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Supermercados podem recusar vales Volta, mas há uma forma de recuperar o dinheiro que muitos desconhecem

19 October 2026 at 20:40

Devolver garrafas de plástico e latas nas máquinas instaladas nos supermercados já faz parte dos hábitos de muitos portugueses. No entanto, o sistema Volta continua a levantar dúvidas, sobretudo quando chega o momento de utilizar os vales emitidos após a entrega das embalagens. Afinal, será possível descontar um talão num supermercado diferente daquele onde foi feita a devolução?

Segundo uma verificação publicada pelo Polígrafo, esta segunda-feira, 19 de outubro, os supermercados podem recusar a utilização de vales emitidos por outras cadeias comerciais. Contudo, isso não significa que os consumidores percam o dinheiro associado às embalagens devolvidas.

A questão surgiu depois de um leitor ter relatado dificuldades em utilizar os vales do sistema Volta em estabelecimentos como o Lidl, o Pingo Doce e o Continente, quando os talões tinham sido emitidos por máquinas de outras superfícies comerciais.

Supermercados podem recusar vales emitidos noutras lojas?

A resposta é sim, pelo menos quando o consumidor pretende utilizar o valor do talão como desconto nas compras.

Em esclarecimentos prestados ao Polígrafo, a SDR Portugal, entidade responsável pela gestão do sistema Volta, explicou que cada vale pode ser utilizado na loja onde foi emitido ou noutras lojas da mesma cadeia, dependendo das regras estabelecidas por cada retalhista.

Isto significa que um consumidor que devolva embalagens num determinado supermercado não tem necessariamente a possibilidade de utilizar o respetivo vale nas compras realizadas numa cadeia concorrente.

No entanto, existe uma diferença importante entre utilizar o talão como desconto e pedir a devolução do dinheiro.

Há uma regra que os supermercados são obrigados a cumprir

Apesar de poderem limitar a utilização dos vales nas compras, os supermercados não podem impedir os consumidores de recuperar o valor do depósito em dinheiro.

Esta garantia está prevista no artigo 30.º-F do Regime da Gestão de Fluxos Específicos de Resíduos, que estabelece as condições de reembolso das embalagens abrangidas pelo sistema.

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) esclareceu ao Polígrafo que a possibilidade de receber o dinheiro não pode ser retirada ou condicionada pelos estabelecimentos comerciais.

Segundo a associação, a legislação é clara quanto à obrigação de garantir o reembolso em numerário, independentemente das regras aplicadas à utilização dos vales nas compras.

Assim, quem receber um talão e não pretender utilizá-lo naquele supermercado pode solicitar a devolução do respetivo montante em dinheiro.

Quanto tempo tem para utilizar os vales do sistema Volta?

Outra questão importante diz respeito ao prazo de validade dos talões emitidos pelas máquinas de recolha.

De acordo com a SDR Portugal, os consumidores dispõem de um ano após a emissão do vale para o utilizar nas compras ou converter o respetivo valor em dinheiro.

Durante esse período, o montante correspondente ao depósito das embalagens continua disponível para reembolso.

Por isso, quem acumula vários talões deve prestar atenção às respetivas datas de emissão, evitando ultrapassar o prazo previsto.

Algumas máquinas permitem receber o dinheiro diretamente no cartão

Além dos vales tradicionais, existem máquinas que disponibilizam outras modalidades de reembolso.

Segundo a DECO, alguns equipamentos permitem transferir o valor das embalagens devolvidas diretamente para um cartão bancário, dispensando a utilização de talões em papel.

A associação considera esta possibilidade uma boa prática, uma vez que facilita o acesso ao dinheiro por parte dos consumidores.

Contudo, sublinha que a existência de modalidades digitais não elimina a obrigação de disponibilizar o reembolso em numerário sempre que este seja solicitado.

E se o supermercado se recusar a devolver o dinheiro?

A DECO alerta que impedir o consumidor de receber o valor do depósito em numerário pode constituir uma prática ilegal.

A legislação apenas prevê a possibilidade de recusar o reembolso de um vale quando existam dúvidas fundamentadas relativamente à sua autenticidade ou regularidade.

Fora destas situações, o direito à devolução do dinheiro deve ser assegurado de forma simples e sem atrasos injustificados.

Caso um estabelecimento recuse injustificadamente o reembolso, o consumidor poderá apresentar uma reclamação e denunciar a situação às entidades competentes.

Desta forma, embora os supermercados possam estabelecer regras próprias para a utilização dos vales nas compras, não podem retirar aos consumidores o direito de recuperar em dinheiro o valor das embalagens devolvidas.

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Nem Lisboa nem Faro: nesta localidade a taxa turística vai passar de 2€ para 4€ por noite

19 October 2026 at 19:40

Dormir no Porto Santo, na Madeira, vai ficar mais caro para quem estiver abrangido pela taxa turística municipal. A Câmara decidiu duplicar o valor cobrado por dormida, dos atuais dois euros para quatro euros, justificando a alteração com o aumento dos encargos associados à atividade turística e com a necessidade de reforçar a capacidade financeira do município.

Segundo o jornal Diário de Notícias, o executivo considera que a crescente procura pelo destino tem consequências que vão muito além do setor hoteleiro. Mais visitantes significam também maior utilização dos espaços públicos, infraestruturas e serviços municipais, além de uma pressão acrescida sobre os recursos naturais da ilha.

Turismo cresce, mas também aumentam os custos

A autarquia pretende que uma parte maior desses encargos seja suportada através da própria atividade turística. O dinheiro adicional deverá ajudar a financiar áreas como limpeza urbana, manutenção do espaço público, proteção ambiental e valorização das infraestruturas utilizadas por residentes e visitantes.

Nuno Batista, presidente da Câmara Municipal do Porto Santo, reconhece que o crescimento turístico é importante para a economia da ilha, mas defende que este tem de ser acompanhado por investimento. Na sua perspetiva, receber mais pessoas implica novas responsabilidades para o município e custos que não podem ser ignorados.

Porto Santo aponta para falta de recursos

A decisão é também enquadrada pela autarquia na situação financeira específica do concelho. Segundo a mesma fonte, Porto Santo continua a ocupar a última posição entre os municípios portugueses no que respeita às transferências recebidas do Estado, circunstância que o executivo considera limitativa.

Para a Câmara, esta realidade torna mais difícil responder às necessidades de um território insular que recebe milhares de visitantes ao longo do ano. A atualização da taxa surge, assim, como uma forma de encontrar uma fonte adicional de receita ligada diretamente à procura turística.

Autarquia quer proteger também quem vive na ilha

O objetivo declarado não passa apenas por melhorar as condições oferecidas a quem passa férias no Porto Santo. O município pretende que o reforço de receitas permita igualmente investir em áreas com impacto direto no quotidiano dos residentes durante os 12 meses do ano.

“A nossa prioridade são os porto-santenses”, afirmou Nuno Batista, citado pela publicação. O autarca defende que a capacidade de continuar a receber visitantes depende primeiro de existirem condições para preservar a ilha, manter os serviços e responder às necessidades da população local.

Taxa passa para o dobro do valor atual

Com a alteração, uma dormida abrangida pela taxa passa dos dois para os quatro euros, duplicando o encargo atualmente aplicado. Numa estadia de várias noites, a diferença acumulada torna-se mais evidente, embora a informação disponibilizada não indique no texto fornecido a data concreta em que o novo valor começará a ser cobrado.

A medida insere-se numa discussão mais ampla sobre a contribuição do turismo para os territórios onde a pressão de visitantes é elevada. No caso do Porto Santo, o executivo argumenta que as receitas municipais existentes não são suficientes para acompanhar todas as exigências geradas pelo crescimento do destino.

Mais receita deverá financiar manutenção e ambiente

Entre os setores identificados pela autarquia estão a limpeza, a conservação de espaços públicos, a proteção dos recursos naturais e a qualificação da oferta do próprio destino. A intenção é evitar que estes custos recaiam exclusivamente sobre os meios financeiros já disponíveis no orçamento municipal.

Com a passagem da taxa turística para quatro euros por dormida, a Câmara procura, por isso, equilibrar duas prioridades: continuar a afirmar o Porto Santo enquanto destino turístico e assegurar que esse crescimento contribui para conservar o território e melhorar os serviços utilizados por quem ali vive. O aumento representa, na prática, mais dois euros por noite face ao valor atualmente cobrado.

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Trabalhadores das escolas de Albufeira ameaçam greve de cinco dias em novembro

19 October 2026 at 19:27

Os assistentes operacionais das escolas de Albufeira denunciaram esta segunda-feira uma crescente sobrecarga de trabalho, que dizem ter sido agravada pelo fim da contratação externa dos serviços de limpeza, situação que levou à pré-convocatória de uma semana de greve para novembro.

O protesto decorreu em frente à Câmara Municipal de Albufeira e foi promovido pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P), reunindo “cerca de uma centena e meia” de trabalhadores dos três agrupamentos escolares do concelho, segundo fonte sindical citada pela Lusa.

Daniel Martins, dirigente do sindicato, considera que a escassez de profissionais é “um problema nacional”, mas sustenta que, em Albufeira, os assistentes operacionais “andam exaustos” porque “são paus para toda a obra”, acumulando um elevado número de tarefas.

Entre as funções desempenhadas pelos trabalhadores no concelho algarvio estão o acompanhamento e a vigilância dos alunos, o apoio às refeições, os serviços de manutenção e a assistência a crianças com necessidades educativas especiais, entre outras, enumerou o sindicalista.

Sindicato alerta para sobrecarga após fim da limpeza externa

“Toda uma panóplia de situações que nem sequer integram o conjunto de funções que lhes são atribuídas e que eles fazem de bom grado, mas sem a formação devida”, sustentou o dirigente do S.TO.P.

Este problema, acrescentou, foi agravado pelo fim do contrato de prestação de serviços de limpeza nas escolas do concelho, no final de setembro, causando “uma sobrecarga extra”.

“Se as colegas já estavam sobrecarregadas de trabalho, agora ainda lhes foi atribuído mais trabalho. As limpezas, sendo função delas, tinham sido privatizadas, mas essa subcontratação terminou agora. As colegas não aguentam, muitas estão a meter baixa, outras estão a dar mais uma hora ao final do dia para pôr as coisas no mínimo exequível. Quem paga são as crianças, que não têm escolas em condições”, afirmou Daniel Martins.

Segundo o S.TO.P, a situação pode comprometer a segurança dos alunos, uma vez que os assistentes operacionais têm de dividir o tempo entre a limpeza dos espaços e a vigilância das crianças.

“Ou existem funcionários para limpar ou funcionários para vigiar, o que não podem é estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Isso significa que a segurança está em causa”, alertou o dirigente sindical.

Trabalhadores admitem greve entre 9 e 13 de novembro

Num plenário realizado hoje, os profissionais aprovaram a entrega de um caderno reivindicativo à Câmara de Albufeira, esperando “obter respostas até final do mês de outubro”, revelou Daniel Martins.

Já está agendado um novo plenário, com marcha pelas ruas da cidade, para 04 de novembro, em que será avaliada e ratificada uma greve de uma semana, já pré-convocada para os dias 09 a 13 de novembro, “dependendo do que a câmara responder”, destacou o dirigente do S.TO.P.

Câmara anuncia novas contratações e investimento em vigilância

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (Chega), considerou as críticas injustas e revelou que, até final deste ano letivo, a autarquia espera contratar cerca de uma centena de profissionais para as escolas.

“A partir de amanhã [terça-feira], vão entrar 20 novos assistentes operacionais. Vamos apresentar em reunião de câmara uma proposta de concurso para contratar mais 35 assistentes operacionais, além de 14 cozinheiros, e contamos ter disponíveis mais 30 em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional”, referiu.

A Câmara de Albufeira vai investir também 150 mil euros em serviços de vigilância na entrada das escolas, libertando assistentes operacionais para as suas funções, acrescentou o autarca eleito pelo Chega, lembrando que a contratação externa para a limpeza “tinha um custo de mais de 1 milhão de euros”.

“Não há nenhum município no Algarve em que os assistentes operacionais não façam limpezas. Compreendo muitas das suas queixas, acho que estes profissionais têm de ser valorizados, mas no dia a dia vão ter de cumprir o que está no seu contrato”, defendeu.

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Madalena Santos conquista bronze mundial e leva karaté de Faro ao pódio na Polónia

19 October 2026 at 18:30

Novo bronze mundial colocou Madalena Santos, atleta do Karate Clube de Faro, entre as melhores do mundo na categoria de Kumite Cadetes Feminino +61 kg, no Campeonato do Mundo de Cadetes, Juniores e Sub-21 de Karaté, disputado entre 14 e 18 de outubro, em Bielsko-Biała, na Polónia.

A medalha reforça um ano de destaque internacional para a jovem karateca farense, que já em fevereiro se tinha sagrado campeã da Europa de Cadetes, na mesma categoria, no Campeonato da Europa realizado em Limassol, no Chipre.

Com estes dois resultados, Madalena Santos junta um título europeu a uma medalha mundial numa temporada em que se afirmou nas principais competições internacionais do seu escalão.

Do título europeu ao pódio mundial

O terceiro lugar alcançado na Polónia dá continuidade ao percurso internacional da atleta, que voltou a representar o Karate Clube de Faro numa competição de elevado nível.

Para o clube farense, o resultado confirma o trabalho desenvolvido na formação e preparação de atletas para provas internacionais, destacando também o contributo da equipa técnica e de todos os que acompanham o percurso desportivo de Madalena Santos.

A conquista assume igualmente particular significado para o karaté algarvio, ao colocar novamente uma atleta da região num pódio internacional.

Madalena Santos reforça percurso internacional

Depois do ouro europeu conquistado no Chipre e do bronze mundial agora alcançado na Polónia, Madalena Santos consolida o seu percurso entre as principais atletas jovens do karaté português na categoria de Kumite Feminino +61 kg.

O Karate Clube de Faro felicitou a atleta pela prestação no Campeonato do Mundo, considerando a medalha um resultado de destaque para o clube, para Faro e para o Algarve.

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Governo antecipa revisão das ajudas de custo: estes trabalhadores podem receber mais em 2027

19 October 2026 at 18:20

Os trabalhadores da Administração Pública poderão ter novidades nas ajudas de custo e na progressão das carreiras em 2027. O Governo decidiu antecipar o calendário de negociações com os sindicatos, abrindo a possibilidade de rever os valores pagos pelas deslocações em serviço e de introduzir melhorias remuneratórias.

Segundo a agência Lusa, a informação foi avançada esta segunda-feira, 19 de outubro, pela presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), Rosa Sousa, após uma reunião com o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, e a secretária de Estado da Administração Pública, Marisa Garrido.

A responsável sindical fez um balanço positivo do encontro, destacando a antecipação de várias matérias previstas no acordo celebrado com o Executivo. No entanto, esclareceu que ainda não foram apresentados novos valores para as ajudas de custo ou propostas concretas de aumentos salariais.

Ajudas de custo serão revistas em janeiro de 2027

Uma das principais novidades anunciadas diz respeito à revisão das ajudas de custo dos funcionários públicos, cuja negociação deverá começar em janeiro de 2027.

Esta matéria ganhou prioridade devido às dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores que precisam de utilizar os próprios veículos em deslocações profissionais.

“Como compreendem, 40 cêntimos ao quilómetro, levar o seu próprio carro, é muito pouco”, afirmou Rosa Sousa, citada pela Lusa.

A dirigente considera que os valores atualmente pagos são insuficientes para compensar os custos associados às deslocações, especialmente tendo em conta os preços dos combustíveis.

Segundo a presidente do STE, existem funcionários públicos que acabam por suportar parte das despesas necessárias ao desempenho das suas funções, chegando, em alguns casos, a “pagar para trabalhar”.

Apesar da antecipação das negociações, ainda não existe qualquer decisão sobre os novos montantes que poderão ser atribuídos aos trabalhadores.

Revisão das carreiras também vai começar mais cedo

Outra alteração anunciada pelo Governo prende-se com a revisão das carreiras gerais da Administração Pública, inicialmente prevista para janeiro de 2027.

O processo negocial deverá agora começar em dezembro deste ano, permitindo antecipar a discussão sobre o posicionamento remuneratório dos funcionários públicos.

O STE pretende que esta revisão resulte numa valorização salarial duradoura, mesmo que não sejam introduzidas alterações significativas na Tabela Remuneratória Única.

Na prática, o sindicato defende que os trabalhadores possam passar a ingressar ou a ser posicionados em níveis remuneratórios superiores dentro das respetivas carreiras.

“Se não houver hipótese de fazer um grande aumento salarial geral, que ele seja revertido na carreira”, explicou Rosa Sousa.

Salários da Função Pública deverão subir em 2027

O acordo plurianual atualmente em vigor, assinado entre o Governo, a Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap) e o STE, prevê uma atualização salarial de 2,3% em 2027, com um aumento mínimo de 60,52 euros.

Caso sejam cumpridos os valores estabelecidos, a base remuneratória da Administração Pública deverá passar dos atuais 934,99 euros para 995,51 euros no próximo ano.

Contudo, o STE considera que estes aumentos são insuficientes e reivindica uma atualização salarial superior a 5%.

O sindicato pretende ainda antecipar a subida do subsídio de refeição para 6,45 euros, embora o Governo tenha remetido esta discussão para uma fase posterior.

De acordo com o relatório que acompanha a proposta de Orçamento do Estado para 2027, o Executivo prevê um aumento de 1.231 milhões de euros nas despesas com pessoal da Administração Pública.

Governo também vai rever salários dos dirigentes

Além das ajudas de custo e das carreiras gerais, o calendário apresentado contempla outras matérias relacionadas com as condições de trabalho no Estado.

A revisão do estatuto remuneratório do pessoal dirigente deverá começar durante o primeiro trimestre de 2027, enquanto as alterações ao Sistema Integrado de Gestão e Avaliação do Desempenho na Administração Pública (SIADAP) estão previstas para o segundo semestre do mesmo ano.

O STE considera que as remunerações atualmente oferecidas aos dirigentes não são suficientemente atrativas, dificultando o preenchimento de determinados cargos.

“Abre um concurso e não concorre ninguém, porque não é apelativo, ninguém quer ser dirigente, alguma razão há, não é?”, questionou Rosa Sousa.

Próxima reunião poderá trazer novidades sobre os aumentos

Apesar dos avanços no calendário, a presidente do STE sublinhou que a reunião desta segunda-feira serviu apenas para definir os prazos das negociações.

“Neste momento foi só esta calendarização, não temos ainda propostas”, esclareceu.

O próximo encontro entre o Governo e os representantes sindicais deverá realizar-se durante as duas primeiras semanas de novembro.

Até lá, mantêm-se os valores previstos no acordo plurianual, embora os sindicatos continuem a pressionar o Executivo para conseguir aumentos superiores.

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João Félix vive “sensação incrível” após colocar Olhanense na quarta eliminatória da Taça de Portugal

19 October 2026 at 18:01

O guarda-redes João Félix continua a viver a “sensação incrível” de ter sido decisivo na passagem do Olhanense, da primeira divisão distrital do Algarve, à quarta eliminatória da Taça de Portugal, depois de defender e converter um penálti no desempate frente ao Oliveira do Hospital.

Em declarações à agência Lusa, o jogador recordou o momento vivido no domingo no Estádio José Arcanjo, em Olhão, onde a formação algarvia afastou uma equipa do Campeonato de Portugal e prolongou o percurso na ‘prova rainha’.

Depois de um empate 1-1 que se manteve após o prolongamento, o apuramento teve de ser decidido através das grandes penalidades. Ao fim de 17 tentativas, João Félix acabou por assumir o papel decisivo.

O guarda-redes travou o remate de Lucas Silva, também guarda-redes do Oliveira do Hospital, antes de assumir a cobrança seguinte e converter a grande penalidade que confirmou a qualificação do Olhanense.

Guarda-redes recorda momento decisivo

“Não me passou grande coisa pela cabeça. Foi pegar na bola, ter confiança no penálti decisivo, marcar e ajudar a equipa a ganhar”, comentou João Félix.

O momento fez lembrar o desempate entre Portugal e a Inglaterra, no Europeu de 2004, quando Ricardo, guarda-redes da seleção portuguesa, cometeu proeza semelhante.

“Nem me lembrei disso, mas, quando cheguei ao balneário, os meus colegas começaram logo a falar disso e lembrámo-nos”, recordou, entre risos.

Ao telemóvel do guarda-redes do Olhanense têm chegado desde domingo “várias mensagens” de felicitações, algumas delas de antigos colegas na formação do Benfica, como Diogo Prioste e José Melro.

“Não me sinto um herói porque foi um trabalho extraordinário da equipa para chegarmos aos penáltis. É claro que a decisão de penáltis é mais focada nos guarda-redes, mas, até chegar à minha vez, houve outros colegas meus que marcaram”, considerou o atleta da equipa algarvia.

Olhanense é a única equipa dos distritais ainda em prova

O Olhanense é a única equipa dos campeonatos distritais ainda em prova na Taça de Portugal, mas João Félix rejeita qualquer título de ‘equipa-sensação’.

“O nosso objetivo é o campeonato. Vamos tentar vencer o adversário que vier na Taça de Portugal, sabendo que vai ficando cada vez mais difícil”, frisou.

Sonho de defrontar um ‘grande’ permanece

Em relação ao sonho de jogar frente a um ‘grande’, o ‘guardião’ não esconde que tem um “impacto diferente”.

“Todos os jogadores o preferem, mas, se não acontecer, já é muito bom estarmos na quarta eliminatória da Taça de Portugal”, concluiu.

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IUC muda em 2027: estes condutores vão pagar em duas prestações e outros só em outubro

19 October 2026 at 17:50

Os proprietários de automóveis vão ter de se adaptar a um novo calendário de pagamento do Imposto Único de Circulação (IUC) a partir de 2027. O imposto deixa de estar associado ao mês da matrícula do veículo e passa a ter datas fixas, sendo que o número de prestações dependerá do montante total a pagar.

De acordo com a informação avançada pela agência Lusa, o Governo estabeleceu um regime transitório para 2027, antes da entrada em funcionamento do calendário definitivo, prevista para 2028. O objetivo é evitar que os contribuintes tenham de pagar o imposto relativo a dois anos num curto espaço de tempo.

Quem paga até 500 euros só terá de liquidar o IUC em outubro

Durante o próximo ano, os condutores cujo IUC seja igual ou inferior a 500 euros terão de pagar o imposto numa única prestação, durante o mês de outubro.

Já os proprietários de veículos cujo imposto ultrapasse os 500 euros poderão dividir o pagamento em duas prestações, com vencimentos em julho e outubro.

Nestes casos, continuará a existir a possibilidade de liquidar a totalidade do imposto em julho, sem necessidade de recorrer ao pagamento faseado.

Esta solução será aplicada exclusivamente em 2027, funcionando como um período de adaptação às novas regras.

A partir de 2028, o IUC passa a ter três datas de pagamento

O calendário definitivo entra em vigor em 2028 e estabelece três situações diferentes, consoante o valor do imposto.

Os contribuintes cujo IUC seja igual ou inferior a 100 euros terão de pagar a totalidade até ao final de abril.

Para valores superiores a 100 euros e até 500 euros, o pagamento será dividido em duas prestações, nos meses de abril e outubro.

Quando o imposto ultrapassar os 500 euros, os proprietários poderão efetuar o pagamento em três prestações, distribuídas pelos meses de abril, julho e outubro.

Desta forma, os condutores deixam de ter de consultar o mês da matrícula para saber quando devem pagar o imposto, passando a existir um calendário comum.

Governo explica por que razão decidiu alterar o pagamento

Segundo o diploma citado pela Lusa, as alterações procuram facilitar o cumprimento das obrigações fiscais e tornar o sistema de cobrança mais previsível.

O Governo considera que o novo modelo permitirá melhorar a relação entre os contribuintes e a Autoridade Tributária, evitando situações que possam provocar dificuldades financeiras desnecessárias.

O regime transitório de 2027 foi precisamente criado para impedir que os automobilistas tenham de suportar pagamentos relativos a 2026 e 2027 num intervalo demasiado curto.

O Executivo sustenta ainda que a mudança será fiscalmente neutra, não devendo representar um esforço financeiro adicional decorrente da alteração do calendário.

Há também alterações para veículos matriculados durante o ano

Outra mudança prevista diz respeito ao período de tributação, que passa a corresponder ao ano civil, entre 1 de janeiro e 31 de dezembro.

Contudo, quando um veículo é matriculado ou registado pela primeira vez em Portugal durante o ano, o período de tributação começa nessa data e termina no último dia de dezembro.

Nestes casos, será aplicada uma isenção proporcional aos meses completos decorridos desde o início do ano até à data da matrícula ou registo.

O diploma também estabelece que a isenção de IUC atribuída a pessoas com deficiência com grau de incapacidade igual ou superior a 60%, relativamente a veículos das categorias A, B e E, passa a ter um limite anual de 240 euros.

Em 2026, os condutores continuam a pagar no mês da matrícula

Apesar das alterações previstas, as novas datas ainda não se aplicam aos pagamentos efetuados durante 2026.

Até ao final deste ano, mantém-se o calendário atual, que obriga os proprietários a liquidar o IUC até ao último dia do mês correspondente ao aniversário da matrícula do veículo.

Assim, quem tiver de pagar o imposto nos próximos meses deverá continuar a cumprir os prazos habituais, uma vez que o novo regime apenas começará a produzir efeitos em 2027.

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Academia Próxima Geração abre 25 vagas e quer envolver jovens do Algarve

19 October 2026 at 17:34

Os jovens do Algarve, entre os 16 e os 30 anos, podem candidatar-se a partir desta segunda-feira, 19 de outubro, à quinta edição da Academia Próxima Geração. O programa de formação em liderança cívica e política dispõe de 25 vagas para candidatos de todas as regiões do país.

As candidaturas decorrem até 9 de novembro, através do site aproximageracao.com. A formação realiza-se entre fevereiro e maio de 2027, combinando sessões semanais online com quatro fins de semana presenciais em diferentes regiões portuguesas.

Na mensagem enviada ao POSTAL, Manuel Caldeira, vice-presidente da Próxima Geração, destaca o potencial do projeto para os jovens algarvios, que considera estarem muitas vezes afastados de outros mecanismos de envolvimento cívico e democrático.

Potencial de intervenção na comunidade orienta seleção

A organização procura participantes com vontade de aprender e capacidade para contribuir para as suas comunidades, valorizando o autoconhecimento e o sentido de propósito, em vez da proximidade ao poder ou de percursos políticos já consolidados.

“Não procuramos quem está mais perto do poder, mas quem tem potencial para ter impacto positivo na sua comunidade. A política faz-se também fora dos cargos eletivos”, afirma Fabiana Fernandes, presidente da Próxima Geração.

A metodologia assenta na diversidade dos participantes, na valorização de diferentes experiências profissionais, académicas e cívicas e na empatia. A academia pretende reunir jovens de vários contextos socioeconómicos e orientações ideológicas.

Missões semanais, debates e projetos práticos

O programa está organizado em três blocos — Refletir, Capacitar e Mobilizar — e trabalha competências de liderança, comunicação e pensamento crítico através de missões semanais, debates com especialistas e projetos práticos.

Nas edições anteriores, participaram oradores como Marcelo Rebelo de Sousa, Carlos Guimarães Pinto, Marta Temido, David Elrich, Inês Franco Alexandre, José Maria Pimentel e Rita Saias.

Apresentada pela organização como a primeira academia multipartidária do país dedicada à participação cívica e política dos jovens, a iniciativa conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República. A quinta edição tem também o apoio da Movy.

Cem participantes formados desde 2022

A academia formou 100 jovens nas quatro edições realizadas desde 2022. Segundo os resultados divulgados pela organização junto dos antigos participantes, um ano depois do programa a percentagem dos que se consideram bem informados sobre política passou de 30% para 79%.

Cerca de 80% afirmam que a formação aumentou a sua motivação para atuar na política e intervir na comunidade, enquanto 95% dizem ter adquirido novas perspetivas políticas. Os indicadores traduzem as avaliações reportadas pelos próprios participantes.

Entre os antigos alunos encontram-se membros de partidos com representação na Assembleia da República, assessores parlamentares, eleitos de assembleias municipais e candidatos a câmaras municipais. Há também fundadores de associações e jovens sem filiação partidária que participam nas suas comunidades e em debates públicos.

A Próxima Geração é uma associação sem fins lucrativos e multipartidária, fundada em 2022, que integra a rede internacional Better Politics Foundation. A sua atividade centra-se na capacitação de jovens para a participação cívica e política.

Academia Próxima Geração abre candidaturas. Crédito: Próxima Geração
Academia Próxima Geração abre candidaturas. Crédito: Próxima Geração
Academia Próxima Geração abre candidaturas. Crédito: Próxima Geração
Academia Próxima Geração abre candidaturas. Crédito: Próxima Geração
Academia Próxima Geração abre candidaturas. Crédito: Próxima Geração

Leia também: Olhão recebe alunos de Espanha e Alemanha em projeto Erasmus dedicado às lendas europeias

Dois prémios europeus distinguem Amendoeira Golf Resort no Algarve

19 October 2026 at 17:20

O Amendoeira Golf Resort foi distinguido pelo segundo ano consecutivo nos World Luxury Travel Awards, conquistando os prémios de Melhor Campo de Golfe do Sul da Europa e Destino de Golfe Mais Sustentável do Sul da Europa, anunciou o Grupo Rolear na sua página de Facebook.

Numa publicação dedicada aos galardões, o grupo considera que se tratam de “Duas distinções europeias que reforçam o compromisso do Grupo Rolear com a excelência e a sustentabilidade.”

O Grupo Rolear destaca que “O Amendoeira Golf Resort, foi distinguido pelo segundo ano consecutivo nos World Luxury Travel Awards: como Melhor Campo de Golfe do Sul da Europa e Destino de Golfe Mais Sustentável do Sul da Europa.”

Grupo destaca investimento em eficiência e preservação ambiental

Na mesma publicação, o Grupo Rolear associa os prémios à estratégia seguida nas diferentes áreas em que atua. “Estes prémios refletem a visão que o Grupo Rolear promove em todas as suas áreas de atividade: aliar qualidade, inovação e sustentabilidade, criando valor para clientes, parceiros e comunidade.”

O Amendoeira Golf Resort integra o Grupo Rolear desde 2023. Desde então, segundo a empresa, têm sido desenvolvidas medidas relacionadas com eficiência energética, utilização dos recursos e proteção ambiental.

“Desde a integração do Amendoeira Golf Resort no Grupo Rolear, em 2023, temos reforçado a aposta na eficiência energética, na gestão responsável dos recursos e na preservação ambiental, sem comprometer a excelência da experiência proporcionada aos visitantes”, refere o Grupo Rolear.

Localizado em Alcantarilha, no concelho de Silves, e em atividade desde 2008, o Amendoeira Golf Resort integra golfe, alojamento, desporto, natureza e experiências para famílias.

A oferta inclui os campos Faldo Course, O’Connor Jnr. Course, Academy Course e Parreira Afonso Course, bem como diferentes tipologias de alojamento e um Sports Center com atividades para várias idades.

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Faro testa taipa no mobiliário urbano e leva solução à Culatra e Querença

19 October 2026 at 17:00

Técnica tradicional de construção em taipa está a ser experimentada no Algarve em novas soluções de mobiliário urbano, através de um projeto que já colocou um banco no Jardim da Alameda, em Faro, e prevê instalar outras peças na Ilha da Culatra e em Querença.

A experiência foi apresentada a 15 de outubro, no Instituto Português do Desporto e da Juventude (IPDJ), em Faro, durante a sessão técnica “Taipa no Mobiliário Urbano: inovação sustentável para o espaço público”, promovida no âmbito do projeto “Matéria Adentro”.

Desenvolvido pela Perto Arquitetura e pela A Engenharia da Taipa, o protótipo consiste num banco de jardim construído com recurso a esta técnica tradicional. A instalação no Jardim da Alameda contou, desde o início, com o acolhimento do Município de Faro.

O projeto prevê ainda a colocação de outro protótipo na Ilha da Culatra e de um candeeiro no Jardim Manuel Viegas Guerreiro, em Querença.

Materiais tradicionais ganham novas aplicações

A sessão contou com um enquadramento científico de Alfredo Braga, do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve, que apresentou informação sobre a técnica, o desempenho e a durabilidade das construções em taipa no sul do país.

O encontro abordou também o progressivo desaparecimento do património construído com esta técnica e a possibilidade de lhe atribuir novas utilizações, nomeadamente no espaço público.

Além da taipa, foram discutidas aplicações de outros materiais endógenos do Algarve, como a cana e a ostra, procurando desenvolver soluções com menor impacto ambiental para os setores do design, arquitetura e construção.

A adoção destas propostas pelas autarquias esteve igualmente em debate numa mesa-redonda moderada por Catarina Cruz, com representantes do Município de Aljezur, Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Ordem dos Arquitetos e equipa do projeto “Matéria Adentro”.

Entre os principais desafios identificados estiveram a durabilidade e manutenção das peças, regulamentação, licenciamento, contratação pública e capacidade de produção.

Projeto aposta na economia circular e nos recursos do Algarve

O debate destacou ainda a importância de preservar e transmitir às novas gerações os conhecimentos ligados aos materiais e técnicas tradicionais, envolvendo escolas, instituições de ensino superior, arquitetos, designers, municípios e profissionais da construção.

Foi igualmente abordada a reutilização de terras provenientes de construções anteriores e de resíduos de construção e demolição como forma de integrar princípios de economia circular. Foram ainda referidas oportunidades de financiamento através do Programa Regional Algarve 2030.

O projeto “Matéria Adentro” termina a 22 de outubro, com uma sessão marcada para as 14:30 no auditório da CCDR Algarve, em Faro, destinada à apresentação dos resultados e à reflexão sobre novas utilizações dos materiais endógenos.

Integrada no “Programa de Desenvolvimento de Novos Produtos baseados em Materiais Endógenos Inspirados na Dieta Mediterrânica”, a iniciativa pretende estimular a criação de produtos a partir de recursos locais e associar os saberes tradicionais à inovação.

O trabalho incluiu residências criativas com artesãos, empresas, designers, arquitetos e investigadores, nas quais foram desenvolvidas experiências com cana, casca de ostra, barro e taipa, procurando aplicações no design, arquitetura e construção sustentável.

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Albufeira aumenta em cerca de 15% o apoio à formação desportiva

19 October 2026 at 16:40

Clubes e associações de Albufeira vão beneficiar de um reforço de cerca de 15% no investimento municipal destinado à formação desportiva, após a assinatura dos contratos-programa que formalizam os apoios à atividade das coletividades do concelho.

Os contratos foram assinados na sexta-feira, 16 de outubro, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, numa iniciativa dirigida sobretudo ao trabalho desenvolvido pelos clubes junto das crianças e dos jovens.

A autarquia mantém, através destes instrumentos, o apoio à atividade das coletividades e ao acompanhamento dos atletas ao longo da época, abrangendo modalidades que vão do futebol ao surf, passando pela patinagem, basquetebol e artes marciais.

Município reconhece necessidades ao nível dos equipamentos

O município destaca o papel desempenhado por dirigentes, treinadores e colaboradores na organização dos treinos, acompanhamento das competições e aproximação dos mais jovens à prática desportiva.

A autarquia considera ainda que a participação nos clubes contribui não apenas para a aprendizagem das diferentes modalidades, mas também para experiências de cooperação, respeito e superação entre crianças e jovens.

“Nós vamos continuar a apostar na formação desportiva”, afirmou Rui Cristina, presidente da Câmara Municipal de Albufeira, durante a sessão.

O autarca reconheceu também as necessidades manifestadas pelas coletividades ao nível dos equipamentos e dos espaços destinados aos treinos, indicando que o município procurará encontrar respostas dentro dos recursos disponíveis.

Novo regulamento deverá entrar em vigor no próximo ano

A Câmara de Albufeira está igualmente a preparar um regulamento de apoio ao associativismo desportivo, que o executivo pretende concluir e aplicar no início do próximo ano.

O objetivo passa por estabelecer critérios mais claros, permitindo aos clubes conhecer a metodologia utilizada na avaliação e atribuição dos apoios municipais e procurando reforçar a equidade e a transparência do processo.

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Coloca papel vegetal na air fryer antes de a ligar? Há um erro que pode provocar um incêndio

19 October 2026 at 16:30

O papel vegetal é uma solução prática para evitar que os alimentos se agarrem ao cesto da air fryer e facilitar a limpeza depois da refeição. Há, contudo, um erro que deve ser evitado: colocar o papel no interior do aparelho e fazer o pré-aquecimento sem qualquer alimento por cima, uma vez que a circulação de ar pode fazê-lo levantar e aproximar-se da resistência.

Segundo o portal da DECO PROteste, o papel de forno ou as formas de papel podem ser utilizados na air fryer quando são corretamente posicionados. O problema surge quando ficam soltos dentro do equipamento, já que podem ser movimentados pelo fluxo de ar quente e entrar em contacto com a resistência elétrica, criando um risco de incêndio.

Papel deve ter sempre alimentos por cima

A indicação é simples: quando se utiliza papel vegetal ou uma forma de papel, deve existir comida por cima a fazer peso. Dessa forma, reduz-se a possibilidade de o material se deslocar dentro do cesto enquanto o ventilador faz circular o ar quente.

Por essa razão, a associação de defesa do consumidor desaconselha pré-aquecer a air fryer apenas com o papel no interior. Se o aparelho tiver de aquecer previamente durante alguns minutos, o forro deve ser colocado apenas quando chegar o momento de introduzir os alimentos.

Circulação de ar também não deve ficar bloqueada

Mesmo quando está preso pela comida, o papel não deve impedir o funcionamento normal do equipamento. Uma das características da air fryer é precisamente a circulação rápida de ar quente em redor dos alimentos, pelo que tapar completamente determinadas zonas do cesto pode prejudicar esse processo.

As formas de papel mal posicionadas podem reduzir o fluxo de ar e alterar o resultado da confeção. A mesma fonte recomenda deixar espaço livre nas laterais, permitindo que o calor continue a circular e que os alimentos cozinhem de forma mais uniforme.

Nem todos os papéis podem entrar no aparelho

Também é importante distinguir o papel vegetal próprio para forno de materiais como guardanapos, toalhas de papel ou papel comum. Estes últimos não devem ser utilizados na air fryer, dado que podem incendiar-se quando sujeitos às temperaturas atingidas pelo equipamento.

A regra indicada pela DECO passa por verificar se o recipiente ou material pode ser utilizado num forno convencional. Plástico, madeira e materiais frágeis também devem ficar de fora, uma vez que podem derreter, partir-se ou incendiar-se devido ao calor.

Silicone é apontado como alternativa reutilizável

Para quem utiliza a air fryer com frequência, as formas de silicone próprias para uso culinário são apresentadas como uma opção prática. Podem ser reutilizadas, facilitam a limpeza e ajudam a proteger o revestimento original do cesto.

Há, porém, um detalhe a considerar. As formas de silicone em formato de tigela podem dificultar a circulação do ar quente e obrigar a mexer os alimentos mais vezes. Por isso, além do material utilizado, é importante escolher um tamanho adequado ao cesto e não o sobrecarregar.

Alumínio, vidro e metal também podem ser utilizados

Formas metálicas e recipientes de aço inoxidável podem ser usados quando são adequados para forno. O mesmo princípio aplica-se ao vidro e à cerâmica, embora estes materiais devam ser resistentes ao choque térmico e não devam passar diretamente de um ambiente muito frio para uma air fryer já quente.

Note que o papel vegetal não é proibido na air fryer e pode ser útil para determinadas preparações. O cuidado essencial está no momento em que é colocado: nunca deve ficar sozinho no cesto durante o pré-aquecimento, porque pode voar com o fluxo de ar, encostar-se à resistência e criar condições para um incêndio.

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“Isto é um milagre”: Presidente do Fátima é padre e não acredita no que aconteceu na Taça de Portugal

19 October 2026 at 16:10

Nem o próprio presidente do Centro Desportivo de Fátima acreditava que a sua equipa pudesse protagonizar uma das grandes surpresas da Taça de Portugal. O clube, que compete no Campeonato de Portugal, quarto escalão do futebol português, eliminou o Académico de Viseu, da I Liga, com uma vitória por 1-0, deixando o padre António Pereira surpreendido com o resultado.

Em declarações à agência Lusa, esta segunda-feira, 19 de outubro, o presidente do Fátima, cuja ligação ao clube já dura há 56 anos, confessou que esperava uma derrota pesada e que ficou incrédulo quando percebeu que a equipa estava prestes a garantir o apuramento.

Padre acompanhou o jogo pelo telemóvel e não queria acreditar

António Pereira não conseguiu assistir à partida, uma vez que se encontrava a trabalhar. Ainda assim, foi acompanhando o resultado através do telemóvel, sempre que tinha oportunidade.

Quando percebeu que o Fátima estava a vencer por 1-0, já perto do final do encontro, não conseguiu esconder a surpresa.

“Fui acompanhando o resultado pelo telemóvel, conforme pude. Quando vi já quase no final o 1-0… meu Deus, isto é um autêntico milagre”, contou à Lusa.

O golo decisivo foi apontado por Lucas Russo, perto do final da partida, garantindo uma vitória histórica para o conjunto de Fátima.

Apesar de utilizar a palavra milagre, o presidente fez questão de reconhecer o trabalho desenvolvido pela equipa técnica e pelos jogadores.

“Logicamente falando, os milagres acontecem sem necessariamente serem sobrenaturais”, explicou, destacando a preparação de um plantel muito jovem para enfrentar um adversário de um escalão superior.

Presidente esperava uma goleada e acabou por celebrar uma vitória histórica

O dirigente admitiu que não tinha grandes expectativas para este encontro, sobretudo depois de o Fátima ter perdido o último jogo do campeonato frente a Os Nazarenos, equipa que ocupava o último lugar da classificação.

“Estava descontraído, à espera de um resultado volumoso”, confessou António Pereira, acrescentando que ficou extremamente satisfeito quando percebeu que a equipa tinha conseguido vencer.

Para o presidente, eliminar uma formação da I Liga representa um feito extraordinário, especialmente tendo em conta as diferenças de recursos entre os dois clubes.

Esta foi a primeira vez que o Fátima conseguiu eliminar uma equipa do principal escalão na Taça de Portugal, embora o clube já tivesse protagonizado outra surpresa em 2007, quando afastou o FC Porto da Taça da Liga após grandes penalidades.

Padre já pensa no próximo adversário: “Milagres não acontecem todos os dias”

Depois da vitória, António Pereira revelou que prefere encontrar um adversário mais acessível na próxima eliminatória, de preferência uma equipa do mesmo escalão.

O objetivo passa por continuar na competição e, se possível, beneficiar financeiramente de mais um jogo em casa.

“Prefiro um adversário mais fácil para termos mais uma vitória, porque milagres não acontecem todos os dias”, afirmou.

O presidente reconheceu que as receitas provenientes da Taça de Portugal são importantes para um clube com recursos financeiros limitados.

Fátima não quer subir de divisão e prioridade é garantir a manutenção

Apesar da euforia provocada pela vitória, António Pereira deixou claro que o principal objetivo da temporada continua a ser a permanência no Campeonato de Portugal.

Com apenas uma vitória e um empate nos primeiros cinco jogos do campeonato, o clube não pretende realizar investimentos elevados para tentar alcançar a subida de divisão.

O dirigente explicou que experiências financeiras do passado continuam a pesar nas decisões atuais, defendendo uma gestão prudente.

Também o treinador Nuno Kata procurou moderar o entusiasmo dos jogadores, recordando que a equipa precisa urgentemente de conquistar pontos no campeonato.

“Estamos a jogar bem e a praticar um bom futebol, mesmo no nosso campeonato, mas não estamos a traduzir em vitórias e em golos”, afirmou o técnico.

O próximo desafio será frente ao Sertanense, na sexta jornada da série 3 do Campeonato de Portugal, num encontro em que o Fátima procurará transformar a confiança conquistada na Taça em resultados positivos no campeonato.

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Santo Estêvão recebe nova edição dos Serões de Outono com três concertos

19 October 2026 at 15:53

Três concertos marcam o regresso dos Serões de Outono à Casa do Povo de Santo Estêvão, no concelho de Tavira, numa programação que decorre entre outubro e dezembro e reúne diferentes gerações e linguagens da música portuguesa contemporânea.

A nova edição tem como protagonistas Branco Toca Marco Paulo, com participação especial de Samuel Úria, Ana Lua Caiano e Diogo Zambujo, levando novamente a música a esta pequena localidade do barrocal tavirense numa época do ano em que a atividade turística e cultural tende a diminuir no Algarve.

A iniciativa procura, desta forma, manter uma programação regular fora dos principais centros urbanos e dos períodos de maior afluência turística, reforçando a atividade cultural numa comunidade rural do concelho de Tavira.

Casa do Povo tem recebido vários nomes da música portuguesa

Ao longo dos últimos anos, a Casa do Povo de Santo Estêvão tem acolhido artistas como Manel Cruz, A Garota Não, B Fachada, Márcia, Bruno Pernadas, Aline Frazão, Tó Trips e Club Makumba.

A proximidade entre músicos e público e a diversidade artística têm marcado o percurso dos Serões de Outono, projeto que procura associar criação contemporânea, território e envolvimento da comunidade.

A programação pretende também contribuir para a valorização do interior do concelho de Tavira, promovendo a circulação de públicos pelas aldeias e reforçando a ligação entre cultura e território.

Associativismo local mantém programação fora dos grandes centros

A Casa do Povo de Santo Estêvão apresenta os Serões de Outono como um exemplo da capacidade do associativismo local para desenvolver programação cultural em meios rurais, apesar dos recursos limitados.

A iniciativa é organizada pela Casa do Povo de Santo Estêvão e conta com o apoio do Município de Tavira e da Junta de Freguesia de Santo Estêvão.

Entre outubro e dezembro, a música volta assim a ocupar o espaço associativo, prolongando uma programação que tem procurado criar momentos de encontro entre artistas, habitantes e público de outras zonas do concelho e da região.

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Adeus pastéis de bacalhau? Iguaria tradicional pode desaparecer destes locais ainda em 2026

19 October 2026 at 15:40

Os pastéis de bacalhau podem deixar de aparecer nas ementas dos refeitórios escolares ao abrigo das novas orientações definidas ainda para este ano. A medida não se dirige especificamente a esta receita tradicional portuguesa, mas inclui-a num conjunto de produtos preparados à base de carne ou pescado que as escolas são aconselhadas a não servir.

O documento citado pela agência de notícias Lusa foi elaborado pelo Instituto de Educação, Qualidade e Inovação (EDUQA), em colaboração com a Direção-Geral da Saúde, e procura aproximar as refeições escolares dos princípios da Dieta Mediterrânica. A revisão mexe não apenas nos salgados, mas também na frequência da carne vermelha, dos fritos, das sobremesas doces e de alguns produtos ultraprocessados.

Rissóis e croquetes também ficam de fora

A lista inclui expressamente bolinhos ou pastéis de bacalhau, rissóis e croquetes, que passam a integrar o grupo de preparações que “não devem” constar das ementas. O objetivo é reduzir a presença de alimentos processados e privilegiar refeições preparadas a partir de ingredientes menos transformados.

Nuggets, delícias do mar, patas de caranguejo, barritas e filetes de peixe semelhantes também são abrangidos quando se tratem de produtos ultraprocessados com uma redução superior a 40% da proteína animal. Enchidos e fiambre deverão, por sua vez, ter uma presença residual, sendo utilizados sobretudo para acrescentar sabor a determinadas preparações.

Sobremesa doce fica limitada a uma vez por mês

A mudança chega também ao final da refeição. As orientações determinam que sobremesas doces, incluindo gelados de leite, gelatinas e sobremesas lácteas, sejam disponibilizadas apenas uma vez por mês, afastando-as da rotina habitual dos refeitórios.

Nos restantes dias, a escolha deverá recair sobre fruta fresca, com três variedades disponíveis. A água passa ainda a ser a única bebida prevista durante a refeição, numa tentativa de reduzir o consumo de açúcar entre crianças e jovens.

Carne vermelha terá um máximo mensal

Também a distribuição das fontes de proteína sofre alterações. As refeições com pescado deverão surgir em número igual ou superior às de carne, enquanto a carne vermelha fica limitada a quatro refeições por mês, devendo ser dada preferência às carnes brancas.

Os ovos poderão aparecer uma vez por semana como única fonte de proteína animal. Em sentido contrário, as leguminosas ganham espaço e passam a estar presentes diariamente, seja integradas na sopa, seja utilizadas no prato principal, acompanhadas também por hortícolas todos os dias.

Fritos só deverão aparecer duas vezes por mês

As novas regras alimentares procuram ainda diminuir o recurso à fritura. Este método de confeção deverá ficar limitado a duas utilizações por mês, enquanto aumenta a preferência por técnicas associadas à Dieta Mediterrânica e por receitas tradicionais adaptadas aos objetivos nutricionais das escolas.

O sal utilizado deverá ser iodado e o documento incentiva o recurso a ervas aromáticas como alternativa para reduzir a quantidade adicionada aos alimentos. Produtos locais, sazonais e cereais integrais também ganham maior destaque na composição das refeições.

Até a disposição dos alimentos vai mudar

As orientações não se concentram apenas naquilo que chega ao prato. O refeitório é encarado como um espaço de educação alimentar e, por isso, os legumes deverão surgir em primeiro lugar na linha de serviço, enquanto a fruta deverá ficar colocada num ponto visível e apelativo para os alunos.

A refeição deverá durar pelo menos 30 minutos, sem contabilizar o tempo passado na fila, que não deverá ultrapassar 10 a 15 minutos. Mantém-se ainda a disponibilização diária de uma opção vegetariana, embora tofu, seitan, tempeh e produtos semelhantes devam ficar limitados a duas vezes por mês, privilegiando-se novamente as leguminosas.

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Do crescimento ao valor: o futuro do turismo depende de quem nele trabalha | Por Luís Filipe

19 October 2026 at 15:21

O turismo português continua a crescer em receitas, dormidas e projeção internacional.

A eleição de Portugal como Melhor Destino da Europa e a distinção do Algarve como Melhor Destino de Praia da Europa nos World Travel Awards 2026 são motivo de orgulho e confirmam a atratividade dos nossos destinos. Mas estes prémios devem também levar-nos a refletir sobre o que significa, na prática, ser um destino de excelência. Num território onde o acesso à habitação se tornou uma preocupação crescente, importa perguntar se quem contribui diariamente para essa excelência consegue também viver na região, desenvolver uma carreira e projetar nela o seu futuro. A reputação de um destino não se constrói apenas com aquilo que oferece a quem o visita, mas também com as condições que proporciona a quem nele trabalha. Para além dos indicadores de sucesso, importa colocar uma pergunta essencial:

  • “Estamos a construir um setor onde as pessoas querem permanecer, evoluir e desenvolver uma carreira?”

A dificuldade em atrair e reter profissionais qualificados é frequentemente apresentada como um problema de falta de mão de obra, sazonalidade ou evolução demográfica. São fatores relevantes, mas há outra questão que merece atenção: como valoriza o setor as competências de que necessita?

Esta não é uma preocupação nova. Durante décadas, a hotelaria e a restauração conheceram mecanismos de reconhecimento profissional que associavam categorias, preparação técnica, experiência e, em determinados casos, remuneração. As carteiras profissionais e os enquadramentos previstos na contratação coletiva ajudavam a estruturar percursos e a distinguir funções.

Conheço esta realidade também pela minha experiência profissional. Comecei na hotelaria como bagageiro, passei a aprendiz de receção e evoluí para rececionista de segunda e, posteriormente, de primeira, até chegar a diretor hoteleiro. Não era apenas uma sucessão de funções: existia um percurso profissional reconhecível. O conhecimento de línguas estrangeiras, quando devidamente reconhecido, podia também traduzir-se num prémio remuneratório. A competência adquirida tinha, assim, uma expressão concreta no trabalho.

A legislação e a contratação coletiva conheceram, entretanto, alterações profundas. Em 2011, o Decreto-Lei n.º 92/2011 instituiu o Sistema de Regulação do Acesso a Profissões, simplificando o acesso a diversas profissões e eliminando, nos casos abrangidos, determinados requisitos de acesso. A simplificação do acesso ao mercado de trabalho tinha objetivos próprios, mas deixou uma questão que continua atual: como assegurar que a facilidade de entrada nas profissões não se traduz numa menor valorização da preparação técnica e da experiência?

Não se trata de idealizar o passado nem de defender o regresso às antigas carteiras profissionais. Trata-se de recuperar a função de reconhecimento que importa preservar: distinguir competências, valorizar o saber-fazer e criar perspetivas de progressão.

Hoje, dispomos do Quadro Nacional de Qualificações, de referenciais de formação certificada e de instrumentos de contratação coletiva que continuam a definir categorias profissionais e níveis remuneratórios. O desafio está em articular melhor estes mecanismos, para que a qualificação, a especialização e a experiência tenham consequências efetivas nas oportunidades de carreira e na remuneração.

Se alguém investe tempo e esforço numa formação profissional, é legítimo esperar que esse investimento faça diferença. Não significa que um diploma deva garantir automaticamente uma categoria ou um salário. Significa que as competências adquiridas e demonstradas não podem ser tratadas apenas como um requisito para entrar no mercado de trabalho.

Quando as perspetivas de evolução são reduzidas e a experiência acumulada não encontra reconhecimento, torna-se mais difícil reter profissionais. A rotatividade representa então mais do que um problema de recrutamento: implica perda de conhecimento, sobrecarga das equipas e riscos para a consistência e a qualidade do serviço.

Que caminhos podemos seguir?

Em primeiro lugar, precisamos de reforçar a ligação entre qualificação e carreira. Os níveis do Quadro Nacional de Qualificações, incluindo os níveis 4 e 5, podem ajudar a estruturar percursos profissionais, desde que articulados com as competências demonstradas, as responsabilidades assumidas e mecanismos transparentes de progressão e remuneração.

Em segundo lugar, importa aprofundar a colaboração entre entidades formadoras e empresas. Experiências como o Hotel Academy Lab ilustram o potencial da aprendizagem em contexto real de trabalho. Mas a colaboração não deve terminar com a formação ou o estágio. Deve incluir acompanhamento, tutoria e condições para uma integração profissional efetiva.

Em terceiro lugar, temos de reconhecer o valor da experiência e da transmissão de conhecimento. Os profissionais mais experientes representam um património que importa preservar. Valorizar a tutoria, criando condições para que acompanhem e desenvolvam os mais novos, é investir na qualidade do serviço, na continuidade das equipas e na dignificação das profissões.

Estas mudanças exigem o envolvimento das empresas, dos trabalhadores, dos parceiros sociais, das entidades formadoras e das instituições públicas. Nenhum destes intervenientes conseguirá, isoladamente, responder a um desafio que atravessa todo o ecossistema turístico.

É também aqui que a valorização profissional se liga à sustentabilidade. Um destino não pode avaliar o seu sucesso apenas pelas receitas geradas ou pelos visitantes recebidos. Deve igualmente perguntar se cria condições para que as pessoas que nele trabalham possam desenvolver competências, progredir e construir um futuro profissional.

O turismo português não tem de escolher entre crescer e valorizar as pessoas. Tem de demonstrar que consegue crescer criando mais valor económico, profissional e social.

A questão já não é apenas onde encontrar os trabalhadores de que o setor precisa. É perceber que razões lhes estamos a dar para escolher este setor, permanecer nele e querer fazer melhor.

Não precisamos de regressar ao passado. Precisamos de garantir que, no turismo de hoje, a qualificação, a competência e o saber-fazer voltam a ser razões concretas para reconhecer, valorizar e fazer progredir quem trabalha.

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Buba Espinho e Conservatório de Olhão protagonizam concerto inédito

19 October 2026 at 15:04

Música, tradição e criação contemporânea encontram-se num concerto inédito a 7 de novembro, às 21:30, no Auditório Municipal de Olhão, reunindo Buba Espinho com um ensemble de cordas e o coro do Conservatório de Música de Olhão.

O espetáculo integra a programação cultural das comemorações do Bicentenário da Câmara Municipal de Olhão e resulta de uma encomenda artística que propõe o cruzamento entre a identidade e a riqueza do cante alentejano e sonoridades contemporâneas e urbanas.

Natural de Beja, Buba Espinho tem desenvolvido um percurso marcado pela aproximação entre tradição e modernidade. Em Olhão, o cantor partilhará o palco com músicos e coralistas do Conservatório, numa proposta assente no diálogo entre diferentes linguagens musicais.

Cante alentejano encontra novas sonoridades em Olhão

A atuação pretende explorar a diversidade musical através da combinação do repertório e da identidade artística de Buba Espinho com o trabalho do ensemble de cordas e do coro do Conservatório de Música de Olhão.

A iniciativa insere-se nas celebrações dos 200 anos da Câmara Municipal de Olhão, cuja programação inclui a cultura e a música entre as formas escolhidas para assinalar a efeméride.

O espetáculo destina-se a maiores de seis anos. Os bilhetes encontram-se à venda na bilheteira do Auditório Municipal de Olhão.

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Governo avisa: estes trabalhadores têm até 31 de outubro para entregar declaração à Segurança Social

19 October 2026 at 14:50

O Governo deixou um aviso aos trabalhadores independentes que ainda não entregaram a declaração trimestral à Segurança Social. O prazo termina no próximo dia 31 de outubro de 2026 e abrange os rendimentos recebidos durante os meses de julho, agosto e setembro. A entrega é obrigatória para os profissionais abrangidos por este regime declarativo.

De acordo com o Notícias ao Minuto, o Executivo voltou a recordar esta obrigação através de uma publicação nas redes sociais, reforçando um alerta que já tinha sido divulgado pelo Instituto da Segurança Social (ISS) no início do mês.

A declaração trimestral é utilizada para determinar a base de incidência contributiva dos trabalhadores independentes, permitindo calcular as contribuições que deverão ser pagas nos meses seguintes.

Trabalhadores independentes têm até 31 de outubro para cumprir obrigação

Segundo o Governo, os profissionais abrangidos devem declarar os rendimentos recebidos durante o terceiro trimestre de 2026, correspondente aos meses de julho, agosto e setembro.

Estes valores serão utilizados pela Segurança Social para calcular as contribuições relativas a outubro, novembro e dezembro.

O Instituto da Segurança Social explica que este procedimento é fundamental para determinar a base sobre a qual incidem as contribuições obrigatórias.

Importa recordar que nem todos os trabalhadores independentes estão sujeitos à entrega da declaração trimestral, existindo situações de isenção ou regimes específicos previstos na legislação.

Como entregar a declaração trimestral na Segurança Social?

O procedimento é realizado exclusivamente através do Portal da Segurança Social, não sendo necessário deslocar-se presencialmente a um balcão de atendimento.

Para entregar a declaração, o trabalhador deve aceder ao portal e selecionar o menu Trabalho > Remunerações e contribuições > Trabalhadores Independentes > Entregar declaração trimestral.

Depois de preencher os rendimentos correspondentes aos três meses em causa, deverá confirmar os dados e submeter a declaração.

Após a entrega, a Segurança Social enviará uma notificação para a Caixa de Mensagens do trabalhador, indicando a base de incidência contributiva apurada e o valor previsto das contribuições.

Valor a pagar pode sofrer alterações

Apesar de a declaração trimestral permitir calcular antecipadamente as contribuições, a Segurança Social esclarece que o montante efetivamente devido é apurado mensalmente.

Isto significa que os valores inicialmente apresentados podem sofrer ajustamentos, nomeadamente quando existem situações de impedimento para o trabalho por motivo de doença.

Sempre que for criada uma nova obrigação contributiva, o trabalhador será notificado através do Portal da Segurança Social.

Para consultar os valores em dívida ou os pagamentos pendentes, deverá aceder ao menu Pagamentos e dívidas > Posição Atual (consultar) > Valores a pagar.

Nesta área, o separador de contribuições correntes permite consultar os montantes cujo prazo de pagamento ainda está a decorrer. Já o separador de contribuições em atraso apresenta os valores de meses anteriores, incluindo eventuais juros de mora.

Segurança Social alerta para importância de cumprir o prazo

O Instituto da Segurança Social já tinha recordado, no início de outubro, que a entrega da declaração trimestral é essencial para o correto apuramento das contribuições dos trabalhadores independentes.

O organismo sublinha que os beneficiários podem consultar os valores a pagar e emitir os respetivos documentos de pagamento diretamente no portal, sem necessidade de recorrer aos serviços presenciais.

Assim, os profissionais abrangidos por esta obrigação têm até 31 de outubro de 2026 para comunicar os rendimentos de julho, agosto e setembro, evitando deixar a entrega para os últimos dias do prazo.

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Frio chega a Portugal esta semana: temperaturas não deverão ultrapassar os 20 graus e há chuva a caminho

19 October 2026 at 14:30

O tempo em Portugal vai mudar esta semana, com uma descida acentuada das temperaturas e o regresso da chuva a várias regiões. Depois de dias marcados por valores relativamente elevados para outubro, os termómetros começam agora a aproximar-se dos valores típicos do outono, podendo mesmo ficar abaixo da média em grande parte do território continental.

De acordo com as previsões divulgadas pela Meteored Portugal esta segunda-feira, 19 de outubro, a descida das temperaturas será particularmente evidente nas regiões Norte e Centro, onde muitas cidades deverão passar vários dias sem atingir os 20 graus de máxima.

Algarve e Baixo Alentejo começam a semana com risco de trovoada

Apesar de a semana arrancar com tempo relativamente estável na maior parte do país, o cenário será diferente no Sul. O Algarve e o Baixo Alentejo poderão registar aguaceiros durante a tarde desta segunda-feira, com possibilidade de trovoada.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou os distritos de Faro e Beja sob aviso amarelo de trovoada, entre as 12h00 e as 18h00 desta segunda-feira.

Segundo o instituto, existem condições favoráveis à ocorrência de fenómenos meteorológicos localizados, incluindo precipitação forte, granizo e rajadas de vento que poderão atingir velocidades entre os 70 e os 90 quilómetros por hora.

Nos episódios mais intensos, a precipitação poderá acumular entre 10 e 20 milímetros numa única hora, enquanto o granizo poderá apresentar um diâmetro inferior a dois centímetros.

Chuva deverá regressar na quarta-feira e novamente na sexta-feira

Depois de uma terça-feira marcada por maior nebulosidade, sobretudo nas regiões Norte e Centro, a chuva deverá regressar na quarta-feira, 21 de outubro.

Segundo a Meteored, a passagem de uma frente pouco organizada poderá provocar aguaceiros fracos, especialmente no noroeste do território continental. A precipitação poderá começar durante a madrugada, embora não sejam esperados acumulados particularmente elevados.

Na sexta-feira, 23 de outubro, está prevista a passagem de uma segunda frente, que poderá voltar a trazer chuva ao Norte e Centro. Desta vez, a precipitação deverá começar no noroeste e avançar gradualmente para sul, podendo alcançar os distritos de Leiria e Santarém.

Ainda assim, os dois episódios deverão ser caracterizados por aguaceiros fracos e irregulares. Os maiores acumulados são esperados no noroeste, onde poderão rondar os 10 milímetros.

Temperaturas descem e há cidades que não deverão chegar aos 18 graus

A principal mudança desta semana será sentida nos termómetros. Depois de um período relativamente quente, as temperaturas máximas deverão registar uma descida significativa, sobretudo no Norte e Centro.

De acordo com as previsões, grande parte das capitais de distrito destas regiões deverá permanecer abaixo dos 20 graus durante a semana. Em várias cidades, as máximas poderão mesmo ficar abaixo dos 18 graus.

Nas localidades próximas do litoral, os valores deverão ser ligeiramente mais amenos, situando-se geralmente entre os 17 e os 19 graus.

Já no Sul, incluindo o Algarve, são esperadas as temperaturas mais elevadas do território continental, com máximas próximas dos 20 graus. Ainda assim, também esta região deverá sentir um arrefecimento relativamente à semana anterior.

Frio deverá prolongar-se até ao fim de semana

A tendência de temperaturas mais baixas deverá manter-se até ao próximo fim de semana, com grande parte de Portugal continental a registar valores inferiores à média habitual para esta altura do ano.

A nebulosidade também deverá marcar presença em vários momentos da semana, especialmente no Norte e Centro, embora a precipitação prevista seja, para já, pouco significativa.

As previsões poderão sofrer alterações nos próximos dias, sobretudo no que diz respeito à distribuição e intensidade dos aguaceiros. Por isso, recomenda-se o acompanhamento das atualizações do IPMA, especialmente nas regiões abrangidas por avisos meteorológicos.

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Incêndio destrói camião de recolha de resíduos e leva Silves a apelar ao civismo

19 October 2026 at 14:20

Um dos novos camiões de recolha de resíduos da Câmara Municipal de Silves ardeu na noite de sábado, numa ocorrência que o município relaciona com a deposição inadequada de materiais nos contentores.

Numa publicação divulgada na sua página de Facebook, a autarquia afirma que “ardeu um dos novos camiões de recolha de resíduos da Camara Municipal de Silves, por falta de responsabilidade e civismo.”

O Município de Silves alerta, em particular, para os riscos associados à colocação de materiais ainda em combustão ou facilmente inflamáveis nos equipamentos de recolha. “Depositar resíduos em brasa ou materiais altamente inflamáveis nos contentores pôs em causa, inclusive, a segurança dos trabalhadores”, refere a publicação.

Autarquia apela a maior responsabilidade na deposição do lixo

Na mesma mensagem, o município sublinha a responsabilidade individual na separação e deposição dos resíduos

“A correta separação e deposição do lixo é uma responsabilidade de todos e a limpeza do concelho só melhora quando todos formos capazes de assumir, com cuidado e responsabilidade, o papel que nos compete”, pode ler-se.

A Câmara de Silves termina a publicação com um apelo à população para que adote maiores cuidados na deposição dos resíduos, acrescentando que “apela e agradece a sua melhor colaboração nesta matéria”,

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