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Quarto acusado de matar Mãe Bernadete é condenado a 23 anos de prisão na BA

22 October 2026 at 17:15

A Justiça da Bahia condenou, nesta quarta-feira (21), o quarto acusado pelo assassinato da líder quilombola Maria Bernadete Pacífico, Sérgio Ferreira de Jesus, a 23 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado.

A sessão de júri popular ocorreu no Fórum Ruy Barbosa, em Salvador. Durante a sessão, além do réu, foram ouvidas duas testemunhas de acusação e quatro de defesa.

O crime foi analisado como homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso proibido de arma de fogo.

Durante o julgamento, o MPBA (Ministério Público da Bahia) destacou a articulação criminosa e a motivação do assassinato, vinculada à atuação de Mãe Bernadete contra a expansão do tráfico de drogas no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Participação no crime

As investigações do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), apontam que Sérgio participou diretamente da organização do crime. O homem é padrasto de Arielson da Conceição Santos, um dos executores do homicídio que foi condenado abril deste ano.

Ele teria contribuído para fomentar a motivação do assassinato, em conjunto com “Maquinista”, homem apontado como líder do tráfico de drogas na localidade, além de auxiliar os executores a realizar o crime.

Na noite do crime, Sérgio orientou Arielson e Josevan, conhecido como “BZ” ou “Buzuin”, sobre como entrar na casa da vítima sem chamar a atenção e evitar as câmeras de segurança.

Não houve necessidade de execução da pena, já que Sérgio estava preso preventivamente enquanto aguardava seu julgamento.

Veja quem são os cinco acusados:

  • Arielson da Conceição dos Santos: apontado como executor, condenado em 14 de abril de 2026, recebeu pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de prisão em regime inicial fechado.
  • Marílio dos Santos: envolvido na organização do crime, condenado em 14 de abril de 2026, recebeu pena de 29 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado.
  • Josevan Dionísio dos Santos: teria participado ativamente do crime, entrando na casa da vítima e rendendo familiaresa. Foi condenado em 13 de outubro de 2026, recebendo pena de 28 anos de reclusão em regime inicial fechado;
  • Sérgio Ferreira de Jesus: envolvido na organização do crime, condenado a 23 anos e 9 meses de prisão em regime inicial fechado;
  • Ydney Carlos Santos de Jesus: o quinto acusado do crime aguarda o trânsito em julgado, com data de julgamento a definir.

O caso de Mãe Bernadete

Mãe Bernadete era uma das principais lideranças quilombolas da Bahia e atuava na defesa do território e dos direitos da comunidade.

Segundo as investigações, ela vinha denunciando ameaças antes de ser morta, mesmo estando incluída em um programa de proteção.

A líder foi assassinada na noite de 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, no município de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador.

Ela estava em casa quando o imóvel foi invadido por homens armados e foi atingida por 25 disparos de arma de fogo.

No momento do crime, três netos da ialorixá estavam na residência. Eles foram retirados da sala antes dos disparos e não sofreram agressões físicas.

A CNN Brasil tenta localizar as defesas. O espaço segue aberto.

Mãe Bernadete: Júri condena quarto acusado a 23 anos de prisão

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O tribunal do Júri da Comarca de Salvador condenou Sérgio Ferreira de Jesus a 23 anos e nove meses de prisão por seu envolvimento no assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete. Ele é o quarto condenado por envolvimento com o crime.

A condenação, nesta quarta-feira (21), foi pelo crime de homicídio qualificado, por motivo torpe, emprego de meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e uso proibido de arma de fogo.

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Segundo a acusação, o condenado atuou no planejamento do assassinato, indicando a melhor rota até o local do crime, além de ter ficado com o celular de Mãe Bernadete, que foi levado. 

Os outros réus já condenados são: Arielson da Conceição dos Santos – pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão; Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como BZ ou Buzuin – 28 anos de reclusão; e Marílio dos Santos – 29 anos e 9 meses. Marílio, no entanto, faleceu dois dias após o julgamento.

O crime

Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023 no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Bahia. Os assassinos entraram na casa em que ela estava com os netos e dispararam 25 vezes.

Segundo a promotoria, o motivo foi a atuação da líder quilombola contra a expansão do tráfico de drogas na comunidade.  

Direitos dos quilombolas

Mãe Bernadete foi uma ialorixá e líder comunitária respeitada internacionalmente pela luta por direitos dos povos quilombolas. Foi secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho.

Havia anos que a líder denunciava que recebia ameaças de morte.

Desde 2017 Mãe Bernadete também lutava por justiça pelo assassinato do próprio filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho do Quilombo. Até hoje o crime não foi esclarecido.

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Justiça condena 3º réu acusado do assassinato de Mãe Bernadete

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O tribunal do Júri condenou nesta terça-feira (13) Josevan Dionísio dos Santos, conhecido como BZ ou Buzuin, a 28 anos de reclusão pelo assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete. Ele é o terceiro condenado por envolvimento com o crime. 

Outros dois réus já foram condenados: Arielson da Conceição dos Santos teve pena de 40 anos, 5 meses e 22 dias de reclusão e Marílio dos Santos teve a pena de 29 anos e 9 meses de reclusão determinada pela Justiça. No entanto, Marílio faleceu dois dias após o julgamento. Outros dois réus ainda serão julgados. 

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Mãe Bernadete foi assassinada em 17 de agosto de 2023 no Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, na Bahia. Os assassinos entraram na casa em que ela estava com os netos e dispararam 25 vezes. Segundo a promotoria, o motivo foi a atuação da líder quilombola contra a expansão do tráfico de drogas na comunidade.  

Luta pelos direitos dos quilombolas

Mãe Bernadete foi uma ialorixá e líder comunitária respeitada internacionalmente pela luta por direitos dos povos quilombolas. Foi secretária de Políticas de Promoção da Igualdade Racial de Simões Filho. Havia anos que a líder denunciava que recebia ameaças de morte.

Desde 2017 Mãe Bernadete lutava por justiça pelo assassinato do próprio filho, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos, o Binho do Quilombo.  O crime ainda não foi esclarecido.

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