A Waymo vai começar a operar em Madrid nos próximos dias, em fase de testes, à semelhança do que já está a fazer a Uber. Ambas as empresas, assim como a Bolt, preveem lançar os seus serviços de transporte sem condutor na capital espanhola em 2027.
A filial da Alphabet, empresa-mãe da Google, anunciou esta terça-feira que recebeu autorização para iniciar os testes em Espanha, depois de obter as licenças necessárias da Comunidade de Madrid, no âmbito das regras da Direção-Geral de Tráfego.
Segundo o Expansión, os veículos da Waymo vão começar por circular com um condutor ao volante, numa fase dedicada à recolha de dados e à avaliação do comportamento dos sistemas de condução autónoma em condições reais de trânsito. Os carros, do modelo Jaguar I-PACE, estão equipados com sensores LiDAR, radares e câmaras que permitem analisar o ambiente em redor.
A empresa não divulgou quantos veículos vão integrar a frota inicial, mas prevê aumentar o número de carros à medida que os testes avancem. As operações vão decorrer tanto durante o dia como à noite, em zonas urbanas de Madrid, Alcobendas e Getafe.
A passagem para a condução autónoma será feita de forma gradual, com uma fase de validação técnica que contará com especialistas locais na área dos veículos autónomos. A Waymo aponta para 2027 o início do serviço comercial sem condutor.
A entrada no mercado espanhol insere-se na expansão internacional da Waymo, que está a preparar o lançamento do serviço de transporte autónomo em novas cidades, como Londres e Munique. A empresa está também a trabalhar com as autoridades locais e os serviços de emergência para preparar as operações e garantir que a tecnologia se adapta às condições de circulação da região.
A Waymo, que já tem uma forte presença de carros autónomos sobretudo em São Francisco, na Califórnia, ainda não anunciou parcerias comerciais específicas em Espanha. Apesar de estar a trabalhar com operadores locais para preparar o lançamento, não confirmou qualquer acordo com plataformas de TVDE, nem integrações com outros serviços de transporte.
A fabricante alemã a presentou o Rescue Intelligence, um sistema que pretende estabelecer uma ligação directa entre os veículos acidentados e os serviços de emergência.
A 44.ª edição Carro do Ano/Troféu Volante de Cristal conta quatro marcas estreantes e um regresso, a BMW. Há 70 inscritos em nove classes, sendo a lista para o grande troféu composta por quase quatro dezenas de modelos.
O Grupo Volkswagen estará a ponderar um congelamento salarial até 2030, para reduzir os custos. O jornal Süddeutsche Zeitung, que teve acesso a documentos internos da empresa, avança que a medida é extensiva aos colaboradores de todo o mundo. O ECO contactou a Autoeuropa que não “comenta rumores” e a comissão de trabalhadores diz não ter sido abordada. Mais, espera um aumento salarial, tal como acordado, ainda este mês.
“O maior grupo automóvel europeu prevê congelar os salários de muitos dos seus 600.000 colaboradores em todo o mundo até 2030”, escreveu o Süddeutsche Zeitung citado pela Efe. Este congelamento “implicaria, para os afetados, uma perda real de rendimentos de 10%”. O jornal acrescenta que a medida afetará todas as unidades de produção do grupo, já que “todas as marcas, regiões e empresas” terão de contribuir para os objetivos de poupança.
O grupo alemão recusou-se a comentar a notícia, que classificou como especulações e fonte oficial da fábrica da Volkswagen Autoeuropa seguiu o mesmo exemplo quando contactada pelo ECO.
Já a comissão de trabalhadores sublinhou os acordos assinados. “Temos um acordo até junho que prevê um segundo aumento já este mês e não fomos abordados oficialmente sobre essa situação”, disse ao ECO Rogério Nogueira, o atual coordenador da Comissão de Trabalhadores.
Os trabalhadores tiveram aumento salarial de 2,8% com um mínimo de 50 euros em janeiro deste ano. E está acordado um novo aumento de 2,5% em outubro, mais uma vez com um mínimo de 50 euros. O acordo assinado previa ainda o pagamento de um prémio de 500 euros pago no mês seguinte à assinatura do mesmo.
O acordo tinha uma vigência de 18 meses — até junho de 2027 –, e garantiu aos trabalhadores uma majoração de até 150% do Prémio de Objetivos de 2026 e 2027 na sua totalidade.
Em comunicado, divulgado horas depois da publicação deste artigo, os trabalhadores da Autoeuropa consideram que as notícias de que o Grupo Volkswagen estará a ponderar o congelamento dos salários até 2030, “são motivo de enorme preocupação e exigem uma resposta firme por parte de todos os representantes dos trabalhadores”. “A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa não aceitará uma decisão desta natureza” e que “sejam, mais uma vez, os trabalhadores a pagar a fatura”. E deixam uma uma ameaça: “Caso esta estratégia venha a ser concretizada, reagiremos com firmeza e determinação, recorrendo a todos os meios de intervenção e mobilização ao nosso alcance para defender os salários, os direitos e o poder de compra dos trabalhadores”.
“Não aceitaremos que esta restruturação sirva de justificação para congelar salários, retirar direitos ou impor novos sacrifícios aos trabalhadores. A defesa do poder de compra, da valorização salarial e do futuro da Autoeuropa será sempre uma prioridade da Comissão de Trabalhadores”, acrescenta o mesmo comunicado. A comissão garante que “continuará a acompanhar esta situação e a intervir junto das estruturas internacionais de representação dos trabalhadores, para combater qualquer tentativa de impor medidas que prejudiquem os direitos, os salários e o futuro dos trabalhadores de Palmela”.
Este congelamento salarial somar-se-ia aos esforços do grupo alemão para reduzir as despesas, que incluem, entre outros, um corte de 100 mil postos de trabalho nos próximos anos. A reestruturação do grupo passa ainda pelo corte, já este ano, de mais 50 mil postos de trabalho, dos quais metade na Alemanha e os restantes noutros países da Europa. Entre as medidas apresentadas para reestruturar o grupo está também a redução para metade do número de modelos disponibilizados.
(Notícia atualizada às 21h14 com o comunicado da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa)
A campanha “Stay in the Game!”, com que a fabricante chinesa Changan Automobile promove o patrocínio à Seleção Nacional, inclui a gama de pick-ups Hunter. Viaturas desta gama estão a ser usadas pelas forças russas para lançar drones contra a Ucrânia, segundo a Slidstvo.Info, agência ucraniana de jornalismo de investigação independente.
Fruto do contrato assinado em maio com a Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a imagem de cinco jogadores, entre os quais Cristiano Ronaldo, está a ser utilizada para promover cinco modelos de automóveis. Num vídeo divulgado em julho pelo propagandista russo Vladimir Solovyov, uma pick-up Hunter surge a ser utilizada como plataforma de lançamento de drones de ataque.
Segundo o Organized Crime and Corruption Reporting Project (OCCRP), que também publicou a investigação em parceria, foram importadas para a Rússia 327 pick-ups Hunter em 2024, com mais 145 a terem chegado durante os primeiros três meses de 2025. De acordo com dados do grupo de análise automóvel Inovev citados pelos jornalistas, a Changan aumentou as exportações para o mercado russo após a saída de fabricantes europeus e norte-americanos, na sequência da invasão em larga escala da Ucrânia.
Questionada pela Slidstvo.Info, a FPF afirmou que o contrato de patrocínio passou por um processo de compliance “rigoroso”. Já a Changan Automobile não respondeu ao pedido de comentário.
A indústria alemã perdeu quase meio milhão de postos de trabalho com contribuição para a Segurança Social entre 2019 e 2025, enquanto no setor de serviços foram criados mais de 2,2 milhões empregos, foi anunciado esta segunda-feira.
Segundo um estudo publicado esta segunda-feira pelo instituto económico Ifo, no final de 2025, havia menos 496.000 ou menos 7,1% pessoas empregadas na indústria face ao início de 2019.
No mesmo período, o número de postos de trabalho no setor dos serviços subiu 2,2 milhões ou 9,8%, principalmente nas áreas de saúde e serviços sociais, bem como na administração pública.
“A Alemanha está a passar por uma mudança estrutural cada vez mais acentuada. Precisamente os setores que até agora sustentaram a nossa prosperidade estão em declínio”, afirmou Joachim Ragnitz, diretor adjunto da delegação do Ifo em Dresden, encarregada do estudo.
Ragnitz destacou que “os novos postos de trabalho não estão a ser criados onde a Alemanha é especialmente produtiva e inovadora”, o que, advertiu, pode travar o potencial de crescimento do país no futuro.
Precisou que o emprego está a diminuir em quase todos os setores industriais, o que atribuiu para uma menor competitividade, especialmente em relação à China.
O responsável do Ifo apontou que os setores chave tradicionais alemães, como a indústria automóvel e a engenharia mecânica, são especialmente afetados.
Assim, a indústria automobilística e os respetivos fornecedores eliminaram 123.500 postos de trabalho, o que representa um decréscimo de 13%, no fabrico de produtos metálicos foram cortados 115.600 empregos, menos 13,7%, e na engenharia mecânica, 64.500 – menos 5,9%. Estes três setores representam cerca de 60% dos cortes de pessoal na indústria, estimou.
Se somarmos o setor de trabalho temporário, no qual se perderam 243.000 empregos, muitos na produção, a indústria perdeu até cerca de 628.000 postos de trabalho ou 8,6%.
Por outro lado, o setor de serviços experimentou um forte crescimento, com 391.500 novos postos de trabalho na área da saúde, mais 15,6%, e 254.200 no setor social, mais 18,8%, além de 102.400 em lares de idosos, mais 9,7%.
A razão principal, segundo Ragnitz, é o envelhecimento da população. O número de trabalhadores com contribuição para a segurança social na administração pública cresceu em 328.700 ou em 18%, em parte porque os postos dos funcionários que se aposentavam foram preenchidos novamente.
Entre os prestadores de serviços privados, as empresas de tecnologias da informação foram as que mais cresceram, com 328.600 postos de trabalho ou 39,2%, provavelmente como consequência de uma maior digitalização, aponta o estudo.
Enquanto isso, o número de trabalhadores com formação profissional diminuiu em 252.000, menos 2,2%, enquanto para os com grau de licenciatura foram criados 1,8 milhões de postos de trabalho ou mais 32,5%.
O Grupo Volkswagen, que integra as marcas automóveis VW, Seat, Cupra, Audi, Porsche e Skoda, está a ponderar um congelamento salarial dos seus trabalhadores até 2030, pretendendo reduzir os custos além da reestruturação já apresentada.
O jornal Süddeutsche Zeitung, citado esta segunda-feira pela agência Efe, diz ter tido acesso a documentos internos da empresa e que “o maior grupo automóvel europeu prevê congelar os salários de muitos dos seus 600.000 colaboradores em todo o mundo até 2030“.
Segundo os planos da empresa, este congelamento “implicaria, para os afetados, uma perda real de rendimentos de 10%”.
O jornal acrescenta que esta medida afetaria todas as unidades de produção do grupo, já que “todas as marcas, regiões e empresas” teriam de contribuir para os objetivos de poupança.
O grupo alemão recusou-se a comentar a notícia, que classificou como especulações.
O principal sindicato do setor, o IG Metall, apontou que o plano da administração é absurdo e, em comunicado, alertou que deverá motivar “uma forte resistência” a nível mundial.
O congelamento salarial somar-se-ia aos esforços do grupo para reduzir as despesas, que incluem, entre outros, um corte de 100.000 postos de trabalho nos próximos anos, assinala a Efe.
O grupo, que, com as joint-ventures chinesas chegou aos 680.000 postos de trabalho em 2023, anunciou em dezembro de 2024 um primeiro corte de 50.000 lugares até 2030 na Alemanha.
Já este ano, o grupo anunciou o corte de mais 50.000 postos de trabalho, dos quais metade na Alemanha e os restantes noutros países da Europa. Entre as medidas apresentadas está, ainda, a redução do número de modelos em oferta do Grupo para metade.
Há SUV familiares que desaparecem no parque do supermercado. O Cupra Terramar não é um deles. Estacionei-o numa rua de Lisboa, de manhã, com a pintura mate verde-manganês, e em menos de dez minutos já tinha um vizinho a perguntar que carro era aquele. Os faróis com três triângulos e o tom fosco justificam a curiosidade. A questão é saber se justificam também o preço, porque a unidade ensaiada, uma Tribe Edition VZ 1.5 e-Hybrid 272 DSG, custa mais de 66 mil euros.
Convém explicar como lá se chega. A versão base desta motorização fica nos 60 mil euros e os opcionais somam cerca de 6.200 euros: a pintura mate pesa 2.425 euros, o pack Intelligent Drive 1.195 euros, o Skyline 1.112 euros, os faróis LED Matrix Ultra 884 euros e o som Sennheiser 496 euros, além do cabo de carregamento por 152 euros. Quem quiser pagar menos tem margem. O Terramar arranca nos 44.500 euros com o 1.5 a gasolina e nos 58 mil euros na versão VZ Tribe Edition, sem extras.
A Cupra nasceu em 2018, quando a Seat autonomizou a linha, que vinha de “Cup Racing” e andava desde 1996 colada aos modelos desportivos, carregando um símbolo composto por dois triângulos sobrepostos desenhados por Alejandro Mesonero-Romanos, que procurou uma forma dinâmica, com base estável e direção clara.
O Terramar não nasce em Espanha. Sai da fábrica da Audi em Győr, na Hungria, e assenta na plataforma MQB Evo, a mesma base técnica do Volkswagen Tiguan. O autódromo que deu nome a este modelo nasceu do sonho de Francesc Armengol, apaixonado por corridas e criador de um projeto de cidade-jardim em Sitges, nos anos 20 do século passado. Ficou construído em 300 dias e abriu em 1923. O Terramar da Cupra recorda-o no nome e na ambição de agradar a quem gosta de conduzir.Hugo Amareal/ECO
O nome do Cupra testado pelo ECO vem do autódromo de Terramar, inaugurado em 1923 junto a Sitges. A marca diz que se inspirou na atitude das civilizações tribais. Na Tribe Edition, a referência ao clã está no próprio nome. Este será ainda o último Cupra com motor a combustão, já que a segunda geração passa para uma plataforma elétrica.
A rotina casa-trabalho foi onde este híbrido plug-in mais fez sentido. A bateria de 25,8 kWh dá uma autonomia homologada de 119 quilómetros que, em condições reais, nos permitiu viajar cerca de 90 quilómetros. Para quem faz cerca de 40 quilómetros por dia na cidade, isto significa carregar em casa à noite e passar semanas sem ver uma bomba de gasolina.
O arranque é silencioso, os 272 cv e os 400 Nm estão sempre disponíveis, e a DSG só se atrapalha de vez em quando, nas rotundas, ao escolher a mudança. O ponto fraco aparece nas ruas com remendos de alcatrão.
A suspensão é firme e o carro pesa cerca de 1.900 quilos, o que se sente em cada lomba. O amortecimento adaptativo da versão VZ ajuda, mas só até certo ponto. O ecrã de 12,9 polegadas é nítido, mas os comandos táteis do ar condicionado pedem uma atenção que devia estar na estrada, e os assistentes de condução intervêm com um zelo que acaba por irritar. O alerta de velocidade foi o primeiro que desliguei.
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
Cupra Terramar PHEVHugo Amareal/ECO
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No fim de semana, a família entrou a bordo: dois adultos, duas crianças e malas para dois dias. Seguimos por estradas nacionais até Sesimbra, com paragem no Cabo Espichel, com o Terramar a mostrar um controlo absoluto da situação, graças a uma direção rápida e precisa e uma forte aderência nas curvas.
Nas retas de ultrapassagem, os 7,3 segundos dos 0 aos 100 km/h chegam para despachar um camião sem dramas. Gastámos a bateria nos primeiros quilómetros e o resto fez-se em modo híbrido, com um consumo aceitável, mas longe dos 5,8 l/100 km oficiais.
Atrás, as crianças viajaram bem, mas não pelas melhores razões. Os bancos da frente, em concha e altos, tapam a visibilidade e comem espaço para as pernas. Contudo, o banco traseiro desliza 150 milímetros para a frente e para trás, reclina e dobra em 40/20/40, dando margem de manobra a quem viaja em segunda fila.
O Terramar não é o carro familiar mais confortável e também não é o desportivo mais divertido, mas mantém-se acima da média nos dois pontos.
A mala é o segundo senão, oferecendo apenas 490 litros contra 540 litros da versão a gasolina, porque a bateria fica debaixo do piso. Cabem as malas de quatro pessoas, mas o carrinho de bebé teve de ser negociado. O Volkswagen Tiguan, que partilha a base técnica, oferece 652 litros e mais espaço atrás.
No Cabo Espichel, parámos para ver o farol e o santuário, e o carro continuou a ser assunto, sobretudo para os miúdos, que gostaram da iluminação ambiente em tom vermelho e dos triângulos luminosos. Dentro do habitáculo, os materiais não desiludem: há cobre nas costuras, microfibra nos bancos e uma montagem sem ruídos parasitas. Em alguns momentos, isso valeu mais do que a ficha técnica.
Resta o preço. Por 66.350 euros, o Terramar enfrenta o Tiguan eHybrid, o Peugeot 3008, o Toyota RAV4 híbrido plug-in, o Kia Sportage e até o BMW X1 e o Audi Q3. Alguns são mais espaçosos, outros têm um tratamento mais premium.
O Cupra ganha no desenho, na condução e no equipamento. Perde na mala, no espaço atrás e no conforto em piso mau. Não é o carro familiar mais confortável e também não é o desportivo mais divertido, mas mantém-se acima da média nos dois pontos.
Para quem faz trajetos curtos e tem a possibilidade de carregar a bateria todas as noites, o Terramar é um bom carro. Mas 6.264 euros de extras compram muita coisa mais útil do que uma pintura mate, por isso vale a pena fazer contas antes de assinar.
A Porsche quer aumentar o preço dos automóveis mais exclusivos e reduzir a estrutura de custos para recuperar a rentabilidade, segundo avançou o Wall Street Journal (acesso pago, em inglês). A estratégia de Michael Leiters, que assumiu a presidência executiva em janeiro, combina novos modelos de topo de gama com cortes de pessoal e mudanças na remuneração dos trabalhadores. O lucro líquido da fabricante caiu de 5,6 mil milhões de dólares em 2023 para menos de 500 milhões em 2025.
Uma das metas é aumentar de 300 mil para cerca de 370 mil dólares o preço médio dos 10.000 automóveis mais caros vendidos anualmente pela marca. Com experiência na Ferrari e na McLaren, Leiters aposta numa estratégia semelhante à da fabricante italiana, reforçando a oferta para os clientes com maior capacidade financeira. Além de superdesportivos posicionados acima do 911, estão previstos um SUV de três filas de bancos mais caro do que o Cayenne e mais versões exclusivas de modelos existentes, cujos preços podem atingir 15 milhões de dólares.
A redução de custos passa pela eliminação de cerca de 9.000 postos de trabalho até 2035, aproximadamente um quinto do total. O acordo alcançado em julho com os representantes dos trabalhadores reduz também de 12 para oito os dias mensais permitidos de teletrabalho e aproxima os prémios anuais dos resultados financeiros. Este ano, os trabalhadores alemães não receberam o habitual prémio, que tinha superado 10 mil dólares em 2024. Os pagamentos futuros serão parcialmente feitos em ações, enquanto os incentivos dos gestores darão maior peso ao contributo individual.
O plano procura responder à quebra das vendas na China, às tarifas norte-americanas e aos custos dos investimentos nos elétricos. A decisão de tornar o novo Macan exclusivamente elétrico foi uma das apostas que penalizaram a fabricante quando o crescimento deste mercado abrandou. A Porsche recuperou os planos para um SUV de entrada de gama com motor a gasolina, mas o lançamento só deverá acontecer em 2028. Leiters afastou ainda um 911 elétrico, embora tenha manifestado apoio ao desenvolvimento do 718 Boxster elétrico.
O objetivo é adaptar a empresa para atingir o equilíbrio financeiro mesmo que as vendas anuais recuem para 200 mil automóveis, depois de terem ultrapassado 320 mil em 2023. A Porsche pretende alcançar uma margem operacional entre 10% e 15% até 2030, com uma meta de 15% a mais longo prazo. A renovação da oferta terá, porém, efeitos demorados. O SUV de três filas não é esperado antes de 2029 e a nova família de superdesportivos chegará ainda mais tarde.
Alguns dos principais construtores e importadores de automóveis vão estar a apresentar até domingo ao público português os modelos mais recentes de veículos elétricos e híbridos, durante um evento na Alfândega do Porto.
A 10.ª edição do Salão do Automóvel Híbrido e Elétrico (SAHE) abriu portas esta sexta-feira, com a organização a destacar “18 novidades absolutas no mercado nacional”, incluindo vários lançamentos durante os três dias, que podem ser vistos e comparados em primeira mão.
Além de poderem ver de perto as mais recentes propostas híbridas e elétricas, os visitantes podem realizar experiências ao volante e esclarecer dúvidas sobre carregamento, autonomia e custos de utilização, com a organização a sublinhar que a edição deste ano acontece num “momento decisivo” para o setor devido ao aumento do preço dos combustíveis.
“Numa altura de crise energética, o automóvel elétrico deixou de ser uma promessa para o futuro e passou a ser uma resposta para o presente. (…) O mercado automóvel europeu está a mudar depressa e o novo equilíbrio com a China vai mexer com a oferta e os preços”, salienta o diretor do Salão, José Oliveira.
Entre os lançamentos, a organização destaca o Audi A2 e-tron, o BMW i3, o Cupra Raval Extreme VZ 100% elétrico, o Jeep Avenger, os modelos da Leapmotor B05 e B03X, ou o ID. Cross e o ID. Polo GTI, ambos da Volkswagen. Outras marcas como a Changan, Dongfeng, DS, KGM, Kia , Mercedes-Benz, Škoda e Volvo ‘estacionam’ também as novidades na Invicta.
A chinesa Geely, que acaba de chegar a Portugal com três modelos eletrificados e 15 concessionários, estreia-se também neste salão com a exposição da sua gama nacional: o SUV 100% elétrico Geely E5, o SUV híbrido plug-in Starray EM-i e o Geely E2, que apresenta como o compacto elétrico mais vendido no mundo em 2025.
O novo Geely E2 chega ao mercado português com um preço a partir de 23.775 euros.
Depois de ter tombado 45% em agosto, a produção automóvel voltou a travar em setembro. Após mais este resultado negativo, o setor acumula uma descida homóloga superior a 10%, nos nove primeiros meses do ano, mostram os dados da ACAP.
“Em setembro de 2026 foram produzidos em Portugal 24.691 veículos automóveis o que representou um decréscimo de 32,7% face ao mês homólogo de 2025″, adianta a associação que representa o setor, em comunicado. Em termos acumulados, acrescenta, entre janeiro e setembro, saíram das fábricas instaladas em Portugal 231.473 veículos, ou seja, menos 10,1% do que em igual período do ano anterior.
Recorde-se que, durante o mês de agosto, a fábrica da Autoeuropa viu a sua produção quase totalmente interrompida, devido às remodelações de modo a preparar a unidade para o fabrico do novo modelo elétrico ID.Every1. Após um período de férias, entre 25 de julho e 16 de agosto, seguiu-se mais uma paragem de uma semana, em lay-off, de 17 a 23 de agosto.
A produção na fábrica de Palmela só foi retomada a 24 de agosto, uma paragem que condicionou a produção automóvel, uma vez que a Autoeuropa é a principal exportadora nacional. No entanto, setembro manteve a tendência de quebra, mesmo sem paragens em Palmela.
Quase 98% para exportação
De acordo com os dados, 97,9% do total produzido no país seguiu para exportação. Segundo a ACAP, a Europa continuou a ser o mercado líder nas exportações dos veículos fabricados em território nacional, com 93,1%, com a Alemanha (21,2%), França (12,5%), Itália (12,4%) e Turquia (11,3%) no topo do ranking.
Em termos de grandes regiões, o mercado africano, liderado pela África do Sul (1,1%) e pela Tunísia (1,1%), manteve o segundo lugar nas exportações de automóveis fabricados em Portugal com 2,9% das exportações. Já a América ocupa o terceiro lugar com 1,6% das exportações de veículos automóveis fabricados em Portugal.
A apresentação do novo modelo da Tesla pretendia arrancar “ah” e “uaus” da audiência e conseguiu. O novo Roadster entrou numa espécie de ‘poço da morte’, uma rampa semi-curva com inclinação acentuada, e quando parecia que tudo ia correr mal, pairou e aterrou em piso plano (e envolto em denso fumo branco). O novo elétrico de Elon Musk pode ser conduzido de cabeça para baixo, pairar brevemente, acelerar dos 0 aos 100 km/h num segundo e chegar aos 370 Km/hora, segundo a Reuters. O preço não foi indicado.
Uma consulta ao site da Tesla permite perceber que as reservas já estão abertas, mas a produção só arranca em 2028. A Reuters lembra que a primeira versão do Roadster foi vendida entre 2008 e 2012, mas a segunda versão, apresentada em 2017, nunca chegou a ser comercializada. Se o carro apresentado agora chegar às estradas, será na realidade a verdadeira segunda versão deste modelo da Tesla.
A versão de 2017 trazia algo que a Reuters considera um dos momentos-chave do desenvolvimento do Roadster: a instalação de cerca de dez pequenos propulsores de foguetão à volta do automóvel para melhorar a aceleração e a capacidade de curvar. Há um ano, Elon Musk já tinha deixado pistas sobre um um protótipo capaz de pairar, que recorreria a tecnologia da SpaceX, agora confirmado.
O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
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O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceXO novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
O novo Tesla Roadster, apresentado em outubro de 2026 nas instalações da SpaceX
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Não por acaso, o novo modelo foi apresentado num evento realizado nas instalações de testes de foguetões da SpaceX, em McGregor, no Texas. Segundo a Reuters, o Roadster possui um sistema de sucção baseado em ventiladores, desenvolvido pela SpaceX e instalado na parte inferior do veículo, capaz de gerar uma força de sucção de até dois G.
A Tesla diz que o carro foi inspirado na aeronave Lockheed SR-71 Blackbird e no caça de alta performance Lockheed Martin F-35. Dizer que voa é excessivo, mas conseguiu momento de voo, graças aos seus propulsores. “Utiliza um depósito de ar avançado, de pressão ultraelevada, que o automóvel consegue recarregar”, explica a Reuters.
Na apresentação, as acrobacias continuaram. O Roadster sobrevoou outros modelos da Tesla, graças aos propulsores de controlo de atitude e a propulsores principais instalados na traseira do automóvel. Elon Musk garantiu: “Basicamente, pode voar como um foguetão”. E acrescentou: “É 11 em 10 na escala da diversão”. Deverá alcançar 370 quilómetros por hora e “bater todos os recordes de pista que existem”, diz o empresário, acrescentando que este poderá ser, a longo prazo, o único carro da Tesla conduzido manualmente.
O Roadster terá três versões, e apenas uma permitirá acrobacias:
Performance – Poderá acelerar dos 0 aos quase 100 quilómetros por hora em menos de 1,6 segundos e utilizará um sistema de sucção sob a carroçaria. Tem dois lugares.
Thrust – Terá propulsores traseiros que reduzirão o tempo de aceleração para menos de 0,9 segundos.
Rocket – Poderá descolar e realizar manobras no ar, além de atingir quase 100 quilómetros por hora em menos de 0,59 segundos, segundo as especificações anunciadas pela Tesla. É o modelo que poderá ultrapassar os 370 quilómetros por hora, com uma autonomia superior a 480 quilómetros. Tem apenas um lugar.
As ações da Tesla estão a subir 5% no pré-mercado para 380,9 dólares esta sexta-feira para máximos de três meses, depois de Elon Musk ter apresentado o novo Roadster. Na quinta-feira, os títulos da empresa norte-americana tinham encerrado a perder 1,29%, para 362,44 dólares, segundo os dados de fecho da Nasdaq.
O novo veículo cumpre as regras para circulação rodoviária? Eis uma pergunta que também paira no ar.