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Received — 18 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

Associação Pêra Viva organiza Rally Tascas para celebrar o Halloween em família

18 October 2026 at 17:11

No dia 31 de outubro, a vila de Pêra recebe a primeira edição do Rally Tascas Especial Halloween, uma iniciativa da Pêra Viva – Associação Cultural e Recreativa de Pêra que junta gastronomia, música e animação para todas as idades.

O evento começa às 18h, no Centro Social e Cultural de Pêra, num percurso que inclui cinco tascas temáticas. Em cada tasca, as equipas terão à sua espera uma bebida e um petisco. Os participantes terão também à sua disposição surpresas, desafios e prémios.

A organização preparou igualmente atividades infantis, incluindo um insuflável e a tradicional brincadeira de “Doces ou Travessuras”.

As inscrições podem ser feitas até ao dia 20 de outubro através do endereço associacaoperaviva@gmail.com ou do contacto 965015799.

A partir das 21h, o Centro Social e Cultural de Pêra recebe ainda um baile de Halloween, a cargo de Miguel Martins, aberto a toda a população e com espaço de comida e bebida.

A iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia de Pêra e da Câmara Municipal de Silves.

Afinal os homens e as mulheres também choram. Arménio Aleluia é um chorão…

18 October 2026 at 16:32

E lá fomos mais uma vez, à sede da Caixa de Crédito Agrícola de Paderne, para assistirmos a mais uma das muitas obras, desta vez, mais uma obra escrita, do teimoso Arménio Aleluia Martins, o grande decano da imprensa Regional, um homem bom, que escreve livros como quem toca ferrinhos e neste quase, quase cair da tarde, a sala estava à cunha, sem cunhas, porque se este livro tivesse sido apresentado em Lisboa e noutras das muitas capitais do velho Império português, a televisão, não tinha receio de mostrar só a mesa, porque aqui havia muita gente, gente que também estava dentro de uma qualquer das 150 páginas do último livro de Aleluia Martins (último por agora) CIDADÃOS QUE CONHECI EM PADERNE, com a importante chancela editorial da prestigiada Arandis Editora.

CIDADÃOS QUE CONHECI EM PADERNE, é um livro com gente dentro, com gente, muita gente, com retratos únicos, que se não fosse o saber de Arménio Aleluia Martins e o seu mais que perfeito «casamento», com a Arandis Editora, nada seria fácil. Casamento, entre aspas, para que não possam acontecer ciúmes por parte da grande Senhora que é a esposa do Arménio.

Não se pense que estamos perante um livro fácil, como quem romanceia, às vezes, nos SOS, da IA, antes um livro onde a ficção foi lavada com água das malvas e pendurada na corda da roupa.

É um livro fascinante, onde ao contrário do que acontece diariamente em todos os sítios, com excepção por exemplo, quando estamos a fazer um ressonância magnética onde nos proíbem de entrarmos com o telemóvel, desta vez, enquanto os oradores falavam, da Rita Coelho, uma autarca bonita, Presidente da Junta de Paderne, até ao Nuno Campos, passando pelo Arménio Aleluia Martins, ninguém estava a olhar para o telemóvel, antes virando um olho para o palco e outro para o livro. Um livro, que em muitos momentos foi o arrastar de uma sala para a emoção. E este mar de lágrimas, começou quando da intervenção de Rita Coelho, que quando falou do avô Manuel da Ponte Coelho, que aparece na página 118 e 119, lá deixou tombar uma lágrima.

Na mesa de honra, Rita Coelho, presidente da Junta de Freguesia de Paderne, Aleluia Martins, apresentando mais um livro e Campos Inácio, da Editora Arandis

Só falta Paderne, homenagear o Arménio Aleluia, dando seu nome ao pavilhão

E é a partir daqui que damos início ao palco das lágrimas, antes, porém e num cochichar ao ouvida da Rita Coelho, vou segredar. Amiga, está na hora de dar o nome de Arménio Aleluia Martins, ao Pavilhão de Paderne. Rita, não sei se falei muito baixinho, mas creio, que numa espécie de linguagem gestual, certo de que interiorizou as palavras deste velho escriba…

E como se não existisse mais ninguém na sala (está-lhe no sangue), o Arménio fez tudo. Escreveu o livro, pediu autorização à Caixa de Crédito Agrícola para fazer a apresentação naquele espaço, outra vez, uma espécie de centro cultural, fez os convites e ainda por cima, foi o apresentador da cerimónia. Isto só visto…

Por isso, começou por saudar a sala e num repente ficar um chato para comigo, comigo, porque falou de mim, e quando ia falando de mim, ia falando do Jornal do Algarve, onde também foi colaborador, talvez por me sentir um eterno seguidor dele, ainda na Rádio Alfarroba (a grande histórica RDP SUL), agora a finar-se e a manutenção de continuarmos e ainda bem, enleados numa forte teia de amizade, tão velha, como carinhosa. E ele, que sempre me trata por Netinho, desta vez, fugiu-lhe a boca para a mentira e lá foi falando de mim, do Neto Gomes, quiçá em homenagem ao constante dia dos velhos, não gosto da palavra idoso, porque é o arranque de IDIOTA…

Pouco depois e por ordens do Arménio, lá foi para o palco e enorme Francisco Saboia e o seu acordéon. Num espectáculo incrível, porque Paderne, além de guardar a memória do acordéon, sempre encontrou no Chico Saboia, uma figura incrível, pois além do acordéon, também trouxe para a sala uma obra de arte de pastelaria, onde ele, a par da cozinha ainda é uma mestre, ou para melhor, ainda é um faz tudo e está sempre disponível para dar um abraço, a quem precisar.

Depois foi a vez da anfitriã, Rita Coelho, Presidente da Junta de Paderne, que pelas memórias que também guarda do Arménio, não fez um discurso, antes pegou num papelinho bem alinhavado e, prestou uma homenagem ao Arménio, às gentes de Paderne e aqui o caldo entornou, quando falou do seu avô. Contudo, não deixou de acentuar a importância da Arandis, neste feitiço, que foi a edição do livro CIDADÃOS QUE CONHECI EM PADERNE.

Mais um livro de Arménio Aleluia Martins. Uma notável obra

Depois foi a vez do Arménio, que inspirado pelo Rita Coelho, chorou mais do que ela. Chorou mais do que falou. E como o choro também se pega, estava a ver, que tínhamos ir pegar na esfregona…

Arménio, lá foi dizendo o que sentia. Nem sei se ele falou do livro. Falou, falou, porque nisso também se sente como peixe na água. E falou com tanto entusiasmo, que se não fosse eu, a fazer um gesto do meio da sala, até se tinha esquecido de agradecer à sua amada esposa…

Aqui ninguém chorou, antes um ensaio para a gargalhada e um forte aplauso…

Arménio, também agradeceu à Arandis. Da minha parte fez bem, porque a Arandis, tem tido um papel incrível, no vastíssimo de obras, também de grande prestígio, como CIDADÃOS QUE CONHECI EM PADERNE, que têm sido lançadas no Algarve.

Depois foi a vez de Nuno Campos usar da palavra, que antes de chamar pelo Sérgio Brito, também sublinhou a nossa presença e do grande Aurélio Cabrita, para nós um grande escritor e um extraordinário historiador.

Nuno Campos, começou por ler uma linda e sentida mensagem de Sérgio Brito, outro homem da Arandis, que fez emergir alguns traços, da longa amizade que o une a Arménio Aleluia Martins.

Nuno Campos, pegou mentalmente, nalgumas linhas do seu prefácio no livro, para dizer: “Por vezes, conservam-se, em algumas terras, espaços e suportes memoriais, os túmulos perpétuos e os jazigos dos cemitérios, um ou outro registo toponímico, uma lápide num espaço público, um retrato numa parede ou um álbum de fotográfico. Uns eternizam nomes sem substância biográfica; outros preservam rostos cuja identificação se vai perdendo com o tempo.

Arménio Aleluia Martins, dando continuidade ao seu trabalho de recuperação da memória e do passado de Paderne, oferece-nos mais um contributo exemplar para que algumas das figuras desta terra nunca sejam esquecidas. Não pretende eternizar apenas nomes, datas ou imagens de rostos que um dia se cruzaram nas ruas de Paderne. Regista histórias e memórias. Conta-nos quem foram essas pessoas, o que fizeram, qual era o seu enquadramento social e familiar e que percursos de vida trilharam.

Felicito Arménio Aleluia Martins pelo extraordinário legado que soube receber, preservar e transmitir – três ações essenciais à salvaguarda do património cultural.

Arménio Aleluia Martins é, acima de tudo, um portador vivo do património cultural imaterial de Paderne: de sua memória, dos seus saberes e das suas tradições. Ao fixá-los e transmiti-los pela escrita, assegura que esse património sobreviva ao tempo e continue a viver nas mãos e na memória de cada leitor.

Obrigado pelo privilégio de me ter adotado por amigo!”

E o sol, ainda não tinha caído e antes de se iniciar a hora dos autógrafos, Arménio Aleluia Martins, que foi também o Mestre de Cerimónias, quis que a última palavra fosse a sua, cavando o seguinte:

“Escrever este livro foi, acima de tudo, um exercício de gratidão. Um reencontro com pessoas, histórias e afectos que fazem parte da alma de Paderne. Ao recordar a vida e a obras destes cidadãos, procurei preservar a memória de quem dedicou o seu talento, o seu trabalho e a sua generosidade à comunidade.

Porque uma terra vive das suas paisagens, mas perdura sobretudo pela memória das suas gentes. E enquanto houver quem conte as suas histórias, aqueles que partiram continuarão presentes entre nós, inspirando as gerações que hão-de vir.”

Arménio, um dos nossos mais notáveis decanos – e quando falo em notáveis decanos, lá encalha com estrondo no meu pensamento o Mestre João Leal, – voltou a comprovar, que até na apresentação de um livro: OS HOMENS E AS MULHERES TAMBÉM CHORAM…

Festa do Cinema Francês com programação em Faro entre 22 e 30 de outubro

18 October 2026 at 15:11

A Festa do Cinema Francês estará em Faro, no auditório do IPDJ, nos dias 22, 23, 29 e 30 de outubro, para celebrar a “riqueza, diversidade e vitalidade” do cinema francófono.

A sessão de abertura decorre no dia 22 de outubro, às 21h30, com o filme A Comédia Francesa (De la Comédie-Française), de Bertrand Usclat e Martin Darondeau, uma das comédias francesas mais populares do ano. O filme leva o público aos bastidores da mais prestigiada instituição teatral francesa, La Comédie-Française.

No dia 29 de outubro, às 21h30, é apresentado Adeus, Mundo Cruel (Adieu monde cruel) de Félix de Givry, um filme que parte do bullying sofrido por Otto, um adolescente de 14 anos.

A Festa do Cinema Francês em Faro termina com O Canto das Florestas (Le chant des forêts), de Vincent Munier, um documentário sobre a relação entre ação humana e natureza, onde três gerações percorrem o mesmo território, numa experiência de observação da natureza.

O programa completo pode ser consultado aqui.

Duas moedas de um mesmo mealheiro: ódio e o futebol-negócio…

18 October 2026 at 14:04

…Verdade que um pouco em sentido figurado, mas sempre adiantaremos que o combate ao discurso de ódio e o futebol-negócio, digamos que poderão resultar em moedas de um mesmo mealheiro, pois que uma poderá dar para lavar a imagem, enquanto a outra para encher o bolso.

Situemo-nos, então: apelando ao reforço do combate ao discurso de ódio no desporto, procurando uma estratégia coordenada que envolva autoridades públicas, organizações desportivas, plataformas digitais e sociedade civil, a Comissão Europeia, na sequência de um relatório elaborado por um grupo de peritos dos Estados-Membros, no âmbito do Plano de Trabalho da União Europeia para o Desporto 2024-2027, pretende-se alertar para a crescente dimensão do fenómeno que já ultrapassa os recintos desportivos e encontra nas redes sociais um quase desmesurado espaço de propagação, afetando atletas, dirigentes, árbitros e adeptos.

Convenhamos que, nesta anunciada luta, talvez que ela funcione mais em jeito de ‘verniz ético’… que a indústria precisa para se vender à UEFA/FIFA, a patrocinadores e, em algumas circunstâncias, até a tribunais. A procurar identificar-se como ‘selo de garantia’, como que a fidelizar os direitos televisivos, a aquisição de fundos europeus, inclusivé ‘credibilizando’… o fair-play financeiro.

Tomemos como exemplo, e já no futebol-negócio, um determinado jogador avaliado em 20 milhões, ele não valerá pela quantidade de assistências ou pelo saltos que dá, antes pela cláusula contratual, pois que ontem constituía-se como projeto, hoje tem empresário.

Vezes quantas a hipocrisia nos bate à porta, observando-se nas camisolas “No to Racism”, ao mesmo tempo que se compram e vendem – palavras duras, é certo – pretos imigrantes como ativos.

Não corresponderá a que quem define o ódio, define quem pode jogar, e falar e cobrar?! Posto isto, em linguagem crua, mas a ‘do terreno’, será luta contra o ódio ou antes gestão do negócio do ódio, em jeito do ódio útil vende bilhetes, enquanto o inútil leva processo…?!

O futebol português sairá esta semana dos estádios. Não para outro relvado, de relva natural ou sintética, mas para a realização da Arena Liga Portugal, onde a primeira feira da indústria do (mal) denominado deporto-rei nos irá mostrar que, para além dos remates e dos golos, existem centenas de milhões de euros em jogo, afirmando-se, em jeito de slogan: “Onde o futebol potencia o seu negócio”. Também é anunciado ser “um ecossistema que vai muito além dos jogadores”.

Como bom seria que não valesse exclusivamente como preço, protegendo a imagem do negócio, antes, e primeiro que tudo, o atleta como pessoa!

Uma vez mais, as tais ‘coisas’ da ‘coisa desportiva’ e… não só“!

*Embaixador para a Ética no Desporto, uma vez, Embaixador para sempre

Penálti aos 94 coloca o Portimonense na quarta eliminatória da Taça de Portugal

18 October 2026 at 13:11

O Portimonense foi ontem a casa do Florgrade sofrer até ao fim do jogo, até que uma grande penalidade ao minuto 94 garantiu a passagem da equipa algarvia à quarta eliminatória da Taça de Portugal.

A equipa da casa entrou bem na partida, conseguindo a vantagem ao minuto 14, por Léo Cá, no entanto, Welinton Júnior, aos 34, igualou o marcador e deu alguma tranquilidade ao Portimonense na ida para intervalo.

Já na segunda parte, nenhuma das equipas conseguiu finalizar com sucesso e, quando se previa o prolongamento, uma falta dentro da área deu origem a uma grande penalidade, convertida com sucesso por Tiago Mamede, aos 90+4, carregando o Portimonense até à quarta eliminatória da Taça de Portugal.

Já na Segunda Liga, o Portimonense, 11.º classificado, com 10 pontos, terá o Sporting B como próximo adversário, no dia 24 de outubro, às 11h.

O mundo está – mesmo – perigoso

18 October 2026 at 12:02

É um lugar-comum dizer que ver televisão faz mal à saúde. Reformulo a questão; faz mal à saúde ver noticiários e territórios adjacentes que podem incluir publicidade, documentários – e sabe-se como fazemos bons documentários, mas a vida é assim. Por um lado há uma seca sem fim, logo a seguir, chove e quando chove é sempre muito. As calotes estão como estão – e os caloteiros também. Os mares quentes fervem e, sem tirar uma vírgula (por acaso tirava, aqui e ali, mas não é conversa para agora), parece que o diabo veio para ficar, e ficou mesmo. Também estamos muito gordos, porque comemos muito ou mal, e agora a cereja sobre o bolo, sabemos que um em cada quatro maiores de sessenta anos está mal nutrido. Não estou a dizer que nada disto deixe de fazer sentido, mas que nos complica a vida, complica.

Há estudos (há estudos para tudo; para nutridos, desnutridos e um dia destes, nutridos desnutridos, que o meu amigo fica a saber que a vida é feitas destes pequenos nadas) para tudo e informação contraditória para, quase tudo. E agora o perigo; nas estatísticas, onde é que nos situamos? Eu, que tenho mais que sessenta anos estou na parte dos maravilhosamente mal nutridos ou dos restantes? Durmo bem, mal ou assim-assim? Leio livros em quantidade ou não? Vou ao médico com regularidade ou não? A conclusão é simples: façamos o que façamos, há uma catástrofe a cada virar de esquina. O que fazer? Acalmemo-nos, que um gajo quando morrer vai deitado. Ou não.

Terei resistido, mantendo uma réstia de vida no interior do meu cérebro, ao mais recente folhetim da vida portuguesa entre aqueles dois que os meus amigos sabem de quem se trata e por isso não os vou nomear? Penso que sim, estou – quase – incólume. Pelo menos sempre escusámos de ouvir o discurso de António José Seguro, que para lugares comuns já basta o que basta. E de que lado estamos, agora que a poeira se começou a instalar? Do lado que as questões do futebol costumam ser vistas. Quem gosta mais de Ronaldo, que sim tudo foi feito com lisura. Quem gosta de Jorge Jesus, que tudo foi feito como deve ser. Tal e qual como quando vemos um daqueles jogos do campeonato da Polónia, transmitido pelo canal 11. Não conhecemos ninguém nem nenhuma das equipas, mas depois de vermos cinco minutos de jogo, começamos a tirar por um dos dois. Ou seja, estamos, quase sempre, no lado das emoções e não da razão, e isso só pode estar certo. O ponto é que são problemas destes que mostram que o futebol moderno tem muito pouco a ver com desporto. Estamos no reino dos interesses económicos, da venda de camisolas, dos contratos publicitários e descobrimos que tudo isso manda mais que o jogo. Tenho a absoluta convicção que se Ronaldo quisesse jogar até aos cinquenta (sempre uma possibilidade), qualquer seleccionador tinha que o convocar, apesar de ser suplente na quarta liga saudita. E fazia uma perninha de três em três jogos, sem aquecimento para os ossos da perna não torcerem. Eramos a piada infinita (obrigado, literatura), mas lá vendíamos mais vinte camisolas, que o Cris manda nos gajos da federação.

Farense derrota Marco 09 por 3-0 e segue em frente na Taça de Portugal

18 October 2026 at 11:09

O Farense recebeu o Marco 09 no Estádio de São Luís, em Faro, confirmando o favoritismo com uma vitória por 3-0 frente a uma equipa do terceiro escalão, naquela que foi a terceira eliminatória da Taça de Portugal.

Os “leões de Faro” não demoraram muito tempo a marcar, por Gabriel Barbosa, logo no segundo minuto de jogo. Pouco tempo depois, João Resende fez o 2-0 (16′), um resultado confortável ao intervalo, que foi dilatado ao minuto 71, com golo de Toni Herrero, garantindo a passagem do Farense à quarta eliminatória da Taça de Portugal.

Quanto à Liga, a equipa de Faro segue no 3.º lugar, com 14 pontos, três de diferença do líder Lusitânia.

O próximo jogo será no dia 24, às 18h, na receção ao Penafiel, que é quarto, com 13 pontos.

Portimão desafia jovens a escolher a nova identidade visual da juventude

18 October 2026 at 10:13

O Município de Portimão desafia os jovens do concelho a participar na escolha da nova identidade visual da juventude portimonense, através da votação – até ao dia 1 de novembro – numa das quatro propostas de logótipo.

Depois de uma primeira fase de auscultação pública, realizada em junho e julho, e de terem sido desenvolvidas quatro propostas com base nas opiniões recolhidas, o processo entra numa etapa em que cidadãos entre os 12 e os 30 anos de idade podem votar na sua favorita.

De acordo com o Município, a votação está igualmente aberta a técnicos municipais, entidades parceiras e representantes do movimento associativo com intervenção na área da juventude, bem como membros do conselho municipal da Juventude de Portimão.

As votações pode ser feitas aqui, sendo que a proposta vencedora será anunciada em março de 2027.

Igreja Matriz de Porches vai ser palco de um concerto de Natal do grupo Dell’Acqua

18 October 2026 at 09:11

No dia 6 de dezembro, pelas 17h, a Igreja Matriz de Porches recebe o XXVI Concerto de Natal de Lagoa, com a atuação do grupo Dell’Acqua e a participação especial de Francisco Brazão.

O projecto Dell’Acqua é composto por Carla Pontes (soprano), Grace Borgan (flauta transversal) e Cristiana Silva (piano), sendo que, juntamente com o convidado especial Francisco Brazão (baixo-barítono), vão interpretar várias obras alusivas à quadra natalícia.

O evento é organizado pela Ideias do Levante – Associação Cultural de Lagoa, em parceria com o Município de Lagoa e a Junta de Freguesia de Porches, com o apoio da Paróquia de Nossa Senhora da Encarnação.

O concerto é de entrada livre e recomendado a maiores de seis anos.

Received — 17 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

Irmãs

17 October 2026 at 18:04

Mal aparecia na subida da ladeira empoeirada e já a reconhecia. Vinha montada na mula castanha, sempre sentada de lado. Tinha um porte distinto, de autonomia. Todas as outras mulheres que conhecia se limitavam a andar nos carros-de-mula, ou carroças, normalmente, ao lado dos maridos. Mas a tia Joaquina vinha sempre só, com o seu ar de amazona de um tempo perdido. Para mim, a chegada dela era sempre uma festa. Mal descia da mula, corria para mim e dava-me um abraço enorme. Mostrava-lhe as esfoladelas, os arranhões, os cortes, enfim, as mazelas dos últimos dias, fruto das minhas brincadeiras e aventuras nos campos do barrocal algarvio. Ela consolava-me, mas sempre com ar impressionado que deixava transparecer alguma aprovação. Era irmã da minha bisavó Maria. Só aparecia de vez em quando, pois vivia longe e a viagem na mula ainda era demorada. Normalmente passava parte do dia lá em casa. Conversava durante horas perdidas com a minha bisavó. Eu ficava a ouvir, por vezes, as conversas.

A minha avó era filha única, tal como o meu pai, enquanto a minha mãe e o meu avô tinham, respetivamente, um irmão e uma irmã a viverem em lugares distantes, dos quais estavam afastados. De modo que aquelas conversas mostravam que ter uma irmã era algo maravilhoso, que me parecia vedado a mim, na minha condição de filha única. Sonhava então, também eu com uma irmã que me viesse visitar, montando uma mula, um pónei ou pilotando uma nave espacial. Tanto fazia, o importante era que viesse, que chegasse um dia para partilhar comigo aquela doçura da irmandade feita de longos fios de palavras, tão longos como os fios de guita com que atava os colares de malmequeres que gostava de fazer nesses tempos. E nessas tardes, a minha bisavó, sempre triste, queixosa das dores estômago, parecia alegre. Uma irmã era alguém com o poder de transformar a tristeza em sorriso, as dores em alegria. Penso que era de alguém assim que precisava, neste momento, para converter em luz a solidão escura de Macau.

Excerto do romance Quem rasgou os meus lencóis de linho?, Ed. The Poets and Dragons Society, 2026

Olhão promove literacia digital e alerta para a cibersegurança

17 October 2026 at 17:05

Dezenas de munícipes participaram, na quarta-feira, 14 de outubro, numa sessão em Olhão dedicada à utilização dos serviços públicos digitais, à cibersegurança e à identidade digital. A iniciativa “Mestres do Digital” decorreu no Auditório Municipal Maria Barroso, numa organização do Município de Olhão em parceria com a ARTE – Agência para a Reforma Tecnológica do Estado.

A sessão reuniu participantes de diferentes faixas etárias e teve como objetivo reforçar os conhecimentos sobre as ferramentas digitais disponíveis para aceder aos serviços públicos, bem como sensibilizar para a importância da segurança na utilização das plataformas digitais.

“Esta iniciativa tem em vista sensibilizar todos para as potencialidades do mundo digital”, afirmou Catarina Poço, vice-presidente da Câmara Municipal de Olhão, que destacou a necessidade de conhecer e utilizar as funcionalidades do Cartão de Cidadão, numa altura em que muitos serviços públicos estão disponíveis através de plataformas digitais.

A autarca adiantou ainda que esta foi a primeira sessão do género no concelho e que estão previstos cursos mais avançados, destinados aos interessados em aprofundar os seus conhecimentos.

No final, os participantes tiveram a oportunidade de ativar a Chave Móvel Digital e a assinatura digital, ferramentas que permitem aceder a serviços públicos e realizar procedimentos por via eletrónica.

O acesso à Saúde e os seguros privados

17 October 2026 at 16:04

Notícias recentes dão-nos nota de que em junho passado os Seguros de Saúde já alcançavam quatro milhões e meio de pessoas tendo em seis anos ultrapassado o dobro dos segurados.

Os prémios duplicaram nos últimos seis anos e os seguros de saúde constituem conjuntamente com alguns Subsistemas de Saúde, com destaque para a ADSE, parte fundamental no crescimento da hospitalização privada.

Também é reconhecida a imprescindibilidade de os prémios dos seguros de saúde continuarem a aumentar. Afirma-o o Presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, Óscar Gaspar, enquanto estudos efetuados mostram ser a dificuldade no acesso ao SNS o principal motivo para ser contratado um seguro de saúde.

A credibilização da prestação na saúde é imprescindível, bem reconhecida no SNS quer na excelência das práticas quer na atualização dos equipamentos, mas o acesso difícil determina aos cidadãos a necessidade de buscar os cuidados de saúde de que necessitam no imediato, quer nas Urgências públicas quer na hospitalização privada.

E aqui está a questão fundamental:

O acesso ao privado é fácil e célere enquanto ao público é difícil, burocratizado e lento.

É assim imperioso agilizar o acesso ao Serviço de Saúde público. Diferentes esquemas organizativos permiti-lo-ão, assim haja o reconhecimento da necessidade e a vontade de a ultrapassar.

Outra dificuldade, melhor, impossibilidade quando encerradas, é no acesso às urgências hospitalares. Pretende a ministra da Saúde resolvê-lo com as Urgências Regionais, baseadas na lógica aritmética dos recursos humanos disponíveis. Só que as urgências têm de ser programadas em função das populações que servem, das patologias prevalentes e até na consideração das acessibilidades disponíveis.

Existindo escassez de recursos humanos é preciso adotar esquemas organizativos que consigam minimizar as dificuldades dos utentes. São vetores que têm de ser sempre considerados numa programação exigente.

Tome-se como exemplo inspirador o DL 62/79, quando era impensável fechar uma urgência mesmo com grande exiguidade de pessoal médico. O mundo mudou mas não mudou a necessidade de cuidados médicos para o doente, o que tem de estar sempre em mente dos responsáveis e determina a imprescindibilidade da imaginação organizativa adequada.

Uma coisa são as Emergências, outra as Urgências incluindo as urgências diferidas e outra ainda as falsas urgências que deviam ser assistidas noutros níveis de prestação e são oficialmente quantificadas em 32,2% da casuística dos Serviços de Urgência. No ano de 2025, atingiram um milhão, oitocentos e setenta mil casos. Fatores importantes na decisão organizativa.

Ignorar a relevância do acesso até pode ser conveniente a uma desresponsabilização persecutória da máxima de “melhor Estado, menos Estado” que até estará fazendo o seu caminho se olharmos ao desenvolvimento dos seguros de saúde em consequência de o cidadão, confrontado com o acesso difícil ao SNS, procurar abrir as portas que consegue. Paga dois seguros de saúde, um incluído nos seus impostos e outro, de garantias e “plafonds” bem inferiores ao primeiro, à Companhia de Seguros que contratou.

Estamos portanto numa realidade de o Estado com o acesso progressivamente mais difícil se ir desobrigando das responsabilidades que a Constituição lhe determina, deveres bem expressos na Lei de Bases da Saúde, onde o número 4 da Base I estipula:

“O Estado promove e garante o direito à proteção da saúde através do Serviço Nacional de Saúde (SNS), dos Serviços Regionais de saúde e de outras instituições públicas, centrais, regionais e locais”.

Sendo certo que a expansão dos seguros de saúde bem explica o desenvolvimento da Hospitalização privada, também é certo que tão profunda remodelação nos Cuidados de Saúde, paulatinamente em desenvolvimento e num tempo pleno de tão grandes incertezas, obriga a Sociedade a uma profunda reflexão, onde os partidos políticos têm um papel relevante e da maior responsabilidade.

Passeio em Cacela Velha revela os hábitos alimentares da época medieval

17 October 2026 at 15:02

Os hábitos alimentares das comunidades que viveram em Cacela Velha durante o período medieval vão estar em destaque num passeio de interpretação da paisagem, marcado para domingo, 25 de outubro, que dará a conhecer o que os vestígios arqueológicos revelam sobre os alimentos consumidos e a sua origem.

Integrada na iniciativa “Passos Contados – Passeios Pedestres de Interpretação da Paisagem”, a atividade terá início às 9h30, com ponto de encontro em Cacela Velha, e será orientada pelos arqueólogos Maria João Valente e Hugo Oliveira, professores da Universidade do Algarve, e por Cristina Santos, estudante do curso de Património Cultural e Arqueologia.

Ao longo do percurso, os participantes vão explorar os vestígios de ossos, conchas, sementes e outros materiais encontrados em escavações arqueológicas, que ajudam a reconstruir a alimentação das comunidades locais, desde o período islâmico às possíveis transformações associadas à época cristã.

Os restos identificados apontam para uma alimentação diversificada, que incluía ovelhas, cabras, aves domésticas, animais de caça, peixes e moluscos recolhidos na Ria Formosa. Os estudos de sementes e de outros vestígios vegetais permitem também aprofundar o conhecimento sobre os alimentos de origem vegetal e a sua importância na dieta da época.

O passeio propõe, assim, uma leitura da paisagem de Cacela Velha e da sua envolvente enquanto testemunho dos recursos naturais, das práticas alimentares e das tradições culturais das comunidades que habitaram o território.

Maria João Valente é especialista em zooarqueologia e no estudo das dietas humanas do passado, enquanto Hugo Oliveira se dedica à arqueogenómica e à paleobotânica. Cristina Santos encontra-se a analisar os restos botânicos identificados em Cacela.

A participação é limitada e requer inscrição prévia junto do Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela, na Antiga Escola Primária de Santa Rita, através do telefone 281 952 600 ou do endereço de correio eletrónico ciipcacela@gmail.com. Os interessados devem indicar o nome e um contacto.

Crucifixo de papel

17 October 2026 at 14:04

20 – Uma vida nova

Três dias depois de nascer, David teve alta do hospital e foi para casa com o pai, instalar-se no quartinho azul.

Guete despertou do coma ao décimo dia de internamento. Na cadeira de visitas, sentado à sua frente, estava Vinícius com o bebé ao colo, ambos numa espera ansiosa e contínua por vê-la regressar à vida.

O pequeno ia crescendo com a saúde dos fortes, inundado de amor por uns pais que faziam os possíveis para afastar da lembrança aqueles episódios traumáticos do hospital. Recordar a chegada de David, era recordar os abusos clínicos, a negligência e a desumanidade gratuita pela qual passaram.

A indignação pelos maus-tratos recebidos não tinha sequer ombro onde pousar, levitava somente, como um mostro incorpóreo contra o qual nada podiam fazer. Não adiantava recorrer às instituições, zelar por justiça, sonhar com a reparação dos danos. Nunca adiantou. Por isso, o jeito era fugir do presente, seguir para um futuro incógnito – pelo menos, no que ainda não se conhece, pode haver alguma esperança.

Vinicius continuava empregado na construção do Golf Resort e já tinha propostas para seguir na firma depois da obra. O corpo roto pela dureza do trabalho era compensado pelo salário acima da média e pela satisfação de chegar ao quartinho azul, no final de cada dia, aliviado pela sobrevivência.

Guete, entre as exigentes funções de cuidados maternos a David, retomara gradualmente os serviços de manicure e pedicure em casa.

Chegou o dia em que o salão improvisado na marquise já mal dava vazão à clientela, que crescia com a graça de um deus no qual ela nem se apercebera que deixara de acreditar. Por isso, convidou Lúcia para abandonar a Hamburgueria e juntar-se a ela no negócio de um novo espaço, desta vez profissionalizado com excelência.

Vam’bora, amiga, não tá vendo que eu sozinha não dou conta, a gente se junta, faz tudo direitinho, tem clientela de sobra para nós duas, e você sabe que o David precisa de mim um montão.

Ah, Guete, eu não sei, se dá errado eu faço o quê, vou mendigar, eu tenho Luana, Guete. E tenho o cafajeste do Miguel me atazanado com a droga daquele tribunal, você sabe que se eu fico desempregada, ele vai logo vir querer tirar a menina de mim, eu tenho medo.

O que tinha para dar errado na vida da gente, já deu, mulher. Não tem mais nada para dar errado, não. A gente já passou aprovação de tudo quanto é jeito, chega uma hora que a cruz larga do nosso ombro. E você sabe muito bem que nunca vai estar sozinha, você tem a gente, a mim, ao Vini e ao David. Eu nunca vou deixar você e Luana na mão, a gente vai junta para onde for. Vamos, Lu, abrir o nosso próprio negócio, com dignidade, tudo certinho, você não merece continuar debaixo das agruras da escravidão daquele restaurante, você merece honradez, merece cumprir seus direitos, você é gente igual a todo o mundo.

E você tem mesmo certeza que as meninas vão continuar vindo no salão.

Ôxi, é sério que você está duvidando de meus talentos, é isso. Quem era que lá no Bordel Dourado colocava as raparigas tudo num brinco, que nem capa de revista, quem era.

É…
Quem sabe nunca esquece, Lu. Você já viu o tanto que esse povo tem me procurado para fazer cabelo, pé, mão, virilha, buço, pestana, sobrancelha, tudo. Não lhe dou um ano e a gente abre até sucursal lá para os lados da cidade nova, presta atenção no que eu estou falando. E tem mais, esse é o negócio do futuro, você já reparou que antes era só madame que frequentava salão, e olha agora, hoje em dia até menina pé rapado faz unha e cabelo uma vez no mês, pelo menos. Você devia era falar para Luana deixar de besteira com esse negócio de estudar em universidade, e ir fazer curso é de estética, que no futuro ela herda o legado da gente e fica com a vida encaminhada. Até homem já faz depilação, sobrancelha, unha. É ou não é, me fala se eu estou errada.

Quer saber, eu vou sim, Guete, não tou mais podendo gastar saúde lá naquela hamburgueria dos infernos. E você está é cheia de razão.

Vam’bora, negócio fechado. Hoje a gente toma um chope em homenagem à vida nova, que a cruz do passado eu não carrego mais.

Com os papéis em ordem não há burocracia que contrarie a escolha do legalizado. O Salão da Guete passou a chamar-se formalmente Estúdio de Beleza Guete & Lu, e mudou para o piso 0 do Centro Comercial Baía dos Lobos – um edifício a léguas dos seus tempos áureos, indeciso entre o abandono e a resistência, na baixa despovoada da vila.

Se é mesmo verdade que depois das tempestades vêm as bonanças, então a delas parecia ter chegado. O negócio fluía, e o amor também.

Não só o de Guete e Vinicius, cada vez mais sólido, como um calo que se ergue na epiderme à força bruta das agressões vindas de fora; mas também o de Lúcia e Paula, que despontava ressuscitando desejos há muito encubados pela teoria de Platão.

UAlg recebe encontro nacional dedicado aos patrimónios rurais

17 October 2026 at 13:02

A Universidade do Algarve (UAlg) acolhe, de 5 a 7 de novembro, o III Encontro Nacional de Estudantes de Património (ENEP), dedicado ao tema “Patrimónios rurais”. A iniciativa decorre no Anfiteatro 1.5 do Complexo Pedagógico, no Campus da Penha, e pretende promover o debate científico sobre a valorização, a salvaguarda e a sustentabilidade do património cultural e natural.

Organizado por estudantes de Património, História e Arqueologia dos três ciclos de estudo da Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (FCHS) da UAlg, o encontro reúne estudantes, investigadores, docentes, profissionais e outros interessados nestas áreas, incentivando a partilha de conhecimentos e de trabalhos de investigação entre instituições de ensino superior.

A edição deste ano conta também com a participação de estudantes de universidades espanholas que desenvolvem investigação sobre o património rural transfronteiriço.

O programa aborda temas como a representação artística do mundo rural, a gestão comunitária do património, a sustentabilidade das paisagens culturais, a transmissão de saberes tradicionais e as relações entre territórios rurais e urbanos. A escolha do tema relaciona-se ainda com as comemorações do Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, promovido pelas Nações Unidas.

No último dia do encontro, a 7 de novembro, está prevista uma visita à exposição “Com os Pés na Terra e as Mãos no Mar: 6000 anos de História de Quarteira”, com o apoio do Município de Loulé. A atividade inclui o acompanhamento de um técnico especializado e transporte de autocarro para os participantes.

O ENEP realizou-se pela primeira vez em 2023, por iniciativa de estudantes de Património da Universidade de Évora. Em 2025, a segunda edição foi organizada por estudantes da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cabendo agora à UAlg receber o encontro.

A realização desta edição no Algarve assume particular relevância por a Universidade do Algarve ter sido a primeira instituição de ensino superior portuguesa a disponibilizar um curso de Património Cultural.

“Juntas na estrada, unidas na vida”

17 October 2026 at 12:04

É este o lema do encontro – convívio que o Pink Reders Moto Clube promove, no âmbito do Outubro Rosa, pela quinta vez, no dia 17 de Outubro, a partir das 15 horas. Esta importante jornada, que bem merece a participação de todos pelos seus altos objectivos é realizada no Sítio das Virtudes (Parque Ribeirinho), em Faro, com a imprescindível e generosa colaboração da Delegação no Algarve da APO (Associação Portuguesa de Oncologia).

A sua finalidade é a sensibilização para a prevenção e diagnóstico precoce do cancro da mama, terrível enfermidade que todos os anos continua a causar milhares de óbitos entre nós. Ao invés do que existe uma ideia generalizada esta doença cancerosa não é exclusiva das mulheres, onde conhece a esmagadora maioria dos casos, mas extensiva a ambos os sexos.

Para além do convívio em si mesmo, apostados como todos estamos num diagnóstico precoce do cancro da mama, das intervenções sensibilizadoras, o encontro comporta também muita animação e música, com intervenções anunciadas de Filipe Romão, Rita Fox Band, Super Pop Music Band e outros que generosamente dão o contributo artístico para tão fraterna iniciativa do «Outubro Rosa», bem como comes e bebes.

Viver no Sítio das Virtudes (Parque Ribeirinho) esta jornada é uma afirmação decidida em prevenir uma doença indesejável e lutar por melhores índices de saúde.

Antiga escola de Altura transforma-se em espaço de estudo e convívio jovem

17 October 2026 at 11:01

A antiga Escola Primária de Altura vai ganhar uma nova dinâmica com a abertura do Hub Young-Link, um espaço gratuito dedicado ao estudo, ao trabalho colaborativo e ao convívio entre jovens do concelho de Castro Marim. A iniciativa da Associação Young-Link arranca oficialmente a 26 de outubro e pretende disponibilizar um local de utilização diária, com acesso à internet e condições para a realização de trabalhos escolares e preparação para exames.

O espaço foi pensado para responder às necessidades de estudantes e jovens profissionais, oferecendo um ambiente onde podem estudar, desenvolver projetos em grupo ou conviver fora do contexto escolar.

A abertura diária do Hub representa também uma nova etapa para a Young-Link, que, até agora, devido à natureza voluntária da direção, apenas conseguia abrir as instalações pontualmente.

A cedência do espaço pelo Município de Castro Marim, conjugada com o financiamento da medida “Estágios INICIAR”, do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), e o apoio do programa IDA, do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), permitiu à associação integrar uma estagiária administrativa, que assegurará o acolhimento e o funcionamento regular do espaço.

Segundo a associação, esta nova fase pretende reforçar a capacidade de resposta da estrutura e contribuir para a valorização do associativismo jovem e para a integração de jovens no mercado de trabalho.

A abertura oficial está marcada para segunda-feira, 26 de outubro, pelas 18h00, nas instalações da antiga escola primária. O programa inclui a apresentação do funcionamento do Hub Young-Link, o descerrar da placa oficial da sede e um lanche de convívio aberto aos participantes.

A partir dessa data, o espaço estará aberto de segunda a sexta-feira, entre as 11h00 e as 19h00, com entrada livre para a comunidade jovem.

Abóbora em destaque em nova edição do “Almanaque da Aldeia”

17 October 2026 at 10:04

O CIIPC – Centro de Investigação e Informação do Património de Cacela promove, a 20 de outubro, pelas 12h00, mais uma edição do “Almanaque da Aldeia”, desta vez dedicada à abóbora.

A iniciativa decorre nas instalações do centro, na antiga Escola Primária de Santa Rita, e destina-se à comunidade local e ao público em geral.

A participação está sujeita a inscrição prévia, que pode ser feita através do telefone 281 952 600 ou do endereço de correio eletrónico ciipcacela@gmail.com.

Lagoa promove formação gratuita sobre gestão do tempo

17 October 2026 at 09:05

O Município de Lagoa vai promover uma formação gratuita e certificada em gestão do tempo, nos dias 28 e 30 de outubro e 4 de novembro, entre as 18h30 e as 21h30, no Pátio das Gerações, em Lagoa. A iniciativa destina-se a profissionais do setor e a outros interessados em melhorar a organização e o planeamento das suas atividades.

A formação, com uma duração total de oito horas, integra o projeto Formação +Próxima, desenvolvido em cooperação com a Escola de Hotelaria e Turismo de Portimão.

O programa aborda princípios de gestão do tempo, métodos para identificar tarefas e hábitos que prejudicam a produtividade, bem como ferramentas para avaliar a utilização do tempo e estratégias para melhorar a organização e o planeamento.

A iniciativa pretende dotar os participantes de conhecimentos e ferramentas práticas que lhes permitam reconhecer formas mais eficazes de gerir o tempo, identificar fatores de desperdício e melhorar a gestão das tarefas quotidianas.

A formação decorre em horário pós-laboral, em dias úteis, e não tem custos para os participantes.

Os interessados devem estar registados na Academia Digital e efetuar a inscrição através da plataforma de formação do Turismo de Portugal. Para mais informações, podem contactar os endereços de correio eletrónico tania.neves@escolas.turismodeportugal.pt ou turismo@cm-lagoa.pt. As vagas são limitadas.

Received — 16 October 2026 ⏭ Jornal do Algarve

Campanha “O Fair-Play Joga em Casa” distinguida nos Prémios Boas Práticas

16 October 2026 at 17:15

A Associação de Futebol do Algarve (AFA) recebeu, esta quinta-feira, no Centro de Juventude de Lisboa, a certificação e premiação pela campanha “O Fair-Play Joga em Casa”, na cerimónia dos Prémios Boas Práticas da Bandeira da Ética.

A distinção foi atribuída pelo presidente do conselho diretivo do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Ricardo Gonçalves, a João Pedro Gomes, presidente da direção da AFA.

A Associação considera o prémio uma distinção coletiva – dos seus filiados, parceiros, embaixadores e todas as instituições e personalidades que se associaram ao movimento -, que valoriza todo o desporto no Algarve.

É mais um exemplo, afirma, “de que a luta pelo desportivismo, respeito, igualdade e bons valores permanece uma causa nobre e de relevo, à qual não devemos permanecer indiferentes”.

A campanha sublinha que o respeito e a ética “não pertencem apenas aos recintos desportivos, mas acompanham-nos em qualquer lugar”. A “casa” pode ser o clube, o recinto de jogo, as bancadas, ou até “o espaço interior de cada um, onde se decide agir com empatia e lealdade”.

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