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Eleitores de Renan Santos migram mais para votos nulos, diz especialista

23 October 2026 at 14:17

A pesquisa Real Time Big Data divulgada nesta sexta-feira (23) mostra Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula (PT) nos votos válidos do segundo turno, com 52% contra 48%, embora em empate técnico. O analista e sócio do Real Time Big Data, Bruno Soller, avaliou os números ao CNN Novo Dia e destacou a estabilidade do cenário eleitoral desde o primeiro turno.

Segundo Soller, o quadro atual reflete uma consolidação das intenções de voto. “Desde o que saiu das urnas no primeiro turno, [houve] pouquíssima alteração, mesmo nos trackings diários”, afirmou. O especialista ressaltou ainda que todas as pesquisas, independentemente da metodologia, apontam para uma vantagem de Flávio Bolsonaro em relação a Lula.

Migração dos votos da terceira via

Soller explicou que o pequeno crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas provém dos cerca de 9 milhões de eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD). De acordo com o analista, aproximadamente 50% desse eleitorado tende a migrar para Flávio Bolsonaro, 35% para Lula, e 15% se perde em votos nulos, brancos ou abstenções.

O analista destacou que o eleitor de Renan Santos é o que mais migra para o voto nulo ou branco. “Tanto que é o eleitor que mais migra para o nulo e branco, é o eleitor do Renan Santos, é o que mais não quer nenhum dos dois, justamente pela postura do Renan e por ele ser um líder desse grupo que votou nele”, disse Soller.

Já os eleitores de Caiado, Augusto Cury e Zema, segundo o especialista, escolheram esses candidatos principalmente por rejeição tanto a Lula quanto a Flávio Bolsonaro, e agora tendem a optar pela mudança.

Debate e indecisos

Questionado sobre o impacto do debate na reta final da campanha, Soller afirmou que o eleitorado indeciso é muito reduzido neste momento, representando apenas 1% dos entrevistados, enquanto 5% declaram intenção de votar nulo ou branco.

“O eleitor do Flávio Bolsonaro vai dizer que o Flávio Bolsonaro ganhou. O eleitor do Lula vai dizer que o Lula venceu”, pontuou o analista, sugerindo que os debates tendem a reforçar convicções já estabelecidas. Soller também previu um possível aumento da abstenção no segundo turno, dado o alto índice de rejeição aos dois candidatos.

Estratégias de campanha e comunicação

Na avaliação de Soller, Flávio Bolsonaro acerta mais quando se posiciona como símbolo de mudança e erra quando tenta apresentar propostas mais detalhadas ao eleitorado. Já Lula, segundo o analista, melhorou sua comunicação no segundo turno em relação ao primeiro, adotando uma postura de “meia-culpa” e projetando mais expectativas para o futuro. “Acho que acertou um pouco mais na comunicação, mas talvez o tempo não seja suficiente para fazer uma grande virada”, concluiu Soller.

O especialista apontou ainda que, diante da solidificação do eleitorado e da desvantagem de Lula entre os eleitores da terceira via, a missão do candidato à reeleição seria converter cerca de 11% dos votos da abstenção — em um universo de 33 milhões de eleitores —, o que classificou como “uma missão hercúlea”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Ipespe/Abrapel: Lula é desaprovado por 47%; aprovação é de 45%

23 October 2026 at 14:03

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) aponta que 47% dos brasileiros desaprovam a maneira de governar do presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por outro lado, 45% dizem aprovar o modo como o petista conduz o governo.

Não souberam ou não responderam à pergunta 7% dos entrevistados.

Na última rodada do levantamento, divulgada no dia 17, o índice dos que desaprovavam a gestão de Lula era de 48%. Já os que avaliavam positivamente a atuação do atual presidente eram 45%.

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Metodologia

Foram ouvidas 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00223/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo

Ipespe/Abrapel: 51% dizem não confiar em Flávio; 48%, em Lula

23 October 2026 at 14:02

Nova rodada da pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) avaliou a confiança do eleitorado brasileiro nos candidatos que disputam o segundo turno das eleições presidenciais deste ano.

Os dados aferidos apontam que mais da metade dos entrevistados, 51%, dizem não confiar no senador Flávio Bolsonaro (PL). Outros 48% dizem o mesmo sobre o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na outra ponta, 29% dizem confiar muito em Flávio Bolsonaro e 19% confiam um pouco. Aqueles que não sabem ou não responderam são 2%.

Para Lula, são 34% que respondem confiar muito no candidato à reeleição e 14% que confiam ao menos um pouco. Outros 2% não sabem ou não responderam.

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No mesmo levantamento, quando perguntados em quem votariam, caso as eleições fossem hoje, 50,5% optaram pelo senador carioca, ante 49,5% que declaram voto no atual presidente.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 22 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04350/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

Ipespe/Abrapel: Flávio é rejeitado por 48%; Lula, por 47%

23 October 2026 at 14:01

Pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada nesta sexta-feira (23), mostra que o senador e candidato Flávio Bolsonaro (PL) é rejeitado por 48% dos entrevistados, enquanto o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 47% no mesmo índice.

Na última rodada da pesquisa, divulgada no dia 17 de outubro, o parlamentar e o atual presidente foram rejeitados, igualmente, por 47% dos entrevistados.

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Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados afirmam que com certeza votariam em Flávio e 5%, que poderiam votar. Aqueles que não sabe ou não responderam não pontuaram, e os que não o conhecem o suficiente são 1%.

Em relação à Lula, 46% afirmaram que com certeza votariam nele e 5%, que poderiam votar. Não sabe ou não respondeu somaram 1% e aqueles que não o conhecem o suficiente não pontuou.

Metodologia

A pesquisa Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%.

O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04350/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo

 

Ipespe/Abrapel: Flávio tem 50,5% dos votos válidos; Lula, 49,5%

23 October 2026 at 14:00

Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta sexta-feira (23) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% das intenções de voto para a disputa de segundo turno das eleições presidenciais. Seu adversário, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recebe a preferência de 49,5% do eleitorado.hierarchy visualization

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Desde o início dos levantamentos realizados após o primeiro turno, há uma tendência de aproximação entre os candidatos. Na primeira pesquisa, realizada dois dias após a primeira rodada da votação, Flávio Bolsonaro marcava 52,7% das intenções de voto para o segundo turno, ante 47,3% de Lula. Naquele momento, a diferença estava além da margem de erro.

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Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 22 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos próprios do instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04350/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

Real Time: Flávio tem 52% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48%

23 October 2026 at 11:00

Pesquisa Realtime Big Data desta sexta-feira (23) mostra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos votos válidos do segundo turno, mas empatado tecnicamente.

Flávio tem 52% dos votos válidos, ante 48% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, ambos estão em empate técnico.

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

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Metodologia

A pesquisa Realtime Big Data ouviu 2.000 pessoas em todo o país por telefone entre os dias 19 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09670/2026.

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Queda de vídeos, alcance e bloqueios: entenda ações eleitorais sobre a Meta

23 October 2026 at 08:00

A Meta, administradora do Instagram, Facebook e WhatsApp, vem ocupando papel central na discussão política das eleições deste ano. Desde o início do período eleitoral, a empresa vem sendo repetidamente acusada de tentar interferir no pleito, supostamente influenciando métricas dos candidatos de um lado e bloqueando conteúdos de outros. A big btech voltou ao centro do debate na última semana, quando surgiram novas denúncias de interferência, cobranças da Justiça eleitoral e a admissão da própria empresa de que há “falhas recorrentes” no controle do conteúdo.

Os episódios dos últimos dias envolveram o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o cantor MC Cabelinho, o MPF (Ministério Público Federal), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e até mesmo congressistas democratas dos Estados Unidos, além dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Nikolas Ferreira

Na última terça (20), o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) relatou ter tido dificuldade para compartilhar um vídeo no Instagram. Segundo ele, seus seguidores tiveram problemas para compartilhar a publicação nos stories e, depois, o post ficou sem som.

O vídeo, em apoio à eleição do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), traz depoimentos de moradores da região Nordeste e tinha uma música do cantor Rubel com Xande de Pilares ao fundo.

Após a Meta informar que o áudio foi retirado por solicitação de direitos autorais, Nikolas acusou Rubel de tentar impedir a divulgação do vídeo, dizendo que o artista teria acionado a Sony Music Brasil, sua produtora, para derrubar o som. O cantor publicou foto nas redes sociais declarando apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A CNN procurou o cantor e a produtora, mas não obteve retorno.

Nas diretrizes de direitos autorais disponíveis no site da Meta, a empresa informa que não se deve usar o trabalho de outra pessoa “se você não tem permissão para isso”. Segundo a companhia, o usuário pode infringir o uso dos direitos autorais mesmo dando crédito, comprando o conteúdo, e sem a intenção de violar o direito autoral.

Ainda de acordo com a empresa, caso algum conteúdo infrinja qualquer regra relacionada a direitos autorais, o usuário receberá uma notificação e a publicação será removida.

MPF endurece cobranças à Meta

Na quarta (21), o MPF (Ministério Público Federal) recomendou à Meta a adoção de medidas urgentes para garantir transparência e proteção à liberdade de expressão nas redes sociais durante o período eleitoral.

O órgão deu um prazo de 48 horas para que a empresa respondesse se vai seguir as recomendações e detalhar quais medidas serão tomadas. Também deu 30 dias para a companhia apresentar um relatório conclusivo.

O MPF pediu que a plataforma deixe de remover publicações, suspender contas sem fundamento jurídico ou contratual específico, e realizar bloqueios e restrições arbitrárias nas redes sociais.

Entidades que defendem maior transparência pública e organizações de tecnologia relataram que, desde setembro, a Meta vem removendo publicações e suspendendo perfis de forma expressiva. Os bloqueios teriam atingido diversos grupos, como estudantes, movimentos sociais, veículos de imprensa, comentaristas políticos e cidadãos.

Após a denúncia, o MPF questionou a Meta sobre a conduta, em 14 de outubro.

A companhia alegou ter bloqueado mais de 200 mil perfis de forma automática com base em critérios do período de silêncio eleitoral e identificação de uso de inteligência artificial em conteúdos políticos com presença de rostos.

Agora, o órgão voltou a cobrar a empresa após avaliar que as informações prestadas foram genéricas e insuficientes. De acordo com o MPF, grande parte dos bloqueios foi feito sem justificativa individualizada ou com base em enquadramentos indevidos em categorias graves, como terrorismo e exploração sexual infantil.

MC Cabelinho

Na quinta (22), a Meta removeu um vídeo publicado pelo cantor MC Cabelinho em parceria com o portal Revelando. A gravação abordava a acusação de Flávio Bolsonaro ter sido funcionário fantasma no gabinete do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos 19 anos.

O vídeo publicado por Cabelinho convidava os seguidores a assistirem ao conteúdo — que continua no ar — completo no YouTube.

Após a derrubada, o cantor questionou a empresa, que justificou que a remoção ocorreu após sinalização de que o conteúdo teria sido feito por inteligência artificial. O uso da tecnologia a 72 horas das eleições, no dia do pleito e no dia seguinte da votação fere as diretrizes de uso da plataforma, conforme comunicado.

A empresa ainda afirmou que a identificação do uso de IA pode ter ocorrido devido ao aplicativo usado para editar o vídeo, que pode usar a tecnologia no processo.

“Vale reforçar que muitos aplicativos de edição de imagem, vídeo e áudio usam recursos de IA e incorporam ao arquivo um sinal padrão da indústria indicando esse uso. A Meta lê esses sinais automaticamente e, para cumprir a determinação, indisponibiliza esses conteúdos no Brasil. Essas publicações voltam a ficar visíveis no país após o período definido pelo TSE”, escreveu.

Após o ocorrido, o artista, o portal Revelando e outros veículos voltaram a publicar o vídeo, que não apareceu mais com o selo de IA.

À CNN, o Calma Urgente, responsável pelo Revelando, reforçou que o vídeo não contém elementos de inteligência artificial.

Congressistas dos EUA

Como mostrou a CNN nesta quinta-feira (22), congressistas dos Estados Unidos enviaram uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, com questionamentos sobre o tratamento dado a Flávio e Lula durante as eleições brasileiras. O documento foi assinado por 12 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders.

No texto, parlamentares dizem que estão preocupados com relatos de que as plataformas da empresa estariam restringindo ou suprindo conteúdos associados à campanha do petista, enquanto estariam amplificando ou recomendando os associados à campanha de Flávio.

Os políticos dos EUA pontuaram que as redes americanas não devem influenciar nos resultados de eleições em outros países e pedem esclarecimentos sobre as acusações e adoção de medidas para garantir “condições de disputa equilibradas”.

A carta ocorre após a campanha de Lula alegar ter sido alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios. Além disso, especialistas independentes da ONU (Organização das Nações Unidas) também questionam a atuação da Meta nas eleições, e o MPF destaca que a empresa não cumpriu todas as medidas de isonomia eleitoral definidas pelo TSE.

A Meta, no entanto, continua a negar qualquer interferência no processo eleitoral.

Alcance “privilegiado”

Ainda na quinta, a Justiça Eleitoral deu 12 horas para a Meta explicar os motivos do alcance “privilegiado” dos perfis de Nikolas Ferreira (PL), Pablo Marçal (PRTB), Flávio Bolsonaro (PL) e o candidato a vice na sua chapa, Alfredo Gaspar (PL).

Em decisão, o ministro Ricardo Villas Bôas Cuevas, do TSE, exige que a empresa detalhe a origem das visualizações, a proporção de seguidores e não seguidores que viram as publicações e a quantidade de contas alcançadas.

A ordem atende a um pedido feito pela campanha de Lula, e o descumprimento do prazo pode levar a uma multa de R$ 100 mil por hora de atraso, o equivalente a R$ 2,4 milhões por dia.

No parecer, o ministro citou números do perfil de Nikolas no Twitter e disse que o alcance do deputado no Instagram exige “esclarecimentos técnicos acerca das métricas de distribuição”.

No mesmo dia, a Meta divulgou comunicado afirmando que “é o engajamento, e não o número de seguidores, que impulsiona o alcance e o desempenho de um conteúdo”.

Segundo a empresa, vídeos que acumulam visualizações, curtidas, comentários e compartilhamentos em pouco tempo são mais propensos a alcanças mais pessoas.

“Uma conta com um número relativamente pequeno de seguidores pode alcançar mais pessoas se uma parcela maior de seu público estiver ativa e visualizar, interagir, republicar ou compartilhar seu conteúdo”, diz a empresa.

Conforme a Meta, isso não representaria “qualquer tratamento preferencial”.

A nota foi divulgada após reportagem da Folha de S. Paulo mostrar que o vídeo de Nikolas Ferreira, mesmo depois de ficar sem áudio, alcançou 160 milhões de visualizações no Instagram. O número seria superior às visualizações em publicações de nomes conhecimentos mundialmente, como Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo.

Meta nega favorecer candidatos

Na terça-feira (20), a Meta negou ao TSE que esteja descumprindo ordens do Tribunal durante o período eleitoral ou favorecendo candidaturas nas redes sociais.

Segundo a empresa, as plataformas aplicam as mesmas regras de distribuição de conteúdo para todos os candidatos e têm adotado uma série de medidas para evitar abusos, como a criação de uma lista de permissões para anúncios, que restringe a veiculação de propaganda eleitoral paga.

No mesmo dia, o Comitê de Supervisão da Meta afirmou que há “falhas recorrentes” no controle de conteúdo eleitoral nas redes administradas pela empresa. Também criticou o tratamento dado às contas de anúncios do presidente Lula e, em nota, os copresidentes do Comitê afirmaram que o episódio representa uma falha e deveria ter sido tratado por uma equipe interna de especialistas.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

Flávio e Lula afinam estratégias para o último duelo na TV antes das urnas

23 October 2026 at 07:30

O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afinam suas estratégias para o último debate na disputa pelo Palácio do Planalto, promovido pela TV Globo, nesta sexta-feira (23).

Economia popular, segurança pública, proteção às mulheres, saúde, custo de vida e a garantia de manutenção de programas sociais têm sido os principais temas treinados da campanha de Flávio.

A perspectiva é que o candidato do PL adote uma postura um pouco menos provocativa diante de Lula do que no debate da TV Bandeirantes, responda mais diretamente a perguntas feitas pelo petista e fale mais das próprias propostas. A intenção é ainda tentar atrair eleitores indecisos e de centro.

Leia Mais:

Embora a circulação dos candidatos vá ficar mais restrita no debate desta sexta, Flávio ainda deve buscar se movimentar pelo palco.

O principal objetivo de Lula no debate é impor um tom mais propositivo. A avaliação da campanha é de que o presidente foi puxado por Flávio para um debate acusatório, que afastou eleitores independentes e indecisos. O mandatário tentará manter o embate focado em propostas e defesa de um “legado”.

A movimentação nos palcos foi considerada um ponto baixo na participação de Lula no primeiro debate e vem sendo treinada com atenção. No embate da TV Bandeirantes, o petista apareceu fora do foco de luz e confundiu câmeras especialmente no início do debate.

Lula se preparou também para evitar a tática de Flávio Bolsonaro de aparecer ao fundo em seu plano. A ideia é de que o petista fique mais tempo no púlpito.

Flávio treinou para o debate ao longo dos últimos dias ao lado de auxiliares e marqueteiros. Também fizeram parte da preparação o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), especialmente na área de infraestrutura, e o senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP), para segurança pública, por exemplo.

Já Lula se preparou especialmente na última quinta-feira (22) e tem em seu núcleo de preparação o chefe da Secom (Secretaria de Comunicação Social), Sidônio Palmeira, o senador Camilo Santana (PT), o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o senador eleito Rui Costa (PT).

Enquanto Flávio deve viajar ao Rio de Janeiro, onde acontece o debate, pela manhã e se reunir com assessores na Barra da Tijuca, Lula irá à capital fluminense por volta das 18h. O embate será promovido nos Estúdios Globo.

Datafolha: Veja como Flávio e Lula pontuam por renda, gênero e religião

23 October 2026 at 06:23

Pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (22) mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, empatados com 50% dos votos válidos na disputa pelo Palácio do Planalto, a três dias do segundo turno das eleições. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Como mostrou a CNN, em relação à rodada anterior da pesquisa, divulgada na semana passada, Flávio oscilou um ponto percentual para baixo, enquanto Lula oscilou um ponto para cima.

Os resultados variam conforme os recortes do eleitorado, como renda, gênero, religião, idade, escolaridade, declaração racial e região do país.

Renda, gênero e religião

Entre os eleitores com renda familiar mensal de até dois salários mínimos, Lula está à frente com 58% dos votos válidos, ante 42% de Flávio.

Já nas faixas de renda entre dois e cinco salários mínimos e acima de cinco salários mínimos, o candidato do PL aparece com 58%, contra 42% do petista em ambos os grupos. Nesse recorte, a margem de erro é de três pontos percentuais.

No recorte por gênero, Lula registra 53% dos votos válidos entre as mulheres, contra 47% de Flávio. A diferença de seis pontos percentuais está dentro do limite da margem de erro, de três pontos para mais ou para menos.

O cenário se inverte entre os homens: Flávio soma 54%, enquanto Lula tem 46%. A diferença de oito pontos percentuais supera a margem de erro de três pontos, indicando vantagem numérica do senador nesse segmento.

Os eleitores evangélicos dão a Flávio 73% dos votos válidos, contra 27% de Lula. A vantagem do candidato do PL nesse segmento supera a margem de erro de quatro pontos percentuais.

No eleitorado católico, Lula soma 59%, ante 41% de Flávio. O petista também tem vantagem superior à margem de erro, de três pontos percentuais.

Idade e escolaridade

Na faixa etária de 35 a 44 anos, Flávio tem 56% dos votos válidos, contra 44% de Lula. Com margem de erro de cinco pontos percentuais, esse é o único dos cinco grupos etários em que a diferença ultrapassa o limite do empate técnico.

No recorte por escolaridade, Lula lidera 57% dos votos válidos entre os eleitores com ensino fundamental, contra 43% de Flávio. A margem de erro nesse segmento é de quatro pontos percentuais.

Entre os eleitores com ensino médio, Flávio soma 53% dos votos válidos, ante 47% de Lula. A diferença de seis pontos percentuais está no limite técnico. Já entre aqueles com ensino superior, o senador registra 54%, contra 46% do presidente, com margem de erro de quatro pontos percentuais.

Região e racial

Lula lidera no Nordeste, com 68% dos votos válidos, contra 32% de Flávio. Nesse recorte, a margem de erro é de quatro pontos percentuais.

O candidato do PL aparece à frente nos outros três recortes regionais do país. No Sudeste, soma 56%, ante 44% do presidente, com margem de três pontos percentuais. No Sul, tem 64%, contra 36% de Lula. Já no agrupamento Centro-Oeste/Norte, registra 56%, ante 44% do petista. Nos dois últimos recortes, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

Os eleitores que se autodeclaram pretos dão a Lula 61% dos votos válidos, contra 39% de Flávio. Nesse grupo, a margem de erro é de cinco pontos percentuais.

No eleitorado branco, o senador registra 55%, ante 45% do presidente, com margem de três pontos. A disputa entre os pardos está tecnicamente empatada: Flávio tem 51%, e Lula, 49%, dentro da margem de erro de três pontos percentuais.

O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores de uma eleição.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Contratada pela Folha de S.Paulo e pela Globo, a pesquisa Datafolha foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-09709/2026.

Vox: 47,1% rejeitam voto em Flávio; 44,8%, em Lula

23 October 2026 at 04:02

Pesquisa Vox Brasil divulgada nesta sexta-feira (23) aponta 47,1% de rejeição ao voto no senador Flávio Bolsonaro (PL), enquanto o voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é rejeitado por 44,8% dos entrevistados no 2º turno.

Os eleitores que alegaram rejeição de voto em ambos somaram 3,9%, os que não rejeitam o voto em nenhum deles, 2,2%, enquanto apenas 2% dos entrevistados não souberam responder ou não opinaram sobre.

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Metodologia

O instituto Vox Brasil entrevistou presencialmente, em domicílios, 2.100 pessoas entre 20 e 22 de outubro, em todo o território nacional. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

Financiada com recursos próprios do instituto, a pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03259/2026.

*Sob supervisão de João Ker

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

O que acontece se Flávio Bolsonaro e Lula empatarem nas urnas, no 2º turno?

23 October 2026 at 03:22

O Brasil tem mais de 158 milhões de eleitores aptos a votar no segundo turno, no próximo domingo (25 de outubro). Os brasileiros terão de escolher entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O primeiro turno foi marcado por uma diferença de 1,8 ponto percentual entre os dois candidatos, considerando os votos totais, o que representa pouco mais de 2,2 milhões de votos.

Para o segundo turno, o último levantamento do Datafolha divulgado nesta quinta-feira (22) projetou um empate numérico, com 50% das intenções de voto para cada candidato.

Embora um empate numérico absoluto na apuração das urnas seja um cenário estatisticamente quase impossível, exigindo que ambos obtenham exatamente a mesma quantidade de votos em um universo de dezenas de milhões de eleitores, a legislação brasileira prevê um critério de desempate para eleições majoritárias.

A regra é determinada pelo Artigo 77, no 5º parágrafo da Constituição Federal, que estabelece: em caso de empate entre os candidatos no segundo turno, é considerado eleito o candidato mais idoso

O cálculo para determinar a vitória em um eventual empate considera exclusivamente os votos válidos, isto é, aqueles destinados a uma das candidaturas registradas. Votos em branco e votos nulos são desconsiderados e não entram na contabilização da maioria nem na verificação de empate.

Caso Lula e Flávio terminem a votação com exatamente o mesmo número de votos válidos, Lula seria declarado vencedor pela regra etária. O atual presidente tem 80 anos, enquanto o senador tem 45.

A regra, contudo, só é acionada em caso de igualdade matemática perfeita. A vantagem de um único voto válido a favor de qualquer uma das candidaturas já é suficiente para definir o próximo presidente do Brasi

Waack: A maldição do incumbente aperta o cerco a Lula

23 October 2026 at 02:03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falou tanto na sua vida de heranças malditas, jeito que ele encontrou de sempre por a culpa nos outros, até herdar de fato uma maldição: a maldição do incumbente.

É um fantasma que assombra quem está no poder não importa em que país. Com Lula, parece um pouco pior essa assombração, pois ele gastou o que tinha e não tinha para ganhar votos e continua enfrentando uma situação muito difícil e apertada para virar a desvantagem com a qual saiu do primeiro turno.

Em termos eleitorais, o retorno para tanta gastança tem sido muito baixo. Seu adversário sofre com situação semelhante.

As eleições para o Legislativo consolidaram uma imensa vantagem para a centro direita. As pesquisas indicam que Flávio Bolsonaro continua o favorito para vencer as eleições, mas por margem mais apertada do que logo após o primeiro turno.

É claro que a onda prejudicando Lula é a onda que diretamente beneficia Flávio.

Essa onda aparece em alguns números de pesquisas publicadas.

Mas, sobretudo, nas pesquisas chamadas qualitativas, que não são registradas no TSE. Elas trazem um sentimento generalizado de mudança, causado por outro sentimento, o de que as coisas não melhoram.

Esses são fatores amplos, de longo prazo, nem um pouco novos. Já os de curto prazo são imprevisíveis. Podem ser o que acontece num último debate, pode ser algum tipo de humor do público que se consolida nas últimas 24 horas, até mesmo nas últimas horas antes do fechamento.

Lula diz que soube sempre lidar com heranças malditas. Com esta que enfrenta agora ainda não provou que consegue.

Veja quem Renan Santos apoia no 2º turno entre Flávio e Lula

23 October 2026 at 00:58

Quando a apuração do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) confirmou no último dia 4 que a eleição para a Presidência da República chegaria ao segundo turno com a disputa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o então candidato Renan Santos (Missão) afirmou que não iria apoiar nenhum dos dois nomes e que seus eleitores deviam fazer “o que quiserem”.

Apesar da fala de Renan, ele tem criticado de forma mais dura a campanha de Flávio e seus aliados. Nesta terça-feira (20), o líder do Missão rebateu as críticas de Pablo Marçal, aliado do candidato do PL (Partido Liberal) que o comparou ao líder nazista Adolf Hitler e chamou seus eleitores de “moleques esquisitos”.

Em resposta nas suas redes sociais, Renan comentou o acontecido e afirmou que o eleitor que escolhe votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno “está perdendo o seu tempo”.

Mesmo se posicionando de forma oposta à eleição de Flávio, Renan reforça que também não apoia o adversário petista, e afirmou que está entre “anular” o voto ou “nem votar” neste domingo.

Apesar das críticas, o líder do Missão reafirmou que não vai dizer aos seus eleitores o que eles devem fazer neste segundo turno.

Essa foi a primeira eleição de Renan Santos, que ficou em quarto lugar no primeiro turno da corrida presidencial e conseguiu 2.675.887 milhões de votos, 2,24% dos votos válidos.

*Sob supervisão de João Ker

Vai ter debate no 2º turno? Veja quando Flávio e Lula se enfrentam

23 October 2026 at 00:07

Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se enfrentam nesta sexta-feira (23), no último debate presidencial previsto para o segundo turno das eleições de 2026. O encontro será transmitido ao vivo pela TV Globo, pela GloboNews e pelo g1, a partir das 21h20, logo após o Jornal Nacional, com mediação do jornalista César Tralli.

Por causa da transmissão e da programação especial, a Globo não exibirá a novela “Quem Ama Cuida” nesta sexta.

O debate terá quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. A proposta da emissora é permitir que os candidatos apresentem e discutam seus planos de governo. O primeiro confronto entre os dois, realizado pela Band no último domingo (18), foi marcado por ataques e discussões acaloradas.

Quais são as regras e formato do debate?

Os três primeiros blocos terão temas determinados. No primeiro, serão seis rodadas de perguntas sobre questões relacionadas às diferentes regiões do país e um tema prioritário de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada, distribuídos entre pergunta, resposta, réplica e tréplica.

No segundo e no terceiro blocos, os candidatos escolherão entre os temas apresentados no telão e farão perguntas um ao outro, seguindo a mesma dinâmica de tempo.

O quarto bloco será de tema livre. Cada presidenciável terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções. Ao fim do encontro, os dois terão espaço para considerações finais.

Globo terá regra contra provocações

Nos três primeiros blocos, o candidato que estiver com a palavra poderá se movimentar pelo cenário, enquanto o adversário deverá permanecer em seu púlpito até chegar a sua vez de falar. No último bloco, cada candidato poderá circular livremente pelo seu lado do cenário.

A medida busca evitar situações como a do debate da Band, quando Flávio Bolsonaro se posicionou atrás de Lula em diferentes momentos, em cenas que repercutiram nas redes sociais.

A regra já havia sido definida antes de a campanha petista reclamar do comportamento do senador em reunião com as campanhas, no dia 13 de outubro.

Debate não terá checagem ao vivo na TV

Apesar de pedidos de internautas e de mobilizações nas redes sociais, a Globo não fará a checagem de declarações ao vivo na televisão. O g1 publicará verificações na página do Fato ou Fake durante o confronto.

A Folha de S.Paulo e a Agência Lupa também farão análises das falas dos candidatos ao longo do debate, com publicações no site e transmissões no Instagram.

O que acontece depois do debate?

Após o confronto, os candidatos poderão participar de uma entrevista coletiva na sala de imprensa com duração de 10 minutos para cada um. A ordem foi definida por sorteio na presença de representantes dos partidos: Lula falará primeiro e depois Flávio Bolsonaro.

 

Análise: Flávio mira votos “lulistas” de Cury, Lula busca o centro

22 October 2026 at 22:42

Na reta final da campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensifica a aproximação com Augusto Cury para tentar conquistar uma parcela dos eleitores que votaram no escritor no primeiro turno.

Segundo avaliação do analista de Política da CNN Pedro Venceslau ao CNN 360°, a presença de Cury nas redes sociais de Flávio tem sido frequente, aparecendo em stories e em eventos de campanha.

Uma pesquisa Quest revelou que, entre os eleitores de Augusto Cury, 48% apoiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e 33% declaram intenção de voto em Flávio Bolsonaro.

Esse dado explica o empenho da campanha de Flávio em mobilizar o próprio Cury.

Conforme apontou Pedro Venceslau, Cury é o único candidato do primeiro turno cujos eleitores se dividiram majoritariamente em favor de Lula, o que reduziu a vantagem de Flávio Bolsonaro nesse segmento.

Cenário entre eleitores de outros candidatos

O quadro é diferente quando se observam os eleitores de outros candidatos eliminados no primeiro turno. Entre os que votaram em Renan Santos — que tem adotado uma postura ambígua, mais crítica a Flávio Bolsonaro do que favorável a Lula —, 51% apoiam Flávio e 25% apoiam Lula.

Já entre os eleitores de Ronaldo Caiado, que, segundo Venceslau, “deu uma sumida” da campanha de Flávio Bolsonaro, 57% estão com Flávio e 21% com Lula. Romeu Zema também tem feito algumas aparições em apoio a Flávio Bolsonaro.

Estratégia de Lula para conquistar o centro

Do outro lado, Lula adota uma estratégia voltada ao eleitorado de centro. A campanha tem escalado Geraldo Alckmin para gravar vídeos e fazer intervenções públicas reforçando que ele não é de esquerda.

“A direita e a esquerda somos todos brasileiros”, é a mensagem que Alckmin tem transmitido. Venceslau destacou que Alckmin fez uma aliança inusitada com Lula em 2022, mas que isso não o transformou em socialista.

Além disso, a campanha de Lula tem explorado depoimentos de ex-bolsonaristas que mudaram de posição.

Nomes como Alessandro de Frota, Joyce Hasselman e Tony de Paula aparecem em vídeos veiculados nas redes sociais e no horário eleitoral.

Em alguns casos, esses nomes declaram apoio direto a Lula; em outros, apenas afirmam ser de direita e defender a candidatura de Lula especificamente contra Flávio Bolsonaro.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

EUA: Deputados democratas questionam Meta sobre tratamento a Flávio e Lula

22 October 2026 at 22:31

Congressistas dos Estados Unidos enviaram uma carta direcionada a Mark Zuckerberg, CEO da Meta, com questionamentos sobre o tratamento dado a Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em meio à disputa presidencial brasileira. O documento foi assinado por 12 deputados democratas e pelo senador independente Bernie Sanders.

O texto pontua que os parlamentares estão preocupados com relatos de que plataformas da empresa estariam restringindo ou suprimindo conteúdo associado à campanha de Lula, enquanto amplificariam ou recomendariam conteúdo associado à campanha de Flávio. A Meta é dona do WhatsApp, do Instagram e do Facebook.

A campanha do petista alega ser alvo de restrição na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios, além de apontar aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Especialistas independentes da ONU também questionaram a atuação da Meta nas eleições brasileiras de 2026, e o Ministério Público Eleitoral do Brasil apontou que a companhia americana não cumpriu todas as medidas de isonomia eleitoral definidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

A Meta, entretanto, tem negado qualquer interferência no processo eleitoral ou favorecimento político e atribuiu os problemas relatados a questões técnicas.

“Considerando o papel fundamental que as redes sociais desempenham na comunicação política, é inaceitável que qualquer plataforma de rede social favoreça um candidato ou partido político em detrimento de outro, seja de forma deliberada ou inadvertida”, destacaram os políticos dos EUA.

Os congressistas americanos pontuaram que têm responsabilidade de garantir que plataformas de redes sociais americanas não influenciem os resultados de eleições em outros países.

“Instamos vocês a tomarem medidas imediatas para assegurar que, daqui em diante, os candidatos e suas respectivas campanhas em eleições democráticas recebam tratamento e acesso equitativos em suas plataformas”, ressaltaram.

Pediram esclarecimentos adicionais sobre as medidas tomadas pela Meta, além da adoção de providências para garantir “condições de disputa equilibradas” nas redes sociais.

Por fim, os congressistas solicitaram uma reunião de esclarecimento com a Meta para esta sexta-feira (23) e que a empresa responda a seis questionamentos até o dia 4 de novembro.

As perguntas incluem como a empresa orientou seus funcionários para gerenciar a moderação de conteúdo em eleições estrangeiras, incluindo as eleições brasileiras de 2026, e quais iniciativas ela adotou para cumprir as determinações do Tribunal Superior Eleitoral.

Além disso, questionam se a Meta permitirá que um auditor independente tenha acesso aos dados internos sobre moderação e distribuição, “especificamente os dados relacionados a conteúdo político referente às eleições brasileiras” para confirmar se há tratamento igualitário aos candidatos em suas plataformas.

Questionamento é feito em meio a período eleitoral nos EUA

Os questionamentos dos congressistas americanos relacionados à eleição no Brasil são feitos em meio ao próprio período eleitoral: democratas e republicanos se preparam para a disputa das Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que renovarão a Câmara e o Senado em 3 de novembro.

Uma fonte ligada ao Congresso dos Estados Unidos afirmou à CNN Brasil que esse fator, assim como a agilidade com que os políticos se mobilizaram, demonstra preocupação genuína com o cenário no Brasil e a atuação da Meta.

“O que torna esta carta particularmente significativa é a rapidez com que os membros do Congresso se mobilizaram para elaborá-la e divulgá-la, especialmente na reta final das eleições de meio de mandato, momento em que, compreensivelmente, sua atenção está voltada para as campanhas eleitorais”, destacou a fonte.

“O fato de terem se disposto a agir com tamanha agilidade, apesar de suas agendas extremamente lotadas, demonstra o quanto levam a sério essas preocupações”, adicionou.

Globo limita espaço de Flávio e Lula no estúdio em último debate; entenda

22 October 2026 at 21:48

A TV Globo decidiu limitar a circulação dos candidatos à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante o debate desta sexta-feira (23) nos estúdios da emissora, no Rio de Janeiro. O encontro será o último televisionado entre os postulantes ao Palácio do Planalto antes do segundo turno das eleições.

Ao contrário do debate da Band realizado no último domingo (18), na Globo, o candidato que tiver a palavra poderá se movimentar pelo cenário livremente nos três primeiros blocos, mas o adversário deverá se manter em seu púlpito até chegar a sua vez de falar.

Além disso, no quarto bloco, que será de tema livre, cada candidato poderá se movimentar livremente, mas apenas pelo seu lado do cenário.

Como mostrou a CNN, no debate do último domingo, a campanha do presidente Lula chegou a criticar a postura de Flávio e acusou o candidato do PL (Partido Liberal) de “ironizar” e fazer gestos ao fundo da imagem durante respostas do petista no debate.

Fontes afirmaram à CNN que quando os assessores entraram no palco durante o intervalo para orientar os candidatos, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira, teria feito uma reclamação aos diretores da Band. Assim que o debate voltou ao vivo, um dos moderadores pediu que “os candidatos não atrapalhem as respostas um do outro, sem expressar reações e movimentos físicos bruscos que atrapalhem a compreensão do telespectador”.

Outro ponto que se difere do debate da Band é que a Globo fará uma checagem das declarações dos candidatos.

Segundo a emissora, essa verificação vai ser feita pelo site g1 e deve começar ainda durante o encontro, com publicações das verificações na página do “Fato ou Fake”. O processo vai contar com uma equipe de mais de 30 jornalistas do grupo para dar agilidade ao processo.

“O trabalho seguirá pela madrugada, em conjunto com os sites dos jornais O Globo, Extra e Valor Econômico e da Rádio CBN”, informou.

Como também mostrou a CNN, a campanha de Lula defendeu internamente que o último debate presidencial contasse com checagem de fatos em tempo real e cogitou sugerir a proposta à TV Globo.

Último debate antes do 2° turno

O debate de sexta vai começar a partir das 21h20, ao vivo, após o Jornal Nacional. O encontro será mediado pelo jornalista César Tralli.

O embate será baseado em perguntas entre os candidatos para buscar um aprofundamento de suas propostas para o governo federal. Segundo a emissora, a dinâmica do encontro, assim como a configuração do cenário e a disposição dos candidatos, foi concebida para reforçar esse propósito.

O debate vai ser composto por quatro blocos de perguntas e respostas, além das considerações finais. Três serão de temas determinados e um, de tema livre. A ordem das perguntas será definida por sorteio feito ao vivo pelo apresentador.

O primeiro bloco vai contar com seis rodadas de perguntas com assuntos relacionados às regiões do país e um tema de âmbito nacional. Cada candidato terá três minutos por rodada — dividido entre pergunta e réplica ou resposta e tréplica.

No segundo e terceiro blocos, Flávio e Lula deverão escolher entre os temas apresentados no telão para elaborar suas perguntas, com a mesma dinâmica de tempo.

No quarto, o tema será livre e cada um deles terá oito minutos de fala, sem limite de intervenções.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

Eleição está acirrada e reflete país dividido, afirma governador da Paraíba

22 October 2026 at 21:44

Em entrevista ao CNN 360°, Lucas Ribeiro (PP), governador reeleito da Paraíba, avaliou o cenário político nacional às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Para ele, o país atravessa um momento de profunda divisão, e a disputa deve entrar para a história como uma das mais acirradas já registradas.

“Estamos vivendo um ambiente cada vez mais dividido. Essa vai ser uma eleição que vai ficar marcada na nossa história, uma eleição acirrada, uma eleição dura, que ninguém está conseguindo prever o resultado”, afirmou Lucas Ribeiro, destacando que as pesquisas apontam para um cenário de empate técnico entre os candidatos.

Apoio a Lula e parceria com o governo federal

Apesar de o PP ter declarado apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, Lucas Ribeiro manteve seu posicionamento em favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O governador ressaltou que essa posição não é recente e reflete uma parceria construída ao longo de seu primeiro mandato.

“Nosso governo anterior à eleição já tinha essa parceria com o presidente Lula, com o governo federal, que se transforma em obras importantes e em políticas públicas importantes aqui no nosso estado”, declarou.

Ele também mencionou um aporte de mais de R$ 2 bilhões enviados pelo governo federal à Paraíba nos últimos anos, além do programa que zerou a fila de cirurgias eletivas no estado, e obras relacionadas à transposição do Rio São Francisco.

Expectativa de maior participação no segundo turno

Lucas Ribeiro demonstrou confiança em um aumento do comparecimento às urnas no segundo turno.

Segundo ele, a votação mais simplificada — com apenas um cargo em disputa na Paraíba, o de presidente da República — deve reduzir as filas e facilitar a participação do eleitorado.

“No primeiro turno, você tem um eleitorado que teve dificuldade para votar porque são cinco votos, demora muito, as filas demoraram bastante. E nesse segundo turno, além de ser um voto mais rápido, também há o engajamento das pessoas”, explicou.

O governador também observou que o acirramento da disputa tem mobilizado eleitores que se abstiveram no primeiro turno.

“Muitas pessoas que não foram votar no primeiro turno, por algum desânimo, estão mais engajadas a decidir nessa eleição, a votar pelo acirramento que as pessoas estão vendo”, disse, acrescentando que os movimentos de apoio a Lula nas ruas da Paraíba têm sido constantes.

Postura independente do resultado

Questionado sobre como conduziria seu segundo mandato caso Lula não seja reeleito, Lucas Ribeiro adotou um tom pragmático.

Ele afirmou que, assim como governa para todos os 223 municípios da Paraíba independentemente da orientação política de seus prefeitos, espera que qualquer presidente eleito tenha o mesmo compromisso com a população.

“Qualquer presidente, governador que esteja sentado ali na cadeira, deve ter esse compromisso, acima de tudo, com a população brasileira”, declarou.

Renovação política com responsabilidade

Com 37 anos, Lucas Ribeiro é apontado como o mais jovem governador eleito do país.

Ao ser questionado sobre a ascensão de gestores jovens em diferentes espectros políticos, ele ponderou que a juventude, por si só, não é suficiente. “Não adianta juventude sem você ter o compromisso de fazer gestão, de servir as pessoas”, afirmou.

Para ele, o eleitorado paraibano reconheceu não apenas a renovação, mas também o histórico de entregas de seu governo.

“As pessoas confiaram no nosso trabalho por ter a esperança de renovação, da gente poder renovar a política, mas uma renovação com responsabilidade”, concluiu.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Ministros do TSE criticam campanha eleitoral baseada em acusações de crimes

22 October 2026 at 16:00

Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram nesta quinta-feira (22) o que classificaram como uma frequência excessiva de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano.

Durante sessão plenária, os magistrados defenderam que o debate eleitoral seja centrado em propostas e projetos políticos, e não em ataques pessoais.

“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.

Estela também criticou o excesso de acusações e afirmou que o TSE tentou uma conversa com as campanhas dos candidatos para debater o tema.

“Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, disse.

As manifestações ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL) que pedia a retirada de uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A peça reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, em seguida, exibiu uma fotografia de um grupo do qual ela fazia parte. Por maioria, os ministros decidiram permitir a veiculação da publicidade, desde que o rosto da mulher fosse borrado.

As declarações ocorrem também em meio à repercussão do chamado “desafio dos sigilos”, que tem ocupado o centro dessa reta final de campanha presidencial.

As campanhas de Lula e Flávio foram ao TSE na manhã desta quinta para acompanhar o que a equipe do presidente informou ser o protocolo de sua resposta às condições impostas pelo senador.

Entenda o desafio dos sigilos

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.

O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

 

Indexa/Broadcast: Flávio tem 50,6% dos votos válidos; Lula, 49,4%

22 October 2026 at 13:15

Em um cenário estimado para o segundo turno da disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebe 50,6% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, recebe a preferência de 49,4% dos entrevistados. Os dados foram aferidos pelo instituto Indexa/Broadcast e divulgados nesta quinta-feira (22).

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O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na última pesquisa divulgada pelo instituto, na semana anterior, Flávio pontuava 51% e Lula 49%.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 21 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02348/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

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