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UN Warns El Niño Could Be Off the Scale, 3.8°C Above Average

22 October 2026 at 02:33
UN announced the allocation of $50 million from the UN emergency fund to assist 11 of the most vulnerable countries, including Chad, El Salvador, Ethiopia, Somalia and South Sudan, as a priority. Photo: EFE.

The UN World Meteorological Organization warned Wednesday that the current El Niño episode could push Pacific sea surface temperatures to 3.8 degrees Celsius above the average between November 2026 and January 2027, levels its top official called unprecedented in four decades of monitoring.


The alert came during a joint press conference in which the World Meteorological Organization (WMO) Secretary-General Celeste Saulo acknowledged that the phenomenon now sits “literally outside the scales of monitoring that we have used over the past four decades.”

Her assessment placed the coming months among the most severe climate events recorded since such tracking began.

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Saulo and UN humanitarian coordinator Tom Fletcher issued an urgent call for the international community to prepare in advance for the consequences they expect.

Fletcher put the human cost in stark terms. The phenomenon “will shake Latin America, eastern and southern Africa, Asia and the Pacific with extreme heat, droughts and floods,” he warned, and could push food insecurity to affect as many as 50 million people worldwide.

The warning singled out regions already struggling with fragile agricultural systems and limited infrastructure, where a single failed harvest can tip entire communities into crisis.

El Niño is set to hit fragile communities hard.@UNOCHA and @WMO are sounding the alarm, appealing for immediate assistance to support communities already affected by what has been described as the strongest El Niño on record. https://t.co/LDrygGkPPw pic.twitter.com/H1XcVA3AR7

— UN News (@UN_News_Centre) October 21, 2026

Off-the-Scale Temperatures

The temperature projection of 3.8 degrees above the long-term average would place this El Niño beyond the upper bands of the monitoring framework built over forty years. Saulo noted that extreme weather events are already being recorded and will tend to multiply as the phenomenon gains intensity. She stressed, however, that the crisis “does not have to inevitably trigger a humanitarian disaster,” a message both officials repeated throughout their appearance.

To front-load the response, Fletcher announced the allocation of 50 million dollars from the UN emergency fund. The money will assist 11 of the most vulnerable countries as a priority, including Chad, El Salvador, Ethiopia, Somalia and South Sudan. The list reflects the broad geographic reach of the expected impacts, spanning the Horn of Africa, the Sahel and Central America.

Both representatives insisted that a window of opportunity remains open. Extreme conditions “do not have to translate into humanitarian emergencies or fatalities” if precautions are taken in time, they argued, framing preparedness as the difference between a difficult season and a catastrophic one.

A Narrow Action Window

Saulo and Fletcher directed their appeal beyond governments. WMO and the humanitarian office urged development banks and international financial institutions to release funds in a coordinated manner before the worst damage occurs. The underlying premise is simple, El Niño cannot be stopped, but its worst human impacts can be mitigated and prevented.

Latin America appears prominently in the forecast. Central America has already been placed on maximum alert over drought conditions linked to the so-called Super El Niño, and the new warning extends that concern across the region. Africa faces the mirror problem in several zones, with eastern and southern areas bracing for a combination of heat, drought and flood depending on local geography.

WMO’s warnings marks a departure from the cautious phrasing typical of international agencies. Describing the phenomenon as off the scale is not a rhetorical flourish but a technical judgment, one intended to shake loose the funding and coordination that slow-moving bureaucracies often withhold until emergencies are already visible. For Saulo and Fletcher, the next three months represent the period when that response must be assembled, not the period when it can still be debated.

ONU alerta que El Niño podría alcanzar temperaturas hasta 3,8 grados superiores

21 October 2026 at 22:11
Tom Fletcher advirtió específicamente que este fenómeno "sacudirá América Latina, África oriental y austral, Asia y el Pacífico con calor extremo, sequías e inundaciones", lo que podría incrementar la inseguridad alimentaria de hasta 50 millones de personas en todo el mundo.

Super El Niño “sem precedentes”: ONU alerta para pico do fenômeno no final do ano

21 October 2026 at 19:36

O fenômeno El Niño pode atingir seu pico no final deste ano, se tornando um evento climático de intensidade “sem precedentes”, segundo alerta da ONU (Organização das Nações Unidas) publicado nesta quarta-feira (21).

A secretária-geral da OMM (Organização Meteorológica Mundial), Celeste Saulo, disse em coletiva de imprensa realizada em Genebra, na Suíça, que o fenômeno atingirá o pico no final de 2026, mas seus impactos serão sentidos muito tempo depois disso.

Segundo ela, eventos climáticos extremos que já estão acontecendo devem “se multiplicar e se espalhar” com a intensificação do El Niño.

A Atualização Global do Clima Sazonal mais recente prevê que as temperaturas da superfície do mar no Pacífico tropical, o epicentro do El Niño, podem subir para 3,8°C acima da média entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.

Problemas humanitários

Também estava presente na coletiva de imprena o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher.

Ele afirma que este El Niño será “colossal, com uma força destrutiva avassaladora” e que vai trazer calor extremo, secas e inundações em várias partes do mundo, causando “consequências humanitárias de grande escala”.

O cenário atual é marcado por conflitos generalizados, onde muitas populações já precisaram se deslocar, preços de combustíveis, fertilizantes e alimentos dispararam, com cortes na ajuda humanitária.

Tom afirmou que os danos não ficarão restritos apenas aos países que estão na trajetória imediata deste El Niño, mas que podem haver choques na economia global e impulsionamento de novos conflitos, deslocamentos populacionais e migrações.

O que está sendo feito?

Segundo o chefe de Ajuda Humanitária, o avanço da tecnologia, registrado desde o último El Niño, precisa ser usado para garantir resiliência às comunidades vulneráveis.

O Ocha (Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários) liberou mais de US$ 50 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergências para ajudar 11 países que estão na linha de frente, incluindo Chade, El Salvador, Etiópia, Somália e Sudão do Sul.

Celeste afirmou que condições climáticas extremas não precisam se traduzir em emergências humanitárias ou em vítimas, e que a prioridade é fornecer informações comprovadas para ajudar governos e organizações humanitárias a antecipar riscos, preparar operações e proteger populações vulneráveis.

Impactos esperados

Nas Américas, segundo a ONU, os impactos devem ser:

  • Noroeste dos Estados Unidos e sudoeste da América do Sul: aumento das precipitações;
  • América do Norte e porção norte do Caribe: precipitação acima do normal;
  • Partes da América Central, do sul do Caribe e da Amazônia: aumento do risco de seca.

El Niño e a Amazônia

A Amazônia vem enfrentando um período de queimadas: ao menos 41 municípios no estado do Amazonas estão em situação de emergência, 16 em alerta e outros cinco em atenção.

Até o momento, já são 102.445 famílias atingidas por conta da estiagem, de acordo com o boletim do Governo de Amazonas divulgado nesta terça-feira (20).

A fumaça das queimadas também afeta a qualidade do ar em Manaus. No último domingo (18), a concentração de partículas finas chegou a 94,4 microgramas por metro cúbico às 9h30, índice classificado como “muito ruim” pela Defesa Civil municipal.

O governo federal informou que vai intensificar as ações de combate aos incêndios florestais e aos efeitos da estiagem no Amazonas.

Super El Niño? Quais efeitos podem ser provocados no Brasil

 

ONU: El Niño pode ser o mais forte dos últimos 40 anos

Logo Agência Brasil

O El Niño pode ter intensidade sem precedentes e ultrapassar os padrões observados nas últimas quatro décadas, afirmou nesta quarta-feira (21) a diretora da agência meteorológica das Nações Unidas.

O El Niño deve levar uma onda de calor para algumas regiões e abalar os padrões de chuva, provocando seca severa, enquanto em outras regiões ele pode causar inundações, disse Celeste Saulo, secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial.

Relatório

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O aquecimento global deve ser mais intenso que as projeções anteriores, mesmo no cenário mais otimista, com as temperaturas médias subindo para 1,7 a 1,8 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais até meados do século, segundo relatório da ONU divulgado hoje.

Apesar da rápida expansão das energias renováveis e das políticas climáticas que estão reduzindo as emissões em muitos países, o relatório mostrou que ainda são necessárias reduções “urgentes e rigorosas” para alcançar o melhor cenário possível.

O relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) indicou que as emissões de gases de efeito estufa precisariam cair 18% em relação aos níveis de 2025 até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040. Os planos nacionais atuais reduziriam as emissões em apenas 5% a 8% até 2030 e 11% a 15% até 2035.

O relatório projetou um aquecimento global de 2,8 graus Celsius até o ano de 2100 sob as políticas atuais, ou 2,6 °C caso os países implementem integralmente os compromissos climáticos existentes. Ambas as estimativas são superiores às projeções do ano passado, refletindo a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e as avaliações revisadas das emissões históricas.

Enquanto os países se preparam para a próxima rodada de negociações climáticas na Turquia, a COP31, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que é crucial não desistir dos esforços para conter as emissões que estão causando inundações, incêndios e outros desastres naturais.

“Ultrapassar a meta não significa desistir. Ainda podemos manter esse aumento o menor e mais curto possível – e fazer com que as temperaturas voltem a ficar abaixo de 1,5 grau até o final do século”, disse ele.

De acordo com o Acordo de Paris de 2015, os países concordaram em tentar manter o aumento médio da temperatura bem abaixo de 2 graus e, preferencialmente, em 1,5°C.

Como limitar o aquecimento a 1,5°C sem ultrapassagem ou com ultrapassagem limitada não é mais considerado possível, o Pnuma disse que seu novo cenário de ultrapassagem, “mais baixo possível”, oferece cerca de 50% de chance de que as temperaturas possam retornar a 1,5°C ou menos até 2100.

O relatório indicou ainda que os planos climáticos apresentados desde o ano passado praticamente não alteraram as projeções de aquecimento futuro e que o retorno à meta de 1,5°C dependeria da remoção de carbono em grande escala, cuja viabilidade é incerta.

*Reportagem adicional de Simon Jessop

*É proibida a reprodução deste conteúdo.

Canal do Panamá bate recorde de carga graças a Ormuz

21 October 2026 at 08:55
Cerca de 521 milhões de toneladas de mercadorias foram transportadas através do Canal do Panamá no último ano fiscal (de 1 de outubro de 2025 a 30 de setembro de 2026), a bordo de quase 14 mil navios.

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Os Estados Unidos e a China são os principais utilizadores desta via de 80 quilómetros de comprimento, por onde transita, segundo as estimativas, 5% do comércio marítimo mundial

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Setembro foi o segundo mais quente de sempre

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Em toda a Europa o mês foi excecionalmente quente e seco, foi mesmo o mais quente de sempre em partes da Europa ocidental, e agravaram-se as condições de seca generalizada

Super El Niño pode afetar preços dos alimentos, água e risco de incêndios em Portugal

1 October 2026 at 06:32

O fenómeno climático conhecido como El Niño pode ter impactos que vão muito além das alterações meteorológicas. Em Portugal, os seus efeitos podem refletir-se na disponibilidade de água, na agricultura, nos preços dos alimentos e no risco de incêndios, bem como aumentar a ocorrência de episódios de chuva intensa, cheias e inundações.

A intensidade e a forma como estes efeitos se manifestam dependem da evolução das condições atmosféricas e oceânicas. Períodos prolongados de calor e de baixa precipitação podem aumentar a pressão sobre rios, albufeiras e aquíferos, sobretudo nas regiões mais vulneráveis à seca.

Mais pressão sobre a água

A redução da precipitação e o aumento das temperaturas podem diminuir a disponibilidade de água para consumo, agricultura e atividades económicas. A situação exige uma gestão cuidadosa dos recursos hídricos, incluindo a proteção das nascentes, rios e zonas húmidas, a redução de perdas nas redes de abastecimento e o uso mais eficiente da água.

A responsabilidade, porém, não deve recair apenas sobre os cidadãos. O planeamento das reservas de água, a gestão das albufeiras e a preparação para períodos de escassez são fundamentais para garantir a segurança hídrica.

Seca e chuva intensa podem coexistir

Um período seco não significa necessariamente ausência total de chuva. Depois de semanas ou meses com pouca precipitação, uma chuva muito intensa pode provocar inundações e enxurradas.

Quando o solo está muito seco e compactado, a sua capacidade de absorver rapidamente grandes volumes de água pode ser reduzida. Em zonas urbanas, sistemas de drenagem insuficientes podem agravar o problema. Em áreas de encosta, a saturação rápida do solo pode aumentar o risco de movimentos de terras.

Do campo para o supermercado

A agricultura está entre os setores mais expostos às alterações das condições meteorológicas. A falta de água pode reduzir a produtividade, aumentar as necessidades de rega e elevar os custos de produção. Episódios de chuva intensa, por outro lado, podem danificar culturas, dificultar colheitas e afetar estradas e transportes.

Estas dificuldades podem chegar ao consumidor através dos preços. Se a produção agrícola diminuir ou os custos de energia, água e transporte aumentarem, alguns produtos alimentares poderão ficar mais caros.

Os efeitos podem ser particularmente relevantes em culturas importantes para Portugal, como o olival, a vinha, os cereais, os frutos e os produtos hortícolas.

Maior risco de incêndios

O calor, a baixa humidade e a vegetação seca criam condições favoráveis à propagação rápida de incêndios rurais. Uma pequena ignição pode transformar-se num incêndio de maiores dimensões, sobretudo em períodos de condições meteorológicas adversas.

Além dos prejuízos ambientais e económicos, os incêndios afetam a qualidade do ar e podem representar riscos para a saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

Preparação é essencial

Perante fenómenos meteorológicos extremos, a prevenção e o acompanhamento dos avisos oficiais assumem particular importância. A proteção civil, os municípios, as entidades responsáveis pela gestão da água, os agricultores, as empresas e a população têm todos um papel a desempenhar.

Poupar água, evitar comportamentos que possam provocar incêndios, manter os terrenos limpos e acompanhar os avisos meteorológicos e da proteção civil são algumas das medidas que podem contribuir para reduzir riscos.

O El Niño é um fenómeno natural e os seus efeitos em Portugal não são iguais em todas as regiões. Ainda assim, períodos de maior calor, seca ou precipitação intensa mostram a importância de reforçar a preparação e a capacidade de resposta.

Mais do que prever todos os impactos, o desafio passa por estar preparado para diferentes cenários e transformar a informação meteorológica em medidas concretas de prevenção.

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