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Ativo do dia: Spacex descola mais de 12% em bolsa após resultados e possível fusão de 3,5 biliões

21 October 2026 at 17:14

O ativo:

Ações da Space Exploration Technologies Corporation (SpaceX). A empresa de Elon Musk domina o espaço. Em 2025, foi responsável por mais de 50% de todos os lançamentos orbitais do planeta e acumula, de longe, mais lançamentos do que qualquer outro operador. Estreou-se no mercado no passado mês de junho, no maior oferta pública inicial (IPO, na sigla anglosaxónica) da história, numa operação que atraiu uma forte procura.

A titã do espaço disparou, esta quarta-feira, depois de ter reportado um conjunto de resultados que superou as estimativas dos analistas, deixando bons indicadores para um futuro, no qual poderá estar combinada com a Tesla, numa megaoperação que criaria uma empresa com uma capitalização bolsista acima de 3,5 biliões de dólares, caso o magnata Elon Musk avance com a intensão de juntar os dois negócios.

O marco:

A SpaceX disparou até um máximo de 12,44% para 166,18 dólares, durante a sessão desta quarta-feira, depois de a empresa ter mostrado as contas do último trimestre. A confirmar-se este desempenho no fecho da sessão, esta será a maior valorização diária da companhia desde o passado dia 7 de agosto.

A empresa seguia a valorizar 10,5% no mercado norte-americano, numa sessão marcada pelo otimismo em torno das ações ligadas à inteligência artificial, numa sessão em que os investidores aguardam os números da Nvidia no terceiro trimestre.

Nota: Se está a aceder através das apps, carregue aqui para abrir o gráfico.

A causa:

O forte conjunto de resultados apresentado pela SpaceX e as previsões da empresa de satélites para os próximos trimestres foram bem recebidas pelo mercado, com analistas e investidores a aplaudirem os números reportados pela empresa de Musk. As receitas da companhia dispararam 161% no terceiro trimestre de 2026, para 14,6 mil milhões de dólares, enquanto o resultado líquido atingiu 4,4 mil milhões de dólares, contra perdas de 1,1 mil milhões no período homólogo.

A empresa adiantou que prevê investir, no último trimestre do ano, entre 35 mil milhões e 40 mil milhões de dólares em infraestruturas físicas, o que representa um aumento significativo face aos 19,6 mil milhões de dólares investidos este trimestre. Além disso, a SpaceX confirmou que está no bom caminho para atingir, até dezembro, um ritmo anualizado de receitas recorrentes de 100 mil milhões de dólares. As receitas poderão subir para um valor entre 500 mil milhões e um bilião de dólares no final de 2027, graças à forte adesão ao Grok Bot, adiantou Musk na apresentação de resultados. Para o primeiro trimestre de 2027, a empresa prevê receitas entre 33 mil milhões e 37 mil milhões de dólares. .

Além dos bons números reportados, as ações também estiveram a reagir positivamente à notícia que está a ser estudada uma fusão com a Tesla, o que poderia criar uma gigante mundial. “Há muitas vantagens em combinar as duas empresas, uma vez que estamos praticamente na singularidade da superinteligência [novo termo designado por Donald Trump para fazer referência à IA]”, afirmou Musk, numa referência à possibilidade de a inteligência artificial atingir capacidades que ultrapassem significativamente as humanas.

O que esperar a seguir:

“A SpaceX continua a corresponder às elevadas expectativas e acreditamos que esta tendência se manterá, à medida que novos contratos de capacidade de computação começarem a gerar receitas no quarto trimestre, a Starship avança rumo à captura em voo do veículo e do propulsor, e o desempenho e as funcionalidades do Grok continuam a melhorar. Acreditamos que este conjunto de ativos é único e criará valor ao longo do tempo, à medida que a administração concretiza cada um destes objetivos“, antecipam os analistas do UBS, numa nota onde comentaram as contas da empresa.

“A SpaceX está a demonstrar a sustentabilidade do crescimento das receitas provenientes da inteligência artificial e a sua capacidade para cumprir prazos ambiciosos de implementação, levando os investidores a rever em alta as suas previsões, à medida que as dúvidas começam a dissipar-se”, afirmou Anthony Valentini, analista do Barclays.

A generalidade dos analistas aplaudiu as contas e as estimativas da empresa para 2027, mostrando-se convencidos que a companhia tem margem para continuar a valorizar e a entregar bons resultados. O JPMorgan foi um dos bancos que reviu em alta as suas previsões para a empresa após as contas. O banco de investimento atribui uma recomendação de overweight à SpaceX e mais do que duplicou o seu preço-alvo apara as ações da empresa, de 240 para 500 dólares, o que representa uma subida potencial de quase 240% face ao fecho de terça-feira.

A evolução das ações estará, assim, dependente da confirmação destas perspetivas positivas e da capacidade da empresa de monetizar os investimentos em IA. Por outro lado, os títulos irão reagir a uma possível união à Tesla.

A frase:

As ambições da SpaceX são maiores do que as de qualquer empresa que tenhamos visto. Importa salientar que se espera que a inteligência artificial seja o motor de crescimento a longo prazo […] Continua a existir um potencial de valorização significativo, à medida que a empresa está literalmente a construir a próxima fronteira.

Doug Anmuth

Analista do JPMorgan

EDP Renováveis acelera na IA e fecha contrato “de longo prazo” com tecnológica americana

19 October 2026 at 07:53

A EDP Renováveis (EDPR) anunciou esta segunda-feira que assinou um contrato “de longo prazo” para vender energia renovável a “uma empresa global de tecnologia”, cuja identidade não foi revelada. O Power Purchase Agreement (PPA) surge numa altura em que estas empresas estão envolvidas numa corrida à supremacia na inteligência artificial (IA), tecnologia muito intensiva em energia.

A informação foi revelada esta segunda-feira pelo grupo, através de um comunicado divulgado através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em causa está o fornecimento da eletricidade gerada por um projeto solar de 250 MWac (megawatts em corrente alternada), equivalente a 351 MWdc (megawatts em corrente contínua) situado no estado de Arkansas, nos EUA, explica a EDPR. O valor do contrato também não foi publicado.

“Este acordo reforça a posição estratégica da EDPR como líder no desenvolvimento de energias renováveis nos EUA, evidenciando a solidez do seu pipeline e a capacidade de estabelecer parcerias de longo prazo com grandes empresas tecnológicas, fornecendo energia limpa para apoiar a expansão da infraestrutura digital nos EUA”, assume a empresa de origem portuguesa.

Não é a primeira vez que a EDPR estabelece acordos deste tipo com empresas tecnológicas nos EUA. Entre as empresas com quem mantém contratos de venda de energia elétrica está a Meta, dona do Instagram, e a Google. “Desde julho de 2025, a EDPR contratou 1,7 GW [gigawatts]de capacidade solar e BEES [Sistemas de Armazenamento de Energia em Baterias] nos EUA, com entrega esperada de energia para 2026-28”, contabiliza a empresa esta segunda-feira.

Este novo contrato surge pouco mais de um mês depois de o CEO da EDPR e da EDP, Miguel Stilwell, ter assumido, num evento interno, que a IA e a construção de centros de dados são “uma oportunidade não apenas para as empresas de IA, mas também para a EDP, para criar valor para a empresa”. “Em termos de infraestrutura, não há IA sem centros de dados e não há centros de dados sem eletricidade. E nós somos uma empresa de eletricidade”, afirmou.

Data center “compacto” de 220 milhões de euros coloca chips da Nvidia em Coruche

19 October 2026 at 07:07

Um grupo de investidores pretende construir no Parque Empresarial do Sorraia, em Coruche, o primeiro de vários centros de dados "compactos" para treino e inferência de inteligência artificial (IA). Neste empreendimento inicial, pretendem investir 220 milhões de euros para construir uma infraestrutura com 6,4 MW, capacidade quase equiparável à do data center da Covilhã. Deverá entrar em operação no final de 2027 e empregar cerca de 30 pessoas.

O promotor é o fundo Aura Capital, mais especificamente a Aura Technologies, que se assume como "uma plataforma europeia de investimento e desenvolvimento focada em infraestrutura digital". O ECO sabe que estão…

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