Uma colisão grave entre um veículo pesado de mercadorias e um motociclo, ocorrida na tarde deste domingo na Ponte 25 de Abril, em Lisboa, resultou numa vítima mortal. O trágico acidente está a causar o corte total da circulação rodoviária no sentido Sul-Norte (Setúbal-Lisboa).
O alerta para a ocorrência foi dado por volta das 16h20. Segundo as informações disponíveis, a vítima mortal é o condutor do motociclo, que viajava sozinho e cujo óbito acabou por ser declarado no próprio local do acidente.
O trânsito encontra-se completamente bloqueado no sentido Setúbal-Lisboa para permitir os trabalhos de socorro, a remoção dos veículos e a peritagem do acidente, não havendo ainda previsão para a reabertura das vias. Recomenda-se aos automobilistas a utilização de vias alternativas, como a Ponte Vasco da Gama, para a entrada na capital.
A Guia é a verdadeira capital do frango assado, famosa em todo o país por esta especialidade gastronómica deliciosa e estaladiça.
Situada em pleno coração do Algarve, no concelho de Albufeira, junto à estrada EN125, esta vila consegue a proeza de juntar tradição, lazer e ótimas compras num único lugar.
Visitar a Guia e não comer um frango assado é quase um pecado. É o grande ex-líbris da terra e as dezenas de restaurantes locais servem-no como ninguém.
Antes ou depois de provar este prato típico, pode dar uma volta pela localidade para apreciar, sobretudo, os seus monumentos religiosos.
Igreja Matrizda Guia
A Igreja Matriz é dedicada a Nª Sra. da Visitação. Foi edificada no século XVII e no seu interior podem ser admirados o retábulo da Capela-Mor, uma imagem de Nossa Senhora da Visitação, provavelmente do século XVIII, as imagens de Santo António e de Cristo Crucificado.
A Ermida de Nossa Senhora da Guia é mais antiga, data do século XV, mas teve de ser reconstruída depois do terramoto de 1755 Terá, inclusivamente, estado na origem da povoação e, reza a lenda que naquele local apareceu a Virgem.
A umas centenas de metros encontramos outra ermida, a de São Sebastião, feita com o objetivo de ajudar a afastar a peste negra.
A Guia é, também, um ponto de paragem obrigatório para quem gosta de fazer compras. A poucos quilómetros do centro da vila, fica um enorme espaço comercial que serve toda a região. O grande destaque vai para o famoso Algarve Shopping, um centro comercial ao ar livre onde pode encontrar lojas para todos os estilos e gostos, um grande supermercado e uma ampla zona de restauração.
Se for em direção ao mar, encontra, também, a cerca de 6 quilómetros, praias famosas, como a da Galé e a dos Salgados.
João Máximo, sargento da Guarda Nacional Republicana (GNR) e presidente do grupo Motards D’El Rey, de Trancoso, morreu na noite de ontem na sequência de um despiste de motociclo ocorrido na zona de Sernancelhe, segundo o Diário de Viseu.
O motociclista, de 48 anos, seguia de Penedono — onde tinha estado numa concentração motard — em direção a Trancoso quando, por razões ainda por apurar, sofreu o acidente na zona de Sernancelhe. O alerta foi dado perto das 21h00.
A vítima foi assistida no local e transportada para o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Moimenta da Beira, onde o óbito acabou por ser declarado.
Muito conhecido na região, João Máximo era sargento da GNR na cidade da Guarda e presidia aos Motards D’El Rey, grupo motard sediado em Trancoso. As circunstâncias do acidente estão a ser investigadas pelas autoridades.
Por: Dino Frazão 02 de Agosto de 2026
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No próximo dia 8 de agosto de 2026, sábado, pelas 16h00, terá lugar, na FNAC Algarve Shopping, a apresentação do livro «Política Explicada aos Mais Novos», da autoria de João Carlos Martins Durão.
Dirigida especialmente às crianças, aos jovens, às famílias e à comunidade educativa, esta obra procura explicar, de forma simples e acessível, conceitos relacionados com a política, a democracia, as instituições, as eleições e a participação cívica.
O livro pretende contribuir para o aumento da literacia política entre as gerações mais jovens, despertando a sua curiosidade e ajudando-as a compreender que a política faz parte do seu quotidiano e do futuro da sociedade.
A apresentação será também um momento de conversa e reflexão sobre a importância de aproximar os mais novos da democracia e de os incentivar a tornarem-se cidadãos informados, responsáveis e participativos.
O Presidente da República esteve presente na 12.ª edição do Festival Internacional de Música de Marvão, nas Ruínas da Cidade Romana de Ammaia, num concerto dirigido pelo maestro e diretor artístico do Festival, Christoph Poppen, com obras dos compositores Alice Yeung, Haydn, Mozart e Beethoven.
Um acidente rodoviário grave provocou uma vítima mortal, na tarde deste sábado, 1 de agosto, na Estrada Nacional 5 (EN5), no concelho de Palmela.
O sinistro, classificado como uma colisão rodoviária, ocorreu pelas 15h19 ao quilómetro 17,836 da EN5, no troço que liga Rio Frio ao Poceirão, mais concretamente na zona de Forninho, na União das Freguesias de Poceirão e Marateca. Devido à gravidade da ocorrência e para permitir os trabalhos das equipas de emergência, a estrada esteve totalmente cortada ao trânsito.
Para o local foram mobilizados de imediato os meios de socorro da Península de Setúbal. Segundo as informações operacionais, o teatro de operações contou com a intervenção de 9 operacionais, apoiados por 4 viaturas, maioritariamente dos corpos de bombeiros.
O tráfego na zona permanece interrompido por tempo indeterminado enquanto decorrem os procedimentos habituais e a limpeza da via, recomendando-se aos condutores a máxima precaução e a utilização de rotas alternativas.
Por: Dino Frazão Site: OSMONHACAS.COM Data: 1 de agosto de 2026
Uma colisão frontal entre duas viaturas ligeiras de passageiros provocou três feridos, este sábado, 1 de agosto, na Estrada Nacional 109 (EN109), na localidade de Seixo de Mira, no concelho de Mira.
O sinistro ocorreu ao quilómetro 79,555, logo a seguir à rotunda que dá acesso à zona industrial de Mira, no sentido Mira. Devido à gravidade da ocorrência e para permitir as operações de socorro e limpeza da via, o trânsito esteve totalmente cortado nos dois sentidos.
O acidente mobilizou de imediato vários meios de socorro para o local. Segundo as informações recolhidas, o alerta ativou um total de 15 operacionais, apoiados por 6 viaturas, maioritariamente dos corpos de bombeiros da região.
À chegada ao teatro de operações, as equipas de emergência encontraram três vítimas: dois homens, com idades compreendidas entre os 49 e os 70 anos, e uma mulher também de 70 anos. Todos receberam assistência médica e, até ao momento, o tráfego na zona permanece congestionado, pelo que se recomenda aos automobilistas a escolha de caminhos alternativos.
Por: Dino Frazão Site: OSMONHACAS.COM Data: 1 de agosto de 2026
O Presidente da República felicita a Seleção Nacional de Endurance pela conquista do título de Campeã da Europa por Equipas no Campeonato da Europa de Juniores e Jovens Cavaleiros, disputado a 31 de julho em Jullianges, França, com a participação de 22 países. A equipa foi composta por António Maria Lopes Avó, com SW Kiwikulum, Carolina Balsas, com Alsila, Manuel Maria Pereira, com Ainhoa Almili, Rodrigo Buinho, com Amuleto de Guadarranque, e Zoe Pedro, com Nero das Tapadas.
Um ferido ligeiro é o resultado de um acidente ocorrido na manhã deste sábado, pouco depois das 7h00, no IC2, ao quilómetro 191,8, no sentido Norte-Sul, entre a Pedrulha e Coimbra.
O alerta foi dado às 7h29 e tratou-se de um despiste que envolveu duas viaturas. Segundo o Diário de Coimbra, um dos veículos ficou tombado lateralmente a ocupar as duas vias de rodagem, enquanto a outra viatura ficou imobilizada na berma com danos significativos.
À chegada das equipas de socorro, o condutor da viatura tombada — um jovem de 26 anos — já se encontrava no exterior do veículo. A vítima sofreu ferimentos ligeiros e foi encaminhada para os Hospitais da Universidade de Coimbra por uma ambulância da Cruz Vermelha.
Devido ao aparato do acidente e para garantir a segurança das operações de socorro, o trânsito esteve condicionado durante algum tempo, processando-se de forma lenta através da berma.
No local estiveram 18 operacionais apoiados por 6 viaturas, numa resposta que envolveu os Bombeiros Sapadores de Coimbra, os Bombeiros Voluntários de Coimbra, a PSP, a Cruz Vermelha e a VMER.
A Praia do Evaristo é um refúgio de biodiversidade em Albufeira, perfeito para quem procura uma ligação direta com a natureza pura.
Situada longe da influência urbana e integrada em sistemas naturais sensíveis, esta pequena enseada de areia dourada destaca-se pelo seu caráter rochoso e pelas arribas baixas, artisticamente recortadas pelo tempo.
O grande diferencial do Evaristo está “escondido” à vista de todos: enormes blocos rochosos espalham-se pelo areal e mergulham no mar, criando um autêntico aquário natural.
Nas rochas é possível encontrar cracas, mexilhões, lapas e anémonas que dão cor às paredes e dentro de água, os banhistas podem encontrar cardumes de safias, sargos e peixes-rei que nadam tranquilamente entre os rochedos.
O acesso é feito por estrada alcatroada (ligação Guia-Galé).
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// 2. Guarda o texto na memória
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// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
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// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
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O barco “Alvor” é o elemento mais importante e o coração de todo o Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor.
Construído entre 1932 e 1933, este barco a remos do tipo dinamarquês e casco trincado salvou muita gente ao longo dos anos, atuando numa época em que os acidentes à entrada da barra eram frequentes e fatais.
O apego da comunidade a este salva-vidas, símbolo de proteção marítima, gerou um episódio memorável de resistência em 1983.
Com o encerramento da estação salva-vidas, a Marinha Portuguesa tentou levar a embarcação para o seu museu, mas a população de Alvor revoltou-se.
Para impedir a retirada da embarcação, as portas da estação foram soldadas e os carris de acesso à água cortados.
No dia da chegada da comitiva militar, os sinos da igreja tocaram a rebate e o povo desceu em massa à ribeira, impedindo a partida do barco.
Após ser restaurado no final dos anos 1990, o salva-vidas passou a integrar a procissão de Nossa Senhora da Boa Viagem.
Hoje, toda esta história está guardada no Centro Interpretativo do Salva-vidas de Alvor. Este equipamento cultural resulta da reabilitação da antiga Estação do Instituto de Socorros a Náufragos, sendo um projeto da Câmara Municipal de Portimão (através do Museu) com a Junta de Freguesia de Alvor.
O espaço funciona como um núcleo museológico que liga o património sociocultural às vivências e saberes da comunidade piscatória local, homenageando os homens e mulheres que sempre viveram do mar e da ria.
Leia aqui mais textos sobre o concelho de Portimão
A Praia da Batata, em Lagos, é muito mais do que um simples areal. É um local onde a história da cidade e as lendas populares se cruzam com o azul do mar.
Situada a escassos metros do centro histórico, entre o molhe poente da Ribeira de Bensafrim e a Praia dos Estudantes, encontra-se estrategicamente próxima do Cais da Solaria e da imponente Fortaleza da Ponta da Bandeira.
O seu nome curioso, segundo reza a tradição oral, poderá ter ficado a dever-se a um acontecimento insólito: um naufrágio terá feito com que a carga de batatas que a embarcação transportava desse à costa, cobrindo o areal. O povo, com o seu pragmatismo típico, batizou-a de imediato como Praia da Batata.
Devido à sua localização privilegiada junto ao centro urbano, é uma das praias mais frequentadas de Lagos.
Os seus recantos abrigados pelas arribas oferecem sombras naturais e uma excelente proteção contra os ventos dominantes, tornando-a um refúgio acolhedor.
Além disso, é o palco de uma das tradições mais castiças da região: o “Banho 29”, uma festa popular que atrai multidões na noite de 29 de agosto para um mergulho ritual à meia-noite.
Vigiada e com bons apoios de praia, a Praia da Batata continua a ser, séculos depois, o ponto onde Lagos melhor celebra a sua ligação umbilical ao oceano e às histórias que as ondas trazem a terra.
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A Igreja de São Bartolomeu de Messines nasceu de uma forma bem pouco comum.
Diz a lenda que os habitantes da Amorosa e de Messines não chegavam a acordo sobre a localização do templo.
Para resolver o conflito, decidiu-se que dois cavaleiros partiriam de cada aldeia e que a igreja seria erguida no ponto de encontro.
O cavaleiro de Messines, contudo, avançou propositadamente mais devagar, garantindo que o edifício ficasse nas terras da sua povoação.
Para além do mito, o templo é um valioso exemplar arquitetónico.
Construído originalmente no primeiro quartel do século XVI, exibe hoje uma fusão entre o Manuelino e o Barroco, fruto de grandes obras no início do século XVIII.
No exterior, destaca-se o imponente pórtico barroco, ladeado por colunas salomónicas e capitéis coríntios.
O seu interior, de planta longitudinal com três naves, guarda um rico espólio de imagens dos séculos XVII e XVIII.
A importância religiosa da vila estende-se ainda às ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo, que completam o património local.
Porta de entrada no Algarve para quem vem do Alentejo, a vila de Odeceixe ergue-se encostada a uma colina, com ruas estreitas e casas de um branco imaculado.
Integrada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a freguesia combina a pacatez rural com a força do Atlântico, sendo famosa pela sua biodiversidade, arribas imponentes e dunas litorais.
O território é moldado pela Ribeira de Seixe, que nasce na Serra de Monchique e corre todo o ano, servindo de fronteira natural entre as duas regiões.
As suas águas preservadas alimentam uma vegetação rica em plantas endémicas e servem de refúgio a espécies raras como a garça-boieira e a lontra.
O rio desagua na icónica Praia de Odeceixe, eleita uma das “7 Maravilhas de Portugal” em 2012, onde o mar e a ribeira se encontram criando lagoas calmas na maré baixa. Logo ao lado, a sul, fica a Praia das Adegas, uma das praias oficiais de naturismo do país.
Na vila, o património histórico e cultural convida a visitas demoradas. Destacamos a Igreja de Nossa Senhora da Piedade, um templo dos séculos XIV/XV que guarda um arco triunfal manuelino e valioso espólio em prata lavrada.
A Adega-Museu, que recria as adegas das décadas de 1920 e 1940, antigo ponto de encontro social e de partilha da tradicional “adiafa” entre trabalhadores também merece uma visita, tal como o Moinho de vento, de onde se tem uma das vistas mais belas da zona.
A ligação à terra e ao mar reflete-se na gastronomia, com pratos típicos como a “Feijoada à minha maneira”, e nas celebrações locais.
A vila ganha vida com os desfiles de Carnaval, com a Feira do Folar na Páscoa, com as ruas coloridas nos Santos Populares, em junho, e com o mercado de rua que, de 15 em 15 dias aos domingos, mostra o orgulho local em legumes doces e licores artesanais.
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A Igreja do Carmo, em Faro, ficou eternizada na história por ter sido o palco onde eclodiu a revolta da cidade contra o domínio francês, a 19 de junho de 1808, e onde se elegeu o Supremo Conselho de Regência do Reino do Algarve.
Outro dos seus maiores – e macabros – pontos de interesse situa-se no antigo cemitério anexo: a célebre Capela dos Ossos, erguida em 1816.
Sendo uma das apenas seis estruturas deste género recenseadas em Portugal, esta capela oitocentista de inspiração barroca impressiona pelo seu revestimento feito com os crânios e ossos de mais de mil monges carmelitas.
Para além deste forte legado histórico e místico, o templo destaca-se na paisagem urbana pelas suas imponentes torres gémeas.
Construída originalmente entre 1713 e 1719 pela Ordem Terceira de Nossa Senhora do Monte do Carmo, a igreja teve de ser reconstruída após o sismo de 1755, afirmando-se como um belo exemplar da arquitetura barroca em estilo D. João V.
No seu interior de nave única, o retábulo-mor, esculpido pelo mestre Manuel Martins, é considerado uma das grandes obras-primas da talha algarvia, enquanto o altar de São José assinala a transição pioneira para o estilo Rococó na região.
Esta riqueza estende-se aos tetos pintados – com brutescos de Clemente Velho na sacristia e uma pintura em perspetiva de José Ferreira da Rocha na capela-mor – e aos trabalhos de massa de Diogo Tavares e Ataíde no coro-alto e nártex, desenhados para criar um efeito de ilusão e surpresa típico do Barroco.
Por fim, painéis de azulejos no nártex deixam gravada a fundação do monumento pelo Bispo D. António Pereira da Silva e intervenções posteriores na balaustrada, datadas de 1875.
Este é um dos mais icónicos e relevantes edifícios de Portimão. Trata-se do Colégio dos Jesuítas.
Projetado para se destacar entre o casario baixo, este gigante barroco domina a Praça da República e permanece, até hoje, como um dos capítulos mais fascinantes da história portimonense.
A sua origem remonta a 1660, fruto da visão de D. Diogo Gonçalves, um nobre de Vila Nova de Portimão com fortes ligações ao Oriente.
Por vontade testamentária, o fidalgo fundou este colégio da Companhia de Jesus, onde hoje repousa: o seu túmulo de mármore encontra-se na capela-mor da igreja.
Curiosamente, o edifício parece ter “abraçado” estruturas ainda mais antigas, como prova um arco manuelino que ainda se pode observar num dos corpos laterais.
Inaugurado e sagrado apenas em 1707, a arquitetura do Colégio reflete a estética sóbria e austera típica da Ordem dos Jesuítas.
A fachada apresenta uma composição unitária imponente, onde sobressai o elevado pé-direito da igreja central, ladeada pelos corpos do antigo colégio que exibem remates oblíquos singulares.
É um exemplar magnífico do Barroco português, que soube evoluir das conceções maneiristas iniciais para uma presença monumental e austera.
A história do Colégio, que está classificado como Imóvel de Interesse Municipal, é marcada por grandes reviravoltas políticas e sociais.
Após a saída dos Jesuítas em 1757, por ordem do Marquês de Pombal, o espaço foi administrado pelos frades Camilos (1780-1834).
Com a extinção das ordens religiosas em 1834, o imóvel passou a acolher diversos serviços públicos.
A sua vertente mais relevantes continua a ser a religiosa, albergando, no seu interior, a Igreja do Colégio, onde se realizam as cerimónias fúnebres.
Também acolhe o Museu de Pintura Diogo Gonçalves e serve a comunidade sénior através do Lar de Dia do Centro de Apoio a Idosos.
Foi, também, até há poucos anos, sede da Junta de Freguesia de Portimão.
Em Portimão, a sardinha vai voltar a ser descarregada à moda antiga durante a manhã do próximo dia 4 de agosto.
O movimento começará assim que o barco atracar.
Os pescadores vão deitar mãos à obra para colocar a pescaria em terra, usando apenas a força braçal e muitas canastras.
De imediato, as sardinhas serão colocadas em caixas e vendidas à oferta mais alta.
O passo seguinte caberá às mulheres, que as vão dividir por outras caixas para que sigam viagem.
Pelo meio, haverá ainda o desafio de gerir a azáfama: impedir que as crianças deambulem por ali para roubar peixe e explicar aos curiosos turistas o que está a acontecer.
Esta recriação histórica das descargas de sardinhas à moda antiga decorre a partir das 09h30 no Cais Gil Eanes.
O momento servirá de lançamento perfeito para o Festival da Sardinha, que é inaugurado ao fim da tarde desse mesmo dia.
Com este evento, a sardinha voltará a ser a grande imagem de marca da cidade de Portimão, prometendo arrancar com muita comida, bebida e animação musical.
O evento vai contar com concertos de Matias Damásio (dia 4), Némanus (5 de agosto); Átoa (dia 6), Cuca Roseta (dia 7), Fernando Daniel (dia 8) e Xutos & Pontapés (dia 9).
Um dos doces que vão estar em especial destaque é o Dom Rodrigo, um dos mais famosos da doçaria conventual do Algarve, com uma história profundamente ligada à cidade lacobrigense.
A sua origem é curiosa. Diz a tradição popular que a sua criação é uma homenagem direta a D. Rodrigo de Menezes, que foi Governador e Capitão-General do Algarve entre 1765 e 1773.
O fidalgo era um grande benfeitor do Convento de Nossa Senhora do Carmo, situado em Lagos, e apreciava muito os mimos gastronómicos das freiras. Para o lisonjear, as freiras terão inventado uma receita especial, combinando fios de ovos, ovos moles e amêndoa e deram o seu nome ao doce.
Com a extinção das ordens religiosas em Portugal no século XIX, as receitas secretas dos conventos passaram para o domínio público.
No caso do Dom Rodrigo, a receita foi preservada por famílias nobres de Lagos que tinham ligações ao convento. Mais tarde, o doce começou a ser confecionado em pastelarias locais, tornando-se um símbolo cultural da região.
Originalmente, o doce era servido em taças de porcelana e comido à colher. Para facilitar o transporte e a venda individual, passou a ser envolvido em folhas de papel de prata (alumínio) coloridas, cortadas em forma de pirâmide e com pontas franjadas, uma apresentação icónica que se mantém até hoje.
Muito dificilmente quem passeia distraidamente por esta rua, situada bem no centro da vila de Alvor, se apercebe estar junto a uma casa onde ocorreu um episódio histórico dramático.
Foi no seu interior que, a 25 de outubro de 1495, D. João II deu o seu último suspiro.
O monarca, imortalizado como “O Príncipe Perfeito”, faleceu com apenas 40 anos de idade, transformando esta pacata localidade do concelho de Portimão no cenário do fim de uma era.
Antes de chegar a Alvor, o rei tinha feito uma última e desesperada tentativa para enganar a morte.
O monarca sofria de uma doença prolongada e debilitante, o que o levou a procurar as afamadas águas termais das Caldas de Monchique, conhecidas desde os romanos pelas suas propriedades medicinais.
Embora tenha, inicialmente, sentido uma falsa esperança de melhoria, o seu estado de saúde agravou-se irreversivelmente, ditando a sua viagem final em direção à costa, rumo a Alvor.
As verdadeiras causas da sua morte na vila continuam envolvas em mistério.
Se, por um lado, muitos historiadores apontam para as consequências de uma doença renal crónica, por outro, persistem teorias antigas que sugerem um envenenamento misterioso, levantando suspeitas que chegaram a visar a própria rainha.
O certo é que o falecimento de D. João II em Alvor encerrou um reinado crucial, marcado pela centralização do poder real e pela consolidação da expansão marítima portuguesa.
A tragédia em solo algarvio foi ampliada pela falta de herdeiros legítimos diretos, já que o seu único filho, o príncipe D. Afonso, tinha morrido anos antes num acidente de cavalo.
Foi a partir dos acontecimentos de Alvor que, conforme o testamento do falecido monarca, o trono encontrou o seu sucessor no seu primo e cunhado, D. Manuel I.
O corpo de D. João II partiu do Algarve para o seu descanso final no Mosteiro da Batalha, mas a vila de Alvor ficou para sempre gravada nas páginas dinásticas como o lugar onde o destino de Portugal mudou de rumo.
Jardim da Alameda ganha nova vida com mais uma edição do “Alameda Viva”, um evento gratuito e pensado para toda a família.
Quinzenalmente, aos sábados, das 17h00 às 20h00, até 26 de setembro, haverá animação, contos, jogos, ateliers criativos, espetáculos de música, dança, teatro, atividades desportivas, insufláveis e muito mais.
Um espaço ao ar livre cheio de cor, movimento e alegria, ideal para celebrar a cultura, o convívio e a diversão entre gerações.
Datas e temas• 1 de agosto – Jardim dos Exploradores
• 15 de agosto – Jardim, Sol e Água
• 29 de agosto – Jardim dos Sentidos
• 12 de setembro – Jardim da Multiculturalidade
• 26 de setembro – Jardim Radical
terças-feiras (quinzenalmente) – das 10h00 às 11h00 – atividades para seniores