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Há 31.792 casas concluídas no PRR. Só 12 mil são novas

23 October 2026 at 18:17

Das 31.792 casas concluídas no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência só cerca de 12 mil correspondem a novas casas no mercado, ou seja, 37,74% do total, de acordo com dados do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), referentes a agosto. Mais de metade das respostas habitacionais (53,4%) estão concentradas em Lisboa.

“Segundo dados do Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU), em agosto de 2026 estavam concluídas 31.792 habitações, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), que foi reforçado com verbas do Orçamento do Estado”, avançou ao ECO fonte oficial do Ministério das Infraestruturas e da Habitação. “Do total, cerca de 12.000 são novas soluções habitacionais, destinadas a famílias identificadas nas Estratégias Locais de Habitação”, acrescenta a mesma fonte, ou seja, um pouco mais de um terço do total.

Com concentração superior a 20% do total da oferta está apenas a capital com 53,4%, seguindo-se o Porto com menos de metade (14,6%). O terceiro lugar do pódio é ocupado por Setúbal com 7,1% das casas concluídas. No território continental o fundo da tabela é ocupado por Braga.

Os valores das casas concluídas é bastante díspar do valor dos projetos contratados ao nível da componente habitação (C02) do PRR. Os dados divulgados semanalmente pela Recuperar Portugal, que têm uma distribuição regional dos projetos, apenas elencam os 3.669 projetos contratados ao nível da habitação o que inclui o programa de apoio ao acesso à habitação e a bolsa nacional de alojamento urgente e temporário, sem detalhes sobre os mesmos. Lisboa lidera com 567 projetos contratados por 1,12 mil milhões de euros, seguida do Porto com 539 projetos por 552,39 milhões e de Braga com 394 projetos contratados por 203,66 milhões de euros. No fundo da tabela estão os 39 projetos de Beja por 31,8 milhões do PRR.

O presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, queixou-se esta semana, no Parlamento, que já solicitou por duas vezes ao IHRU dados sobre a distribuição das casas novas, reabilitadas, aquisições pelo território. “A distinção entre casas novas, reabilitadas, aquisições, é algo que estamos a aguardar por informação do IHRU”, explicou Pedro Dominguinhos.

“Já fiz dois pedidos ao IHRU”, frisou. Alertando que precisa de “dados mais concretos”, Dominguinhos revelou que a “perceção” da CNA “é que a maior parte das casas concluídas são reabilitadas e não são novas casas”. Uma percepção confirmada pelos dados do IHRU enviados ao ECO.

O compromisso do PRR era de financiar 26 mil casas, mas as candidaturas apresentadas pelos municípios através das estratégias locais de habitação ultrapassaram as 59 mil, segundo o presidente do IHRU, Benjamin Pereira, envolto agora em grande polémica devido às declarações feitas sobre as acampadas e os jovens.

O Executivo optou por reforçar o financiamento em vez de limitar a resposta ao número inicialmente previsto, mobilizando o Banco Europeu de Investimento, o Orçamento de Estado e o Banco Português de Fomento. Segundo o presidente do IHRU, esta articulação de fontes de financiamento eleva para mais de 11 mil milhões de euros o valor atualmente investido em habitação.

Governo aumenta desconto sobre ISP do gasóleo, mas desce apoio na gasolina

23 October 2026 at 17:19

O Governo aumentou o desconto sobre o ISP do gasóleo em 0,13 cêntimos e desceu o da gasolina em 1,36 cêntimos, tendo em conta que o mercado antecipa um comportamento díspar para a evolução dos preços dos combustíveis na próxima semana.

Na portaria, publicada esta sexta-feira em Diário da República, o Governo explica que a partir de segunda-feira passam a vigorar descontos para o gasóleo rodoviário e gasolina que são de “103,47 euros e de 61,48 euros por mil litros, respetivamente”. Esta semana, o apoio em vigor era de 102,11 euros para o gasóleo e de 71,90 euros para a gasolina por cada mil litros.

Esta decisão resulta da “perspetiva de que na próxima semana se irá registar uma subida do preço do gasóleo rodoviário e uma descida do preço da gasolina sem chumbo”. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP). Mas fonte do mercado avançou ao ECO uma previsão ligeiramente diferente, já com base nas cotações de meio da manhã: uma subida de 1,5 cêntimos para o diesel e uma descida de oito cêntimos para a gasolina.

Até ao final do ano, sempre que os combustíveis subam mais de dez cêntimos face aos preços registados na semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estado Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz, o Governo descerá o ISP no valor equivalente à subida do IVA em virtude do aumento dos preços. O prolongamento do apoio até final do ano foi aprovado, a semana passada, pelo Parlamento.

Desde a semana de 2 a 6 de março, o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 3,59% para os 117,22 dólares por barril, o valor mais elevado desde 28 de junho de 2022 data em que atingiu os 117,98. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão. A Saudi Aramco ordenou na quinta-feira a evacuação da sede em Dhahran, perto do Barém, avançou a Reuters, tendo em conta o intensificar dos ataques dos rebeldes iemenitas.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran, analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

Presidente da República convoca Conselho de Estado sobre coesão social

23 October 2026 at 13:20

O Presidente da República convocou o Conselho de Estado para o próximo dia 2 de novembro. O tema escolhido é a coesão social, num momento em que se multiplicam as manifestações pelo direito à habitação e sobem de tom as críticas ao aumento do custo de vida.

Numa nota no site da Presidência da República, António José Seguro convoca este órgão consultivo sem dar qualquer enquadramento para o facto.

Esta convocatório segue-se à iniciativa anunciada quarta-feira de convidar os partidos com assento parlamentar para audiências individuais sobre coesão social. Estes encontros com os partidos vão acontecer primeiro, ou seja, a 29 de outubro, no dia a seguir à votação do Orçamento do Estado para 2027 na generalidade.

Seguro não tem feito muitas declarações públicas sobre a crescente instabilidade social, mas na segunda-feira apelou a um entendimento alargado entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras para a habitação “com o contributo de todos”. “Há de facto um problema de habitação no país e, portanto, ele precisa de ser resolvido. E se há contributos de todos, Governo, partidos da oposição, então é útil que todos se entendam para encontrarem as melhores soluções para resolver os problemas”, declarou o Chefe de Estado aos jornalistas.

No discurso que fez na sessão de apresentação do livro de Fátima Campos Ferreira sobre o arquiteto Álvaro Siza Vieira, Seguro abordou o tema da habitação, enquadrando-o como “um problema concreto, humano”, que exige “respostas igualmente concretas e humanas”, e como “uma das preocupações centrais” do país. O Presidente, em março, no Parlamento, chamou “a atenção para a necessidade de se resolver esse problema” e anunciou que iria convidar os partidos a iniciar os trabalhos para obter um compromisso interpartidário sobre a saúde, que ultrapasse ciclos políticos, e manifestou o desejo de que o mesmo “fosse alcançado noutras áreas essenciais como, por exemplo, o acesso à habitação”.

Este é o segundo Conselho de Estado convocado por António José Seguro. O primeiro decorreu em abril e teve como tema a “segurança e defesa”. No final do encontro, a nota informativa explicava que foi feita “uma reflexão aprofundada sobre matérias relativas à segurança interna, à proteção civil, à cibersegurança, à proteção de infraestruturas críticas e à defesa nacional”.

O Conselho de Estado é constituído por membros que o são por inerência dos cargos que desempenham ou que ocuparam e por membros designados pelo Presidente da República e eleitos pela Assembleia da República. Com a entrada em funções do novo Chefe de Estado foi escolhido um novo Conselho sendo que as escolhas de António José Seguro recaíram sobre o antigo ministro da Justiça e líder parlamentar do PS, Alberto Martins, o antigo ministro da Administração Interna e da Defesa socialista e professor universitário especializado em relações internacionais, Nuno Severiano Teixeira, a reitora da Universidade Católica Portuguesa, Isabel Capeloa Gil, a cientista Maria do Carmo Fonseca, que foi mandatária nacional da sua candidatura, e o geógrafo distinguido com o Prémio Pessoa Miguel Bastos Araújo.

(Notícia atualizada às 13h47 com mais informação)

⛽Gasolina vai descer e gasóleo vai subir ligeiramente na próxima semana

23 October 2026 at 10:17

Os combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferenciado na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP).

Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação da nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana e que o Executivo optou por não reforçar mas apenas prolongar até dezembro.

De qualquer forma, com esta previsão, os preços permanecerão acima dos dois euros por litro (2,185 no caso do gasóleo e 2,015 na gasolina).

Mantém-se em vigor o limiar de subida nos dez cêntimos, para apoiar os combustíveis, a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 4,5 cêntimos e os da gasolina descer 1,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o gasóleo subiu 2,7 cêntimos e a gasolina desceu 1,1 cêntimos.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,54% para os 113,78 dólares por barril, mas já estiveram a cotar nos 114 dólares esta amanhã, o valor mais elevado desde o máximo de quatro anos de 114,44 dólares atingido a 4 de maio. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A nova escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran,analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

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