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La 080 Barcelona Fashion apuesta por la moda híbrida entre lo nuevo y lo usado

21 October 2026 at 06:50

La 080 Barcelona Fashion sorprendió hace cinco años impulsando un desfile de ropa de segunda mano y reciclada, sumándose a una tendencia que ya empezaba a crecer en la ciudad. Desde entonces, el compromiso con una moda más sostenible ha seguido estrechándose y el primer desfile de esta nueva edición, que se alargará hasta el viernes en el Port Vell, ha sido precisamente el 080 Reborn, nombre que lleva esta iniciativa que comandan des del primer día Fermín+Gilles, dúo de estilistas formado por Fermín Serret y Gilles Saint Martin que llevan 27 años trabajando juntos. De la nueva pasarela situada en la Marina Seca han salido entusiasmados. “El lugar es un sueño, una maravilla”, decía Fermín Serret mientras recibía felicitaciones por su propuesta Nòmade, que entiende la moda como un tráfico constante. La primera modelo, con una “joya” de vestido hallado en una planta de reciclaje, porteaba una gran maleta para este viaje.

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© Andrea Salazar / ACN (ACN)

La modelo con un vestido de upcycling que ha abierto la pasarela en el desfile 080 Reborn.

Taku Morikawa (Uniqlo): “Estamos en plena fase de aprender del cliente español”

21 October 2026 at 04:15
Taku Morikawa, responsable del negocio de Uniqlo en Europa, en una imagen cedida por la compañía.

Uniqlo se lanza a la conquista del mercado europeo, con España en el punto de mira de sus planes de crecimiento. La cadena textil japonesa, que hace unos días presentó unos resultados anuales récord, se encuentra en fase de consolidar su presencia en las dos principales ciudades del país, Madrid y Barcelona, donde en la actualidad suma siete tiendas que, durante el próximo año, se convertirán en ocho.

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Têxtil europeu reclama taxa de 10 euros sobre pequenas encomendas de países terceiros

15 October 2026 at 13:54

A Associação Nacional das Indústrias de Vestuário, Confeção e Moda (Anivec), alinhada com as congéneres europeias, contesta a taxa de dois euros aplicada às pequenas encomendas de países terceiros, defendendo 10 euros como o “valor justo”.

Segundo o presidente da Anivec, César Araújo, a antiga regra “de minimis” no comércio e encomendas, prevendo a isenção de direitos aduaneiros para importações de pequeno valor, abriu “uma autoestrada” de acesso ao mercado europeu para o comércio eletrónico, principalmente proveniente de plataformas asiáticas.

Como resultado, salientou, o volume de pequenas encomendas que entram na União Europeia (UE) mais do que duplicou em dois anos, passando de cerca de 2.700 milhões em 2023 para 4.100 milhões em 2024 e perto de 6.000 milhões em 2025.

Poucas semanas depois de a Comissão Europeia ter fixado a nova taxa de transação para pequenas encomendas provenientes de países não pertencentes à UE em dois euros por unidade, o setor de vestuário português defende que é necessário financiar o controlo das importações e garantir condições iguais para produtores europeus e considera que 10 euros seria o “valor justo” a aplicar.

“Não se trata de direitos. Trata-se de concorrência leal, segurança dos produtos, tributação e proteção do consumidor”, sustenta César Araújo.

O dirigente associativo salienta que as receitas resultantes da taxa aplicada permitiriam financiar os recursos humanos e a tecnologia necessários para inspecionar milhões de encomendas e apela a que as importações e o impacto do Sistema de Preferências Generalizadas sejam efetivamente monitorizados, de modo a que a Europa possa agir rapidamente caso detete algum desequilíbrio.

Recentemente, num debate no Parlamento Europeu sobre como “Fazer a circularidade dos têxteis funcionar na Europa: transparência, reciclagem e competitividade industrial”, a indústria têxtil e do vestuário europeia defendeu que a sustentabilidade não pode ser um custo apenas para os europeus, mas tem de ser para todos os operadores que vendem no mercado da UE.

O debate, organizado pelo Centro de Inteligência Têxtil (Cenit) no âmbito do Projeto Lusitano, reuniu representantes das instituições europeias, da indústria e de organizações que trabalham nas áreas da circularidade, reciclagem e inovação, entre os quais Mário Jorge Machado (Euratex), Marc Puyuelo (Coleo), Eva Moalic (Refashion) e Miguel Gonçalves (Nau Verde).

Os participantes analisaram como o Passaporte Digital do Produto, os requisitos de eco-‘design’ e os regimes de Responsabilidade Alargada do Produtor (RAP) funcionam na prática, bem como o que a Europa precisa para reforçar a recolha, a triagem e a reciclagem de têxteis.

Para César Araújo, estas ambições são bem-vindas, mas implicam um custo que todos os que vendem na Europa têm de partilhar.

“A Europa não pode tornar-se mais ecológica ou mais limpa se perder a sua indústria”, afirma, alertando que, “se a produção se deslocar simplesmente para outra parte do mundo, as emissões não desaparecerão”: “O que desaparecerá serão os postos de trabalho europeus”, adverte.

O líder associativo defende que as três prioridades devem ser um mercado efetivo para as fibras recicladas, o reconhecimento do valor dos materiais reciclados produzidos na Europa e a responsabilidade alargada do produtor acompanhada de uma eco-modulação que recompense produtos duradouros, reparáveis e com menor pegada de carbono que contenham efetivamente materiais reciclados e não apenas em quantidade meramente simbólica.

O presidente da Anivec reclama ainda que a indicação “Fabricado na Europa” informe os consumidores não só sobre o local de fabrico de um produto, mas também sobre a forma como este foi fabricado.

“Não estamos a pedir à União Europeia que proteja a nossa indústria da concorrência. Estamos a pedir que torne a concorrência justa”, sustenta César Araújo, sublinhando estarem em causa cerca de 200.000 empresas e 1,2 milhões de postos de trabalho.

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Guimarães lidera falências no distrito de Braga

15 October 2026 at 11:09

Entre janeiro e final de setembro de 2026, Braga é o terceiro distrito com maior número de empresas com novos processos de insolvência, a seguir ao Porto e Lisboa. E Guimarães é a cidade com mais falências, revela o Barómetro da Informa D&B.

Segundo a análise, entre janeiro e setembro de 2026, registaram-se 203 novas insolvências no distrito de Braga, com a indústria têxtil e moda a representar um terço das insolvências do distrito, refletindo a exposição do tecido empresarial do distrito às dificuldades enfrentadas por estas indústrias.

As insolvências no distrito concentram-se fortemente em quatro concelhos: Guimarães (45), Vila Nova de Famalicão (41), Braga (38) e Barcelos (31). Em conjunto, estes concelhos representam cerca de 76% do total registado no distrito entre janeiro e setembro de 2026, salienta o Barómetro.

Por seu turno, o distrito de Braga é também o terceiro com maior número de empresas ativas no país.

Menos insolvências do que em 2025

Apesar de manter o 3.º lugar entre os distritos com mais novos processos de insolvência, os números de 2026 registam um recuo de 7,3% face ao mesmo período de 2025, correspondendo a menos 16 empresas insolventes. A nível dos concelhos, Guimarães registou menos 12 insolvências e Vila Nova de Famalicão menos 6. Barcelos e Braga aumentaram as insolvências, respetivamente mais três e mais uma.

A descida no distrito de Braga foi impulsionada sobretudo pela indústria. Este setor, que continua a ser o que tem maior expressão nas insolvências do país, registou menos nove insolvências no distrito, totalizando 87 novas insolvências no acumulado de 2026, o que corresponde a 43% do total de insolvências do distrito durante este período.

No total do país, desde início do ano até final de setembro, registaram-se 1.503 empresas com novos processos de insolvência, menos 0,2% (-3 insolvências) do que no mesmo período do ano anterior.

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Pentágono Urbano pede ajuda ao Governo para enfrentar crise do têxtil, vestuário e calçado

9 October 2026 at 18:38

Os autarcas do Pentágono Urbano pediram hoje ao Governo respostas para os setores têxtil, do vestuário e do calçado, que passam por uma “crise complicada, muito fruto do contexto internacional”.

No final de uma reunião em Barcelos, o presidente do Pentágono Urbano, Mário Constantino Lopes, sublinhou que a região do Minho representa quase 50% dos setores têxtil, do vestuário e do calçado a nível nacional.

O Pentágono Urbano é uma associação de municípios que junta Barcelos, Braga, Guimarães, Vila Nova de Famalicão e Viana do Castelo.

“Percebemos que a nossa região é muito forte nestes três setores, do têxtil, do vestuário e do calçado, e que, atualmente, passamos uma crise complicada nestes setores, muito fruto do contexto internacional que vivemos”, disse Mário Constantino, também presidente da Câmara de Barcelos.

Aludiu, concretamente, à questão da energia, à questão dos mercados, à retração do consumo e também à “competição desleal com alguns dos mercados que têm custos de contexto muito mais acessíveis do que Portugal”.

Nesse sentido, o Pentágono decidiu sentar à mesa empresários daqueles setores e vários organismos tutelados pelo Ministério da Economia, incluindo o secretário de Estado da Administração Local, Silvério Regalado, para identificar as dificuldades e constrangimentos daqueles setores e quais as oportunidades e os caminhos à disposição.

“Só nestes cinco municípios, e nos municípios que integram também o Ave, o Cávado e o Alto Minho, estão 50% do têxtil, vestuário e calçado a nível nacional, o que é um número absolutamente avassalador”, sublinhou.

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