O valor movimentado em fusões e aquisições (M&A) do sul da Europa cresceu 37% no primeiro semestre, para um total de 147,7 mil milhões de euros, de acordo uma análise da auditora internacional Forvis Mazars divulgada esta quinta-feira. Apesar de uma ligeira descida de 6% no número de operações, o mercado transacional nesta região do Velho Continente mobilizou mais capital.
As grandes transações – os chamados megadeals – e o contínuo interesse dos investidores internacionais contribuíram para impulsionar a atividade nesta zona da Europa, onde se insere Portugal. No entanto, o mercado português prossegue em contraciclo, com um total de 800 milhões de euros entre janeiro e junho, abaixo dos 6,3 mil milhões de euros registados no período homólogo.
Segundo o grupo de auditoria, fiscalidade e consultoria, o número de operações de M&A em Portugal caiu 37%, para 82, embora nesta contabilização apenas entrem transações de valor mais alto, porque a Forvis Mazars baseou-se nos dados da Mergermarket – que só olha para negócios acima de cinco milhões – em Itália, Espanha, Suíça, Turquia, Portugal e Grécia.
“As três maiores operações anunciadas em Portugal no primeiro semestre de 2026 foram lideradas por compradores internacionais – do Reino Unido, de Espanha e dos Países Baixos – o que confirma o interesse dos investidores estrangeiros no mercado português de fusões e aquisições”, lê-se no estudo “Investing in Southern Europe: M&A and Private Equity Activity in 2026”.
Embora o mercado português de M&A registe um número de transações menor, a verdade é que existem muitas oportunidades. A atividade subjacente em operações de menor e média dimensão continua presente, embora seja menos visível nos dados de transações com valores divulgados.
A Forvis Mazars considera que as perspetivas para a atividade de M&A no sul da Europa continuam positivas, porque as condições de financiamento mantêm-se globalmente favoráveis, existe um volume significativo de empresas disponíveis para venda devido a processos de sucessão e as empresas continuam a reavaliar e a ajustar os seus portefólios de negócios. Ademais, a digitalização, a transição energética, a inovação na saúde e a transformação da indústria deverão continuar a impulsionar os negócios a longo prazo, apesar das tensões geopolíticas e da subida dos preços da energia e das taxas de juro.
O fluxo de potenciais operações aponta também para um segundo semestre e um período subsequente potencialmente ativos. Das 608 notícias sobre empresas do sul da Europa disponíveis para venda identificadas pela Mergermarket no primeiro semestre, 126 diziam respeito a empresas de bens de consumo e 114 aos setores industrial e químico. Itália concentrou 237 destas notícias, seguida de Espanha, com 177. Por outro lado, em Portugal foram identificadas apenas 33 oportunidades de M&A em 12 diferentes setores.
“A perspetiva positiva é sustentada por algumas operações com o apoio de fundos de capital de risco, pelo interesse contínuo de investidores estrangeiros e pela consolidação em setores fragmentados. A atividade é particularmente visível em áreas como a tecnologia, os serviços empresariais, a indústria e os ativos imobiliários e hoteleiros”, defende a consultora Filipa Matias.
A Beyond Vision levantou 28 milhões de euros para expandir capacidade de produção e reforçar nos mercados europeu, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil. A empresa comprou espaço na Trofa para a equipa a Norte.
“O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte”, adianta Dário Pedro, CEO da Beyond Vision, ao ECO/eRadar.
Em Alverca, em dezembro passado, a empresa estava a aumentar a área de produção com 2.000 metros quadrados, distribuídos por dois pisos, para 4.000 metros quadrados, num investimento de global de cinco milhões de euros. E em Oeiras é uma das empresas que integra o cluster de drones que está a ser criado no Oeiras Tech Valley, como adiantou na época o CEO da empresa fabricante de drones em entrevista ao ECO/eRadar.
O objetivo era este ano a companhia ganhar capacidade de produzir cerca de 500 VTOL (drones de asa em multirotor) e cerca de 800 multirotores.
O objetivo é aumentar a capacidade industrial para responder à procura atual e ao pipeline em defesa. Na prática: mais área de produção, mais stock de componentes críticos e mais equipa. Estamos a expandir em várias frentes: Alverca (sede), Oeiras (obra arranca agora) e Trofa, onde adquirimos espaço próprio para a equipa do Norte.
A ronda de capital foi coliderada por dois fundos de investimento nacionais, a Indico Capital Partners e Lince Capital, com reforço da ActiveCap, que já investe na fabricante de drone desde 2024.
“Em setores críticos como na defesa, na gestão de infraestruturas e na segurança, a dependência de tecnologia de ponta, fiável e soberana é hoje uma prioridade estratégica dos vários países. A Beyond Vision redefiniu este mercado ao combinar hardware de alta precisão com algoritmos avançados de inteligência artificial a um custo muito competitivo”, refere Stephan de Moraes.
“Este investimento dará à Beyond Vision a robustez financeira necessária para escalar a produção e competir mundialmente em importantes segmentos de veículos autónomos não tripulados”, acrescenta o presidente da Indico Capital Partners, citado em comunicado.
Dário Pedro, cofundador e CEO da Beyond Vision na unidade de produção em Alverca.Hugo Amaral/ECO
“O atual contexto geopolítico e o reforço do investimento europeu em defesa estão a criar novas oportunidades para empresas tecnológicas com capacidade de competir internacionalmente. Acreditamos que a Beyond Vision, pela sua capacidade tecnológica, experiência e ambição, está bem posicionada para aproveitar este momento e contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema nacional mais forte em tecnologias de elevado valor acrescentado”, diz por seu turno, Tomás Lavin Peixe, head of venture capital da Lince Capital, citado em comunicado.
Expansão geográfica
A injeção de capital surge num momento de elevada procura global por sistemas de veículos não tripulados e visa dar capacidade financeira para reforçar produção e presença no mercado externo.
Com esta ronda, a empresa quer reforçar “na Europa, América do Norte (EUA e Canadá) e Brasil, sempre com foco em defesa, segurança e infraestruturas críticas“, adianta Dário Pedro.
A empresa tem vindo a expandir a sua presença. No Canadá, em junho, fechou uma parceria com a Arcanus Aerial Systems, empresa do setor de defesa com sede em Toronto, para a produção, comercialização e prestação de apoio às principais plataformas da fabricante nacional de drones nesse país da América do Norte, bem como “em vendas de exportação financiadas pelo Canadá”.
Com esta parceria, a empresa de Alverca reforçou a sua posição na América do Norte, depois de ter fechado um contrato de “pelo menos” 15 milhões de euros nos EUA para fornecer 300 drones de emergência até 2028. Nos planos do fabricante português está ainda a abertura, em dois anos, de uma fábrica no mercado norte-americano, num investimento de 50 milhões de euros.
Fábrica de drones da Beyond Vision, em AlvercaHugo Amaral/ECO
Em França, durante a Eurosatory 2026, uma das maiores feiras do setor de defesa e segurança, a fabricante de drones fechou ainda parcerias com duas empresas, a Gremsy — fabricante de soluções avançadas de imagem e câmaras para drones e robótica — e a espanhola Indef. Com esta última, o primeiro foco de colaboração irá incidir no desenvolvimento de uma plataforma de drones marítimos para aplicações de Operações Especiais, com o objetivo de apoiar atividades de teste e avaliação em missões NATO.
Já o acordo com a Gremsy era apontado como “estratégico” dado a “sua parceria com a FLIR [que desenvolve sistemas de imagem infravermelha de baixo custo para uso aéreo] e como fabricante de payloads NDAA compliant [ou seja que cumprem com os requisitos da National Defense Authorization Act] e produzidos nos EUA”, detalhava em junho o CEO da Beyond Vision ao ECO/eRadar.
O Banco Santander, em Espanha, contratou a consultora KPMG para selecionar um parceiro e criar uma nova corretora de seguros dedicada a empresas. No âmbito do projeto, a instituição financeira pretende reter uma posição de 49%, alienando a maioria do capital (51%) ao novo aliado, avança o jornal Expansión (acesso pago). O processo de seleção está em andamento. mas o banco espera fechar a escolha do parceiro antes do final do ano.
Para este processo competitivo, o Santander convidou um grupo restrito de corretoras, onde se incluem a WTW (Willis Towers Watson), Aon, Sabseg e Alkora. Ficaram fora do convite gigantes do setor como a Marsh. A nova empresa conjunta irá canalizar o negócio que o Santander partilha atualmente com a WTW, com quem tem uma parceria comercial focada em clientes empresariais com faturação superior a 50 milhões de euros e que movimenta cerca de 100 milhões em prémios intermediados.
Se a WTW não vencer o concurso arrisca-se a perder a parceria se o banco optar por outro concorrente. A participação da Aon e da Sabseg poderá ainda levantar questões de conflitos de interesses, devido às ligações de responsáveis das duas corretoras ao grupo bancário.
A aposta no segmento empresarial insere-se numa estratégia mais ampla para dinamizar o braço segurador da instituição em Espanha, onde o banco conta com mais de 450.000 clientes empresariais. Atualmente, o Santander regista 2,5 milhões de clientes com seguro no país, para um universo de 9,3 milhões de clientes ativos, o que representa um potencial de crescimento para quase triplicar a sua base atual de segurados.
O Santander mantém também uma parceria com a Mapfre, através da sociedade conjunta Santander Mapfre, cuja atividade se concentra sobretudo nos seguros automóvel, embora inclua também coberturas para pequenas e médias empresas (PME).
No final de 2025, a Santander Seguros geria 16.427 milhões de euros em seguros de vida ligados à poupança e 13.808 milhões de euros em ativos de fundos de pensões.
A petrolífera estatal angolana Sonangol está disponível para reforçar a sua participação no BCP
BCP 2,14%
se os chineses da Fosun venderem a sua posição no banco português.
Em declarações à agência Bloomberg, o presidente da Sonangol, Sebastião Gaspar Martins, adiantou que a companhia petrolífera continua a ver “valor estratégico” nas suas participações no BCP e também na Galp, onde detém 19,9% e 16,9% (indiretamente), respetivamente.
“Em relação a uma potencial saída da Fosun do BCP, a Sonangol não tomou, até este momento, nenhuma decisão de aumentar a sua participação”, referiu numa entrevista por escrito.
“Qualquer potencial oportunidade será cuidadosamente avaliada, tendo em conta a sua adequação estratégica, os retornos esperados, as condições de mercado e a alocação eficiente de capital”, frisou ainda o responsável.
A Fosun detém 20,45% do BCP, mas está a avaliar as opções para a sua participação no banco português, revelou o Expresso em abril.
O ECO adiantou que a seguradora Ageas poderá regressar à estrutura acionista do banco, onde pode assumir uma participação de 5%, em caso de saída da Fosun.
O Jornal de Negóciosnoticia esta quarta-feira que, por causa do programa de recompra de ações do BCP, a Sonangol terá de vender ações do banco para não superar a fasquia dos 20%, que obrigaria a autorização do Banco Central Europeu (BCE).
As ações do BCP estão a subir 1,8% para 1,118 euros e desde o início do ano acumulam uma valorização de 23%, superando o desempenho do PSI.
A entrar na reta final do processo de liquidação, a Parvalorem avançou com uma profunda limpeza dos ativos tóxicos que herdou da falência do BPN, há quase duas décadas. Uma operação no âmbito da qual se vai desfazer de cerca de 1,8 mil milhões de euros em créditos problemáticos e imobiliário do antigo banco de Oliveira e Costa, de acordo com as informações recolhidas pelo ECO.
O veículo criado em 2010 para administrar os despojos do antigo BPN, nacionalizado em 2008, há muito que se vem preparando para fechar as portas, prevendo a conclusão do processo de liquidação…
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A seguradora francesa CNP Assurances anunciou esta terça-feira um acordo para comprar a Prudential do Brasil e a Prudential do México por cerca de 4 mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros), pagos em dinheiro. A operação reforça a posição da seguradora francesa na América Latina e marca a sua entrada no mercado mexicano. A transação está sujeita a autorizações regulatórias e deverá ficar concluída no segundo semestre de 2027.
A CNP já é a terceiro maior grupo segurador brasileiro, graças sobretudo à parceria de distribuição com a Caixa Económica Federal. A aquisição da Prudential acrescenta-lhe uma operação relevante de seguros de pessoas, com uma rede de cerca de 2.500 agentes franchisados, conhecidos como Life Planners. A CNP, detida a 100% pelo Estado francês através de La Banque Postale, estima uma taxa interna de rentabilidade de 15% para a aquisição e um impacto negativo de cerca de 20 pontos percentuais no rácio de cobertura do capital regulamentar SCR. No anúncio da aquisição, a CNP Assurances indicou para a Prudential receitas de 1,3 mil milhões de euros para a operação brasileira e de 100 milhões para a mexicana.
A CNP no Brasil vende seguros de vida, seguros associados ao crédito, seguros habitacionais e outros produtos. A oferta inclui ainda previdência privada, capitalização e consórcios, dependendo da sociedade e da parceria comercial. Na Caixa Vida e Previdência, em parceria com a Caixa Seguridade, comercializa seguros de risco, seguros associados ao crédito e produtos de previdência através da rede de bancassurance. A CNP Seguros é outra seguradora detida pela CNP Assurances e pela Caixa Seguridade com uma carteira de seguros que inclui seguros habitacionais e a plataforma digital Youse. Por último existe a CNP Seguradora que gere uma operação controlada exclusivamente pela CNP Assurances que inclui, entre outras atividades, a Previsul e a CNP Capitalização. Desenvolve negócios fora da rede de distribuição da Caixa, nomeadamente através de outros canais e parceiros.
A venda faz parte da estratégia da Prudential Financial de reduzir a presença em mercados emergentes e concentrar capital nos Estados Unidos, Japão e alguns mercados europeus.
A corretora de seguros Howden nomeou Enrico Nanni como CEO da operação europeia, sendo que assumirá funções a partir de 1 de janeiro de 2027. Nanni é atualmente Chief Commercial Officer (CCO) e manterá ambas as funções em simultâneo, reportando diretamente a Luigi Sturani, CEO da região que abrange a Europa, o Médio Oriente e África (EMEA).
Enrico Nanni é o novo CEO da operação europeia da Howden. “O que alcançámos nos últimos cinco anos é um testemunho do talento, do espírito empreendedor e do empenho dos nossos colaboradores em toda a região”.
A nomeação surge numa fase de expansão da atividade da Howden na região EMEA. A nova estrutura pretende acompanhar o crescimento do negócio, mantendo a proximidade da liderança aos mercados locais, clientes e equipas, explicam em comunicado.
Na nova função, Nanni trabalhará com os diretores executivos dos vários países europeus para promover o crescimento orgânico e reforçar a articulação entre os mercados.
Luigi Sturani continuará a liderar a região EMEA e a supervisionar a atividade na Europa, concentrando-se também nas oportunidades de crescimento no Médio Oriente, em África, na Turquia e na Ásia Central.
Nos últimos cinco anos, a Howden expandiu a sua atividade na Europa de 11 para 30 países e aumentou o número de colaboradores de 1.000 para mais de 6.000. No mesmo período, de acordo com a corretora, o volume de prémios brutos emitidos atingiu 8,5 mil milhões de dólares.
Em comunicado, Sturani destacou o percurso de Nanni, com quem trabalha desde 1997, e o seu contributo para o desenvolvimento do negócio europeu, das equipas e das relações com clientes e parceiros.
Por sua vez, Nanni afirmou que pretende continuar a reforçar a oferta da corretora junto dos clientes e mercados locais, em articulação com os responsáveis e as equipas de cada país.
'Depois de um 'hola, España', como fez questão de dizer aquando da compra das massas da Cerealto, o grupo Cerealis prepara-se para um bonjour la France quando concluir a aquisição da Panzani. O grupo português que detém as marcas Nacional, Milaneza e Napolitana encontra-se em negociações exclusivas para adquirir a fabricante francesa Panzani, especializada em pastas e molhos, à CVC Capital Partners de forma a criar uma gigante alimentar avaliado em 1,8 mil milhões de euros (enterprise value).
Sabe-se que a empresa resultante desta transação será liderada por Pedro Moreira da Silva, vice-presidente executivo da Cerealis, que a justifica como “uma oportunidade de tirar partido de gamas de produtos, tecnologias…
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Depois de Angola, o BPI também está de saída de Moçambique. O banco português prepara-se para vender a sua participação de quase 36% no Banco Comercial e de Investimentos (BCI). A operação marcará um ponto final no ‘sonho africano’ que deu muitos frutos à instituição detida pelos espanhóis do Caixabank, tendo contribuído para praticamente um terço dos lucros desde 2010, de acordo com os dados compilados pelo ECO.
Na semana passada, o Presidente moçambicano manifestou o desejo e a vontade de colocar o BCI nas mãos dos moçambicanos e de outros investidores institucionais e empresas do país.
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A Pérez-Llorca assessorou o grupo Italgas na celebração de um acordo vinculativo com a Marubeni Corporation e a Toho Gas, que foram assessoradas pela Uría Menéndez, para a aquisição de 100% do capital social da Meet Europe Natural Gas, sociedade titular de uma participação de 22,5% na Floene.
“A operação insere-se na estratégia de crescimento através de fusões e aquisições prevista no Plano Estratégico 2026-2032 da Italgas, anunciado em junho, e permitirá ao grupo italiano assumir um papel industrial relevante em Portugal”, referem os escritórios de advogados em comunicado.
A Pérez-Llorca, em colaboração com a sociedade de advogados italiana Legance, prestou aconselhamento jurídico à Italgas em todos os aspetos de direito português relevantes no contexto da operação. A equipa foi liderada pela equipa de Corporate/M&A composta pelo sócio Rodrigo Falcão Nogueira e pela associada Mariana Pintor.
Contou também com o apoio de equipas de diversas áreas de prática do escritório, incluindo a equipa de Regulatório, composta pelo sócio Carlos Vaz de Almeida, pela counsel Joana Alves de Abreu e pela associada Mariana Santos, bem como pela equipa de Concorrência e Direito da União Europeia, composta pela sócia Rita Leandro Vasconcelos e pela associada Sofia Vilas-Boas.
Já a Uría Menéndez assessorou a Marubeni Corporation e a Toho Gas, na qualidade de vendedoras. A equipa foi liderada por Catarina Tavares Loureiro, sócia de Corporate/M&A, e João Louro e Costa, counsel de Energia e Recursos Naturais, e contou com o apoio de Marta Sampaio Pinto, associada principal de Corporate/M&A, e Jill de Soet Palmeiro, associada sénior de Energia e Recursos Naturais.
João Bento, ex-CEO dos CTT – Correios de Portugal tornou-se sócio não-executivo da empresa de investimento Caldrew Capital. O gestor que liderou o operador postal até abril juntou-se à sociedade especializada em aquisições criada pelo investidor Manuel Queiroz Pereira e pelo empreendedor João de Sousa Aroso, fundador da Leadzai.
A Caldrew Capital considera que João Bento “dispensa apresentações no mundo empresarial português”, porque não só preside aos conselhos de administração do grupo Altri e da Lisnave Estaleiros Navais, como foi CEO dos CTT, da Efacec e da Gestmin, bem como COO da Brisa.
“Com um percurso marcado pela transformação e criação de valor, aliado a uma vasta experiência em órgãos sociais, passou a carreira a conduzir grandes organizações em períodos de mudança, sendo reconhecido pela clareza de juízo que acionistas e conselhos procuram quando os desafios aumentam”, informou esta segunda-feira a empresa, numa publicação na rede social LinkedIn.
“Esse juízo é precisamente o que as empresas com que trabalhamos mais vão precisar. Investimos em PME lideradas pelos seus fundadores, com fundamentos sólidos, num momento em que o crescimento adicional depende menos de capital e mais de profundidade de gestão e de governance. O João construiu ambas em larga escala, e ajudará a apoiar os nossos fundadores a fazer o mesmo”, defende a empresa fundada em 2026 e com sede em Lisboa.
Numa entrevista recente ao ECO, João Bento deixou claro que saía dos CTT sem falar propriamente de reforma. Em declarações antes de deixar a liderança dos correios, descreveu a transição como uma decisão tomada “na idade certa”: não quer deixar de trabalhar, mas quer deixar de ser executivo. Aos 65 anos, quase em simultâneo com o fim do mandato, passou “para o outro lado” da relação entre chairman e CEO – primeiro na Altri e depois na Lisnave – e deixou pistas sobre o futuro. “Estou aberto a considerar uma posição não executiva internacional se aparecer. Mas não farei nada por isso”, disse ainda.
Quando os CTT anunciaram que João Bento iria abandonar o cargo de CEO, explicaram que se deveu ao facto de, “tendo completado 65 anos, decidiu, conforme o seu plano pessoal, terminar a sua carreira executiva no final do atual mandato do conselho de administração dos CTT”, concluindo assim as suas funções na Assembleia Geral Anual, a 30 de abril de 2026.
A Sumol+Compal, empresa portuguesa de bebidas não alcoólicas, passou a contar com Sérgio Leal como diretor de inovação. O ex-McDonald’s assumiu o cargo em setembro, de acordo com o seu perfil do Linkedin.
Sérgio Leal, que esteve cerca de 20 anos na McDonald’s, os últimos sete como diretor de marketing e comunicação, saiu da empresa no final de março. Na sequência dessa saída, João Pedro Machado, diretor de transformação digital da McDonald’s Portugal desde outubro de 2024, assumiu a liderança da nova direção — que junta essa área ao marketing.
O novo responsável da Sumol Compal integrou, em julho, a direção da Associação Portuguesa dos Profissionais de Marketing (APPM), assumindo também a presidência dos APPM Marketing Awards 2026, atribuídos na última semana.
O portuguêsfoi um dos dez finalistas da edição deste ano dos European Marketer of the Year, uma das mais prestigiadas distinções europeias na área do marketing.
Os cremes, produtos de maquilhagem, perfumes, protetores solares e outros cosméticos também têm uma palavra a dizer no mercado das fusões e aquisições. O crescente interesse pelos cuidados de pele e a massificação no Ocidente das rotinas de beleza sul-coreanas - a chamada k-beauty - está a materializar-se em mais negócios entre as grandes marcas, que procuram dimensão e especialização.
O índice transacional da BeautyMatter registou 73 transações neste setor durante o segundo trimestre, o que significou um aumento homólogo de 21,9%, incluindo M&A e investimentos em expansão. Entre janeiro e março,…
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After 20 years of balancing her corporate leadership roles with motherhood, Trisha Daab was ready for a break.
"Life had felt like sprinting a marathon for as long as I could remember," Daab, 47, told Business Insider. "I had no idea how tired I was until I stopped working."
In her year off, she tap danced, volunteered at a food bank, traveled to Disneyland and Alaska, and spent more time with her kids. By the end, she had decided she couldn't go back to her old life.
"My job often demanded that it came first — never-ending to-do lists, urgent emails, travel, and always chasing the next promotion," Daab, who's now a travel writer and substitute teacher, said. "Stepping away helped me realize my priorities had shifted."
Trisha Daab took a year off from her corporate role, then pivoted to jobs that allow for more work-life balance.
Courtesy of Trisha Daab
Now in their 30s and 40s, many millennial women are skeptical of corporate and instead becoming business owners, content creators, and mothers, prioritizing more flexible work schedules. Instead of striving to get to the top, they're inverting Sheryl Sandberg's mantra of the 2010s — and leaning out.
Sandberg, Meta's former COO, told Business Insider that the corporate exodus is due to women feeling undervalued at work.
"This is not the women who are saying, 'I don't want to do it,'" Sandberg, 57, said. "It's the women saying, 'I don't want to do it because I'm not wanted, I'm not getting the same opportunities and the same support, and I face an unfair burden at home.'"
Even Lean In, the organization founded by Sandberg and named after her 2013 bestselling book, is noticing a recent shift in women's ambitions in the workforce.
Sheryl Sandberg coined the phrase "lean in" in 2013, encouraging women to pursue more leadership roles.
Bloomberg/Getty Images
According to the organization's 2025 Women in the Workplace report, published in December 2025, which surveyed 9,500 US employees across 124 organizations, women were less likely to say they wanted a promotion compared to men. This was true when filtered to include only millennials, who made up roughly one-third of participants.
When asked why, over 28% of millennial women said "personal obligations" made it hard for them to take on more — compared to 17% of millennial men.
Annie Wright, a licensed psychotherapist who works with Silicon Valley leaders, has also observed more of her millennial female patients shifting their ideas about what constitutes a fulfilling career.
"I'm watching them make more person-centered choices than necessarily career-only-driven choices," she told Business Insider. "I don't think many millennial women are becoming less ambitious. I think they're just becoming less willing to confuse ambition with self-erasure."
The rise and fall of the have-it-all girlboss
The Wing cofounder Audrey Gelman and Jennifer Lawrence speak at an event at The Wing in 2018.
Monica Schipper/Getty Images for The Wing
Let's, for a moment, remember what is now referred to as the "girlboss era" of the 2010s.
It was a time of She-E-O-led startups, of crushed velvet sofas and the words "I Want It All" aglow in cursive neon lettering. Of earnest enjoyment of "Fight Song" and T-shirts with earnest phrases like "feminist" and "woman up."
Of a future that was female, tinged millennial pink — until a series of public reckonings punctured the fantasy. Leaders of several companies stepped down amid allegations of toxic workplace cultures, exposing the facade of the girlboss promise.
Then came the remote work culture of 2020. Suddenly, many women had time to breathe, whether that meant not rushing to day care pickup, having more time to work out or see friends, or simply not being "on" all the time.
For some, the slowly creeping requirement to return to the office dealt the final blow.
Misty Heggeness, a professor at the University of Kansas specializing in gender economics, described the influx of new RTO policies by some companies as having a "chilling effect."
"That does disproportionately disadvantage women in general," Heggeness told Business Insider, "just because women are more likely to carry an invisible load of work within families."
The working mom paradox
Kendra Rothermel, 34, started her own business to have more flexibility as a working mom of three.
Courtesy of Kendra Rothermel
After the birth of her first child, Kendra Rothermel switched from full-time to part-time work as an office manager while her husband remained at his full-time job. "As we grew our family, it made sense for me to have a more flexible schedule," Rothermel, 34, told Business Insider.
When she had her third baby, his clubfoot diagnosis meant frequent orthopedic appointments. Even part-time work wasn't flexible enough, so she eventually started her own venture helping small businesses with operations and marketing.
Rothermel said she was partly inspired by watching other working moms do the same.
A recent analysis of job-market data by Matthew Nestler, a senior economist at KPMG, found that labor force participation between December 2023 and May 2026 decreased among college-educated women with children under 5. Meanwhile, participation increased for women without children and most groups of men, including fathers.
Because millennials are generally having kids later than previous generations did, Heggeness said parents, moms in particular, are more likely to be parenting young children just as their work responsibilities are ramping up.
"If they were going to lean out, now would be the time," she said, whether it's to save on childcare costs or introduce more flexibility.
Working moms want more flexibility, right as more companies have been instituting RTO mandates.
Natalia Lebedinskaia/Getty Images
Add to the list aging parents. The costs of childcare and eldercare, sometimes unaffordable even with the intense work commitments required to afford them, have prompted some women to leave their full-time jobs for more flexible or minimum-wage work.
To Sandberg, it's a sign that companies are not adequately adjusting to meet women where they are, whether that's offering more flexible hours, longer parental or bereavement leave options, or better healthcare coverage.
"We're at a critical moment in time for women, because what a lot of women are seeing is that commitment to them in leadership pulling back," Sandberg said. "Then what's happening to them is their ambition is pulling back. And that's a loss. It's a loss for our economy. It's a loss for our companies. It's a loss for our children."
The allure of going at it alone
Heigi Jeong left her full-time tech role to pursue content creation and write a book.
Courtesy of Heigi Jeong
Not all women who are leaning out are doing so because they are overworked. Some, like Heigi Jeong, 30, have dreams beyond corporate America.
"While I wouldn't say I loved the work, I liked it," Jeong, who made $173,000 working in product design, told Business Insider. "It was my dream job as an immigrant, and it was sustainable."
Still, Jeong was pulled toward her other ambitions: writing a book and being a content creator. She was also intrigued by the idea of being her own boss.
"When I'm working for myself, I entirely choose the role I will play," Jeong said. "I wanted to experience it myself and have my own take rather than constantly wondering 'What if I quit?'"
Three months after quitting, she enjoys not feeling as rushed as she used to, even if the price is an inconsistent income.
Both Heggeness and Wright have noted a growing interest in entrepreneurship and self-employment among women. A 2024 Census working paper found that the share of women business owners under 45 rose between 2012 and 2020, with the biggest increase among women ages 25 to 34. It also found that newer women-owned employer businesses were disproportionately owned by women under 35.
Some women are pursuing full-time content creation due to more flexible hours and, sometimes, better pay.
Luis Alvarez/Getty Images
The creator economy opened another path. More than 200 million people worldwide now identify as content creators, though that broad figure includes far more than full-time influencers. Some Gen Z and millennial consultants are even leaving MBB and Big Four firms to build audiences and businesses online — trading the girlboss crown for a bubble headband.
In a 2023 Vogue article, writer Daisy Jones wrote that the newest iteration of girlboss swaps grind culture with the similarly perfectionistic "soft life" defined by travel and lucrative brand deals. Pantsuits were exchanged for sweatpants; speaking engagements and spread-thin multitasking gave way to self-care and supplement stacks.
"In some ways, the career woman appears to have been replaced by the health-conscious woman," Jones wrote, "the one who prioritizes her vitamin intake, hydration, and sleep cycle over endless meetings and salary increases."
Content creation doesn't come without its own costs. Plenty of influencers report feeling financially insecure or overworked, unable to take a day off without losing money.
Still, if they're going to burn out or worry about their job security, some figure they might as well enjoy their autonomy to create their own schedules.
"For some women, there's been a paradigm shift in values," Wright said. "Promotion or success now looks like more availability, presence, and freedom."
When everyone leans out
If women keep leaving corporate leadership roles, it leaves fewer women in charge to fight for those corporate roles to be more flexible.
Petri Oeschger/Getty Images
Sandberg, who herself stepped down as Meta's COO in 2022 to pursue philanthropy and early-stage investing ventures, said she supports women's career choices, whatever they may be.
"I think being at home with your children is great," she said. "Going back to school, great. Starting a company, great. Going part-time, great. Anything you want to do is great."
Part of the issue, she said, is that without female leaders, there are simply fewer people to advocate for the very policies that make other women more excited to move up in a company, be it egg-freezing coverage, lactation rooms, or more competitive maternity leave options.
It's why she feels companies need to do more work to assess why women are leaning out enough to jump ship entirely. "It's easy to overly characterize the words 'lean in,'" she said. "What I mean by them is very clear: I think women should make decisions based on believing in their own abilities, based on believing that they should and can have the same opportunities as men."
It's just a shame, she continued, if the decision stems from not feeling valued enough in the corporate world.
"I just hope that enough women want those senior leadership roles," she said, "that we get the environment for women that they deserve."
Aviões da TAP Air Portugal e da Lufthansa no aeroporto de Lisboa. JOÃO RELVAS/LUSAJOÃO RELVAS/LUSA
O Vereinigung Cockpit, sindicato dos pilotos alemães, considera que a Lufthansa pagou um preço “excecionalmente” caro pela participação minoritária na TAP. E não está sozinho. Analistas e imprensa alemã também apontam para um valor elevado.
“O resultado constitui sobretudo um grande sucesso para o Governo português: consegue um preço excecionalmente elevado por uma participação minoritária e, ao mesmo tempo, mantém a maioria do capital da empresa”, afirma o Vereinigung Cockpit numa nota publicada esta sexta-feira no seu site.
O sindicato sustenta a análise no facto de a oferta da Lufthansa por 44,9%, de 1.025 milhões de euros (pelos 49,9% sobe para 1.201 milhões) ser 21% mais elevada que a da Air France-KLM, cuja proposta foi preterida pelo Governo.
“É igualmente de salientar que a International Airlines Group (IAG), o mais rentável dos três grandes grupos europeus de companhias aéreas de rede, retirou a sua participação no concurso”, afirma Oliver Löwe, vice-presidente da Vereinigung Cockpit, citado no comunicado. “Aparentemente, o fator decisivo foi o facto de uma participação minoritária, sem um caminho garantido para o controlo total, não ser suficientemente atrativa do ponto de vista económico para a IAG”, acrescenta.
O sindicato alemão realça também o que considera ser uma contradição entre a indisponibilidade para ir mais longe na melhoria das condições dos trabalhadores e a oferta generosa feita pela TAP. “Quem em Lisboa convence pela sua força financeira e está disposto a pagar um prémio significativo por uma participação minoritária não pode, ao mesmo tempo, agir perante os seus próprios trabalhadores como se cortes duros fossem inevitáveis. A administração tem de explicar por que razão, aparentemente, se aplicam critérios económicos diferentes às aquisições e às pessoas que, todos os dias, asseguram o sucesso do grupo”, afirma Oliver Löwe.
O Vereinigung Cockpit afirma ainda que vai intensificar ainda mais a sua longa e consolidada cooperação com o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) em Portugal. A estrutura portuguesa dirigiu uma carta ao CEO da Lufthansa a transmitir o apreço pela operação e já se congratulou publicamente com a escolha do grupo alemão, considerando que “esta nova etapa poderá representar um passo fundamental para assegurar a estabilidade, competitividade e sustentabilidade futura da companhia aérea portuguesa”. O Sindicato Independente de Pilotos de Linhas Aéreas (SIPLA) também saudou hoje a escolha da Lufthansa para a privatização parcial da TAP e anunciou que vai solicitar reuniões ao Governo e à gestão da companhia aérea portuguesa.
Carsten Spohr, CEO da Lufthansa.Lufthansa2024
Analistas também veem preço elevado
O sindicato alemão não é o único a considerar o preço elevado. “A avaliação parece elevada e reflete sobretudo a escassez estratégica do ativo”, afirma o ODDOBHF numa nota enviada aos clientes.
O grupo independente de serviços financeiros franco-alemão assinala que, com base nos resultados da TAP de 2025, a operação da Lufthansa implica múltiplos de 1,1 vezes as receitas e 5,9 vezes o EBITDA recorrente (incluindo dívida de locações sem opção de compra). Sem uma melhoria nas contas da TAP no segundo semestre deste ano, o que normalmente ocorre, o múltiplo poderá atingir 8,3 vezes o EBITDA. “Em comparação, as empresas que acompanhamos negoceiam, em média, a 4,6 vezes o EBITDA de 2026 e 3,8 vezes o de 2027, incluindo as companhias low-cost”, aponta.
“O prémio pago pela Lufthansa é, portanto, significativo e coloca a captura de sinergias no centro da equação financeira”, conclui o ODDO BHF. Assinala, ainda assim, a importância estratégica da aquisição por dar à Lufthansa uma quota de 20% na América do Sul.
Também o banco de investimento Bernstein, que chegou a estimar cerca de 700 milhões de euros para a participação de 44,9% da TAP, considerou o investimento na TAP “estrategicamente sólido, mas caro”, tendo em conta os múltiplos implícitos no negócios.
Na imprensa alemã também há quem questione o preço. “A Lufthansa venceu a disputa por uma participação na TAP Air Portugal e está sobretudo de olho no negócio em direção à América do Sul. Mas a compra é cara”, afirma o site WirtschaftsWoche.
Operação permitirá criar novos empregos
Já o chefe da diplomacia alemã, Johann Wadephul, defendeu junto do homólogo português que a aquisição de parte da TAP pela companhia aérea alemã Lufthansavai “fortalecer a Europa como localização” e permitirá criar novos empregos.
Numa conferência de imprensa conjunta em Berlim, após um encontro com Paulo Rangel, o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão destacou a “estreita cooperação estratégica” entre Portugal e Alemanha, relatou a agência Lusa.
Para Wadephul, a decisão do Governo português de escolher a companhia aérea alemã Lufthansa para adquirir parte do capital da TAP vai nesse sentido. “Muito está a ser investido nesta parceria, especialmente em Portugal, e muitos contactos, cooperações e novos empregos vão surgir”, destacou na mesma conferência de imprensa, transmitida em direto através a plataforma Youtube.
Por seu lado, o ministro Paulo Rangel afirmou que o Governo português está “muito satisfeito” com o negócio, que classificou como “um enorme sucesso”. “Algo que distingue as empresas alemãs é a mentalidade. Isso significa que pensam a médio e longo prazo. E claro, isso também ficou muito claro nesta transação”, comentou.
O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros português disse esperar que a compra seja concluída no próximo ano, “com base nas regulamentações europeias” e fez votos de que o negócio “traga frutos positivos para ambos os países, mas também para a Europa”. E, destacou, “é também muito favorável para ambas as empresas”.
A Cerealis está a negociar em exclusivo a compra da francesa Panzani à CVC Capital Partners, uma operação que dará origem a um grupo alimentar com cerca de mil milhões de euros de faturação anual e 1.800 trabalhadores. O valor de aquisição não foi divulgado, mas o novo grupo resultante desta operação terá uma avaliação de aproximadamente 1,8 mil milhões de euros (Enterprise Value) e será liderado por Pedro Moreira da Silva, atual vice-presidente executivo da empresa portuguesa.
A Cerealis prepara-se assim para comprar uma empresa com uma faturação superior à sua. A Panzani registou receitas de 620 milhões de euros em 2025, enquanto o grupo português faturou 400 milhões.…
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A rentrée ainda não foi suficiente para que as fusões e aquisições (M&A) recuperassem em Portugal, embora o ritmo da queda tenha abrandado. O mercado transacional português contabilizou 379 transações, entre anunciadas e concluídas, que movimentaram um total de 7,8 mil milhões de euros, até setembro, de acordo com os dados mais recentes da TTR Data.
Apesar das mais de 370 operações de M&A envolvendo empresas portuguesas, o número registado até ao terceiro trimestre representa uma queda de 27% em comparação com o mesmo período de 2025, bem como uma diminuição homóloga de 45% no capital mobilizado. Ainda assim, menos de metade (33%) dos negócios tiveram os preços divulgados.
Nos primeiros nove meses deste ano, o setor do imobiliário foi o mais ativo, com 62 transações, mantendo a tendência que se tem vindo a verificar no pós-pandemia de Covid-19, depois de um boom de negócios na área tecnológica.
Quando se observa apenas o terceiro trimestre de 2026, no qual foram registadas 120 fusões e aquisições, com valor acumulado de 4,7 mil milhões de euros, é a venda do centro de dados da Altice na Covilhã que se destaca nos rankings segundo o relatório da TTR Data. Ainda que a alienação tenha sido anunciada no final de 2025, os analistas consideram que a conclusão desta venda foi o negócio do trimestre.
O fundo Asterion, que é o maior veículo de investimento em infraestruturas de Espanha, tem estado ativo em termos de M&A. Na segunda-feira, o jornal El Economista noticiou que a Asterion se encontra em processo de aquisição da Fraikin, um dos principais fornecedores europeus de leasing de veículos comerciais e gestão de frotas. O acordo de compra e venda foi assinado com entidades ligadas à Benefit Street Partners, Värde Partners e Canyon Partners, mas os detalhes financeiros não foram divulgados.
Espanha fez mais aquisições em Portugal (e vice-versa)
No âmbito transfronteiriço, Espanha foi o país que fez o maior número de investimentos de M&A em Portugal nestes nove meses, contabilizando 28 transações. Por sua vez, as empresas portuguesas também escolheram a Espanha — e o Reino Unido — como principais destinos de investimento, com 37 e nove transações, respetivamente.
“Em 2026, foram contabilizadas 53 transações de private equity, representando uma queda de 40% no número de operações em comparação ao mesmo período de 2025. Em venture capital [capital de risco], foram realizadas 76 rondas de investimentos num total de 872 milhões de euros, representando um crescimento de 35% no total investido”, lê-se no último relatório do TTR Data..
No segmento de compra de ativos (asset acquisitions), que também é contabilizada no M&A, foram registadas 86 transações com um valor de 3,8 mil milhões de euros, mais 3% do que entre janeiro e setembro de 2025.