A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.
Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.
Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.
“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.
Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.
Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.
O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.
Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.
A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.
“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.
Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.
A Soalheiro, produtora de Melgaço, lançou o novo Primeiras Vinhas 2025, um Alvarinho com origem na vinha fundadora da marca e numa seleção de vinhas antigas da sub-região de Monção e Melgaço, foi hoje divulgado.
A história do Soalheiro Primeiras Vinhas começa em 1974, numa parcela plantada por João António e Palmira Cerdeira – fundadores da Soalheiro -, que foi a primeira vinha contínua de Alvarinho em Melgaço. A sua exposição solar privilegiada esteve também na origem do nome Soalheiro.
Foto: Soalheiro
Mais de meio século depois, as uvas desta vinha continuam a fazer parte deste vinho. A elas juntam-se uvas de outras vinhas antigas de Monção e Melgaço, com mais de 30 anos, cuidadas por famílias do Clube de Viticultores do Soalheiro.
“O Soalheiro Primeiras Vinhas nasceu para preservar a memória da vinha que os meus pais plantaram em 1974. Hoje, essa história prolonga-se noutras vinhas antigas de Monção e Melgaço e nas famílias que continuam a cuidar delas. É esse património que queremos preservar e projetar no futuro”, afirma Maria João Cerdeira, segunda geração da família Cerdeira, citada em comunicado.
Foto: Soalheiro
A nova colheita nasce de um ano em que o ciclo vegetativo se adiantou cerca de duas semanas, exigindo um “acompanhamento próximo de cada parcela para definir o momento da vindima”.
As uvas que deram origem ao Soalheiro Primeiras Vinhas foram vindimadas manualmente entre 05 e 13 de setembro, parcela a parcela, de acordo com a evolução de cada vinha.
“Houve algo que me marcou: as vinhas velhas não tiveram a mesma pressa. Enquanto o ano avançava a correr, elas mantiveram o seu ritmo. Têm essa capacidade rara de atravessar anos extremos sem perder o equilíbrio”, explica Asun Carballo, enóloga do Soalheiro.
Foto: Soalheiro
Na adega, os vinhos das diferentes parcelas foram acompanhados separadamente até à definição do lote final. “Depois de uma decantação estática de 72 horas, a fermentação decorreu maioritariamente em inox, com 15% a 18% em madeira, seguindo-se o estágio sobre borras finas com bâtonnage”, explica a marca.
O Soalheiro Primeiras Vinhas 2025 apresenta cor amarelo-limão brilhante, com ligeiros reflexos dourados. No aroma, revela fruta madura, citrinos e notas delicadas de especiaria, com a madeira integrada. Na boca é envolvente, fresco e profundo, com textura, acidez viva e um final longo, elegante e persistente. Ainda jovem, apresenta um potencial de evolução em garrafa estimado entre oito e 15 anos.
A região do Minho deverá receber, em 2027, através das freguesias, um total superior a 57 milhões de euros, segundo a proposta de Orçamento do Estado apresentada pelo Governo e consultada por O MINHO.
O distrito de Braga deverá encaixar um total de 36.832.402 euros, enquanto o de Viana do Castelo verá serem transferidos para as suas freguesias 20.269.197 euros.
Com o maior número de freguesias (65), Barcelos é também o concelho que mais recebe do Orçamento do Estado através deste mecanismo: 5.541.292 euros. Seguem-se Guimarães (5.399.361), Braga (4.314.923) e Famalicão (4.085.535).
No Alto Minho, as freguesias de Ponte de Lima recebem a maior fatia (3.574.260 euros), seguidas das de Viana do Castelo (3.188.380).
Os 24 municípios do Minho vão receber, no total, mais de 667 milhões de euros de transferências do Governo, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
De acordo com a proposta do Governo, consultada por O MINHO, Guimarães é o concelho que mais recebe (75,6 milhões), superando Braga (69,8 milhões), Barcelos (67,4 milhões) e Famalicão (59,3 milhões).
No total, o distrito de Braga, através dos seus 14 municípios, deverá receber do Estado, em 2027, um total de 473.626.827 euros.
Já no Alto Minho, Viana do Castelo é quem recebe a maior fatia das transferências do Governo (39,2 milhões), seguida de Ponte de Lima (32,2 milhões) e Arcos de Valdevez (26,5 milhões).
No total, os 10 municípios do Alto Minho deverão receber, em 2027, 193.445.779 euros.
Ao abrigo da Lei de Imprensa, é publicado o Direito de Resposta da Oliveiros Group, Lda. à notícia “Monção multa em 100 mil euros empreiteiro por não avançar com obra de 2,5 milhões“, publicada em 28 de setembro de 2026.
A publicitação, pela Câmara Municipal de Monção, da intenção de resolver o contrato celebrado com a Oliveiros Group, Lda. para a empreitada de Requalificação do Centro de Saúde de Monção, bem como de lhe aplicar uma sanção contratual, constitui episódio gravíssimo, revelador da postura que o Município impõe ao longo da execução do contrato: de total ausência de boa-fé, de colaboração e de transparência.
As vicissitudes que têm marcado a execução desta empreitada não são imputáveis ao Empreiteiro, mas sim à péssima gestão que vem sendo imposta pelo Município. Com efeito, a Oliveiros Group, Lda. foi contratada para executar a empreitada sob o pressuposto de que as instalações do Centro de Saúde iriam ser encerradas. Sucede que foi depois de celebrado o contrato que o Município decidiu, arbitrariamente, que o Centro de Saúde teria de permanecer em funcionamento durante toda a obra.
O Município reformulou integralmente o projeto de execução, o qual passou a prever não uma, mas quatro fases de execução. Esta alteração arbitrária obrigou a Oliveiros Group, Lda. a reorganizar todo o planeamento e os meios de execução, com repercussão direta e imediata sobre o prazo. O projeto reformulado revelou-se manifestamente desconforme com a realidade física da obra, prevendo trabalhos impossíveis de executar, o que determinou sucessivas paragens, bem como a necessidade de solicitar, repetida e infrutiferamente, esclarecimentos quanto ao modo de execução da empreitada. Perante estes pedidos de esclarecimento, o Município revelou absoluta indisponibilidade e falta de colaboração – sendo precisamente essa conduta que tem impossibilitado a execução normal da obra.
A Oliveiros Group, Lda. utilizará, sem hesitação, todos os meios legalmente disponíveis para repor a legalidade violada pelo Município, designadamente através da impugnação da decisão de aplicação da sanção e da decisão de resolução contratual, assegurando que os munícipes de Monção conheçam a verdade dos factos.
Uma colisão a envolver três viaturas provocou quatro feridos, esta tarde, na Estrada Nacional 202, em Troviscoso, concelho de Monção.
Prestaram socorro os Bombeiros de Monção com três viaturas e nove operacionais, apoiados pela SIV de Melgaço.
Dois dos feridos, homens de 44 e 66 anos, foram transportados para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, com ferimentos considerados ligeiros.
Outras duas vítimas, mulheres de 56 e 80 anos, foram assistidas no local do acidente e não tiveram necessidade de transporte para o hospital.
Carlos Dias (DJ Kronic), natural de Monção e “um dos grandes pioneiros do hip-hop português”, morreu, esta quarta-feira, aos 54 anos, em Lisboa, onde residia.
A sua esposa, a DJ Claudia Moonchild, anunciou o desaparecimento do músico após “travar uma longa batalha”. Ao que O MINHO apurou, Carlos Dias sofria de leucemia.
“Após 22 anos juntos, hoje perdi o meu amor, o meu companheiro, o meu marido DJ Kronic. Um homem maravilhoso, inteligente, divertido, sábio e humilde. Ter-se-ia tido sorte em conhecê-lo. Conhecê-lo era amá-lo e respeitá-lo. A sua influência e contribuição para a cultura musical portuguesa foram enormes e, na minha opinião, subestimadas. Dêem uma vista de olhos na sua discografia. Depois de travar uma longa batalha, saibam que ele partiu em paz, rodeado pela sua amada família. Sentiremos verdadeiramente a sua falta para sempre e sempre”, lê-se numa nota publicada na redes social Instagram.
DJ Kronic fundou o coletivo Raska, em 1997, e, num percurso com cerca de três décadas como DJ e ‘beatmaker’, trabalhou com vários nomes de referência do hip-hop português como Sam The Kid, Regula ou Bezegol. A Blitz, publicação especializada em música, diz que DJ Kronic foi “um dos grandes pioneiros do hip-hop português”.
O velório de Carlos Dias realiza-se no Centro de Homenagem Fúnebre de Ponte da Barca na sexta-fera e sábado, sendo que o funeral se realiza na Igreja Paroquial de Luzio, em Monção, no sábado, às 14:00. Será sepultado no cemitério paroquial de Luzio.
DJ Kronic e DJ Kwan passaram vários clássicos do Hip-Hop Tuga e touxeram alguns dos MC's mais emblemáticos: Chullage, Sam the Kid, Mundo Segundo, Maze, Carlã...
Entre amanhã e domingo, o Cordeiro à Moda de Monção, popularmente conhecido como “Foda à Monção”, vai estar em destaque no cardápio de 15 restaurantes daquele concelho do Alto Minho (ver lista dos restaurantes aderentes abaixo).
O fim de semana gastronómico dedicado àquela iguaria que foi considerada uma das “7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa” irá premiar os visitantes dos restaurantes aderentes com um ‘voucher’ que inclui a degustação de roscas de Monção, no Museu Alvarinho, e um pequeno alguidar em barro com a inscrição “Cordeiro à Moda de Monção”.
O fim de semana dedicado ao Cordeiro à Moda de Monção também conta com um vasto programa de atividades de animação lúdicas e culturais, com destaque para o concerto dos Sons do Minho, no sábado, às 22:00.
Restaurantes aderentes
A Cozinha do Convento
Qta. do Convento dos Capuchos, 4950-527 Monção (ver no mapa) Tel.: +351 251 640 090 | +351 962 166 046
Célimar
Avenida Portas do Sol, Lj 1 – Edifício Célimar, 4950-438 Monção (ver no mapa) Tel.: +351 251 654 343
Cuckoo (Snack Bar)
mediante marcação prévia Urbanização da Boavista nº4 loja 4, 4950- 275 Monção (ver no mapa) Tel.: +351 251 656 100
Deu-La-Deu
Praça da República, 4950-506 Monção (ver no mapa) Tel.: +351 251 652 137 | + 351966 036 429
Lugar de Sande – Trute, 4950-830 Monção (ver no mapa) Tel.: +351 251 666 447 | +351 964 566 326
7 à 7
Rua Conselheiro João da Cunha, 4950-469 Monção (ver no mapa) Tel.: +351 251 652 577
Programa
SEXTA, 09 DE OUTUBRO
ARS REMEMBER – Música em Permanência “Música em Permanência” propõe a realização de uma experiência cultural contínua e imersiva em Monção, concebida como um percurso artístico que une a intimidade da guitarra clássica e da guitarra portuguesa a um momento final de celebração coletiva e convívio social.
O conceito pretende afirmar-se como uma experiência cultural em movimento, onde a música assume um papel de permanência e ligação entre diferentes momentos do programa. A iniciativa valoriza os espaços culturais e patrimoniais da vila, promovendo simultaneamente a dinamização do centro urbano e da atividade noturna local.
21h00 | Concerto Intimista Neste primeiro momento, pretende-se criar uma atmosfera de proximidade, contemplação artística e solidariedade. O concerto terá início com uma atuação a solo de Alex de Sousa, seguindo-se a apresentação da fadista Cláudia Madeira. Além da vertente social, procura-se valorizar o património arquitetónico e cultural do concelho. Local: Igreja da Misericórdia de Monção Preço: 10,00€
23h00 | Concerto Principal Com a participação da banda “Los Pipos”, o concerto principal assume uma dimensão mais enérgica e participativa, promovendo a interação com o público e reforçando a atratividade cultural e turística de Monção. Através de uma linguagem musical acessível e transversal, o concerto, aberto ao público, pretende reunir diferentes gerações num ambiente de celebração e partilha. Local: Praça Deu-La-Deu Acesso. Gratuito Organização: ARS – Associação para a Arte e Conhecimento
SÁBADO, 10 OUTUBRO
11h00 | Desfile das Confrarias presentes no “VIII Capítulo da Confraria da Foda Pias-Monção”, com início na Rua Eng. Duarte Pacheco, passagem pela Avenida D. Afonso III, Avenida da Estação, Rua General Pimenta de Castro, Praça da República e Largo da Alfândega.
11h15| VIII Capítulo de Entronização da Confraria da Foda Pias – Monção Local: Cine Teatro João Verde
12h00 –13h00 | Degustação de Cordeiro à Moda de Monção Um primeiro contacto com este prato maravilhoso e saboroso que reflete a qualidade e genuinidade da culinária monçanense. Local: Praça Deu-la-Deu Senha: 5,00€ – Degustação do Cordeiro à Moda de Monção em pequeno alguidar de barro (oferta)
12h00 – 00h00 | Venda de Espumante de Alvarinho Balcão com este produto vínico de excelência, cuja elegância, sabor e tradição revelam a identidade e hospitalidade de uma terra que deixa marca. Local: Praça Deu-la-Deu
16h00 | Sábados (h)à Prova – Prova comentada com o produtor “Quinta de Alderiz” A iniciativa “Sábados (h)à Prova” procura a valorização dos produtores locais, cujo trabalho persistente, inovador e visionário é fundamental para a preservação da nossa identidade cultural e para a promoção da nossa região. Local: Praça Deu-la-Deu
18h00 – 19h00 | Degustação de Cordeiro à Moda de Monção Local: Praça Deu-la-Deu Senha: 5,00€ – Degustação do Cordeiro à Moda de Monção em pequeno alguidar de barro (oferta)
22h00 | Concerto do grupo “Sons do Minho” Uma viagem musical repleta de ritmo, energia e boa disposição que mostra, dentro e fora do palco, muita alegria, tradição e convívio. Local: Praça Deu-la-Deu
00h00 | Encerramento
DOMINGO, 11 DE OUTUBRO
12h00 –13h00 | Degustação de Cordeiro à Moda de Monção Local: Praça Deu-la-Deu Senha: 5,00€ – Degustação do Cordeiro à Moda de Monção em pequeno alguidar de barro (oferta)
12h00 – 19h00 | Venda de Espumante Alvarinho
15h00 – 18h00| “Alguidar…do barro vermelho ao formar em cerâmica” – Workshop de Alguidares de Barro Local: Praça Deu-la-Deu
18h00 – 19h00 | Degustação de Cordeiro à Moda de Monção Local: Praça Deu-la-Deu Senha: 5,00€ – Degustação do Cordeiro à Moda de Monção em pequeno alguidar de barro (oferta)
18h00 | Encontro Livre de Concertinas Um final de tarde marcado pela animação proporcionada pela sonoridade deste instrumento musical apaixonante. Com a participação de Alexandre Costa. Local: Praça Deu-la-Deu
19h30 | Encerramento
Porquê foda?
O Cordeiro à Moda de Monção foi vencedor do Concurso Nacional “7 Maravilhas à Mesa” e é um prato tradicional da Páscoa. A sua confeção, em alguidar de barro e levada ao forno de lenha, vem de tempos ancestrais, tendo atravessado gerações de cozinheiras monçanenses.
“O nome artístico, digamos assim, reflete bem o caráter afável, folião e bem-disposto dos monçanenses”, refere a Câmara de Monção, numa comunicação em que explica a história daquela iguaria.
Reza a história que os habitantes do burgo, que não possuíam rebanhos, dirigiam-se às feiras para comprar o animal. E, como em todas as feiras, havia de tudo, bons e maus. A verdade é que os produtores de gado, quando o levavam para a feira, queriam vendê-lo pelo melhor preço.
Desta forma, nas semanas anteriores, para que os animais parecessem gordos, punham-lhes sal na forragem, o que os obrigava a beber muita água. Na feira, onde os ditos eram comercializados, apareciam com uma barriga cheia de água e pesados, parecendo realmente gordos.
Os incautos, que não sabiam da manha, compravam aqueles autênticos “sacos de água” e, quando se apercebiam do logro, exclamavam à boa maneira do Minho: Que foda! O termo tanto se popularizou que o prato passou a designar-se, por estas bandas, como foda. De tal modo que é frequente, pelas alturas festivas, como a Páscoa, ouvir dizer: “Ó Maria, já meteste a foda?”.
O Plano Diretor Municipal (PDM) de Monção inclui a partir de hoje normas do Plano de Gestão dos Riscos de Inundações (PGRI), impedindo a construção de caves ou a localização de quartos no piso inferior à cota de cheia.
Publicada em Diário da República (DR), a aprovação da “2.ª alteração por adaptação do PDM de Monção” consiste “na transposição das normas do PGRI – Região Hidrográfica Minho e Lima-RH1 (PGRI do Minho Lima)”, de acordo com a minuta disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Nas novas construções em solo urbano em zonas identificadas como perigosas, o PDM impede agora a construção de caves e “a localização de quartos de dormir no piso inferior à cota de cheia definida para o local”.
É ainda necessário que as edificações “garantam a resistência dos edifícios aos potenciais danos de inundação” e “não aumentem a perigosidade da inundação”.
Para as zonas de “perigosidade Muito Alta/Alta”, o PDM impede, “em qualquer circunstância, a existência de habitações abaixo da cota de cheia definida para o local”.
Assim, é necessário garantir “que a cota de soleira é superior à cota de cheia definida para o local, devendo o edifício ser vazado até esta cota”.
Nestas zonas devem ainda “ser adotadas soluções urbanísticas e construtivas que garantam a resistência estrutural do edificado utilizando materiais de construção capazes de suportar o contacto direto e prolongado (pelo menos 72 horas) com as águas de inundação sem sofrer danos significativos”.
Nas áreas de “perigosidade Média”, as construções devem igualmente incluir “soluções arquitetónicas que não permitam a utilização e usufruto da volumetria edificada na parte correspondente à que se encontra abaixo da cota que potencialmente possa estar sujeita a inundação”.
Já quanto às obras de “reconstrução após catástrofe por inundação”, em todas as classes de perigosidade, devem “reabilitar os espaços públicos considerando soluções que permitam aumentar e valorizar as zonas de infiltração/retenção”.
É também necessário “dar preferência à relocalização do edificado destruído fora da zona de risco de inundação, sempre que possível”.
“Promover a renaturalização dos cursos de água artificializados recorrendo a técnicas de engenharia biofísica e privilegiando espécies autóctones” é outra das medidas previstas.
Nas classes de “perigosidade Muito Alta/Alta”, após catástrofe, “no caso de o edificado ter sido parcialmente afetado, apenas são permitidas as obras de reconstrução que se destinem exclusivamente a suprir insuficiências de segurança, salubridade e acessibilidade aos edifícios para garantir mobilidade sem condicionamentos”.
Por outro lado, “não é permitido o aumento da área de implantação, da área total de construção, da altura da fachada ou do número de pisos, nem o número de edifícios a reconstruir, exceto em situação que se demonstre que essa ampliação diminui a exposição ao risco de inundação”.
“Nas obras de reconstrução devem ser utilizados materiais de construção capazes de suportar o contacto direto e prolongado (pelo menos 72 horas) com as águas de inundação sem sofrer danos significativos”, acrescenta a publicação em DR.
No caso de o edificado ter sido totalmente destruído, deve ser “preferencialmente transferido” para outro local.
Um poste de eletricidade incendiou-se, na manhã desta terça-feira, na rua do Paço, em Messegães, Monção, na sequência das fortes trovoadas que estão a atingir a região.
O alerta foi dado às 09:37 e para o local foram mobilizados os Bombeiros de Monção, GNR e uma equipa da E-Redes.
Vídeo: DR
Ao que O MINHO apurou, há zonas que se encontram sem luz.
Também em Monção, em Cortes, a chuva intensa provocou a inundação da via, na Avenida 24 de Agosto.
Como O MINHO noticiou, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) elevou para laranja o aviso por causa da trovoada nos distritos de Braga e Viana do Castelo, até ao meio-dia.
O aviso laranja é o segundo mais grave e é emitido pelo IPMA sempre que existe situação meteorológica de risco moderado a elevado e o amarelo quando há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.
O IPMA alerta para “condições favoráveis para ocorrência de fenómeno meteorológicos severos localizados, como: trovoada; precipitação localmente muito forte, com acumulação entre 20 a 40 mm em 1h; granizo com diâmetro igual ou superior a 2 cm; rajadas iguais ou superiores a 90 km/h”.
Um corpo foi encontrado a boiar no rio Minho, junto ao Largo do Loreto, em Monção, na tarde desta segunda-feira.
Ao que O MINHO apurou junto do comandante da Polícia Marítima de Caminha, João Ferraz Fernandes, o cadáver já foi resgatado é de uma mulher, aparentemente entre os 60 e os 65 anos.
A identidade da vítima ainda é desconhecida, estando as investigações ainda a decorrer.
O alerta foi dado às 15:13.
Para o local foram mobilizados vários meios dos Bombeiros de Monção e Valença, a SIV de Valença e a GNR, além da Polícia Marítima, que registou a ocorrência.
Uma colisão entre um motociclo e um veículo ligeiro de passageiros provocou, este domingo, quatro feridos, um dos quais em estado grave, na Estrada Nacional 202, em Troviscoso, no concelho de Monção.
O alerta foi dado pelas 12:59 horas, tendo sido mobilizados para o local os Bombeiros de Monção, com duas ambulâncias de socorro e um veículo de suporte avançado tático, num total de nove operacionais.
Para o local foram também mobilizados os Bombeiros de Valença, com uma ambulância e dois operacionais, a GNR, com duas viaturas e cinco militares, além da SIV de Valença, com dois operacionais, e da VMER de Viana do Castelo, igualmente com dois elementos.
Do acidente resultaram quatro vítimas. Um homem, de 43 anos, sofreu ferimentos considerados graves.
Ficaram ainda feridos ligeiros um homem, de 81 anos, e duas mulheres, de 77 e 55 anos.
As quatro vítimas foram transportadas para o Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo.