar a atuação da faccionada no comando do grupo criminoso e evitar novas tentativas de fuga.

Sob o regime disciplinar mais severo, a presa fica custodiada em cela individual, com visitas restritas e direito a apenas duas horas diárias de banho de sol. Os detalhes do processo tramitam sob sigilo judicial.

Operação Showdown

Em março deste ano, a Polícia Civil deflagrou a Operação Showdown. O objetivo era desarticular o núcleo familiar ligado à Angeliquinha, que seria resposnável por dar suporte às atividades criminosas e auxiliar na lavagem de dinheiro obtido pelo grupo criminoso.

A operação cumpriu 31 ordens judiciais, sendo quatro mandados de prisão, sete de busca e apreensão, seis sequestros de veículos, quatro sequestros de imóveis, sete bloqueios de contas bancárias e três suspensões de pessoas jurídicas.

Entre os alvos estavam o pai, a filha e o genro de Angélica. Eles eram apontados como integrantes do núcleo familiar que atuava no apoio à facção e na movimentação de recursos de origem ilícita.

As investigações identificaram a movimentação de mais de R$ 20 milhões em cerca de um ano e sete meses. Os valores foram considerados incompatíveis com a renda declarada pelos investigados.

Segundo a apuração, empresas e outros negócios eram usados para dar aparência de legalidade aos recursos que vinham das atividades criminosas.

O grupo também é investigado por envolvimento com a exploração de garimpo irregular na região de Alta Floresta e Nova Bandeirantes, atividade que, conforme as investigações, estaria relacionada a outras práticas criminosas, como extorsões e tráfico de drogas.

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